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Dois pesos, duas medidas

terça-feira, 26 de março de 2013

Está certo que foram apenas três jogos e é difícil comparar um trabalho de três meses com um que ultrapassou a casa dos dois anos, mas a mídia em geral tem sido muito mais compreensiva com Luiz Felipe Scolari do que foi com Mano Menezes.

A seleção decepcionou nos dois últimos amistosos, quando fez um péssimo segundo tempo contra a Itália, por pouco não levando uma virada, e ontem acabou acuada pela Rússia. Não vejo o time com um esquema de jogo _nem com um esboço de_, a defesa parece um buraco, a marcação é falha e o ataque não rende o necessário, criando muito menos do que poderia.

Até podemos ganhar a Copa das Confederações, como ganhamos a de 2009, na ocasião nas mãos de Dunga, como podemos ganhar o Mundial do ano que vem, mas não temos jogado bola pra nada disso. Estamos alguns patamares abaixo das principais seleções do mundo, fruto da incompetência da CBF, que errou ao apostar tanto tempo em Mano e não teve a ousadia de chamar um técnico estrangeiro pra substituí-lo, no caso Pep Guardiola, que poderia nos devolver a verdadeira essência do nosso futebol. Aquele jogado pra frente, com ótimo toque de bola, criatividade e, por que não?, autoestima.

O brasileiro hoje entra em campo de cabeça baixa, como se já estivesse derrotado. E o que temos visto em campo é um futebol feio, que não marca nem cria, tampouco empolga o torcedor, cada vez mais distante da seleção.

Ainda há tempo para uma mexida, mas Felipão dessa vez não começou bem. Fosse Mano o técnico, estaria sendo massacrado, já que não tem o passado, o currículo e os títulos que o atual técnico da seleção tem. Mas nada disso ganha jogo e, ao contrário de José Maria Marin, que diz ter visto uma evolução na equipe de Felipão, não consigo enxergar nada disso. Nem entender a convocação de alguns jogadores, como Diego Costa, Filipe Luís e o próprio Hulk.

Aliás gostaria de entender a função de Carlos Alberto Parreira na comissão técnica do Brasil. Até aqui não consegui compreender, além de estar lá, a meu ver, como mero figurante, por ter sido campeão do mundo em 1994. Mas depois disso deu vexame em 1998 com a Arábia Saudita, demitido com a Copa em andamento, ainda na primeira fase, com o Brasil em 2006, perdendo o controle do grupo, e com a África do Sul em 2010, primeira vez em que a seleção anfitriã foi eliminada da Copa na fase inicial.

Estão tratando muito mal a amarelinha. O amistoso com a Rússia ontem na Inglaterra foi apenas mais um exemplo disso. Que as coisas mudem daqui pra frente, porque há tempos corremos contra o relógio. Há tempos.

COL silencia sobre salários

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Comitê Organizador Local da Copa de 2014 resolveu se calar sobre o que chama de “vencimentos” de seus dirigentes, funcionários e colaboradores. O motivo é que José Maria Marin ficou irritado ao ver seguidamente na imprensa que ganha entre 110 mil e 115 mil reais mensais por atuar no comitê. Na CBF ele aumentou seu salário de cerca de 90 mil reais quando assumiu o cargo no ano passado, após a saída de Ricardo Teixeira, para 160 mil mensais.

Tanto na Copa da Alemanha, em 2006, quanto na África do Sul, em 2010, os comitês divulgavam os salários e prestavam contas à sociedade sobre seus gastos, inclusive o de viagens, hospedagem e alimentação de dirigentes, funcionários e colaboradores, muitos dos quais tinham que percorrer o país _e viajar ao exterior_ por causa da organização do Mundial. No Brasil o COL não costuma fazer o mesmo.

O mesmo acontece com o Comitê Organizador Local dos Jogos do Rio-2016, que tampouco gosta de tratar de salários, preferindo “blindar” seus dirigentes. Postura diferente da adotada pelo Comitê Organizador dos Jogos de Londres, no ano passado, que divulgava quanto pagava a cada um de seus colaboradores, inclusive à alta cúpula que o comandava.

Vale lembrar que, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo tem o presidente da confederação nacional (CBF) no comando do COL, assim como a Olimpíada tem o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, como mandatário do COL do Rio-2016.

E não custa recordar, também, que Marin, aquele que não gosta de falar de salários, foi quem ajudou a divulgar quanto recebia na CBF o técnico Mano Menezes _pouco mais de 515 mil reais. Uma forma de desgastar ainda mais o treinador (e Andrés Sanchez, que o defendia), mostrando que Mano ganhava muito pra produzir extremamente pouco. Até concordo que, pelo trabalho que fez (ou não fez), os “vencimentos” de Mano eram uma piada de mau gosto, fortuna jogada no lixo, mas não é o único que tinha salário desproporcional ao que fazia (ou não fazia). O próprio Marin que o diga. Ganha para fazer o quê? Aparecer em foto? Sucatear a entidade? Trabalhar na campanha de Marco Polo Del Nero à sua sucessão? Que fase, que fase…

Só time de primeira

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pra quem dizia que a CBF não tinha autonomia nenhuma pra marcar os amistosos do Brasil, que seria obrigado a enfrentar times fracos, a resposta está aí. Em 2013, Inglaterra (duas vezes), Itália, Chile (com jogo no Mineirão, para contentar os mineiros), Rússia e França serão nossos adversários. E mais: para 2014, Portugal e Holanda já pediram amistosos contra o Brasil antes do Mundial.

A CBF sempre teve margem de manobra, apenas optou por enfrentar equipes de quinta categoria, como Gabão, Iraque, os reservas da China e outros mais, por medo de um vexame nas mãos de Mano Menezes.

Com Luiz Felipe Scolari, a pedido do próprio treinador, os adversários serão de primeira linha. Só haverá exceção no último jogo antes da Copa de 2014, quando a ideia é enfrentar uma equipe mais fraca, até para poupar os jogadores e evitar um possível fiasco antes do Mundial.

Nas partidas anteriores a ordem segue sendo pegar os times mais bem ranqueados na Fifa, o que pode, em caso de vitórias da seleção, melhorar a própria colocação do Brasil, hoje o décimo oitavo colocado segundo o ranking da Fifa. Todos os campeões do mundo estão à frente do Brasil, que ocupa a pior colocação desde 1993, quando foi criada a classificação.

Que tempos melhores venham, porque a seleção precisa adquirir confiança de novo e o Brasil necessita se reaproximar de seu torcedor, jogando, inclusive, mais vezes por aqui.

CBF revisa salários

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Confederação Brasileira de Futebol quer fazer uma revisão em sua folha salarial no primeiro semestre do ano que vem. Apesar de não falar em cifras, os gastos com a nova comissão técnica, comandada por Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira, devem ser maiores do que os com a anterior. Estima-se que Mano Menezes, o ex-técnico do Brasil, ganhava cerca de 350 mil reais por mês, enquanto o então diretor de seleções, Andrés Sanchez, recebia 70 mil reais mensais.

José Maria Marin, presidente da entidade, aumentou o próprio salário no primeiro semestre de 2012 passando-o de cerca de 90 mil reais por mês para a casa dos 160 mil. Ele também recebe como presidente do Comitê Organizador Local da Copa _cerca de 110 mil reais por mês. Não está descartado novo aumento depois da Copa das Confederações.

Os diretores da CBF, por sua vez, recebem entre 70 mil e 90 mil reais mensais, salário que pode ser padronizado antes do início da própria Copa das Confederações, que acontece em junho no Brasil.

Não está descartada a contratação de uma consultoria para “acertar” a folha salarial, que inclui pagamentos de cerca de 100 mil a 120 mil reais por mês para o ex-presidente Ricardo Teixeira, que já atua como consultor (ou uma espécie de eminência parda) da própria CBF.

 Ontem o “Estadão” publico matéria em que apontava que a Assembleia Legislativa de São Paulo paga uma pensão vitalícia a políticos, como Alberto Goldman, do PSDB, e Plínio de Arruda Sampaio, ex-candidato a presidente pelo PSOL, lista que inclui o próprio Marin, ex-deputado estadual que embolsa cerca de 16 mil reais por mês do Legislativo. Ao lado dele figuram as viúvas de Mário Covas e Nabi Abi Chedid, este último ex-vice-presidente da CBF e dirigente esportivo como o próprio Marin. Os ex-ministros Almir Pazzianoto (Trabalho) e Wagner Rossi (Agricultura e com passagem pela política esportiva do estado de SP) também recebem os benefícios, que custam ao contribuinte paulista 33 milhões de reais por ano.

Pelo jeito continuamos bem de políticos… E bem de cartolas no esporte. Preocupação com o próprio bolso eles mostram que têm.

Felipão: ingerência zero

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ao contrário do que fazia com Mano Menezes, quando dava palpites e influenciava na convocação e escalação da equipe, José Maria Marin não terá ingerência nenhuma no trabalho de Luiz Felipe Scolari.

O técnico, assim como fazia seu antecessor, irá mostrar ao presidente da CBF a lista dos convocados pelo menos 48 horas antes de anunciá-la, ma já deixou claro que não fará mudanças, goste dela ou não a cúpula da entidade.

Ao assumir o comando da seleção uma das exigências de Scolari foi justamente essa, a de que não teria ingerência em seu trabalho, condição com a qual Marin aceitou.

Scolari tem total confiaça de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, vice da CBF e mentor de Marin na confederação. Marin, no entanto, tem pouco trânsito com o novo treinador do Brasil. Foi por isso, aliás, que bancou a contratação de Carlos Alberto Parreira, de quem Del Nero não é fã. Será Parreira, que terá a função de coordenador técnico, quem fará o meio-campo entre Marin e Scolari, funcionando como uma espécie de interlocutor do dirigente.

Del Nero se opôs ao nome de Parreira, já que não aprovou seu trabalho na Copa de 2006, quando foi chefe de delegação e Parreira era o técnico. Na ocasião, Parreira perdeu o controle da equipe, que se dividiu em dois grupos, um liderado por Ronaldinho Gaúcho, o outro, por Kaká. Marin, no entanto, gosta de seu trabalho e insistiu que Scolari não trabalharia sozinho, dividindo a responsabilidade com o técnico campeão em 1994, mesmo tendo ele, Felipão, a palavra final sobre esquema tático, convocação e escalação da equipe.

Em relação a Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, não goza da confiança absoluta de nenhum dos dois _Scolari e Parreira. Felipão tem sua própria equipe de assessoria de imprensa, com a qual trabalha há mais de dez anos e que levou para a Copa de 2002, na Coreia e no Japão. Já Parreira nunca teve problemas com Paiva, mas soube das críticas de Dunga ao trabalho do assessor, que teria jogado contra o hoje treinador do Inter durante a Copa de 2010. E Parreira gosta muito de Dunga, que foi seu capitão no tetra e cujo trabalho na seleção teria sido minado em mais de uma ocasião por Paiva.

Enfim, bom trabalho aos dois, Felipão e Parreira, que pegam a seleção em décimo oitavo no ranking da Fifa, herança do trabalho (trabalho?) de Mano Menezes. Pra quem diz que a queda é por conta de o Brasil não disputar as eliminatórias, não é bem assim, não. Os amistosos, a qualidade dos adversários e os resultados obtidos contam. E o empate com a Colômbia, em campo neutro, além da derrota para a Argentina, em Buenos Aires, ambos sob o comando de Mano, pesaram negativamente. Mas dias melhores virão. Espero.

Bom Natal a todos que comemoram a data _e aos que não comemoram também_, quarta volto a postar, mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês.

As desculpas do presidente

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Indagado sobre a escolha de Luiz Felipe Scolari como técnico e Carlos Alberto Parreira como coordenador, Jose Maria Marin tem usado os mais variados argumentos. Um deles é que antecipou a decisão e também o anúncio da comissão técnica para não atrapalhar o Corinthians, já que quer que Tite viaje ao Japão totalmente focado no Mundial e não pensando num eventual convite para comandar a seleção.

Alguém acredita no que diz o presidente da CBF? Eu não. Pelo menos não no tocante à preocupação com Tite e o Corinthians.

Ah! E ele também diz que demitiu Mano em novembro para o técnico poder entrar em 2013 empregado, já que acredita que propostas não lhe faltarão.

Então tá… Concordo com a demissão do técnico, que a meu ver fazia um trabalho bem ruim, mas a forma é bem questionável. Chamar o Andrés, que não participara da decisão, para avisar Mano, por telefone, que ele estava fora? Aí é complicado.

E, para contentar todo mundo, Marin tem dito que não procurou Abel Braga para não prejudicar o Fluminense, nem Muricy, a fim de proteger os interesses do Santos, nem mesmo Luxemburgo, que renovou por dois anos com o Grêmio. É mesmo um político o presidente da CBF. Pena que ultrapassado.

Andrés de fora

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O ex-presidente corintiano, escanteado por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, não terá poder de voto na escolha do novo técnico da seleção, assim como não teve na saída de Mano Menezes. Ficará de fora da decisão.

Andrés Sanchez insiste em dizer que foi voto vencido na demissão de Mano, mas na verdade nem chegou a votar. Pois não houve votação. Marin e Del Nero resolveram dispensar o técnico e apenas comunicaram Andrés da decisão.

O diretor de seleções da CBF, que virou uma rainha da Inglaterra, está mordido e humilhado. Cumpriu apenas a função de comunicar Mano, por telefone, que ele não fazia mais parte da confederação e já não era o treinador do Brasil.

Na discussão sobre o futuro técnico da equipe, Andrés não tem voz nenhuma e sabe bem disso. Para piorar, o grande trunfo que tinha _além de ser amigo de Lula e petista de carteirinha, podendo tentar reaproximar Dilma Rousseff e o governo federal da cúpula da CBF_, ele perdeu. Era a força com dirigentes de alguns dos principais clubes do Brasil.

Nomeado por Ricardo Teixeira, Andrés teve papel relevante na destruição do Clube dos 13, o que acabou fortalecendo a própria CBF. Não tem mais essa força. Mesmo no Corinthians fez seu sucessor, mas Mário Gobbi, o novo presidente, não acata tudo o que diz Andrés, que está cada vez mais isolado na CBF. O diretor de seleções deve estar com saudades do seu ex-chefe, hoje exilado na Flórida. Os dois já viveram dias melhores.

A fase pop de Marin

domingo, 25 de novembro de 2012

José Maria Marin diz ter certeza de que tomou a atitude certa ao demitir Mano Menezes. Segundo o atual presidente da CBF, desde que dispensou o técnico, na última sexta, vive um período de estrela.

Ele conta que, quando sai de casa e encontra populares, os torcedores se aproximam, pedem para tirar uma foto, elogiam a decisão de sacar Mano Menezes e não param de falar em nomes de possíveis técnicos. Uns sugerem Tite, outros não querem que ele saia do Corinthians, há os que defendem Felipão ou Muricy, os que apoiam um técnico estrangeiro, como Pep Guardiola, que fez brilhante trabalho no Barcelona e optou por um período sabático.

Marin tem sido evasivo nas respostas, limitando-se a um “vamos ver”. Prefere desconversar… O que insiste em dizer aos amigos é que a falta de aprovação ao trabalho de Mano e a impopularidade do ex-técnico do Brasil eram tantas que ele tem sido bem recebido pelos torcedores, muito mais do que quando o técnico estava no comando e volta e meia escutava uma reclamação sobre o fraco futebol da seleção e um pedido para mexer na comissão técnica. O que fez na última sexta.

O papel de Andrés

sábado, 24 de novembro de 2012

O diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, tem dito que foi voto vencido na decisão da CBF de demitir Mano Menezes. Não é verdade. Ele nem direito a voto teve, pois a saída do técnico havia sido tomada em conjunto por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero sem consultar o ex-presidente corintiano. Apenas o comunicaram da demissão.

Não custa lembrar que Andrés foi escolhido para o cargo por Ricardo Teixeira, que via nele um possível sucessor depois da Copa de 2014 e queria um escudo junto ao time e à comissão técnica enquanto ele próprio se defendia de uma série de denúncias de corrupção, entre as quais o recebimento de propina na Suíça.

Com a saída de Teixeira, Marin, o vice mais velho, e Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, tomaram conta da entidade e fizeram de Andrés uma espécie de “rainha da Inglaterra”. Nunca esconderam o descontentamento com o trabalho de Mano, que tinha todo o apoio de Andrés. Só não descartaram o ex-presidente corintiano porque ele ainda pode trazer dividendos políticos à CBF.

Assim como fizera com Teixeira, a presidente Dilma Rousseff tem evitado contatos com Marin, que iniciou sua trajetória política na ditadura. Apesar de ele próprio ter trânsito em Brasília, Marin sabe que Andrés, que é próximo do ex-presidente Lula e petista de carteirinha, pode ser uma peça importante numa tentativa de aproximação do governo federal. Como diretor de seleções, no entanto, seu papel segue bem esvaziado. Quem manda na área é Marin ao lado apenas de Del Nero. Não se trata de um triunvirato, mas de um dueto. Por enquanto Andrés tem apenas dito amém. Até quando?

O futuro sem Mano

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A saída de Mano Menezes, que, a meu ver, fez um péssimo trabalho como técnico da Seleção, pode trazer novos ares ao futebol brasileiro.

José Maria Marin não é bobo. Vinha descontente com o treinador que herdou de Ricardo Teixeira há tempos. Ele acha que sua administração como presidente da CBF só será bem avaliada se a Seleção reconquistar a torcida e fizer uma belíssima campanha em 2014. Sentia que, nas mãos de Mano, as chances de o Brasil se sair bem eram remotíssimas, tanto que ele, Marin, teve que intervir nas convocações do técnico, exigindo a presença de Diego Cavalieri e Fred, para ficar em apenas dois exemplos, no Superclássico das Américas.

Para Marin, que gosta de lembrar que tentou a carreira como jogador do São Paulo e, ao contrário de Teixeira, é boleiro, Mano não conseguia impor um padrão de jogo ao time, passava a imagem de uma Seleção decadente, não tinha carisma com a torcida e tampouco se saía bem com a imprensa.

Sem Mano, a Seleção pode receber uma boa dose de oxigênio dependendo de quem vier. Temos técnicos competentíssimos tanto no Brasil quanto no exterior, como venho dizendo há muito tempo. A safra de jogadores é boa. Mano Menezes, com todo respeito, é que não estava preparado para dirigir a Seleção. Que tenha sucesso em outras empreitadas e que o Brasil, sem ele, reencontre suas raízes e recupere o tempo perdido de 2010 pra cá.