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Arquivo da Categoria ‘Política’

Marin na oposição?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Escanteado pela presidente Dilma Rousseff, José Maria Marin tem mantido contato com partidos da oposição, em especial com o PSDB. Tenta se fortalecer politicamente em troca de um papel mais relevante para a oposição durante a Copa de 2014, que acontece em 12 estados brasileiros.

Marin, além de comandar a CBF, preside o Comitê Organizador Local da Copa e tem relações apenas protocolares com Dilma, que não gosta de seu passado atrelado à ditadura militar. Com Aldo Rebelo, ministro do Esporte, cujo trabalho não aprova, também só tem relação formal.

Apesar de o partido de Marin, o PTB, fazer parte da base aliada do governo, a sigla tem sido assediada pelo PSB, de Eduardo Campos, e pelo PSDB, de Aécio Neves, com vistas às eleições presidenciais do ano que vem.

Marin é muito ligado ao presidente do PTB de São Paulo, o deputado estadual Campos Machado, e defende proposta de autoria do mesmo com o objetivo de reduzir o poder de promotores no estado.

Recentemente Campos Machado soltou uma moção de apoio a Marin, defendendo o dirigente de suposta responsabilidade pela morte de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar. Herzog comandava o jornalismo da TV Cultura, alvo de críticas de Marin, na época deputado estadual.

Na carta aberta, Campos Machado diz que o presidente da CBF é vítima de um complô para jogá-lo contra a opinião pública nacional e estrangeira.

Mesmo antes de Marin virar presidente da CBF, ele já mantinha boas relações com Campos Machado, relações que se estreitaram ainda mais depois de a confederação cair em seu colo, com a renúncia de Ricardo Teixeira no ano passado.

Campos Machado e o PTB paulista tentaram duas vezes transformar Marin em secretário de Esporte, fosse na Prefeitura de SP,  fosse no governo do Estado, ambos na ocasião nas mãos do PSDB, sem sucesso, porém.

Bem na foto?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O presidente da CBF, José Maria Marin, pretende usar o amistoso da seleção brasileira, na Bolívia, para ganhar força política e se reaproximar da diretoria corintiana, melhorando sua imagem junto à torcida do time paulista.

O jogo de sábado tem como objetivo angariar fundos para a família de Kevin Espada, morto em fevereiro no jogo San José x Corinthians, atingido por um sinalizador marítimo atirado pela torcida brasileira. Um garoto de 17 anos apresentou-se como o responsável pelo disparo, já no Brasil, onde tem a “vantagem” de ser menor de idade, mas 12 corintianos seguem presos em Oruro. Dois são acusados de estarem portando sinalizadores semelhantes ao que matou Kevin, além de terem pólvora nas mãos. Os outros dez foram considerados cúmplices. Podem ficar até seis meses presos preventivamente, segundo a legislação boliviana.

Para chefiar a delegação do Brasil, Marin nomeou Fernando Capez, lembram dele? Ganhou espaço na mídia nos anos 90 ao liderar movimento para extinguir torcidas organizadas. O passo seguinte foi entrar para a política, tornando-se deputado estadual (PSDB-SP). Agora está em campanha pela soltura dos 12 corintianos, três dos quais pertencem à uniformizada Pavilhão Nove, nove, a Gaviões da Fiel.

Parlamentares brasileiros, como é o caso de Capez e de Walter Feldman, eleito deputado federal pelo PSDB-SP, entre outros, têm usado suas iniciativas em defesa dos 12 presos em Oruro para ganhar destaque. Na semana passada a assessoria de Feldman insistia em divulgar à imprensa participação do político no programa do Ratinho, no SBT, em que trataria, entre outras questões, do caso dos corintianos em Oruro. Um caso que dá mídia e, por que não?, possivelmente votos.

Volto a postar na próxima segunda (dia 8), mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês. Bom restante de semana a todos, João

A campanha de Romário

sábado, 30 de março de 2013

Romário prepara campanha à reeleição a deputado federal pelo PSB-RJ como metralhadora ambulante do esporte. O ex-jogador, que espera conseguir ampla votação ano que vem com os ataques que vem fazendo à CBF e à organização da Copa de 2014, deve passar a mirar com mais força também o COB e os preparativos aos Jogos do Rio-2016, especialmente depois do escândalo que virou o Engenhão, tido como um dos maiores, se não o maior, legado do Pan.

No Congresso, tem sido voz atuante e importantíssima para dar visibilidade às mazelas do mundo esportivo brasileiro. Pediu, sem sucesso, nova CPI para investigar os negócios da CBF, participa de comissão que discute limitar mandato de dirigentes de confederações e federações e recentemente fez requerimento pedindo a presença de José Maria Marin no Congresso para explicar seu envolvimento com a ditadura militar.

Mas ao atacar Marin e Marco Polo Del Nero, a dupla que comanda (e muito mal) a CBF, porém, Romário tem, pelo menos a me ver, perdido a mão.

No início da gestão Marin, quando se preparava para comentar os Jogos de Londres para a Record, era só elogios ao dirigente, como era só elogios a Del Nero, vide entrevista à revista “Caros Amigos” em maio do ano passado. Na ocasião, o deputado atacava todo mundo, chamava a Fifa de corrupta, criticava a classe política brasileira e batia inclusive em seu partido, o PSB, mas poupava Marin e Del Nero.

Agora não. Em entrevista publicada anteontem pelo “Estadão”, chegou a dizer que sente saudades de Ricardo Teixeira, que teria se preocupado mais com a seleção do que os dois. E vai além. Diz que se Andrés Sanchez for mesmo candidato a presidente da CBF provavelmente terá seu apoio.

Com um discurso assim Romário prega o continuísmo. Ter saudades de Teixeira, por pior que seja Marin (e ele é péssimo), não dá. Nem defender Andrés, que chefiou a delegação brasileira na Copa de 2010 e se tornou escudo de Teixeira como diretor de seleções da CBF.

Uma mexida no futebol brasileiro não passa por Marin, Del Nero nem Andrés. Passa por uma mudança no estatuto da CBF, ampliando seu quadro eleitoral, limitando o mandato do presidente e permitindo a participação da sociedade civil na gestão da seleção, sem falar em nomes de fora do “establishment”. Caso contrário, como acontece em “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, vamos mudar e mudar para voltar exatamente ao mesmo lugar. O velho e conhecido “seis por meia dúzia”. Menos, Romário, menos.

Marin alfineta Romário

quarta-feira, 6 de março de 2013

Não é de hoje que José Maria Marin tem alfinetado Romário. O presidente da CBF considera o ex-jogador uma decepção como político e acha que tem atacado sua administração apenas para aparecer e ganhar pontos com a galera. Lembra que, quando assumiu a confederação e até o começo da Olimpíada, Romário era só elogios tanto pra ele quanto pra Marco Polo Del Nero, seu vice mais velho e presidente da Federação Paulista de Futebol. Depois, como teria visto que não dava “ibope” elogiar a dupla e não teria conseguido ganhar espaço na entidade, passou a atacá-la, assim como o trabalho de Mano Menezes.

Em programa exibido pela “Rede TV”!”, pela primeira vez Marin foi, pelo menos publicamente, mais enfático ao tratar de Romário, que é deputado federal pelo PSB-RJ e luta pela abertura de uma CPI para investigar os negócios da CBF. Disse que política se faz construindo e não destruindo, ao contrário do ex-jogador, que, segundo ele, prega a desagregação. Afirmou ainda que duvida que Romário passe do cargo que ocupa, ou seja, que venha a ser mais do que deputado federal.

O curioso é que Marin, que se considera um conciliador, jamais conseguiu o que Romário conquistou, ao ser eleito pelo voto direto para deputado federal, quase 150 mil no Rio, ficando entre os seis primeiros com mais apoio popular.

Em 1986 Marin tentou ser senador pelo PFL, em São Paulo, e nada. Ficou em quarto lugar. Em 2000 foi candidato a prefeito em São Paulo, pelo fraco PSC, nem 10 mil votos teve, menos de 0,2% dos votos válidos. Em 2002 tentou mais uma vez o Senado e outro fiasco.  Só teve projeção, de fato, nos tempos da ditadura militar, quando foi vice biônico de Paulo Maluf e governou o Estado de SP por dez meses, entre 1982 e 1983, já que o titular se desvinculara do cargo para tentar a sorte como deputado federal. Mesmo na CBF, ganhou a presidência da CBF de presente. Era o vice mais velho de Ricardo Teixeira, cuja administração, marcada por denúncias de corrupção, considera excelente. Tanto que passou a pagar salário para o ex-presidente, que se refugiou na Flórida, dar consultoria por telefone, salário maior do que Teixeira recebia quando comandava a entidade. Coisas da política e do futebol brasileiro.

Campanha contra Marin

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A direção do Instituto Vladimir Herzog segue dando força a movimento na internet que pede a saída de José Maria Marin da presidência da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014). A ideia, além de recolher assinaturas numa petição online pela retirada do atual mandatário do futebol brasileiro, é mostrar ao Brasil e ao mundo quem é Marin.

Ivo Herzog, filho de Vladimir, lembra que Marin, nos tempos em que era deputado estadual em SP, foi um dos que mais fizeram campanha contra o que ele considerava teia comunista na TV Cultura e era só elogios para o torturador Sérgio Ramos Fleury. Seu pai, Vladimir, era o responsável pelo jornalismo da emissora e acabou assassinado pela ditadura militar em 1975.

O documento, que está perto das 30 mil assinaturas, tem como objetivo inicial chegar a 50 mil. Num segundo momento, caso passe dos 100 mil, deve ser levado não só ao governo brasileiro, como à Fifa e à imprensa internacional, que poderá conhecer melhor o passado de Marin.

Na petição, que é contrária a ter o dirigente como anfitrião de um dos maiores eventos da história do país, é dito que “ter Marin à frente da CBF é como se a Alemanha tivesse um membro do partido nazista organizando a Copa de 2006″.

Marin era político da Arena, partido que dava sustentação à ditadura militar, e foi vice-governador biônico de Paulo Maluf. Quando Maluf se desvinculou do cargo para se candidatar a deputado federal, o hoje presidente da CBF assumiu o governo de São Paulo por dez meses. Deixou o cargo sob enormes vaias para entregá-lo a André Franco Montoro, eleito em novembro de 1982 e empossado em março do ano seguinte.

Marin só chegou à presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira, de quem era o vice mais velho na entidade. Como o antecessor, logo se apoderou também da presidência do COL. De cara aumentou o próprio salário e passou a pagar a Teixeira como “consultor” da CBF, mesmo que o ex-dirigente tenha decidido se radicar na Flórida, onde mantém padrão de vida de estrela de Hollywood, abandonando o futebol. Procurado mais de uma vez pelo blog, Marin não quis se pronunciar sobre a petição.

Governo vê legado reduzido

domingo, 3 de fevereiro de 2013

No governo brasileiro já é dado como certo que o legado da Copa para o Brasil será muito menor do que o esperado. Teremos 12 ótimos estádios e… A expectativa é que uma série de obras de mobilidade urbana fiquem de fora da lista de prioridades para a Copa de 2014, já que não há mais tempo para boa parte delas sair do papel e ficar pronta até o início do evento.

Entre as cidades com obras para o Mundial canceladas ou adiadas estão Brasília, Fortaleza, Natal e São Paulo. Diante disso, o Conselho Monetário Nacional, preocupado que está com o baixo crescimento da economia brasileira, decidiu semana passada que projetos que não ficarão prontos até a Copa poderão contar com as mesmas condições de financiamento dos que estão sendo tocados para o evento.

Os benefícios que o Brasil poderia ter com o Mundial, portanto, serão menores do que o “vendido” para a população quando ganhamos o direito de abrigar a Copa, em 2007. Algo parecido com o que se deu com o Pan de 2007, quando o orçamento subiu demais (no caso decuplicou) e o legado acabou sendo pequeno, muito menor do que o prometido.

Nesse sentido achei interessante ler os pontos de vista de Ronaldo e Romário, respondendo pergunta da “Folha de S.Paulo” na edição de hoje, sobre o Brasil estar ou não aproveitando o potencial da Copa. O primeiro, que faz parte do Comitê Organizador Local da Copa, alegando, entre outros motivos, que a Copa “vai mexer com a autoestima dos brasileiros” e “trazer uma mudança de mentalidade”. Discordo dele. A “autoestima” pode ser reduzida dada a incapacidade de o país se organizar para o evento em campos como o hoteleiro, o de mobilidade urbana, o dos aeroportos e o da infraestrutura em geral. E a mudança de mentalidade não consigo ver com uma CBF comandada por José Maria Marin, o COL, idem, e agora o Senado nas mãos de Renan Calheiros. Concordo com o que escreveu Romário, segundo o qual “um país só é bom para os turistas se antes for bom para o seu próprio povo”.  E pelo jeito não será.

Marin e o PTB no esporte

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O PTB quer usar José Maria Marin, presidente da CBF que é filiado ao partido, para aumentar seus quadros com dirigentes, jogadores e esportistas em geral. O partido comemorou ontem a adesão de Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos e agora novo integrante do PTB.

Com a Copa de 2014 no Brasil,  o partido de Marin, que tem conversado com integrantes do mundo esportivo sobre os “encantos” do PTB, espera crescer no país.

Não por acaso conseguiu fazer os secretários de Esportes do governo Alckmin (Celso Jatene) e da gestão Haddad (José Auricchio Jr.). Sempre que possível, Marin tenta levar os dois _e vai fazer cada vez mais a partir de agora_ a eventos relacionados à Copa, cuja organização passa também pelo PCdoB, partido do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e da vice de Haddad, Nádia Campeão.

Vale lembrar que antes de a CBF cair em seu colo, o PTB tentou emplacar Marin como secretário de Esportes e não conseguiu, fosse na prefeitura, fosse no governo do Estado. Depois que ele ganhou poder, no entanto, as coisas mudaram. Virou um dos queridinhos do partido de Campos Machado, presidente estadual do partido (e por estadual leia-se de SP), e de outras “agremiações políticas” também. A vida como ela é. Literalmente.

O Santos e o Pacaembu

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Prefeitura de São Paulo, como já fez nos tempos de Gilberto Kassab, deve retomar as conversas com o Santos a fim de convencer o time praiano a atuar mais vezes na capital, usando o Pacaembu.

Acho a ideia boa, já que o Santos tem muita torcida em São Paulo e poderia pensar em se revezar entre a Vila e o Pacaembu, negociando com a Prefeitura, inclusive, alguns benefícios por atuar em São Paulo.

A preocupação da prefeitura paulistana, na verdade, não é com 2013, mas está voltada a 2014, depois da Copa no Brasil, quando o Corinthians passará a mandar seus jogos na arena em Itaquera e o Pacaembu perderá seu maior cliente.

Além de conversar com a direção santista, Celso Jatene (PTB), secretário municipal de Esportes, quer encontrar nos próximos meses um parceiro para administrar o estádio, que segundo seus assessores segue dando prejuízo, como teria acontecido no ano passado, mesmo com o Corinthians mandando seus jogos ali.

Vale lembrar que shows estão proibidos no local. Vale lembrar ainda que o estádio é considerado patrimônio histórico da cidade e do Estado e qualquer reforma tem de ser aprovada por dois conselhos, um municipal e outro estadual, o que será levado em conta nas conversar com qualquer possível futuro parceiro, claro.

Para o torcedor santista, porém, acho interessante a oportunidade de usar mais vezes o Pacaembu. A temporada de 2013 do time da Vila começou ali, num amistoso contra o Barueri, atraindo mais de 16 mil torcedores numa noite chuvosa _muita chuva, aliás_ e com ingressos que custavam até 80 reais, o que não é pouco, não. E hoje foi no Pacaembu que o Santos levantou seu primeiro troféu do ano, vencendo a Copinha. Sua equipe sub-20 promete, sinal de que o trabalho na base segue bem realizado. E o garoto Neilton termina o torneio como destaque. Pacaembu à parte, parabéns aos garotos do Santos. O futebol brasileiro agradece.

CBF revisa salários

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Confederação Brasileira de Futebol quer fazer uma revisão em sua folha salarial no primeiro semestre do ano que vem. Apesar de não falar em cifras, os gastos com a nova comissão técnica, comandada por Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira, devem ser maiores do que os com a anterior. Estima-se que Mano Menezes, o ex-técnico do Brasil, ganhava cerca de 350 mil reais por mês, enquanto o então diretor de seleções, Andrés Sanchez, recebia 70 mil reais mensais.

José Maria Marin, presidente da entidade, aumentou o próprio salário no primeiro semestre de 2012 passando-o de cerca de 90 mil reais por mês para a casa dos 160 mil. Ele também recebe como presidente do Comitê Organizador Local da Copa _cerca de 110 mil reais por mês. Não está descartado novo aumento depois da Copa das Confederações.

Os diretores da CBF, por sua vez, recebem entre 70 mil e 90 mil reais mensais, salário que pode ser padronizado antes do início da própria Copa das Confederações, que acontece em junho no Brasil.

Não está descartada a contratação de uma consultoria para “acertar” a folha salarial, que inclui pagamentos de cerca de 100 mil a 120 mil reais por mês para o ex-presidente Ricardo Teixeira, que já atua como consultor (ou uma espécie de eminência parda) da própria CBF.

 Ontem o “Estadão” publico matéria em que apontava que a Assembleia Legislativa de São Paulo paga uma pensão vitalícia a políticos, como Alberto Goldman, do PSDB, e Plínio de Arruda Sampaio, ex-candidato a presidente pelo PSOL, lista que inclui o próprio Marin, ex-deputado estadual que embolsa cerca de 16 mil reais por mês do Legislativo. Ao lado dele figuram as viúvas de Mário Covas e Nabi Abi Chedid, este último ex-vice-presidente da CBF e dirigente esportivo como o próprio Marin. Os ex-ministros Almir Pazzianoto (Trabalho) e Wagner Rossi (Agricultura e com passagem pela política esportiva do estado de SP) também recebem os benefícios, que custam ao contribuinte paulista 33 milhões de reais por ano.

Pelo jeito continuamos bem de políticos… E bem de cartolas no esporte. Preocupação com o próprio bolso eles mostram que têm.

Trem da alegria

sábado, 8 de dezembro de 2012

A CBF prepara um trem da alegria a Londres para o amistoso contra a Inglaterra, em Wembley, marcado para fevereiro. Para a partida de estreia da dupla Felipão/Parreira no comando da seleção deverão ser convidados todos os presidentes de federações, com direito a acompanhante. Convite parecido com o que foi feito em julho, quando muitos deles viajaram a Londres às custas da confederação para acompanhar os Jogos Olímpicos.

Mas como nem tudo é de graça, eles estão tendo que fazer uma “pequena” lição de casa: procurar deputados eleitos por seus estados para convencê-los a retirar a assinatura do pedido de nova CPI para investigar a CBF. O pedido para a CPI partiu de Romário, deputado pelo PSB-RJ, que conseguiu 13 assinaturas a mais do que as 171 de que precisava. A ideia é investigar todos os contratos da entidade, remessas ao exterior, pagamentos a dirigentes e a cessão dos amistosos da seleção para uma empresa árabe.

José Maria Marin e seu mentor, Marco Polo Del Nero, são contra a CPI e devem usar as armas que têm para tentar derrubá-la. Inclusive os famosos trens da alegria, ingressos para Copa das Confederações, Copa do Mundo e amistosos da seleção, muita gente quer uma boquinha. Os presidentes de federações, que aliás fazem parte do colégio eleitoral que elege o mandatário da CBF (a próxima eleição será em abril de 2014), que o digam.