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O dinheiro na privada

por janca em 16.mai.2012 às 7:53h

Reproduzo aqui, pra quem quiser comentar, texto que publiquei ontem no diário LANCE!. Boa quarta a todos, Janca.

“Não canso de bater na tecla, mas ainda acho que vale insistir e bater e bater e bater. Na tecla. Enquanto o povo brasileiro vê o legado da Copa ficar cada vez menor, o gasto com o evento não para de crescer.

Outro dia assisti a discurso da senadora Ana Amélia (PP-RS), em que reclamava que o “investimento” público em estádios para o Mundial era estimado em 2,1 bilhões de reais quando o Brasil se tornou sede em 2007. E não é que, segundo a senadora e jornalista, que tive a oportunidade de conhecer em 1997, durante cobertura de visita de Fernando Henrique à ONU, o valor já chegou à casa de 6,9 bilhões de reais? Ou seja, mais do que triplicou. Descaso total com o dinheiro do contribuinte. E as coisas vão ficando por isso mesmo como se devessem ser assim. Como se não houvesse um outro caminho, quando há. E um deles é punir os responsáveis por tamanha irresponsabilidade com a verba pública. Entre eles os dirigentes esportivos que se perpetuam no poder. Em entidades que chamam de privadas, mas que de privadas não têm nada. Ou talvez tenham tudo. Afinal os gastos são públicos, mas os benefícios, pelo jeito, não.

A própria intervenção do governo no Comitê Organizador Local da Copa-2014, enfraquecendo os cartolas brasileiros, tirando a independência do COL e repetindo o que já acontecera na África do Sul, em 2010, mostra o descaso como o evento vinha sendo tratado. Sem comando. Não que agora, nas mãos de Aldo Rebelo, indicado para o Esporte porque a pasta foi terceirizada para seu partido, o PCdoB, a fim de contentar a base aliada de Dilma, a coisa vá melhorar. Porque a irresponsabilidade é dos cartolas, mas também dos políticos que vivem de mãos dadas.

E enquanto todos falam da Copa parece que se esquecem que dois anos depois teremos os Jogos Olímpicos no Rio. E que o comitê organizador está nas mãos de quem “organizou” o Pan de 2007, aquele que deixou um legado sofrível para os cariocas e o Brasil e em vez de gastar os prometidos 400 e tantos milhões de reais acabou fechando as contas na casa de 3,7 bilhões de reais.

Se a história fosse diferente poderíamos ter muitos ganhos com os Jogos, como Londres está tendo com os de 2012. Toda uma região degradada da cidade acabou sendo revitalizada. Há melhoras no transporte público e nos setores de turismo, hotelaria e segurança. Não por acaso o projeto e a organização da Olimpíada londrina foram temas centrais das eleições locais, que deram vitória ao prefeito Boris Johnson, reeleito para mais quatro anos. E isso em tempos de massacrantes derrotas para o Partido Conservador, criticado pela condução da economia e a ameaça de recessão, sem falar no escândalo das escutas clandestinas do magnata Rupert Murdoch, que envolvem membros do governo do premiê David Cameron. E entre os conservadores Johnson já surge como alternativa de poder ao próprio Cameron. Enquanto isso nos trópicos…”

Mortes no futebol

por janca em 15.mai.2012 às 8:34h

Para quem gosta de estudar e tentar encontrar soluções para minimizar a violência no futebol um livro que chegou ao mercado e aborda o assunto é de autoria do jornalista André Luís Nery, que fez mestrado e doutorado na USP tendo como tema o principal esporte nacional.

Intitulada “Violência no Futebol: Mortes de Torcedores na Argentina e no Brasil”, a obra traz dados estatísticos interessantíssimos e compara a situação na América do Sul com a do Velho Continente, que já foi assolado pelo hooliganismo e hoje, via futebol, vê uma onda de racismo e xenofobia invadir os estádios, como invade o dia a dia do continente.

Segundo Nery, “a própria imprensa europeia reforça o preconceito contra atletas estrangeiros”, o que “afeta principalmente brasileiros e argentinos, os principais exportadores de jogadores no mundo”.

Mas de 1990 pra cá a violência ligado ao futebol estaria aumentando aqui mesmo na América do Sul, tanto no Brasil quanto na Argentina, deixando mais vítimas nos últimos tempos em comparação com Itália, Espanha e Argentina.

E um dos motivos seria o acesso mais fácil por estas bandas às armas de fogo. Na Europa, devido à maior dificuldade de acesso a elas, o número de incidentes seguidos de morte é menor. Já no Brasil quase 60% das mortes em confrontos entre torcidas aconteceu por uso de armas de fogo, o que nos traz à mente o debate e o próprio referendo da década passada sobre o desarmamento no país.

Outros tópicos, como a relação dos dirigentes de clubes e as próprias organizadas e até a morte de jogadores profissionais durante jogos ou treinos, a maioria por problemas cardíacos, estão contemplados na obra, que traz números, números e mais números. Mas solução… Pra mim, pelo menos, passa justamente pela questão do desarmamento e do tráfico ilegal de armas no Brasil, um problema sério lembrado ontem pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no Roda Viva da TV Cultura.

Mano por Marin

por janca em 14.mai.2012 às 10:20h

Apesar de ter visto Mano Menezes atender a suas ordens e deixar fora Ronaldinho Gaúcho e o que costuma chamar de “jogadores desconhecidos do Leste Europeu”, José Maria Marin segue firme nas críticas ao treinador.

A “amigos” com os quais voltou a ter contato recentemente, quando lhe caiu no colo a presidência da CBF, o dirigente reiterou que o ouro olímpico é a prioridade atual e segue dizendo ter estranhado muito as convocações de Mano em outras ocasiões. Chegou a dizer que “conhece os truques” do técnico, insinuando que pode ter chamado atletas a pedido de empresários.

Causou muito alarde na imprensa ter pedido a lista de convocados 48 horas antes do anúncio, mas isso já era praxe nos tempos de Ricardo Teixeira. A diferença é que o ex-presidente não costumava interferir, algo que Marin decidiu fazer.

Se Mano só chamou um atleta do Leste Europeu, o meia Giuliano, que atua na Ucrânia, e deixou de fora Ronaldinho Gaúcho, não foi mero acaso. É que Mano quer seguir no cargo de qualquer jeito, mesmo com o atual presidente da CBF vendo com maus olhos seu trabalho. Mas para que isso aconteça chegou a hora de trabalhar e mostrar resultados, o que não fez até agora.

A Record e a seleção

por janca em 13.mai.2012 às 11:27h

Detentora dos direitos de transmissão da Olimpíada de Londres para a TV aberta, a Rede Record tem mantido boas relações com José Maria Marin, ao contrário do que acontecia com Ricardo Teixeira.

A cúpula da emissora gostou de ver o novo presidente da CBF colocar os Jogos de 2012 como prioridade.

Se o Brasil conquistar o inédito ouro olímpico no futebol masculino, a Record já imagina uma vitória esmagadora contra a Globo e tem até anúncios para o dia seguinte da decisão sendo preparados. Um deles irá colocar a emissora dos bispos como “pé quente”, já que até agora, quando a rival transmitia a Olimpíada, o futebol masculino no máximo ganhou a prata.

Para Londres a Globo irá mandar uma equipe enxuta e vai usar a estrutura que já tem na capital londrina. Irá fazer reportagens sobre os principais eventos, mas a Olimpíada não será tratada como prioridade. Já pela Record teremos jogos e mais jogos e mais jogos do primeiro ao último dia da competição, que começa na segunda quinzena de julho e termina na primeira de agosto.

A Delta e o Maracanã

por janca em 12.mai.2012 às 9:08h

Como o assunto segue atual e alvo de muita discussão, reproduzo aqui coluna que publiquei no diário LANCE! na terça retrasada.

A CPI do Cachoeira começou, devagar mas começou, a Delta está sendo vendida e com ela lá vão para os compradores os bilionários contratos da empresa que toca as principais obras do PAC e da Copa, num processo por muitos considerado ilegal e imoral, e o Maracanã, de cujo consórcio a empreiteira participava mas saiu depois do escândalo, segue como dúvida para a Copa das Confederações. Assim como os estádios de Salvador, Recife…

E aqui vai minha coluna, abaixo da qual estão três notinhas (não de dinheiro, que dinheiro é com a Delta e o governo, mas três breves observações):

“O Maracanã volta a ficar em evidência com a pressão da Fifa sobre o andamento das obras após saída da construtora Delta do consórcio responsável pela reforma.

A retirada da empreiteira, pivô do caso Carlinhos Cachoeira e alvo de CPI em Brasília, deixa o Maraca em situação complicada, pois além de ter parado de fazer aportes financeiros para o estádio, com a saída da Delta aumentaram os desencontros entre as outras duas construtoras que seguem nas obras. Sem a Delta, que tinha 30% de participação no consórcio, Odebrecht (49%) e Andrade Gutierrez (21%) não têm falado a mesma língua.

A Fifa insiste que, caso o estádio não esteja “100% pronto” em junho do ano que vem, não poderá ser usado na Copa das Confederações. Se isso acontecer será uma lástima, pois além de ser a principal arena do Brasil e estar consumindo R$ 859 milhões na reforma, o Maracanã já poderá ficar sem jogo da Seleção no Mundial. Só receberá a equipe se ela chegar à final. Caso contrário, não. E uma Copa sem o Brasil no seu principal cartão postal esportivo é um absurdo. Um dos três jogos da equipe na primeira fase teria que ser lá.

Mas as denúncias contra a Delta atingem a esfera esportiva não apenas por conta da reforma do estádio mas também por causa de outras obras da construtora ligadas ao Mundial de 2014 e à Olimpíada de 2016. É o caso da Transcarioca, corredor que ligará o aeroporto do Galeão à Barra da Tijuca, segunda obra de infraestrutura para os dois grandes eventos abandonada pela empreiteira.

Sem falar em serviços de mobilidade urbana em outras cidades brasileiras com jogos na Copa de 2014. É o caso do Distrito Federal e de Belo Horizonte. Na capital mineira foram detectados indícios de sobrepreço em serviços da Delta para melhorar o transporte da cidade, mas tanto o prefeito Marcio Lacerda, do PSB, quanto o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do PCdoB, querem que os trabalhos continuem.

Não é de hoje que os valores das obras de construtoras, grandes financiadoras de campanhas eleitorais no Brasil, são questionados e dão problemas. O próprio Maracanã é claro exemplo disso, já que o orçamento inicial das obras, em torno de R$ 700 milhões, subiu para quase R$ 1 bilhão e só caiu novamente após ação do Tribunal de Contas da União.

O Engenhão, hoje sob administração do Botafogo, também tornou-se símbolo de mau uso de recursos públicos. Erguido para os Jogos Pan-Americanos, teve orçamento inicial na casa de R$ 60 milhões. Quando as obras terminaram o custo ficou próximo dos R$ 400 milhões. E no meio disso tudo poucos se lembram mas lá estava a Delta Construções, que vencera a licitação de 2003 por valor questionado na época e depois acabaria deixando o negócio nas mãos da OAS e da Odebrecht. Sempre as mesmas, sempre as mesmas… E não é que agora a história se repete com a saída da Delta do Maraca? Pepinos, pepinos, põe pepino nisso…”

* Assim como já havia descartado o Morumbi, que está fora do Mundial de 2014, para a Copa das Confederações, a Fifa avisa que a possibilidade de o Engenhão abrigar jogos do torneio de 2013 caso o Maracanã não fique pronto a tempo é nula. Se o estádio não estiver preparado, o Rio não terá partidas da competição no ano que vem. Recife e Salvador também correm risco de ficar de fora;

* Natal e Fortaleza, que serão sedes da Copa de 2014, também têm serviços da Delta, investigada por suposto oferecimento de dinheiro a políticos em troca de favores, na berlinda. A acusação em relação ao trabalho da empreiteira no Rio Grande do Norte e no Ceará versa sobre o material usado em obras de mobilidade urbana, considerado de qualidade duvidosa. Obras em Recife também estão em xeque.

* Com contratos milionários com o governo do Rio e também com a Prefeitura de São Paulo, a receita bruta anual da construtora teria aumentado de cerca de R$ 700 milhões, valor atualizado, em 2004, para R$ 3 bilhões em 2010. Na capital paulista tem contrato bilionário para varrição do lixo. Detalhe: a cidade comandada por Gilberto Kassab, do PSD, está uma sujeira só. De limpeza não tem nada.

Parque do Flamengo

por janca em 11.mai.2012 às 9:00h

O hotel “Parque do Flamengo”, que a empresa REX, do empresário Eike Batista, quer construir em edifício alugado do clube da Gávea, segue dando confusão. E só mostra a desinformação e os desencontros que existem na atual direção do Fla.

Segundo o grupo de Eike, a ideia é investir de 100 milhões a 120 milhões de reais no imóvel de 24 andares, localizado no bairro do Flamengo, para construir um hotel chamado Parque do Fla. A REX quer que seja um marco no setor de hotelaria para a Olimpíada de 2016.

Com conceitos de sustentabilidade, terá mais de 400 quartos, áreas de lazer e esporte, lojas temáticas, salas de reunião e deverá receber executivos que queiram fechar novos negócios durante a Olimpíada.

A mão-de-obra será de primeira, ainda de acordo com a empresa, com profissionais trilíngues que dominem conceitos como informática, administração e segurança, entre outros, e possam dar toda a assistência ao hóspede.

Em janeiro, o Flamengo, em reunião de seu Conselho Deliberativo, aprovou o aluguel para o grupo de Eike por um período de 25 anos. Mas moradores do edifício dizem que só foram notificados sobre a cessão do edifício para a REX nas últimas semanas e alguns se recusam a deixar o imóvel nos próximos dias, contrariando as notificações judiciais recebidas.

A vice-presidência de patrimônio do Fla nega que eles tenham que deixar o imóvel em até um mês e que há um semestre todo para desocupá-lo, informação não confirmada pelo grupo de Eike nem pela própria presidente do Fla.

Segundo alguns conselheiros consultados pelo blog, ainda há pouco mais de 40 apartamentos ocupados num total de 148 disponíveis, mas, por decisão da Justiça, eles estarão livres até o final de junho. Outros dão informação diferente. Dizem que o clube não entrou com ação para retirar ninguém e que há negociação caso a caso.

Há conselheiros que alegam que não sabiam que o edifício será transformado em hotel, mas que o prédio apenas passaria por uma reforma para ser modernizado. Nem o vice de patrimônio do Fla, Alexandre Wrobel, diz ter certeza de que o local virará hotel, embora a REX insista que o clube tenha conhecimento disso desde o início do ano.

Os valores do contrato de 25 anos também são controversos, pois cada conselheiro apresenta uma cifra diferente e pelo jeito a presidência do clube também não sabe de quanto será. Ou diz que não sabe.

Enquanto isso o time segue treinando para o Brasileiro, curtindo sua segunda pré-temporada, numa morosidade e passividade totais. Como se tivesse feito um brilhante primeiro semestre e tudo estivesse na santa paz pelo lado da Gávea…

Hotéis Lego na Copa

por janca em 10.mai.2012 às 8:22h

Pelo menos seis dos aeroportos de cidades-sede da Copa de 2014 deverão ganhar hotéis colados neles para receber passageiros em trânsito.

Os hotéis, desenvolvidos com material sustentável, serão erguidos em módulos, numa espécie de Lego, apelido que o empreendimento ganhou de alguns.

O primeiro será erguido no Galeão a um custo aproximado de 30 milhões de reais e poderá receber até 350 hóspedes. O segundo deverá ser em Fortaleza, o terceiro, em Natal.

Guarulhos, onde fica o aeroporto de Cumbica, o principal do país, Porto Alegre e Recife estão fora do programa, pois já têm hotéis bem próximos para servir os passageiros e tripulantes, embora estudos apontem que não em quantidade suficiente.

A hotelaria segue sendo um dos principais problemas do Brasil para o Mundial e, por isso, os hotéis do tipo Lego ou hotéis-contêineres, como também são chamados, seguem como necessidade para contemplar turistas que não queiram gastar tanto com hospedagem.

A cidade com maior deficiência na rede hoteleira, por incrível que pareça, é o Rio. Só no feriado de Primeiro de Maio a cidade teve 90% de sua capacidade hoteleira preenchida e para a Rio+20, em junho, já avisou que não tem como atender a toda a demanda. Não por acaso as autoridades já pediram para a população se mexer e alugar quartos e aposentos para os turistas estrangeiros e brasileiros que vierem para o evento.

Uma oportunidade para 2014 e 2016 está aí. Mas para quem pensa em se tornar um polo turístico aplicar no setor hoteleiro é uma necessidade. Que cabe à iniciativa privada. Ao setor público, a meu ver, fica a questão da mobilidade urbana. Aeroportos e rodoviárias, inclusive. Que no Brasil seguem na Idade da Pedra. Ou quase.

Eleições e Olimpíada

por janca em 09.mai.2012 às 7:43h

Não é que os Jogos de 2012 foram um dos temas mais importantes na plataforma do prefeito Boris Johnson, reeleito semana passada em Londres?

Os londrinos consideram, segundo pesquisas de opinião, o projeto e as obras para a cidade receber a Olimpíada muito bons, tendo revitalizado toda uma região degradada da capital inglesa, e deram mais quatro anos para Boris Johnson administrá-la.

A vitória do prefeito foi um dos raros sucessos nas urnas dos conservadores, já que na maioria das eleições locais o partido do primeiro-ministro David Cameron foi um fiasco.

Ele reconheceu o vexame do Partido Conservador, alvo de críticas devido à condução da economia, ameaçada por forte recessão, e atolado por escândalos, como o das escutas clandestinas feitas pelo grupo do magnata da mídia Rupert Murdoch, que envolve membros do gabinete de Cameron.

Com o resultado das eleições locais, analistas apontam os Trabalhistas com chances de vencer a eleição geral, que acontecem em 2015. Os conservadores dizem que ainda é muito cedo para uma previsão e que até lá muita coisa pode (e vai) acontecer. Mas é certo que Johnson, cujo trabalho para preparar Londres para a Olimpíada que começa em julho, virou nome fortíssimo na política nacional e vira opção até para se tornar primeiro-ministro. Rival forte de Cameron dentro do Partido Conservador.

Sinal de que uma Olimpíada bem preparada, com legado para a cidade e sem orçamento abusivo, tem o reconhecimento da população.

Ronaldo e a Arena Brahma

por janca em 08.mai.2012 às 6:42h

O Corinthians conta com a ajuda de Ronaldo, que foi garoto-propaganda da Ambev, para tentar fechar a venda dos “naming rights” de seu estádio para a companhia de bebidas.

Desde que encerrou a carreira de jogador, ele tem auxiliado em algumas negociações da empresa que fará uma série de campanhas com vistas à Copa de 2014 e aos Jogos de 2016.

A ideia do Corinthians é dar à Brahma o direito de explorar o nome de seu novo estádio, em Itaquera, durante 25 anos. Em troca, receberia 400 milhões de reais, valor do empréstimo contraído junto ao BNDES.

A empresa, porém, teria oferecido pouco mais da metade do pedido corintiano, o que estaria dificultando as negociações iniciadas no final do ano passado. Um dos argumentos seria o de que o apelido “Itaquerão”, que estaria se popularizando devido à demora para o Corinthians vender os direitos de nomear o estádio, poderia atrapalhar o batismo da arena.

Além de ajudar seu ex-clube a negociar com a Ambev, Ronaldo, por meio de sua agência de marketing esportivo, deve iniciar campanhas da empresa voltadas a produtos ligados ao futebol.

Vale lembrar que o ex-atacante é um dos integrantes do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, nomeado por Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e do próprio COL, e é considerado o principal representante da entidade ao lado de Marco Polo Del Nero, eminência parda do comitê e mentor de José Maria Marin. E o estádio do Corinthians irá abrigar nada mais nada menos do que o jogo de abertura do Mundial. Com o Brasil em campo.

A grande final

por janca em 07.mai.2012 às 8:20h

Em vez de assistir ao Santos atropelar o Guarani ou o Fluminense golear o Botafogo, vi a primeira partida da final do Mineiro. Jogão, com América e Atlético criando e desperdiçando grandes oportunidades e não se entregando até o final.

O América conseguiu o empate nos acréscimos e agora precisa vencer domingo para levar a taça. Novo empate favorece o Atlético, que chegou à final em crise e segue em situação interna crítica, com a torcida rompida com diretoria, comissão técnica e alguns jogadores.

Situação curiosa para um finalista. Durante o jogo, até mesmo quando o Galo vencia por 1 a 0, uma parte da galera xingava o presidente Alexandre Kalil. Quando o placar era 0 a 0, então, as vaias e os palavrões não paravam. Além do dirigente, o atacante Richarlyson foi hostilizado durante quase toda a partida, tendo saído no segundo tempo, e o técnico Cuca foi chamado de “burro” mais de uma vez. Não por tirar Richarlyson…

O descontentamento não é de hoje. Na semana passada, o time foi eliminado da Copa do Brasil jogando em casa, ao sofrer um gol do Goiás no final, o que já revoltara as arquibancadas.

Apesar da crise _e também por causa dela_, a grande final, domingo, 13, promete. Se o Atlético perder a casa cai. Já o Coelho, que deve vir com tudo, pois agora é vencer ou vencer, apostou no trabalho do técnico Givanildo, no goleiro Neneca, que ontem fez defesas incríveis, e no atacante Fábio Júnior, mesmo rebaixados no Brasileirão, e tem se dado bem. Se não na Copa do Brasil, onde já foi eliminado, pelo menos no Estadual, em que eliminou o Cruzeiro e decide com o Galo.

Se o Paulista, cuja federação foi mal pacas ao marcar os dois jogos da final para o Morumbi, parece mais do que decidido e o Carioca sinaliza estar encaminhado para as Laranjeiras, em Minas tudo pode acontecer.