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Posts com a Tag ‘Política’

Como Neymar incomoda…

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

É interessante observar a reação das pessoas diante de Neymar. Ou melhor, a relação das pessoas em relação ao futebol e ao estilo do santista. Como aconteceu com Zico, muitos o consideram jogador de clube, alegando que ele nada joga na seleção e que só faz graça contra times pequenos, caso do Ituano e de boa parte das partidas do Paulistão. Outros o consideram um craque, algo inaceitável para alguns. Sem falar na discussão sobre simulação de faltas, postura diante de defesas mais fracas ou defesas mais sólidas, como foram as do Vélez e do Corinthians na Libertadores do ano passado.

Não vou entrar no mérito das questões levantadas, apenas acho que a reação contrária a Neymar mostra muito do comportamento de alguns brasileiros. Que se incomodam de ver o carismático jogador na mídia, protagonizando uma propaganda atrás da outra, repleto de fãs mirins, lucrando _e muito_ numa atividade que pratica com prazer. Isso irrita muita gente, quando quem deveria irritar, isso sim, era a cúpula que comanda a CBF e o esporte brasileiro, os deputados e senadores que elegeram para presidir Câmara e Senado, respectivamente, o que há de pior na política brasileira, mas não. A ira de alguns torcedores volta-se contra Neymar. Como se ele fosse o responsável _quando não é_ por todas as mazelas que afetam a sociedade brasileira. Menos, por favor, menos. Deixemos o santista um pouco em paz. Ele não joga sozinho, não faz milagres e não tem culpa por ganhar dinheiro. Pelo que me consta, honestamente.

Caixa vai ao Nordeste

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Depois de acertar o patrocínio do Corinthians, a Caixa Econômica Federal vai ao Nordeste negociar com os clubes que mais torcedores colocaram em estádios no ano passado. Entre eles estão os pernambucanos Santa Cruz, Náutico e Sport, os baianos Vitória e Bahia e os cearenses Fortaleza e Ceará.

Segundo a direção do banco a meta é aumentar a influência na região, onde o banco irá concentrar a inauguração de boa parte de suas agências.

Além do Corinthians, a Caixa patrocina Atlético-PR, cujo estádio será sede da Copa de 2014, Avaí e Figueirense, ambos de Santa Catarina.

Segundo matéria publicada no “Estadão” de ontem, ABC e América de Natal também estariam na mira do banco estatal, embora tenham muito menos apelo dos que os times da Bahia, Pernambuco e Ceará, devido à interferência de Henrique Eduardo Alves, deputado do Rio Grande do Norte e tido como favorito na disputa pela presidência da Câmara.

A Caixa nega interferência política e diz que o foco na região Nordeste faz parte da política do banco, que ainda não definiu os times que pode patrocinar na região, embora sustente que a intenção não é se restringir às regiões Sul e Sudeste e que irá focar no patrocínio esportivo, que estaria em alta devido à aproximação de eventos como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Homenagens a Marin

domingo, 8 de abril de 2012

Antes escanteado no PTB e esquecido na política nacional, José Maria Marin passou a ser badalado aqui e acolá desde que a presidência da CBF lhe caiu no colo.

O deputado Campos Machado (PTB-SP) resolveu fazer homenagem ao dirigente, que é filiado ao PTB, dizendo que é o nome forte do partido quando o assunto é esporte… Então tá.

O pior é que tem sido seguido por representantes do PSDB, DEM e PP, de Paulo Maluf, de quem Marin já foi vice, que pretendem oferecer comendas ao novo presidente da CBF. Que, não podemos esquecer, é chegado a uma medalhinha.

Os hooligans brasileiros

segunda-feira, 2 de abril de 2012

As brigas entre torcedores organizados no Brasil e a crescente violência fora dos gramados começam a atrair a atenção da imprensa estrangeira.

Depois da morte de dois torcedores palmeirenses e de um em Goiás, na semana que passou, a BBC, de Londres, prepara uma série especial sobre os “hooligans” brasileiros e o que o país pensa em fazer para combatê-los, especialmente com vistas à Copa de 2014.

Outras três emissoras de TV europeias, uma na Espanha, outra na Alemanha e a última na Suécia, também estudam abordar mais a fundo o tema das organizadas no Brasil e os conflitos entre elas, principalmente confrontos marcados via internet.

Enquanto isso o cadastro dos torcedores, promessa há tempos do Ministério do Esporte, segue próximo de zero. E o pior é que a pasta tem investido dinheiro público para o cadastro, tendo repassado verba até para uma associação presidida por Mustafá Contursi, que não chegou a fazer o esperado serviço. E a violência entre as uniformizadas deixa de ser um assunto da esfera esportiva para entrar de vez no âmbito criminal. Tema de segurança pública, com os palmeirenses não descartando retaliação contra corintianos e botafoguenses e tricolores quase se matando ontem no Rio.

Milagre

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Não, não se trata da saída do Teixeira, do fim da corrupção nos governos brasileiros, da paz entre israelenses e palestinos, nada do gênero. Nem se trata de assunto diretamente ligado ao futebol ou ao esporte.

Queria compartilhar com vocês de uma anedota contada por Maquiavel (1469-1527), conhecido como autor de “O Príncipe”, obra em que defende a concentração do poder político, mas não necessariamente o absolutismo, como a meu ver depois deturparam alguns.

Em uma de suas peças, Nicolau Maquiavel explica, jocosamente, o que seria o milagre:

“Marido: E só se pode recorrer ao frei Timóteo, que é nosso confessor de casa e um santo, até já fez alguns milagres.

Mulher: Qual?

Marido: Como qual? Não sabes que, com suas orações, a senhora Lucrezia, que era estéril, engravidou?

Mulher: Grande milagre um frade engravidar uma mulher! Milagre seria se uma freira a engravidasse!”

Desculpem hoje não tratar diretamente de futebol, esportes em geral e os bastidores do mundo da bola, mas uma pausa, como até coloquei na coluna que escrevo ao LANCE! às terças, às vezes não só é necessária, como também é gostosa. O mundo, afinal, é maior do que uma bola de futebol. E a vida também.

Ah! E o trecho acima foi tirado do início de um livro sobre Maquiavel e a Florença dos séculos 15 e 16, intitulado “Maquiavel no Inferno”, do filósofo político Sebastian de Grazia, e editado no Brasil pela Companhia das Letras.

Uma ótima terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 a todos, João

Pequenas empresas na Copa

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Movimento que reúne pequenos empresários no Brasil começa a surgir para tentar abocanhar uma fatia dos serviços que já surgiram ou ainda vão surgir por conta da Copa de 2014 e dos Jogos de 2016, ambos no Brasil.

A ideia é boa, mas talvez tenha surgido tarde demais e a falta de planejamento para os dois eventos é tão grande que duvido que o movimento, que é descentralizado, consiga ir adiante.

Na semana passada o economista Paulo Feldmann, que foi meu professor na Universidade de São Paulo e é presidente do Conselho da Pequena Empresa da Fecomércio, escreveu excelente artigo para a “Folha”, intitulado “Pequena empresa não ganha eleição”.

Lembrou que na Itália e na Alemanha pequenas empresas são responsáveis por 60% do PIB, enquanto aqui representam, ao lado das microempresas, apenas 20%.

Lembrou ainda que para Londres-2012 há uma lei que obriga a organização a privilegiar, em determinados casos, a contratação de obras, serviços e produtos dos pequenos. E insiste que no Brasil poderia ter sido feito o mesmo, com obras de estádios e infraestruturas direcionadas para pequenas construtoras.

Mas, como diz o economista, pequenos e microempresários só conseguem pensar na sobrevivência de suas empresas e não têm condições de apoiar e financiar as campanhas eleitorais, pagas pelos gigantes que acabam representados, ao contrário dos demais, no Congresso.

Copa e Olimpíada seriam duas enormes oportunidades para o Brasil mudar o foco de sua economia. Digo que seriam porque ideias criativas não têm sido levadas adiante e a (des)organização para os dois eventos segue marcante, como foi a do Pan de 2007, aquele que deixou legado mínimo e teve brutal estouro no orçamento. Exemplo que não era para ser repetido, mas está sendo seguido direitinho. Para tristeza da população.

Romário, Cohen e Maluf

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Quando estava no Sportv lembro de algumas conversas com o jornalista Renato Maurício Prado sobre os mil gols de Romário. Eu era adepto da campanha pelo milésimo gol do atacante, ele tirava um sarro com aquele bom humor que lhe é natural. A gente se divertia no Redação, programa então comandado por Marcelo Barreto, hoje nas mãos de André Rizek.

Na época eu pensava se Romário havia perdido a mão _ou o pé_ e estaria errado em seguir jogando mesmo sem as condições ideais. Empurrando o fim da carreira com a barriga. Sempre achei que era uma decisão pessoal e que tínhamos que respeitar qual fosse a que ele tomasse.

Se Romário tomou a decisão certa ou não, sei que continua nos holofotes, hoje como deputado em Brasília. Confesso que torci o nariz quando ele foi eleito, mas como já disse anteriormente tenho gostado de sua atuação na Câmara. Uma surpresa positiva. E que mostra que jogador de futebol, seja no campo político, seja no campo esportivo, quando encerra a carreira ainda tem muitas alternativas.

Fiz todo o preâmbulo sobre Romário para falar de… Arnaldo Cohen.

Li no “Estadão” entrevista com o pianista brasileiro, que deve parar com recitais no ano que vem, e pensei. Aposentando-se dos palcos agora não é que uma de suas últimas apresentações terá sido na Sala São Paulo para homenagear os 80 anos de Paulo Maluf? Aquele mesmo que teria desviado quase 1 bilhão de dólares dos cofres públicos para o exterior? Arnaldo Cohen precisava disso?

Melhor jogadores de futebol _lembra a história do Fusca de Maluf após a conquista do tri em 1970?_ e pianistas ficarem longe do político. Mas não necessariamente da política, como tem provado Romário. Pois continuo achando que esporte e música são importantes instrumentos de inserção social. Contanto que longe das mãos de Maluf, Teixeira e cia., claro.

 

 

Torcidas organizadas

domingo, 4 de setembro de 2011

Com as brigas e os recentes novos atos de vandalismo de torcedores uniformizados volta a entrar em discussão a questão da existência das organizadas.

Nos anos 90 torcedores foram proibidos de representá-las em estádios paulistas e elas foram perseguidas pelo então promotor Fernando Capez, que lutou para extingui-las. Não deu certo. Algumas apenas mudaram de nome e seus torcedores continuaram a se reunir e a disseminar a violência para fora dos estádios, muitas vezes na periferia, em estações de metrô… Houve uma descentralização das ações, o que acabou até dificultando o trabalho da polícia.

O tempo correu e elas continuam aí, enquanto Capez, que passou a ir a todos os programas esportivos de rádio e TV, dando uma entrevista após a outra, acabou virando político.

Sempre fui contra a extinção das organizadas, pois a livre associação, como bem diz o historiador Guilherme Berti de Lima, é um direito. Contanto que não seja uma associação de caráter racista, xenofóbico ou algo do gênero, os torcedores têm o direito de se reunir, sim. E em caso de crimes, como qualquer cidadão, terão de responder por eles.

Berti de Lima me mandou um e-mail com considerações interessantes sobre as uniformizadas. Para o historiador “o núcleo do problema não está na existência das organizadas, mas na ausência de políticas públicas que beneficiem a sociedade como um todo”.

“A repressão, violência policial e exclusão são experimentadas cotidianamente por estes indivíduos (integrantes das uniformizadas)”, diz ele. “Enquanto a principal preocupação (dos torcedores) estiver em se agredir, governantes e gestores não terão com o que se preocupar. É a velha política do dividir para conquistar. Imagine se, ao invés de lotar estádios e se matar essa massa reivindicasse uma melhor política educacional ou acompanhasse de perto o trabalho dos governantes?”.

De fato aí sim eles teriam com o que se preocupar, não ficariam restritos à mera repressão à violência das torcidas. Em outras palavras mais uma vez o buraco é mais embaixo. E realmente é.

666 e o contexto

domingo, 28 de agosto de 2011

Sempre gostei do número 666. Dizem que é número da besta, sei não. 6 + 6 + 6 = 18. E 18 é um número bacana para o judaísmo, representa o “chai”, que significa vida.

Quando criança, lembro de minha avó me chamando de Brasinha, personagem de gibi que eu adorava e era um pequeno diabo. Há muito tempo o gibi e o personagem saíram de circulação. Pena. Acho que Gasparzinho, o fantasma, teve vida mais longa.

Inicio o post com essas recordações para falar de transgressões, erros, corrupção, religião, burocracia e sei lá mais o quê.

Tenho percebido que quando falamos da Copa e tratamos dos bastidores muitos reclamam do orçamento de estádios, da falta de infraestrutura, do trânsito caótico, dos dirigentes, dos políticos, do governo ou dos governos… E estão em seu direito.

Outros já dizem que a sociedade brasileira é que é corrupta e os dirigentes e políticos seriam apenas reflexo dela. Pode ser.

E há os que protestam justamente contra aqueles que reclamam de tudo, dizendo que estes se intitulam defensores da ética. Não chegam a dizer da moral e dos bons costumes, mas quase.

Todos temos defeitos e qualidades, acertamos e erramos, aprendemos _ou não_ com o passar do tempo. Também transgredimos, a transgressão faz parte da vida. E o que é certo ou errado, justo ou injusto, como tudo na vida, tem um grau de subjetividade que não pode ser desconsiderado. O que é certo pode não ser justo, assim como o que é justo pode não ser certo.

Por isso insisto que o contexto tem que ser analisado. Seja quando um juiz de futebol erra _é tão fácil xingá-lo ou enxergar uma conspiração contra seu time_, seja quando uma família luta para colocar um parente num leito de UTI quando o médico diz que não há lugar, quando um sujeito faz de tudo para renovar o passaporte às pressas e atropelar a burocracia porque tem urgência para ir ao exterior se despedir de alguém que está morrendo, seja quando uma mãe, sem dinheiro nenhum, entra num mercado para roubar manteiga para alimentar seus filhos.

Há casos e casos, situações e situações. Por isso é difícil ser juiz _imagino, pois nunca fui. Seja de futebol, handebol, basquete ou… de direito.

Nem sempre ele acerta, ainda mais se não analisar o contexto. E o contexto de uma mãe que rouba um produto ou outro no mercado porque seu filho está morrendo de fome é diferente do de dirigentes e políticos que usam dinheiro público à vontade, superfaturam obras, viajam de jatinhos ou helicópteros cedidos por prestadores de serviço do governo e por aí afora.

Da mesma forma que o “666″ pode ser visto negativamente, no filme “A Profecia” estava lá na cabeça do garoto que era o filho do demônio, também pode ser visto positivamente, tudo depende do olhar do observador. Sobre os outros e sobre nós mesmos.

E se há muita coisa ruim acontecendo, basta abrir o jornal para ver as manchetes, há coisa boa ocorrendo também.

Uma delas é o seminário “Além da Adoção”, que acontece amanhã no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em SP. Pena que as inscrições já estejam esgotadas. Ops, pena não, tudo depende do olhar do observador, não? Bacana, então, sinal de que há um público interessado numa questão que estudo há algum tempo e é extremamente importante. A da adoção.

Haverá uma série de palestras e discussões com psicólogos, psicanalistas, assistentes socias, advogados, cuidadores, gestores, membros do Ministério Público e a participação da ONG Fazendo História.

A ideia é apresentar propostas para melhorar políticas públicas quando o assunto é adoção e incentivar uma participação maior da sociedade civil, pois não podemos depender apenas do governo. E no Brasil reclamamos muito do governo porque colocamos poder demais em suas mãos. E governo, pra mim, é sinal, entre outras coisas, de burocracia. Mas não só o governo.

Muitas vezes no mundo de hoje me sinto num livro de Kafka. “O Processo”, talvez.

Para quem gosta de uma boa leitura, aliás, fica aqui a dica desta obra do brilhante escritor nascido em Praga no século retrasado. Mas há um outro livro, muito mais recente, que mostra como a Justiça pode ser maluca. No Brasil ou em qualquer país. Trata-se de “Os Viúvos”, de Mario Prata, um romance policial que li no ano passado e achei muito interessante. Mostra os absurdos da vida contemporânea, a burocracia, que não é só estatal, repito, um livro kafkiano muito bem escrito por este mineiro criado em Lins, interior de SP, e que se “refugiou” em Floripa.

Como já escrevi demais, bom domingo a todos, bons clássicos, muita vida (6+6+6), João

O rabino e a honestidade

domingo, 21 de agosto de 2011

Já que discutimos muito os subterrâneos do futebol, política, denúncias de corrupção e também literatura, cinema, mídia, relações humanas, queria compartilhar com vocês uma definição que achei interessantíssima sobre a honestidade _se é que ela existe… A honestidade, não a definição _risos.

“A honestidade não está na plena probidade, mas no reconhecimento de nossas vulnerabilidades e fraquezas _a única maneira que temos de aspirar por maior consciência e aperfeiçoamento.” A definição é do rabino Nilton Bonder, no livro “Segundas Intenções _Vestindo o Corpo Moral”, de que ele é o autor.

É uma espécie de continuação do livro “A Alma Imoral”, que acabou virando uma bela peça de teatro. Espero que este também vire, pois o rabino solta o verbo novamente e diz muitas coisas que merecem profunda reflexão de todos.

Ele pondera que “vestidos dentro de nós estão quatro personagens”. ”Aquele que você pensa que é, aquele que os outros pensam que você é, aquele que você pensa que os outros pensam que você é e aquele que você gostaria que pensassem que você é.” E conclui: “A distância entre estes quatro `vocês´ detecta a influência de segundas intenções num indivíduo. Quanto maior essa distância, maior será sua necessidade por garantir presença e maior seu custo em termos de existência.”

Bonder segue: “Talvez Adão (sim, de Adão e Eva) tenha que se vestir para não se ocultar; para poder reencontrar a si mesmo. Porque vestido, demonstrando ao mundo que não é transparente, mas, ao contrário, um ser com muitas máscaras, poderá fazer uma melhor auditoria de seus feitos, falas e pensamentos. Talvez o mais nu dos humanos seja um ser vestido; plena e contundentemente vestido.”

E segue ainda mais um pouco: “O impulso-ao-bom não é o antídoto ao impulso-ao-mau porque ele não quer neutralizá-lo de forma direta. Seu arsenal se constitui de uma única possibilidade: vestir ainda mais o impulso-ao-mau, de tal forma que este não possa perambular incólume por nossas vidas. Sua missão é buscar objetividade em vez de subjetividade, resgatando assim a prevalência da realidade, e não a do sujeito, sobre a vida. Sua função é dar voz em vez de sussurro; dar rosto em vez de máscara; e é fazer algo ser entendido em vez de subentendido. É portanto vestir muito mais do que despir.”

Bom domingo a todos, João