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Huertas tem interessantíssima porta de entrada na NBA

por Lucas Pastore em 05.set.2015 às 4:00h

Se confirmada a notícia do acerto de Marcelinho Huertas com o Los Angeles Lakers, antecipada pelo conceituado jornalista americano Adrian Wojnarowski e ainda não oficializada, o armador brasileiro terá uma interessantíssima porta de entrada na NBA. Trata-se da segunda franquia mais vitoriosa da história da liga – são 16 títulos, contra 17 do Boston Celtics – e do time que atualmente conta com Kobe Bryant, um dos maiores da história do país.

Aos 32 anos de idade, Huertas terá um desafio e tanto para se manter na NBA. O brasileiro chega no momento em que começa a aparentar uma leve decadência, já que sua temporada passada não foi tão boa quanto as anteriores. Mesmo assim, trata-se de um jogador com excelente capacidade para organizar um ataque e com eficiência nos arremessos de longe. Tem ferramentas para se estabelecer na liga.

Huertas atinge o máximo de sua eficiência quando trabalha em dupla com um homem de garrafão, recebendo o bloqueio e, na sequência, lendo a movimentação da defesa adversária para atacar da melhor maneira possível. Deste modo, acredito que seus principais parceiros serão Brandon Bass – que, eficiente nos tiros de média distância, pode se afastar após o corta-luz para receber a bola e arremessar – e Julius Randle – mais atlético dos grandalhões do Lakers, pode receber um passe em velocidade para finalizar próximo à cesta.

O problema de Huertas deve, mais uma vez, ser a defesa. O armador já tinha a marcação como uma de suas fraquezas na Europa e, enfrentando jogadores técnicos e atléticos como os que atuam nos Estados Unidos, pode se complicar mais. Vale lembrar que o Lakers é da divisão do Golden State Warriors, de Stephen Curry, e do Los Angeles Clippers, de Chris Paul.

Se conseguir dar um jeito de não ser batido na defesa, Huertas tem tudo para dar certo na NBA.

Rafael Hettsheimeir vai tentar a sorte no San Antonio Spurs

por Lucas Pastore em 29.ago.2015 às 4:00h

Depois de pedir dispensa da Seleção Brasileira que vai à Copa América, Rafael Hettsheimeir enfim começa sua trajetória rumo à NBA. Segundo reportagem do blog Papo com o Papa, o brasileiro embarcou nessa sexta-feira para o Texas para começar uma série de três dias de testes com o San Antonio Spurs.

Ainda de acordo com o blog, Hettsheimeir não será desfalque do Bauru, seu atual clube, nos jogos contra o Real Madrid, válidos pela Copa Intercontinental, e nem nos amistosos contra New York Knicks e Washington Wizards, válidos pela pré-temporada da NBA.

Hettsheimeir tem um conjunto de ferramentas técnicas e físicas difícil de ser encontrado na NBA. Apesar de tratar-se de um pivô pesado, tem bom arremesso da linha dos três. Assim, pode ser visto de duas maneiras: como um talento raro ou como um jogador difícil de ser encaixado na liga americana, já que teria de jogar ao lado de um ala-pivô com presença de garrafão no ataque e capaz de marcar jogadores mais leves na defesa.

O LANCE! Livre apurou que o Spurs é a prioridade de Hettsheimeir na viagem aos Estados Unidos e que o pivô pretende esperar para ver o que consegue em seus testes com a franquia antes de tentar a sorte em outras. Vale lembrar que os texanos estão entre os apontados como favoritos ao título da temporada 2015/2016 depois da contratação de LaMarcus Aldridge e que trata-se de uma casa que já acolheu brasileiros sob o comando de Gregg Popovich: o ala-armador Alex Garcia e o pivô Tiago Splitter.

Porém, mesmo que mal sucedida, a passagem de Hettsheimeir por San Antonio tem tudo para ser produtiva. Primeiro pela experiência que o pivô vai ganhar com o nível de exigência dos treinos da NBA. Além disso, o Spurs é uma franquia famosa por detectar talento internacional e, por isso, o nome do pivô deve ecoar no mercado.

Cenário masculino desenhado rumo ao Rio

por Lucas Pastore em 22.ago.2015 às 4:00h

Uma das competições mais aguardadas pelos fãs de basquete, a Olimpíada do Rio de Janeiro-2016 começa a conhecer os personagens que virão ao Brasil em busca do ouro na chave masculina. Por enquanto, já são três seleções garantidas nos Jogos e mais uma classificada para o Pré-Olímpico Mundial – uma espécie de repescagem que vai distribuir as últimas vagas.

Até a semana passada, somente os Estados Unidos, atuais campeões mundiais, estavam garantidos no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, porém, o Brasil teve confirmada a sua vaga de país sede depois que a sua dívida com a Federação Internacional de Basquete (Fiba) foi quitada. Além disso, na quarta-feira, a Austrália se tornou a primeira seleção a carimbar sua classificação nos torneios continentais deste ano.

No Fiba Oceania, disputado somente por duas seleções, os australianos não deram chances para a Nova Zelândia, vencendo o primeiro jogo em casa no sábado, por 71 a 59. Depois, na casa do rival, voltou a triunfar e impôs 89 a 79.

Garantida no Rio, a Austrália é uma seleção que certamente tem condições de fazer bonito. O país colocou recentemente muita gente na NBA – os armadores Dante Exum, do Utah Jazz, Matthew Dellavedova, do Cleveland Cavaliers, e Patrick Mills, do San Antonio Spurs; o ala Joe Ingles, da NBA. e os pivôs Andrew Bogut, do Golden State Warriors, Aron Baynes, do Detroit Pistons, e Cameron Bairstow, do Chicago Bulls, já aparecem como candidatos à delegação que vem para o Brasil. Além deles, o país conta com jogadores com experiência no basquete internacional, como o veterano ala-pivô David Andersen, outro com passagem pelos Estados Unidos.

A Nova Zelândia, por sua vez, é a primeira das três seleções que estarão em ação no Pré-Olímpico Mundial, que será disputado no ano que vem, ainda sem datas e locais definidos, e dará as três últimas vagas para os Jogos do Rio.

Além das três seleções já garantidas nos Jogos e das três que vêm via Pré-Olímpico Mundial, estarão no Rio o campeão do Afrobasket – que começou na quarta-feira, na Tunísia, e vai até o dia 30 -, o campeão do Fiba Asia – que vai acontecer entre 23 de setembro e 3 de outubro, na China -, campeão e vice do Eurobasket – que será disputado entre 5 e 20 de setembro, com quatro países-sedes – e campeão e vice da Copa América – que será disputada entre 31 de agosto e 12 de setembro no México.

Três seleções do Afrobasket, três da Copa América, cinco do Eurobasket e três do Fiba Asia – obedecendo as classificações nos torneios continentais – vão completar o Pré-Olímpico Mundial, que ainda terá espaço para três convidadas.

Coach K age para motivar os americanos

por Lucas Pastore em 15.ago.2015 às 3:00h

Um dos maiores méritos de Mike Krzyzewski, o “Coach K”, no comando da seleção americana masculina de basquete é a maneira  com que ele mantém motivados os astros de um dos melhores times esportivos do planeta. Na última semana, entre os dias 11 e 13, ele  deu mais uma mostra disso.

Entre as temporadas da NBA – a próxima começa somente em outubro –, é comum que jogadores se juntem para treinos ao redor dos Estados Unidos. Geralmente, os mais requisitados são ex-jogadores, como Hakeem Olajuwon, que até hoje ensina seus famosos movimentos de costas para a cesta, e veteranos como Tim Duncan, costumeiramente procurados por pivôs mais jovens que buscam evoluir.

Neste ano, a seleção americana não teria competições oficiais para disputar. Isso porque, como atual campeã mundial, a equipe está automaticamente classificada para a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Frente a situações deste tipo, os Estados Unidos geralmente abrem mão da disputa da Copa América só para cumprir tabela.

Por isso, aproveitando-se da “inatividade” da seleção e da busca dos jogadores para parceiros de treino, o Coach K implementou nos últimos anos a rotina de reunir selecionáveis para um período de atividades conjuntas. Foi assim esse ano, com 34 astros da NBA.

Provavelmente, sairão destes 34 os 12 convocados para a Olimpíada do Rio. O material humano que o treinador tem em mãos é incomparável. Desde veteranos estabelecidos, como LeBron James e Carmelo Anthony – que, se convocados, vão brigar pela terceira medalha de ouro seguida – até astros jovens e ascendentes, como Stephen Curry, atualmente MVP da NBA.

A empolgação criada pela reunião já motivou até Kobe Bryant, que, lesionado, não fez parte do encontro. Começa a surgir uma força difícil de ser superada no Rio.

Polêmica entre a NBA e a Fiba é reaquecida

por Lucas Pastore em 08.ago.2015 às 2:00h

Mais um caso de lesão promete reaquecer as polêmicas envolvendo franquias da NBA e seleções de basquete. Isso porque o San Antonio Spurs resolveu valer-se do acordo da liga profissional americana com a Federação Internacional de Basquete (Fiba) para vetar a participação do pivô sérvio Boban Marjanovic no Eurobasket, competição continental europeia classificatória para a Olimpíada do Rio-2016.

Marjanovic é uma das novidades do Spurs para a temporada 2015/2016. O pivô de 26 anos de idade e 2,23 m de altura foi um dos reforços para o reformulado elenco, que, entre outras movimentações, enviou Tiago Splitter para o Atlanta Hawks em troca de espaço salarial para contratar LaMarcus Aldridge.

Por isso, é natural que a equipe queira cuidar de seu patrimônio. Por meio de um comunicado no seu site oficial, o Spurs informou que Marjanovic foi submetido a uma série de exames com o Dr. Richard Ferkel, conceituado ortopedista americano, e que foi detectado um “edema ósseo significativo” em seu tornozelo esquerdo. Com a constatação da lesão, o veto é direito de um time da NBA.

Mas o caso promete não ser encerrado por aí. Depois de sofrer pressão no seu país, já que muitos sérvios passaram a questionar a gravidade da lesão de Marjanovic – que terminou a temporada 2014/2015 jogando normalmente – a federação nacional já ensaia enviar uma carta para o Spurs pedindo para que a decisão da franquia seja reconsiderada.

O acordo com a Fiba foi firmado há um bom tempo para que os jogadores da NBA enfim pudessem participar de competições internacionais com suas seleções. Por isso, é de se entender o interesse da Federação na época do acerto. Mas hoje em dia, com a internacionalização da liga americana, parece um privilégio desnecessário para as franquias em relação a outros clubes ao redor do mundo, que também têm o mesmo interesse na preservação de seus mais importantes jogadores.

Vale lembrar que, recentemente, o Spurs, que costuma levar a preservação física de seu elenco ao pé da letra, repetiu a polêmica ao vetar a ida de Manu Ginobili para a seleção argentina.

Em casos como esse, a decisão final deve ser do jogador. Claro que um atleta lesionado sofrerá pressão para que não jogue no sacrifício por sua seleção e, assim, corra um risco maior de comprometer a temporada em seu clube. É possível, até, que esse tipo de polêmica seja evitada com cláusulas quando uma franquia assina com um agente livre. Fato é que a Fiba precisa rever seu acordo para que a NBA não tenha mais tamanha influência nas importantes competições internacionais.

Contra o complexo de pavão pela vaga olímpica

por Lucas Pastore em 01.ago.2015 às 2:00h

Ter a chance de disputar uma Olimpíada em casa não pode ser desculpa para que se ignore os princípios de uma administração correta, sobretudo quando se trata de dinheiro público. É diante de uma questão moral dessa magnitude que se encontra a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que vê as classificações automáticas de suas seleções masculina e feminina, anfitriões dos Jogos do Rio-2016, ameaçadas por conta de uma dívida com a Federação Internacional de Basquete (Fiba) em um momento positivo para os homens dentro de quadra.

De acordo com o blog Bala na Cesta, o Ministério do Esporte assinou um convênio de R$ 7 milhões com a CBB, sendo que R$ 2,5 milhões são já para este ano. O valor é referente única e exclusivamente à preparação da Seleção masculina para a Olimpíada de 2016, sendo que, enquanto a dívida com a Fiba não for quitada, a participação do Brasil na competição segue em dúvida – teria de ser conseguida dentro de quadra via Copa América. Por isso, a disponibilização de uma quantia tão grande chama a atenção, especialmente por se tratar de dinheiro público.

Segundo Carlos Nunes, presidente da CBB, a dívida com a Fiba é de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Pelo menos oficialmente, essa quantia não está embutida na verba do Ministério.

Os problemas vêm justamente após o ouro conquistado pelos meninos do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, sem a presença dos jogadores da NBA, de Marcelinho Huertas e de referências do basquete nacional, como Alex e Marquinhos. Na trajetória no Canadá, vitórias contra as competitivas equipes enviadas por Porto Rico, Estados Unidos, República Dominicana e pelos donos da casa e demonstração de um estilo de jogo moderno.

A questão é que, na Copa América, os adversários devem vir ainda mais fortes, e a Seleção Brasileira convocada está longe de apresentar força máxima.

Completa, a Seleção masculina pode fazer bonito no Rio. Mas vale à pena disponibilizar dinheiro público em nome dessa possibilidade? Não seria uma maneira de premiar a incompetência da CBB ao lidar com uma dívida contraída no ano passado, para que os meninos pudessem disputar o Mundial após não conseguirem a vaga em quadra?

A possibilidade de fazer bonito em quadra não pode se sobrepor aos princípios de boa administração. A CBB não pode sofrer de complexo de pavão ao tomar a sua decisão.

Brasil bate a Dominicana em seu jogo mais duro

por Lucas Pastore em 24.jul.2015 às 21:02h

Com grandes atuações de Vitor Benite e Augusto Lima, a Seleção Brasileira masculina de basquete venceu nesta sexta-feira a República Dominicana por 68 a 62, na semifinal dos Jogos Pan-Americanos, e se classificou para enfrentar o Canadá no sábado, às 17h30, na decisão. A possibilidade de brigar pelo ouro já é muita coisa para um time que chegou cercado por desconfianças para o torneio.

Antes do Pan, o técnico argentino Rubén Magnano não obteve sucesso nos torneios em que não pode contar com os jogadores da NBA, como na edição de 2011 da competição e na Copa América de 2015. Dessa vez, no entanto, a Seleção, mesmo sem contar com nenhum dos brasileiros que atuam nos Estados Unidos, mostra um basquete coletivo e moderno, com noções como espaçamento de quadra em dia.

Contra a República Dominicana, a Seleção enfrentou seu maior teste na competição até aqui. Tradicionalmente encardida, a equipe centro-americana tem característica de jogo físico no garrafão. A dificuldade do Brasil para lidar com isso ficou mais evidente nos momentos em que o refinado, porém lento, pivô JP Batista esteve em quadra.

Porém, os comandados de Magnano souberam superar o jogo pesado dos dominicanos e o cansaço, já que voltaram à quadra somente cerca de 14h depois de vencerem o desfigurado time dos Estados Unidos no encerramento da fase de grupos.

Grande destaque do Brasil no Pan, Benite foi mais uma vez o comandante da Seleção em quadra. O ala-armador deixou a quadra com 18 pontos e cinco rebotes e chamou a atenção de Marc Stein, conceituado jornalista da ESPN americana, que, durante a partida, utilizou sua conta no Twitter para pedir uma chance ao brasileiro em um time de NBA.

Augusto Lima, com 15 pontos e 11 rebotes, deu mais uma demonstração de seu atleticismo no garrafão.

Será importante que a dupla repita a boa atuação para que o Brasil possa sonhar com o ouro.

* Atualizado às 21h35

Barreira sexista cai na NBA

por Lucas Pastore em 12.jul.2015 às 6:00h

Nesse sábado, Becky Hammon comandou o time do San Antonio Spurs na derrota por 78 a 73 para o New York Knicks na Liga de Verão de Las Vegas e se tornou a primeira mulher técnica de um time da NBA da história.

Novata como treinadora, Hammon tem longa trajetória no basquete. Sua carreira começou em 1996, quando começou a defender as cores da universidade do Colorado State como armadora. Jogou pela equipe até 1999 e, em sua última temporada, acumulou prêmios individuais ao colocar o time entre os 16 melhores dos Estados Unidos.

Apesar do sucesso como universitária, Hammon não foi selecionada no Draft da WNBA, a liga americana feminina de basquete, em 1999. Porém, não desistiu da carreira profissional como jogadora e, no mesmo ano, conseguiu assinar contrato com o New York Liberty. Ficou na equipe até 2006.

Porém, foi no San Antonio Stars, sediado na mesma cidade do Spurs, que Hammon viveu os melhores momentos de sua carreira dentro das quadras. Na equipe texana, foi seis vezes All-Star (2003, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2011), duas vezes escolhida para a seleção ideal da WNBA (2007 e 2009) e foi líder de assistências da liga uma vez (2007).

Como a temporada da WNBA dura bem menos que a da NBA, Hammon também defendeu as cores de times europeus entre suas campanhas nos Estados Unidos, algo comum entre as jogadoras americanas. Como armadora, a hoje treinadora passou por Grécia, Rússia e Espanha em sua carreira.

Por conta de sua passagem pela Rússia, Hammon ganhou cidadania do país. Sem espaço na seleção americana, decidiu defender as cores da nação europeia entre 2008 e 2012, em ação que causou polêmica. De qualquer modo, a opção lhe rendeu uma medalha olímpica: o bronze de 2008, em Pequim.

Sua vocação para o cargo de treinadora começou em 2013, quando, recuperando-se de grave lesão ligamentar no joelho esquerdo um ano antes de se aposentar como jogadora, resolveu participar de treinos e jogos do Spurs, por várias vezes chamando a atenção do técnico Gregg Popovich com suas opiniões e contribuições no período.

Por isso, no dia 5 de agosto do ano passado, Hammon foi contratada como assistente do Spurs e se tornou a primeira mulher da história da NBA a ter um cargo integral e assalariado em uma comissão técnica da liga.

No dia 27 de novembro do ano passado, Gregg Popovich, técnico do Spurs, não pôde participar da vitória por 106 a 100 depois de passar por um “procedimento médico de pequenas proporções”. Na NBA, somente três assistentes podem ficar no banco de reservas, e Ettore Messina, Jim Boylen e Ime Udoka eram os selecionados para a função.

Porém, com a ausência de Popovich, Messina assumiu o comando do Spurs contra o Pacers. Com isso, a vaga aberta no banco foi ocupada por Hammon, que se tornou a primeira mulher ativa em uma comissão técnica em uma partida de NBA da história.

Se por um lado é triste ver que ainda existem barreiras desse tamanho a serem superadas no mundo esportivo, por outro é impossível não sentir orgulho de Hammon e do Spurs por derrubar mais uma. Que as mulheres se sintam cada vez mais à vontade na NBA!

Raulzinho no Jazz pode dar dor de cabeça à Seleção

por Lucas Pastore em 11.jul.2015 às 17:02h

O Utah Jazz anunciou na quinta-feira o acerto com o brasileiro Raulzinho, que assinou contrato de três anos com a franquia. Aos 23 anos, o armador chega em um ótimo momento para continuar seu desenvolvimento como jogador e, em médio prazo, deve herdar de Marcelinho Huertas o cargo de maestro da Seleção Brasileira. Porém, sua provável ausência na agenda deste ano pode ser danosa para a equipe nacional.

Selecionado na 47ª escolha do Draft de 2013 pelo Atlanta Hawks antes de ser adquirido pelo Jazz, Raulzinho chega após uma temporada em que teve médias de 8,9 pontos, 3,9 assistências e 2,1 rebotes em 22,4 minutos por jogo pelo CB Murcia na Liga ACB, o Campeonato Espanhol. O controle de bola para manter o drible vivo é, talvez, sua principal virtude, enquanto os 2,7 desperdícios de posse por jogo ficam como ponto fraco.

Chegando em uma equipe jovem, Raulzinho terá sua experiência no basquete profissional como triunfo. O jovem armador disputou três temporadas no Brasil e quatro na Espanha. Como concorrentes por minutos na posição 1, o brasileiro terá Trey Burke, que teve médias de 12,8 pontos, 4,3 assistências e 2,7 rebotes em 30,1 minutos por exibição na última temporada – sua segunda como profissional -, e Dante Exum, que teve médias de 4,8 pontos, 2,4 assistências e 1,6 rebotes em 22,2 minutos por partida na última temporada – sua primeira como profissional.

Se em médio e longo prazo o basquete brasileiro pode comemorar a experiência que Raulzinho ganhará na NBA, agora os resultados podem ser ruins. Isso porque os compromissos com o Jazz devem tirar o armador da Seleção principal, que ainda não tem vaga garantida nos Jogos do Rio-2016 por conta do imbróglio da CBB com a Fiba e pode ter de brigar pela classificação no pré-olímpico das Américas.

Leandrinho, que era agente livre há poucos dias, antes de renovar com o Golden State Warriors, e Tiago Splitter, recentemente trocado do San Antonio Spurs para o Atlanta Hawks, também são possíveis baixas. Anderson Varejão, se recuperando de lesão, é ausência certa. Um possível pré-olímpico vai ficando cada dia mais difícil…

Investimento de franquia canadense pode ajudar o Brasil

por Lucas Pastore em 04.jul.2015 às 6:00h

Se o basquete brasileiro tem o trato a seus jovens talentos como dificuldade crônica, uma boa notícia chegou recentemente do Canadá nesse sentido. O Toronto Raptors, time da NBA em que jogam o ala Bruno Caboclo e o pivô Lucas Bebê, fundou um time da D-League, a liga de desenvolvimento dos Estados Unidos, que vai se chamar Raptors 905 e será sediado na cidade de Missisauga.

Os dois brasileiros chegaram ao Raptors como projetos para o futuro da franquia. Bebê foi selecionado na 16ª escolha do Draft de 2013 pelo Boston Celtics, teve seus direitos trocados para o Altanta Hawks antes de ser adquirido pelos canadenses e ainda jogou mais um ano na Espanha antes de desembarcar na NBA. Caboclo, por sua vez, foi um investimento mais direto: foi selecionado na 20ª escolha do Draft do ano passado pelo próprio time.

Como não poderia deixar de ser, dois jogadores vistos como promessas não tiveram muito espaço na primeira temporada em um time de playoff. O pivô de 22 anos de idade disputou apenas seis jogos pelo Raptors, apresentando médias de um ponto e 1,8 rebotes em 3,8 minutos por exibição. Já o ala de 19 anos de idade entrou em quadra em oito oportunidades, obtendo, em média, 1,3 pontos e 0,3 rebotes em 2,9 minutos por partida.

Geralmente, o caminho para franquias da NBA nessa situação é mandar seus prospectos para a D-League. O problema é que, até a temporada passada, o Raptors não possuia uma afiliada, e era uma das 13 equipes que dividiam espaço no Fort Wayne Mad Ants. Com isso, nem nesta liga os dois brasileiros tiveram muito tempo de quadra.

Quando enviado, Bebê ainda teve mais espaço no Mad Ants, apresentando médias de 8,3 pontos, dez rebotes e dois tocos em 20,1 minutos por exibição nos quatro jogos que disputou na D-League. A situação de Caboclo foi pior: entrou em quadra em sete oportunidades, obtendo médias de 3,4 pontos e 1,9 rebotes em 8,9 minutos por jogo.

Como é difícil imaginar que os brasileiros terão mais espaço em Toronto imediatamente, a criação do Raptors 905 é uma ótima notícia, já que a franquia da D-League deve concentrar esforços no desenvolvimento de jogadores de sua afiliada. A Seleção Brasileira agradece…