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O esporte dos comunistas

domingo, 11 de março de 2012

Aldo Rebelo não deve se posicionar na disputa entre PT e PMDB pelo apoio do PCdoB nas eleições municipais de São Paulo. O ministro do Esporte tem sido assediado pelos dois partidos sobre possível aliança com os comunistas na disputa paulistana.

Foi procurado pelo vice-presidente Michel Temer para conversar sobre o assunto, mas prefere se manter fiel a Dilma Rousseff e focar sua atenção nas divergências entre governo e Fifa do que com as eleições em SP.

Já o ex-ministro Orlando Silva, também comunista do PCdoB, tem postura diferente. Articula com os dois lados e tenta ganhar pontos depois de ter deixado o ministério sob várias denúncias de corrupção.

Deve ser candidato a vereador em SP como principal nome do partido, mas prefere que Netinho de Paula abra mão de sua candidatura a prefeito e que o PCdoB apoie Fernando Haddad, do PT, ou Gabriel Chalita, do PMDB. Assim Netinho disputaria uma vaga à Câmara dos Vereadores e poderia puxar votos para o partido, ajudando o próprio Orlando.

O PCdoB, apesar de negociar tanto com PT quanto com PMDB, ainda mantém candidatura própria a prefeito.

Orlando Silva está magoado com parte do PT, a quem atribui as denúncias que culminaram com sua saída do Esporte, mas segue muito ligado a Lula e desde o ano passado tem prometido ao ex-presidente articular apoio a Haddad. O que não significa que não irá valorizar seu passe, negociando também com Michel Temer eventual apoio a Chalita.

Postura diferente da de Rebelo, que tem mesmo que se preocupar com outras questões e tentar organizar a bagunça que toma conta dos preparativos (ou da falta deles) para a Copa no Brasil.

O atual ministro conseguiu arrumar um inimigo externo e desviar um pouco o foco da desorganização e da falta de planejamento para 2014, fruto da briga com Jérôme Valcke, o secretário-geral da Fifa. Mas, tirando a questão dos estádios, que em geral estão caminhando relativamente bem, que a baderna continua, continua. E os gastos aumentando e tudo ficando para a última hora, como alguns já previam que acontecesse em 2007, quando o Brasil ganhou o direito de abrigar o Mundial.

Jogo de empurra no Esporte

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A oposição já requisitou os documentos da criação e extinção de uma empresa para trabalhar na Olimpíada de 2016 que causou prejuízo de quase 5 milhões de reais ao erário público. Eles serão entregues ao Congresso até quinta.

A Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, que foi aberta pelo Ministério do Esporte e logo depois extinta, contou com a ajuda da Fundação Instituto de Administração, que lhe prestou consultoria no valor de 4,7 milhões de reais. O dinheiro foi pago, apesar de o trabalho da FIA ter ido parar no lixo com a extinção da empresa. 

Segundo o ministro Aldo Rebelo, do PCdoB, a decisão de constituir a empresa e depois extingui-la foi de seu antecessor, Orlando Silva, também do PCdoB.

A correligionários, o ex-ministro joga a responsabilidade pela extinção ao Ministério do Planejamento, que teria alegado não haver necessidade no trabalho da empresa, pois a infraestrutura olímpica já teria sido discutida pela pasta com o Comitê Organizador Local, presidido por Carlos Arthur Nuzman.

Foram feitos dez pagamentos à FIA, cinco depois de ter sido anunciada a decisão de extinguir a empresa.

Segundo funcionários do Ministério do Planejamento, Aldo Rebelo, atual ministro do Esporte, teria sido o responsável por colocar a empresa no Plano Nacional de Desestatização, levando-a ao fechamento.

O ministro insiste que não tem responsabilidade e quer que o Tribunal de Contas da União e a oposição peçam explicações a seu antecessor.

Já a FIA explica que recebeu porque realizou o trabalho e não tem responsabilidade se seus serviços foram parar no lixo.

Como ninguém quer assumir a responsabilidade, a oposição quer ouvir não só Aldo Rebelo, mas também Orlando Silva e a ministro do Planejamento, Miriam Belchior, além de integrantes das duas pastas, do COL e da FIA. Os conselheiros da empresa, criada no ano retrasado e extinta no ano passado, também devem ser chamados para se explicar.

É, quem acha que escândalo acontece só com a Copa de 2014 esquece-se da Olimpíada dois anos depois…

Nuzman e as loterias

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A divisão dos recursos da Lei Piva tem causado polêmica entre presidentes de confederações esportivas, boa parte insatisfeita com a gestão Carlos Arthur Nuzman, que usaria a verba como forma de manipulá-los e mostrar poder.

Pelo menos seis confederações têm batalhado para marcar uma assembleia e discutir a divisão da grana, criando critérios que especifiquem qual porcentagem caberá a cada entidade.

Questionam também a parte que cabe ao Comitê Olímpico Brasileiro, definida arbitrariamente por Nuzman, presidente do próprio COB, e a que vai para um fundo de reserva.

Idealizada pelo ex-senador Pedro Piva, a lei das loterias destina uma parte de sua arrecadação para o esporte olímpico brasileiro.

Quando Agnelo Queiroz assumiu o Ministério do Esporte no primeiro governo Lula, o COB passou a chamar a lei de Agnelo/Piva, o que descontentou o ex-senador mas ganhou pontos com o então ministro.

Nuzman tornou-se muito próximo de Agnelo e Orlando Silva, que sucedeu o primeiro na pasta de Esporte, mas se afastou dos dois depois que começaram as denúncias de corrupção no ministério.

Também se afastou de João Havelange, que vivia homenageando sempre que tinha oportunidade, já que o ex-presidente da Fifa, abalado por denúncias de corrupção, saiu de cena pedindo desligamento do COI.

As relações de Nuzman, que acumula a presidência do COB com a do Comitê Organizador Local para os Jogos de 2016, com a Rede Globo não são as mesmas desde que a Record ganhou a disputa para transmitir a Olimpíada de Londres, que acontece ainda em 2012, e dos Pans de 2011 e de 2015.

A volta do ex-ministro

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Orlando Silva, político que largou a pasta de Esporte atolado por denúncias de corrupção, é o nome em que o PCdoB aposta para puxar votos para o partido nas eleições municipais de São Paulo.

A ideia, que nasceu após ele ter deixado o ministério, é que seja candidato a vereador e atue com afinco para viabilizar a candidatura de Netinho de Paula a prefeito.

Mesmo com as denúncias, Orlando Silva também tem sido assediado pelo PT, que já o sondou para montar o programa de Fernando Haddad no tocante a projetos esportivos para a capital paulista.

Lula, que aprecia muito o trabalho do ex-ministro, vê nele um interlocutor do PT, que ainda tenta demover o PCdoB de lançar candidato próprio em São Paulo.

Na campanha paulistana, Orlando Silva deve defender a implementação na cidade de programas idealizados pela pasta de Esporte, como o Segundo Tempo e o Pintando a Cidadania.

Curiosamente os dois foram responsáveis pela saída do ministro, já que recursos da pasta teriam sido desviados para ONGs e empresas de fachada envolvidas tanto com um quanto com outro.

O Segundo Tempo tem como objetivo democratizar o acesso à prática de atividades esportivas, enquanto o Pintando a Cidadania incentiva a distribuição gratuita de material esportivo para comunidades carentes.

Detalhe: o provável candidato e nome forte do PCdoB no esporte de São Paulo responde inquérito no STJ, o Superior Tribunal de Justiça, e deve usar seu espaço na TV e nos palanques para defender sua gestão.

Detalhe 2: Orlando Silva também quer retomar os estudos em 2012 e concluir Ciências Sociais na USP, curso que iniciou em 1998. Não entendo como não foi jubilado…

Fogo cruzado no Esporte

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A bola da vez parece ser o Ministério do Trabalho, nas mãos do PDT, mas o fogo cruzado no Esporte continua.

Funcionários da pasta ligados ao PCdoB, o partido de Orlando Silva e do atual ministro Aldo Rebelo, procuram indícios que liguem o atual governador do Distrito Federal e ex-homem-forte do ministério, Agnelo Queiroz, às irregularidades no Programa Segundo Tempo.

Detalhe: Agnelo trocou o PCdoB pelo PT e entrou em choque com Orlando Silva, que foi seu secretário-executivo, seguiu no PCdoB e assumiu a pasta em seu lugar.

Em Brasília, o DEM, partido de oposição, quer pedir o impeachment de Agnelo, que deve ter de ir ao Congresso explicar as denúncias sobre o Ministério do Esporte.

Na defensiva, o governador do DF pretendia se encontrar com Lula, de quem foi ministro em seu primeiro mandato, para pedir apoio. Com a descoberta do câncer do ex-presidente, os contatos foram interrompidos.

Já Orlando Silva, que deixou o ministério após a saraivada de denúncias de corrupção, além de preparar sua defesa não vai se afastar da política. A tendência é se lançar candidato a vereador pelo PCdoB em São Paulo e trabalhar para a eleição de Fernando Haddad, o candidato de Lula na capital paulista, em 2012. Mas a mágoa em relação a Agnelo continua…

O ministério e a CBF

sábado, 5 de novembro de 2011

O Ministério Público Federal quer investigar possíveis repasses do Ministério do Esporte na gestão Orlando Silva para projetos ligados ao COB e à CBF.

A entidade comandada por Ricardo Teixeira, ao contrário da dirigida por Carlos Arthur Nuzman, sempre se gabou de não receber um centavo de dinheiro público.

Entrou na mira do MPF, no entanto, exposição realizada durante a Copa da África, no ano passado, com acervo da CBF sobre a participação do Brasil em todos os Mundiais de futebol.

O evento foi realizado sem licitação, segundo o Ministério, seguindo pedido da confederação. Como quem pagou a conta foi o Esporte, ou seja, o governo, tanto Orlando Silva quanto Ricardo Teixeira terão de dar explicações.

Os consultores de Aldo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Não é que Aldo Rebelo resolveu ouvir não apenas Mustafá Contursi mas também os ex-deputados e dirigentes esportivos Eurico Miranda e Márcio Braga sobre assuntos ligados à Copa de 2014?

O novo ministro do Esporte, que comandou a CPI da CBF/Nike há pouco mais de dez anos, diz que não vai fazer autocrítica de seu trabalho e resolveu ter como interlocutores velhas e novas lideranças do futebol. Entre as novas, destaque para Andrés Sanchez, presidente do Corinthians.

Pelé, que esteve na posse de Aldo, e Zico, também devem ser ouvidos pelo novo ministro sobre o Mundial no Brasil.

Aldo, que por mais de uma vez foi chamado de Rabelo (sobrenome do presidente de seu partido, o PCdoB) pela presidente Dilma, tem apreço por Orlando Silva, o ex-ministro que caiu diante de uma série de denúncias de corrupção na pasta. Continua dizendo que Orlando foi vítima da luta de classes e tem escanteado Agnelo Queiroz.

Para o PCdoB, o atual governador do DF, que comandou o Esporte antes de Orlando, estaria por trás das denúncias que derrubaram seu sucessor e ex-secretário-geral. Detalhe: Agnelo trocou a sigla pelo PT e se distanciou de Orlando desde o início do segundo mandato de Lula. Vem mais fogo cruzado por aí…

CBF prefere Rebelo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A cúpula da CBF _leia-se Ricardo Teixeira_ prefere o deputado Aldo Rebelo a Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda, como novo ministro do Esporte, caso se confirme a saída de Orlando Silva.

O nome de Luciana Santos já havia sido divulgado pela Fifa, como possível nova interlocutora da entidade para assuntos da Copa, mas a confederação tem mais trânsito com Rebelo.

Aldo Rebelo foi um dos integrantes da CPI que investigou o futebol brasileiro e o contrato CBF/Nike na Câmara, era forte opositor de Teixeira, mas hoje os dois se dão muitíssimo bem, obrigado. Os tempos mudam e a vida segue… Mal na Esplanada dos Ministérios, com a queda de um ministro após o outro, mas segue.

Fifa “demite” dois ministros

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Emissários da Fifa no Brasil avisaram a cúpula da entidade que o governo brasileiro, atolado em denúncias de corrupção, deve perder dois ministros. Além de Orlando Silva, do Esporte, descartado por Jérôme Valcke como interlocutor para assuntos da Copa, a aposta é que Mário Negromonte não dure muito em Cidades.

Com isso duas pastas importantes para os interesses do Mundial devem ter, imagina a Fifa, novos ministros no próximo mês, quando o presidente Joseph Blatter e o próprio Valcke, seu secretário-geral, são esperados no Brasil para tratar da Lei Geral da Copa.

O Ministério das Cidades é responsável, junto com governos estaduais e municipais, pela questão da mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa. Negromonte, do PP, não conta com apoio de boa parte de sua bancada, um péssimo sinal para ele.

Na Cultura, apesar de boatos sobre possível saída da ministra Ana de Hollanda, a Fifa aposta em sua permanência. Membros da entidade devem se reunir com ela em novembro para discutir uma série de ações culturais durante a Copa, boa parte delas nas fun fests, de onde o brasileiro sem ingresso poderá ver o evento.

 Já Orlando Silva, cujo ministério afunda na lama, deve ter investigados 179 dos 232 convênios ainda em vigência do Programa Segundo Tempo, um antro de corrupção. Eles foram firmados com ONGs, universidades federais, governos municipais e estaduais e a pasta usada para ajudar os companheiros de partido de Orlando, o “comunista” PCdoB.

Homenagem a Agnelo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tem gente que diz que recordar é viver. Pelo sim, pelo não, vale lembrar homenagem que o Comitê Olímpico Brasileiro fez quando Agnelo Queiroz ganhou força no esporte, assumindo a pasta no governo Lula.

A lei que dá verba das loterias para o COB distribuir entre as diferentes confederações, conhecida por Lei Piva, passou a se chamar Agnelo/Piva, uma maneira de bajular o então ministro, hoje governador do Distrito Federal.

A maioria dos órgãos de comunicação seguiu a orientação do COB sobre o nome da lei. A “Folha” não e até hoje a chama de Lei Piva. Se o comitê queria agraciar o político, problema dele. Não era a intenção da “Folha”, por exemplo.

Deixando de lado as denúncias que pesam contra Agnelo e Orlando Silva, que o sucedeu no ministério, cabe à Justiça investigá-las, considero os dois no mínimo incompetentes.

Revoltante ver um programa, conhecido como Segundo Tempo, cujo objetivo seria o de ajudar a inserir na sociedade jovens carentes por intermédio do esporte, transformar-se nesse monstro, com recursos indo a ONGs de fachada, desviados aqui e acolá, sem controle nenhum. Como têm dito alguns, se tudo isso aconteceu no segundo tempo imagine o que não foi feito no primeiro…

Boa semana a todos, apesar dos pesares, João