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Leitor conta como foi a festa do Heat

por Fábio Aleixo em 30.out.2013 às 19:02h

Por Thiago Barros

Antes de qualquer coisa, queria agradecer ao Fábio pelo convite e esclarecer que sou torcedor do Miami – não da modinha LeBron, mas da modinha Shaq – e isso, certamente, influenciará um pouco no que vocês vão ler nesse post, então, fãs do Bulls, me perdoem, tá?

Meu nome é Thiago, sou jornalista e torço para o Heat desde 2005. No ano passado, realizei meu sonho de ver um jogo ao vivo pela primeira vez. Mas nesse ano queria mais. Queria presenciar a história sendo feita. Então decidi vir à abertura da temporada da NBA.

Comprei os ingressos no primeiro dia de vendas, pelo Ticketmaster, quase dois meses antes do jogo. Paguei US$ 150 no lugar mais barato, lá em cima, e fui sozinho, porque minha namorada achou caro demais para ir comigo. Mas no fim das contas valeu cada centavo.

Thiago Barros na entrada da American Airlines Arena

Thiago Barros na entrada da American Airlines Arena

Experiência na NBA

Ir a um jogo da NBA não é só garantia de ótimo basquete como também de grande entretenimento. Cheguei à AmericanAirlines Arena pouco mais de uma hora antes do início da cerimônia. Do lado de fora, bandinha, loja vendendo produtos e um clima bastante agradável.

Exatamente às 18 horas abriram-se os portões. Revista rigorosa na entrada, mas sempre com muita simpatia dos atendentes. Cada torcedor ganhou uma camisa promocional e um “Glow Stick” (aqueles negócios que brilham quando você agita) para a hora da cerimônia.

Do lado de dentro, diversas opções de restaurantes vendendo de drinks a pratos de comida, e muitas lojas, espalhadas pelos quatro andares da arena. Tem até refrigerante (US$ 8) e pipoca (US$ 7) refil – ou seja, você bebe e come quantas vezes quiser por esse preço.

Uma cerimônia inesquecível

Cerimônia da comemoração do título de 2012/2013

Cerimônia da comemoração do título de 2012/2013

A uma hora de espera foi rápida, porque no telão ficaram passando vários vídeos da última temporada do Heat, como entrevistas, jogos e as brincadeiras do Bosh. E quando o relógio marcou 10 segundos para o início, começou a contagem regressiva, a luz apagou e os sticks brilharam.

Foi aquela hora em que todo mundo se arrepiou, gritou, tirou as câmeras das bolsas e começou a fotografar e filmar (inclusive eu). A cerimônia foi espetacular. Os sticks deram um efeito incrível, mas o mais legal foi a projeção dos vídeos não só no placar e nos telões, mas na quadra.

Os momentos exibidos foram muito bem selecionados e a forma de passar o vídeo, inovadora, arrancou gritos e aplausos da torcida do Miami, que não é das mais fanáticas. Depois, vieram as tradicionais entregas dos aneis e o levantamento do banner – que terminou com fogos dentro do ginásio.

Um recado para a NBA

Com o fim da festa, hora de coisa séria. Antes do jogo, Dwyane Wade já havia dito que aquela seria uma noite para eles darem o máximo pelos fãs. Ele não jogou bem e o Heat fez um primeiro quarto muito ruim no ataque, mas quando a equipe embalou, nem Derrick Rose conseguiu incomodar muito.

Nos últimos anos, li muita gente dizendo que o Heat era um time individualista. Sempre discordei e acho que esse elenco tem tudo para me dar razão. O jogo de ontem já foi uma ótima demonstração disso. Miami teve sete jogadores com mais de 10 pontos – e nenhum com mais de 20. Jogo de equipe.

Já o Bulls, aclamado por todos como exemplo de coletividade, teve Boozer com 31 e Butler com 20. Rose foi muito bem marcado, Deng e Butler tiveram problemas com faltas, Noah não jogou nada e o banco foi totalmente inútil perto dos reservas do Heat, que jogaram muito. E se eles continuarem assim, vai ser difícil de parar.

2 comentários para “Leitor conta como foi a festa do Heat”

  1. Sergio disse:

    O Basquete americano ficou igual ao campeonato espanhol.
    Ja sabemos que a final sera entre Miami e San Antônio.

  2. Waldomiro Corrêa Barros Filho disse:

    Sensacional essa matéria! Deu até arrepios. Qualquer dia desses eu também irei assiter a esse espetáculo. Parabéns pela matéria.

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