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Jogador marca 109 pontos e reacende polêmica no basquete universitário americano

por Lucas Pastore em 18.nov.2013 às 14:20h

Na tarde de domingo, o armador Jack Taylor, de Grinnell College, anotou nada menos do que 109 pontos na vitória por 173 a 123 de seu time sobre Crossroads College, em jogo válido pela terceira divisão da NCAA, o campeonato universitário americano. Seria histórico se o mesmo jogador não tivesse feito, pelo mesmo time, 138 pontos em uma única partida no ano passado. Apesar de sua importância, o recorde causou polêmica pela maneira que foi construído.

Taylor (de branco) está na história da NCAA (Foto: Divulgação)

Técnico de Taylor no time universitário, David Arseneault é, por assim dizer, um caçador de recordes. Sob seu comando no campeonato, Jeff Clemente anotou 77 pontos em 1998, e Griffin Lentsch marcou 89 em 2011. Mas qual é o segredo do treinador?

Jornalistas americanos especializados em NCAA relatam que Arseneault, quando enfrenta um adversário claramente mais fraco, coloca seu time fazendo defesa pressão quadra inteira. Quatro deles se esforçam o máximo possível para roubar a bola e entregá-la a Taylor, para que ele possa arremessar. Rebotes ofensivos coletados, mesmo que perto da cesta, são devolvidos ao armador para um novo tiro. Para que a pressão não caia de produção, os quatro jogadores responsáveis por ela são trocados constantemente para que não cansem. Só o cestinha segue em quadra.

Além disso, Taylor não precisa voltar para a defesa e concentra seus esforços em tiros de três pontos para potencializar sua pontuação. Com isso, o armador chegou à incrível marca de 70 arremessos tentados, sendo 48 deles de longa distância.

Para se ter uma ideia da dimensão da estatística, o ala Andrew Wiggins tentou 12 arremessos por jogo em suas primeiras partidas por Kansas, contra 14 do ala-pivô Jabari Parker, de Duke, e 11,3 de Julius Randle, de Kentucky. Os três estão entre os jogadores mais badalados da NCAA e são favoritos às primeiras escolhas do Draft de 2014 da NBA.

Motivos para que a postura cause polêmica não faltam. Há quem afirme que trata-se de uma deformação de um esporte coletivo em busca de um recorde individual. Há quem diga que a ideia é desrespeitosa aos adversários.

Mas o fato é que Arseneault atraiu atenção para Taylor que o jogador jamais teria atuando na terceira divisão da NCAA colocando-o como recordista do torneio. Valeu à pena? Comente!

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10 comentários para “Jogador marca 109 pontos e reacende polêmica no basquete universitário americano”

  1. Rui disse:

    Prezados do Lancenet,

    era o que o TITE deveria ter feito com o Pato. Por o time todo para correr e passar a bola para ele concluir. O “cara” iria fazer mais gols, o time ganharia mais jogos e consequentemente o Pato seria valorizado.

    Rui dos Reis Barbosa.

  2. Estéfano Souza disse:

    Eu já não sou fã de atuações individuais forçadas (como os 81 pontos de Kobe Bryant, por exemplo), mas essa história do Jack Taylor ultrapassa os limites do bom senso. E, sinceramente, nunca saberemos o quão bom ele seria jogando em um time profissional com toda essa distorção que é totalmente irreal e absurda.

    NINGUÉM arremessa cerca de 78 bolas por jogo (o que Taylor fez em sua última partida com pontuação centenária); um time arremessa 78 bolas por jogo. Isso não serve como modelo individual de basquete ou mesmo como espírito coletivo. Acho que isso não agrega em nada para estes jovens em termos esportivos.

  3. Rogério Nordi disse:

    Burro é o técnico adiversário que não colocou um jogador seu para marcar, pois não exite impedimento no basket, se tivesse uma pessoa marcando não aconteceria isso!! Com certeza eles deveriam estar atuando com o pior time do campeonato!!!!

  4. Rogerio - Sp disse:

    Deixa me ver, se o Emerson acertar 1%, dos passes, deixasse de correr pra não chega , o Romarinho sujar 2% do uniforme, e se o Tite armasse o time pra jogar 10% no ataque, não te´riamos, 16 empates , sendo 9 ao 0%

  5. Claudio disse:

    certíssimo o treinador, quem conhece basquete sabe muito bem como foi moldada a carreira do Jordan no Bulls.

  6. pAULO rICARDO disse:

    O basquete deve ser coletivo sim, concordo, mas há casos de times que tem jogadores com um potencial além dos demais companheiros como é o caso de Carmelo Anthony no NY knicks e do Kobe Bryant no LA Lakers, e então os times acabam jogando em torno dessas estrelas, os times que conseguem jogar coletivos tudo bem, parabéns a eles…

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