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De volta à Bolívia?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Representantes da Gaviões e familiares dos 12 corintianos presos em Oruro voltaram a conversar com parlamentares da oposição, que cobram mais ação do Itamaraty e do governo brasileiro na tentativa de solucionar o caso na Bolívia.

Estudam fazer nova caravana ao país vizinho e voltar a pressionar as autoridades locais por uma solução para o imbróglio.

Os 12 estão detidos desde 20 de fevereiro, acusados de participação na morte de Kevin Espada, atingido por um sinalizador que teria sido lançado pela torcida corintiana. Podem ficar presos para investigação por um período de seis meses.

Na avaliação do departamento jurídico do Corinthians, que também tem mantido contato com políticos da situação e da oposição no Brasil, o caso do senador boliviano Roger Pinto Molina, na embaixada brasileira em La Paz à  espera de asilo político há um ano, só atrapalha a situação dos corintianos.

O senador, opositor do governo Evo Morales, refugiou-se na embaixada alegando que estava sendo perseguido e ameaçado na Bolívia. Também tem reclamado do que chama de inércia do Itamaraty e de restrição de liberdade, já que semana que vem completa um ano sem solução para seu caso. A intenção era receber asilo e passar a viver no Brasil. O governo boliviano é contra, criando uma situação desconfortável com a diplomacia brasileira.

Senador à parte, o Itamaraty diz estar fazendo o possível pelos corintianos em Oruro, mas alega que tem de respeitar a legislação e a justiça  boliviana.

Um menor apresentou-se como responsável pelo disparo, mas não há hipótese de ser extraditado para a Bolívia, onde a maioridade penal é de 16 e não 18 anos.

Os deputados Walter Feldman e Fernando Capez, ambos do PSDB, são dois dos que têm feito campanha em favor dos corintianos presos. Curiosamente o segundo foi quem lutou pela extinção das organizadas depois de barbárie no Pacaembu, em agosto de 1995, quando torcedores de São Paulo e Palmeiras partiram para a pancadaria num jogo de juniores, e fez disso plataforma política. Agora, porém, defende os uniformizados em Oruro. Dos 12 presos, nove são da Gaviões, três da Pavilhão Nove.

O autor do disparo

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Gaviões da Fiel e familiares dos 12 corintianos detidos em Oruro estudam mudar a estratégia de defesa.

Até aqui alegavam que um menor de idade filiado à organizada havia sido o autor do disparo que matou o garoto Kevin Espada.

O menor que assumiu a autoria do crime insiste que os 12 são inocentes, embora não tenha revelado os nomes daqueles que o ajudaram a escapar da Bolívia, onde a maioridade penal é de 16 anos.

Agora a tendência é tentar convencer as autoridades bolivianas de que o disparo do sinalizador que provocou a morte de Kevin, que tinha 14 anos de idade, não foi lançado da torcida corintiana e sim da do San Jose. Essa estratégia já havia sido cogitada no mês passado, mas depois fora descartada.

Se prevalecer, Ricardo Cabral, advogado da Gaviões que representa o menor que assumiu a autoria do disparo, deve se afastar do caso.

Apesar de em tese defender o rapaz, que tinha 17 anos quando aconteceu o crime, Cabral tinha como meta provar que seu cliente disparou mesmo o sinalizador que matou o garoto e que os 12 corintianos presos em Oruro não tiveram nenhuma responsabilidade pelo caso.

Doze corintianos estão presos na Bolívia desde 20 de fevereiro e podem seguir assim até o final das investigações, que devem se estender até agosto. A suspeita das autoridades locais é de que sejam cúmplices do crime e que um deles e não o menor tenha lançado o sinalizador marítimo.

De acordo com matéria publicada pela revista “Isto É”, um tio de Kevin Espada teria pedido dinheiro a um dos advogados dos brasileiros, que gravou a conversa, para tentar “acabar de vez com o processo”. E teria afirmado ainda que um primo do garoto poderia atestar que a posição em que ele se encontrava quando foi atingido pelo sinalizador indica que o disparo não partiu da torcida do Corinthians. É com base nessa última declaração que a mudança na estratégia de defesa passou a ser cogitada de novo, apesar de não ser consenso entre a cúpula da Gaviões nem entre familiares dos detidos.

Apesar da gravação obtida pela “Isto É”, o pai de Kevin Espada já negou, em mais de uma ocasião, interesse em receber oferta de ajuda humanitária e financeira do Corinthians, contradizendo o tio do garoto.

Autoridades brasileiras seguem atentas ao caso, embora digam que têm de respeitar o andamento do processo, nas mãos da justiça boliviana.

Enquanto isso, no Brasil, a fiscalização na entrada de torcidas em estádios segue falha. Que o diga a final do Paulista, em que a torcida corintiana entrou na Vila com sinalizadores. E não foram poucos.

Galo, Timão e…

domingo, 19 de maio de 2013

O Galo ganhou o título, mas o Cruzeiro deu muito trabalho em Minas. Fez um ótimo primeiro tempo, com boas atuações de Dagoberto e Borges, abriu 2 a 0 de vantagem, mas não conseguiu o terceiro gol na fase final.

O Atlético-MG teve o mérito de manter a cabeça no lugar e se recuperar no segundo tempo. Adiantou a marcação, foi pro ataque, perdeu boas chances e descontou com Ronaldinho Gaúcho. Como vencera a partida de ida por 3 a 0, ficou com a taça.

Como ficou com o troféu o Corinthians em São Paulo. Com boa atuação na Vila, soube segurar o Santos e o empate que lhe era necessário. Tem um ótimo elenco e entra como um dos favoritos para o Brasileirão.

Já o Santos… Sem esquema de jogo e com pouca _quase nenhuma_ criatividade, teve problemas no primeiro e no segundo jogo da decisão. E se perder Neymar pode ter sérias dificuldades no Brasileiro. Muricy perdeu a mão? As cornetas na Vila não param e devem ficar mais insistentes ainda daqui pra frente.

Parabéns ao Corinthians, ao Galo, ao Cruzeiro e sinal amarelo para o Santos. Sinal, aliás, ligado há um bom tempo, desde o fatídico fracasso diante do Barça.

Tite e o juiz

domingo, 19 de maio de 2013

Tite tem razão quando diz que o árbitro Guilherme Ceretta de Lima entra pressionado e em situação complicada na decisão do Paulista, que acontece hoje na Vila.

Não por culpa de Ceretta, mas pela situação criada em relação à arbitragem.

Primeiro porque os próprios corintianos andam ressabiados com a questão, tema frequente das conversas no Parque São Jorge depois dos erros do paraguaio Carlos Amarilla na partida contra o Boca, que eliminou o Timão da Libertadores.

Segundo porque o árbitro Rodrigo Braghetto, que apitaria Santos x Corinthians hoje na Vila, teve que ser substituído por Ceretta, já que tem uma empresa que presta serviços ao departamento amador do Corinthians.

E não é que Braghetto não avisou a Federação Paulista de Futebol que o Corinthians estava entre os clientes de sua empresa? Nem que São Paulo e Portuguesa também estão? E a FPF, comandada por Marco Polo Del Nero, foi pega de surpresa pelas atividades empresariais de Braghetto, ligadas, afinal, a um dos finalistas do Paulista.

Como bem disse Tite, além de todo esse episódio ter colocado foco ainda maior na arbitragem, deveria recolocar uma questão fundamental para o futebol brasileiro e mundial. Que é a da profissionalização da carreira de árbitro.

Braghetto, tirado da decisão, disse que iria se aposentar e saiu atirando, dizendo que os árbitros não têm boas condições de trabalho e que são uns verdadeiros abnegados.

Tite até concorda, completando que, não sendo profissionais, acabam obrigados a viver de outras atividades. No caso de Braghetto, conflitantes com a carreira de juiz, já que não poderia ter como clientes clubes de futebol. E pelo jeito sua empresa tinha e a FPF desconhecia tudo.

Processo contra Amarilla?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Alguns torcedores do Corinthians chegaram a cogitar processar o árbitro Carlos Amarilla e os bandeirinhas do jogo contra o Boca, exigindo danos morais e/ou materiais pelos erros na partida de quarta, que tirou o time da Libertadores.

Acho que eventual processo _ou processos_ não faz sentido nenhum. Erros acontecem _e o Corinthians não foi o primeiro nem será o último clube a ser prejudicado_ e o que cabe, a meu ver, é uma punição _geladeira, no caso_ ao trio por parte da Conmebol.

Recentemente um torcedor do Galo entrou na Justiça querendo indenização por um erro de arbitragem em partida contra o Botafogo, disputada em 2007, prejudicando os mineiros.  Felizmente não ganhou a ação. Se a moda pega…

Entendo as reclamações dos dirigentes corintianos, que têm todo o direito de pedir à Conmebol punição à arbitragem, mas se acham que houve má-fé eles têm que provar a acusação.

Os jogadores, em geral, foram mais equilibrados em suas declarações. Reclamaram, claro, mas também reconheceram algumas falhas do time, elogiaram a atuação do Boca e não ficaram apenas chorando as pitangas. Domingo, afinal, têm decisão do Paulista, jogo difícil na Vila. E a vida segue. Com ou sem Libertadores, ela segue.

A atuação do Boca

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Corinthians pode reclamar muito da arbitragem, mas foi digna de nota a atuação do Boca no Pacaembu.

Os argentinos foram muito bem no primeiro tempo, marcaram um golaço com Riquelme, levaram um sufoco danado no início da fase final e depois conseguiram administrar o resultado, criando inclusive chances em contra-ataques.

De parabéns o técnico Carlos Bianchi, especialista em Libertadores. Mas de parabéns também o Corinthians, que perdeu a vaga mas não se entregou em campo, assim como sua torcida, aplaudindo de pé o time após a partida. 

Resta saber, agora, como o clube vai assimilar a eliminação, fazendo companhia a São Paulo e Palmeiras. Domingo, afinal, tem a decisão do Paulista, quando entra em vantagem contra o Santos.

Cá entre nós, acho que irá assimilar bem o resultado, inclusive pelos recentes triunfos do time. Mas se chegar ao topo não é fácil, manter-se tampouco é.

Desequilíbrio tricolor

domingo, 5 de maio de 2013

O São Paulo mostrou mais uma vez que não está com a cabeça em ordem. Não tem sentido culpar a arbitragem pela derrota para o Corinthians. Do regulamento do Paulistão até poderia reclamar, mas isso não fez quando deveria e agora tem que aturar a eliminação.

Rogério Ceni adiantou-se na última cobrança e muito e o juiz acertou ao mandar Alexandre Pato cobrar de novo. Agora é tentar ajeitar a casa para a missão quase impossível de quarta-feira, quando terá que vencer o Galo por dois gols no Independência. Ou por um, desde que faça três ou mais gols.

A crise no Morumbi não é de hoje, Ney Franco não conseguiu montar o time depois que Lucas saiu e terá um desafio complicadíssimo para avançar na Libertadores. A boa notícia, porém, é que Jadson e Ganso têm jogado bem juntos e mostraram que um não precisa ficar na reserva para o outro atuar como titular.

Além do desequilíbrio tricolor no Morumbi, chamou atenção o pequeno público. Menos de 30 mil pagantes…

Também em Volta Redonda, onde o Botafogo foi campeão carioca, com uma belíssima campanha, havia espaços vazios no setor destinado à torcida do Flu. Coisas dos Estaduais, que ainda ocupam um terço do nosso calendário e deveriam ser repensados, algo que não vem sendo feito até aqui.

E no Rio Grande do Sul deu Inter. Parabéns a Dunga, que soube formar uma equipe competitiva, vencedora dos dois turnos do Gauchão. Entra no Brasileirão como um dos favoritos.

O menor da Gaviões

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Gaviões da Fiel espera que os 12 corintianos detidos na Bolívia desde 20 de fevereiro por conta da morte de Kevin Espada, 14, provocada por um sinalizador no jogo San Jose x Corinthians possam responder o processo em liberdade até o final do mês.

Alega que o menor que diz ter lançado o sinalizador naval não só assumiu total responsabilidade pelo ato ao promotor boliviano Alfredo Canavari, em depoimento no consulado do país em São Paulo, como afirmou não conhecer os 12 torcedores presos em Oruro.

A questão, no entanto, é que o garoto, que pertence à Gaviões, não teria identificado quem, então, o ajudou a fugir da Bolívia, onde a maioridade penal é de 16 anos, não de 18 como no Brasil, cuja hipótese de extraditar o menor para o país vizinho é nula.

Por falar em maioridade penal, aliás, já que o assunto segue em pauta no Brasil, com muita gente defendendo a redução da idade de 18 para 16 anos, uma sugestão interessante foi dada pelo jornalista Janio de Freitas, na edição de terça da “Folha de S.Paulo”.

Como uma das estratégias dos marginais é usar em suas ações menores de 18 anos, que assumem a responsabilidade já que não podem ser julgados como maiores, apenas detidos por no máximo três anos para suposta reeducação, uma saída poderia passar por uma punição mais forte a quem os usasse em atos criminosos. Como bem colocou o articulista, uma saída pode ser “agravar pesadamente a prática de crime de adulto acompanhado de menor, levando a pena a ultrapassar a vantagem do truque”.

Não sei se daria certo, mas acho uma boa ideia, já que as ações de grupos, como no caso do assassinato da dentista, que morreu queimada em São Bernardo, têm constantemente a presença de um menor, que assume a autoria do crime, tendo sido ele ou não o responsável.

A lógica no Paulistão

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Deu a lógica no Paulistão, com Santos, Mogi Mirim, Corinthians e São Paulo avançando às semifinais. Agora, no entanto, a história pode ser outra, pois a lógica é…

Se me perguntarem, vejo ligeiro favoritismo de Santos e Corinthians para avançarem às finais.

O Santos, apesar de jogar fora de casa contra o Mogi, tem mais time, tradição e chances de avançar à decisão. Mas o Mogi se mostrou uma equipe entrosadíssima na primeira fase e arrasou o Botafogo nas quartas, enfiando 6 a 0 no time de Ribeirão. Pode complicar, embora eu ainda acredite que o Santos entre com mais chances na partida.

Já São Paulo e Corinthians têm tudo para fazer um grande jogo. O São Paulo terá a vantagem de jogar com apoio de sua torcida, mas a reação da galera dependerá muito do que acontecer quinta, pela Libertadores, na partida contra o Galo. Que tende a ser dificílima, aliás. O Corinthians pega o Boca, um dia antes, e tem de controlar a soberba, como bem colocou Tite. Tem uma equipe mais entrosada, um elenco mais ajustado, mais opções ofensivas e, pelo menos em tese, pode passar à final, com a vantagem de folgar na semana seguinte, enquanto o São Paulo, já na quarta, terá novamente o Galo pela frente.

Se fosse apostar, iria de Corinthians x Santos na decisão, embora não ficaria nada surpreso de São Paulo e Mogi avançassem para a final. Mas o São Paulo tem que apresentar mais bola e força de vontade do que ontem diante do Penapolense… Contra o Corinthians, que massacrou a Ponte em Campinas, a tendência é essa.

E por falar em Ponte, de que adiantou a campanha na primeira fase? Em um jogo, acabou engolida e eliminada do Paulistão. Também com esse regulamento, dizer o quê?

Pior é em Minas ou no Rio, onde Galo e Cruzeiro e Botafogo e Fluminense atropelaram seus adversários no final de semana. A disparidade entre grandes e pequenos está cada vez maior, o que tira um pouco da graça das competições estaduais. Que devem ser repensadas, como venho insistindo há tempos. Boa semana a todos, João

Quanto vale Itaquera?

sábado, 27 de abril de 2013

O departamento de marketing do Corinthians acha que tem condições de vender os “naming rights” da arena em Itaquera por um valor superior a R$ 400 milhões.

A ideia, agora, é negociar os direitos de nomear o estádio por mais de 450 milhões de reais. A justificativa é que a Fonte Nova vendeu os “naming rights” para a Itaipava por R$ 100 milhões e a Arena Palestra negociou os seus com o grupo Allianz pelo triplo do valor, enquanto Itaquera, estimam os corintianos, vale pelo menos 50% a mais do que o estádio palmeirense. Em relação ao da Bahia, o valor de mercado seria cinco vezes maior, segundo a direção do clube paulista.

Um dos argumentos para a valorização da arena em Itaquera é que será palco de abertura da Copa, ano que vem, outro é a exposição do próprio Corinthians, clube que a maior quantidade de  jogos exibidos em TV aberta no Brasil, especialmente para São Paulo, estado com o maior poder de consumo do país. O terceiro é que a tendência é ficar lotado quase sempre, devido ao programa Fiel Torcedor, que levou quase 25 mil pagantes, por exemplo, para um Corinthians x Atlético de Sorocaba, no Pacaembu, jogo que não valia praticamente nada pelo Paulista.

Curiosamente no ano passado o mesmo Corinthians chegou a cogitar abaixar os valores pedidos pelos “naming rights” devido à dificuldade de vendê-los. O ex-presidente Andrés Sanchez sonhava em negociar a venda do nome do estádio por R$ 400 milhões até fevereiro de 2012. Não conseguiu e uma parte da direção do clube passou a falar em redução da pedida. Agora, diante da movimentação do mercado com as novas arenas, caso da Fonte Nova e da do Palmeiras, voltou a se animar.

O Corinthians chegou a negociar com a Brahma, a Petrobras e a Itaipava, por enquanto sem sucesso. Tem mantido contatos também com empresas de telefonia e instituições bancárias, mas já não fala em prazo para fechar o negócio.

Sinceramente tenho minhas dúvidas sobre o valor, se pode ser maior que os R$ 400 milhões imaginados. Inclusive pelo momento difícil da economia brasileira, que vem patinando na questão do crescimento há algum tempo, com nosso famoso PIBinho, e começa a enfrentar de novo o fantasma da inflação. Que não é como a de outros tempos, tempos anteriores ao Plano Real, mas preocupa. O governo, os investidores e a população.