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Posts com a Tag ‘Fielzão’

BMGzão e o Corinthians

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A direção do banco BMG voltou a dizer que não tem interesse em adquirir o nome do estádio do Corinthians por acreditar que não pegaria. Dificilmente o torcedor passaria a chamá-lo de “BMGzão”, quando o apelido Itaquerão ou Fielzão já está disseminado entre o público.

A direção corintiana, que espera definir nas próximas semanas a venda dos “naming rights” por valor superior a 200 milhões de reais, lamenta e pede para a imprensa não continuar chamando o estádio pelo apelido popular. Prefere um nome neutro, como Arena Corinthians. Assim que for repassado a alguma multinacional, banco ou o que for, que a mídia passe a se referir ao local pelo nome que o novo parceiro quiser.

O grupo LANCE!, que no início chamava a arena de Itaquerão ou Fielzão, atendeu e passou a chamar o estádio de Arena Corinthians, já que se referia ao do Atlético-PR como Kyocera Arena, para ficar apenas em um exemplo, embora o nome nunca tenha caído no gosto popular.

Já tratei uma vez do assunto, quando o L! ainda se referia ao estádio corintiano pelo apelido, e pessoalmente discordo da decisão do grupo, que é uma decisão editorial. Respeito, acato, vou seguir a norma, claro, mas se perguntarem a minha opinião ela segue a mesma. Não acho que caiba à imprensa chamar o estádio por um nome neutro para ajudar a vendê-lo a terceiros. Acho que ela deveria tratá-lo pelo nome que os torcedores, em geral, chamam o estádio, que é pelo apelido ou um dos dois apelidos que caíram no gosto popular.

Chamamos o estádio do São Paulo de Morumbi, o do Rio de Maracanã, embora os nomes oficiais sejam outros. Não foram vendidos para bancos ou multinacionais? Não, mas esse não é um problema nosso. É do administrador do estádio.

Quanto mais demorar para vender os “naming rights” maior a chance de o apelido Itaquerão ou Fielzão colar e não sair mais. E maior a chance de a pedida do Corinthians diminuir. Mas esse é um problema do clube, não da imprensa. Pelo menos vejo assim, embora a direção do L! veja de maneira diferente e não vou contrariá-la neste sentido. Mas que minha visão é outra, é. Uma boa quarta-feira (de Cinzas) a todos, João

O hotel são-paulino

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Se a Câmara Municipal aprovou os benefícios públicos ao Corinthians na construção do Fielzão, a ajuda de Gilberto Kassab a Palmeiras e São Paulo na remodelação de seus estádios terá muitas dificuldades para ser aprovada na casa. Mesmo o prefeito tendo maioria.

Não há consenso sobre a necessidade de os dois clubes e a Lusa receberem ajuda da Prefeitura como já aconteceu com o Corinthians.

Tanto a bancada pró-Kassab quanto a oposição, que gritou quando o Corinthians foi beneficiado, estão divididas sobre a questão.

No caso do tricolor paulista a maior polêmica será com a construção do hotel são-paulino, para alguns vereadores não só desnecessário como sem nenhum interesse público.

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, aponta como um dos interesses para a construção do hotel a proximidade com o Hospital Israelita Albert Einstein. Ele poderia, portanto, abrigar parentes dos pacientes do Einstein, um dos principais hospitais particulares do Brasil.

O argumento não convence a Câmara nem o Ministério Público, que irá exigir explicações do São Paulo sobre o projeto.

Resta saber o que dirão Aurélio Miguel e Marco Aurélio Cunha, vereadores que tanto lutaram contra a ajuda municipal para construir o Fielzão.

Como eles, também fui contra. Como sou contra a ajuda ao São Paulo, ao Palmeiras, à Lusa, ao clube que for.

Quem quiser construir ou reformar sua arena que se vire, sem dinheiro ou benefício público, pois o governo tem outras prioridades.

Mas agora que se trata do São Paulo qual acabará sendo a posição da dupla? Aurélio Miguel espero que fique contra. Marco Aurélio Cunha, sei não, sei não… Será que vai bater de frente com Juvenal? Vejamos, vejamos…

Ainda o Pacaembu

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A mistura entre o público e o privado costuma ser bem complicada. Até por isso sou radicalmente contra recursos públicos, mesmo via benefícios, em arenas de clubes de futebol.

Pelo jeito políticos como Gilberto Kassab, que abriu as pernas para o Corinthians e agora quer ajudar São Paulo, Palmeiras e Lusa, não pensam assim. Pois estão de olho nas urnas e querem contentar torcedores de todos os times. Como se a cidade de SP não tivesse outras prioridades como investir em saúde, educação e transporte.

Após dar 420 milhões de reais em benefícios ao Timão, viabilizando a construção do Fielzão, Kassab ajudou a afastar do Pacaembu seu principal cliente e agora não sabe direito o que fazer do estádio.

Representantes da Prefeitura até tiveram uma boa ideia, atrair o Santos para jogos na capital, que não sei como e se de fato será viabilizada.

Se for, menos mal para o Pacaembu, o estádio mais charmoso da cidade. Se não for, o que será feito para gerenciar e tornar rentável o local? Lembrando que em dois anos todos os grandes clubes de SP terão arena própria…

O Pacaembu deixará de ser palco de futebol? Passará para a iniciativa privada? A que preço? Como elefante branco?

E se formos pensar que foi a própria Prefeitura que “trabalhou” para prejudicá-lo não é de matar? Ajudou o Corinthians e atrapalhou o futuro do Paulo Machado de Carvalho, que logo, logo irá se despedir do seu principal cliente.

Espero que, apesar de Kassab e cia., sobreviva, embora reconheça que tenha minhas dúvidas. E bote dúvidas nisso.

Arena Corinthians ou…

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

… Fielzão, Itaquerão e afins?

Alguns torcedores do Corinthians ficam indignados quando nos referimos ao futuro estádio em Itaquera por apelidos. Dizem que isso vai atrapalhar na hora de negociar os famosos “naming rights”, venda do nome da arena para alguma multinacional…

Mas o que a imprensa tem com isso? Tem que ajudar o Corinthians e não dar nome ou apelido a seu estádio? Mesmo quando (e se) vender o nome para alguma marca de cerveja, banco ou o que for, muita gente continuará se referindo ao estádio como Itaquerão, Fielzão, o que for… E não me refiro só à imprensa, mas ao torcedor também. Vejo pouco torcedor dizendo “Arena Corinthians”…

E acho que será bom assim, chamar o estádio por um apelido, aproxima a galera da arena.

O Atlético-PR vendeu o nome de seu estádio que até hoje segue conhecido como Arena da Baixada. Mesmo que os nomes oficiais sejam outros, caso de Mário Filho para o Maracanã.

Mário Filho foi um sujeito importantíssimo na história do Brasil, baita jornalista esportivo, dá nome ao estádio, mas é de Maracanã que o chamam. E acho bom que seja assim. O povo escolhe.

Eu, particularmente, prefiro Maraca a chamar o estádio do Rio pelo nome de alguma empresa, seja ela qual for.

A média de Kassab

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, agora quer ajudar São Paulo, Palmeiras e Portuguesa depois de ter dado uma bela mão para o Corinthians com benefícios fiscais de 420 milhões de reais para erguer o Fielzão.

Um erro não justifica o outro. Ou os outros. Errou ao ajudar o Timão e agora vai fazer média auxiliando os outros três?

Será que a cidade não tem outras prioridades? Saúde, educação e transporte, por exemplo?

Mas 2012 é ano eleitoral, então…

Como político Kassab é uma vergonha. Fundou o PSD repleto de denúncias de irregularidades e a nova geração de integrantes de seu partido terá aulas de ética… Com Kassab? Espero que não.

O alcaide, cria de Celso Pitta, não tem nada que gastar dinheiro público em estádios e projetos de futebol, sejam eles ligados a Corinthians, Palmeiras, Portuguesa ou São Paulo. Mas é justamente o que vai fazer. O que não se faz, aliás, para ganhar uma eleição?

O recado de Andrés

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Assim como Ricardo Teixeira mandou um recado ao deixar a “Piauí” traçar seu perfil, Andrés Sanchez fez o mesmo em entrevista à revista “Época”, que marcou um golaço no final de semana.

Depois o presidente corintiano, diante do constrangimento que criou, tentou até desmentir o que havia dito, mas diante das evidências _e do vídeo_ não tem o que fazer.

Tendo agido por impulso ou não, Andrés não sabe segurar o que pensa para si e mete os pés pelas mãos.

Aliado de Lula e Teixeira, pré-candidato à sucessão do presidente da CBF em 2015, Andrés chamou para si e para o ex-presidente da República a responsabilidade por ter viabilizado a construção do Fielzão, que agora sim está a todo vapor.

Tirou qualquer mérito de seu vice de marketing, Luís Paulo Rosenberg, que estaria aparecendo demais. Disse que ele cuidou apenas “do parafuso da ruela”.

E revelou que o estádio vai custar mais do que 1 bilhão de reais, embora tenha sido aprovado com orçamento na casa dos 800 milhões de reais. Afirmou que quem “fez” o estádio foram ele próprio e Lula. E que ninguém mais mexeu na parte financeira. Apenas os dois e o presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, Emílio Odebrecht. Declarou ainda que quando essa história (do real valor da obra) viesse a público ficaria difícil para Lula. Ela veio a público. Por intermédio de quem? Do próprio Andrés. Que quer passar a imagem de que é o cara. De que Lula está nas mãos dele. Triste país, tristes bastidores do futebol brasileiro. Pena que do futebol mundial também.

As obras e os holofotes

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O valor total das obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014 ainda não é claro. Das 12 cidades-sede sete nem começaram a se mexer.

O caso mais grave é o de São Paulo, maior cidade do país e que quer ser palco da abertura da Copa. O valor varia de acordo com a fonte consultada. Segundo informações iniciais da Prefeitura, governo do Estado e União, a ideia inicial era gastar pouco mais de 2,8 bilhões reais com mobilidade urbana na capital paulistana. O valor, porém, já ultrapassou a casa dos 4 bilhões e não há certeza sobre onde terminará.

Lembrando que a cidade teve quase quatro anos, desde o anúncio oficial de que o Brasil seria sede da Copa-2014, para investir pesado em transporte coletivo. E agora faltam menos de três anos para o início do Mundial.

Prefeitura, governo do Estado e União seguem batendo cabeça, mas com ou sem obras iniciadas, com ou sem orçamentos fechados, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin já avisaram o Comitê Organizador Local que irão à Suíça, em outubro, assistir ao anúncio do palco de abertura do Mundial. Apostam todas as fichas no Fielzão. Tanto que o próprio Alckmin, que prometera não colocar um centavo em arena privada, já disponibilizou mais de 50 milhões de reais para ampliar o futuro estádio do Corinthians, montando uma estrutura móvel que aumente sua capacidade e atenda às exigências da Fifa para o jogo inaugural. Na hora do holofote todos querem brilhar.

Brasília na fase final

domingo, 18 de setembro de 2011

Não é que Agnelo Queiroz decidiu correr com tudo nesta reta final para escolha da abertura da Copa de 2014?

O governo do Distrito Federal contratou artistas, pegou depoimento de personalidades, aproximou-se de Ricardo Teixeira, tem usado a rádio e a mídia em geral para promover sua campanha para ser o palco do primeiro jogo da Copa. Quer contar inclusive com apoio do Ministério do Esporte, pasta que já esteve sob comando de Agnelo, hoje governador do DF.

A escolha é política e as chances de Brasília receber a abertura parecem próximas do zero. Então para que se esforçar tanto e canalizar investimentos se tende a perder a parada? Para conseguir uma compensação, quem sabe uma das semifinais, por exemplo, ou a disputa do terceiro lugar. É esse o objetivo de Agnelo.

Pois a abertura tende mesmo a ficar com SP, embora BH não tenha desistido dela, não. Aécio Neves, senador pelo PSDB-MG, tem mantido constantes contatos com Ricardo Teixeira, que havia prometido que a abertura seria em Minas, como chegou a confessar o ex-sogro do mandatário da CBF, o presidente de honra da Fifa, João Havelange.

Com as garantias conseguidas pelo Fielzão, a história mudou de figura, mas BH ainda não desistiu. A decisão sai em 20 de outubro, durante reunião do Comitê Executivo da Fifa, em Zurique. A contagem regressiva já foi ligada faz tempo, mas entre mortos e feridos a briga ainda promete…

Os estádios para a Copa

sexta-feira, 22 de julho de 2011

As obras do estádio de Manaus são as mais avançadas entre as cidades-sede da Copa de 2014. Elaborado pela LCA, uma das principais consultorias econômicas do Brasil e tendo como fonte o Portal 2014, o estudo mostra que 35% das obras do estádio no Amazonas já foram feitas.

Sem dados sobre os estádios de Curitiba e Natal, cujas obras ainda não estão oficialmente definidas, o estudo, que me foi encaminhado pelos economistas Bráulio Borges e Francisco Pessoa, ambos da LCA, aponta Brasília  em segundo lugar, com 33% das obras no estádio desenvolvidas até aqui. Ao lado de São Paulo, Belo Horizonte e Fonte Nova, a cidade é uma das candidatas a receber o jogo de abertura da Copa, tendo apoio nos bastidores do Ministro do Esporte, Orlando Silva.

Cuiabá e Rio de Janeiro, que investe cerca de 1 bilhão de reais no Maracanã, estão com 20% das obras prontas, à frente de Salvador (18%), Belo Horizonte e Porto Alegre (15% em ambos os casos), Recife (10%) e Fortaleza (5%).

Em último lugar aparece São Paulo (apenas 1%), cidade que terá como estádio o Fielzão, cujas garantias para a construção nos padrões da Fifa já foram dadas à entidade. Com isso os paulistas acreditam que serão a sede do jogo de abertura. Anteontem o governo do Estado, representado por Geraldo Alckmin, disse que arcaria com os custos de até 70 milhões de reais para colocar e depois retirar 20 mil assentos, ampliando, durante o Mundial, a capacidade do estádio de 48 mil para 68 mil lugares como querem CBF e Fifa.

BH e Kassab

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ricardo Teixeira e Aécio Neves andam cada vez mais próximos. E o presidente da CBF segue insistindo com o senador mineiro que a abertura da Copa será mesmo em BH.

Ciente disso, o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, recuou na intenção de permitir incentivos fiscais ao Fielzão num total de 420 milhões de reais apenas e tão somente se SP receber o primeiro jogo da Copa.

Deve liberar os incentivos mesmo que a abertura não seja em Sampa, mas irá atrelá-los à realização de pelo menos duas partidas do Mundial na cidade. Ou o estádio do Corinthians recebe o aval da Fifa e da CBF para abrigar jogos da Copa, coisa que o Morumbi não conseguiu, ou nada feito. Quem viver verá…