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Posts com a Tag ‘obras’

Fifa e Itaquera

terça-feira, 18 de março de 2014

Por mais que a Fifa possa até espernear publicamente, a entidade estava cansada de saber que o estádio do Corinthians não ficaria pronto em 15 de abril.

Tanto que a ideia era que a arena fosse inaugurada em maio. Trabalhava-se com a data de primeiro de maio, mas por ser o Dia Internacional do Trabalho e haver receio de manifestações, aventou-se a hipótese de a primeira partida no estádio ser realizada um pouco depois do feriado. Ou deixar a abertura para abril mesmo, mas com uma série de ajustes a serem feitos durante o mês de maio.

É o caso do setor VIP e das lanchonetes, que só deverão estar prontos daqui a dois meses. Ou da cobertura, que ainda está incompleta e deverá ser finalizada apenas em maio.

A maior preocupação da Fifa em relação à arena de Itaquera é com a questão da segurança. Há temor de acidente, sim, já que o estádio será pouco testado até a abertura do Mundial, em 12 de junho.

Preocupam muito também o estádio do Atlético-PR, em Curitiba, que tem sido tocado às pressas, e o entorno do Beira Rio, que anda caótico e sem muitas perspectivas de grandes melhoras até o início da Copa.

Dilma aperta equipe

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A presidente Dilma Rousseff tem apertado sua equipe de trabalho, pedindo providências e prazos para a conclusão das últimas obras ligadas à Copa.

Dos 12 estádios do Brasil para o Mundial, seis ainda não foram entregues, descumprindo promessa feita à Fifa de que todos estariam prontos até o final do ano passado.

O próximo a ser inaugurado será o de Natal, na semana que vem. O Beira-Rio, em Porto Alegre, ficará pronto até o final de fevereiro, mas Cuiabá, Curitiba, Manaus e São Paulo ainda não bateram a tecla quando o assunto é a data para a abertura.

Dilma quer ter uma resposta até semana que vem, quando vai à Suíça para o Fórum Econômico Mundial e deve ser cobrada em relação aos estádios.

Outros temas ligados à Copa preocupam a presidente, como o aumento abusivo no preço dos hotéis e dos preços em geral já que o setor de serviços quer se aproveitar do evento para faturar o que pode e o que não pode, a questão dos aeroportos, que terão mais voos liberados durante o evento, e especialmente a segurança.

O esquema para receber a seleção dos Estados Unidos durante duas semanas em SP, acionado assim que os norte-americanos chegaram à capital paulista, deve ser repetido com outras delegações na Copa.

Há, porém, receio de que manifestações populares e movimentos como o chamado rolezinho, que ganha os shoppings paulistanos e começa a ser copiado em outras capitais brasileiras, criem problemas indesejados no Mundial e prejudiquem ainda mais a imagem do Brasil, que apresenta problemas na área econômica.

Dilma, enfim, terá muito a explicar na Suíça e, a menos de cinco meses do início da Copa, quer ação e resultados de todos os setores envolvidos com o Mundial. Talvez seja um pouco tarde para começar a cobrar, já que tivemos quase sete anos para nos preparar para o evento, mas antes tarde do que nunca. Até porque o tempo passa… E passa rápido.

Itaquera, 1/5

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Fifa trabalha com a data de primeiro de maio, feriado do dia do trabalho que cai numa quinta-feira, para a inauguração, com realização de um evento-teste, da arena do Corinthians, em Itaquera.

A data não é confirmada pelo clube paulista, embora seus dirigentes já tenham falado que antes disso o estádio deve estar pronto. A ideia é termina-lo em abril e já se cogitou fazer um evento-teste no local no dia 15 daquele mês se tudo seguir diante do planejado.

Na semana passada a entidade que dirige o futebol mundial cobrou do Comitê Organizador Local, presidido por José Maria Marin, que acumula o cargo com a presidência da CBF, cronograma de entrega dos outros cinco estádios que, assim como Itaquera, não ficaram prontos em 2013, ao contrário do prometido para a Fifa.

Até agora, porém, não houve resposta, já que nem o governo brasileiro sabe com precisão a data de conclusão de cada arena. A presidente Dilma Rousseff, inclusive, tem cobrado isso de sua equipe.

Em janeiro deve ser entregue a Arena das Dunas, em Natal. Em fevereiro, o Beira-Rio, em Porto Alegre. Manaus deve ficar para março, Cuiabá e Curitiba, para abril. O estádio do Corinthians, segundo a Fifa, seria aberto em primeiro de maio mesmo. É o que receberá o jogo da abertura da Copa, em 12 de junho, entre Brasil e Croácia.

Arena Corinthians abre em…

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Fifa ainda não tem como certo que o evento-teste que abrirá a Arena Corinthians será em 15 de abril, ao contrário do que tem sido especulado e afirmado aqui e acolá.

Para a entidade que dirige o futebol mundial a abertura do estádio em Itaquera pode acabar sendo no início de maio, a cerca de um mês do começo da Copa, marcado para 12 de junho do ano que vem.

A situação, porém, já não preocupa mais tanto a Fifa que recebeu todas as garantias de que até o Mundial a arena estará pronta e em segurança para receber Brasil x Croácia.

Já o estádio do Atlético-PR, inclusive pelo imbróglio financeiro que ainda envolve sua reforma, segue inquietando a entidade. Das 12 arenas para a Copa é a que mais tem causado dores de cabeça em Zurique.

Mesmo assim o ministro do Esporte, Aldo Rebello, continua com seu discurso de que até o início da Copa tudo estará ok, comparando o evento a um casamento, em que a noiva sempre chega atrasada, mas no final acaba aparecendo…

Aqui no Brasil, pelo menos, as coisas continuam assim. Na base do jeitinho.

Copa maquiada

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Semana passada veio a notícia de que a Prefeitura do Rio resolveu recapear um trecho de 300 metros na Favela da Varginha, exatamente aquele que faz parte do trajeto do papa Francisco, que estará na cidade em julho por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Na Copa, que o Brasil abriga no ano que vem, algo parecido deve acontecer nas 12 cidades que receberão o evento.

A tendência é termos 12 ótimas arenas, todas de “Primeiríssimo Mundo”, mas sérios problemas nos arredores e em questõe de infraestrutura, já que pouco foi feito em termos de obras de mobilidade urbana, segurança, hotelaria etc. etc. etc.

Deveremos ainda ter feriados municipais em dias de jogos nas cidades e mudança nas férias escolares, de modo que elas coincidam com o Mundial, diminuindo o trânsito no período.

A ideia é tentar dar maior conforto ao turista, mas voltar ao “normal” logo depois do evento, com a vida diária repleta de problemas para o cidadão brasileiro, seja na saúde, na educação ou no simples trajeto ao trabalho, algo que poderia ser melhorado com as obras de infraestrutura para a Copa, boa parte das quais acabaram deixadas de lado.

Enquanto isso o Maracanã, que o governo do Rio insistia, pelo menos publicamente, que não ultrapassaria a casa de R$ 1 bilhão, ficará pronto por mais de R$ 1,1 bilhão e será repassado à iniciativa privada _Odebrecht e grupo Eike Batista_, que pode lucrar quase R$ 50 milhões por ano com a administração do estádio. Coisas da política brasileira.

E a reforma do Engenhão?

domingo, 12 de maio de 2013

Segue complicada e polêmica a questão da reforma do Engenhão, interditado desde fins de março por problemas estruturais na cobertura, fora o risco de pane na parte elétrica.

A Prefeitura do Rio trabalha com diferentes orçamentos e soluções para as obras. O preço variaria de R$ 110 milhões a R$ 180 milhões. O estádio, construído para o Pan de 2007, custou R$ 380 milhões, seis vezes a mais do que os previstos R$ 60 milhões.

A ideia inicial era que ficasse pronto até setembro, mas devido a divergências nos rumos da reforma, bem como nos custos, o Botafogo trabalha com a hipótese de a reabertura ser apenas no ano que vem.

O clube carioca ganhou da Prefeitura do Rio o direito de administrar o estádio pagando aluguel de cerca de R$ 40 mil mensais, além de arcar com a manutenção da arena.

Arrendando o estádio ao Fogão, a Prefeitura só recuperaria o investimento feito para construí-lo em quase 90 anos. Agora, diante da interdição do Engenhão e dos gastos que terá com a reforma, provavelmente nem em cem verá a grana de volta.

O velho preço do Maraca

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Não é de hoje que a Secretaria de Obras do Rio trabalha com o valor da reforma do Maracanã acima da casa de R$ 1 bilhão, como esse próprio blog já publicou em 2011.

Desde lá o governo do Estado do Rio estimava a reforma do estádio no patamar de R$ 1,1 bilhão ou até um pouco mais, embora, pressionado pela mídia e opinião pública, críticas aos gastos excessivos com o Maraca, tenha passado meses e meses insistindo que o preço final seria de R$ 849 milhões.

Deve terminar, porém, em pouco mais de R$ 112 bi, depois de aditivo no contrato de R$ 200 milhões, elevando a reconstrução para mais de R$ 1 bi. Com outros gastos que não teriam sido inclusos, como construção e colocação de catracas e bilheterias, além do gerenciamento das obras, por exemplo, encosta em R$ 1,15 bilhão.

O preço final deve ser quase o dobro do que o previsto inicialmente. E o pior _ou pelo menos tão complicado quanto_ é que os organizadores dos Jogos do Rio, em 2016, já falam em novas obras para adequar o estádio às exigências do Comitê Olímpico Internacional, que não seriam as mesmas da Fifa.

Antes da reforma atual o Maracanã passou por duas signficativas. Uma para receber o Mundial de Clubes de 2000, vencido pelo Corinthians. A outra para o Pan de 2007, quando havia a promessa de que ficaria adequado aos padrões da Fifa. Não ficou, tanto que acabou reconstruído.

Na Copa de 2014 ainda corre o risco de não ver a seleção brasileira jogar lá. Palco da final do Mundial, só terá algum jogo do Brasil se o time de Luiz Felipe Scolari chegar à decisão.

O estádio também será usado na Copa das Confederações. Deverá ser reaberto para o público pagante apenas em 2 de junho, no amistoso que a seleção fará contra os ingleses.

Não serve de consolo para os cariocas, mas não é a única arena da Copa com preço maior do que o esperado. O estádio de Brasília, que não querem chamar de Mané Garrincha durante o Mundial, que o diga.

Fifa e Arena Pantanal

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Fifa quer explicações do Brasil sobre a crise que ameaça as obras na Arena Pantanal, em Cuiabá. A entidade que dirige o futebol mundial foi pega de surpresa sobre a situação da Santa Bárbara Engenharia, uma das construtoras responsáveis pelo estádio, que fica a cada dia mais grave. Com dívidas na casa dos 500 milhões de reais, ela estaria à beira da falência, colocando em risco a construção.

Segundo um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, no atual ritmo em que as obras estão e com a crise da Santa Bárbara, cujo pedido de recuperação judicial foi feito no final do ano passado, até outubro o estádio não fica pronto. A Fifa esperava vê-lo concluído em dezembro passado, mas dada a situação caótica da construtora, aceitou estender o prazo até outubro. As obras começaram há mais de dois anos e meio e ainda não chegou à marca de dois terços concluídos.

A Secretaria Extraordinária da Copa em Cuiabá, porém, considera a situação “normal” e mantém o prazo de outubro para a conclusão da Arena.

Mas o estádio está longe de ser o único problema da cidade, uma das 12 sedes da Copa de 2014.  O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), obra que também estava sendo planejada e tocada pela Santa Bárbara e cujo orçamento ficou na casa de 1,5 bilhão de reais, pode acabar ficando de lado, já que a urgência agora ficou toda por conta da arena.

No Rio, o Maracanã, que também sofre problemas com o cronograma das obras, enfrentou problema semelhante com a construtora Delta, que se retirou do consórcio responsável pelo estádio, assim como já se retirara da construção do Engenhão para o Pan de 2007. Vale lembrar que a Delta Engenharia era a empresa com ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira, investigado por uma CPI no Congresso que terminou em pizza.

Já em Minas, apesar do caos que foi a inauguração do Mineirão, outro estádio da Copa, o secretário extraordinário para o Mundial em Belo Horizonte, considerou “normais” os problemas de acesso e estacionamento que tanto incomodaram torcedores e tantos protestos geraram no clássico mineiro. De “normal” em “normal”, caminhamos rumo à Copa das Confederações, logo mais em junho, e à Copa de 2014, que já está à vista.

Volto a postar na próxima segunda (dia 18), mas até lá, dentro do possível, tento responder os comentários de vocês. Bom restante de semana a todos e desde já um ótimo final de semana, João Carlos

Brasil em foco

domingo, 19 de agosto de 2012

Para o bem ou para o mal a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 têm deixado a imprensa internacional mais focada no que acontece por aqui.

Na semana que passou a operação-padrão realizada por policiais federais em diversos aeroportos do país ganhou destaque negativo na imprensa mundial, que lembrou o transtorno causado para a população, os atrasos, cancelamentos e perda de voos por parte de vários passageiros. Estiveram em pauta ainda as ações da Polícia Rodoviária Federal parando estradas no país.

O Superior Tribunal de Justiça chegou a proibir tanto as operações-padrão da PF quanto as da PRF. Os movimentos dos servidores serão alvos de reportagens especiais da CNN e da BBC, ambas de olho no país da Copa e dos próximos Jogos Olímpicos.

Também teve destaque o anúncio do Programa de Concessões de Rodovias e Ferrovias, apontado por alguns como o maior programa de privatização da história do país e elogiado no exterior, seja pelo “New York Times”, seja pelo “Financial Times” ou por jornais alemães, franceses e escandinavos.

Na avaliação estrangeira o investimento de 133 bilhões de reais do governo federal irá melhorar a infra do Brasil e contribuir para acelerar as obras para o Mundial de 2014, que estão bem atrasadas no tocante à mobilidade urbana. Tende, também, a ajudar as referentes ao Rio-2016. Quem viver verá…

A vez do Rio

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Depois de a Fifa não parar de pressionar o governo brasileiro em relação às obras da Copa, chegou a vez de o Comitê Olímpico Internacional começar a se preocupar. Com os Jogos do Rio, em 2016.

Quando terminar a Olimpíada de Londres, em 12 de agosto próximo, o COI deve aumentar as visitas ao Rio de Janeiro e subir o tom nas conversas com os brasileiros.

A principal preocupação é com o setor hoteleiro, considerado insuficiente para receber os Jogos. Segundo avaliação do comitê, projetos para a construção de novos hotéis não faltam, mas o problema é que, pelo menos até agora, eles seguem apenas no papel.

A mobilidade urbana também preocupa, mas o COI espera aceleração nas obras durante o ano que vem, já que o Rio, antes de receber a Olimpíada, será uma das sedes da Copa de 2014, quando abrigará a final da competição.

Das obras em atraso as que mais inquietam o comitê são o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e o Complexo de Deodoro, cujos cronogramas de trabalho não estariam sendo cumpridos. Em conjunto, ambos receberão 18 modalidades em 2016.

Com as atenções do COI ainda voltadas para Londres, já que os Jogos começam no próximo dia 27, e as do Brasil, para a Copa de 2014, as pressões do comitê têm ficado “escondidas” da mídia. Mas se o ritmo continuar na base do “devagar, quase parando”, uma hora a paciência termina. E confusão não vai faltar.