É fácil resumir como foi para o Brasil o sorteio que definiu os grupos e confrontos da primeira fase do basquete nos Jogos Olímpicos de Londres: bom para o masculino, péssimo para o feminino.
No Grupo B da Olimpíada, a equipe do técnico Ruben Magnano vai encarar a cabeça de chave Espanha, além de Austrália (adversário da estreia, em 29 de julho), Grã-Bretanha, China e uma seleção vinda do Pré-Olímpico Mundial da Venezuela.
Coloque logo de cara uma derrota na conta, baseada no amplo favoritismo dos espanhóis (o Brasil não vai vencer, mas se vencer…). Por mais que a Seleção Brasileira possa engrossar o caldo, como fez com os Estados Unidos no último Mundial, é improvável apostar em vitória sobre a Fúria – a única, na teoria, com capacidade de encarar de igual para igual a nova versão do Dream Team. Mas a coisa fica boa quando se olha o restante da chave. A China quase não existe, a Grã-Bretanha terá Luol Deng e a torcida favorável, mas não assusta, e a Austrália dá jogo mais parelho. Resta torcer para que não venha nenhuma encrenca do Pré-Olímpico.
Porque tudo quanto era encrenca que já era conhecida caiu na chave dos Estados Unidos, com Argentina, França, a figurante Tunísia e dois vindo do Pré. Como periga de as três vagas restantes ficarem com europeus, com quatro fortes concorrentes (Grécia, Rússia, Lituânia e Montenegro), que a vaga no grupo do Brasil seja ocupada por alguém menos complicado, ou por uma zebra. De uma forma ou de outra, é um cruzamento bem favorável para que a Seleção não precise pegar os americanos logo nas quartas de final.
Já o feminino… Bom, o primeiro grande desafio da carreira do técnico Luiz Cláudio Tarallo será bem árduo. Se fugiu das americanas, teve o desprazer de ver Austrália e Rússia caírem também no Grupo B, além da Grã-Bretanha e duas seleções vindas do Pré-Olímpico da Turquia.
Não custa lembrar: o Brasil também encarou australianas e russas na Olimpíada de Pequim-2008, e perdeu para ambas. Se a Coreia do Sul obtiver vaga, e cair na mesma chave, será mais uma adversária de quatro anos atrás, e para quem também sucumbiu.
Não dá para apostar em classificação para as brasileiras, por mais que passem de fase quatro seleções num grupo de seis. De quatro anos para cá, vi pouca evolução na Seleção feminina, e com o primordial detalhe de que três técnicos já passaram pelo cargo, e o atual não tem sequer experiência em time adulto. Em Pequim, com a mesma fórmula de disputa, o Brasil ficou no meio do caminho.














