publicidade


Posts com a Tag ‘CBF’

Libertadores enxuta

terça-feira, 14 de maio de 2013

A ideia de Eduardo Figueredo, novo presidente da Conmebol, de reduzir o número de participantes da Libertadores não é vista como ruim pelos patrocinadores e detentores de direitos de TV do torneio. A possibilidade de limitá-los a no máximo dois por país, porém, é tida como péssima por eles e de cara já teve a rejeição de brasileiros e argentinos.

O Brasil, por exemplo, é um que não vê sentido em ter o mesmo número de representantes de países como Bolívia ou Venezuela. E descarta a possibilidade de cada país ter dois times no torneio, quando na edição deste ano entrou com seis competidores (Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e São Paulo). A CBF acha que uma redução para duas equipes prejudicaria o próprio Campeonato Brasileiro, que oferece quatro vagas para a Libertadores.

Patrocinadores do torneio e os donos dos direitos de TV, que apostam muito no mercado brasileiro, o mais forte da América do Sul, tampouco gostaram da possibilidade e acham que o Brasil não pode ter apenas dois ou três representantes como chegou a ser cogitado dentro da própria Conmebol por países tidos como periféricos no torneio.

Além dos competidores da América do Sul, o México tem participado como convidado e existe a ideia de, no futuro, o convite se estender a Major League Soccer, a liga norte-americana de futebol profissional, incluindo Estados Unidos e Canadá na competição.

Marin na oposição?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Escanteado pela presidente Dilma Rousseff, José Maria Marin tem mantido contato com partidos da oposição, em especial com o PSDB. Tenta se fortalecer politicamente em troca de um papel mais relevante para a oposição durante a Copa de 2014, que acontece em 12 estados brasileiros.

Marin, além de comandar a CBF, preside o Comitê Organizador Local da Copa e tem relações apenas protocolares com Dilma, que não gosta de seu passado atrelado à ditadura militar. Com Aldo Rebelo, ministro do Esporte, cujo trabalho não aprova, também só tem relação formal.

Apesar de o partido de Marin, o PTB, fazer parte da base aliada do governo, a sigla tem sido assediada pelo PSB, de Eduardo Campos, e pelo PSDB, de Aécio Neves, com vistas às eleições presidenciais do ano que vem.

Marin é muito ligado ao presidente do PTB de São Paulo, o deputado estadual Campos Machado, e defende proposta de autoria do mesmo com o objetivo de reduzir o poder de promotores no estado.

Recentemente Campos Machado soltou uma moção de apoio a Marin, defendendo o dirigente de suposta responsabilidade pela morte de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar. Herzog comandava o jornalismo da TV Cultura, alvo de críticas de Marin, na época deputado estadual.

Na carta aberta, Campos Machado diz que o presidente da CBF é vítima de um complô para jogá-lo contra a opinião pública nacional e estrangeira.

Mesmo antes de Marin virar presidente da CBF, ele já mantinha boas relações com Campos Machado, relações que se estreitaram ainda mais depois de a confederação cair em seu colo, com a renúncia de Ricardo Teixeira no ano passado.

Campos Machado e o PTB paulista tentaram duas vezes transformar Marin em secretário de Esporte, fosse na Prefeitura de SP,  fosse no governo do Estado, ambos na ocasião nas mãos do PSDB, sem sucesso, porém.

Apoio a Havelange

sábado, 4 de maio de 2013

Apesar da renúncia de João Havelange, que deixou a presidência de honra da Fifa dias antes de a entidade divulgar relatório que o coloca no centro do escândalo ISL, Carlos Alberto Parreira segue apoiando o ex-dirigente.

O coordenador técnico da seleção estuda encabeçar um ato de desagravo defendendo o brasileiro. Acha que Havelange está sendo injustamente achincalhado mundo afora e que muitos estariam esquecendo de sua importância para o futebol brasileiro e mundial.

Outros amigos de Havelange, que completa 97 anos de idade na próxima quarta, também pensam em manifestar apoio ao cartola, que comandou a antiga CBD quando o Brasil conquistou suas três primeiras Copas do Mundo e a própria Fifa durante 24 anos (1974 a 1998), tirando a hegemonia dos europeus no comando da federação.

Havelange, que já havia renunciado como membro do Comitê Olímpico Internacional, seu ex-genro, Ricardo Teixeira, e o paraguaio Nicolás Leoz, que renunciou recentemente à presidência da Conmebol, receberam indevidamente cerca de 45 milhões de reais da ISL. A gigante de marketing esportivo parceira da Fifa faliu há mais de dez anos.

Apesar de não terem sido punidos pela entidade, o comportamente dos três foi considerado “moral e eticamente reprovável” no relatório final do escândalo de pagamento de comissões e propinas da empresa a dirigentes da Fifa.

Ricardo Teixeira, que dirigiu a CBF de 1989 a 2012 com apoio de Havelange, renunciou a todos os cargos que ocupava no futebol no ano passado, refugiando-se na Flórida.

Havelange, que passa por problemas de saúde desde o ano passado, corre risco ainda de perder o título de presidente de honra do Fluminense, além do direito de nomear o Engenhão, fechado por problemas estruturais.

Sua ligação com o futebol segue via Joana Teixeira Havelange, sua neta, que ocupa cargo no Comitê Organizador Local da Copa e trabalha com José Maria Marin, Ronaldo, Bebeto e Cia.

Alerta contra caxirola

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Conmebol fez um alerta aos brasileiros para que tomem cuidado com possível uso de caxirolas nos estádios em competições sul-americanas.

Antes havia feito novo alerta contra sinalizadores, que continuam presentes nos jogos, especialmente na Argentina e no Uruguai, país de Eugenio Figueredo, novo presidente da Conmebol.

A entidade que comanda o futebol sul-americano ficou preocupada com os incidentes no clássico Ba-Vi, na Fonte Nova, em Salvador, já que a torcida do Bahia jogou pra dentro do campo caxirolas, instrumento criado por Carlinhos Brown para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo.

Revoltados com nova derrota para o Vitória, torcedores do Bahia usaram as caxirolas, que poderiam ter acertado jogadores, quinteto de arbitragem e a galera rival, para protestar.

À Conmebol, a direção da CBF informou que a caxirola não oferece perigo. Que é leve justamente pra evitar atos de vandalismo, embora haja o risco de a torcida colocar outros materiais no instrumento. Originalmente ele é feito de plástico colorido com uma textura que parece palha. A ideia é que passe a ser conhecido como a vuvuzela brasileira.

O Comitê Organizador Local da Copa e o Ministério do Esporte demonstraram preocupação com os incidentes na Fonte Nova, já que as caxirolas podem se transformar em armas nas mãos de torcedores e ferir, além de encher o campo em caso de derrota do Brasil ou de algum time brasileiro na Libertadores. O torneio sul-americano termina, vale lembrar, depois da Copa das Confederações, quando o objetivo é que as caxirolas passem a ser presença constante em nossos estádios.

A Fifa não comentou o episódio, que a empresa responsável pela fabricação e distribuição do instrumento, a multinacional The Marketing Store, considerou um “fato isolado”.

Caxirolas à parte, já que risco de que acabem atiradas no campo sempre vai haver, como havia com as próprias vuvuzelas na África do Sul, a Conmebol deveria se preocupar também com os julgamentos de seu tribunal de penas.

Não consegui entender a punição para Vanderlei Luxemburgo, suspenso por seis jogos pela confusão no Chile no final do jogo contra o Huachipato. O técnico gremista pode até ter provocado os rivais _e imagino que o tenha feito_, mas quem partiu para a agressão e pancadaria foram os chilenos. E o técnico Jorge Pellicer e o preparador físico Marcelo Rosemblat foram suspensos por um jogo só…

Enfim, apesar dos pesares, melhor um tribunal de penas do que uma terra de ninguém. Dá para aperfeiçoá-lo, afinal. Ainda mais com patrocinadores e detentores de direitos de TV da Libertadores cada vez mais de olho. E nós também.

Empresários na base

terça-feira, 23 de abril de 2013

José Maria Marin reclamou muito do que chamava de assédio de empresários aos jogadores da seleção sub-20, no Sul-Americano da categoria, em janeiro, na Argentina. O Brasil acabou eliminado, não conseguiu vaga para o Mundial e  a comissão técnica, chefiada por Emerson Ávila, foi demitida.

Para cuidar das categorias de base o presidente da CBF, então, chegou a contratar Bebeto, que aceitou e depois se demitiu, alegando não ter tempo para o trabalho. Jorginho foi convidado para dirigir as equipes, depois a CBF voltou atrás e Gallo passou a ser o técnico.

O problema dos empresários, porém, continua, já que eles têm assediado os jogadores da sub-17 assim como fizeram com os da sub-20 no Sul-Americano que também acontece na Argentina. Neste quesito, pelo jeito, nada mudou.

Mas o time, pelo menos, tem jogado com vontade, ao contrário do sub-20. Classificado para a fase final, o Brasil tem cinco pontos, ao lado da Argentina, enquanto a Venezuela lidera com sete. O Uruguai, que hoje ficaria com a quarta vaga, tem quatro. Paraguai e Peru estariam de fora. Os dois, aliás, são os próximos adversários do Brasil, que venceu, no hexagonal decisivo, o Uruguai, empatando com Venezuela e Argentina.

Contra os argentinos, destacaram-se o goleiro Marcos, apesar da dificuldade para sair do gol, e o zagueiro Lucas. O primeiro fez defesas decisivas para segurar o 0 a 0, o segundo mostrou muita tranquilidade em lances importantes. O ataque, porém, não funcionou.

Na base, mais importante do que o título, é você ir estruturando as equipes, definindo um padrão ou uma filosofia de jogo, lapidando e orientando futuros talentos, algo que o Barcelona faz há algum tempo. E o Brasil, seja pelo assédio excessivo de empresários, que querem lucro logo, seja pela pouca atuação da atual direção da CBF na categoria, seja pela falta de diretriz ou de um rumo para o setor, isso não acontece.

Nada contra Gallo como técnico, pelo contrário, mas a base precisa de outros nomes acima dele e de um trabalho de reestruturação forte. Não para ganhar títulos, mas para trabalhar o setor no país, em parceria com os clubes, evitando o desperdício de possíveis craques, que devem ser ajudados não só em campo mas fora deles. Não é por acaso que muitos vivem à mercê de empresários ou daqueles que se dizem empresários, que acabam fazendo atletas e clubes reféns, preocupando-se mais com os próprios interesses do que com os dos jogadores. Ou os do futebol brasileiro, que ainda precisa discutir uma política para  a base. 

Aproveitando a ocasião, já que citamos filosofia de jogo um pouco acima, o que a seleção argentina sub-17 bate é impressionante. Abusa da violência. Que o digam os uruguaios e nós, brasileiros. No empate de domingo, com o Brasil, Matheus saiu contundido, depois Boschilia, que entrara no lugar dele, e depois foi a vez de Kenedy apanhar de Moreira, zagueiro adversário que acabou expulso. Se essa for a filosofia dos “hermanos” para todas as seleções de base, sei não… Estão em maus caminhos.

A recusa de Rosenberg

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pela terceira vez Luis Paulo Rosenberg, tido como o homem que revolucionou o marketing do Corinthians, recusou convite de José Maria Marin para cuidar da imagem da CBF, que está pra lá de desgastada.

A proposta para assumir o marketing da entidade e do Comitê Organizador Local da Copa coincide com a iniciativa de Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, de levar à Fifa pedido para examinar o caso Marin no Comitê de Ética da entidade. O presidente da CBF, que acumula também a presidência do COL, fez discursos contra o jornalismo da TV Cultura, comandado por Herzog, dias antes de ele ser assassinado pela ditadura militar. E ainda elogiou o torturador Sérgio Fleury.

Rosenberg, vice-presidente de marketing eleito no Corinthians, trabalhou tanto com Andrés Sanchez quanto com Mário Gobbi, mas se afastou do dia a dia do clube depois da conquista do Mundial no Japão. Foi ele o responsável pela vinda de Ronaldo ao Timão, além de ter ajudado a viabilizar a construção da arena corintiana.

No final do ano passado e depois no início deste ano já havia sido convidado por Marin para trabalhar na CBF, o que foi visto como provocação a Andrés. Disse não. Voltou a dizer não agora, num momento em que Marin é alvo de ataques e está cada vez mais isolado, sem interlocução na Fifa e especialmente no governo brasileiro.

No mercado econômico a volta de Rosenberg à rotina de suas empresas, uma de consultoria, outra de investimentos financeiros, é dada como certa.

Com a nova recusa do economista, Marin já pensa em sondar o publicitário Nizan Guanaes, criador da XYZ Live, gigante do marketing esportivo e do entretenimento no Brasil, para trabalhar o marketing da CBF em tempos de Copa das Confederações e do Mundial no país. E deve receber outro não.

Bem na foto?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O presidente da CBF, José Maria Marin, pretende usar o amistoso da seleção brasileira, na Bolívia, para ganhar força política e se reaproximar da diretoria corintiana, melhorando sua imagem junto à torcida do time paulista.

O jogo de sábado tem como objetivo angariar fundos para a família de Kevin Espada, morto em fevereiro no jogo San José x Corinthians, atingido por um sinalizador marítimo atirado pela torcida brasileira. Um garoto de 17 anos apresentou-se como o responsável pelo disparo, já no Brasil, onde tem a “vantagem” de ser menor de idade, mas 12 corintianos seguem presos em Oruro. Dois são acusados de estarem portando sinalizadores semelhantes ao que matou Kevin, além de terem pólvora nas mãos. Os outros dez foram considerados cúmplices. Podem ficar até seis meses presos preventivamente, segundo a legislação boliviana.

Para chefiar a delegação do Brasil, Marin nomeou Fernando Capez, lembram dele? Ganhou espaço na mídia nos anos 90 ao liderar movimento para extinguir torcidas organizadas. O passo seguinte foi entrar para a política, tornando-se deputado estadual (PSDB-SP). Agora está em campanha pela soltura dos 12 corintianos, três dos quais pertencem à uniformizada Pavilhão Nove, nove, a Gaviões da Fiel.

Parlamentares brasileiros, como é o caso de Capez e de Walter Feldman, eleito deputado federal pelo PSDB-SP, entre outros, têm usado suas iniciativas em defesa dos 12 presos em Oruro para ganhar destaque. Na semana passada a assessoria de Feldman insistia em divulgar à imprensa participação do político no programa do Ratinho, no SBT, em que trataria, entre outras questões, do caso dos corintianos em Oruro. Um caso que dá mídia e, por que não?, possivelmente votos.

Volto a postar na próxima segunda (dia 8), mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês. Bom restante de semana a todos, João

A campanha de Romário

sábado, 30 de março de 2013

Romário prepara campanha à reeleição a deputado federal pelo PSB-RJ como metralhadora ambulante do esporte. O ex-jogador, que espera conseguir ampla votação ano que vem com os ataques que vem fazendo à CBF e à organização da Copa de 2014, deve passar a mirar com mais força também o COB e os preparativos aos Jogos do Rio-2016, especialmente depois do escândalo que virou o Engenhão, tido como um dos maiores, se não o maior, legado do Pan.

No Congresso, tem sido voz atuante e importantíssima para dar visibilidade às mazelas do mundo esportivo brasileiro. Pediu, sem sucesso, nova CPI para investigar os negócios da CBF, participa de comissão que discute limitar mandato de dirigentes de confederações e federações e recentemente fez requerimento pedindo a presença de José Maria Marin no Congresso para explicar seu envolvimento com a ditadura militar.

Mas ao atacar Marin e Marco Polo Del Nero, a dupla que comanda (e muito mal) a CBF, porém, Romário tem, pelo menos a me ver, perdido a mão.

No início da gestão Marin, quando se preparava para comentar os Jogos de Londres para a Record, era só elogios ao dirigente, como era só elogios a Del Nero, vide entrevista à revista “Caros Amigos” em maio do ano passado. Na ocasião, o deputado atacava todo mundo, chamava a Fifa de corrupta, criticava a classe política brasileira e batia inclusive em seu partido, o PSB, mas poupava Marin e Del Nero.

Agora não. Em entrevista publicada anteontem pelo “Estadão”, chegou a dizer que sente saudades de Ricardo Teixeira, que teria se preocupado mais com a seleção do que os dois. E vai além. Diz que se Andrés Sanchez for mesmo candidato a presidente da CBF provavelmente terá seu apoio.

Com um discurso assim Romário prega o continuísmo. Ter saudades de Teixeira, por pior que seja Marin (e ele é péssimo), não dá. Nem defender Andrés, que chefiou a delegação brasileira na Copa de 2010 e se tornou escudo de Teixeira como diretor de seleções da CBF.

Uma mexida no futebol brasileiro não passa por Marin, Del Nero nem Andrés. Passa por uma mudança no estatuto da CBF, ampliando seu quadro eleitoral, limitando o mandato do presidente e permitindo a participação da sociedade civil na gestão da seleção, sem falar em nomes de fora do “establishment”. Caso contrário, como acontece em “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, vamos mudar e mudar para voltar exatamente ao mesmo lugar. O velho e conhecido “seis por meia dúzia”. Menos, Romário, menos.

Dois pesos, duas medidas

terça-feira, 26 de março de 2013

Está certo que foram apenas três jogos e é difícil comparar um trabalho de três meses com um que ultrapassou a casa dos dois anos, mas a mídia em geral tem sido muito mais compreensiva com Luiz Felipe Scolari do que foi com Mano Menezes.

A seleção decepcionou nos dois últimos amistosos, quando fez um péssimo segundo tempo contra a Itália, por pouco não levando uma virada, e ontem acabou acuada pela Rússia. Não vejo o time com um esquema de jogo _nem com um esboço de_, a defesa parece um buraco, a marcação é falha e o ataque não rende o necessário, criando muito menos do que poderia.

Até podemos ganhar a Copa das Confederações, como ganhamos a de 2009, na ocasião nas mãos de Dunga, como podemos ganhar o Mundial do ano que vem, mas não temos jogado bola pra nada disso. Estamos alguns patamares abaixo das principais seleções do mundo, fruto da incompetência da CBF, que errou ao apostar tanto tempo em Mano e não teve a ousadia de chamar um técnico estrangeiro pra substituí-lo, no caso Pep Guardiola, que poderia nos devolver a verdadeira essência do nosso futebol. Aquele jogado pra frente, com ótimo toque de bola, criatividade e, por que não?, autoestima.

O brasileiro hoje entra em campo de cabeça baixa, como se já estivesse derrotado. E o que temos visto em campo é um futebol feio, que não marca nem cria, tampouco empolga o torcedor, cada vez mais distante da seleção.

Ainda há tempo para uma mexida, mas Felipão dessa vez não começou bem. Fosse Mano o técnico, estaria sendo massacrado, já que não tem o passado, o currículo e os títulos que o atual técnico da seleção tem. Mas nada disso ganha jogo e, ao contrário de José Maria Marin, que diz ter visto uma evolução na equipe de Felipão, não consigo enxergar nada disso. Nem entender a convocação de alguns jogadores, como Diego Costa, Filipe Luís e o próprio Hulk.

Aliás gostaria de entender a função de Carlos Alberto Parreira na comissão técnica do Brasil. Até aqui não consegui compreender, além de estar lá, a meu ver, como mero figurante, por ter sido campeão do mundo em 1994. Mas depois disso deu vexame em 1998 com a Arábia Saudita, demitido com a Copa em andamento, ainda na primeira fase, com o Brasil em 2006, perdendo o controle do grupo, e com a África do Sul em 2010, primeira vez em que a seleção anfitriã foi eliminada da Copa na fase inicial.

Estão tratando muito mal a amarelinha. O amistoso com a Rússia ontem na Inglaterra foi apenas mais um exemplo disso. Que as coisas mudem daqui pra frente, porque há tempos corremos contra o relógio. Há tempos.

A entrega do Maraca

domingo, 24 de março de 2013

O governo do Rio insiste que o Maracanã será entregue em 27 de abril, mas a Fifa trabalha com outro prazo para a conclusão das obras: 24 de maio. O ministro Aldo Rebelo e o presidente da CBF, José Maria Marin, avisaram Jérôme Valcke e Joseph Blatter que a 22 dias do início da Copa das Confederações o estádio carioca estará finalizado.

Vale lembrar que da última vez em que esteve no Brasil, Valcke, que é secretário-geral da Fifa, chegou a aventar a possibilidade de que o Maracanã seja usado no torneio mesmo estando “incompleto”. Pra quem não sabe, a Copa das Confederações será realizada de 15 a 30 de junho. Pelo jeito, na base do improviso.