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Arquivo da Categoria ‘Bastidores’

Críticas a Muricy

sábado, 18 de maio de 2013

A discussão sobre possível transferência da Neymar à Europa toma conta da Vila e ofusca as críticas a Muricy, cujo trabalho é contestado por um grupo de conselheiros há algum tempo.

A atuação do time domingo passado no Pacaembu, quando foi anulado pelo Corinthians e fez um péssimo primeiro tempo, não foi bem digerida por parte do conselho santista. Nem a escalação de Marcos Assunção, que entrou apagado e pouco fez em campo.

Bem no estilo que lhe é peculiar, Muricy Ramalho não dá bola aos críticos e aposta no inédito tetracampeonato paulista amanhã.

Se perder e dependendo de como perder, a pressão por sua saída deve aumentar, embora a diretoria diga que mudança no comando do time não seja cogitada. Mesmo que conselheiros continuem protestando, a presidência santista avalia o trabalho do técnico como positivo. E diz que Neymar pode sair, mas Muricy fica.

Ney Franco fica, mas…

sábado, 11 de maio de 2013

Juvenal Juvêncio segue bancando o técnico do São Paulo, apesar da pressão de conselheiros e de parte da direção do clube pela demissão de Ney Franco, eliminado nas semifinais do Paulista e nas oitavas da Libertadores.

O treinador, cujo contrato vai até o final do ano, fica, mas…

Mais do que o dedo dele vimos as mãos e a cabeça de Juvenal na decisão de afastar sete jogadores do elenco, entre os quais Cañete, Cortez, Fabrício e Wallyson. Foi do presidente também a iniciativa de colocar Luís Fabiano no mercado. Se aparecer um comprador, Fabuloso, que tem sido um fiasco nos últimos tempos, pode sair.

Lúcio, porém, mesmo já tendo entrado em rota de colisão com Ney Franco e virado vilão após a expulsão que resultou na virada do Galo no jogo de ida da Libertadores, fica. Como o técnico, bancado pelo presidente, que se mantém firme na decisão de mantê-los.

Até quando não sabemos, mas certamente o zagueiro e o treinador seguem enfraquecidos e muito pressionados.

O desempenho do São Paulo, afinal, como lembram alguns conselheiros e até parte da cúpula são-paulina, foi muito abaixo do esperado, especialmente no torneio sul-americano. Dos dez jogos que fez, incluindo os dois da Pré-Libertadores, o time conseguiu perder seis, sendo três derrotas para o Galo.

Como chegou a declarar o próprio Juvenal, o primeiro semestre está perdido. O pior é que não sei se lições foram tiradas do fracasso e o clube continua comandado por uma cabeça só. A do próprio presidente, que tem sido tomado pela soberba ultimamente. Só ultimamente?

Apoio a Havelange

sábado, 4 de maio de 2013

Apesar da renúncia de João Havelange, que deixou a presidência de honra da Fifa dias antes de a entidade divulgar relatório que o coloca no centro do escândalo ISL, Carlos Alberto Parreira segue apoiando o ex-dirigente.

O coordenador técnico da seleção estuda encabeçar um ato de desagravo defendendo o brasileiro. Acha que Havelange está sendo injustamente achincalhado mundo afora e que muitos estariam esquecendo de sua importância para o futebol brasileiro e mundial.

Outros amigos de Havelange, que completa 97 anos de idade na próxima quarta, também pensam em manifestar apoio ao cartola, que comandou a antiga CBD quando o Brasil conquistou suas três primeiras Copas do Mundo e a própria Fifa durante 24 anos (1974 a 1998), tirando a hegemonia dos europeus no comando da federação.

Havelange, que já havia renunciado como membro do Comitê Olímpico Internacional, seu ex-genro, Ricardo Teixeira, e o paraguaio Nicolás Leoz, que renunciou recentemente à presidência da Conmebol, receberam indevidamente cerca de 45 milhões de reais da ISL. A gigante de marketing esportivo parceira da Fifa faliu há mais de dez anos.

Apesar de não terem sido punidos pela entidade, o comportamente dos três foi considerado “moral e eticamente reprovável” no relatório final do escândalo de pagamento de comissões e propinas da empresa a dirigentes da Fifa.

Ricardo Teixeira, que dirigiu a CBF de 1989 a 2012 com apoio de Havelange, renunciou a todos os cargos que ocupava no futebol no ano passado, refugiando-se na Flórida.

Havelange, que passa por problemas de saúde desde o ano passado, corre risco ainda de perder o título de presidente de honra do Fluminense, além do direito de nomear o Engenhão, fechado por problemas estruturais.

Sua ligação com o futebol segue via Joana Teixeira Havelange, sua neta, que ocupa cargo no Comitê Organizador Local da Copa e trabalha com José Maria Marin, Ronaldo, Bebeto e Cia.

Pressão contra Marin

sábado, 23 de março de 2013

Não é só a família de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar, que faz campanha pela saída de José Maria Marin da presidência da CBF.

No governo federal e na sociedade civil o dirigente, cuja carreira política começou atrelada à ditadura e ao malufismo, começa a ser pressionado. Sempre que pode a própria presidente Dilma Rousseff evita a companhia de Marin, embora descarte qualquer intervenção na CBF. Quem começou a fazer o mesmo foi Aldo Rebelo, ministro do Esporte. Sua pasta e o Comitê Organizador Local da Copa, também presidido por Marin, já não falam a mesma língua e têm divergências sobre o encaminhamento do Mundial no Brasil e o atraso em boa parte das obras, inclusive dos estádios.

A petição pública pela saída de Marin da CBF e do COL já tem mais de 50 mil assinaturas e será enviada a dirigentes de clubes, federações, à Fifa e à imprensa estrangeira no próximo dia primeiro. Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, jornalista assassinado pela ditadura militar em 1975, quer mostrar ao mundo o papel de Marin no regime que governou o Brasil de 1964 a 1985. Dias antes da morte de Herzog, jornalista da TV Cultura, o hoje presidente da CBF e então deputado estadual, pedia providências na emissora, que estaria infestada de comunistas, segundo ele.

Já Romário, deputado pelo PSB-RJ, quer que Marin seja chamado para falar não só de sua atuação nos tempos da ditadura, mas também sobre os negócios da CBF, comandada, de acordo com o ex-jogador, por uma “quadrilha”.

Mesmo que continue em seus cargos, o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer quem é José Maria Marin, cujos principais “feitos” foram ter sido vice-governador biônico de São Paulo, tendo como titular Paulo Maluf, e o vice mais velho de Ricardo Teixeira na CBF, ganhando a presidência da entidade de presente quando seu antecessor renunciou. Assim como ganhou o governo de São Paulo de presente, no início dos anos 80, quando Maluf se desincompatibilizou do cargo pra concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Governou o estado por dez meses e saiu sob estrondosa vaia para dar lugar ao eleito Franco Montoro. Gostaria que saísse logo da CBF e do COL e com vaias semelhantes. Mas isso ainda é um sonho que parece distante de acontecer. E se deixar o cargo na confederação quem assume é Marco Polo Del Nero, numa típica troca de seis por meia dúzia.

A resposta de Jesus Lopes

quinta-feira, 21 de março de 2013
Publico, abaixo, resposta de João Paulo de Jesus Lopes ao post “Estrelas x Ney Franco”, que publiquei anteontem e o diário LANCE! reproduziu em sua edição de ontem, sobre pressão do dirigente pela saída do técnico do São Paulo, cujo trabalho é defendido por Juvenal Juvêncio.
 
Conforme havia colocado no post, oficialmente o vice-presidente são-paulino, que chegou a dizer ter ficado envergonhado com a atuação do time diante do The Strongest, no Morumbi,  nega que queira a saída do treinador e continua negando, como vocês podem ver no texto abaixo. E faz veemente defesa do seu trabalho. Segue o texto, como legítimo direito de resposta do vice-presidente tricolor:
 
“Jamais defendi a demissão do Ney”

Por João Paulo de Jesus Lopes

Vice-Presidente do São Paulo

“Recebi com surpresa a menção feita a mim na coluna Estrelas x Ney Franco, publicada no espaço Blog do Janca do jornalista João Carlos Assumpção, do Diário LANCE!! de hoje (ontem), 20 de Março de 2013, uma vez que a menção feita a mim é absolutamente inverídica.

Na condição de vice-presidente de futebol do São Paulo FC, JAMAIS “defendi” a demissão do treinador Ney Franco a quem quer que seja.

A uma, porque, conforme já manifestei à imprensa, esse tema JAMAIS foi objeto de qualquer reunião entre o presidente e dirigentes do departamento de futebol do São Paulo FC., tendo em vista entendermos que esse assunto sequer está em discussão no momento.

A duas, porque, conforme também já tive a oportunidade de expressar em diversos veículos de comunicação, na condição de vice-presidente de futebol, considero de ÓTIMA QUALIDADE, o trabalho que o treinador Ney Franco tem realizado à frente do time de futebol do São Paulo FC.

Entendo que não poderia ser avaliado de outra forma um trabalho que, tendo se iniciado em julho de 2012, portanto, em meio ao primeiro turno do Campeonato Brasileiro, levou o São Paulo FC. a ser a equipe que conseguiu o maior número de pontos no segundo turno dessa mesma competição, venceu a Copa Sul-Americana 2012 – conquistando assim, seja pelo Campeonato Brasileiro, seja pela Copa Sul-Americana, o objetivo de classificar o São Paulo FC. para a Copa Libertadores 2013 e pela Recopa 2013 – e, já neste ano, lidera o Campeonato Paulista 2013, além de manter sólidas chances de obter a classificação para a fase seguinte da Copa Libertadores 2013.

Suponho ter o jornalista se baseado em fonte por ele considerada confiável, mas lamento profundamente que não tenha tido o devido cuidado de checar comigo uma informação inverídica, citando o meu nome e atribuindo a mim manifestação que jamais proferi e que é contrária ao meu real pensamento. Obviamente a fonte utilizada, mentirosa, procedeu de má-fé.

Diante do quanto ora exposto, desejo que essa minha manifestação seja publicada em mesmo espaço, com o mesmo destaque dado à informação inverídica, como forma de garantir o meu direito de resposta.”

O Palmeiras e a CBF

quinta-feira, 21 de março de 2013

A nova diretoria do Palmeiras procura se aproximar da CBF para evitar o que considera erros da gestão passada. Entre eles, um afastamento da confederação, algo que pode ter resultado, segundo avaliação interna, em prejuízo para o clube nos bastidores. Vale lembrar que o Verdão foi punido _e merecidamente, acho eu_ com perda de mandos de campo no Brasileirão do ano passado por conta do comportamento de sua torcida. E reclamou muito da arbitragem em boa parte de seus jogos.

O elo com a CBF tem sido costurado por Jesse Ribeiro, há mais de duas décadas um dos principais aliados de Paulo Maluf e secretário-geral do PP paulista. Vice-presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, foi Jesse Ribeiro quem procurou José Maria Marin, que tinha relações umbilicais com Maluf no final dos anos 70, início dos 80. Tanto que o atual presidente da CBF, que é político filiado ao PTB, foi vice-governador biônico de São Paulo nos tempos da ditadura justamente quando o titular era Paulo Maluf.

Graças a Jesse Ribeiro, Marin convidou Paulo Nobre, o presidente palmeirense, para chefiar a delegação brasileira na Suíça, onde a seleção faz amistoso contra a Itália. Também graças a Ribeiro e Marin Jesse Ribeiro e Paulo Nobre estão com as portas abertas na Federação Paulista de Futebol, recebendo apoio de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e vice mais velho da CBF, na decisão de cortar regalias da Mancha Verde. Marin, por sua vez, não quis se envolver diretamente na questão porque prefere se poupar, não se desgastando com as organizadas. Político das antigas, ele é tido como um “bom fazedor de média”. Mas não é disso que a CBF precisa. Muito menos de um presidente sem ideias e com a trajetória atrelada à ditadura militar. Ainda mais em tempos de Copa no Brasil.

Estrelas x Ney Franco

terça-feira, 19 de março de 2013

Ney Franco acertou ao dizer que não vai mais acatar reclamações públicas de jogadores que insistem em interferir na escalação do São Paulo. O técnico é ele e a hierarquia tem de ser respeitada.

A situação do treinador, no entanto, segue complicada, já que o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, defende sua saída do Morumbi e pressiona Juvenal Juvêncio a demiti-lo antes mesmo do jogo contra o The Strongest, em 4 de abril, na Bolívia, que pode decidir a sorte do clube na Libertadores. Após a partida contra os bolivianos, no Morumbi, o dirigente declarou que havia ficado envergonhado com a atuação do time e recebeu o troco de Ney Franco.

Oficialmente Jesus Lopes nega que queira a saída do técnico e defende seu trabalho, tanto que chegou a elogiar a atuação do São Paulo no empate por 1 a 1, no Pacaembu, diante do Arsenal, apesar das críticas da torcida, responsabilizando a imprensa pelos ânimos exaltados no Tricolor. 

Grupos de conselheiros e torcedores também têm atacado Ney Franco, que não conseguiu montar um esquema de jogo para o time em 2013 e se perdeu na parte tática após a saída de Lucas para a França.

O estafe de Ganso, principal aposta são-paulina para a temporada, tem atiçado o atleta, que é mal assessorado, aliás, contra o técnico. Ganso está inconformado com o banco de reservas, mas há pelo menos dois anos não rende o que mostrou antes da Copa de 2010. Saiu em litígio do Santos e não se encontrou no Morumbi.

Outro descontente é o zagueiro Lúcio, que tem atuado mal, não deu segurança nenhuma à defesa, que vinha rendendo mais no final de 2012 com Rafael Tolói e Rhodolfo do que agora.

Para piorar, Rogério Ceni até hoje não engole a bronca que levou de Ney Franco ano passado, quando pediu a entrada de Cícero num jogo da Sul-Americana e viu o técnico optar por William José. Na ocasião o treinador deixou claro que quem manda é ele, recebendo respaldo do presidente são-paulino, que é favorável à sua continuação no cargo pelo menos até que o destino do São Paulo seja definido na Libertadores. Se passar pela fase de grupos, seguiria. Eliminado, sairia. 

A boa campanha no Paulista, onde o time é líder do torneio, não conta na avaliação, já que a primeira fase do Paulista, com 19 jogos pra cada time, classificando-se oito à fase final, pouco vale.

Concordo que neste início de ano Ney Franco não conseguiu acertar a equipe, que não tem padrão de jogo e está perdida em diversos setores, especialmente na defesa. Mas Juvenal já testou vários treinadores, tirando um após o outro, e o São Paulo segue com problemas. O principal deles talvez não seja a comissão técnica e sim a diretoria, mais preocupada em se perpetuar no poder e minar qualquer tentativa de oposição do que em comandar o clube. Tanto que apoiou mudança no estatuto para o próprio Juvenal ganhar mais um mandato como presidente. O São Paulo já viveu dias melhores. Bem melhores, aliás.

Marin e a Conmebol

segunda-feira, 4 de março de 2013

O presidente da CBF, José Maria Marin, tem dito que a CBF fez o possível e o impossível para tentar ajudar o Corinthians a ter sua pena diminuída na Libertadores, mas o clube paulista não vê assim.

Marin e Marco Polo Del Nero, que ajuda a dar as cartas na confederação, chegaram a conversar pessoalmente com Nicolás Leoz, o presidente vitalício da Conmebol,  quando o Palmeiras jogou e perdeu em Assunção para o Libertad, na semana passada. Voltaram de lá com más notícias, dizendo que o fato de quatro torcedores terem conseguido entrar com liminar na partida Corinthians x Millonarios, no Pacaembu, prejudicou ainda mais o time e que não teriam muito o que fazer.

A direção corintiana tem outra visão. Acha que no mínimo faltou tino ou boa vontade à dupla Marin/Del Nero, que deveria ter explicado que o Corinthians não era réu na ação e sim a Conmebol e que o clube insistiu para os quatro não entrarem no jogo. Que eles entraram garantidos por uma liminar na Justiça e conscientes de que faziam isso contra a vontade da diretoria.

Na avaliação da diretoria do Timão Marin está jogando para a plateia, indo ao Paraguai e até cogitando realizar um amistoso do Brasil contra a Bolívia para serenar os ânimos, o que não foi confirmado oficialmente até agora.

Marin e Del Nero sabem que a punição ao Corinthians e a tragédia de Oruro, tragédia ligada à Gaviões da Fiel, podem prejudicar mais Andrés Sanchez, desafeto dos dois, do que a CBF, especialmente com a repercussão que teve dentro e fora do país. Por mais que insistam que estão ao lado de Mario Gobbi e do clube paulista eles preferem esperar de camarote os próximos passos, já que essa novela promete. Ainda faltam muitos capítulos. A aguardar.

Direção banca Muricy

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O comitê gestor do Santos resolveu partir em defesa de Muricy Ramalho, que tem sido criticadíssimo no Conselho Deliberativo do clube, que tem reunião marcada para hoje e em que o trabalho do técnico será um dos principais assuntos, se não o principal, em pauta.

Para boa parte dos conselheiros, que representam mais de uma corrente política na Vila, Muricy ganha muito, reclama demais, recebeu os reforços pedidos e até agora não conseguiu dar um esboço de jogo para o time. A dependência em relação a Neymar, mesmo com a chegada das novas contratações, como o argentino Montillo, Marcos Assunção e Cícero, segue a mesma da temporada passada, quando o Santos não foi bem.

Até hoje muitos não engolem o trabalho do técnico na decisão do Mundial de 2011, diante do Barcelona, e a campanha na Libertadores do ano passado, quando teve sérios problemas diante do Vélez e depois com o Corinthians, que acabou eliminando os santistas. O desempenho no Brasileirão, quando era um com Neymar, outro sem seu principal jogador, e onde o Santos foi mero coadjuvante, também pesa contra Muricy.

Para o comitê gestor do Santos, porém, o treinador fez o possível no ano passado, ganhou o Paulista e só não foi bem no Brasileiro pelos problemas de calendário do nosso futebol. Quando entrou, de fato, na competição, estava nas últimas colocações porque priorizara, como faz boa parte dos times brasileiros, a disputa na Libertadores.

O comitê também acha que o Santos tem tudo para engrenar, lembra que recentemente o time era líder do Paulistão e acha que os conselheiros estão inflamados dadas as duas últimas derrotas do time, ambas por 3 a 1, diante do Paulista, em casa, e da Ponte, fora. E não serão dois resultados que determinarão o futuro do técnico.

As duas últimas partidas, no entanto, têm gerado turbulência na Vila. Conselheiros reclamam que Muricy esperava ter o time mais entrosado até a sexta rodada do Estadual, o que não aconteceu e agora o técnico justifica argumentando que não sabe se os novos contratados terão liga com os veteranos.

Como Neymar foi expulso contra a Ponte, não joga contra o XV e pode até desfalcar o time no clássico contra o Corinthians, a situação fica ainda mais complicada e os próximos dias serão decisivos, embora o comitê diga que a chance de Muricy sair agora inexiste. Inclusive porque não haveria bons nomes para substituí-lo no mercado.

E já que falamos de futebol, uma menção para o jogão do Grêmio ontem, 3 a 0 contra o Flu, no Engenhão. Belíssimas atuações de Barcos, Vargas e André Santos. Lembrando que o gramado, ao contrário do encontrado na arena gremista, estava em boas condições. E o time fez uma apresentação incrível, surpreendendo muita gente. Se tivesse perdido, ficaria em situação delicadíssima no grupo. Mas jogou como se fosse a decisão do torneio. E para os gaúchos talvez fosse mesmo.

Barcos x Verdão

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Depois de ser chamado de mercenário por parte da torcida do Verdão, Barcos tenta passar a imagem de que foi o Palmeiras que resolveu abrir mão de seu futebol, interessado que estava em aumentar o número de jogadores em seu elenco e ainda ganhar um dinheirinho extra. Não é verdade. Desde o ano passado o argentino deixou claro que não queria disputar a Série B em hipótese alguma. Que ficaria desvalorizado e perderia espaço na seleção argentina.

O Palmeiras só aceitou abrir mão da multa rescisória a que teria direito por perder o jogador para outro clube brasileiro porque sentiu que Barcos começava a minar o ambiente do clube. A própria comissão técnica palmeirense chegou a se queixar com a diretoria que ele vivia dizendo no vestiário que disputar o Paulista e a Libertadores ok, mas a segunda divisão do Brasileiro, não. E isso tumultuava o ambiente.

No episódio, que é no mínimo desagradável para o torcedor palmeirense, que tinha em Barcos seu maior ídolo nos últimos meses, José Carlos Brunoro acabou mostrando falta de tato. O diretor executivo do Verdão errou ao aceitar um pacote de jogadores gremistas em troca do argentino sem ter primeiro conversado com eles. Deu a confusão que todos vimos.

Barcos insiste que, por trás da decisão de liberá-lo, está o grupo de Mustafá Contursi. E nesse ponto tem razão. Mas não diz que o grupo de Mustafá temia ficar com atletas descontentes e insatisfeitos no Palestra, caso do próprio argentino. Que o alerta fique ligado para Gilson Kleina. Não que o treinador não demonstre comprometimento, pelo contrário, tem se empenhado, dentro de suas limitações, para ver um Palmeiras melhor. Mas Mustafá, que ganhou força na gestão de Paulo Nobre, não está entre os maiores fãs do ex-técnico da Ponte Preta.

Já em relação a Barcos, não sei como vai se sair no Grêmio. Acho apenas que em São Paulo ou no Sul não é jogador para a seleção argentina. Mas isso o tempo dirá. E eu posso estar equivocado, por que não?