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Arquivo da Categoria ‘coritiba’

NOTAS PÓS-RODADA

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

(quem anda por aqui sabe como funciona, mas não custa explicar uma vez mais: as Notinhas Pós-Rodada, propriamente ditas, começarão com o Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, comentários específicos podem aparecer. Ou não.)

Houve clássico em São Paulo (Corinthians 2 x 2 Palmeiras: Émerson, Vilson, Vinícius e Romarinho), em que a entrega do time alviverde igualou-se à superioridade do alvinegro. Bom jogo e bom público no Pacaembu.

Houve clássico no Rio de Janeiro (Flamengo 1 x 0 Botafogo: Hernane), em que o Flamengo se garantiu nas semifinais e goleador Hernane marcou pela oitava vez – em 7 desses gols, deu apenas o toque fatal. Estaríamos diante de um finalizador nato?

Também houve jogos interessantes em outros estados do país, como por exemplo os da Copa do Nordeste, mais um lembrete da alternativa aos moribundos estaduais. Estádios cheios por lá para acompanhar o torneio regional, que reúne rivalidade, competitividade, sentido.

Houve um 7 x 0, ontem (lavada do Coritiba, fora de casa, sobre o Rio Branco). Alex, craque, não fez nenhum.

Houve uma expulsão na carreira de Neymar, após um desentendimento com Artur, na vitória da Ponte Preta (3 x 1 no Santos: Bruno Silva, Alemão-2 e André) em Campinas. Houve também quem defendesse um amarelo para cada um, mas mão na cara – duas vezes – e tapa no braço – outras duas – a meu ver, justificam os vermelhos.

Houve uma falha constrangedora de Rogério Ceni, no sábado (São Paulo 3 x 2 Ituano). Chute fraco, erro técnico, bola que entrou devagar, para aumentar o sofrimento. É deste jogo o lance sobre o qual quero falar.

O passe de Jádson para Osvaldo, no primeiro gol do São Paulo.

Forte, preciso, no ponto futuro, com pouquíssimo espaço.

Inteligência, técnica e visão reunidas no mesmo lance, que criou o gol.

O tipo de jogada que poucos jogadores tentam, por falta de coragem ou capacidade.

CAMPEÃO DE NOVO

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A decisão da Copa do Brasil (Palmeiras 1 x 1 Coritiba: Airton e Betinho) foi um desses jogos que se desenrolam exatamente como se imagina.

O mandante, em desvantagem, com posse, iniciativa e pressão.

O visitante, em relativo conforto, com marcação, defesa e contragolpe.

Diferentemente do que se esperava, talvez, vimos um Palmeiras mais calmo e maduro em campo, como se soubesse o que iria acontecer.

O domínio do Coritiba foi territorial e demonstrou mais a intenção do que a aplicação de seu plano.

De fato, nos momentos em que foi pressionado com maior intensidade, foi o Palmeiras que criou mais perigo.

A ideia do Coritiba dependia de fazer 1 x 0. É impossível marcar dois gols de uma vez só, e a construção de um hipotético segundo gol estava diretamente ligada ao desequilíbrio resultante do primeiro.

E por mais que se diga que, numa situação ideal, o melhor é construir a vantagem com tranquilidade e sem riscos decorrentes da perda de organização, tudo o que o Coritiba desejava era desorganizar o jogo com um gol.

Incendiar o Couto Pereira, acuar o adversário preocupado e em dúvida sobre o que fazer, aproveitar o momento e chegar ao placar minimamente necessário.

De quanto tempo um time precisa para tanto? Quantas vezes já vimos, especialmente em mata-matas, gols saírem num intervalo de cinco, dez minutos?

Airton executou a primeira parte. Havia tempo mais do que suficiente para a segunda.

Era evidente que, perdendo o jogo, o Palmeiras recorreria a seu eficiente “modo bola parada”. De forma que o principal cuidado que o Coritiba teria de tomar era com Marcos Assunção.

Ele só precisou de uma oportunidade, a primeira, logo depois do gol.

A comemoração foi a de alguém que sabia que o desvio de Betinho valeu a taça.

Assunção se envolveu nos três gols que o Palmeiras marcou nas finais. Ao longo da caminhada invicta, ele é um caso de confiabilidade acima de qualquer medida.

A torcida do Palmeiras, a do adversário e todos os jogadores em campo SABEM o que vai acontecer quando ele ajeita a bola para cobrar uma falta perto da área.

E não deve ser apenas coincidência o fato de ele ter o mesmo nome de um personagem diretamente ligado a um Palmeiras vencedor, e a palmeirenses felizes.

Isso é o que vemos hoje. Um clube grande com um título de peso conquistado. Uma torcida que se sente orgulhosa de novo. Um motivo para crer que o Palmeiras começará 2013 como deveria começar todas as temporadas: disputando campeonatos para vencer.

Parabéns ao Palmeiras e aos palmeirenses.

PRÉVIA DA CB (Coritiba x Palmeiras)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Alguns aspectos que podem ser decisivos no jogo de logo mais, no Couto Pereira:

1 – A confiança do Coritiba

O resultados do Coritiba, em casa, pela Copa do Brasil, estimulam o time e a torcida. Todos eles levariam a decisão desta noite, no mínimo, para os pênaltis. O problema é que o risco que se assume ao tentar reverter uma desvantagem de dois gols. De qualquer forma, não passa pela de quem é Coxa que o torneio já está decidido.

2 – A estratégia do Palmeiras

É evidente a opção do Palmeiras pelo jogo de aproximação da área adversária e bola parada. Sem Valdivia e Barcos, e com a volta de Henrique, o plano será ainda mais enfatizado. E sabendo que o time basicamente precisa de um gol para congelar a decisão (teria de sofrer quatro para perder o títul0), a postura do time de Felipão é óbvia. A questão é como o Palmeiras se comportará se o Coritiba fizer 1 x 0.

3 – O peso de um gol

Se for do Coritiba, teremos momentos de alta tensão. Se for do Palmeiras, reforçará a impressão de título para o time paulista. Difícil imaginar que o jogo terminará sem gols. O Palmeiras está em posição de controlar os rumos da partida, desde que tenha posse e não falhe na defesa.

PLACAR CLÁSSICO

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O resultado de 2 x 0, em casa, exemplifica quase tudo que o time mandante pode querer no jogo de ida.

Menos do que isso ainda deixa tudo aberto. Mais, é ganância.

O placar que o Palmeiras conseguiu contra o Coritiba é excelente. A atuação, mesmo levando em conta as ausências de Henrique e Barcos, não foi tão boa.

Boa parte do primeiro tempo sugeriu que a ideia de jogar em Barueri, para pressionar o Coritiba, teve o efeito contrário.

O time paranaense era – porque é – mais organizado, mais perigoso.

No finalzinho, o lance que mudou tudo. Jonas e Betinho se agarraram na área, num lance que – diferente do que parece – é fácil para o árbitro.

Ele pode marcar o que quiser. Falta do atacante, pênalti ou nada. Preferiu o pênalti, convertido por Valdivia.

A desvantagem esclareceu as coisas para o Coritiba. Fazer um gol passou a ser ainda mais importante do que não tomar.

Chance, porém, nenhuma.

O castigo veio, como é frequente, dos pés de Marcos Assunção. Com desvio nas costas de Lincoln (difícil compreender porque ele substituiu Everton Ribeiro, jogador crucial para o Coxa), a bola chegou à área para o cabeceio de Thiago Heleno.

O Coritiba ganhou um presente com a expulsão de Valdivia, merecida. Era para cartão vermelho direto, sem passar pelo segundo amarelo.

Teve o restante do jogo para pressionar, com um homem a mais, e encontrar um gol que aumentaria as possibilidades de um final feliz no Couto Pereira.

Mas a exemplo do que  se viu no jogo de ida contra o São Paulo, o time de Marcelo Oliveira foi improdutivo em vantagem numérica. Preocupante.

Mesmo assim, o placar poderia ter sido outro, tivesse a arbitragem marcado pênalti claro de Marcio Araújo em Tcheco.

Tem jogo no Couto Pereira, onde a campanha do Coritiba é motivo de esperança. Mas o Palmeiras está jogando a Copa do Brasil como se deve.

AS FINAIS DAS COPAS (com palpites)

terça-feira, 26 de junho de 2012

COPA LIBERTADORES

BOCA JUNIORS x CORINTHIANS

27/6 – La Bombonera
04/7 – Pacaembu

Previsão: Corinthians. O equilíbrio é evidente nessa decisão. O Corinthians tem um time mais forte, joga um futebol mais confiável, tem se portado com tranquilidade e confiança desde o início do torneio. Mas é um novato em finais de Libertadores. O Boca não é cruel como há alguns anos, mas é eficiente, senhor dos próprios nervos, professor nesse tipo de enfrentamento. Décima final, em busca do sétimo título. A chave para o Corinthians é não se descontrolar no primeio jogo. Um placar de dois gols de desvantagem é quase definitivo. A sensação aqui é a de que o time já passou pelos testes necessários para fazer um jogo inteligente em Buenos Aires. E o regulamento joga a favor: o Corinthians não precisará de se preocupar com um gol qualificado dos argentinos no Pacaembu, e, em caso de empate, terá mais meia hora em casa para ser campeão. Como sempre, o primeiro jogo encaminhará o destino dos finalistas.

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COPA DO BRASIL

PALMEIRAS x CORITIBA

05/7 – Arena Barueri
12/7 – Couto Pereira

Previsão: Coritiba. O Coritiba bateu na trave na Copa do Brasil de 2011. A segunda decisão consecutiva evidencia as qualidades do trabalho. É mais organizado coletivamente do que o Palmeiras, e tem um estádio onde é difícil jogar. O risco para o time paranaense é se deixar superar pelo ambiente da Arena Barueri e pela camisa mais pesada do Palmeiras, que merece respeito sempre. A julgar pelas trajetórias do Coritiba nas duas últimas temporadas, o palpite é que isso não acontecerá.

AS COPAS

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por um tempo inteiro, e pela segunda vez, o Corinthians (1 x 1 com o Santos: Neymar e Danilo) esqueceu-se de jogar.

De jogar como deve, como sabe, quando está em casa.

Apenas esboçou uma marcação mais agressiva no campo do adversário, nos minutos iniciais. Conformou-se com um posicionamento recuado, pouco característico. Já tinha sido assim no primeiro tempo do jogo contra o Vasco.

Necessário dizer, e isso é importante, que essa postura de espera não era o que estava combinado. Tite pediu várias vezes para que o time se adiantasse no gramado.

O fato de não ter sido atendido tem a ver com a atitude equivocada dos jogadores em campo e, claro, com a qualidade do Santos.

Não era de se esperar que o Corinthians tivesse o controle das ações, ou mais posse do que o Santos. O que se imaginava era que o time repetisse o que fez na primeira etapa do jogo na Vila Belmiro.

Que tivesse personalidade e oferecesse risco.

Mas o que se viu foi  o Santos ocupando o campo de ataque e, ainda que o número de chances não fosse alto, rondando a área de Cássio.

Quando se chama um adversário para o seu campo e se produz pouco em termos de contra-ataque, o risco aumenta muito. Risco de uma jogada bem construída por jogadores do nível de Ganso e Neymar. Risco de um chute que desvia e toma o caminho do gol. Risco de um lance pelo lado do campo se transformar num gol no rebote.

1 x 0, merecido. Para ambos.

Em outras épocas, já vimos momentos parecidos tantas vezes, o gol sofrido seria o início do fim para o Corinthians. Pressão, desequilíbrio, erros, eliminação.

Um segundo gol santista certamente faria o Pacaembu desmoronar.

Mas foi no momento mais perigoso, mais sensível, que o Corinthians se sustentou e começou a mudar os rumos do clássico. Encerrou o primeiro tempo sem sofrer e voltou do intervalo modificado.

Haverá quem diga que a entrada de Liédson (em lugar de William) não surtiu efeito prático. Ou que não teve tempo para tanto, já que o empate saiu aos dois minutos.

Mas foi Liédson quem sofreu a falta que originou o gol de Danilo. Danilo… notável como ele se apavorou no momento de dominar a chutar cruzado, não?

A partir daquele instante, o Corinthians – aí, sim – lembrou-se de como deve jogar.

Vigiou Ganso, apagado como no primeiro jogo. E conteve Neymar, que procurou diferentes áreas do campo, mas não se desvencilhou de Ralf.

A noite de ontem ficará na história do Corinthians e na memória do corintiano como “a primeira”.

A primeira vez em que o nome do time e as palavras “final” e “Libertadores” puderam ser relacionadas diretamente.

Para chegar ao título, será fundamental que o time recupere sua forma de atuar em casa.

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Só pude acompanhar os melhores momentos de Coritiba (2 x 0: Émerson e Everton Ribeiro) e São Paulo.

O time paranaense, organizado e competente, recuperou em casa a desvantagem que não deveria ter permitido no Morumbi.

A segunda decisão consecutiva de Copa do Brasil mostra que o resultado do que se faz no Coritiba não vem por acaso.

E o São Paulo amarga a quinta eliminação seguida num mata-mata, após vencer o jogo de ida por 1 x 0:

Grêmio, Libertadores 2007 (2 x 0 na volta).

Fluminense, Libertadores 2008 (3 x 1).

Avaí, Copa do Brasil 2011 (3 x 1).

Libertad-PAR, Sul-Americana 2011 (2 x 0).

MAIS DAS COPAS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O São Paulo venceu o Coritiba (1 x 0) com um gol de Lucas.

Tudo normal na frase acima, certo? Vitória em casa, gol de um dos principais jogadores do time. Nada que chame a atenção de quem não viu o jogo no Morumbi.

Mas as palavras enganam. Lucas construiu a vantagem do São Paulo aos 43 minutos do segundo tempo, em jogada individual, quando o Coritiba tinha um homem a mais em campo.

Àquela altura, o 0 x 0 em casa – que já não é um resultado ruim para o mandante no primeiro jogo – estava ótimo. E a torcida do São Paulo, descontente.

Porque o Coritiba jogou melhor na maior parte do tempo. E pior no momento mais importante.

Quando Paulo Miranda foi expulso (corretamente) pelo segundo cartão amarelo, o que se esperava era que a situação do São Paulo se agravasse.

Aconteceu o contrário. O Coritiba confundiu as coisas, adotou uma postura de controle do placar (só criou uma chance) em vez de buscar um gol fora de casa.

E como os dois jogadores ofensivos do São Paulo permaneceram em campo, os riscos para os visitantes não diminuíram.

Luis Fabiano teve uma noite pouco característica. Desperdiçou chances que normalmente converte em gols, e levou azar numa cabeçada que tocou no travessão.

Mas Lucas se livrou de dois marcadores num movimenro diagonal e chutou cruzado. Castigo que o Coritiba mereceu pela falta de ousadia.

Ainda tem jogo no Couto Pereira, claro. Mas o time paranaense poderia estar em posição melhor.

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Pelas semifinais da Copa Libertadores, o Boca Juniors abriu excelente vantagem sobre a Universidad de Chile: 2 x 0, na Bombonera.

Quem não viu o atual Boca jogar pode se surpreender. Não é um time que pressiona o oponente com marcação alta, e nem faz questão de controlar a posse.

O que este Boca faz, e faz muito bem, é fechar espaços e contragolpear.

Riquelme é o jogador que pensa e comanda as ações. Somoza é um excelente marcador pelo meio. Mouche e Ledesma criam perigo pelos extremos do campo. E Santiago Silva faz gols.

É um time calmo, consciente de suas qualidades. Procura a vitória, ou o resultado que lhe interessa, sem pressa.

Problemaço em jogos fora de casa. Nada indica que a U. de Chile sobreviverá.

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Júnior Marques, estudioso do futebol argentino, escreveu tudo o que você precisa saber sobre o jogo de ontem.

A análise está aqui.

AS SEMIFINAIS DA COPA DO BRASIL (com palpites)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sim, ainda estamos longe do início dos confrontos. Até lá, alguma coisa sempre pode acontecer e mudar o cenário.

Mas aí vai:

GRÊMIO x PALMEIRAS

13/6 – Olímpico

21/6 – Arena Barueri

Previsão: Grêmio. Em se tratando de um encontro de dois times tradicionais e importantes como esses, é obrigatório prever equilíbrio. Mas o Grêmio me parece mais sólido e mais confiável.

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CORITIBA x SÃO PAULO

14/6 – Morumbi

20/6 – Couto Pereira

Previsão: Coritiba. 55% a 45% de favoritismo para o time paranaense, que está jogando mais do que o São Paulo neste momento.

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Os palpites das semifinais da Libertadores estarão aqui, tão logo os locais dos jogos sejam oficializados.

AS QUARTAS DA COPA DO BRASIL (com palpites)

terça-feira, 15 de maio de 2012

ATLÉTICO PARANAENSE x PALMEIRAS

16/5 – Durival de Britto

23/5 – Arena Barueri

Previsão: Palmeiras. Mas o favoritismo é pequeno. Vejo o Palmeiras um pouco superior tecnicamente, e sabendo disputar a Copa do Brasil. O Atlético já eliminou o Cruzeiro e não tem motivos para achar que não pode ser semifinalista.

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VITÓRIA x CORITIBA

16/5 – Barradão

23/5 – Couto Pereira

Previsão: Coritiba. Apesar do retrospecto ruim do time paranaense em jogos no Barradão.

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SÃO PAULO x GOIÁS

16/5 – Morumbi

23/5 – Serra Dourada

Previsão: São Paulo. A diferença técnica é evidente.

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BAHIA x GRÊMIO

17/5 – Pituaçu

24/5 – Olímpico

Previsão: Grêmio. É superior e decide em casa.

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O palpite para a decisão da Liga dos Campeões da Uefa estará aqui amanhã.

É BOM SER VASCO, DE NOVO

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Para um time, qualquer time, que foi rebaixado para a Série B, voltar resolve apenas metade do problema.

O retorno à Série A não significa necessariamente que o time recuperou sua estrela, sua auto-estima e a de seus torcedores.

Para conseguir isso, é preciso ser campeão.

Vasco e Coritiba estavam, ambos, nessa situação na decisão da Copa do Brasil.

Recentemente rebaixados, recuperados e diante de um título redentor.

O jogo no Couto Pereira (exclusivo para quem tem TV fechada no Estado de São Paulo) foi espetacular, eletrizante.

O tipo de jogo que engana o telespectador, que toma o caminho que a gente não espera.

O Vasco foi frio e inteligente ao conseguir o primeiro gol. O Coritiba foi vibrante e controlado ao conseguir a virada.

E quando Edson Bastos falhou no gol de Eder Luís, a sensação era que o Coxa não teria mais como dar emoção ao jogo. Mas deu, e como.

Eu não marcaria o pênalti reclamado de Dedé em Leonardo. E não acho que a conversa sobre o jogaço de ontem deva ter esse lance como ponto central.

O Coritiba não foi campeão, mas sai da Copa do Brasil como um time interessante, que pode e deve ter objetivos no BR-11.

O Vasco ficou com o título, o primeiro em 8 anos. Um título que devolve ao torcedor o orgulho de ser vascaíno e enterra, de vez, o período de trevas que dominou o clube por um longo tempo.

O nome ligado a esse período não merece aparecer num post em que se enaltece o Vasco da Gama.

Antes de terminar, preciso me penitenciar: não achava que Ricardo Gomes conseguiria reerguer o Vasco, e escrevi isso.

Sim, o time foi reforçado, melhorou desde que ele chegou. Mas Ricardo merece todos os elogios por comandar o Vasco até a noite feliz em Curitiba.

O título também é dele.