O blog não será atualizado hoje.
Estou desde ontem envolvido num evento em São Paulo. Não pude ver nada dos jogos da noite passada, e o dia está completamente tomado.
Uma ótima quinta-feira a todos.
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O blog não será atualizado hoje.
Estou desde ontem envolvido num evento em São Paulo. Não pude ver nada dos jogos da noite passada, e o dia está completamente tomado.
Uma ótima quinta-feira a todos.
Talvez alguém tenha percebido que o blog entrou em coma (induzido) por um dia inteiro.
De acordo com as informações que recebi, foi por causa da migração do mesmo para outro servidor, mais estável.
Recebi ordens para não publicar nada, pois isso prejudicaria a transferência do conteúdo.
Acabo de ser autorizado a retomar a vida normal (os Links da Liga estarão no ar daqui a pouco), mas com o aviso de que haverá outra interrupção em breve.
Questões técnicas que têm o objetivo de melhorar o funcionamento da página.
Portanto, não estranhem se o blog voltar a dormir.
Obrigado pela compreensão.
… Porque há preciosidades que não podem ser ignoradas.
Como a homenagem de Bruno, goleiro campeão brasileiro pelo Flamengo, ao Dia Internacional da Mulher (amanhã):
“Quem é que nunca saiu na mão com mulher?”
Estávamos há uns dez minutos dentro do avião, quando um funcionário da companhia aérea foi me buscar em meu assento.
“Onde está o recibo da passagem da criança?”, ele queria saber, com tom de “onde você escondeu minha carteira?”.
O quê? Perguntei, incrédulo.
“O recibo. Ela tem de pagar 10% da tarifa.”, explicou o diligente rapaz, com tom de “minha carteira, você roubou minha carteira”.
Resposta óbvia: “Eu sei disso. Eu paguei.”
“Mas você precisa me mostrar o recibo, se não vai ter de pagar aqui”, insistiu o delegado, ou melhor, o funcionário da companhia aérea.
Resposta (ainda mais) óbvia: “Eu não sei onde está o recibo, nunca vi ninguém andar com recibo de passagem aérea, e não vou pagar um dólar, companheiro”.
“Vamos falar com o supervisor”, ele decretou.
Antes da sequência da história, ilustração: minha filha mais nova tem menos de 2 anos. Ela viaja sem assento, pagando 10% do valor da tarifa. Estávamos dentro do avião, ou seja, já tínhamos passado pelo check-in e pelo portão de embarque. Se eu consegui fazer tudo isso sem ter comprado uma passagem, não mereço uma conversa com o supervisor. E sim um prêmio das agências de segurança aérea, por expôr uma falha grave. Em todo o caso, saímos do avião, com o maluco dizendo que ou eu mostrava o recibo, ou teria de pagar.
De volta ao portão, o rapaz relata a situação ao supervisor, que comete a insanidade de me perguntar se eu tinha o recibo. Um pouco contrariado, emendei algumas questões em sequência:
“Por que você não pede para ver o recibo da minha passagem? Ou o da minha mulher? Ou o dos outros passageiros? Passa pela sua cabeça que eu cheguei até aqui com uma criança sem passagem? Eu não tenho que te mostrar recibo nenhum. Se você quiser olhar no sistema para checar, ótimo. Mas não vou pagar duas vezes”.
O primeiro funcionário, o delegado, mostra-se prestativo e checa o sistema. “Não tem a informação aqui”, ele diz, “vou ligar para o fulano…”
Ele liga, o fulano atende, e ouve o relato do problema de pode tirar a companhia do vermelho.
“Ah… hum… yes… oh… ok”, ele resmunga.
Eu daria minha vida para saber o que o fulano falou (e teria um ataque de riso de uns 15 minutos se fosse algo assim: você poderia me explicar como esse passageiro chegou ao avião sem ter comprado uma passagem?!), mas o fato é que o delegado olhou para mim e disse que eu poderia retornar ao avião.
“Gostaria de ouvir a palavra mágica”, solicitei.
E o supervisor: “Lamentamos o inconveniente, senhor”.
Ainda bem que eles não trabalham na segurança…
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Muito bem, as férias terminaram na semana passada. Mas só mesmo o retorno ao Brasil me deu a sensação de voltar à rotina.
E para brindar a primeira noite em casa, tem Libertadores e Copa do Brasil.
Falaremos sobre elas amanhã, na primeira edição das “Notinhas Pós-Rodada” de 2010.
Eu estava ansioso pela chegada dessa foto à minha caixa de e-mails (e obviamente devo repreender o meu camarada João Castelo Branco pela demora no envio).
Eis (uma parte d) a equipe da ESPN Brasil, acompanhando de perto o treino do Barcelona no Olímpico de Roma, na véspera da final da UCL.
Da esquerda: Paulo Andrade, PVC, eu e Marcelo dos Santos.
Sim, é uma banana (parte do “kit alimentação da imprensa”) na minha mão, mas isso não é o mais importante.
Infelizmente fotos não falam, e não há um vídeo para comprovar, mas esse é o momento em que estou dizendo o seguinte:
“Pep, se o Messi cair pela esquerda, poderá fazer um gol de cabeça nas costas do zagueiro”.
(ATENÇÃO: ISSO É UMA BRINCADEIRA)
É como este blogueiro estará nos próximos três dias.
Depois de cinco fins-de-semana inteiros de trabalho, seguidos, é hora de uma parada.
Não farei absolutamente nada até domingo.
Obviamente não haverá Caixa-Postal no sábado, mas a Coluna Dominical será postada.
Bom fim-de-semana.
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Pelo que ouvi (mas não vi) o Cruzeiro foi bem no Chile.
E com a classificação do Fluminense na Copa do Brasil, este blog acertou 7 dos 8 resultados.
A partir de agora, é só ladeira abaixo…
Se você votou na enquete que escolheu os 100 maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, que se transformará em livro escrito pelo PVC e por este blogueiro, muito obrigado.
O site da ESPN está com outra enquete no ar, que será assunto de um capítulo do livro: a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos.
Não se trata de escalar o melhor time, e sim escolher qual time foi o melhor.
É só clicar aqui, e votar.
Sugestão de Serginho Gandolphi, repórter do Lance!, em conversa ontem à noite no Morumbi: André, você precisa fazer algo no Twitter, é importante…
Já pensei sobre o assunto.
Passo longe (e põe longe nisso…) da intenção de usar essa espertíssima ferramenta de micro-blog da forma mais comum, ou seja, como fazem celebridades, atletas e políticos pelo mundo.
Não discuto que é um jeito rápido e eficiente de manter contato com muita gente interessada em você, no que você faz, por onde anda, o que comeu, etc.
O alcance pode ser realmente absurdo.
Mas, é óbvio, não é o meu caso.
Por outro lado, pensei que poderia ser um aliado do blog. Uma forma de avisar os raros leitores deste espaço a cada vez que publicasse um post.
Mas para isso existe o RSS.
Poderia também ser um jeito de dar uma informação importante, fazer um comentário rápido sobre qualquer assunto.
Mas para isso existem os “telefones inteligentes” (o post de anteontem sobre o interessante nome do vencedor da Maratona de Boston foi feito usando um).
Então, respondi ao Serginho: não sei.
Admiro o mecanismo, mas não vejo como usá-lo profissionalmente.
Estou errado?
Na ESPN Brasil, toda noite é noite de SportsCenter.
Mas só hoje é noite da edição número 3 mil do “Jornal Nacional” do esporte.
Escrevo da redação. Paulo Soares e Antero Greco estão no camarim. O programa, como sempre, está praticamente pronto.
O fim de noite de muita gente, pelo Brasil inteiro, está chegando com informação esportiva, opinião e, claro, leveza e bom humor.
Como funcionário da ESPN Brasil há quinze anos, membro da equipe, e colega de todos que fazem o último jornal da grade de programação do canal, quero dar os parabéns pela data.
E que venham mais 3 mil.
Na última rodada do tal Torneio da França, o Brasil venceu a Inglaterra (1 x 0, Romário) no Parque dos Príncipes.
Naquela noite, Trajano tinha combinado de jantar com o Tostão e com Toninho Neves, ambos, à época, na TV Bandeirantes.
Obviamente, o local do encontro era o La Coupole.
Eu tinha visto o Tostão em Lyon, de longe, e me animei pela chance de apenas ouvir a conversa entre eles.
Por causa de uma matéria que precisava ser fechada, cheguei um pouco mais tarde.
Estavam na mesa Trajano, Tostão, Toninho e o João Castelo Branco, que mora em Londres.
Quando sentei, percebi alguma coisa estranha. Os quatro se olhavam com cara de cúmplices, e olhavam para mim.
Pô, pensei, só falta o cara estar aí de novo.
Não era nada disso. Eles queriam que eu participasse do joguinho que tomou conta da noite.
Na mesa ao lado da nossa, coisa de dois metros de distância, havia outro grupo de jornalistas. Eram ingleses. E também estavam acompanhados por um ex-jogador.
Trajano, Tostão e João foram os primeiros a chegar, e logo sentiram que os caras reconheceram o camisa 9 da Seleção Brasileira na Copa de 70.
Naquela de “olhar sem olhar”, eles também reconheceram o ex-jogador inglês. Era Kevin Keegan. Então, combinaram de testar o conhecimento alheio.
Toninho chegou logo depois. Foi recebido pela charada: não olhe agora, mas quem é o cara que está sentado ali naquela mesa, de frente para nós?
O que eu tenho de vida, o Toninho tem de carreira na imprensa, esportiva ou não. Fora a memória de elefante. Ele matou em um segundo: Keegan.
Aí eu apareci, atrasado. Eles me apresentaram a mesma situação. Não tinha como errar, Keegan era técnico do Newcastle na época. Qualquer pessoa que acompanhasse um mínimo de futebol internacional o reconheceria.
Olhei e disparei: Kevin Keegan. Pela reação da mesa, alguém achava que eu ia errar.
Fim do joguinho, jantamos maravilhosamente bem, sem pressa alguma. Eu ali, ouvindo e absorvendo.
Até que percebemos que, na mesa ao lado, o jantar já tinha acabado havia muito tempo, e ninguém levantava. E àquela altura, os ingleses não paravam de olhar para nós.
Mais um café, e outro debate: Tostão tinha sérias dúvidas sobre a capacidade dos ingleses de identificá-lo. Com razão. Afinal, ele tinha passado muito tempo longe do futebol, e era esteticamente bem diferente dos dias de jogador.
Keegan não jogou a Copa de 70, portanto não estaria aguardando para perguntar a Tostão como ele conseguiu, depois de se livrar de três marcadores, de costas, girar o corpo e jogar a bola no pé de Pelé, no lance do gol de Jairzinho.
A mesa brasileira inclinou-se a concordar. Mas qual era, então, o motivo da espera de Keegan e amigos?
No duelo “quem se mexe primeiro”, ficamos mais uns vinte minutos no mesmo lugar, o restaurante já quase vazio.
Tostão decidiu que era hora, e levantou. Imediatamente, Keegan se apressou, deu a volta na mesa, e lhe estendeu a mão.
Tostao…, disse ele.
Os dois trocaram gentilezas por alguns minutos. Nós ficamos esperando, conversando com os colegas britânicos.
E viva o futebol.