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Arquivo da Categoria ‘tênis’

FEDERER (e não só ele…) EM SP – OFICIAL

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Aquele evento de exibição com Roger Federer em São Paulo foi anunciado oficialmente ontem, em Nova York.

A programação ficou um pouco mais cheia em relação ao que divulgamos aqui.

Maria Sharapova, Victoria Azarenka e os irmãos Bryan também estão envolvidos, além dos brasileiros Bruno Soares e Marcelo Melo.

As datas foram confirmadas: 6, 7 e 8 de dezembro.

A programação completa do evento está aqui.

FEDERER EM SP (programação)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Está praticamente fechada a programação do evento de exibição com Roger Federer em São Paulo, em dezembro.

Os jogos acontecerão nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, no Ginásio do Ibirapuera.

Algumas coisas mudaram em relação ao que se planejou inicialmente. Decidiu-se que haverá dois jogos de cada tenista (menos das mulheres) convidado.

Desta forma:

Primeira noite – Roger Federer x Thomaz Bellucci

Segunda noite – Jo-Wilfried Tsonga x Thomaz Bellucci e Serena Williams x Caroline Wozniacki

Terceira noite – Roger Federer x Jo-Wilfried Tsonga

Assim estão as coisas, neste momento.

E se eu posso oferecer um conselho, prepare o bolso.

Não vai ser brincadeira.

ROGER FEDERER EM SÃO PAULO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Roger Federer jogará duas partidas de exibição, em São Paulo, na primeira semana de dezembro.

O evento será realizado no Ginásio do Ibirapuera, em três dias entre 4 e 8/12 (não tenho a confirmação exata das datas. Se você tem interesse, bloqueie sua agenda para o período).

Federer enfrentará o francês Jo-Wilfried Tsonga na primeira noite e o brasileiro Thomaz Bellucci na terceira.

Entre os dois jogos do espetacular tenista suíço, haverá uma exibição feminina entre Serena Williams e Caroline Wozniacki.

Especulava-se que Federer viria ao Brasil no final do ano para apresentar-se no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas a programação foi fechada com exibições apenas na capital paulista.

O evento não tem relação com o jogo entre Gustavo Kuerten e Novak Djokovic, marcado para o dia 17 de novembro no Maracanãzinho, no Rio.

Não tenho informações sobre venda de ingressos, mas estou certo de que a divulgação será eficiente.

Federer no Brasil é coisa bem grande, provavelmente o maior evento desse tipo (consta que ele cobra 1 milhão de euros por exibição) realizado no país.

Um de seus patrocinadores está envolvido, junto com a empresa brasileira de marketing esportivo responsável pela organização e comercialização.

AQUELE EVENTO…

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

… de tênis, que teria John McEnroe e Pete Sampras em São Paulo, foi adiado.

Para quando? Não se sabe. Fala-se que poderá acontecer na Virada Esportiva, em setembro.

Agora fica mais fácil entender a falta de divulgação.

NOTINHAS PÓS-RODADA (e algo mais…)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E elas estão de volta, com a terceira rodada do BR-11:

* Felipão pediu 3 vitórias em casa para abrir o Brasileiro, e o Palmeiras (1 x 0 no Atlético Paranaense: Chico – 10.372 pagantes) segue no plano. Em 5 jogos no Canindé, não levou gols.

* Já é dramático o início de campeonato do Atlético, zerado.

* A boa atuação de Deco foi tão importante quanto os gols de Rafael Moura, na vitória do Fluminense (2 x 1 no Cruzeiro: Anselmo Ramon fez o gol mineiro – 6.674 no Engenhão), que aguarda Abel Braga.

* E o Cruzeiro, que voava até pouco tempo atrás, está na ZR.

* Ceará e Botafogo mostraram que um jogo não precisa ter vencedor (2 x 2: Elkeson, Osvaldo, Michel e Antonio Carlos – 9.945 pagantes no Presidente Vargas) para ser bom.

* Golaço de Michel. Outra nota positiva: só 2 cartões amarelos.

* Ganhar jogos em casa é obrigação, ainda mais para times como Figueirense (2 x 0 no Atlético Goianiense: Héber e Édson Silva – 6.913 pagantes no Orlando Scarpelli), que têm como prioridade a permanência na Série A.

* Figueira: 2J e 2V como mandante.

* A prévia da final da Copa do Brasil estava decidida antes dos 20 minutos do primeiro tempo, quando o Coritiba (5 x 1 no Vasco: Tcheco, Anderson Aquino-3, Maranhão e Elton – 16.691 pagantes no Couto Pereira) já vencia por 4 x 0.

* Os d0is times jogaram com reservas, o que impossibilita qualquer impacto do resultado na decisão desta quarta-feira.

* Tarde de Junior Viçosa, na vitória do Grêmio (2 x 0: os 2 dele – : 18.693 no Olímpico) sobre o Bahia.

* O Bahia ainda não venceu no campeonato.

* Despedida em jogo oficial não parecia boa ideia. Mas o imenso talento de Petkovic justificou a bonita festa da torcida do Flamengo (1 x 1 com o Corinthians: William e Renato Abreu – 37.010 pagantes) no Engenhão.

* A cobrança de falta de Renato foi uma homenagem ao Pet.

* Ótima estratégia do América-MG: encher o estádio com a torcida adversária e entrar em campo disposto a decidir o jogo. Com 21 minutos, o Internacional (4 x 2: Oscar-2, D’Alessandro, Rodriguinho e Cavenaghi – 3.119 pagantes no Morenão, no MS) já vencia por 3 x 0.

* Oscar é diferente.

* Ao que parece, Borges não terá problemas para se adaptar ao Santos (3 x 1 no Avaí: Borges-2, Maurício Alves e Rychely – 4.109 pagantes na Vila Belmiro).

* Luz vermelha acesa no Avaí

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Também não gostei do futebol da Seleção Brasileira no 0 x 0 com a Holanda, no sábado.

Mas, faz tempo, não procuro boas atuações de times que não treinam.

Em amistosos da Seleção, quando o brilho individual não aparece, é difícil encontrar algo que agrade.

O de sábado, pelo menos, foi contra um adversário que merece o maior respeito. O que certamente vale mais do que uma goleada sobre os times semi-profissionais que o Brasil costuma enfrentar.

Outra coisa: com ingressos de R$ 150 reais para cima, o público que esteve no Serra Dourada não era um público de futebol.

Público de futebol participa do jogo.

Vaiar é direito de quem paga? Claro. Mas certas vaias são simples de entender.

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Roland Garros é, de muito longe, meu torneio de tênis favorito.

Tive a sorte de cobri-lo duas vezes, em 1997 e 2001, anos em que o campeão foi um certo Gustavo Kuerten.

A saudade é grande.

O nível de competição é o mais alto imaginável, o fuso horário colabora com o trabalho, o sol vai embora quase às 10 da noite… Paris na primavera é covardia.

Para ganhar Roland Garros é preciso jogar muito, querer muito, sofrer muito. É um torneio para tenistas especiais.

Num voo recente para Londres, vi um documentário de meia hora sobre o Grand Slam francês. Uma frase de um jornalista inglês me chamou a atenção:

“A grandeza de um torneio se mede pelos nomes dos tenistas que não o conquistaram.”

Vale a pesquisa.

Entre os que o conquistaram, dois nomes devem ser escritos com letras mais brilhantes: Bjorn Borg e Rafael Nadal, seis vezes campeões.

Ainda tenho dificuldade para entender como Borg conseguia bater aqueles topspins com raquetes como sua Donnay de madeira, de área de contato tão pequena. Coisa de gênio.

E Nadal continua me assustando com a ferocidade de seu jogo.

O pior adversário que existe é aquele que não abaixa a cabeça, que continua vindo para cima de você com a mesma intensidade.

Nesse aspecto, não creio que haja outro tenista como o espanhol. Ele continua jogando como se dependesse de uma vitória para comer.

Roland Garros é um torneio para tenistas de coração grande.

O de Nadal é enorme.

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E a NBA?

Pô, olha o tamanho do post…

Falamos sobre NBA amanhã.

NOTAS PÓS-RODADAS

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Kléber está na primeira página de todos os jornais desta segunda-feira.

Ele é o principal jogador do Palmeiras,  líder do Campeonato Paulista, autor do gol da vitória no clássico contra o Santos.

Gol que ele criou.

O passe de Patrik foi ótimo, claro. Mas reveja o lance e perceba que, ao receber a bola na esquerda, Kléber gesticula com os companheiros, reclamando que ninguém lhe deu a opção de um passe ofensivo.

Ele então recuou a bola para Patrik, que logo fintou Adriano. Foi nesse momento que Kléber arrancou para a área, fazendo justamente o que ninguém fez no início da jogada.

Patrik entendeu o recado e foi preciso no lançamento.

O Palmeiras venceu com o gol de Kléber, mas não somente por causa dele.

Venceu porque tem uma defesa confiável e porque luta coletivamente. Esse tipo de comportamento é próprio dos times (deveria ser comum a todos) que não têm estrelas.

Consistência, entrega e eficiência no ataque fazem uma mistura que dá certo no futebol. Sempre foi assim.

O Palmeiras merece a liderança do campeonato e o respeito de seus adversários, como ficou evidente no jogo da Vila.

E Kléber mostrou, de novo, porque é fundamental.

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Felipe jogou muito na goleada do Vasco (4 x 0: Dedé, Éder Luis, Alecsandro e Felipe) sobre o Bangu.

Armou o jogo com brilho e fez um gol que só jogadores dotados de categoria fazem.

Imagino que o temor de uma temporada vergonhosa, que deve ter dominado a torcida vascaína durante a Taça Guanabara, já se transformou em esperança.

Atuações como a de Felipe estão ligadas à mudança.

Só acho que um bom jogo contra o Bangu seja uma amostra, ainda, pequena para uma “resposta aos críticos”.

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No início da jogada de seu lindo gol contra o Mirassol (São Paulo 1 x 0), Lucas foi puxado pela camisa por um marcador.

Seguiu em frente e vários metros, passos e dribles depois, assinou o lance mais bonito de sua jovem carreira.

Se tivesse caído, Lucas teria trocado um golaço por uma falta na intermediária.

Obviamente, uma péssima troca. Mas que já virou hábito de jogadores talentosos.

Tomara que não aconteça com ele.

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Antes do fim de semana, o clássico entre Sport e Santa Cruz era visto como uma “vantagem” do São Paulo, em relação ao jogo da próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil.

A vitória do Santa (2 x 0: Gilberto-2) mudou a leitura. O tricolor pernambucano ganhou mais um motivo para se animar.

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Invictos em 2011: o Coritiba, o Flamengo e Novak Djokovic.

Vivemos um momento privilegiado no tênis.

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O gigante painel feito pela torcida do Milan, retratando a Santa Ceia com Leonardo como Judas, é uma imagem que ficará para sempre.

Desde que não descambe para a violência, futebol é isso.

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E não é só a violência que produz cenas tristes.

O papel ridículo a que se prestou a diretoria do Benfica, por exemplo, é de uma pequenez absurda.

Desligar a iluminação do estádio (da Luz, por ironia) e ainda ligar o sistema de irrigação, durante a comemoração de um título do rival, é coisa de cafajestes.

Aumenta a humilhação pela derrota em casa, e pelos 400 pontos de desvantagem na tabela.

NOTINHAS PÓS-RODADA (e a final em NY)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Botafoguenses e cruzeirenses, sejam bem-vindos à disputa do título do BR-10.

As notas da vigésima-primeira rodada:

* O Flamengo (2 x 2 com o Vitória: Júnior, Kléberson-2 e Schwenck – 3.895 pagantes no Raulino de Oliveira) está a apenas 2 pontos da ZR.

* Mas seria pior, se Kléberson não tivesse empatado o jogo aos 39 do segundo tempo.

* O Fluminense levou a virada (2 x 1: Washington, William e Juninho – 10.475 pagantes no Serra Dourada), aos 46 do segundo tempo, e com um homem a mais.

* Os dois melhores colocados do BR-10 perderam para o Atlético no Serra Dourada.

* A primeira vitória fora de casa do Grêmio (1 x o: Douglas – 29.533 pagantes), em quase um ano, foi a primeira derrota do Corinthians após 23 jogos de invencibilidade no Pacaembu.

* Pelo segundo jogo seguido, Douglas fez um golaço.

* Obina fez um belo – e salvador – gol, e o Atlético Mineiro (1 x 0 no Grêmio Prudente – 12.380 pagantes na Arena do Jacaré) já está com a mão na porta do calabouço.

* O gol interrompeu os gritos de “Adeus, Luxa” que vinham das arquibancadas.

* A quarta vitória (2 x 1 no Avaí: Roger, Thiago Ribeiro e Laércio -  5.962 pagantes na Ressacada) seguida colocou o Cruzeiro na área-vip.

* O Avaí não vence há 7 rodadas.

* A invencibilidade do Vasco (0 x 0 com o Palmeiras – 15.313 pagantes no Pacaembu) chegou a 13 jogos.

* O número de empates do Palmeiras no BR-10 chegou a 11.

* Qualquer edição de melhores momentos do jogo entre Botafogo e São Paulo (2 x 0: Abreu e Edno – 24.050 pagantes no Engenhão), por mais generosa que seja, só mostrará um lance do visitante: um voleio de Dagoberto, no segundo tempo.

* Só um time quis ganhar. O que ganhou e está a 4 pontos do líder.

* Pela segunda vez, o lanterna do campeonato foi ao Beira-Rio e conseguiu empatar (Goiás 0 x 0 Internacional – 7.134 pagantes) com o campeão da América.

* O primeiro foi o Atlético Goianiense, na décima-quinta rodada.

* O Guarani (1 x 0 no Atlético Paranaense: Mazola- 4.235 pagantes) fez um gol aos 40 do segundo tempo e foi o time que mais subiu: 3 posições.

* O Atlético não perdia há 6 rodadas.

* Segunda derrota seguida do Santos (Ceará 2 x 1: Magno Alves, Keirrison e Geraldo) - o que aconteceu pela segunda vez no campeonato – mesmo com o desencantar de Keirrison.

* O Ceará não vencia há 6 jogos.

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Ótimo adiamento da final masculina do US Open. Significa que conseguirei ver o jogo.

E torcerei para Djokovic, mesmo sem ter absolutamente nada contra (ao contrário) Nadal.

É que não dá para torcer contra um cara que, depois de salvar 2 match-points de Roger Federer na semifinal, disse o seguinte:

“Naquele momento, eu apenas fechei os olhos e rebati as bolas o mais rápido possível. Se elas entrassem, muito bem. Se não entrassem, seria apenas mais uma derrota para Federer no US Open.”

70-68 (é tênis, não basquete)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Acaba de terminar o jogo entre John Isner e Nicolas Mahut, em Wimbledon.

Isner venceu por 70-68 no quinto set, após 11 horas e 5 minutos.

Um dos maiores episódios da História dos esportes.

Estou na sala de imprensa do estádio Moses Mabhida, em Durban, para as coletivas dos técnicos Carlos Queiroz e Dunga.

O português falava, eu teclava e acompanhava o jogo pelo live blog do site oficial do torneio.

Eu sei como foram os pontos finais, mas não vi os pontos finais. Diferença enorme.

Espero que a categoria dos documentários ingleses contemple esse jogo, e em breve.

É coisa para ver, comprar e guardar.

LIVRO ABERTO

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As críticas dizem que se trata da mais honesta e reveladora autobiografia de um esportista.

As entrevistas dadas pelo autor e os trechos já publicados na imprensa americana cumpriram o papel de turbinar o lançamento (ontem) do livro em que Andre Agassi conta sua vida.

Drogas, inveja, mentiras, segredos.

E a “surpresa” de que um dos maiores tenistas da História é uma pessoa.

Mesmo antes da leitura, é formidável a discussão sobre as revelações de Agassi, e seus motivos.

Como já deixei claro (mas acho que apenas em resposta a comentários sobre o assunto) não creio que haja algo no livro que me cause decepção.

Aliás, talvez só exista uma hipótese capaz disso: descobrir que um cara que jogava tênis com classe, fleugma até, fraudou jogos em troca de vantagens financeiras. Não é o caso.

Nem mesmo o uso de substâncias que melhoram a performance (o que também não é o caso, só para reforçar) me faria olhar para alguém como ele de outra maneira. Não seria diferente de muitos outros, flagrados ou não. Mas essa é outra (polêmica) conversa, que fica para outro dia.

A conversa de hoje é sobre o que Agassi escreveu em seu livro, e por quê.

O cara está sendo grelhado por tenistas e ex-tenistas. O espanhol Sergi Bruguera, derrotado por Agassi na final dos Jogos Olímpicos de Atlanta’96, reivindica a medalha de ouro. O russo recém-aposentado (foi eliminado hoje do Masters 1000 de Paris) Marat Safin quer que Agassi devolva para a ATP o dinheiro que ganhou em prêmios.

Tudo porque ele confessou que usou metanfetamina, em 1997, por aproximadamente um ano.

Sabe quantos títulos Agassi conquistou em 97? Zero.

Aquela foi a temporada em que ele caiu para o centésimo-quadragésimo lugar no ranking.

Obviamente não tenho conhecimento para versar sobre os efeitos da metanfetamina no organismo de um tenista, durante um jogo. Sei, como qualquer pessoa pode saber, que a droga atua no sistema nervoso central, e provoca euforia, aumento do apetite sexual, das sensações, além de diminuir a fadiga.

Deve funcionar para quem quer ficar dezoito horas pulando ao som de música eletrônica.

Para acertar uma bolinha centenas de vezes, com precisão, e fazer isso melhor do que o cara do outro lado da rede? Tenho minhas dúvidas.

Claro que essa confissão pode ser apenas uma parte da verdade, a parte menos feia. Mas deixemos a suposição de lado, e falemos sobre o que se sabe.

O que se sabe é que Andre Agassi foi pego no exame antidoping por uso de uma “droga social”, em 1997. Informado, escreveu uma carta para a ATP, alegando que uma das pessoas que trabalhavam com ele era usuário, e que um gole na latinha de refrigerante do assistente o contaminou.

Colou. E pelo jeito, como a figura em questão era Agassi, nem precisava ser uma história tão bonita. A ATP é a mesma entidade que já aceitou que um tenista flagrado com cocaína botasse a culpa num beijo.

O teste positivo de Agassi foi ignorado, não houve punição. E aí está o grande absurdo desnudado pelo livro. Não há explicação (de novo: sou contra a suspensão de atletas que usam substâncias proibidas que não melhoram o rendimento. Sou a favor do tratamento deles. Mas os regulamentos exigem o gancho) para a vista grossa. A ATP é que deveria ser o alvo dos questionamentos, mesmo porque, se houve outros episódios com Agassi, ela sabe.

Quanto aos motivos para expôr tantos segredos e falar abertamente sobre outras pessoas, duas coisas:

Ele “está querendo vender livro”? É evidente que está. Os direitos autorais foram muito bem negociados, e nenhuma das partes envolvidas com a obra está interessada em vê-la encalhada nas estantes.

O que é muito diferente de “querer aparecer e faturar uma grana à custa dos outros”. Andre Agassi foi um dos maiores tenistas de todos os tempos. Está aposentado e multimilionário. Ele não precisa de holofotes, ou de dinheiro.

Fora isso, quem abre uma autobiografia para terminar a última página e concluir que não leu nenhuma novidade? Não há razão para escrever um livro como esse e continuar amigo de todo mundo.

Duas das melhores autobiografias de esportistas que li foram escritas por tenistas. E são altamente reveladoras.

Em seu livro, Boris Becker confessa anos e anos de alcoolismo (com relatos de jogos em que estava completamente bêbado) e vício em pílulas para dormir.

John McEnroe também se abre sobre a vida noturna de um astro em Nova York e sua relação (nada amistosa, ao contrário) com Jimmy Connors.

Após a leitura, a sensação que se tem é a de conhecê-los melhor. São pessoas.

Imagino que essa seja a intenção de Agassi. Mas só saberei quando o livro chegar.

E DEU POTRO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Meu novo horário de trabalho me permitiu acompanhar vários jogos do US Open 2009.

Vi quase toda a campanha de Roger Federer, e não o vi jogar tanto quanto no início da final contra Juan Martin Del Potro.

Até o argentino devolver a quebra no segundo set, Federer estava em completo, e magistral, controle.

Del Potro errava direita atrás de direita, não conseguia ameaçar o saque do suíço, era presa fácil para o que muitos classificam como o maior tenista de todos os tempos.

Federer caminhava para o sexto título seguido em Nova York, numa quadra em que ele não perdia um jogo desde 2003 (David Nalbandian, oitavas-de-final – 3/6, 7/6, 6/4, 6/3).

Mas o que é legal em jogos de cinco sets, é a chance de ver tenistas se transformando. A vitória no tie-break do segundo set (ele jamais venceu um jogo no qual tenha perdido os dois primeiros sets) fez aparecer um novo Del Potro na quadra.

E um novo Federer. Um Federer que sentiu na pele o que viu acontecer, do outro lado da rede, tantas e tantas vezes. Para quem não acha que o tênis (em seu nível mais alto) é um esporte essencialmente mental, a implosão (duplas faltas, palavrão…) do suíço é um argumento incontestável.

Além do impressionante ganho de confiança, turbinado pelo reencontro com sua direita, Del Potro – 3/6, 7/6 (7/5), 4/6, 7/6 (7/4) e 6/2 – conquistou o estádio Arthur Ashe. Difícil segurar.

Uma vitória surpreendente e histórica por vários ângulos. Se você sonha em ganhar um Grand Slam, o sonho fica melhor ainda se você deixa o melhores pelo caminho. Delpo bateu Nadal e Federer no mesmo torneio. Feito raro.

Roger Federer derrotado na final do US Open, é outra imagem que não veremos muitas vezes.

Se é que veremos de novo.