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Arquivo da Categoria ‘vasco’

AS COPAS

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nos Estados Unidos, costuma-se dizer que o beisebol é um “jogo de polegadas”.

Não há motivo para não parafraseá-los e dizer que o futebol é um “jogo de centímetros”.

Centímetros que alteram destinos e diferenciam o êxtase da angústia.

Que glorificam e condenam.

Que obrigam “a narrativa” a procurar áreas com cores definidas, preto ou branco, num esporte feito de gigantescas manchas cinzas.

Depende apenas do jeito de olhar.

Aos 18 minutos do segundo tempo de Corinthians x Vasco (1 x 0: Paulinho), um lance incomum aconteceu.

Um jogador atravessou o campo, com a bola dominada, livre, em direção ao gol adversário.

Naqueles poucos segundos, só Diego Souza e Cássio podem dizer o que passou por suas mentes.

Eu posso dizer o que passou na minha: “Pronto: Alessandro é o culpado de 2012″.

O erro do lateral corintiano, jogador de linha mais recuado do time num momento em que só o goleiro estava no campo de defesa, fatalmente o enviaria ao exílio onde outros que falharam na Libertadores se encontram.

Mas os dedos da mão esquerda de Cássio o salvaram.

Diego Souza deveria ter feito o gol? Sem dúvida.

O tempo para escolher o que fazer pode ter atrapalhado? Talvez.

E o mérito de Cássio?

Enorme.

No jogo dos centímetros, o leve toque na bola marcou a pequena distância entre gol e escanteio.

Mesma distância que separa os adjetivos direcionados a Diego Souza.

E a Alessandro.

Foi outro jogo intenso, brigado, favorecido pelo estado do gramado e prejudicado pela descomunal pressão por não poder errar.

Os dois times jogavam por um gol, que seria mais decisivo para o Vasco, por ser “qualificado”.

Por isso a defesa de Cássio foi tão transformadora.

Por isso Paulinho, crucial, decidiu.

Centímetros. Gigantescos centímetros.

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A bem da verdade, porque essas coisas ganham vida própria e sempre haverá quem as use de forma maldosa: Tite NÃO disse que o Corinthians era “melhor do que o Chelsea”.

Ao responder uma pergunta que continha um comentário sobre semelhanças na forma de jogar entre os dois times, o técnico discordou com veemência.

“O Corinthians não faz igual ao Chelsea, não faz antijogo, não enfia a bunda lá atrás e fica esperando um gol achado. Tenha um pouco de critério para analisar, ou então é muito burro para ver futebol. Botamos volume de jogo por 45 minutos aqui, e se não fizemos é porque o adversário teve qualidade. Ou bota um óculos, ou é burro.”

Tite também NÃO DISSE que duvida que o Chelsea ganhe o Mundial de Clubes. Sua declaração foi a seguinte:

“Na vitória do Chelsea, o futebol perdeu. Duvido que ganharia se não fosse copa e fosse um campeonato. São ideias de futebol totalmente diferentes, ele colocou duas linhas de quatro e fez um gol numa bola parada. O adversário teve inúmeras possibilidades e nós com 43 minutos estávamos dentro do adversário. Que comparativo é esse?”.

Como escrevi depois da final da UCL, não creio que “o futebol perdeu” com a conquista do Chelsea. Também não acho que o time inglês praticou antijogo.

Especialmente contra o Barcelona, o Chelsea se recusou a jogar. São coisas diferentes.

Mas Tite está absolutamente certo ao discordar da comparação feita sobre as posturas.

O Corinthians é um time de contra-ataque fora de casa, e de posse de bola e pressão como mandante.

Quem vê qualquer semelhança com o que o Chelsea fez na Liga dos Campeões comete um grande equívoco de análise.

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Ontem, mais cedo, ouvi um comentário de um treinador brasileiro sobre Fluminense x Boca Juniors (1 x 1: Carleto e Silva).

Não revelarei o nome para poupá-lo de constrangimentos adicionais.

Ele disse, basicamente, que o Fluminense venceria porque o Boca “não é mais o mesmo”, e porque “Riquelme é muito lento”.

Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas essas eram as ideias.

Veja, palpitei que o Flumienense passaria pelo Boca (mesmo sem Deco e Fred), porque entendo que o time brasileiro é superior ao argentino, e não o encara com excessivo respeito.

Acredito que o que determinou o resultado do confronto foi o fato de o Fluminense não ter feito um gol na Bombonera.

O 1 x 0 em casa deu ao Boca o conforto de especular no Engenhão, de forma a aproveitar a chance que sabia que teria.

É preciso saber jogar uma competição como a Libertadores, e o Boca Juniors é um dos catedráticos na matéria.

Faltou contundência ao Flu no segundo tempo, em que só teve dois momentos para fazer o gol da classificação.

E faltou atenção nos minutos finais, quando o jogador mais talentoso e perigoso em campo teve liberdade para criar.

Riquelme passou o jogo sob competente marcação e distante dos outros meiocampistas de seu time. O Boca pode se dar ao luxo de não ver seu camisa 10 envolvido com frequência nas ações, porque sabe que a ele basta um lance.

Na primeira bola que Riquelme deu, e voltou, o lado direito do ataque do Boca se mexeu e Sanchez recebeu na área em condições de chutar.

Fim de papo.

O Boca pode não ser mais “aquele”, mas enquanto tiver Riquelme e sua maneira de disputar a Libertadores, será sempre uma ameaça.

É só prestar um pouco de atenção.

Escrevo mais sobre Flu x Boca no Lance! desta quinta, especialmente sobre o que acontece com o time argentino quando leva um gol fora de casa.

Ou seja, nada.

O texto estará aqui amanhã.

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Só vi os gols, e alguns lances, da rodada da Copa do Brasil.

Tudo dentro do que se esperava.

Aproxima-se uma semifinal entre Palmeiras (2 x 0 no Atlético Paranaense: Luan e Henrique) e Grêmio (recebe o Bahia logo mais), produzindo um reencontro entre Luxemburgo e Felipão, como nos velhos tempos.

A propósito: esta é a nona participação de um time dirigido por Scolari na Copa do Brasil.

E a sétima semifinal.

São Paulo (2 x 2 com o Goiás: Ricardo Goulart, Jadson, Cortês e Egídio) e Coritiba (4 x 1 no Vitória: Marquinhos, Everton Costa-2, Everton Ribeiro e Roberto) se encontram na outra semi.

O time paranaense, vice-campeão do ano passado, não deve ser desconsiderado.

AS RODADAS

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O 0 x 0 entre Vasco e Corinthians significa que os dois times terão de jogar mais no Pacaembu, na próxima quarta-feira.

Difícil chegar a uma conclusão sobre quem ficou mais perto das semifinais, porque o empate sem gols oferece atrativos para os dois lados.

Mas creio que o Corinthians manteve o pequeno favoritismo. Permanceu invicto ao ser o primeiro adversário do Vasco na temporada que não sofreu gol.

Há uma tendência a confundir jogos intensos, disputados, equilibrados, com jogos que mereçam elogios no aspecto técnico.

O estado do gramado de São Januário, prejudicado pela chuva, não contribuiu para que os dois bons times fizessem uma partida acima da média.

Mas foi um jogo interessante do ponto de vista tático, com algumas inversões de papéis e entrega física total.

O Vasco foi claramente superior nos primeiros 15-20 minutos de cada tempo. Teve mais posse, mais iniciativa e mais oportunidades, ainda que nenhuma tenha sido tão clara quanto a cabeçada de Jorge Henrique que Fernando Prass defendeu de forma espetacular, na segunda parte.

É natural que o time que está em casa seja mais contundente, mas houve momentos em que o Vasco teve o contra-ataque como opção, com Éder Luis do lado direito.

Em outras ocasiões, os meias vascaínos receberam bolas – com certa liberdade – entre as linhas de zagueiros e volantes do Corinthians, o que não é comum.

É difícil analisar substituições, porque não dispomos de todas as informações usadas pelos técnicos ao mexerem em seus times, mas gostaria de comentar as saídas de Juninho e Diego Souza.

Entendo os motivos que impedem Cristovão Borges de escalar Juninho e Felipe, juntos, desde o início.

O ganho em criatividade não supera a perda em movimentação/marcação.

Mas não vejo por que não ter os dois meias trabalhando no terço final do jogo, quando a procura por soluções exige jogadores mais capazes.

Não percebi Juninho cansado, opinião que foi reforçada por sua reação ao ser substituído.

Observações finais: a dupla de zagueiros do Corinthians teve grande responsabilidade no resultado.

E o gol… claro, a jogada do gol de Alecsandro, paralisada por impedimento.

Ao vivo,  a sensação de que o atacante do Vasco estava impedido foi inevitável, porque a imagem não mostrava Émerson, do lado oposto.

O replay da câmera lateral indica posição legal, apesar de o ângulo não ser o ideal.

Sim, eu vi o tira-teima da Globo.

Sim, eu vi a imagem da Fox.

Sim, eu vi as fotos que circulam por aí.

Minha impressão é de gol legal.

Mas enquanto as pessoas preferem falar sobre fotos e replays, dois sujeitos devem estar absolutamente tranquilos em relação ao que fizeram ontem.

Um é o árbitro Sandro Meira Ricci, que obviamente não pode ser criticado pela marcação.

Outro é o assistente Alessandro Rocha Matos, que sinalizou o impedimento.

Se a discussão permanece, é porque o lance é complexo.

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A propósito: as interpretações da jogada reacenderam o debate sobre o uso da tecnologia para auxiliar a arbitragem.

Há quem tenha utilizado a jogada como exemplo de que o replay não resolve certas dúvidas.

Equívoco.

Para fazer essa afirmação em relação ao gol de Alecsandro, é necessário ver o lance pelo melhor ângulo, ou seja, uma câmera colocada na lateral do campo justamente para dirimir lances assim.

Infelizmente, essa imagem – crucial para qualquer análise eletrônica de um impedimento – não existe.

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Sobre a Copa do Brasil, e jogos dos quais vi apenas os melhores momentos:

O placar de 2 x 0 para o mandante do primeiro jogo é clássico num mata-mata.

Costuma decidir confrontos entre times equivalentes.

Como o São Paulo é superior ao Goiás, é pouquíssimo provável que o time do Morumbi não esteja nas semifinais.

Empate fora de casa, com gols, como fez o Palmeiras (2 x 2 com o Atlético Paranaense)  também encaminha a vaga para o mandante do jogo de volta.

São muitos os resultados que favorecerão o alviverde no jogo da semana que vem, na Arena Barueri.

AS QUARTAS DA LIBERTADORES (com palpites)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Parabéns aos campeões estaduais pelo Brasil.

Que o título do seu time, razão de alegria momentânea, não seja uma armadilha para o resto da temporada.

Que não crie expectativas falsas e não se transforme em “ouro de tolos” no final do ano.

Certamente não será o caso do Santos, tricampeão paulista pela primeira vez depois de uma era preciosa.

Ou do Fluminense e do Internacional, campeões indiscutíveis, que têm elencos e times capazes de almejar outros troféus em 2012.

Mas com o Campeonato Brasileiro chegando, é conveniente, para muitos, que a festa seja curta.

Isto dito, vamos aos palpites da Copa Libertadores.

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LIBERTAD x UNIVERSIDAD DE CHILE

16/5 – Nicolás Leoz

24/5 – Nacional

Previsão: U de Chile. É muito mais time, não sofrerá pressão no Paraguai e decidirá em casa. Tudo a favor dos chilenos.

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VASCO x CORINTHIANS

16/5 – São Januário

23/5 – Pacaembu

Previsão: Corinthians. O percentual de favoritismo é pequeno, 55% a 45%. Deve-se à superioridade do Corinthians no setor de meio de campo e ao fato de ambos estarem acostumados a se enfrentar. Evidente que não será surpresa se der Vasco.

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BOCA JUNIORS x FLUMINENSE

17/5 – La Bombonera

23/5 – Engenhão

Previsão: Fluminense. O Boca seria favorito contra qualquer time brasileiro, exceção feita ao Santos e ao Fluminense. No caso do tricolor, o que muda as coisas é a “imunidade” à Bombonera. O Fluminense não tem dramas ao jogar num estádio em que muitos times se desestabilizam e enfrentar uma camisa que mete medo. Mas não é preciso lembrar que o Boca é sempre o Boca, ainda mais perigoso após a forma como se classificou, vencendo o Unión Española no Chile.

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VÉLEZ SARSFIELD x SANTOS

17/5 – El Fortin de Liniers

24/5 – Vila Belmiro

Previsão: Santos. O Santos é favorito contra qualquer time sul-americano. Sem mais.

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Os palpites das quartas de final da Copa do Brasil estarão aqui amanhã.

AS COPAS

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O placar da vitória (3 x 0 no Emelec) que classificou o Corinthians para as quartas de final da Libertadores sugere um jogo menos difícil do que se viu no Pacaembu.

A exemplo do que aconteceu no Equador, um adversário pouco mais competente provavelmente teria marcado um gol fora de casa, o que tornaria o ambiente mais tenso.

E sobre o ambiente, é preciso dizer que o clima de “pressão interna” (seja da torcida para o time, seja do próprio time) foi algo antecipado, mas não detectado.

Nada do que aconteceu em campo teve origem em algum tipo de dificuldade do time para lidar com a situação, como, se sabe, aconteceu outras vezes.

Da mesma forma que é falacioso dizer que “este Corinthians parece mais calmo na Libertadores”, é desnecessário fabricar cenários do tipo “a pressão pela classificação no Pacaembu será enorme”.

No jogo, o Corinthians fez quase tudo como deveria. Agressivo e controlado até conseguir o primeiro gol, perdeu o ímpeto após desperdiçar pelo menos duas chances claras (com Paulinho) de aumentar.

O risco não estava somente no recuo que chamou o Emelec, mas na possibilidade de ver a meia hora final do jogo se transformar num perigoso suspense, pela óbvia repercussão que um gol do Emelec teria.

O 2 x 0 acalmou as coisas e propiciou a jogada do merecido gol de Alex, prêmio por sua melhor atuação no Corinthians.

Notável trabalho de Paulinho, também, como já é hábito. Atua em todas as dimensões do jogo.

Interessante perceber que a narrativa insiste nos problemas antecipados do Corinthians na Libertadores. Agora, o que se fala é que “será mais difícil…”.

É infantilmente óbvio que será mais difícil. Poderia alguém crer que, à medida que se avança no torneio, os obstáculos diminuem?

E para os adversários, ficou mais fácil?

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O Vasco (5 x 4 nos pênaltis contra o Lanús, após derrota por 2 x 1) conseguiu o gol fora de casa, que, quando não decide, certamente condiciona jogos.

E o fato de ter sido o gol que abriu o placar foi importante, por aumentar o tamanho do drama dos argentinos.

Alguém poderá dizer que, tivesse o Vasco mantido os 2 x 0 em São Januário, o jogo de volta não cobraria um preço emocional tão alto. Mas a reação do Lanús em seu estádio, com claras chances de construir o resultado que o classificaria, mostra como as coisas são complicadas.

Voltamos a tratar de um perigoso recuo após o 1 x 0. A impressão que ficou foi de que, com uma atitude mais ofensiva, o Vasco poderia ter chegado a um segundo gol, fatal no confronto, ainda no primeiro tempo.

Oferecer campo ao adversário, fora de casa, é um expediente que continua a ser usado, mesmo com a quantidade de arrependimentos que temos visto.

Obrigatório elogiar a lucidez dos cobradores de pênalti do Vasco, como Felipe e Juninho, inabaláveis no momento de decidir.

Na Libertadores é assim. Com ou sem sofrimento, o importante é sobreviver para jogar de novo.

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No Chile, um recital de Juan Román Riquelme, na vitória do Boca Juniors (3 x 2) sobre o Unión Española.

Que jogador.

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Só pude ver os gols dos jogos da Copa do Brasil.

As eliminações de Cruzeiro (para o Atlético Paranaense) e Botafogo (para o Vitória) são sinais extremamente preocupantes. O Campeonato Brasileiro se avizinha.

Novas provas de que os estaduais atrapalham muito mais do que ajudam.

AS RODADAS DAS COPAS

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Corinthians teve o tratamento de time visitante na Libertadores.

Pelo clube que deveria recebê-lo com gentileza e pelo apito que deveria vê-lo com neutralidade.

Mas, na Libertadores, o visitante é tratado com hostilidade pelo adversário e com parcialidade pelo árbitro.

Não é certo. Mas é tradicional, histórico, corriqueiro, quase normal.

E não é preciso que um pênalti seja inventado, ou que um jogador seja expulso sem merecer, para que uma arbitragem seja tendenciosa. É só apitar para o mandante em lances duvidosos, usar critérios distintos para lances iguais, desequilibrar o número de faltas.

A arbitragem do empate (0 x 0) com o Emelec não foi além disso.

Para quem viu o jogo – e detectou o que aconteceu – as reclamações do presidente Mário Gobbi soam desproporcionais.

Parecem ter origem em algo que se sabe, mas não se pode provar.

E parecem ter o objetivo de condicionar o árbitro do jogo de volta e dos demais.

O que também é histórico na Libertadores.

Sobre bola rolando: o Corinthians se defendeu muito bem e se beneficiou de uma ótima estreia do goleiro Cássio, que mostrou tranquilidade e personalidade, duas características necessárias para superar o teste a que foi submetido.

O contragolpe era um objetivo que não foi atingido.

Jorge Henrique não poderia ter se colocado sob risco de deixar o time com um a menos, o que teria impacto no placar se o adversário do Corinthians fosse melhor do que o Emelec.

Empatar fora nunca é ruim.

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Assim como nunca é ruim vencer em casa, mesmo tomando um gol, como fez o Vasco (2 x 1 no Lanús, golaço de Diego Souza).

Um gol vascaíno no jogo de volta será enorme.

Erra o torcedor que critica seu técnico porque o Vasco vencia por 2 x 0 e sofreu um gol.

Em mata-mata, é preciso viver um jogo de cada vez. E o foco deve estar naquilo que é necessário para continuar vivo.

Em São Januário, o necessário era vencer.

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Duas notas sobre a Copa do Brasil:

* Lindo gol de Marco Antonio, na vitória do Grêmio (2 x 0), fora de casa, sobre o Fortaleza.

* A derrota para a Ponte Preta (1 x 0) é obviamente preocupante para o São Paulo. O time não jogou bem em Campinas, e receberá um adversário que não tem a menor dúvida de que pode sair do Morumbi classificado. A Ponte tem o exemplo, e o estímulo, do que fez no Pacaembu no Campeonato Paulista.

Mais preocupante do que o placar do jogo de ida é a auto-sabotagem que a diretoria são-paulina praticou, com o afastamento de Paulo Miranda.

Coisa de torcedor com poder, não de dirigente.

Paulo Miranda foi mal contra o Santos. Não foi a primeira atuação ruim dele. Daí a tratá-lo como se tivesse dado uma voadora no peito de um companheiro no vestiário, é uma longa distância.

E afastá-lo sem a concordância do técnico do time, um equívoco sem tamanho.

O que a diretoria do São Paulo conseguiu é raro. Instalou um problema interno onde não havia nenhum.

O que se tem agora é um jogador vitimizado, um elenco indignado e um técnico desautorizado.

E um placar para virar na quinta-feira, sob risco de eliminação.

LANCES DA RODADA (e a foto do fim de semana)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Santos (3 x 1 no São Paulo) é o melhor time do Brasil e, como tal, deve ser visto como o favorito quando entra em campo no país.

A semifinal do Campeonato Paulista (sexto ano seguido em que o São Paulo é eliminado nessa fase. Nos últimos três campeonatos, pelo Santos) mostrou um time contra o qual não se pode errar.

E o São Paulo errou bastante, desde cedo.

O pênalti de Paulo Miranda em Alan Kardec, antes que todo mundo estivesse sentado no Morumbi, foi um presente.

Outro foi a bola de Rhodolfo, que encontrou o peito de Ganso e depois chegou a Neymar.

Ganso rolou antes mesmo de Neymar partir para o gol, porque sabe que não há marcador que acompanhe Neymar na corrida.

O terceiro presente foi a falha de Dênis, no chute que deveria ser espalmado para longe e caiu dentro do gol.

Não que o São Paulo só tenha feito bobagens no jogo. Mas participar dos 3 gols de Neymar não é o melhor caminho para vencer.

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O time do Guarani (3 x 1) é superior ao da Ponte Preta, e mereceu alcançar a primeira decisão estadual em 24 anos.

O dérbi de histórica rivalidade valeu ao time bem dirigido por Vadão um resultado que deve ser encarado como uma conquista.

Pois será uma óbvia surpresa se o Guarani ganhar o título.

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Dois lançamentos magistrais construíram gols para o Botafogo (3 x 1 no Vasco), na final da Taça Rio.

A bola de Elkeson para Fábio Ferreira no segundo gol foi milimetricamente precisa. Teve força e curva na medida para o cabeceio que deixou Abreu à vontade para marcar.

E a bola de Antonio Carlos, no terceiro gol, foi morrer no peito de Maicosuel do jeito que vemos nas imagens de jogadas dos anos 60 e 70.

Lances de técnica, beleza e eficiência.

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A foto acima (crédito: Yahoo Sports) é a imagem do fim de semana no futebol.

Nela, o zagueiro brasileiro Cris, capitão do Lyon, está junto de Gregory Beaugrard, do Quevilly, levantando a Copa da França.

Cris chamou Beaugrard num gesto de cavalheirismo, por entender que para o time da terceira divisão francesa, a derrota para o Lyon era, de fato, um momento a ser comemorado.

Isso tem nome e é difícil de encontrar: classe.

Não, não foi a primeira vez que aconteceu.

Mas Cris merece todos os aplausos.

AS OITAVAS DA COPA (com palpites)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Começa nesta quarta-feira. Então vamos.

INTERNACIONAL x FLUMINENSE

25/4 – Beira-Rio

10/5 – Engenhão

Previsão: Fluminense. O encontro de dois times do mesmo país tira o peso do fator casa e equilibra o confronto. A perda de D’Alessandro é péssima notícia para o Inter. O Fluminense é ligeiramente superior, deve prevalecer em dois jogos.

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BOLÍVAR x SANTOS

25/4 – Hernando Siles

10/5 – Vila Belmiro

Previsão: Santos. O real adversário do Santos não é o Bolívar, e sim a altitude de La Paz, onde o time brasileiro perdeu para o The Strongest (2 x 1) na fase de grupos. Os jogos devem ser formalidades.

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ATLÉTICO NACIONAL X VÉLEZ SARSFIELD

01/5 – Atanasio Girardot

08/5 – El Fortin de Liniers

Previsão: Vélez. É mais time e decide em casa.

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CRUZ AZUL X LIBERTAD

01/5 – Estádio Azul

08/5 – Nicolás Leoz

Previsão: Libertad. Supondo que o time mexicano levará o confronto a sério (o que nem sempre acontece), deve ser equilibrado. O Libertad me parece mais forte e tem vantagem de mando.

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BOCA JUNIORS x UNIÓN ESPAÑOLA

02/5 – La Bombonera

09/5 – Santa Laura

Previsão: Boca. Sem mais.

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EMELEC x CORINTHIANS

02/5 – George Capwell

09/5 – Pacaembu

Previsão: Corinthians. A situação no gol corintiano é preocupante. Quem viu o jogo do Flamengo em Guayaquil percebeu que a pressão é grande. O Emelec vive basicamente de jogadas aéreas, e tem a seu favor o impulso psicológico da classificação milagrosa. Mas o Corinthians é melhor.

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VASCO x LANÚS

02/5 – São Januário

09/5 – La Fortaleza

Previsão: Vasco. O time brasileiro, superior, encara o “pacote standard” de enfrentamentos contra equipes argentinas. O Lanús virá a São Januário para manter a eliminatória viva, e o Vasco terá de decidi-la na Argentina. Sem pressa, sem confundir raça com violência, jogando futebol durante os 180 minutos. Assim, passa.

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DEPORTIVO QUITO x UNIVERSIDAD DE CHILE

03/5 - Olímpico Atahualpa

10/5 – Estádio Nacional

Previsão: La U. Na fase de grupos, o time equatoriano ganhou todos os seus jogos em casa, com 10 gols a favor e nenhum contra. Como visitante, fez apenas um ponto e só marcou um gol. É o que acontece quando seu estádio fica a quase 3 mil metros de altitude. A U. de Chile não é o mesmo time do ano passado, mas prevalecerá.

A(s) RODADA(s)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

São Paulo (4 x 1 no Bragantino) e Santos (2 x 0 no Mogi-Mirim) se encontrarão, pelo terceiro ano seguido, nas semifinais do Campeonato Paulista.

O favoritismo teórico do Santos, que já seria um fato independente de qualquer circunstância, ficou mais evidente no momento em que Luis Fabiano se retirou do jogo do próximo domingo.

O atacante (e principal jogador) do São Paulo levou o terceiro cartão amarelo no primeiro tempo do jogo contra o Bragantino, ao fazer uma falta desnecessária no campo de defesa.

Apesar das reclamações, o cartão foi justo. Assim como as críticas que o jogador recebeu por desfalcar o São Paulo no clássico.

Luis Fabiano só não merece ser criticado por não ter zerado seus cartões amarelos antes das oitavas de final. Ele não poderia tê-lo feito, uma vez que ficou pendurado no jogo contra o Mogi-Mirim, na penúltima rodada.

Se tivesse forçado o terceiro amarelo na partida seguinte, contra o Linense, obviamente não enfrentaria o Bragantino (que, diga-se, complicou o jogo no começo do segundo tempo, até o próprio LF marcar um raro gol de falta).

Então não havia nada a fazer? Sim, aparentemente havia. Mas seria uma operação arriscada.

O regulamento geral do Campeonato Paulista informa o seguinte, em seu artigo 50, inciso primeiro, letra c:

Quando um atleta recebe 1 (um) cartão amarelo e, posteriormente, recebe 1 (um) segundo cartão amarelo, com a exibição conseqüente do cartão vermelho, tais cartões amarelos não serão considerados para o cômputo da série de três cartões amarelos que geram o impedimento automático.

Vejamos: Luis Fabiano começou o jogo contra o Mogi com um cartão amarelo. Levou o segundo, que o deixou pendurado. De acordo com o que está escrito acima, se tivesse forçado o segundo amarelo no jogo, receberia um vermelho e seria expulso. Cumpriria suspensão contra o Linense e voltaria para enfrentar o Bragantino com apenas um cartão amarelo.

O risco, lógico, seria levar o vermelho direito, o que o manteria pendurado.

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No ano do centenário do dérbi de Campinas, a cidade comemora o encontro de Ponte Preta (3 x 2 no Corinthians) e Guarani (3 x 2 no Palmeiras) nas semifinais do campeonato estadual.

Será um  jogo histórico, digno da lista feita por Gustavo Hoffman, com os maiores dérbis de todos os tempos.

Tomara que seja um dia de futebol, rivalidade esportiva e boas memórias.

Sem violência.

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O campeonato acabou para o Palmeiras e Corinthians, tema do post de Gian Oddi em seu blog.

Minha opinião: a eliminação é mais grave no caso palmeirense, pela falta de conquistas recentes e a perspectiva duvidosa do atual time.

O ambiente interno do clube ficará conturbado, enquanto o Palmeiras disputa a Copa do Brasil.

No caso corintiano, campeão brasileiro e jogando a Libertadores, o preocupante não é a queda em si, mas como ela aconteceu.

As duas falhas de Julio César geram, novamente, questionamentos a respeito da confiabilidade do goleiro.

O clube não tem opções.

Até o jogo contra o Emelec, em dez dias, o principal trabalho de Tite será recuperar seu camisa 1.

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O clássico no Engenhão (Vasco 3 x 2 Flamengo) teve implicações trabalhistas.

Enquanto o Vasco segue à final da Taça Rio, com chances de disputar o terceiro título seguido, o Flamengo entra em férias coletivas – e forçadas – até o início do Campeonato Brasileiro.

A eliminação na Libertadores tinha transformado o Estadual em algo mais importante para o Flamengo.

Em tese, o Vasco é quem menos precisa do título. Mas a saudade da última conquista estadual (2003, lembra do cruzamento de letra do Léo Lima?) bate forte.

O Botafogo  (4 x 2 no Bangu) é o time para o qual esse campeonato vale mais.

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No sábado, o Real Madrid praticamente encerrou a Liga Espanhola ao derrotar (2 x 1) o Barcelona no Camp Nou.

Foi a primeira vitória da carreira do técnico José Mourinho no estádio catalão.

Uma vitória conquistada com a execução total do plano que o Madrid não tinha conseguido aplicar nos últimos clássicos: marcação incansável no meio de campo, contenção dos laterais e saída eficiente para o contra-ataque.

Uma proposta de jogo correta para um time que sabia que o empate era um ótimo resultado.

Este Madrid, por opção, não vence “jogando”. Vence atropelando seus adversários com velocidade e força.

Estratégia que não funciona contra o Barcelona, o que levou o o time merengue a demorar algum tempo para decifrar o próprio comportamento.

Em clássicos recentes, pareceu perdido e pouco confiante. No sábado, foi o oposto.

A atuação de Ozil chamou a atenção. O alemão, pela primeira vez, conseguiu fazer o papel defensivo que Mourinho já lhe tinha pedido outras vezes.

E ainda deu o passe para o implacável Cristiano Ronaldo marcar o segundo gol.

O Barcelona esteve abaixo de seu nível normal. Messi foi controlado por seus (vários) marcadores, assim como aconteceu na derrota para o Chelsea.

E o time perdeu algumas chances que poderiam alterar os caminhos do jogo.

Não dá para concordar com as críticas a Guardiola, seja pela escalação ou substituições. Ele não podia deixar de pensar na Liga dos Campeões e não tem um elenco tão numeroso.

E até a semana passada, só recebia elogios.

Interessante o papel que o último clássico terá caso os rivais espanhóis se encontrem na final da UCL.

LANCES E LINKS

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fim de semana com erros de arbitragem a escolher.

Por exemplo…

O gol do Santos (São Caetano 2 x 1), anulado por impedimento, num lance em que PHG está alguns metros em condição legal.

E a jogada em que o Queens Park Rangers foi triplamente prejudicado, na derrota para o Manchester United (2 x 0).

Ashley Young estava impedido e não sofreu pênalti de Derry, que ainda levou cartão vermelho.

Até na Inglaterra, onde as arbitragens tinham um nível melhor, a crise é séria.

Dois lances em que não se exigiu muito da visão dos assistentes, e mesmo assim as marcações foram equivocadas.

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O apito também dominou a conversa sobre o clássico entre Vasco e Flamengo (1 x 2), no Engenhão.

A reação dos jogadores vascaínos (que gerou a expulsão de 5, na súmula) foi extrema.

Não vi erros nas decisões do árbitro nos lances com Thiago Feltri e Léo Moura.

Exageradas, também, as declarações do presidente Roberto Dinamite.

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A propósito do post logo abaixo deste:

“A concentração pra mim é uma mentira. O clube procura isso porque fica todo mundo junto, você toma café, almoça, conversa sobre o que pode acontecer no jogo… Hoje, com a tecnologia, fica cada um em seu canto. O pessoal acaba a janta e some. Eu, que não pego no laptop, fico me sentindo um dinossauro. Só fico assistindo futebol na televisão.”

“Você acaba perdendo a conversa com os outros atletas. Tem jogador que você não consegue nem saber se tem filho, como é a família, porque acaba não tendo contato. Na concentração, alguns jogadores só vão para comer, dormir e depois jogar.”

Abreu, do Botafogo, ao programa “Redação SporTV”.

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O Cruzeiro foi buscar o empate (2 x 2) no clássico mineiro, que significou os primeiros pontos perdidos pelo Atlético na temporada.

Jogo disputado, recheado de rivalidade, presenciado por uma torcida só.

É a falência organizacional do país da Copa do Mundo.

Como já escrevi muitas vezes, impedir o torcedor de verdade de ir a um jogo do seu time é assumir nossa total incapacidade de organizá-lo.

É cômodo e não tem efeito prático para coibir a violência entre bandidos uniformizados.

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Futebol é bola na rede?

Esse jogo aqui não teve nenhuma.

E foi bom pra caramba.

GOLS DA RODADA

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Só links de gols, hoje.

O fim de semana foi pródigo.

Por aqui, a classe de Juninho Pernambucano apareceu na vitória sobre o Macaé.

E o Ituano sentiu a força e a precisão de Lucas.

Fora daqui, a competição pelo gol mais bonito é acirrada.

O chileno Vidal, autor do segundo da Juventus contra o Napoli, assinou uma bela obra (aqui, aos 02’30″).

O francês Karim Benzema marcou um gol de Van Basten (compreende-se a lembrança, mas o gol do atacante holandês está alguns degraus acima), contra o Osasuna.

Mas o que outro francês, David Trezeguet, fez em Buenos Aires tem de ser um dos gols do ano.

A maneira de bater na bola, como uma raquetada. A trajetória reta até a rede lateral, rente à trave. A mínima distância da mão direita do goleiro. Tudo é perfeito.

Espere até o último replay. É o melhor.