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Arquivo de janeiro de 2012

As Correções

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Acabo de ler “Freedom” (“Liberdade”), de Jonathan Franzen, autor que adora tratar das difíceis relações pessoais e familiares no mundo contemporâneo.

Na obra lá está Pathy, competitiva jogadora de basquete durante os tempos de estudante, e sua relação com o ambientalista Walter e Richard, seu amigo músico.

Mais uma vez, no caso de Pathy, o esporte como pano de fundo. Para tratar de determinação, competição, inveja, foco, rivalidade e ajudar a moldar, para o bem ou para o mal, a personalidade do indivíduo. E, também como pano de fundo, o que fazemos de nossa juventude, sonhos, o enfrentamento da vida real…

Mais do que de “Liberdade”, gostei de “The Corrections” (“As Correções”), livro do mesmo autor publicado há mais de uma década e que tive a oportunidade de ler no ano passado.

Recomendei para alguns amigos que não gostaram. Acharam pesado. Talvez seja. Mas trata como poucos das mazelas da alma humana e das relações familiares. Bonito e profundo ao mesmo tempo. Sigo recomendando. E preferindo escrever sobre isso a escrever sobre Aldo Rebelo e à visita ao estádio do Corinthians, com Netinho de Paula lá no fundo fazendo campanha pelo PCdoB. Às custas do seu, do meu, do nosso dinheiro, que foi parar em estádios privados, ao contrário do que prometiam Ricardo Teixeira e o governo brasileiro.

Estádios enxutos

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os estádios para a Copa de 2014 ficam cada vez mais caros. O último a ter o valor ampliado foi o de Brasília. Tão grave quanto é não ainda não sabermos como eles serão mantidos depois do Mundial.

Para o ex-consultor da Fifa Manoel Espezim, que me enviou e-mail com sugestões para as arenas brasileiras, as construções deveriam ter sido diferentes, atendendo às exigências da Fifa, mas também antevendo a dificuldade de mantê-las depois da Copa.

Para ele uma base de concreto para 25 mil torcedores ou pouco mais do que isso e estruturas metálicas removíveis teriam sido uma solução, embora descartadas no Brasil, com exceção para o estádio corintiano, que terá uma parte das arquibancadas para ser retirada depois. Paga, aliás, pelo governo do Estado de São Paulo, assegurando assim a abertura da Copa para a capital paulista.

Espezim lembra que na Copa Coreia-Japão viabilizar as arenas após o torneio de 2002 foi uma das principais construções ao erguê-las ou reformá-las. Na Copa dos Estados Unidos também.

Ele defende, no entanto, que a administração do espaço seja feita depois pela iniciativa privada, mas aí tenho minhas dúvidas. Acho que cada caso é um caso. Se o poder público bancou a reforma ou a construção da arena só deve transferi-la para grupos do setor privado caso o processo seja lucrativo para o governo. Se não for, não. Afinal ônus público, bônus privado, não. E é a tendência que parece prevalecer no Brasil.

 

Capital estrangeiro na Copa

domingo, 29 de janeiro de 2012

Enquanto o governo brasileiro e os empresários brasileiros batem cabeça sobre a Copa de 2014, cujos investimentos em infraestrutura andam com passos de tartaruga, os estrangeiros começam a se mexer e a voltar os olhos para o evento. Atrás de lucros e boas oportunidades.

Em Mato Grosso, onde dois dos principais problemas são a falta de investimento em mobilidade urbana e hotelaria, um grupo israelense especializado em tecnologia, hotelaria e energia discute com o governo projetos para o Mundial de 2014, que incluem investimento no setor de transporte e apart-hotéis.

Já dois grupos noruegueses enviaram consultores ao Brasil de olho no turismo no Nordeste. Planejam investimentos em Pernambuco, Alagoas, que não terá jogos da Copa mas é tido como um dos cartões-postais da região, e Rio Grande do Norte. Pensam em investir em resorts e pousadas como fizeram portugueses e espanhóis na década passada em cidades como Porto de Galinhas (PE).

Há até xeque do Qatar, sede do Mundial de 2022, com projeto de investir em turismo na Amazônia de olho na Copa da Brasil.

A entrada de capital estrangeiro e a parceria com grupos de fora podem ser interessantes, embora eles estejam se aproveitando da falta de planejamento dos brasileiros, que deixaram tudo para a última hora e começam a entrar em desespero quando o assunto é Mundial e seus “puxadinhos” no reino do improviso.

Os vikings na final

sábado, 28 de janeiro de 2012

Um dos esportes que acho mais bacanas e emocionantes é o handebol.

Ontem acompanhei pela TV as semifinais do Europeu de Seleções entre as equipes masculinas da Espanha e Dinamarca e depois de Sérvie e Croácia.

Torço muito pela Dinamarca, tenho amigos dinamarqueses, foi o primeiro país que conheci da Europa, ainda criança, e voltei outras vezes para lá, sempre muito bem recebido.

Gosto de países pequenos, que mantêm suas tradições e costumes mesmo em períodos da chamada globalização com toda sua tendência à pasteurização.

Os dinamarqueses fizeram uma bela apresentação e venceram por apenas um gol de diferença, embora tenham dominado boa parte do jogo, deixando os espanhóis para trás.

No outro jogo os sérvios surpreenderam os croatas no segundo tempo e chegaram à decisão que a Band Sports mostra amanhã, às 14hs.

As torcidas europeias no ginásio são sensacionais.

No handebol, quando se enfrentam duas seleções parelhas, como aconteceu nas duas semifinais de ontem, os jogos são marcados por detalhes. E a plateia faz um barulho ensurdecedor.

Como gosto de observar a galera, que ontem exagerou, como exagera às vezes também no futebol, com algum sérvio usando o laser verde para atrapalhar a visão do goleiro croata, fiquei surpreso com a reação dos “perdedores”.

Diante da festa dos rivais, na quadra e nas arquibancadas, eles souberam reconhecer a vantagem e o domínio dos sérvios. Caíram depois do jogo, mas se levantaram em seguida, cumprimentando o adversário. Com a dor estampada no rosto. Perder _e saber perder_ é uma arte para poucos. Mas não deixa de ser uma arte tão interessante que fica difícil saber quem perdeu, quem ganhou.

Bom sábado a todos, João

Erro de Andrés

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mal começou a trabalhar como diretor de seleções da CBF e Andrés Sanchez já cometeu um primeiro erro.

Sinalizou que a prioridade do Brasil é a Copa de 2014, o que é óbvio, mas relegou a décimo plano a Olimpíada de Londres-2012, quando teríamos a ocasião de lutar por uma inédita medalha de ouro que falta a nosso futebol. Para Andrés, se ela vier, ok, se não vier, ok também. Mesmo que seja um fiasco, deixou claro que Mano Menezes continuará firme e forte.

Não penso assim. Tivemos tempo para nos preparar e se não o fizemos adequadamente é porque algo está errado. Talvez seja porque Mano Menezes, responsável pela equipe, perdeu muito tempo com a principal em testes inúteis e deixou de lado tanto uma quanto a outra, preferindo aparecer ao lado de Ricardo Teixeira, jantar com o chefe, fazer propaganda, mantendo-se no cargo graças a amistosos com seleções de terceiro nível.

Andrés diz ainda que a fase de testes acabou. Mas eu fico perguntando que testes teriam sido feitos… Quais as observações e constatações de Mano Menezes? O que ele pensa? O que quer fazer nos próximos dois anos e pouco até a Copa? Quais as diretrizes para a seleção?

Enquanto continuar respondendo estilo Sebastião Lazaroni não iremos saber. E enquanto a CBF mantiver a seleção longe do Brasil menos ainda. Pois um dos testes que deveriam ter sido feitos é justamente colocar a equipe para jogar no Brasil e ver melhor a reação da torcida, porque a Copa será aqui.

Aproximar o time dos brasileiros é essencial. Mas o que a CBF, Mano e agora Andrés também têm feito é justamente o contrário e isso é o que mais me preocupa.

Espero que o Brasil consiga o inédito ouro em Londres, se bem que do jeito que as coisas estão se ele vier será por acaso. E se não vier Andrés já deixou claro que tudo bem, mesmo que não venha com o Brasil dando vexame após vexame, como aconteceu com a equipe principal no ano passado, especialmente na Copa América.

É, a CBF, ao contrário do que diz a propaganda que faz, tem cuidado muuuito mal da seleção. Que não é nossa, embora devesse ser. É dela.

Pequenas empresas na Copa

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Movimento que reúne pequenos empresários no Brasil começa a surgir para tentar abocanhar uma fatia dos serviços que já surgiram ou ainda vão surgir por conta da Copa de 2014 e dos Jogos de 2016, ambos no Brasil.

A ideia é boa, mas talvez tenha surgido tarde demais e a falta de planejamento para os dois eventos é tão grande que duvido que o movimento, que é descentralizado, consiga ir adiante.

Na semana passada o economista Paulo Feldmann, que foi meu professor na Universidade de São Paulo e é presidente do Conselho da Pequena Empresa da Fecomércio, escreveu excelente artigo para a “Folha”, intitulado “Pequena empresa não ganha eleição”.

Lembrou que na Itália e na Alemanha pequenas empresas são responsáveis por 60% do PIB, enquanto aqui representam, ao lado das microempresas, apenas 20%.

Lembrou ainda que para Londres-2012 há uma lei que obriga a organização a privilegiar, em determinados casos, a contratação de obras, serviços e produtos dos pequenos. E insiste que no Brasil poderia ter sido feito o mesmo, com obras de estádios e infraestruturas direcionadas para pequenas construtoras.

Mas, como diz o economista, pequenos e microempresários só conseguem pensar na sobrevivência de suas empresas e não têm condições de apoiar e financiar as campanhas eleitorais, pagas pelos gigantes que acabam representados, ao contrário dos demais, no Congresso.

Copa e Olimpíada seriam duas enormes oportunidades para o Brasil mudar o foco de sua economia. Digo que seriam porque ideias criativas não têm sido levadas adiante e a (des)organização para os dois eventos segue marcante, como foi a do Pan de 2007, aquele que deixou legado mínimo e teve brutal estouro no orçamento. Exemplo que não era para ser repetido, mas está sendo seguido direitinho. Para tristeza da população.

Cristo no Octógono

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Publiquei ontem minha coluna no LANCE! sobre o “uso” de Cristo no esporte. Antes notório no futebol, agora também faz parte do octógono com a febre do MMA. Como alguns leitores sugeriram, reproduzo o texto em meu blog, lembrando que o que escrevi é apenas uma reflexão pessoal, não focada em A, B ou C. Uma reflexão e uma série de indagações que queria compartilhar com os internautas. Então lá vai:

“Durante a Copa de 2010 viajei a Israel com três amigos, que também foram aos territórios palestinos, a fim de fazer um documentário para discutir os problemas na região tendo o futebol e o Mundial como pano de fundo.

Na ocasião cheguei a acompanhar do Oriente Médio uma polêmica entre Juca Kfouri, jornalista que admiro muito, e Kaká, uma das esperanças do Brasil na Copa passada. Divergiam sobre o marketing religioso que tanto Kaká como outros jogadores da Seleção costumam fazer, provocando até reação da Fifa por conta dos excessos na comemoração da Copa das Confederações que os brasileiros venceram em 2009, derrotando os Estados Unidos na final.

Kaká fazia proselitismo de uma igreja a qual, pelo que me consta, acabou abandonando depois, o que não quer dizer que tenha deixado de ter fé em Cristo. Somos um país laico e a crença religiosa é um direito de todo cidadão que deve ser respeitado, como Juca sempre respeitou. E eu respeito também. Mas há algumas coisas que não entendo.

Toco no assunto porque não é só no futebol que os atletas, principalmente os brasileiros, reverenciam Cristo ao anotar um gol. Direito legítimo, mas que levanta algumas questões. Eu, que sou cheio de dúvidas e tenho poucas certezas na vida, fico indagando aos meus botões se Jesus estaria tão preocupado assim com um jogo de futebol. Com um gol. Com um título. Ou se não teria preocupações maiores, como as enchentes na região serrana do Rio, a fome na África, as guerras, catástrofes e desastres pelo mundo que nem precisamos enumerar.

Agora, além dos campos de futebol, virou moda também no octógono os brasileiros festejarem suas vitórias louvando Cristo e atribuindo a ele os murros, cotoveladas, pancadas na cabeça e todo o sangue que tiram de seus adversários.

O sujeito quebra o maxilar do rival, arrasa seu rosto, abre a testa, tira sangue da orelha, faz o adversário dormir e sai comemorando e agradecendo Jesus, dizendo que o mérito foi dele. Por ter apagado o outro? Teve o dedo de Cristo aí?

Ganha quem treina melhor, aprimora a força física e mental, está num dia mais propício quando sobe ao octógono, desenvolve técnicas de nocaute e finalização, não quem reza mais. Ou quem Cristo quis escolheu.

As religiões são usadas para tudo. Para justificar guerras (e isso não é de hoje), preconceitos e discriminações, “explicar” as injustiças e desgraças da vida, mas agora, além de jogar bola, parece que Jesus entrou no octógono e partiu para a pancadaria. Colocaram Cristo neste papel. Acho curioso e tento entender o fenômeno. Como tento entender como é que deixaram abrir um templo perto do Aeroporto de Guarulhos, o principal do país, prejudicando centenas e centenas de pessoas no primeiro dia do ano e ainda prometendo mais confusão ao já caótico trânsito paulistano. Ônibus estacionados no meio da Dutra impedindo a circulação, uma situação lamentável e boa parte dos fiéis, em vez de se comportar como cidadãos, mais preocupada em orar.”

O embaixador Kareem Abdul-Jabbar

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sara Mercado, adida de Imprensa e Cultura do Consulado dos EUA no Rio, e Laura Gelbert, assessora de imprensa do órgão, avisam que Kareem Abdul-Jabbar, maior cestinha de todos os tempos da NBA, fica no Brasil até o próximo sábado, visitando jovens de comunidades carentes do Rio e Salvador.

A iniciativa é interessante, porque o ex-jogador, que fará clínicas de basquete e terá várias conversas com a molecada, ficou conhecido por seus projetos para promover a inserção de jovens na sociedade por meio do esporte e pela lutar pela educação, tolerância social e racial e entendimento cultural entre membros de uma comunidade e os povos em geral.

Abdul-Jabbar foi o fundador da Skyhook, entidade que usa educação e esporte como instrumentos para auxiliar as camadas economicamente mais vulneráveis.

Na semana passada, ele esteve com a secretária de Estado Hillary Clinton para discutir sua nova função como embaixador cultural global dos Estados Unidos.

Bacana que o Brasil tenha sido incluído nas viagens da ex-estrela do basquete norte-americano pois, como costumo dizer, o esporte é importantíssimo instrumento de inserção social. Tão imprescindível quanto a música, por exemplo.

A avaliação da Fifa

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Copa do Mundo no Brasil será tão complicada quanto a da África do Sul. A avaliação é da Fifa, que fez visita oficial ao país agora em janeiro e até 2014 irá acompanhar mais de perto os preparativos para o próximo Mundial.

Apesar de ter coberto os sul-africanos de elogios, especialmente por ter faturado muito com o evento de 2010, enquanto os anfitriões tiveram dificuldades para fechar as contas, a Fifa avalia que a Copa passada ficou abaixo das expectativas. E que os brasileiros seguem o mesmo caminho.

Para a Fifa, os dois maiores problemas na África do Sul foram hotelaria em primeiro lugar e segurança em segundo. No Brasil, as duas maiores preocupações são aeroportos e hotelaria.

A cúpula da Fifa avalia que a situação aeroviária no Brasil é caótica e que não tende a melhorar até 2014. Também aponta como preocupante a falta de acomodações para turistas com diferentes orçamentos para a viagem.

Por outro lado considera positivos os projetos e as preparações dos estádios para 2014 e não se inquieta com segurança nem com o transporte dentro das cidades até porque o governo já anunciou que nas datas de jogos haverá feriado nas sedes que os abrigarem. Quanto à segurança lembra que em grandes eventos o Brasil sabe fazê-la bem.

Outra preocupação da Fifa diz respeito ao desencontro entre governo e Comitê Organizador Local. Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade que dirige o futebol mundial, teria ficado chocado com o despreparo tanto de Aldo Rebelo, ministro do Esporte, quanto de Ronaldo, representante do COL, nas reuniões que tiveram na semana passada. E também com a falta de sintonia entre os dois.

Meia-entrada

domingo, 22 de janeiro de 2012

Fifa e governo brasileiro seguem divergindo sobre a questão da meia-entrada na Copa de 2014, um direito garantido a estudantes e idosos (pessoas com mais de 60 anos) de acordo com leis brasileiras.

O governo não quer mudar a legislação para aumentar os lucros da Fifa, enquanto a entidade bate pé no regime de exceção durante o Mundial.

Acho que a discussão deveria ir além disso e chegar ao cerne da questão. Não sou contra a meia-entrada, mas tenho posição parecida com a da atriz Beatriz Segall.

Se o governo dá o benefício a estudantes e idosos deveria ressarcir entidades ligadas ao cinema, teatro, circo, espetáculos musicais e, por que não?, jogos de futebol, já que cada vez aumenta o número de ingressos para quem paga meia, onerando quem paga inteira e onerando os próprios organizadores.

Quem fica com o ônus de um benefício dado pelo governo a um grupo de cidadãos é a iniciativa privada e, só para ficar no exemplo do teatro, todos sabem da dificuldade que é colocar uma peça em cartaz. Sendo que teatro, como cinema e o próprio futebol, é cultura.

Não questiono o benefício, mas a forma como ele é dado, agora explicitada pela crise com a Fifa.

E questiono alguns mecanismos. Com o aumento da expectativa de vida, idoso hoje não é quem completou 60 anos. Não seria quem tem mais de 70? Sem falar no número de carteirinhas de estudante espalhadas por aí.

No início da lei quem mais se beneficiou foi… a União Nacional dos Estudantes, que tinha o monopólio de expedir as carteirinhas. Depois isso mudou, mas assim como a Previdência Social, a meia-entrada tem que ser revista, o que não quer dizer que tenha de ser varrida do mapa. Pelo contrário.

Mas há muita gente com mais de 60 anos que tem condições de comprar o teatro inteiro. E à vista. Por que pagar meia, então?

O contexto tem que ser analisado, tanto para o caso da Previdência quanto para o da meia-entrada. Número de anos de contribuição e serviço, por exemplo, quando falamos da primeira, além do fator idade. E quais devem ser os verdadeiros beneficiários da segunda, que não tem aproximado as classes C, D e E dos cinemas e teatros e tem afastado as mesmas dos jogos de futebol, com preços proibitivos mesmo para quem paga meia.

Em vez de ficar numa queda de braço com a Fifa, questões como essa, da meia-entrada, deveriam servir de reflexão para os brasileiros, reflexão muito mais ampla do que uma Copa do Mundo, pois se trata de política pública, política de Estado, algo que não há no Brasil.