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O ANÚNCIO

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A ESPN Brasil exibiu ontem, em sua faixa dedicada a filmes (meia-noite, depois do SportsCenter), o documentário “The Announcement”.

O filme mostra os bastidores do dia, há mais de 20 anos, em que Magic Johnson revelou que tinha o vírus HIV.

É uma janela para a época em que a AIDS era mais temida que o câncer, e que pessoas morriam pouco depois do diagnóstico, sob o ponto de vista de uma celebridade do esporte.

Uma reprise irá ao ar na próxima sexta-feira, às 21h30, na ESPN (não será a única. Farei uma atualização deste post com os horários das reapresentações).

Além de revelar o impacto da notícia na vida pessoal de Johnsom , de sua família e amigos, o filme também presta um valioso serviço a quem, por infortúnio, não viu Magic jogar.

Pessoas para quem ele é apenas “um cara famoso nos anos 80″, ou o jogador que emprestou o apelido à nossa brilhante Paula.

Gente que talvez não faça ideia de que, até hoje, não apareceu ninguém que tenha uma pequena chance de se aproximar de Magic, em termos de estilo de jogar basquete e de carisma.

Johnson era, ao mesmo tempo, cerebral e espetacular. Competitivo e divertido. Era o líder de um time do Los Angeles Lakers que entrou para a história com títulos e o apelido de “Showtime”.

Um time que faz parte da formação “basquetebolística” da minha geração.

Eu me lembro exatamente de onde estava e como soube da notícia. Naquele dia, em novembro de 1991, todo mundo achava que Magic Johnson iria morrer em breve.

O fato de ele jamais ter desenvolvido a doença e, alguns anos depois, ter anunciado que seu organismo estava livre do vírus graças ao tratamento, deu origem a boatos de que tudo não passou de uma mentira para chamar a atenção das pessoas para a AIDS.

Escrevi sobre o assunto em 2008, quando dois radialistas americanos ressucitaram a polêmica.

Nos últimos anos, dois ótimos livros foram publicados sobre a época em que Magic Johnson reinava na NBA.

Posts sobre eles estão aqui e aqui.

ATUALIZAÇÃO, 14h55 – Dias e horários: 17/4, às 17h na ESPN Brasil. E 19/4, às 18h30 na ESPN HD.

NBA: NÚMEROS SUGEREM ACORDO

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Esqueça as ameaças, as bravatas, as declarações fabricadas.

Assim como na NFL, o que pega no impasse trabalhista na NBA é a divisão dos lucros gerados pela Liga.

Assim como na NFL, o que acelerará o processo é a possibilidade de diminuição do bolo.

O dinheiro é a fonte do problema e o motivo da solução.

Após cerca de quatro horas de reunião ontem em Nova Iorque, as declarações de ambos os lados sugeriram um cenário irremediável.

David Stern, o poderoso da Liga, ameaçou cancelar as primeiras duas semanas da temporada, se um acordo não for fechado até segunda-feira.

Billy Hunter, diretor da Associação dos Jogadores, disse que não havia conversas marcadas para as próximas semanas.

Tudo postura.

Aprendemos durante o locaute da NFL que as chamadas “aspas oficiais” são sempre calculadas, produzidas para provocar um determinado efeito (seja no outro lado da mesa, seja na opinião pública).

Na hora em que a coisa aperta, e o prejuízo financeiro se aproxima, a conversa muda de tom.

O que resolve impasses dessa natureza é o deadline, o prazo.

É quando os “adversários” se perguntam: o que conseguimos até aqui? O que perderemos se continuarmos assim?

E voltam para a mesa.

Descartadas as posturas e o aparente pessimismo, voltemos ao que interessa: divisão de lucros.

Antes da reunião de ontem, os jogadores queriam 54% do bolo. Os donos ofereciam 46%. Os dois lados estavam pouco dispostos a ceder pontos percentuais.

Ao final da sessão (pouco antes dos vaticínios apocalípticos), os atletas haviam baixado a pedida para 53%. Os donos, mais generosos, falaram em 50%.

Nunca fui forte em matemática, mas meu nível básico me permite concluir que a divergência caiu para menos da metade. De 8 pontos para três.

Suponhamos que David Stern esteja falando sério. Se não houver acordo até segunda-feira, as duas primeiras semanas da temporada serão apagadas do calendário. Prejuízo milionário.

Donos e atletas teriam, portanto, mais ou menos cinco dias para conversar sobre 3%.

Três. Pontos. Percentuais.

Na boa. Se não se resolverem, é porque a temporada 2011-12 da NBA não faz parte dos planos.

NOTINHAS PÓS-RODADA (e as lições da NBA)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A quarta jornada do BR-11:

* Borges marcou o gol de empate do Santos contra o Cruzeiro (1 x 1: Montillo fez o gol mineiro – 6.073 pagantes na Arena do Jacaré), aos 44 minutos do segundo tempo. Parece que joga no Santos há anos.

* O Cruzeiro, que estreou seu novo terceiro uniforme – verde – teve um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo.

* Excelente primeiro tempo do São Paulo, na vitória (3 x 1: Casemiro, casemiro-contra, Marlos e Jean – 14.671 pagantes no Morumbi) sobre o Grêmio.

* O futebol ofensivo sempre será elogiado neste blog.

* O empate entre Avaí e América-MG (2 x 2: Alessandro, Julinho, Fábio Júnior e Cássio – 3.764 pagantes na Ressacada) foi o tipo de resultado ruim para os dois.

* O Avaí vinha de 3 derrotas seguidas. O América-MG, de duas.

* A noite de sábado teve a apresentação de Juninho e a entrega das faixas de campeões da Copa do Brasil, em São Januário.

* Mas (com 5 titulares) o Vasco sofreu o empate (1 x 1 com o Figueirense: Elton e Aloísio – 14.680 pagantes) aos 44 minutos do segundo tempo.

* Em outro jogo decidido no final, Internacional e Palmeiras empataram (2 x 2: Márcio Araújo-contra, Rodrigo-contra, Luan e Leandro Damião – 18.559 pagantes no Beira-Rio) com dois gols contra.

* Meus parabéns a Marcos Assunção, por defender um companheiro das agressões de desocupados.

* Primeira vitória em casa do Atlético Goianiense (4 x 1 no Ceará: Thiago Humberto, Anselmo-2, Adriano e Bida – 2.140 pagantes no Serra Dourada). E o placar poderia ser maior.

* O Ceará (décimo-quinto, 4 pts) não consegue repetir o bom início de campeonato do ano passado.

* Para o atacante Willian, a transição Figueirense-Corinthians (2 x 0 no Fluminense: os 2 dele – 18.400 pagantes no Pacaembu) tem sido suave.

* Abel Braga reestreou pelo Fluminense e gostou de seu time no segundo tempo. Com razão.

* O Coritiba fez um gol antes dos 2 minutos, mas não aguentou a velocidade do Botafogo (3 x 1: Bill, Maicosuel, Elkeson e Alex – 6.332 pagantes) no Engenhão.

* O time paranaense precisa esquecer a derrota na Copa do Brasil.

* O Atlético Paranaense marcou o primeiro gol e pontuou pela primeira vez no campeonato, mas não venceu (1 x 1: Madson e Deivid – 19.036 pagantes na Arena da Baixada) o Flamengo.

* Terceiro empate seguido do rubro-negro carioca.

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Depois de uma série tão boa entre Dallas Mavericks e Miami Heat, é realmente uma pena que a temporada da NBA tenha acabado.

Mas acho que ninguém discordará que o troféu ficou em ótimas mãos.

Dirk Nowitzki joga em Dallas desde 1998. O fato de ter levado seu time ao título, após várias temporadas infrutíferas que serviram até para que sua capacidade fosse questionada, é algo simbólico.

Aconteceu à custa do time que se formou, numa engenharia financeira muito bem feita por seus executivos, com a saída de LeBron James do Cleveland Cavaliers.

A decisão de James será sempre criticada, independentemente de gerar títulos ou não.

Como já disse aqui, é direito de cada um cuidar de sua vida profissional como bem entender. A conversa não é sobre direitos.

É sobre jogadores que entraram para a História, como o alemão acabou de fazer, conduzindo suas equipes ao triunfo.

O Dallas Mavericks é o time de Dirk Nowitzki.

O Miami Heat provavelmente nunca será o time de LeBron James. Ele não foi o principal jogador do Heat nem na temporada regular e nem nos playoffs.

Esse jogador foi Dwayne Wade, que defende o time desde 2003. O Heat é o time de Wade.

Intrigante como é a percepção das coisas. É fácil torcer contra LeBron James, rotulá-lo como um astro ganancioso, que trocou seu legado por um título “financiado”.

Bem mais fácil, por exemplo, do que torcer contra Jason Kidd, que tem no currículo pessoal uma prisão por bater na mulher.

Mas, claro, nada é mais fácil do que torcer para Dirk Nowitzki, jogador excepcional que é, também, um líder.

É bem possível que os Mavericks tenham arrancado para o troféu quando o alemão declarou que Jason Terry precisava ser “mais decisivo”.

Terry foi o jogador que tatuou o troféu Larry O’Brien no braço, antes da temporada começar. E o jogador que confessou que teve de se conter para não “fazer uma bobagem” no jogo 2 da série.

Foi quando Dwayne Wade matou uma bola de 3 pontos para deixar Miami em vantagem de 15, com 7 minutos por jogar. O Heat vencia a série por 1 a zero.

Wade e James fizeram uma dancinha na frente do banco dos Mavs, cena (a) notada pelo time texano.

Quatro jogos depois, festa em Miami, em Dallas, na Alemanha e, lógico, em Cleveland.

PROCURANDO JAMES

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Lamento a demora para cumprir a promessa feita na segunda-feira, de escrever sobre a NBA. Vários imprevistos entraram no caminho, entre eles uma queda de energia, tv e internet que me impediu de ver ao vivo o quarto jogo da série entre Miami e Dallas.

Mas o vendaval que assustou São Paulo, ontem, criou problemas muito mais graves para boa parte da população, de modo que não é justo reclamar. E após o tempo necessário para me atualizar das coisas, aí vai:

Bom… LeBron James marcou apenas 8 pontos e sou obrigado a começar por ele.

Oito pontos… sério, até para um fã como eu, fica difícil defender o rapaz.

Quando um time perde por 3 e seu maior astro fica tão abaixo do que normalmente produz, a explicação já está pronta. E no caso de James, a expectativa é tão grande que as coisas parecem piores do que são.

Óbvio, foi só um jogo e ele ainda terá suas chances de se recuperar. Mas há alguns pontos interessantes a conversar.

James é um jogador de futebol americano numa quadra de basquete. Como não me canso de repetir, ninguém é tão grande, tão forte, tão rápido e tão atlético. Ninguém.

Por que raios ele não leva a bola para a cesta em, pelo menos, metade de suas posses, é algo que desafia a compreensão. Na maioria das tentativas será cesta, falta, ou cesta e falta.

A ausência desse tipo de jogada sugere cansaço, como se especula. Entendo. Mas LeBron James tem 26 anos e está diante de sua maior oportunidade de ganhar um título. Não é intrigante?

Também é intrigante o fato de James ter feito sua pior atuação um dia depois que os Mavericks começaram uma guerrinha psicológica.

Disseram que ele não aguentaria o ritmo, que não conseguiria marcar Jason Terry no final do jogo. E agora o vestiário de Dallas está convencido de que deu certo.

O empate em 2 a 2 está de excelente tamanho para os Mavericks. Novitzki é um departamento médico ambulante, Kidd tem 38 anos, Terry estava desaparecido até ontem à noite. O time está em modo de sobrevivência.

E o Heat tenta entender como, no jogo em que Bosh finalmente deu as caras e Wade teve outra noite sobrenatural, James não foi visto no ginásio.

O Miami Heat já abriu duas portas para seu adversário na série. Isso é extremamente perigoso.

LeBron James não tem como fugir: para acabar com os questionamentos a respeito de seu jogo, de sua força mental e de sua capacidade de decidir, ele precisa ser um diferencial a favor de seu time nesse playoff. E precisa ser campeão.

Estou torcendo, e muito, para que essa conversa chegue ao sétimo jogo.

ALGO ERRADO NO REINO DE KOBE

terça-feira, 10 de maio de 2011

Se Phil Jackson entrou pela última vez numa quadra de basquete no domingo passado, sua despedida foi melancólica.

Não pela derrota dos Lakers para o Dallas Mavericks e a eliminação humilhante dos playoffs da NBA.

Perder é do jogo.

A questão é como os atuais bicampeões perderam, como reagiram à derrota, como transformaram a despedida do técnico mais vencedor da História da Liga num espetáculo de displicência, falta de foco, vontade e classe.

Principalmente vontade e classe.

Jackson, o senhor dos 11 anéis (fora 2 como jogador), obviamente tem sua parcela de responsabilidade.

Só como um exemplo, ele disse antes do jogo de domingo que uma das tarefas do time era impedir os arremessos de 3 pontos dos Mavericks.

Dallas acertou 20 bolas de 3. Só Jason Terry matou 9, igualando um recorde de playoff.

É apenas uma prova da péssima atuação dos Lakers, e talvez um sinal de que o time simplesmente aceitou sua inferioridade e esperou o jogo – e a série – terminar.

Não custa lembrar que estamos falando dos atuais bicampeões. Do time que tem o maior competidor (podemos debater eternamente a respeito do melhor jogador da Liga) da NBA, Kobe Bryant.

É evidente que há algo errado.

Lembro do último dia de Natal, em que o Miami Heat foi até Los Angeles e ganhou por 16 pontos.  Andrew Bynum disse “nós não confiamos uns nos outros” depois do jogo e a reação geral foi “quem esse cara pensa que é para falar essas coisas?”.

Parece que Bynum estava certo.

O que me impressionou no jogo de domingo foi a forma como dois jogadores dos Lakers externaram sua frustração.

Lamar Odom deu uma cotovelada em Dirk Novitzki e foi ejetado. Logo depois, Bynum fez igual com J. J. Barea. Mesmo destino.

Bynum ainda se despediu do jogo com elegância, ao tirar a camisa ainda na quadra.

Além de faltas flagrantes, punidas corretamente com exclusão, Odom e Bynum tentaram machucar adversários. Não há como descrever de outro jeito.

Depois, ambos declararam que estavam levando um baile, perderam a cabeça e fizeram faltas graves propositalmente. Como se fosse a reação mais normal e compreensível que existe.

Estou curioso para saber das suspensões que receberão. Apesar de achar que não serão rigorosas o suficiente.

Tudo isso no time de Kobe Bryant, no último jogo de Phil Jackson, que poderia ter repreendido seus jogadores publicamente, mas não o fez.

Talvez tenha sido só um de seus arrependimentos no domingo.

ATUALIZAÇÃO, 21h46 – Bynum foi suspenso por 5 jogos e multado em US$ 25 mil pelo show em Dallas.

A suspensão é pelo ataque a Barea. A multa é por ter tirado a camisa na quadra.

Estou surpreso, confesso. A punição foi mais rigorosa do que eu imaginava.

O pivô dos Lakers se desculpou publicamente por seus atos, disse que está envergonhado e que vai procurar Barea.

FDS DAS ESTRELAS

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

(um tempinho no adorável tema Taça das Bolinhas/C13…)

O que aconteceu na quadra do Staples Center, na noite de sábado, foi surpreendente.

O tradicional, mas aparentemente esgotado, concurso de enterradas foi revitalizado na rodada decisiva entre Blake Griffin e JaVale McGee.

Griffin, você deve ter visto, saltou um carro estacionado perto da cesta, pegou uma bola jogada por Baron Davis (pelo teto solar) e cravou para vencer.

A ideia rendeu mais do que o prêmio ao jogador do Los Angeles Clippers. Griffin avisou a Liga sobre os planos de usar um carro no concurso, e a NBA rapidamente garantiu que o veículo seria de uma marca parceira.

Durante a semana, os representantes do jogador acertaram um contrato de patrocínio pessoal com a montadora.

Fiquei curioso sobre o que aconteceria com o carro. A informação é que ele será doado aos Clippers e deve ser envolvido em alguma ação filantrópica.

Por causa de Griffin, a pergunta “o que vão tentar no ano que vem?” volta a valer. Se bem que as questões trabalhistas entre donos de clubes e jogadores, a exemplo do que está acontecendo na NFL, podem causar a suspensão da próxima temporada.

O evento principal começou com um showzaço de Lenny Kravitz, fazendo a apresentação dos jogadores. Melhor, muito melhor, do que o show do intervalo do recente Super Bowl.

E de Kravitz a Kobe, com o evidente objetivo de terminar a noite com o troféu de jogador mais valioso, custe o que custar.

De todos os jogos festivos dos quatro principais esportes americanos, o da MLB talvez seja o mais interessante, por valer mando de campo na World Series.

Mas a NBA é global e seu All-Star Game é sempre uma atração. Fica ainda mais legal quando se percebe, como no pedido de tempo em que LeBron James deixou claro aos companheiros do Leste que queria ganhar o jogo, que há um pouco mais do que diversão em quadra.

Bryant ficou com o prêmio que pretendia, em casa. Era até esperado.

Griffin, que ninguém se esqueça – também estava em casa, fez o que ninguém imaginava.

A FINAL DO MUNDIAL (e uma zebra na madrugada)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Em condições normais, eu diria que não existe chance de a Internazionale perder o título do Mundial de Clubes para o Mazembe.

Mas o que aconteceu na quarta-feira com o Internacional…

… não vai me impedir de dizer que não, não existe a menor chance de a Inter perder no sábado para o Mazembe.

Se um time de futebol congolês ganhar do campeão da Libertadores da América e do campeão da Liga dos Campeões da Uefa, na mesma semana, terá chegado a hora de repensar muitas coisas.

Fora a ordem natural do futebol, várias forças se posicionam contra o Todo Poderoso neste momento.

A Internazionale precisa ser campeã, o presidente Moratti mandou. O técnico Rafa Benítez provavelmente pedirá asilo esportivo nos Emirados Árabes se der zebra na final.

E o que é pior: a declaração de Diego Milito de que “o bom ambiente voltou a reinar na Inter” , ou algo nessas linhas, revela que os jogadores também estão engajados.

Por isso o Mazembe será vice. O que, convenhamos, é muito.

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Numa nota pessoal, gostaria de compartilhar um momento que vivi nesta madrugada.

Com duas crianças que vão à escola pela manhã, e por outros motivos, o despertador toca bem cedo na minha casa. Para ser mais preciso: nesta época do ano, toca antes mesmo do dia nascer.

Por isso, só algo realmente muito interessante me faz ficar acordado até tarde.

Como o jogo de ontem entre New York Knicks e Boston Celtics, que a ESPN mostrou com Everaldo Marques e Eduardo Agra.

Eu costumava torcer para os Knicks, na época em que Pat Riley era o técnico do time e o pivô Patrick Ewing tinha muita moral mas entregava jogos no final com erros bizarros.

Isso aconteceu no meio da década de 90 do século passado, e desde então me afastei da mediocridade do time de alta folha salarial e baixo nível de basquete apresentado.

Não me empolguei com os boatos de que LeBron James estava a caminho. Não me empolguei quando Amare Stoudemire foi contratado para essa temporada. Não me empolgo com as notícias de que uma negociação para contratar Carmelo Anthony é uma questão de tempo.

Mas a recente série invicta e o encontro com os Celtics no Madison Square Garden, em HD, foram suficientes para deixar o sono para depois.

Não me arrependi. Pelo jogo em si, claro, mas talvez até mais por voltar a ver o MSG lotado e barulhento, Spike Lee agitando na primeira fila, aquele ambiente que estava tão distante.

E os Knicks jogando bem, contra um adversário respeitadíssimo (Boston é meu palpite para ganhar o Leste, derrotando o Miami Heat na final da conferência), que também tinha sua sequência invicta.

Bom… o jogaço entrou na quinta-feira, com os times trocando cestas e faltas no último quarto, até Stoudemire (39 pts, 10 reb) errar um arremesso no minuto final e Paul Pierce (32,10) obviamente converter a bola que deixou o placar em 118 a 116 para os Celtics, a 0.4s para o fim.

No que a bola caiu, os Knicks pediram um tempo de 20 segundos e a transmissão foi para o intervalo.

Aí, exatamente aí, para meu deleite, caiu o sinal da TV a cabo na região onde moro. Caiu também a internet.

Era quase 1 da manhã.

0.4 segundos.

Via 3G, meu telefone teve dificuldades para me contar que Stoudemire ainda tentou, e acertou, um arremesso de 3 pontos que daria a vitória aos Knicks.

Mas a bola saiu das mãos dele depois que o cronômetro zerou.

Disso, eu só soube hoje.

ATUALIZAÇÃO, 20h10 – Vendo os replays da cesta decisiva de Paul Pierce, fiquei com a sensação de que o cronômetro “andou” demais.

Ôps, andou mesmo. New York deveria ter 0.6s para a última bola.

De qualquer forma, ainda que pareça que só uma ponte-aérea desesperada daria certo naquela situação, foi bom ver o técnico Mike D’Antoni tentar o impossível. Por dois motivos:

1 – era para ganhar o jogo

2 – e de um jeito que ninguém esperava

A HORA DO SHOW

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dependendo da sua idade, talvez você se lembre do dia em que Magic Johnson divulgou, em entrevista coletiva, que era portador do vírus HIV.

Foi em 1991, e eu me lembro como se fosse ontem.

À época, Johnson declarou que sua contaminação foi resultado de anos e anos de sexo desprotegido na década de 80, estilo de vida de um astro da NBA que afirmou ter “entre 300 e 500 parceiras por ano”.

Um livro recém-lançado nos Estados Unidos “ilumina” o ambiente que reinava, literalmente, no vestiário do fantástico time do Los Angeles Lakers, no período que ficou conhecido como “Showtime” (5 títulos nos anos 80).

“Jerry West: The Life and Legend of a Basketball Icon”, é mais uma biografia de um dos maiores jogadores da história da NBA, que também foi técnico e gerente geral dos Lakers. É de West, para quem não sabe, a silhueta que aparece no logotipo oficial da Liga.

No livro, o autor Roland Lazenby escreve:

“Havia uma sauna no vestiário, em que a estrela (Johnson) e outros jogadores entretinham mulheres, até mesmo após os jogos. Johnson ia para a sauna, transava, vestia um roupão e voltava para dar sua entrevista pós-jogo.”

Lazenby perguntou a West, que era executivo dos Lakers nos anos dourados, como o clube permitia um “comportamento tão questionável”. West não negou os excessos:

“Eu me importava. Eu fazia muita coisa por aqueles caras. Algumas coisas que fiz foram ridículas. Se as pessoas soubessem, ficariam indignadas. Foi um período maluco para nós.”

E você pensava que “tratamento diferenciado” era só uma dispensa do treino da manhã…

NOTINHAS PÓS-RODADAS (e um recorde no Texas)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Começando pelo clássico carioca:

* Fred perdeu gols que ele normalmente faz, e o Vasco (0 x 0 com o Fluminense, 6 x 5 nos pênaltis – 30.490 pagantes no Maracanã), pela primeira vez em seis anos, está numa final de turno estadual.

* Por falar em Fred (que obviamente não tem culpa): a cobrança dele na decisão por pênaltis é a prova de que algo precisa ser feito em relação à paradona.

* Após a derrota do América (2 x 1 para o Olaria), Bebeto está no mercado. A primeira experiência dele como técnico durou oito jogos – 3V, 1E e 4D.

* Constrangedora falha de Felipe no gol da Portuguesa (1 x 1 com o Corinthians: Marco Antonio e Elias – público ND no Canindé), que inexplicavelmente jogou de preto numa tarde infernal em São Paulo.

* Defesaça de Fábio no último minuto do jogo, impedindo (com a colaboração da trave) um gol de cabeça de Jucilei.

* Primeira vitória do São Paulo (1 x 0 no Ituano: Rogério Ceni – 6.953 pagantes no Novelli Junior) fora de casa no ano, com o octagésimo-sétimo gol de seu goleiro.

* E se o calor das 3 da tarde (horário real) já era absurdo em São Paulo, imagine como estava em Itu…

* O Palmeiras (1 x 1 com o Botafogo: William e Léo – 10.481 pagantes no Santa Cruz), que pelo menos jogou à noite em Ribeirão Preto, certamente sentiu o cansaço na semana em que foi ao Piauí jogar pela Copa do Brasil.

* Ótima atuação do goleiro Weverton, um dos motivos pelos quais o Botafogo não perde há cinco jogos.

* O Pacaembu não viu a festa que esperava na estreia de Robinho como titular do Santos (2 x 1 no Rio Claro: Jackson, André e Giovanni – 32.001 pagantes), diante do sempre ótimo público quando o time joga em São Paulo.

* Mas viu uma vitória de virada do líder do Campeonato Paulista, com gol de Giovanni aos 44 minutos do segundo tempo.

* A quarta expulsão na temporada não impediu o Cruzeiro de vencer (2 x 0 na Caldense: Wellington Paulista e Gilberto – público ND no Ronaldão) e chegar à vice-liderança do Campeonato Mineiro.

* Fábio (um dos quatro titulares escalados) pegou um pênalti, o árbitro mandou voltar, e ele pegou de novo.

* Obina marcou pela primeira vez com a camisa do Atlético Mineiro (2 x 2 com o Uberaba: Obina, Muriqui, André Nascimento e Douglas – público ND no Uberabão), que permitiu o empate no final do jogo.

* O paraguaio Cáceres foi expulso no primeiro tempo.

* A vitória do Grêmio (2 x 1 no São José: Juca, Mithyuê e Fábio Santos – 3.807 presentes no Olímpico) só aconteceu porque o termômetro marcou dois graus a menos do que o limite de 35, imposto pelo sindicato dos jogadores.

* Estranho que a medição oficial, da Federação Gaúcha, tenha sido feita na sombra. O Olímpico é coberto?

* A vantagem na fase decisiva da Taça Fernando Carvalho é do Internacional, que venceu o Esportivo (2 x 1: Kléber, Marco Aurélio e Alecsandro – público ND no estádio Montanha dos Vinhedos) e somou o maior número de pontos.

* O Inter insiste em antecipar o jogo contra o Juventude para quarta-feira à tarde (o Grêmio joga à noite), mas a proximidade entre o Beira-Rio e o Olímpico preocupa a Polícia Militar.

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O fato de 108.713 pessoas terem assistido a um jogo de basquete, marca que vai para o Livro dos Recordes, já é suficientemente especial.

Me faz lembrar os jogos da seleção brasileira de vôlei, nos anos 80, realizados no Maracanã e no Morumbi.

Ou quando a Espanha fez a final da Copa Davis de tênis num estádio para 72 mil pessoas em Sevilha.

Na boa, é legal pra caramba.

A fartura de espaço no Cowboys Stadium permitiu que a NBA fizesse um show espetacular na abertura do All-Star Game (Leste 141 x 139 Oeste, Dwyane Wade MVP com 28p, 11a, 6r),

Não falo da performance do rapper Usher, que não está entre meus preferidos. Mas sim da apresentação dos jogadores.

Num palco montado ao lado da quadra, os titulares literalmente brotaram do chão, erguidos à superfície por plataformas, com a devida produção de luzes e fumaça.

Depois, atravessaram um corredor com fãs dos dois lados, tocando as mãos das pessoas até chegarem à quadra.

Cobri quatro edições do Jogo das Estrelas, entre 2001 e 2004, e pude ver de perto do que a NBA é capaz de fazer.

Mas o pré-jogo de ontem em Dallas foi, de longe, o melhor de todos.

É HORA DE…

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

… agradecer.

A todos que ajudaram a fazer este blog em 2009.

Como já disse muitas vezes, mas nunca será demais, a comunidade (falando sempre em qualidade) que se formou aqui desde 2006 é motivo de orgulho para mim.

São vocês, mais do que eu, os responsáveis pelo sucesso deste espaço.

Fica aqui o meu compromisso para que sejamos ainda melhores no próximo ano, em que teremos tanto para conversar.

Meus votos de um excelente 2010 a todos.

Tenham uma ótima passagem de ano. Que seja uma noite divertida, animada, mas acima de tudo, segura.

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Sabem quem certamente terá um réveillon felicíssimo?

Anderson Varejão.

Na rodada de ontem da NBA, o Cleveland Cavaliers recebeu o Atlanta Hawks e venceu por 106 a 101.

Na noite em que completou 25 anos, LeBron James teve uma atuação comum: 48 pontos, 10 rebotes, 6 assistências, 2 bolas roubadas e 2 tocos.

O melhor presente que ele ganhou foi a bola de 3 pontos que Varejão acertou, a 17,2 segundos do final.

Foi a primeira cesta de 3 de Varejão na NBA.

Vídeo aqui.