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O OUTRO LINK DA LIGA

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O jogo terminou com Messi no banco, Busquets na tribuna, Xavi e Iniesta substituídos.

Para o Barcelona, sinais tão preocupantes quanto o placar final: Bayern 3 x 0.

Se é que faltava – creio que não – alguma coisa a este Bayern avassalador, era dispensar o Barcelona em sua própria casa.

E se é que faltava confiança ao time alemão – também não creio – de que era possível construir um resultado semelhante ao do primeiro jogo, a ausência de Messi lhe deu o sinal verde.

Piqué havia dito na véspera que seria necessário “jogar com a ilusão das crianças” e “abandonar o bom senso”. Eis que o Barcelona foi levado para a escola, sem nenhum senso do que era ou do que deve ser.

Um Barcelona ciente da própria inferioridade, jogando para ser digno.

Um Bayern certo do próprio domínio, jogando para fazer uma declaração.

Um time desfalcado e distante das melhores condições contra uma máquina rodando a 100% de sua capacidade.

O 0 x 0 no intervalo poderia ser considerado um bom placar diante dos sinais enviados pelo time vermelho, firme e organizado. Forte e ousado.

O gol de Robben deprimiu um estádio habituado a sentir orgulho de sua equipe, acostumado a ver partidas decididas pela supremacia técnica, pela virtude e pelo talento.

Qualidades exibidas pelo visitante, que se somaram, novamente, a uma descarga física indiscutível.

O segundo e o terceiro gols completaram a mensagem do Bayern, para que não fiquem dúvidas sobre suas intenções e possibilidades.

A segunda final seguida de Liga dos Campeões, terceira nas últimas quatro temporadas, recoloca o colosso alemão no rumo da conquista do continente.

No passo derradeiro, encontrará um adversário doméstico, assíduo. A situação elimina uma série de elementos que habitam grandes decisões, e de certo modo nivela aspectos que podem pender de um lado a outro.

Mas essa é uma conversa para mais tarde.

As exibições do Bayern nesta edição do torneio, e especialmente nas semifinais, revelam um time configurado para vencer.

Agora e nos próximos anos.

Ao Barcelona, o time dos últimos anos, resta a difícil tarefa de agir corretamente diante de um problema.

Minimizá-lo, como se fosse uma infeliz coincidência de azares, é o mais fácil a fazer. E como quase sempre, um equívoco.

Reconhecer sua gravidade – 7 x 0 no placar agregado é um lembrete adequado – leva à obrigação de tomar providências.

A boa notícia é que Messi tem só 25 anos.

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PS: Uma outra boa conversa para mais tarde é a decisão entre Bayern e Dortmund sob o ponto de vista de Pep Guardiola.

O catalão foi contratado para agregar sua mentalidade de excelência a um time que pretende recuperar seu lugar no futebol europeu.

O que pode acontecer antes mesmo de sua chegada, alterando dramaticamente o balanço de expectativas e a própria análise de seu desempenho.

Ademais, assumir um time campeão continental seria reencontrar uma situação parecida com a que Guardiola deixou ao se despedir do Camp Nou para um período sabático.

Ok, mesmo imaginando que o Bayern triunfará, estaríamos falando de um time bem menos condecorado do que o Barcelona de Pep.

Mas pode – atenção, trolls: PODE – ser um Bayern campeão alemão com dois meses de antecedência, campeão da Copa da Alemanha e campeão da UCL.

Pode ser um time saciado.

Nunca saberemos, mas creio que, intimamente, Guardiola prefere ver o Dortmund ganhar esta Champions.

O LINK DA LIGA

terça-feira, 30 de abril de 2013

Um cenário que parecia inevitável no jogo no Bernabéu era o que aconteceria quando o Real Madrid marcasse o primeiro gol.

A materialização da vantagem para um time que certamente seria só pressão nos movimentos iniciais testaria a capacidade do Borussia Dortmund de se controlar.

E o teste mais importante se apresentaria nos primeiros minutos após o gol, quando se costuma verificar se um time absorveu ou não o impacto do golpe.

Nós vimos tudo no final do jogo. O Dortmund não reagiu bem ao gol de Benzema, aos 38 minutos do segundo tempo. Tanto que levou o segundo, de Sergio Ramos, cinco minutos depois.

Mas o futebol é tão difícil de prever que, quando tudo indicava para um colapso de gigantescas proporções, os alemães não capitularam ao ambiente, aos próprios medos, e à iminência de mais uma remontada do Real Madrid (2 x 0 no Borussia Dortmund, eliminado no placar agregado de 4 x 3).

Sim, havia tempo para o improvável 3 x 0. O árbitro Howard Webb deu 5 minutos de acréscimo e deixou o jogo seguir por um pouco mais do que isso.

Mas foi exatamente quando se viu à beira do abismo que o Dortmund teve frieza para consumir alguns valiosos segundos, ao invés de apenas se defender de uma amedrontadora blitz espanhola.

Foi o desfecho de um jogo que não parecia caminhar para momentos de tamanha tensão.

Até sofrer o primeiro gol, o Dortmund se comportava tão bem que dava a impressão de que venceria.

Os alemães pecaram por falta de agressividade no início, optando por proteger sua área em vez de sair para definir a noite com um gol fora de casa. Preferiu aguardar a tempestade passar, embaixo de um pequeno guarda chuva, a procurar um lugar seguro.

Quase foi levado pela enxurrada, nas chances claríssimas que Higuaín e Ozil perderam.

O risco pareceu válido à altura da metade do segundo tempo, quando o Madrid nitidamente cansou e o Bernabéu se resignou com o 0 x 0.

Lewandowski, livre, já tinha chutado uma bola no travessão, e Gundogan, mais livre e mais perto, obrigado Diego Lopez a fazer uma defesa monstruosa.

Foi quando o Madrid abandonou o bom senso que de nada lhe servia e criou o instante que mudou tudo.

O furioso cerco à área alemã sugeriu que havia o dobro de jogadores brancos em campo. 1 x 0, 2 x 0 e o Dortmund pedia para sentir o que fez com o Málaga.

Engano.

Quando a pressão subiu a níveis quase insuportáveis, o time de Jurgen Klopp mostrou lucidez.

A sensação de que faltou tempo ao Real Madrid disfarça, mas não esconde, a falta de futebol que proporcionou o resultado largo no jogo de ida.

A quimera da décima conquista europeia se desfez nas semifinais pelo terceiro ano seguido.

Todos os sinais indicam que foi a última temporada de José Mourinho no clube, concluindo um período em que as promessas superaram amplamente a realidade.

Ensimesmado em destronar um rival doméstico, o treinador mais bem pago do mundo não foi capaz de construir um time que se impusesse no torneio continental.

Não lhe faltou orçamento.

O Borussia Dortmund é um finalista genuíno, um time que é mais do que a soma de seus jogadores, a metade de uma decisão alemã que pode se completar nesta quarta-feira.

ESSES ALEMÃES…

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Leitores mais antigos certamente se lembrarão do “Vascaíno”.

Já publicamos aqui textos enviados por ele, quase sempre sobre o Vasco.

Eis que, após algum tempo, creio, se ocupando com temas muito mais importantes do que contribuir com este blog, o Vascaíno reapareceu com uma pensata sobre o que dois clubes alemães nos mostraram nesta semana.

É minha obrigação agradecer a ele e, claro, dividir com vocês.

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O QUE PODEMOS APRENDER COM OS ALEMÃES

Eu me permito acreditar que o sonoríssimo 8×1 aplicado tem relação clara com o comportamento dos alemães e a maneira como eles se desenvolvem. Tipicamente, em uma visão folclórica, o indivíduo alemão é visto como cidadão obediente, imune a emoções, “certinho”, ou como dizem lá nas Minas Gerais, um sujeito “sistemático”.

Mais que isso, o alemão é, com certeza, um pragmático. E este pragmatismo se reflete em muitas, muitas coisas, muito além do futebol.

O alemão é um povo estudioso.  Não à toa, tantas descobertas no campo da ciência são devidas aos alemães.  Duvida? É fácil pensar em Albert Einstein.  Menos óbvio é saber que é por causa de um alemão que, toda vez que você visita algum país anglo saxão, precisa fazer as contas para descobrir a temperatura, convertendo dados da escala Fahrenheit, a cujo criador (Daniel Gabriel Fahrenheit) a humanidade também deve os termômetros de mercúrio (sim, aquele, com o qual sua mãe media sua febre). 

Hans Geiger, que participou da pesquisa que descobriu os núcleos dos átomos e que criou o contador de Geiger, usado para medir radiação e para detecção de metais, nossos portais de acesso aos aeroportos da vida.  Quem ouve rádio certamente já pagou seus respeitos a Heinrich Hertz, que está na unidade de medida de frequências (os MegaHertz do FM e os KiloHertz do AM).

Talvez muitos destes devam a alguma coisa a Carl Friedrich Gauss, gênio da matemática, que criou e/ou deduziu muito das teorias dos números, álgebra, estatística, geometria analítica, geodésia, geofísica, eletrostática, astronomia e ótica.

Mudando um pouco o campo de conhecimento, a invenção do automóvel, no século 18, é creditada ao francês Nicolas-Joseph Cugnot, mas foi na Alemanha que nasceram BMW, Mercedes, Daimler, Volkswagen, Audi, Porsche, DKW e Trabant (estes últimos, em homenagem ao Flávio Gomes – :) )

Nem sempre a coisa é tão lúdica.  Ingleses e franceses criaram os primeiros tanques de guerra.  Mas os alemães os transformaram em arma e doutrina de combate na Segunda Guerra Mundial, em que estiveram perto de saírem vencedores.

Tudo isto para dizer que o alemão estuda, entende suas forças, suas fraquezas e constrói soluções.  Foi assim também no futebol.  Percebendo sua dificuldade em lidar com alguns adversários de habilidade superior e pragmáticos o suficiente para perceberem que não seria de lá que sairiam novos garrinchas e pelés, trataram de criar um estilo adaptado às suas características físicas e culturais.  Times fisicamente muito fortes.  Defesas consistentes.  Alguma habilidade.  Toma-se poucos gols.  Organização e jogadas ensaiadas – faz-se gols.

Assim, ganharam uma copa em 1974, outra em 1990.  Foram vice campeões em 82, 86 e 2002.  Mais os terceiros lugares em 2006 E 2010.  Nas últimas 10 Copas, estiveram entre os 3 primeiros colocados 7 vezes.  Se voltarmos mais duas copas, 66 e 70, veremos mais um segundo e um terceiro lugares – 9 em 12.  Sim, esses caras fazem alguma coisa bastante certa.

Isso bate em seus clubes.  Reconheceram que, embora tenham Schweinsteiger, Muller, Lahm, Neuer, Kroos e tantos outros, não teriam um Messi, nem Xavi e nem Iniesta.

É curioso notar que o Real Madrid, por mais que seja um baita de um time de futebol e apesar de seu treinador multimilionário, não apresenta nada de muito novo.  É um time formado por jogadores caríssimos, muito bons (nem todos), mas que joga o mesmo futebol de sempre. Um 4-4-2, que varia para um 4-5-1 ou um 4-3-3.  E aí, com os recursos financeiros que levam à contratação de seus craques, é time para ganhar de qualquer um.

Os alemães fizeram diferente.  Olharam o Barcelona, perderam para o Barcelona, se irritaram com o Barcelona.

Mas lembre, eles são pragmáticos.  Eles não têm os recursos do Real Madrid.  Eles não podem sair comprando a torto e a direito (as normas da Bundesliga são rigorosas com as dívidas estratosféricas de clubes de futebol).  E, acima de tudo, eles sabem que não adianta rezar para que surjam, ao mesmo tempo, novos busquets, xavis, iniestas e messis comendo strudel e joelho de porco.

Por isso, ao invés de comprar uma penca de jogadores caríssimos e criar uma imitação barata do Barcelona, trataram de parar de choramingar com a vida e foram a campo.  Viram o Barcelona, admiraram o Barcelona, ESTUDARAM o Barcelona.

E trataram de encontrar meios de combater o Barcelona.  Trataram também de encontrar meios para subjugar o Madrid. Não ficaram no ferrolho (o ônibus azul do Chelsea nem sempre para no mesmo ponto).  Nem tentaram o combate a peito aberto.

Se todas as jogadas do Barcelona passam por Xavi e Iniesta (e todas as do Madrid por Xabi Alonso), trataram de não lhes dar um único segundo de paz.  Se todas as jogadas de desafogo do Madrid passam por Cristiano Ronaldo, trataram de lhe limitar o espaço.  Se Messi é um perigo até mesmo dormindo, que a bola caia no pé do Alexis Sanchez.

Anulando os pontos chave dos adversários, suas forças puderam aparecer.  Força física. Treinamento.  Não, não foi à toa que o Bayern fez dois gols em “bola aérea” com alguém escorando para a conclusão de alguém.  Esta jogada permite um cruzamento mais alto, mais lento, de tal forma que o jogador mais alto e forte tenha mais probabilidade de tocar a bola.  Ao tocarem a bola, não tentaram marcar os gols improváveis (a bola veio alta e fraca).  Sabiam que algum companheiro estaria ali perto para concluir.  Isto é ESTUDO, que leva a um PLANEJAMENTO, que permite uma PREPARAÇÃO adequada através de TREINAMENTO.

E habilidade também.  Os gols de Robben e os gols 2 e 3 do Lewandowski não sairiam, jamais, dos pés de um perna de pau qualquer.

Mas o Bayern, ao invés de queimar algo em torno de 50 milhões de euros para comprar o Neymar, comprou o bravo Dante.  Dante fez sua carreira profissional nos poderosos Juventude, Lille, Charleroi, Standard Liège, Borussia Mönchengladbach.  A transação para o Bayern é estimada em 4.7 milhões de euros. 

Lewandowski, por sua vez, passou pelos possantes Delta Warsaw, Legia Warsaw, Znicz Pruszkow, Lech Poznan antes de chegar ao Dortmund, por algo em torno de 4.5 milhões de euros.  Isto é pesquisa de mercado.  MUITA pesquisa de mercado.

O time do Dortmund que entrou em campo e massacrou o Madrid tem uma idade média de 25 anos.  Já o time do Bayern é um pouco mais velho: 26,4.

É razoável supor que ambos ainda têm alguma lenha para queimar.

O futebol brasileiro precisa, urgentemente, largar sua arrogância institucional coletiva de “únicos penta campeões mundiais” e ver. Ouvir. Ler. Estudar. Pesquisar. Aprender. Trabalhar. Progredir.

O OUTRO LINK DA LIGA

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Após mais uma noite de terror para um time espanhol num estádio alemão, o placar agregado do confronto de países nas semifinais da Liga dos Campeões está 8 x 1.

O jogo desta quarta, goleada de 4 x 1 do Borussia Dortmund sobre o Real Madrid, obriga o time espanhol a lograr o improvável para alcançar a decisão.

Como se esperava, o Dortmund se abraçou ao plano que lhe valeu uma vitória e um empate com o Madrid na fase de grupos.

Gotze como sombra de Xabi Alonso, pressão sobre os zagueiros – especialmente Pepe – e movimentação coletiva organizada ao extremo.

Futebol solidário com e sem a bola.

Uma diferença em relação aos dois jogos do início do torneio: sem Alonso disponível, a incumbência de levar o Real Madrid desde o campo de defesa não ficou com Pepe.

Os mais participativos foram Coentrão, abandonado propositalmente pela marcação alemã, e Khedira.

Na prática, pequena mudança. Jurgen Klopp preferia que fosse Pepe a sair jogando porque, além de ser uma exigência que ele não está qualificado a cumprir, o zagueiro português é propenso a erros (como no jogo de outubro do ano passado, quando proporcionou um gol a Lewandowski) numa área nevrálgica do campo.

Mas o objetivo primordial do técnico alemão era impedir que Alonso planejasse os movimentos do adversário.

Na coletiva de véspera, José Mourinho disse que a estratégia de isolar Alonso era conhecida e esperada. Disse também que os quatro gols sofridos em dois jogos para o Dortmund foram produzidos por erros do Real Madrid.

Nesta quarta, foram três, o que deixa a atuação da defesa espanhola num lugar distante do desejado.

Na noite em que o polonês Lewandowski (contratado por 4 milhões de euros do Lech Poznan) se tornou o primeiro jogador a marcar quatro gols numa semifinal de UCL, o Dortmund fez o Real Madrid parecer um time decadente.

Pressionou no campo de ataque e não ofereceu campo a Cristiano Ronaldo, combinação que obrigou o Madrid a jogar com ligação direta por falta de opção, o que é muito diferente – em modo e em resultado – de fazê-lo de forma planejada, como o próprio Dortmund costuma.

Gotze, negociado com o Bayern, fez uma partida elogiável. Lewandowski, que, dizem, terá o mesmo destino, assombrou a área espanhola com a eficiência de um goleador implacável. A puxada na bola para armar o chute no terceiro gol vale vários replays.

A defesa só falhou uma vez, com Hummels, oferecendo a Higuaín a oportunidade de servir Ronaldo.

Já a zaga do Madrid foi incapaz de tirar de perto do gol duas bolas que acabaram encontrando o artilheiro da noite. E Alonso fez um pênalti. Não foi assim que Mourinho desenhou.

O único time invicto desta edição da Champions vai ao Bernabéu sabendo que não pode levar três gols.

Levará à Espanha seu manual de como controlar o Real Madrid.

O LINK DA LIGA

terça-feira, 23 de abril de 2013

Esqueça, por um instante, o resultado.

Esqueça que o Bayern aplicou 4 x 0 no Barcelona nesta terça-feira, em Munique.

Esqueça, também, que dois desses quatro gols não deveriam ter sido validados. Um por impedimento e outro por falta.

Deixe as falhas da arbitragem de lado, mesmo que pareçam decisivas num confronto em que a diferença de gols determina quem segue e quem para.

O placar final do jogo poderia ter sido diferente, mas não é isso que importa agora.

O que importa, entre tudo o que aconteceu, é o “como”.

O que o Bayern Munique fez hoje foi inédito, desde que o Barcelona, este Barcelona, é considerado o melhor time do mundo.

O Bayern transformou o “é” em “era”. E o fez com uma monumental combinação de marcação coletiva, posse de bola agressiva e entrega física.

O gramado da Allianz Arena parecia pintado de vermelho, tal o nível de ocupação dos espaços que os alemães executaram, algo que só é possível quando se tem jogadores bem condicionados e inteligentes.

O aspecto crucial para entender como o Bayern anulou o Barcelona é a posse de bola do time catalão.

Não o número (63%), mas o caráter.

O que se viu foi um Barcelona em modo de posse defensiva durante praticamente toda a noite, sinal inequívoco de dificuldades técnicas e de um problema ainda mais grave: a noção de que não seria possível jogar de outra maneira.

Já tratamos do tema aqui e não convém voltar a ele em todos os detalhes: no sistema que levou o Barcelona a revolucionar o futebol, a posse jamais foi um objetivo. Foi, sempre, um meio de criar superioridade numérica na defesa adversária e proporcionar oportunidades de gol.

Quando este time abdica da agressividade e passa a se concentrar em conservar a bola, à espera de um presente do oponente, ele se torna inofensivo e perde a capacidade de se proteger. Leva gols pelo alto, por exemplo, com os mesmos jogadores baixos que conseguiam evitá-los.

O mérito histórico do Bayern foi não apenas ter se aproveitado, mas ter obrigado o Barcelona a recorrer a um rascunho do que deve ser.

Não foi superioridade futebolística, foi supremacia. Nenhum time havia produzido tal cenário. Nem o Real Madrid, nem o Milan.

Sim, Messi praticamente não jogou, limitado por sua lesão.

Sim, a defesa perdeu peças importantes a tal ponto que Bartra foi titular num jogo deste tamanho.

E foi evidente a diferença física entre os times, resultado da maneira como cada um administrou sua temporada.

Mas a forma como os alemães controlaram o jogo não pode ser diminuída, pois é a fundação para que sejam candidatos a tudo nos próximos anos.

O futebol evoluiu nesta terça-feira, com a apresentação de uma nova força e a imposição de mudanças no time que deu as cartas no passado recente.

Independentemente do que acontecer (não há nada impossível no futebol, mas uma virada do Barcelona é o mais próximo do impossível), este Barcelona chegou ao fim em Munique.

Batido pelo tempo, pelas lesões, pelos erros cometidos na vida pós-Guardiola, pela seleção natural do futebol, finalmente oferecida por um majestoso e assustador Bayern.

É uma sentença de irrelevância no futuro próximo? Claro que não.

O elenco atual passará pela dolorosa reciclagem que é necessária para continuar a perseguir títulos, manterá sua espinha (com jogadores como Piqué, Busquets, Iniesta e, óbvio, Messi) e seu caminho.

Mas essa reconstrução impõe uma separação entre o que acompanhamos desde 2008 e o que veremos a partir do ano que vem.

Separação patrocinada por um time que está posicionado para ser dominante na Europa, temporada após temporada, por um bom tempo. Mesmo que não venha a conquistar essa Liga dos Campeões.

Êxito só tem significado se for sustentado.

Nesta terça-feira, ao superar – o que é diferente de apenas derrotar – o time que nos deu essa lição, o Bayern Munique mostrou que entendeu tudo.

AS SEMIS DA LIGA (com palpites)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Quatro times no caminho para Wembley.

Espanha x Alemanha.

BAYERN x BARCELONA

Amanhã – Allianz Arena

01/5 – Camp Nou

Previsão: Barcelona. Desnecessário dizer o quanto o confronto é equilibrado. O Bayern tem tudo: jogadores de alto nível, conjunto forte e equilibrado, tradição, torcida. O que lhe falta é o que sobrava ao futebol alemão – em clubes e seleção – até alguns anos atrás. A mentalidade vencedora, a certeza de que a vitória será alcançada de alguma forma. Confiança que permanece abalada depois de derrotas em duas finais de Liga dos Campeões nas últimas três temporadas, especialmente a do ano passado, em casa e contra um time inferior. Nada impede, de antemão, que este seja o momento em que o time virará a página e voltará a conquistar a Europa, mas creio que o sorteio das semifinais reservou o pior adversário para os alemães.

O Barcelona vive uma época de incertezas. A saída de Pep Guardiola gerou a busca por uma nova maneira de jogar, que revelou-se mais do que suficiente na Liga Espanhola mas não na UCL. Tão importante quanto, produziu um time “relaxado” em vários aspectos. Guardiola era quem tinha a capacidade de manter com fome – e atento, sempre – um grupo de jogadores absolutamente consagrado. O antigo técnico controlava seu time com base na disciplina, na atenção aos mínimos detalhes, na necessidade de fazer o melhor todos os dias, independentemente  da competição ou do adversário. É correto dizer que, mesmo com tanto sucesso e títulos, a vida sob Guardiola era “pesada”. A postura atual, a de um time que imagina a existência de uma chave que pode ser acionada para ligar sua melhor versão, não é culpa de Tito Vilanova, mas de uma transição normal que só será resolvida quando o elenco for reciclado. O jogo de volta das oitavas de final, contra o Milan (4 x 0, no Camp Nou), exemplifica o que o Barcelona é hoje. Uma equipe que crê que jogará bem quando a hora pedir. A ideia quase levou a um desastre contra o PSG. O que imagino é que, diante de um adversário como o Bayern, a chave estará ligada.

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BORUSSIA DORTMUND x REAL MADRID

24/4 – Signal Iduna Park

30/4 – Santiago Bernabéu

Previsão: Madrid. O Borussia Dortmund é um dos poucos times que não acham que podem vencer o Real Madrid, mas sabem que podem fazê-lo. Afinal, o time alemão bateu o gigante espanhol na fase de grupos desta Champions. E não se trata apenas do resultado final, mas de como ele foi alcançado. O técnico Jurgen Klopp e seus jogadores têm um plano para enfrentar o Madrid e não o escondem: isolar Xabi Alonso para que outro jogador, menos capaz, seja o responsável pela saída de bola. E ceder ao time espanhol, concebido para jogar no contra-ataque, o papel de protagonista do encontro. Assim fez em dois jogos, ganhou um e empatou o outro. Mas aquele era outro Madrid, não? Talvez. O momento atual nos indica um time em sincronia com suas possibilidades, concentrado no que precisa fazer apesar das questões relativas a Mourinho, seu relacionamento com os jogadores e seu futuro. É pouco provável, creio, que o Dortmund abandone o que deu certo e se apresente com novidades. O que obrigará Mourinho a ajustar seu time a encontrar uma saída. A mais óbvia delas consiste na firmeza defensiva e na extraordinária capacidade de Cristiano Ronaldo. Um empate com gols em Dortmund encaminha o Madrid para a decisão. O palpite aqui é que isso é o que acontecerá.

MAIS LINKS DA LIGA

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Barcelona e Bayern seguem no caminho para Wembley.

A exemplo do que aconteceu na terça-feira, mas com muito menos drama, os jogos do fechamento das quartas de final contrariaram o script.

Eram mais ou menos 6 minutos do segundo tempo no Camp Nou, quando Lionel Messi puxou as meias para a altura dos joelhos.

O melhor jogador do mundo estava no banco de reservas do Barcelona, que pretendia não recorrer a seus talentos contra o PSG.

Pastore tinha acabado de abrir o placar, num contra-ataque armado por Ibrahimovic. O resultado, se mantido até o final, significaria a eliminação do Barcelona da Liga dos Campeões.

Mas àquela altura, começo da segunda parte, o gol francês significava outra coisa: o repouso de Messi tinha acabado.

Necessário dizer que a vantagem parcial do PSG era merecida e legítima. O time parisiense foi ao Camp Nou para jogar seu futebol e o fazia com capricho.

Foi mais ousado durante o primeiro tempo, aproveitando as habilidades do grandalhão sueco que além de ser um perigo constante dentro da área, vê bem o jogo e passa com precisão.

Os números finais de posse de bola (61% – 39%) mostraram que o PSG jogou. A média do Barcelona nesta edição da UCL é 73,7%.

Sem Messi, o Barcelona parecia um time receoso. Iniesta era o único jogador que produzia como de hábito, e Valdés tinha sido mais acionado do que nos acostumamos a ver.

O gol de Pastore fez jus ao jogo e tirou Messi do banco.

Ele entrou aos 17 minutos, o Barcelona empatou nove minutos depois.

Jogada que ele mesmo criou pelo meio, livrando-se de dois marcadores e servindo Villa com um passe vertical. Villa ajeitou para Pedro fazer 1 x 1.

Messi jogou 32 minutos, deu 19 passes e não chutou nenhuma bola para o gol francês.

Fez pouco, e praticamente tudo.

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Em Turim, a Juventus dependia de um jogo impecável para sobreviver.

Mas o adversário era o único time que passou pelas quartas de final sem sofrimento.

O Bayern venceu por 2 x 0, mesmo placar do jogo de ida.

Se a atuação dos alemães nesta quarta-feira foi um sinal de aprendizado, a notícia é ruim para os outros três semifinalistas.

A derrota para o Arsenal, em Munique, no jogo de volta das oitavas de final levantou dúvidas sobre a compostura do time.

Mas a exibição na Itália foi típica da mentalidade vencedora que marcou o futebol alemão até há alguns anos.

O Bayern demorou cerca de 20 minutos para controlar as ações, período em que a Juventus teve iniciativa sem ser ameaçador.

Uma vez estabilizados em campo, os visitantes passaram a criar muitos problemas para a Juventus.

O gol de Mandzukic – que não jogará a primeira partida das semifinais, por suspensão – saiu aos 19 minutos do segundo tempo e efetivamente encerrou o confronto.

Este Bayern tem capacidade defensiva para desativar os adversários, jogadores (Lahm, Schweinsteiger) que controlam partidas e atacantes perigosos. Se parecia que lhe faltava confiança, a vitória fora de casa sobre a Juventus mostrou o contrário.

O clube acaba de conquistar o campeonato alemão depois de dois títulos seguidos do Dortmund, e quer disputar a terceira final de Liga dos Campeões em quatro temporadas.

Mais do que isso, quer voltar a ser campeão europeu.

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Os palpites das quartas de final foram certeiros.

4 em 4.

Nesta sexta, as semifinais serão definidas por sorteio.

OS LINKS DA LIGA

terça-feira, 9 de abril de 2013

Borussia Dortmund e Real Madrid são semifinalistas da Liga dos Campeões, como se esperava.

Mas os jogos desta terça desafiaram tudo o que se imaginava.

Voltando à semana passada, lembro de um tweet que apareceu na minha timeline. Era uma refereência a uma declaração de Altintop, prometendo que o Galatasaray atacaria o Real Madrid no Bernabéu.

“Hamit, meu camarada, juro que essa não é a melhor maneira para vencer o Madrid”, dizia a mensagem.

Depois do que aconteceu nesta terça em Istambul (Galatasaray 3 x 2 Real Madrid), os turcos estão condenados a lamentar eternamente a postura inocente que tiveram no jogo de ida.

É inacreditável que, mesmo com a quantidade insana de informações que se tem hoje, um time se proponha a negar tudo o que sabidamente funciona contra um determinado adversário. É como o paciente que resolve desobedecer as ordens do médico, porque “acha” que tem um jeito melhor de se curar.

Foi o que o Galatasaray fez.

O manual manda entregar ao Madrid a obrigação de construir o resultado. O Galatasaray quis cantar de galo fora de casa.

O manual ordena uma vigilância impiedosa sobre Xabi Alonso. Alonso jogou livre (e Ozil também).

O manual exige marcação solidária e abnegada. O Galatasaray não marcou.

Os 3 x 0 amplamente merecidos deixaram o Madrid em situação confortável para a volta, tantos eram os resultados que serviam à classificação dos espanhóis.

Cristiano Ronaldo, impedido, fez o primeiro gol do jogo no Ali Sami Yen, e tudo ficou ainda mais complicado para o time da casa.

Até que veio o segundo tempo, o empate com Eboué e uma pintura de gol de Sneijder.

A maneira como o holandês se colocou em posição de receber a bola, o domínio já driblando a marcação e preparando a conclusão precisa. Coisa de quem já tinha toda a jogada preparada antes de a bola chegar.

Quando Drogba fez um ridículo gol de letra, 3 x 1, faltavam menos de 20 minutos para o fim. O Madrid ainda tinha uma boa margem de segurança e o contra-ataque à disposição.

Ronaldo, exímio finalizador, fez mais um para esfriar o caldeirão turco.

Claro, um jogo condiciona o outro. Se o Galatasaray perdesse de pouco ou empatasse na ida, por exemplo, a escalação e o comportamento do Real Madrid seriam diferentes.

Mas não se pode iniciar uma eliminatória levando 3 x 0. Milagres à parte, o que sobra, no máximo, é respeito.

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Para o Málaga, o mundo começou a ruir exatamente no momento em que o chão parecia mais firme.

Ou, talvez, quando os jogadores deixaram de sentir o chão.

Até o octagésimo-segundo minuto do jogo em Dortmund, o time espanhol não lembrou em nada uma equipe estreante na Liga dos Campeões.

Ao contrário, exibiu a inteligência e a compostura de um veterano europeu.

Fazia uma partida ousada em um dos ambientes mais malucos que o futebol já produziu, com todos os ingredientes necessários: marcação, coragem e jogo.

Saiu na frente relativamente cedo (25′), sofreu o empate antes do intervalo e, em absolutamente nenhum momento do segundo tempo, entrou em modo de manutenção de resultado.

O Málaga sabia que a direção a seguir era a oposta. Jogou para a frente, esforçou-se em manter a bola distante do próprio gol.

E aos 37 minutos, tocou o céu.

Gol irregular, diga-se (para delírio de Michel Platini), pois Eliseu estava impedido.

Contam os que estiveram nesta terça-feira no Signal Iduna Park – um dia que não esquecerão – que o silêncio que se apropriou do estádio logo depois do segundo gol do Málaga foi assustador.

O fim do jogo se aproximava e a multidão de alemães sabia fazer as contas.

O 1 x 2 classificava o Málaga e mesmo que uma pressão no final gerasse o empate, o efeito prático seria o mesmo.

Como é possível tudo mudar em tão pouco tempo?

A arbitragem parou de controlar o jogo, como reclamou o técnico Manuel Pellegrini?

Talvez.

Os jogadores do Málaga, por um instante, se permitiram o pensamento de que a vaga estava sacramentada?

Talvez.

As duas coisas?

Possivelmente.

Fato é que Reus empatou já nos acréscimos. E num lance que teve múltiplos impedimentos (os 4 jogadores alemães estão adiantados no lançamento da bola para a área), Felipe Santana deu ao velho Westfalenstadion um dos grandes momentos de sua história.

3 x 2.

O Dortmund segue, certo de que ficou ainda mais forte.

O Málaga, dono de uma campanha orgulhosa, se vê na situação mais cruel que o esporte proporciona: a derrota que se materializa quando a vitória já é palpável.

E a pergunta que não vai embora: o que aconteceu?

OS LINKS DA LIGA

terça-feira, 2 de abril de 2013

Na abertura das quartas de final da Liga dos Campeões, bons resultados para Bayern e Barcelona.

Os alemães venceram a Juventus, em Munique, por 2 x 0.

Alaba tornou tudo um pouco mais fácil com um gol aos 25 segundos de jogo, em chute de fora da área.

Buffon será criticado (mais sobre o tema adiante) porque a distância era grande, mas, neste lance, prefiro inocentá-lo.

O desvio em Vidal fez com que a bola se comportasse de maneira estranha e tomasse o rumo do canto esquerdo, enquanto o goleiro italiano ia para o direito.

O Bayern entendeu que o caminho para derrotar a Juventus é asfixiar Pirlo e simplesmente retirou o meia do jogo. Pirlo tentou 54 passes, acertou 28, prova de sua atuação limitada.

O segundo gol alemão – que faz toda a diferença no confronto – foi ilegal. Mandzukic estava em posição de impedimento quando Buffon deu rebote no chute de Luiz Gustavo. O croata serviu o gol para Muller.

Aí, sim, falha do goleiro da Juventus.

O resultado encerrou a invencibilidade de 18 jogos da Juventus em competições europeias, e aproximou o Bayern das semifinais.

Os alemães perderam Toni Kroos, com lesão muscular. Fala-se em seis semanas de baixa.

Em Paris, PSG e Barcelona empataram em 2 x 2.

Um bom empate com gols para os visitantes, sem dúvida. Mas as circunstâncias aumentaram o preço do resultado do Barcelona.

Messi sentiu um problema muscular logo depois de marcar o primeiro gol (passe fabuloso de Daniel Alves) do jogo. Não voltou do intervalo e deve ficar três semanas em tratamento.

Exames mais detalhados indicarão um prazo mais seguro, mas é pouquíssimo provável que Messi jogue na próxima semana, no Camp Nou.

Mascherano sofreu uma lesão no ligamento do joelho que o afastará do futebol por seis semanas. O zagueiro argentino já não atuaria no jogo de volta, por suspensão.

Mascherano se machucou ao chocar-se com Jordi Alba pouco depois que o PSG chegou ao 1 x 1.

Gol de Ibrahimovic, aproveitando o rebote da cabeçada de Thiago Silva, em claro impedimento.

O Barcelona voltou a comandar o placar com Xavi, cobrando pênalti – discutível – sofrido por Alexis Sánchez, mas Matuidi empatou nos acréscimos.

O segundo gol francês torna o jogo de volta mais interessante, principalmente pela ausência de Messi e pela dificuldade que o técnico Tito Vilanova terá para montar a defesa do Barcelona.

ATUALIZAÇÃO, quarta-feira 03/4, 09h39 – Os exames em Messi mostraram que a lesão não é tão séria. Ele está fora do fim de semana, pelo Campeonato Espanhol, mas sua participação na volta contra o PSG não está descartada.

Em sua página no Facebook, Messi escreveu “Voltarei rápido. Por sorte não foi muito”.

AS QUARTAS DA LIGA (com palpites)

terça-feira, 2 de abril de 2013

E o caminho para Wembley está restrito a oito clubes.

PARIS ST. GERMAIN x BARCELONA

Hoje – Parque dos Príncipes

10/4 – Camp Nou

Previsão: Barcelona. O plano de expansão do time francês foi prejudicado pelo sorteio. Mas serão dois bons jogos.

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BAYERN x JUVENTUS

Hoje – Allianz Arena

10/4 – Juventus Stadium

Previsão: Bayern. O confronto é o mais equilibrado desta fase, pela capacidade defensiva e eficiência dos italianos. Vamos recorrer à ”lei” que diz que o melhor time, geralmente, prevalece em dois jogos.

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MÁLAGA x DORTMUND

Amanhã – La Rosaleda

09/4 – Signal Iduna Park

Previsão: Dortmund. O time espanhol é a Cinderela desta edição da Champions. O alemão é um competidor inteligente. A chave para a classificação do Dortmund é o jogo em La Rosaleda, onde o dono da casa não perde.

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GALATASARAY x REAL MADRID

Amanhã – Santiago Bernabéu

09/4 – Ali Sami Yen Stadium

Previsão: Madrid. Eis o confronto em que o favoritismo é mais destacado. A surpresa será enorme se os turcos passarem.