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Arquivo da Categoria ‘fluminense’

NOTINHAS DA CLA

sexta-feira, 8 de março de 2013

Todos os brasileiros jogaram, só dois venceram:

* A atuação do Grêmio (4 x 1 no Caracas, na Arena) não deixou dúvidas sobre as pretensões e as possibilidades do time no torneio.

* Equipes de rádio da Venezuela que foram transmitir o jogo tiveram de gravá-lo, por causa do luto no país pela morte de Hugo Chávez.

* Num torneio em que vencer como mandante é quase sagrado, o Fluminense (1 x 1 com o Huachipato, no Engenhão) deixou de ganhar dois jogos em casa, mas lidera seu grupo.

* O lance do pênalti cometido pelo Huachipato é dos mais bizarros dos últimos tempos.

* A vitória do Palmeiras (Tigre 1 x 0, na Argentina) esteve nos pés de Kleber, num lance que ele certamente gostaria de ter de volta.

* “Torcedor” que pressiona – e nem estou falando necessariamente de agressão – o time do Palmeiras nesta edição da Libertadores prova que não tem um mísero neurônio.

* Acabou – em 17 jogos – a sequência invicta do Corinthians (Tijuana 1 x 0, no México) na competição. O que é normal. Anormal é vencer a Libertadores sem perder nenhum jogo.

* Os três jogos do clube até agora foram “estranhos”: um a quase 4 mil metros de altitude, outro sem torcedores no estádio, e outro em gramado artificial.

* O empate do São Paulo (1 x 1 com o Arsenal, no Pacaembu) ofuscou mais uma atuação primorosa de Jadson.

* Situação complicada: a obrigação de vencer no Atlético no último jogo, no Morumbi, sem depender de outro resultado para se classificar, pode ser o melhor cenário.

* O Atlético Mineiro (2 x 1 no Strongest, no Independência) é um dos dois únicos – Tijuana – times com 100% de aproveitamento.

* Outra boa partida de Ronaldinho Gaúcho, atuando entre as linhas do time boliviano.

NOTINHAS DA CLA

sexta-feira, 1 de março de 2013

Algumas linhas sobre os jogos dos clubes brasileiros, nesta semana, pela Libertadores:

* Tão sensacional quanto a goleada do Atlético Mineiro (5 x 2) sobre o Arsenal foi a presença da torcida brasileira na Argentina.

* Cerca de 2500 torcedores, destaque nos jornais argentinos. Foi como se o jogo quisesse agradecê-los, prova de que “a sorte acompanha os audazes”.

* Os empates e as vitórias dos mandantes estão proibidos no Grupo 8, do Grêmio e do Fluminense (2 x 1 no Huachipato, no Chile).

* O inacreditável gol perdido por Wellington Nem não fez falta.

* O time do Millonarios, que já não é dos mais fortes, demorou uns bons 15 minutos para entender o que estava acontecendo no Pacaembu vazio.

* Pareceu estar em ritmo de treino, contra um Corinthians (2 x 0) tranquilo e concentrado.

* O São Paulo (2 x 1 no The Strongest) não jogou bem, mas cumpriu o primeiro mandamento da Libertadores: “não deixarás de vencer em casa”.

* Mexidas de Ney Franco funcionaram no segundo tempo.

* O Libertad (2 x 0 no Palmeiras) é claramente o time mais forte do grupo 2. Resultado normal.

* Se não perder para o Tigre, o Palmeiras tem todas as condições para encaminhar sua classificação nas duas rodadas seguintes, ambas em casa.

AS COPAS

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nos Estados Unidos, costuma-se dizer que o beisebol é um “jogo de polegadas”.

Não há motivo para não parafraseá-los e dizer que o futebol é um “jogo de centímetros”.

Centímetros que alteram destinos e diferenciam o êxtase da angústia.

Que glorificam e condenam.

Que obrigam “a narrativa” a procurar áreas com cores definidas, preto ou branco, num esporte feito de gigantescas manchas cinzas.

Depende apenas do jeito de olhar.

Aos 18 minutos do segundo tempo de Corinthians x Vasco (1 x 0: Paulinho), um lance incomum aconteceu.

Um jogador atravessou o campo, com a bola dominada, livre, em direção ao gol adversário.

Naqueles poucos segundos, só Diego Souza e Cássio podem dizer o que passou por suas mentes.

Eu posso dizer o que passou na minha: “Pronto: Alessandro é o culpado de 2012″.

O erro do lateral corintiano, jogador de linha mais recuado do time num momento em que só o goleiro estava no campo de defesa, fatalmente o enviaria ao exílio onde outros que falharam na Libertadores se encontram.

Mas os dedos da mão esquerda de Cássio o salvaram.

Diego Souza deveria ter feito o gol? Sem dúvida.

O tempo para escolher o que fazer pode ter atrapalhado? Talvez.

E o mérito de Cássio?

Enorme.

No jogo dos centímetros, o leve toque na bola marcou a pequena distância entre gol e escanteio.

Mesma distância que separa os adjetivos direcionados a Diego Souza.

E a Alessandro.

Foi outro jogo intenso, brigado, favorecido pelo estado do gramado e prejudicado pela descomunal pressão por não poder errar.

Os dois times jogavam por um gol, que seria mais decisivo para o Vasco, por ser “qualificado”.

Por isso a defesa de Cássio foi tão transformadora.

Por isso Paulinho, crucial, decidiu.

Centímetros. Gigantescos centímetros.

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A bem da verdade, porque essas coisas ganham vida própria e sempre haverá quem as use de forma maldosa: Tite NÃO disse que o Corinthians era “melhor do que o Chelsea”.

Ao responder uma pergunta que continha um comentário sobre semelhanças na forma de jogar entre os dois times, o técnico discordou com veemência.

“O Corinthians não faz igual ao Chelsea, não faz antijogo, não enfia a bunda lá atrás e fica esperando um gol achado. Tenha um pouco de critério para analisar, ou então é muito burro para ver futebol. Botamos volume de jogo por 45 minutos aqui, e se não fizemos é porque o adversário teve qualidade. Ou bota um óculos, ou é burro.”

Tite também NÃO DISSE que duvida que o Chelsea ganhe o Mundial de Clubes. Sua declaração foi a seguinte:

“Na vitória do Chelsea, o futebol perdeu. Duvido que ganharia se não fosse copa e fosse um campeonato. São ideias de futebol totalmente diferentes, ele colocou duas linhas de quatro e fez um gol numa bola parada. O adversário teve inúmeras possibilidades e nós com 43 minutos estávamos dentro do adversário. Que comparativo é esse?”.

Como escrevi depois da final da UCL, não creio que “o futebol perdeu” com a conquista do Chelsea. Também não acho que o time inglês praticou antijogo.

Especialmente contra o Barcelona, o Chelsea se recusou a jogar. São coisas diferentes.

Mas Tite está absolutamente certo ao discordar da comparação feita sobre as posturas.

O Corinthians é um time de contra-ataque fora de casa, e de posse de bola e pressão como mandante.

Quem vê qualquer semelhança com o que o Chelsea fez na Liga dos Campeões comete um grande equívoco de análise.

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Ontem, mais cedo, ouvi um comentário de um treinador brasileiro sobre Fluminense x Boca Juniors (1 x 1: Carleto e Silva).

Não revelarei o nome para poupá-lo de constrangimentos adicionais.

Ele disse, basicamente, que o Fluminense venceria porque o Boca “não é mais o mesmo”, e porque “Riquelme é muito lento”.

Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas essas eram as ideias.

Veja, palpitei que o Flumienense passaria pelo Boca (mesmo sem Deco e Fred), porque entendo que o time brasileiro é superior ao argentino, e não o encara com excessivo respeito.

Acredito que o que determinou o resultado do confronto foi o fato de o Fluminense não ter feito um gol na Bombonera.

O 1 x 0 em casa deu ao Boca o conforto de especular no Engenhão, de forma a aproveitar a chance que sabia que teria.

É preciso saber jogar uma competição como a Libertadores, e o Boca Juniors é um dos catedráticos na matéria.

Faltou contundência ao Flu no segundo tempo, em que só teve dois momentos para fazer o gol da classificação.

E faltou atenção nos minutos finais, quando o jogador mais talentoso e perigoso em campo teve liberdade para criar.

Riquelme passou o jogo sob competente marcação e distante dos outros meiocampistas de seu time. O Boca pode se dar ao luxo de não ver seu camisa 10 envolvido com frequência nas ações, porque sabe que a ele basta um lance.

Na primeira bola que Riquelme deu, e voltou, o lado direito do ataque do Boca se mexeu e Sanchez recebeu na área em condições de chutar.

Fim de papo.

O Boca pode não ser mais “aquele”, mas enquanto tiver Riquelme e sua maneira de disputar a Libertadores, será sempre uma ameaça.

É só prestar um pouco de atenção.

Escrevo mais sobre Flu x Boca no Lance! desta quinta, especialmente sobre o que acontece com o time argentino quando leva um gol fora de casa.

Ou seja, nada.

O texto estará aqui amanhã.

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Só vi os gols, e alguns lances, da rodada da Copa do Brasil.

Tudo dentro do que se esperava.

Aproxima-se uma semifinal entre Palmeiras (2 x 0 no Atlético Paranaense: Luan e Henrique) e Grêmio (recebe o Bahia logo mais), produzindo um reencontro entre Luxemburgo e Felipão, como nos velhos tempos.

A propósito: esta é a nona participação de um time dirigido por Scolari na Copa do Brasil.

E a sétima semifinal.

São Paulo (2 x 2 com o Goiás: Ricardo Goulart, Jadson, Cortês e Egídio) e Coritiba (4 x 1 no Vitória: Marquinhos, Everton Costa-2, Everton Ribeiro e Roberto) se encontram na outra semi.

O time paranaense, vice-campeão do ano passado, não deve ser desconsiderado.

MAIS DAS RODADAS

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A torcida do Fluminense (Boca Juniors 1 x 0) conheceu ontem o árbitro colombiano José Buitrago.

Se o nome não lhe soa estranho, sim, é o mesmo que dirigiu Emelec x Corinthians.

Buitrago é um apitador especial. Tem pós-doutorado em arbitragem caseira, graduação que exibe orgulhosamente em suas atuações na Libertadores.

É um mestre do duplo critério, com especialização em inversão de faltas.

Isto posto, seu comportamento não deveria ser novidade.

Especialmente numa noite em que a ocorrência que desequilibrou o jogo não teve influência do árbitro.

Carlinhos levou um amarelo merecido por uma falta forte, e depois, em momento de desconcentração, colocou a mão na bola para travar um contra-ataque.

Eram 35 minutos de jogo e o que aconteceu até o intervalo poderia ter deixado o Fluminense em situação irreversível.

Diego Cavalieri não permitiu que a blitz do Boca aparecesse no placar.

O gol de Mouche deu ao Boca a sensação de meio dever cumprido. A outra metade era não sofrer gol em casa.

Por isso, talvez, o time da casa tenha deixado a imagem de que poderia ter feito mais, por causa da vantagem numérica.

Mas o pós-doutorado do Boca é em atuações como visitante, o que faz com que o 1 x 0 seja visto como um objetivo atingido. Um placar que permite aos argentinos planejar o jogo do Engenhão de forma mais controlada.

O Fluminense acertou na decisão de apenas suportar o segundo tempo, minimizando o risco de levar mais um gol.

O pênalti reclamado? Lance de interpretação, complicado. Não há dúvida de que a bola, que ia na direção do gol, bateu no braço de Roncaglia.

Mas o jogador argentino estava de costas.

Marcar um pênalti assim é uma afronta à formação acadêmica de José Buitrago.

Esquece.

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O primeiro encontro deste Santos (Vélez Sarsfield 1 x 0) com um adversário argentino decepcionou (exceção feita, claro, aos torcedores do Vélez – não creio que tenhamos algum entre os leitores do blog).

O atual campeão da América não mostrou nada do que nos acostumamos a ver, e ainda cometeu falhas pouco características, como erros de passes em números exagerados.

O Vélez marcou, conteve Neymar, correu muito e pressionou até o gol de Obolo.

Depois, assim como o Boca, deu a impressão de estar contente pela contagem mínima.

Do Santos (primeiro jogo sem marcar um gol desde… deixa pra lá), a impressão que ficou foi a de um time abaixo de seu nível físico habitual.

Se foi isso mesmo, nem todo o talento do mundo será suficiente.

Para a volta, na Vila, a primeira providência a tomar é encher o tanque.

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Só vi os gols de Bahia 1 x 2 Grêmio.

Me parece resolvido, não?

AS QUARTAS DA LIBERTADORES (com palpites)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Parabéns aos campeões estaduais pelo Brasil.

Que o título do seu time, razão de alegria momentânea, não seja uma armadilha para o resto da temporada.

Que não crie expectativas falsas e não se transforme em “ouro de tolos” no final do ano.

Certamente não será o caso do Santos, tricampeão paulista pela primeira vez depois de uma era preciosa.

Ou do Fluminense e do Internacional, campeões indiscutíveis, que têm elencos e times capazes de almejar outros troféus em 2012.

Mas com o Campeonato Brasileiro chegando, é conveniente, para muitos, que a festa seja curta.

Isto dito, vamos aos palpites da Copa Libertadores.

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LIBERTAD x UNIVERSIDAD DE CHILE

16/5 – Nicolás Leoz

24/5 – Nacional

Previsão: U de Chile. É muito mais time, não sofrerá pressão no Paraguai e decidirá em casa. Tudo a favor dos chilenos.

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VASCO x CORINTHIANS

16/5 – São Januário

23/5 – Pacaembu

Previsão: Corinthians. O percentual de favoritismo é pequeno, 55% a 45%. Deve-se à superioridade do Corinthians no setor de meio de campo e ao fato de ambos estarem acostumados a se enfrentar. Evidente que não será surpresa se der Vasco.

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BOCA JUNIORS x FLUMINENSE

17/5 – La Bombonera

23/5 – Engenhão

Previsão: Fluminense. O Boca seria favorito contra qualquer time brasileiro, exceção feita ao Santos e ao Fluminense. No caso do tricolor, o que muda as coisas é a “imunidade” à Bombonera. O Fluminense não tem dramas ao jogar num estádio em que muitos times se desestabilizam e enfrentar uma camisa que mete medo. Mas não é preciso lembrar que o Boca é sempre o Boca, ainda mais perigoso após a forma como se classificou, vencendo o Unión Española no Chile.

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VÉLEZ SARSFIELD x SANTOS

17/5 – El Fortin de Liniers

24/5 – Vila Belmiro

Previsão: Santos. O Santos é favorito contra qualquer time sul-americano. Sem mais.

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Os palpites das quartas de final da Copa do Brasil estarão aqui amanhã.

MAIS SOBRE AS COPAS

sexta-feira, 11 de maio de 2012

E os times do ar rarefeito levaram 14 x 0… (tema da coluna de amanhã, no Lance!)

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O Bolívar entrou na lista dos times humilhados não por falta de capacidade, mas por falta de educação.

Não fossem as barbaridades vistas no jogo de ida, talvez o Santos (8 x 0) parasse nos 4 x 0.

A resposta com classe e gols, sem dó, foi a melhor possível.

O Santos tem hoje o monopólio do que – ainda – podemos chamar de “futebol brasileiro”, pelo estilo e pela capacidade de produzir noites como a de ontem.

Não que outros times (Corinthians, Fluminense, Vasco…) não sejam competentes e competitivos. Não que outros times não possam vencer o Santos em qualquer dia. A conversa não é essa.

É o tipo de futebol que o Santos pode praticar, um degrau acima em estética.

Não só por eles, mas principalmente, é lógico, pela presença de Neymar e Ganso.

Pois o Santos pode fazer 8 gols num jogo em que Neymar marca “só” duas vezes.

E pode oferecer a todos nós um gol de letra como o de Ganso, sobre o qual não é preciso dizer nada.

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Diga aí o que você pensou no momento em que Leandro Damião abriu o placar no Engenhão…

Foi o tal “gol qualificado”, que transformaria o 0 x 0 do Beira-Rio num excelente resultado.

E por que a vantagem do Inter, fora de casa, não desequilibrou o jogo? Porque praticamente não houve jogo entre o 1 x 0 e o 1 x 1.

Dois minutos separam os dois momentos. E o clássico brasileiro recomeçou, aos 15 do primeiro tempo, com o time da casa sabendo que precisava fazer “apenas” mais um gol.

Gol que saiu em lance parecido, no final da etapa, jogada ensaiada de cobrança de falta.

Até se ver em desvantagem, o Inter teve chances – em quantidade e qualidade – para voltar a marcar.

Mas não teve organização e força para pressionar como deveria no segundo tempo (exceto nos últimos minutos, tudo ou nada). Esse papel ficou com o Fluminense, que não deixou de ser ofensivo mesmo com o resultado a seu favor.

É comum ouvirmos referências a gols sofridos em faltas e escanteios como lances que “valem menos”.

“Levamos dois gols de bola parada…”

A questão em relação a esse tipo de jogada é que é possível – ou deveria ser – impedi-las.

Times têm condições de estudar e encontrar soluções para não sofrer gols assim. Em tese, é menos difícil do que neutralizar os movimentos ofensivos de um adversário com a bola rolando, quando talento e improvisação quase sempre encontram alternativas.

Mas não é isso que se vê. A bola parada continua eficiente, produzindo muitos gols pelo mundo.

No Engenhão, valeu a classificação do Fluminense, cirúrgico nas cobranças de Thiago Neves e, principalmente, nos dois momentos em que foi à rede.

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No começo da semana que vem, teremos um post sobre as semifinais da Libertadores.

O blog até que não foi mal nas previsões das oitavas.

Vamos ver se os comentaristas de palpites aparecerão…

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Imaginava-se que a Ponte Preta marcaria um gol no Morumbi.

A defesa do São Paulo não vem oferecendo a segurança necessária para afastar tal possibilidade.

Só não se imaginava que seria um golaço de Somália, num voleio espetacular.

Golaço que aumentou o tamanho do buraco em que o São Paulo se enfiou no confronto, àquela altura dependendo de três gols – sem sofrer mais nenhum – para sobreviver na Copa do Brasil.

O momento chave do jogo foi a bobagem da zaga da Ponte, indecisão entre goleiro e zagueiro que criou o gol de Lucas.

Na situação em que o São Paulo se encontrava, a diferença entre ir para o intervalo com 1 x 1 e com 2 x 1 é gigantesca.

Gigantesca.

Na pressão que era óbvia durante o segundo tempo, Luis Fabiano marcou o terceiro, em seu gol predileto no Morumbi.

O que o São Paulo realmente ganhou nesta quinta foi o impulso psicológico de uma classificação que, após o gol de Somália, parecia improvável.

AS RODADAS

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Diante da inquestionável superioridade técnica do Santos (3 x 0), Vadão e o Guarani decidiram jogar.

A possibilidade evidente de uma derrota que praticamente encerrasse a conversa não levou o time de Campinas a mudar sua postura e,  como fez o Chelsea contra o Barcelona, “estacionar o ônibus” no campo de defesa.

Na retranca, talvez o Guarani tivesse perdido por menos. Ou, com sorte, empatado. Ou ainda, contra todas as probabilidades, vencido por um gol, fruto de um contra-ataque isolado.

Talvez.

Minha opinião? Não faria diferença em relação ao placar do jogo, muito menos em relação ao título.

O que poderia fazer alguma diferença e, pelo menos, levar um pouco de emoção para o segundo jogo, seria uma partida de ida na casa do Guarani.

Ambiente, torcida a favor, campo, fator casa. Esses aspectos deveriam ter sido observados pelo Guarani, se é que conquistar o campeonato era o objetivo.

Num campo neutro, amplo e com maioria de santistas no estádio, fica difícil acreditar.

E pedir a Vadão que abandone seu jeito de ver futebol e dirigir um time não faz sentido.

O Santos voltará ao Morumbi, no próximo domingo, para buscar a taça e fazer festa.

É o hábito de quem tem Neymar e Ganso.

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O que mudou radicalmente o primeiro jogo da decisão carioca (Fluminense 4 x 1 Botafogo) não foi a expulsão do botafoguense Lucas, aos 10 minutos do segundo tempo.

Foi o bonito gol de Fred, que empatou a partida, aos 43 do primeiro.

O Botafogo deixou de atacar tão logo saiu na frente, o que é pedir para sofrer.

O recuo chamou o Fluminense, que marcou mais à frente e começou a pressionar.

O empate próximo ao intervalo instalou a mesma convicção nos dois vestiários: no segundo tempo, começaria um novo jogo. E se ambos os times mantivessem suas posturas até aquele momento, o Fluminense – melhor time – teria muito mais chances de vencer.

Era obrigação do Botafogo mudar o cenário. O segundo cartão amarelo de Lucas até o fez, mas para pior.

Perdendo por 2 x 1, talvez fosse mais producente se fechar e manter chances para o jogo de volta. Com três gols de desvantagem, elas são minúsculas para o Botafogo.

Boa partida de Deco, importante para o título quase decidido.

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Como é bonito ver um jogador de meio de campo decidir um jogo.

Yaya Touré poderá ser lembrado como o autor dos gols (Newcastle 0 x 2 Manchester City) que acabaram com 44 anos de saudade dos torcedores do City.

Contra o Newcastle, Touré jogou mais avançado, como meia “puro”, posicionamento que é mérito do técnico Roberto Mancini.

Atuação deslumbrante num jogo que poderia complicar a situação do time.

Touré é completo.

No Barcelona, tinha funções mais defensivas. Chegou a jogar como zagueiro, na decisão da Liga dos Campeões de 2009.

No Manchester City, mostra o repertório que pode ser decisivo para o surgimento de um novo campeão inglês.

NOTAS DA AMÉRICA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A torcida do Internacional não deve lamentar o 0 x 0 de ontem.

Eu sei, o pênalti perdido por Dátolo tem gosto amargo, dificulta a análise otimista do que poderia – deveria ? – ter sido uma vitória em casa.

Mas olhar para o placar não é olhar para o desempenho. E para olhar para o desempenho, é obrigatório lembrar que o Inter não teve sua força máxima contra o Fluminense.

Confrontos domésticos eliminam uma das principais características da Libertadores. Quando times de países diferentes se encontram, não ocorre um “jogo de 180 minutos”. São dois jogos de 90 minutos, diferentes entre si.

A partida de volta é condicionada pelo resultado da ida e pela mudança de território.

Quando vemos um Internacional x Fluminense, a noção de um tempo em cada casa, bem parecidos, fica mais clara.

Não foi ruim o jogo de ontem no Beira-Rio (0 x 0). Como se esperava, ninguém correu riscos extremos. Joga-se pensando que o confronto não é decidido na ida, e o que termina acontecendo é isso mesmo.

Nenhum motivo para imaginar que os comportamentos de ambos serão distintos no Engenhão. Serão apenas invertidos, com o mandante um pouco mais agressivo.

Até um gol sair. Essas partidas são libertadas (sem trocadilho, juro) por gols.

No Beira-Rio, zero. O Inter esteve mais perto, e agora sonha com o chamado “gol qualificado”.

O Flu vai para casa, o que é sempre um bônus de confiança.

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O primeiro gol de Bolívar x Santos (2 x 1) foi, sim, marcado pela altitude.

O salto atrasado de Rafael indica que o goleiro foi traído pela velocidade da bola. Claro, ela bater em suas costas e entrar é puro azar.

De resto, tudo que aconteceu nas alturas de La Paz era previsível, por ser um filme que já vimos muitas vezes.

O Bolívar é melhor do que outros times bolivianos que aparecem na Libertadores. Gosta um pouco mais da bola, no sentido de não ser apenas uma equipe que se fecha e corre.

Mas, como seus compatriotas, é um time a 3.800 metros de altitude e outro ao nível do mar.

A versão praiana do Bolívar deve sofrer muito na Vila Belmiro.

Sem entrar no mérito do debate sobre jogos nas nuvens, essas circunstâncias devem ser respeitadas.

O que não pode acontecer, como bem disse Neymar, é “essa guerra na Libertadores”.

Não dá mais para ver jogos de futebol serem prejudicados por esse ambiente bélico, típico de épocas em que não se ganhava o torneio só na bola.

Eram épocas, também, em que não havia controle de doping, transmissão pela televisão de todos os jogos e arbitragens respeitáveis.

A Conmebol envenena seu próprio produto ao fingir que não vê esses abusos.

AS OITAVAS DA COPA (com palpites)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Começa nesta quarta-feira. Então vamos.

INTERNACIONAL x FLUMINENSE

25/4 – Beira-Rio

10/5 – Engenhão

Previsão: Fluminense. O encontro de dois times do mesmo país tira o peso do fator casa e equilibra o confronto. A perda de D’Alessandro é péssima notícia para o Inter. O Fluminense é ligeiramente superior, deve prevalecer em dois jogos.

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BOLÍVAR x SANTOS

25/4 – Hernando Siles

10/5 – Vila Belmiro

Previsão: Santos. O real adversário do Santos não é o Bolívar, e sim a altitude de La Paz, onde o time brasileiro perdeu para o The Strongest (2 x 1) na fase de grupos. Os jogos devem ser formalidades.

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ATLÉTICO NACIONAL X VÉLEZ SARSFIELD

01/5 – Atanasio Girardot

08/5 – El Fortin de Liniers

Previsão: Vélez. É mais time e decide em casa.

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CRUZ AZUL X LIBERTAD

01/5 – Estádio Azul

08/5 – Nicolás Leoz

Previsão: Libertad. Supondo que o time mexicano levará o confronto a sério (o que nem sempre acontece), deve ser equilibrado. O Libertad me parece mais forte e tem vantagem de mando.

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BOCA JUNIORS x UNIÓN ESPAÑOLA

02/5 – La Bombonera

09/5 – Santa Laura

Previsão: Boca. Sem mais.

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EMELEC x CORINTHIANS

02/5 – George Capwell

09/5 – Pacaembu

Previsão: Corinthians. A situação no gol corintiano é preocupante. Quem viu o jogo do Flamengo em Guayaquil percebeu que a pressão é grande. O Emelec vive basicamente de jogadas aéreas, e tem a seu favor o impulso psicológico da classificação milagrosa. Mas o Corinthians é melhor.

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VASCO x LANÚS

02/5 – São Januário

09/5 – La Fortaleza

Previsão: Vasco. O time brasileiro, superior, encara o “pacote standard” de enfrentamentos contra equipes argentinas. O Lanús virá a São Januário para manter a eliminatória viva, e o Vasco terá de decidi-la na Argentina. Sem pressa, sem confundir raça com violência, jogando futebol durante os 180 minutos. Assim, passa.

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DEPORTIVO QUITO x UNIVERSIDAD DE CHILE

03/5 - Olímpico Atahualpa

10/5 – Estádio Nacional

Previsão: La U. Na fase de grupos, o time equatoriano ganhou todos os seus jogos em casa, com 10 gols a favor e nenhum contra. Como visitante, fez apenas um ponto e só marcou um gol. É o que acontece quando seu estádio fica a quase 3 mil metros de altitude. A U. de Chile não é o mesmo time do ano passado, mas prevalecerá.

LANCES DA RODADA (e ideias inglesas)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A melhor campanha da fase de grupos da Libertadores ganha o prêmio de enfrentar o pior classificado para as oitavas de final, e mando de campo no segundo jogo nos mata-matas.

Clubes argentinos, por exemplo, dão pouca importância para o emparceiramento. Provavelmente porque os bons times daquele país não ligam para a ordem de jogos num confronto, nem sentem dificuldades adicionais quando atuam fora de casa.

No Brasil, as vantagens da classificação em primeiro lugar são mais valorizadas.

Quatro times chegam à última rodada da fase de grupos com chances reais de emplacar a melhor campanha: Vélez Sarsfield, Fluminense, Atlético Nacional e Corinthians.

Tudo leva a crer que o time argentino, que já “lidera” com 12 pontos e saldo de 6 gols, manterá a posição. O Vélez receberá os uruguaios do Defensor, que ainda têm chances de passar à próxima fase.

O Fluminense, após levar o troco do Boca Juniors (2 x 0 no Engenhão) pela vitória na Bombonera, tem os mesmos 12 pontos e 2 gols de saldo. Jogará na Argentina (Arsenal, já eliminado) na semana que vem.

Entre Corinthians, que venceu fora de casa (3 x 1 no Nacional-PAR) pela primeira vez nesta edição da Libertadores, e Atlético Nacional, as melhores possibilidades são do time brasileiro. Ambos têm 11 pontos.

Enquanto os colombianos viajam para enfrentar a Universidad de Chile (10 pontos), o Corinthians recebe o Deportivo Táchira, eliminado.

Novamente, o Vélez não deve deixar escapar a primeira posição. E pensando numa possível, mas improvável classificação do Flamengo (precisa vencer o Lanús em casa e torcer por um empate entre Olimpia e Emelec, no Paraguai), Fluminense e Corinthians não deveriam gostar tanto da liderança.

Um encontro de times brasileiros tende a diminuir vantagens e equilibrar as chances.

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Duas notas sobre a Copa do Brasil:

* Que gol de André, na vitória do Atlético Mineiro (5 x 0) sobre o Penarol, no Amazonas.

* O pênalti marcado em Luis Fabiano, na vitória (5 x 2 no Bahia de Feira de Santana) que classificou o São Paulo para as oitavas de final, é mais um desses lances que mostram como a televisão humilha o árbitro.

No momento da jogada, parece pênalti. Foi assim para mim, vendo pela câmera aberta pela primeira vez. Foi assim para os repórteres que estavam atrás do gol, com outro ângulo de visão. Foi assim para muita gente que estava no estádio ou assistindo pela TV.

E foi assim para Marcos André Gomes da Penha, única pessoa que tem a obrigação de decidir, ali, se foi ou não foi pênalti.

Quando o replay da câmera que mostra o lance por trás do gol é exibido na velocidade normal, o lance ainda parece pênalti.

Somente quando os replays em câmera lenta entram na conversa é que se pode perceber que o goleiro Dionantan se coloca diante do atacante do São Paulo, e não faz nenhum movimento para atingi-lo. Ao contrário, Dionantam se esforça para evitar o contato.

Ver o lance quase em quadro a quadro permite que se identifique uma distância entre os movimentos do goleiro e do atacante. Distância que mostra que é Luis Fabiano quem provoca o toque. Distância que comprova que não foi pênalti (e que transforma a expulsão do goleiro, correta supondo que a falta aconteceu, num erro grave).

Distância que não existe para ninguém que não esteja em casa, diante da televisão.

Não é possível para um ser humano decidir sobre essa jogada sem ajuda da câmera lenta.

Repetindo o que já escrevi aqui inúmeras vezes: os árbitros precisam de ajuda.

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Por falar nisso, o jornal britânico Mirror Football trouxe uma notícia interessante em sua edição de hoje.

A Associação de Futebol da Inglaterra pensa em aplicar sanções disciplinares a jogadores que não forem punidos pelos árbitros por entradas violentas, marcadas ou não.

A ideia ganhou força após o lance de Mario Balotelli com Alex Song, no jogo entre Manchester City e Arsenal.

O italiano não foi suspenso adicionalmente pela entrada selvagem. O árbitro do jogo disse que viu o lance mas não percebeu sua severidade.

O que se pensa em fazer na Inglaterra é formar um comitê para analisar o vídeo de jogadas de violência indiscutível, e punir os agressores após os jogos.

Além da possbilidade de corrigir erros, a existência do comitê teria caráter preventivo. Saber que, mesmo escapando em campo, um jogador pode ser suspenso mais tarde, reduziria a frequência desse tipo de lance.

A Associação de Futebol inglesa já se manifestou publicamente a favor do uso de eletrônica para auxiliar a arbitragem, como a tecnologia da linha de gol.

No artigo de hoje, o Mirror Football publica um trecho de uma carta que Jerome Champagne, ex-conselheiro de Joseph Blatter, enviou recentemente aos 208 filiados da Fifa:

“Em breve, torcedores em estádios serão capazes de ver em tempo real os replays de impedimentos em seus smartphones e iPads, enquanto o árbitro será o único sem acesso a essa informação. Algumas opções estão disponíveis, sem colocar em risco a estabilidade das regras do jogo.”

Aleluia.