Fernandão escreveu em seu blog que o Internacional lhe fechou as portas. O clube não é citado nominalmente, mas nem precisa.
O Internacional respondeu que a reclamação não procede, e que estará sempre aberto ao capitão das conquistas da Libertadores e Mundial da Fifa em 2006.
Mas Fernandão é jogador do Goiás. O que, provavelmente, já era fato na noite de domingo, quando o técnico Hélio dos Anjos falou sobre “uma contratação surpreendente” (não me lembro se foi essa a palavra que ele usou, mas é por aí).
Surpreendente mesmo. Quem achou que Fernandão voltaria para um clube que a) não se chama Internacional, ou b) não é de São Paulo, deveria ter cantado a bola antes, junto com o técnico do Goiás.
À redação da ESPN Brasil, a mesma notícia chegou três vezes. Na sexta-feira passada, via um dirigente do São Paulo, dizendo que o acerto estava “apalavrado”.
No domingo, via uma pessoa ligada a dirigentes do Palmeiras, dizendo que Fernandão “tinha assinado” com o clube.
Obviamente, nos dois casos, estávamos diante de distorções da verdade, otimismo exagerado ou apenas precipitações.
Desnecessário dizer que o reforço é ótimo para o Goiás. E que a dupla Iarley-Fernandão tem tudo para fazer estragos.
Desnecessário, também, colar a etiqueta de “traidor” no peito de Fernandão. Como se ele tivesse alguma obrigação de voltar para o Beira-Rio.
Ele afirma que não abriu negociações com time nenhum, que não tratou de valores com ninguém.
Mesmo que tivesse feito as duas coisas, e com o Inter, enquanto o papel não está assinado, cada lado tem todo direito de mudar de opinião.
Compreende-se a decepção do torcedor colorado, mas não deveria ser mais do que isso.
Mesmo porque o Inter está na parada pelos serviços de Edu, ex-São Paulo e Betis, o que pode indicar um desenho para o time em que Fernandão não se encaixa.
E qual seria o problema?
De qualquer maneira, aguardamos pelos “motivos” que Fernandão prometeu em seu blog.
Só por curiosidade.