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SEM LUZ, COM EMOÇÃO

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

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Acima, o momento que decidiu o Super Bowl XLVII. A série em que a defesa do Baltimore Ravens impediu o touchdown que muito provavelmente daria o título ao San Francicos 49ers.

É apropriado que a última série de jogadas da carreira de Ray Lewis tenha sido uma parada na linha do gol. Depois de tudo o que aconteceu no Superdome, o jogo terminou com um “tudo ou nada” para os dois times. A defesa liderada por Lewis ganhou do ataque comandado por Colin Kaepernick.

Acredito que Kaepernick ainda levará os 49ers a um título, ou mais, mas a noite foi de Joe Flacco (o vigésimo-sexto quarterback a ser eleito MVP do Super Bowl, o sexto nos últimos sete anos) e John Harbaugh.

Flacco teve um desempenho estelar no primeiro tempo, período em que igualou Joe Montana ao lançar para três touchdowns. Praticamente tudo o que ele lançou encontrou um alvo.

No momento em que a energia caiu no estádio, era difícil imaginar um segundo tempo como o que vimos. A explicação para a falha elétrica foi que o sistema que controla a iluminação detectou “uma anormalidade” e se desligou. O Superdome ficou pouco tempo sem força, mas o restabelecimento da iluminação demorou quase 35 minutos.

Perto de onde eu estava, no lado de San Francisco do campo, havia um grupo de seguranças. Foi nítida a preocupação deles no momento em que as luzes se apagaram. Imediatamente todos começaram a falar nos rádios. No inconsciente dos americanos, um estádio no escuro é mau sinal.
Para nós, é apenas um apagão.

Necessário dizer que algo assim não pode acontecer no momento mais nobre do esporte no país. Eles têm uma organização exemplar, sem dúvida. Estão em outro patamar. Exatamente por isso, o Super Bowl XLVII ficará marcado por uma constrangedora falha de energia.

Uma falha que, de certo modo, beneficiou o jogo. A furiosa reação dos 49ers aconteceu depois que a iluminação voltou. Mas apesar de 17 pontos em 4 minutos e 10 segundos, não foi suficiente.

O ambiente no estádio durante os dois minutos finais era de pura eletricidade. É o que vou lembrar deste Super Bowl.

Se você acompanhou a cobertura e a transmissão da Espn, obrigado. O período sem jogos da NFL é o maior de todos os esportes nos EUA. Longa espera até a primeira semana de setembro.

O Super Bowl XLVIII acontecerá em Nova York, num estádio aberto (que fica em Nova Jérsei) e no meio do inverno. Possibilidade de um jogo sob neve, para tudo ficar mais intereressante.

NÓ TÁTICO

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

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Este é Colin Kaepernick, quarterback do San Francisco 49ers, na capa da “ESPN The Magazine”.

Ele está em seu segundo ano na NFL, ganhou a posição durante a temporada e fará o terceiro jogo de playoff de sua carreira no domingo, no Super Bowl.

Mas Kaepernick é mais do que um quarterback sortudo por receber sua oportunidade no momento em que o titular do time, Alex Smith, sofreu uma concussão.

Ele é a razão do sucesso de uma novidade tática na NFL, algo que não acontecia há muitos anos.

A “pistol offense” dos 49ers tem deixado defesas confusas e desorientadas, numa liga em que o estudo de vídeo de adversários é uma obrigação quase neurótica.

O sistema, baseado numa formação diferente em que o quarterback fica mais perto da linha de scrimmage, e o running back se posiciona atrás dele, foi criado por um técnico da Universidade de Nevada, em 2004.

A ideia é dar ao quarterback o controle total do movimento de ataque, com opções a cada vez em que recebe a bola, em vez de apenas executar a jogada combinada.

A proximidade da linha ofensiva permite que o quarterback leia o comportamento da defesa e tome a melhor decisão. O passe, o jogo corrido com o running back ou correr com a bola ele mesmo.

O San Francisco 49ers de 2012 não é o primeiro time a utilizar a “pistol offense” (o Washington Redskins, que também tem em RG3 um quarterback móvel, é adepto), um sistema que serve como recurso para momentos em que o quarterback, por lesão, enfrenta dificuldades de locomoção.

Mas os conceitos empregados só têm sucesso quando as capacidades de lançar e correr estão reunidas na mesma pessoa.

Esta pessoa é Colin Kaepernick.

Seu braço direito é confiável e, apesar do 1m93, ele é extremamente ágil e rápido.

Acima de tudo, tem um admirável QI de jogo, qualidade indispensável para processar tantas informações depois do snap da bola e escolher a opção certa.

Como nada acontece por acaso, Kaepernick jogou na Universidade de Nevada, escola em que a “pistol offense” foi inventada.

O fato de conhecer o sistema certamente o ajudou a se manter como titular e trazer os 49ers a Nova Orleans.

Há quem diga que é preciso ver mais para formar uma opinião sobre Kaepernick, que tem apenas 16 jogos em sua carreira profissional.

Mas Jerry Rice, o maior receiver de todos os tempos, me disse hoje que está convencido. “Ele tem um bom braço, compostura em campo e corre muito. Na nossa tradição de quarterbacks, com caras como Joe Montana e Steve Young, eu entendo que ele é uma mistura desses jogadores. E é mais forte e mais rápido”, afirmou.

Nestes playoffs, Kaepernick derrotou o Green Bay Packers correndo com a bola. Na semana seguinte, virou a chavinha para o jogo corrido para vencer o Atlanta Falcons. Os jogadores de San Francisco comentam sobre a confusão provocada nas defesas adversárias, especialmente aquelas que ainda não se depararam com esse tipo de ataque.

Independentemente do resultado do jogo, será muito interessante ver o que a defesa do Baltimore Ravens, liderada por Ray Lewis, fará para conter Kaepernick e a “pistol offense”.

É fascinante que uma novidade tática tenha tamanho impacto numa liga como a NFL.

PESO PESADO

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

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Na chegada do Baltimore Ravens a Nova Orleans, as câmeras procuraram Ray Lewis.

O linebacker de 37 anos é um dos principais jogadores de defesa da história da NFL.

É também um personagem controverso, tipo ame-o ou deixe-o.

A carreira de Lewis está com os dias contados, por opção própria. A aposentadoria chegará no domingo, após o Super Bowl. Sua última temporada foi abreviada por uma lesão séria sofrida na semana 6, no jogo contra o Dallas Cowboys.

Ruptura do tríceps do braço direito.

Lewis ainda jogou por alguns minutos com o músculo rasgado, o que reforça sua aura de gladiador, jogador destemido que que não rejeita os aspectos violentos do esporte que pratica.

Ao contrário, alimenta-se deles.

Ele foi operado e conseguiu voltar a tempo de participar do último jogo dos Ravens em casa, quando sua decisão de parar já era pública. Despediu-se dos torcedores de Baltimore e, desde então, vem prolongando a carreira semana a semana, com sua contribuição para as vitórias que trouxeram o time até o Super Bowl.

Vamos levar ao ar no Brasil um material produzido produzido pela ESPN americana que mostra como Ray Lewis enxerga seu papel em campo.

“Futebol é uma luta de pesos pesados”.

“Eu jogo esse jogo para receber o respeito de quem me enfrenta todos os dias… Quero que eles saibam que ainda estou aqui”.

“O que eu quero que o quarterback pense quando me vê do outro lado? Medo”.

“Eu apenas gosto de bater em pessoas”.

São algumas das frases ditas por Lewis, ao estabelecer relações entre o futebol americano e o boxe.

A última luta de Ray Lewis está marcada para domingo, e ele quer terminá-la em pé.

Mais do que isso, quer ver seu adversário no chão.

SUPER CASA

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

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Você não está vendo o Superdome de Nova Orleans (atualmente o Mercedes-Benz Superdome) por dentro, por causa de Beyoncé. A culpa é dela.

Quando chegamos ao estádio, a cantora pop americana estava ensaiando o espetáculo que apresentará no intervalo do Super Bowl XLVII. O serviço de som e os telões fizeram questão de deixar claro que era proibido captar imagens do ensaio.

O veto às câmeras incluiu quem estava ali para mostrar o Superdome por dentro, sem absolutamente nenhum interesse pelo repertório ou pelas coreografias de Beyoncé. Nada feito.

Mas acredite, o lugar é assustadoramente grande. Alto, amplo, profundo. Não à toa está preparado para receber mais de 76 mil pessoas, na configuração para jogos de futebol americano.

O Super Bowl XVLII será o sétimo realizado no Superdome. Nenhum outro estádio recebeu tantos. E talvez nenhum outro estádio americano tenha tanto significado para os moradores da cidade em que se encontra.

A destruição provocada pelo furacão Katrina, em agosto de 2005, desalojou o New Orleans Saints e transformou o Superdome em abrigo para milhares de pessoas que perderam tudo na catástrofe.

O furacão fez sérios estragos no teto e em outras partes do estádio, que ficou quase um ano fechado para reformas. Alterações no lado externo em 2009 e 2010 o deixaram como é hoje: uma enorme cúpula de parede dourada e teto branco.

O último Super Bowl em Nova Orleans foi em fevereiro de 2002, quase cinco meses depois dos ataques terroristas de 11 de setembro. O U2 cantou no intervalo, com homenagens às vítimas no telão. No jogo, o New England Patriots venceu o Saint Louis Rams por 20 a 17.

A história de 38 anos do Superdome está repleta de momentos especiais. Vem aí mais um, no próximo domingo.

SAUDAÇÕES DO PORTÃO X DO AEROPORTO DE MIAMI

sábado, 26 de janeiro de 2013

(o X deve-se ao fato de o portão ainda não ter sido anunciado.)

Embarcando em breve para Nova Orleans, para a cobertura do Super Bowl XLVII.

Forma ideal de encerrar as férias, não?

Vamos para o quarto Super Bowl na ESPN com transmissão com equipe completa no estádio, mas desta vez com mais gente, mais material no ar (na TV, na internet e no rádio) e mais espaço dedicado à decisão da NFL em todas as plataformas.

Falaremos direto de Nova Orleans desde uma semana antes do jogo.

Reportagens e participações ao vivo em toda a programação, “The Book is on The Table” diário (20h, ESPN), e conteúdo exclusivo para o espn.com.br.

Na sexta-feira, como sempre, tem “The Book…” especial, no set da ESPN americana.

E no domingo, dia 03/2, estaremos ao vivo no Superdome a partir das 20h (Baltimore Ravens x San Francisco 49ers, 21h30, ESPN e ESPN+).

Por aqui, a bola oval será o principal assunto da semana.

O clima na terra do Jazz promete ser agradável durante o período, mas há sérias preocupações em relação aos gritos de Beyoncé no intervalo. Que o teto do Superdome suporte a pressão.

Dicas gastronômicas de Nova Orleans são benvindas.

Nos falaremos em breve.

DNA SUPERIOR

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É bem provável que você jamais tenha visto o senhor na foto acima.

Ele se chama Archie Manning, é pai de dois quarterbacks que você deve conhecer.

Enquanto o New York Giants celebrava o quarto troféu de Super Bowl no gramado (sintético, ao contrário do que disse um repórter brasileiro na transmissão do jogo… Ainda bem que ele corrigiu depois.) do estádio Lucas Oil, Manning esperava ao lado da porta do vestiário do time de seu filho caçula, Eli.

Estava acompanhado pela mulher, pela nora pelos netos, todos ostentando um sorriso do tamanho do estádio.

Eu me aproximei e perguntei se ele poderia falar um pouco. “Claro”, respondeu.

A entrevista foi uma mistura de felicidade (“Estou muito orgulhoso dos Giants e de Eli”), classe (“foi muito sofrido. Tom poderia ter vencido no final) e análise (“o ataque dos Giants foi eficiente no último quarto em toda a temporada”), cortesia de um ex-quarterback que tem o indescritível prazer de ver seus dois filhos atingirem o olimpo do esporte “oficial” da família.

Os jogadores do time nova-iorquino chegavam, vindos do campo, e todos – sem exceção – paravam para cumprimentar Archie Manning, e elogiar Eli.

O Manning caçula tinha acabado de conquistar seu segundo Super Bowl.

É muito improvável que alguém estivesse mais feliz do que Archie Manning no final da noite de domingo. Claro que sua mulher, Olivia, também estava exultante. Mas creio que o fato de Archie ter sido jogador amplifica seu sentimento de orgulho.

O jogo foi o encerramento perfeito para a semana de Eli Manning em Indianapolis. Por ser irmão de Peyton, ídolo do time da cidade, ele já carregava o favoritismo sentimental da torcida local. A rivalidade do Indianapolis Colts com o New England Patriots certamente influenciou o clima dentro do estádio, com uma maioria flagrante de pessoas torcendo para os Giants.

Como nos grandes jogos de futebol americano, tudo contribuiu para um último quarto eletrizante, que poderia ter feito o troféu rumar para o vestiário de New England até o último lançamento de Tom Brady para a endzone, quando os segundos expiravam.

O que vou lembrar de forma mais viva? O passe de 38 jardas de Manning para Mario Manningham, faltando 3’46″ para o final, quando os Patriots venciam por 17 a 15.

Fora a quantidade absurda de talento envolvida, foi a jogada que praticamente decidiu o Super Bowl XLVI (tão importante quanto o passe de Brady para Wes Welker, três jogadas antes, que, se fosse completo, significaria o quarto título dos Patriots).

Manning colocou a bola no único espaço em que Manningham conseguiria alcançá-la antes da dupla marcação que o acompanhava. Manningham, exibindo um magistral controle de movimentos em relação à sua posição no gramado (rente à linha lateral), agarrou apenas metade da bola, mas foi o suficiente para que ela não escapasse. E ele ainda manteve seus dois pés dentro do campo, antes de ser empurrado para fora.

O barulho que a torcida do Giants fez no momento da recepção foi incrível. E como o lance foi desafiado pelos Patriots, a comemoração se repetiu quando os árbitros confirmaram a jogada.

Lance que entrará para a História. Assim como o “touchdown relutante” de Ahmad Bradshaw, que não conseguiu parar sua corrida antes da linha e sentou na endzone, enquanto Manning gritava para que ele não marcasse os pontos, o que faria o cronômetro parar.

A ideia era gastar mais tempo, provavelmente chutar um field goal e minimizar as chances de uma campanha vitoriosa de Brady e seu ataque.

Os Giants sofreram até a última bola, mas ganharam.

Foi o terceiro Super Bowl conquistado por um herdeiro de Archie Manning.

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Perdão pela atividade limitada do blog durante os dias em Indianapolis. Eu certamente gostaria de ter sido mais frequente.

Ocorre que a forma como a ESPN cobre o Super Bowl cresceu muito nos últimos anos e isso significa, ainda bem, que há mais trabalho a fazer.

Tive alguns dos dias mais longos da minha carreira nesta semana. A quinta-feira, por exemplo, começou às 7 da manhã e só terminou às 3 horas do dia seguinte. Com apenas uma refeição propriamente dita no período.

Isso não é uma reclamação. Ao contrário, termos conseguido enviar e exibir três reportagens sobre o Super Bowl no SportsCenter da ESPN Brasil naquela noite é motivo de satisfação.

Mencionei o ritmo de trabalho apenas para ilustrar como foi a rotina nos últimos dias.

Aos que acompanharam a transmissão da ESPN, obrigado pela companhia.

No ano que vem será ainda mais legal.

FRIO, FÃS E FESTA

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O oficial do controle de passaportes em Miami disse “bom dia”. E ouviu: “e aí, feliz com os Giants?”

Ele me olhou por cima dos óculos, incrédulo. “Como você sabe?”, perguntou.

Simples. Três semanas atrás, em férias, entrei nos Estados Unidos com minha família por Miami. O oficial da fronteira achou que eu usaria meu visto de jornalista, viu que eu trabalhava na ESPN e iniciou uma conversa sobre futebol brasileiro, Copa do Mundo e os playoffs da NFL.

Os Giants jogariam contra o Green Bay Packers no dia seguinte, motivo de ansiedade do policial. Finalizado o processo da nossa entrada, ele nos desejou boas férias, nós lhe desejamos boa sorte, e a vida seguiu.

Nesta quarta-feira, 5 da manhã em Miami, eu estava de volta ao mesmo aeroporto e, surpresa, à mesma fila onde o oficial fazia seu turno. Dessa vez, a conversa foi apenas sobre o Super Bowl e as chances dos Giants no próximo domingo.

Mundo pequeno.

A foto acima é do hotel JW Marriot, em Indianapolis. Nele fica o centro de imprensa do Super Bowl XLVI. O capricho na organização caracteriza a forma como a cidade recebeu o evento.

Das 45 edições do Super Bowl, 15 foram realizadas no estado da Florida. Não dá para competir com o clima de lá, agradável até no inverno.

Fazer um Super Bowl no frio é o desafio que Indianapolis encarou com a ideia de se reposicionar aos olhos dos americanos.

Para isso, estudou a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010. O plano era convencer as pessoas que valeria a pena visitar a cidade e ver o jogo, mesmo sob o risco de temperaturas negativas.

Indianapolis tem os hotéis e o estádio. Quer mostrar que também há o que fazer nas ruas.

Estive aqui em 2002, cobrindo o Campeonato Mundial de Basquete. A cidade está absolutamente transformada.

Num calçadão no centro, os organizadores fizeram o “NFL Festival”. Um grande corredor com bares, restaurantes e dois palcos para apresentações musicais. Imagine como fica no fim da tarde, quando as pessoas começam a sair do trabalho.

Por cima delas, aventureiros despencam por seis cabos de aço de 500 metros em tirolesas.

O Super Bowl é o maior evento esportivo de um dia no mundo. Em Indianapolis, parece que durará bem mais do que isso, e com um presente do clima: numa época em que o termômetro fica abaixo do zero, os dias têm sido surpreendentemente amenos.

Nesta quinta, contato com os jogadores dos dois times. Todos têm de ficar uma hora respondendo perguntas.

Eles devem adorar.

SAUDAÇÕES DO PORTÃO 22 DE CUMBICA

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Embarcando logo mais para Indianapolis, via Miami, para a cobertura do Super Bowl XLVI.

Tenho a impressão de que minhas férias acabaram… mas não a diversão.

Será o terceiro Super Tazón (como dizem os mexicanos) que a ESPN transmitirá ao vivo e com equipe completa no estádio. Mesmo assim, ainda é difícil acreditar que acontecerá de novo.

Se você gosta da bola oval, confira a programação dos canais ESPN nos próximos dias para reportagens especiais e entradas ao vivo de Indianapolis.

Obviamente, o principal evento do esporte nos Estados Unidos será o assunto neste blog até o fim de semana.

O jogo acontece no domingo, às 21h30 (hora de Brasília), na ESPN e na ESPN HD. Teremos um “Abre o Jogo” ao vivo, a partir das 8 da noite.

New York Giants e New England Patriots jogarão pelo troféu Vince Lombardi, no Lucas Oil Stadium.

Everaldo Marques narrará, Paulo Antunes comentará, Madonna cantará no intervalo e eu tentarei não atrapalhar a transmissão.

Estarei por aqui em algum momento desta quarta-feira.

Até.

NFL: DONOS COMEMORAM

segunda-feira, 16 de maio de 2011

(Ok, para entender o problema, é só clicar em “nfl” nas categorias do lado direito da página e passear pelos posts. Está tudo lá.)

Faz tempo que não escrevo sobre o assunto. Desde o começo de abril.

Àquela altura, aguardava-se a decisão da juíza Susan Nelson sobre o locaute que impede qualquer relação entre donos e jogadores da NFL.

Em 25 de abril, a juíza Nelson decidiu a favor dos jogadores. Ordenou a suspensão do locaute enquanto a questão principal (sua legalidade, como explicado em posts anteriores) não fosse julgada.

O post de 6 de abril terminava dizendo que o lado “perdedor” da decisão apresentaria recurso. Foi o que a NFL fez, e com sucesso.

Quatro dias depois, período em que os jogadores tentaram voltar a utilizar as instalações dos clubes, um tribunal de apelações concedeu uma liminar à Liga, determinando que o locaute voltou a valer.

Essa liminar foi julgada hoje e, de novo, a NFL “venceu”.

A mesma corte decidiu por 2 votos a 1 manter o locaute em vigor até a audiência do dia 3 de junho, que julgará a legalidade do mesmo.

A vitória dos donos é importante por alguns aspectos:

1 –  Na medida em que o caso vai galgando as esferas da Justiça americana, fica mais complicado reverter as decisões.

2 – Os juízes que votarão em 3 de junho são os mesmos que votaram hoje. Obviamente, eles parecem tender para os argumentos da Liga (o caso é trabalhista, não deveria ser discutido na Justiça… a dissolução da Associação dos Jogadores foi apenas uma estratégia… etc, etc, e etc).

3 – Em caso de nova decisão a favor da NFL, os recursos podem protelar o caso em mais de 2 anos, cenário terrível para todos e um caminho que os jogadores não devem buscar.

Sendo assim, esperemos até o começo de junho.

Se há uma boa notícia é que as decisões sobre os recursos têm sido rápidas. A audiência está marcada para o dia 3/6, mas a decisão a respeito dela deve demorar algumas semanas. Seja qual for o veredicto, haverá tempo para os dois lados sentarem-se à mesa e discutirem um novo contrato coletivo de trabalho que permita a realização da(s) próxima(s) temporada(s).

Como explico no item 3 acima, o lado perdedor da decisão sobre a legalidade do locaute ficará numa encruzilhada: continuará a brigar na Justiça, essencialmente enterrando qualquer possibilidade da temporada se realizar. Ou aceitará o que o outro lado oferece como condições para uma nova relação trabalhista.

A julgar pelas notícias de hoje, o “favoritismo” está com a NFL.

ATUALIZAÇÃO, terça-feira, 10h24 – Para ajudar, pense da seguinte forma: dois caras que trabalhavam juntos tiveram um problema. Tentaram resolvê-lo na base da conversa e, por que ambos não estavam muito a fim de papo, não conseguiram.

Decidiram, então, brigar. Mas com regras.

Levaram a questão para um ringue de boxe, com árbitro e juízes contando pontos.

Os dois “lutadores” sabem que não têm capacidade de nocautear o adversário. Mas podem impressionar os juízes na troca de golpes e castigar o oponente de tal forma que ele desistirá da luta.

E aceitará voltar ao estágio da conversa, em posição de inferioridade nos pontos de discordância mais sensível.

A vitória “por pontos” ao final do combate também é possível, mas demorará tanto que impedirá ambos de trabalhar por um longo tempo.

Neste momento, os donos de clubes acabaram de encaixar um golpe e lideram na contagem dos juízes.

Os jogadores estão no córner, ponderando o que fazer.

NFL NO TRIBUNAL

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Antes de mais nada, para entender melhor o impasse trabalhista que ameaça a próxima temporada, clique em “nfl” nas categorias do lado direito da página.

Os últimos 4 ou 5 posts são todos sobre o assunto.

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Aconteceu nesta quarta feira, em Minneapolis, uma audiência judicial que é crítica para os próximos episódios da disputa entre donos e jogadores da NFL.

Diante da juíza Susan Nelson, os dois lados apresentaram seus argumentos.

Os jogadores querem o fim imediato do locaute imposto por seus empregadores. Alegam que a NFL é um monopólio que conspira para impor regras que os prejudicam, e que o risco de não haver temporada em 2011 é um dano irreparável para suas carreiras.

Os donos querem que a juíza Nelson não faça nada. Sustentam que essa é uma questão essencialmente trabalhista, esfera na qual reclamam que a dissolução da Associação dos Jogadores é uma estratégia para produzir ações judiciais contra a Liga.

Após ouvir os dois lados, a juíza pediu duas semanas para decidir. Também pediu que, enquanto isso, as partes voltem para a mesa de negociações.

É muito difícil prever como ela julgará o caso. Mas espera-se que decida a favor dos jogadores.

Em sua carreira como advogada, a juíza Nelson representou reclamantes em ações de classe (como a que os jogadores propuseram) contra grandes corporações. Pode-se dizer que sua experiência pende para o lado dos atletas, e que ela considera a dissolução da Associação um movimento legítimo.

Ao mesmo tempo, é pouco provável que o órgão trabalhista (equivalente ao nosso TST), apesar de ter autoridade para tal, interfira no processo ao dar ganho de causa para os donos na questão da dissolução. O órgão também deve se posicionar com os jogadores.

Se a juíza Nelson partir do princípio de que a NFL é um monopólio (e é. Os donos dificilmente conseguirão convencer alguém do contrário), determinará o fim do locaute. Ela sabe que essa decisão praticamente garantirá que haverá jogos de futebol americano profissional em 2011.

O problema é que, seja qual for o veredicto, o lado perdedor apresentará recurso. O que protelará o caso por mais ou menos dois meses.

Próximo dia D: daqui a duas semanas.