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Arquivo da Categoria ‘internacional’

ELEMENTO COMUM

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Francisco Carlos do Nascimento é o árbitro (FIFA/AL) que não viu o gol de mão de Barcos, no sábado.

Se você está acompanhando o caso, provavelmente ligou o nome ao fato.

Mas talvez você não saiba que não é a primeira vez que uma decisão tomada por ele, em campo, termina por ser modificada em circunstâncias misteriosas.

No dia 28 de agosto, em jogo entre Atlético Paranaense e Joinville, pelo Campeonato Brasileiro da Série B, Nascimento marcou como pênalti uma falta que aconteceu fora da área.

Após mais de 3 minutos de deliberações, a marcação foi corrigida sem que a explicação ficasse clara. Escrevi uma coluna sobre o episódio.

Alguns dias depois do jogo, o quarto árbitro se apresentou como a pessoa que percebeu o erro e o corrigiu. Certo.

Agora, o mesmo Francisco Nascimento se envolve na polêmica de Internacional x Palmeiras.

Dá para afirmar que ele é a favor da utilização da tecnologia na arbitragem de futebol.

Ou é extremamente azarado.

Ou ambos.

MAIS SOBRE AS COPAS

sexta-feira, 11 de maio de 2012

E os times do ar rarefeito levaram 14 x 0… (tema da coluna de amanhã, no Lance!)

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O Bolívar entrou na lista dos times humilhados não por falta de capacidade, mas por falta de educação.

Não fossem as barbaridades vistas no jogo de ida, talvez o Santos (8 x 0) parasse nos 4 x 0.

A resposta com classe e gols, sem dó, foi a melhor possível.

O Santos tem hoje o monopólio do que – ainda – podemos chamar de “futebol brasileiro”, pelo estilo e pela capacidade de produzir noites como a de ontem.

Não que outros times (Corinthians, Fluminense, Vasco…) não sejam competentes e competitivos. Não que outros times não possam vencer o Santos em qualquer dia. A conversa não é essa.

É o tipo de futebol que o Santos pode praticar, um degrau acima em estética.

Não só por eles, mas principalmente, é lógico, pela presença de Neymar e Ganso.

Pois o Santos pode fazer 8 gols num jogo em que Neymar marca “só” duas vezes.

E pode oferecer a todos nós um gol de letra como o de Ganso, sobre o qual não é preciso dizer nada.

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Diga aí o que você pensou no momento em que Leandro Damião abriu o placar no Engenhão…

Foi o tal “gol qualificado”, que transformaria o 0 x 0 do Beira-Rio num excelente resultado.

E por que a vantagem do Inter, fora de casa, não desequilibrou o jogo? Porque praticamente não houve jogo entre o 1 x 0 e o 1 x 1.

Dois minutos separam os dois momentos. E o clássico brasileiro recomeçou, aos 15 do primeiro tempo, com o time da casa sabendo que precisava fazer “apenas” mais um gol.

Gol que saiu em lance parecido, no final da etapa, jogada ensaiada de cobrança de falta.

Até se ver em desvantagem, o Inter teve chances – em quantidade e qualidade – para voltar a marcar.

Mas não teve organização e força para pressionar como deveria no segundo tempo (exceto nos últimos minutos, tudo ou nada). Esse papel ficou com o Fluminense, que não deixou de ser ofensivo mesmo com o resultado a seu favor.

É comum ouvirmos referências a gols sofridos em faltas e escanteios como lances que “valem menos”.

“Levamos dois gols de bola parada…”

A questão em relação a esse tipo de jogada é que é possível – ou deveria ser – impedi-las.

Times têm condições de estudar e encontrar soluções para não sofrer gols assim. Em tese, é menos difícil do que neutralizar os movimentos ofensivos de um adversário com a bola rolando, quando talento e improvisação quase sempre encontram alternativas.

Mas não é isso que se vê. A bola parada continua eficiente, produzindo muitos gols pelo mundo.

No Engenhão, valeu a classificação do Fluminense, cirúrgico nas cobranças de Thiago Neves e, principalmente, nos dois momentos em que foi à rede.

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No começo da semana que vem, teremos um post sobre as semifinais da Libertadores.

O blog até que não foi mal nas previsões das oitavas.

Vamos ver se os comentaristas de palpites aparecerão…

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Imaginava-se que a Ponte Preta marcaria um gol no Morumbi.

A defesa do São Paulo não vem oferecendo a segurança necessária para afastar tal possibilidade.

Só não se imaginava que seria um golaço de Somália, num voleio espetacular.

Golaço que aumentou o tamanho do buraco em que o São Paulo se enfiou no confronto, àquela altura dependendo de três gols – sem sofrer mais nenhum – para sobreviver na Copa do Brasil.

O momento chave do jogo foi a bobagem da zaga da Ponte, indecisão entre goleiro e zagueiro que criou o gol de Lucas.

Na situação em que o São Paulo se encontrava, a diferença entre ir para o intervalo com 1 x 1 e com 2 x 1 é gigantesca.

Gigantesca.

Na pressão que era óbvia durante o segundo tempo, Luis Fabiano marcou o terceiro, em seu gol predileto no Morumbi.

O que o São Paulo realmente ganhou nesta quinta foi o impulso psicológico de uma classificação que, após o gol de Somália, parecia improvável.

NOTAS DA AMÉRICA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A torcida do Internacional não deve lamentar o 0 x 0 de ontem.

Eu sei, o pênalti perdido por Dátolo tem gosto amargo, dificulta a análise otimista do que poderia – deveria ? – ter sido uma vitória em casa.

Mas olhar para o placar não é olhar para o desempenho. E para olhar para o desempenho, é obrigatório lembrar que o Inter não teve sua força máxima contra o Fluminense.

Confrontos domésticos eliminam uma das principais características da Libertadores. Quando times de países diferentes se encontram, não ocorre um “jogo de 180 minutos”. São dois jogos de 90 minutos, diferentes entre si.

A partida de volta é condicionada pelo resultado da ida e pela mudança de território.

Quando vemos um Internacional x Fluminense, a noção de um tempo em cada casa, bem parecidos, fica mais clara.

Não foi ruim o jogo de ontem no Beira-Rio (0 x 0). Como se esperava, ninguém correu riscos extremos. Joga-se pensando que o confronto não é decidido na ida, e o que termina acontecendo é isso mesmo.

Nenhum motivo para imaginar que os comportamentos de ambos serão distintos no Engenhão. Serão apenas invertidos, com o mandante um pouco mais agressivo.

Até um gol sair. Essas partidas são libertadas (sem trocadilho, juro) por gols.

No Beira-Rio, zero. O Inter esteve mais perto, e agora sonha com o chamado “gol qualificado”.

O Flu vai para casa, o que é sempre um bônus de confiança.

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O primeiro gol de Bolívar x Santos (2 x 1) foi, sim, marcado pela altitude.

O salto atrasado de Rafael indica que o goleiro foi traído pela velocidade da bola. Claro, ela bater em suas costas e entrar é puro azar.

De resto, tudo que aconteceu nas alturas de La Paz era previsível, por ser um filme que já vimos muitas vezes.

O Bolívar é melhor do que outros times bolivianos que aparecem na Libertadores. Gosta um pouco mais da bola, no sentido de não ser apenas uma equipe que se fecha e corre.

Mas, como seus compatriotas, é um time a 3.800 metros de altitude e outro ao nível do mar.

A versão praiana do Bolívar deve sofrer muito na Vila Belmiro.

Sem entrar no mérito do debate sobre jogos nas nuvens, essas circunstâncias devem ser respeitadas.

O que não pode acontecer, como bem disse Neymar, é “essa guerra na Libertadores”.

Não dá mais para ver jogos de futebol serem prejudicados por esse ambiente bélico, típico de épocas em que não se ganhava o torneio só na bola.

Eram épocas, também, em que não havia controle de doping, transmissão pela televisão de todos os jogos e arbitragens respeitáveis.

A Conmebol envenena seu próprio produto ao fingir que não vê esses abusos.

NOTAS DA LIBERTADORES

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Muriel, goleiro do Internacional (1 x 1 com o Santos: Ney e Alan Kardec), foi decisivo no bom jogo de ontem no Beira-Rio.

O ponto alto de sua atuação foi uma defesa difícil num chute alto de Neymar, que buscava o ângulo esquerdo.

Muriel saltou e conseguiu e conseguiu tocar na bola, que ainda bateu no travessão. Seria gol certo, possivelmente o da vitória do Santos.

O desempenho do goleiro foi especialmente importante num jogo em que o Inter estava desfalcado, e Neymar, numa daquelas noites em que algo interessante acontecia a cada vez em que ele tocava na bola.

O Internacional permitiu que o astro santista recebesse bolas entre as linhas, o que é uma receita para viver perigosamente.

Numa dessas ocasiões (aos 3’07″ deste clipe de melhores momentos), Neymar recebeu de Ganso e aplicou um drible tão desconcertante em Rodrigo Moledo, que o zagueiro colorado caiu no chão.

Moledo, que seria expulso pouco depois, já tinha sofrido nos pés de Neymar no jogo da Vila Belmiro.

Ele certamente encontra conforto ao saber que a lista de zagueiros com experiências semelhantes só aumentará.

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Quem não viu a derrota do Flamengo (Emelec 3 x 2: Léo Moura, Luciano Figueroa-2, Deivid e Fernando Gaibor) no Equador e só deu uma olhada nos melhores momentos, deve ter ficado bem impressionado com Luciano Figueroa.

O atacante argentino do Emelec aparece com dois gols de cabeça e mais uma bola na trave, também pelo alto.

As imagens podem sugerir que Figueroa é uma força dominante em jogadas aéreas, o que não corresponde à verdade.

Foram os primeiros gols de cabeça do centroavante nesta edição da Libertadores (ele também marcou na primeira rodada, contra o Olimpia, cobrando um pênalti que absolutamente não aconteceu). O que mostra como foi ruim a atuação da defesa do Flamengo.

No segundo gol equatoriano, por exemplo, Figueroa era marcado por Junior Cesar.

O Flamengo se agarra a pequenas chances de jogar as oitavas de final, e não pode culpar nada além dos próprios defeitos.

HIPERESPAÇO

quinta-feira, 8 de março de 2012

 

Uma das características mais impressionantes de Neymar é sua velocidade com a bola.

A capacidade de acelerar, desacelerar, trocar de direção e utilizar seu repertório de dribles para iludir marcadores já seria notável se Neymar operasse na rotação normal.

Para desespero de quem precisa marcá-lo, o garoto tem uma marcha a mais, um “modo hiperespaço” (como os caras da foto acima. Tem outra imagem deles aqui.)

No futebol mundial, além de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, ninguém mais consegue ser tão rápido com a bola dominada.

O que Neymar fez no terceiro gol  do Santos (3 x 1 no Internacional), ontem, foi assustador. Ele estava tão à frente, em todas as dimensões, que foi impossível acompanhá-lo. Já rolou a bola para longe, logo no primeiro drible, e deixou o mundo para trás.

Incrível capacidade de saber onde está, onde estão os outros, onde se quer chegar e como chegar até lá. Tudo isso sem perder a bola e, claro, criando as condições de finalizar com sucesso.

Neymar é um exímio finalizador, também. Mas isso é óbvio faz tempo.

O segundo gol impressionou de forma semelhante, apesar das diferenças (mais tráfego, mais dribles). A velocidade de raciocínio e de movimentos também decidiu.

Há um momento em que, já dentro da área, o zagueiro Rodrigo Moledo identifica a oportunidade de dar o bote na bola. E o faz. Mas, quando faz, Neymar já não estava mais ali.

A impressão que dá é que ele está a 300 por hora, os outros jogadores estão a 100, e, para Neymar, tudo se move em câmera lenta.

É covardia.

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Bravíssima e histórica atuação do Fluminense (2 x 1 no Boca Juniors), em La Bombonera.

Pode-se dizer que o Boca de hoje não é aqueeeeeeeele Boca, mas estava invicto havia 36 jogos e isso encerra o debate.

O resultado não pode ser supervalorizado, lógico, mas faz parte dos momentos que constroem um time vencedor.

Quando passam do discurso teórico do “nós podemos” para a prática do “nós fizemos”, times ganham força mental e se tornam mais conscientes do que são capazes.

No caso do Fluminense, saber que é capaz de fazer o que não acontece sempre (o Boca só perdeu 5 vezes em sua casa pela Libertadores: Santos, Cruzeiro, Cruz Azul, Paysandu e Fluminense) é uma arma e tanto.

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O Corinthians (2 x 0 no Nacional-PAR) conseguiu um resultado obrigatório. Sem ser brilhante mas sem sofrer nem um minuto.

Dessa vez, a ”neura” da Libertadores não jogou a favor do adversário, transformando-o num time melhor do que realmente é.

A torcida e o clima no Pacaembu têm muito a ver com isso, mas, em última análise, tudo começa com o comportamento do time.

Ter conseguido controlar o jogo e o ambiente foi tão importante quanto vencer.

OLHA O DAMIÃO…

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

É obrigatório repetir que há quem diga que ele não tem técnica…

Não importa como se chama o drible que Leandro Damião aplicou no lateral argentino Papa, no “Subclássico das Américas”.

Lambreta, carretilha, cavalo-marinho…

Foi o melhor lance de um 0 x 0 sonífero, e uma imagem que comprova o talento bruto do atacante do Internacional.

Damião mostra um repertório em evolução (sim, eu sei, ele já tinha feito um lance parecido no Campeonato Gaúcho…), uma relação cada vez mais íntima com a bola, um potencial cada vez mais assustador.

E ainda há espaço para aprimoramento.

No mesmo lance, a impressão que ficou é que o último toque na bola não foi perfeito. Talvez o gol não fosse sua intenção.

Damião é um centroavante melhor a cada amostra. Exibe mais recursos, mais maneiras de criar perigo. Como um super-herói descobrindo novos poderes.

Deve ser interessante ouvi-lo relatar o próprio desenvolvimento.

O caminho ainda está no início, claro. Valerá muito a pena acompanhar.

NOTAS PÓS-RODADAS

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A notícia do fim de semana não foi…

… mais uma vitória do Palmeiras (2 x 0 no Grêmio Prudente: Thiago Heleno e Douglas-contra), líder do Campeonato Paulista, que caminha para a classificação em primeiro lugar mostrando um futebol que, se não é brilhante, é confiante.

Também não foi mais uma vitória do São Paulo (4 x 1 no Noroeste: Rogério Ceni, Marlos, Dagoberto, Aleílson e Ilsinho), com a tranquilidade de quem resolveu um problemão no meio da semana passada, na Copa do Brasil.

Não foi a apresentação de Adriano ao Pacaembu, momentos antes de mais uma atuação fraca do Corinthians, na derrota (2 x 1: Eduardo-2 e Paulinho) para o São Caetano.

E nem a estreia de Murici Ramalho, empatando (0 x 0 com o Americana) no comando de um Santos desfalcado e obviamente muito mais interessado no jogo da próxima quinta-feira, pela Libertadores.

A fantástica fase de classificação do Campeonato Paulista está, que pena, chegando ao fim. E com um detalhe: os times que fizeram uma das semifinais do ano passado (Grêmio Prudente x Santo André) estão rebaixados.

A notícia do fim de semana também não foi a vitória do Flamengo (2 x 0 no Botafogo) no clássico que teve homenagem às vítimas do massacre de Realengo, e dois gols de Thiago Neves.

Resultado que classificou o Vasco (2 x 1 Cabofriense: Bernardo, Zotti e Alecsandro), inexplicavelmente vaiado pelo próprio torcedor durante o jogo em São Januário.

Ou a goleada do Fluminense (5 x 1 no Americano: Gustavinho, Conca, Araújo-2, Mariano e Marquinho), com uma atuação estimulante de Conca.

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A notícia do fim de semana foi a volta de Paulo Roberto Falcão ao futebol, como técnico do Internacional.

O simples anúncio da contratação já eliminou um problema que, pelo que se apurou, pesou na demissão de Celso Roth: a relação de antipatia com a torcida.

Pode o colorado não se dar bem com Falcão?

Mas o sucesso da empreitada depende de muitos outros fatores. E o principal é imprevisível.

Não há como dizer se o técnico Falcão dará certo no Inter. A comparação com sua primeira experiência na carreira está muito distante, no início da década de 90.

Na Seleção Brasileira, no próprio Inter e no Japão, as coisas não andaram bem a ponto de levá-lo a outra profissão, do lado de cá do balcão.

Por isso, vejo Falcão muito mais como um comentarista que virou técnico do que como um técnico que recuperou sua carreira após dezesseis anos como comentarista.

Como jogador, é até desnecessário dizer, Falcão foi o volante que todos os volantes gostariam de ser.

Além da imprevisibilidade e dos riscos que fazem parte da rotina de todos os treinadores, Falcão enfrentará um outro problema: as pessoas que tocam o futebol do Inter dão a impressão de não saberem bem o que querem.

Exemplos? Um: o Roth de hoje é o Fossati de ontem. Outro: o plano de jogar o Gauchão com o time B (e priorizar a Libertadores) foi suspenso após uma derrota que custou o emprego do técnico. O que prova que não havia plano.

Falcão, maior ídolo do clube em todos os tempos, será tratado com o respeito que os ícones merecem até alguém achar que Falcão é Falcão e o técnico do Inter é o técnico do Inter.

Foi assim com Zico, como dirigente, no Flamengo.

O coração que hoje explode de alegria pode transbordar de mágoa em pouco tempo.

Exalte-se a coragem de Falcão. Ele tinha, provavelmente, o melhor emprego que um ex-jogador brasileiro pode ter. Mas não lhe bastava.

Que seja feliz.

A QUARTA DO FLU E DO INTER

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Fluminense que foi campeão brasileiro ainda não jogou na Libertadores.

Lesões e as consequentes alterações na escalação/sistema estão diretamente envolvidas na situação desconfortável no grupo 3, depois do segundo empate (0 x 0 com o Nacional-URU) em casa.

O drama de Muricy Ramalho no ataque ficou tão grave que Conca teve de jogar avançado, perto de Rafael Moura.

Lógico que o argentino fez falta no setor onde rende mais. Cobertor curto.

Essa parte é ruim, mas tem explicação.

O que é difícil de entender é o público de 10.017 torcedores presentes ao Engenhão, num jogo que todo o continente sabia que o Fluminense tinha de vencer.

Suspeito que ingressos entre R$ 60,00 e 80,00, para um jogo às 21h50, quase no fim do mês, têm algo a ver com isso.

Dos quatro próximos jogos, o Fluminense será visitante em três. As duas últimas rodadas, decisivas, serão em Montevidéu e Buenos Aires.

O time que foi campeão brasileiro precisa aparecer.

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Falando em coisas aparentemente sem explicação, o que está acontecendo com Bolatti, volante recém-contratado pelo Internacional?

Voltando uma rodada, o argentino marcou os três primeiros gols do Inter (4 x 0 no Jaguares-MEX: Bolatti-2, Leandro Damião e Oscar) na Libertadores.

Isso depois de avisar que não era para o torcedor se acostumar.

O atual campeão goleou e lidera seu grupo, no saldo. O que não impediu que Celso Roth ouvisse que havia um burro em algum lugar do Beira-Rio.

MAIS NOTONAS PÓS-RODADA

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Se a estreia de Rivaldo no São Paulo (3 x 2 no Linense: Eric, Marlos, Rivaldo, Rogério Ceni e Alessandro Cambalhota) se resumisse à jogada de seu gol, já teria sido um sucesso.

Não são numerosos os jogadores capazes de dominar bolas no mesmo movimento em que driblam seus marcadores.

Mais raros ainda são aqueles que o fazem com um toque de coxa, preparando o lance para a conclusão.

Foi o que Rivaldo fez (além de correr, bater os escanteios e recuar para jogar como volante) no gol de empate do São Paulo.

Por aí, tem gente dizendo que foi sem querer…

No segundo tempo, Dagoberto desobedeceu PC Carpergiani, foi repreendido e reclamou gesticulando.

O São Paulo não tinha mais direito a subsitituições, mas os microfones perto do banco captaram o técnico gritando: “Se quiser, pode sair!”.

Uma frase de Carpegiani na entrevista coletiva foi, para mim, definitiva: “prefiro lidar com jogadores mais profissionais”.

Como escrevi no Twitter (@KfouriAndre), a decisão de negociar Dagoberto está em “ON” há tempos. Ocorre que as ofertas não foram consideradas suficientes. Quando foram, Dagoberto, em seu direito, recusou.

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O começo de temporada de Fred não poderia ser melhor. Na vitória sobre o Duque de Caxias (3 x 1), o atacante marcou os 3 gols do Fluminense.

Já tem 8, em cinco jogos.

O 2010 de Fred terminou muito bem, com o título brasileiro. Mas o ano passado foi marcado também pelas lesões que o afastaram em vários momentos.

Ele parece em busca dos gols que não pôde fazer. Difícil encontrar alguém que, até agora, tenha jogado mais.

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Seria um consolo dizer que o Vasco (0 x 0 com o Volta Redonda) não perdeu o quinto jogo seguido?

Eu sei, não.

Ricardo Gomes já deve estar pensando, entre muitas outras coisas,  na Taça Rio.

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Na estreia de seus titulares na temporada, o Inter ganhou (3 x1: Jardel, Leandro Damião e D’Alessandro-2) o Juve-Nal.

O segundo gol do Cabezón foi uma beleza. Tabela com Alex, chute colocado de esquerda no cantinho. Clássico.

A NOITE INTERNACIONAL DO MAZEMBE

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quando o goleiro do Mazembe pegou um chute de Rafael Sóbis (em jogada de D’Alessandro e Alecsandro, pela direita, aos 10 minutos), dentro da área e de frente para o gol, ninguém poderia afirmar que o lance seria uma das lamentações do Internacional.

Afinal, o roteiro imaginado para o confronto entre um dos melhores times brasileiros e o melhor time africano era esse mesmo.

Tanto que o gol desperdiçado por Sóbis foi apenas um entre tantos que o Inter não fez, com e sem a intervenção do goleiro Kidiaba, aquele das comemorações “rastejantes” que jamais serão esquecidas pela torcida colorada.

E é engraçado como a leitura de um jogo muda conforme chances são criadas, mas não concluídas. O sinal claro de superioridade se transforma em prenúncio de problemas. Não sabemos exatamente quando o “volume de jogo” vira “falta de eficiência”, mas é o que acontece.

Aí a sensação de que “deveríamos estar ganhando” passa a ser um aflito interesse em “quanto tempo falta?”, porque o 0 x 0 já seria péssimo e perigoso.

Mas nada explica a quantidade de tempo e liberdade que Kabangu (?) teve para dominar, na área, uma bola que lhe escapava, e bater sem ser incomodado.

Assim como nenhum colorado entenderá como o segundo gol saiu depois de uma pedalada de Kaluyituka (?!) em Guiñazu, que não conseguiu cortar o chute.

Incrível? Sim, pois o Inter não perdeu porque entrou em campo já pensando na final, sem a devida concentração. O Inter perdeu porque falhou.

Vexatório? Sim, porque em nenhuma circunstância pode se achar normal a eliminação de um representante do futebol brasileiro por um representante do futebol do Congo.

Com todo o respeito que os congoleses merecem.

Hoje, o Todo Poderoso Mazembe (as duas primeiras palavras fazem parte, oficialmente, do nome do clube) não apenas chocou o mundo do futebol. Não apenas se classificou para a final do Mundial de Clubes da Fifa.

O time que se ajoelha, se abraça e reza sobre a linha do gol legitimou o formato do torneio. E a participação de quem era considerado o componente exótico de uma festa reservada a europeus e sul-americanos.