publicidade


Arquivo da Categoria ‘copa do brasil’

CAMPEÃO DE NOVO

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A decisão da Copa do Brasil (Palmeiras 1 x 1 Coritiba: Airton e Betinho) foi um desses jogos que se desenrolam exatamente como se imagina.

O mandante, em desvantagem, com posse, iniciativa e pressão.

O visitante, em relativo conforto, com marcação, defesa e contragolpe.

Diferentemente do que se esperava, talvez, vimos um Palmeiras mais calmo e maduro em campo, como se soubesse o que iria acontecer.

O domínio do Coritiba foi territorial e demonstrou mais a intenção do que a aplicação de seu plano.

De fato, nos momentos em que foi pressionado com maior intensidade, foi o Palmeiras que criou mais perigo.

A ideia do Coritiba dependia de fazer 1 x 0. É impossível marcar dois gols de uma vez só, e a construção de um hipotético segundo gol estava diretamente ligada ao desequilíbrio resultante do primeiro.

E por mais que se diga que, numa situação ideal, o melhor é construir a vantagem com tranquilidade e sem riscos decorrentes da perda de organização, tudo o que o Coritiba desejava era desorganizar o jogo com um gol.

Incendiar o Couto Pereira, acuar o adversário preocupado e em dúvida sobre o que fazer, aproveitar o momento e chegar ao placar minimamente necessário.

De quanto tempo um time precisa para tanto? Quantas vezes já vimos, especialmente em mata-matas, gols saírem num intervalo de cinco, dez minutos?

Airton executou a primeira parte. Havia tempo mais do que suficiente para a segunda.

Era evidente que, perdendo o jogo, o Palmeiras recorreria a seu eficiente “modo bola parada”. De forma que o principal cuidado que o Coritiba teria de tomar era com Marcos Assunção.

Ele só precisou de uma oportunidade, a primeira, logo depois do gol.

A comemoração foi a de alguém que sabia que o desvio de Betinho valeu a taça.

Assunção se envolveu nos três gols que o Palmeiras marcou nas finais. Ao longo da caminhada invicta, ele é um caso de confiabilidade acima de qualquer medida.

A torcida do Palmeiras, a do adversário e todos os jogadores em campo SABEM o que vai acontecer quando ele ajeita a bola para cobrar uma falta perto da área.

E não deve ser apenas coincidência o fato de ele ter o mesmo nome de um personagem diretamente ligado a um Palmeiras vencedor, e a palmeirenses felizes.

Isso é o que vemos hoje. Um clube grande com um título de peso conquistado. Uma torcida que se sente orgulhosa de novo. Um motivo para crer que o Palmeiras começará 2013 como deveria começar todas as temporadas: disputando campeonatos para vencer.

Parabéns ao Palmeiras e aos palmeirenses.

PRÉVIA DA CB (Coritiba x Palmeiras)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Alguns aspectos que podem ser decisivos no jogo de logo mais, no Couto Pereira:

1 – A confiança do Coritiba

O resultados do Coritiba, em casa, pela Copa do Brasil, estimulam o time e a torcida. Todos eles levariam a decisão desta noite, no mínimo, para os pênaltis. O problema é que o risco que se assume ao tentar reverter uma desvantagem de dois gols. De qualquer forma, não passa pela de quem é Coxa que o torneio já está decidido.

2 – A estratégia do Palmeiras

É evidente a opção do Palmeiras pelo jogo de aproximação da área adversária e bola parada. Sem Valdivia e Barcos, e com a volta de Henrique, o plano será ainda mais enfatizado. E sabendo que o time basicamente precisa de um gol para congelar a decisão (teria de sofrer quatro para perder o títul0), a postura do time de Felipão é óbvia. A questão é como o Palmeiras se comportará se o Coritiba fizer 1 x 0.

3 – O peso de um gol

Se for do Coritiba, teremos momentos de alta tensão. Se for do Palmeiras, reforçará a impressão de título para o time paulista. Difícil imaginar que o jogo terminará sem gols. O Palmeiras está em posição de controlar os rumos da partida, desde que tenha posse e não falhe na defesa.

PLACAR CLÁSSICO

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O resultado de 2 x 0, em casa, exemplifica quase tudo que o time mandante pode querer no jogo de ida.

Menos do que isso ainda deixa tudo aberto. Mais, é ganância.

O placar que o Palmeiras conseguiu contra o Coritiba é excelente. A atuação, mesmo levando em conta as ausências de Henrique e Barcos, não foi tão boa.

Boa parte do primeiro tempo sugeriu que a ideia de jogar em Barueri, para pressionar o Coritiba, teve o efeito contrário.

O time paranaense era – porque é – mais organizado, mais perigoso.

No finalzinho, o lance que mudou tudo. Jonas e Betinho se agarraram na área, num lance que – diferente do que parece – é fácil para o árbitro.

Ele pode marcar o que quiser. Falta do atacante, pênalti ou nada. Preferiu o pênalti, convertido por Valdivia.

A desvantagem esclareceu as coisas para o Coritiba. Fazer um gol passou a ser ainda mais importante do que não tomar.

Chance, porém, nenhuma.

O castigo veio, como é frequente, dos pés de Marcos Assunção. Com desvio nas costas de Lincoln (difícil compreender porque ele substituiu Everton Ribeiro, jogador crucial para o Coxa), a bola chegou à área para o cabeceio de Thiago Heleno.

O Coritiba ganhou um presente com a expulsão de Valdivia, merecida. Era para cartão vermelho direto, sem passar pelo segundo amarelo.

Teve o restante do jogo para pressionar, com um homem a mais, e encontrar um gol que aumentaria as possibilidades de um final feliz no Couto Pereira.

Mas a exemplo do que  se viu no jogo de ida contra o São Paulo, o time de Marcelo Oliveira foi improdutivo em vantagem numérica. Preocupante.

Mesmo assim, o placar poderia ter sido outro, tivesse a arbitragem marcado pênalti claro de Marcio Araújo em Tcheco.

Tem jogo no Couto Pereira, onde a campanha do Coritiba é motivo de esperança. Mas o Palmeiras está jogando a Copa do Brasil como se deve.

AS FINAIS DAS COPAS (com palpites)

terça-feira, 26 de junho de 2012

COPA LIBERTADORES

BOCA JUNIORS x CORINTHIANS

27/6 – La Bombonera
04/7 – Pacaembu

Previsão: Corinthians. O equilíbrio é evidente nessa decisão. O Corinthians tem um time mais forte, joga um futebol mais confiável, tem se portado com tranquilidade e confiança desde o início do torneio. Mas é um novato em finais de Libertadores. O Boca não é cruel como há alguns anos, mas é eficiente, senhor dos próprios nervos, professor nesse tipo de enfrentamento. Décima final, em busca do sétimo título. A chave para o Corinthians é não se descontrolar no primeio jogo. Um placar de dois gols de desvantagem é quase definitivo. A sensação aqui é a de que o time já passou pelos testes necessários para fazer um jogo inteligente em Buenos Aires. E o regulamento joga a favor: o Corinthians não precisará de se preocupar com um gol qualificado dos argentinos no Pacaembu, e, em caso de empate, terá mais meia hora em casa para ser campeão. Como sempre, o primeiro jogo encaminhará o destino dos finalistas.

______

COPA DO BRASIL

PALMEIRAS x CORITIBA

05/7 – Arena Barueri
12/7 – Couto Pereira

Previsão: Coritiba. O Coritiba bateu na trave na Copa do Brasil de 2011. A segunda decisão consecutiva evidencia as qualidades do trabalho. É mais organizado coletivamente do que o Palmeiras, e tem um estádio onde é difícil jogar. O risco para o time paranaense é se deixar superar pelo ambiente da Arena Barueri e pela camisa mais pesada do Palmeiras, que merece respeito sempre. A julgar pelas trajetórias do Coritiba nas duas últimas temporadas, o palpite é que isso não acontecerá.

MAIS DAS COPAS

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A corrida de Valdivia na direção do banco, para comemorar o gol de empate (1 x 1 com o Grêmio: Fernando e Valdivia), é a imagem que fica da classificação do Palmeiras para a final da Copa do Brasil.

A expressão de felicidade, impossível de forjar. O abraço em Felipão, aparente agradecimento. O grito, reação humana que se inicia no coração e não passa pelo cérebro.

Futebol, amigos. Futebol.

Uma partida bem jogada, com um time tentando superar o outro por intermédio das próprias qualidades, já era improvável a partir do resultado do primeiro jogo. Era evidente que o Palmeiras atuaria para proteger sua ótima vantagem.

E que o Grêmio se encontrava no incômodo território que obriga a atacar com cautela, se é que isso é possível.

Ademais, são dois times de características semelhantes. De modo que um embate de estilos deu lugar a um embate, apenas.

A chuva que caiu desde o início da noite piorou o estado do gramado e terminou de preparar o cenário. Partida de copa. O que importa é sobreviver para jogar mais uma vez.

Sofrimento para o gremista, que viu seu time ter mais volume, mais presença, mais intenções. Mas poucos momentos.

Sofrimento para o palmeirense, que, apesar do placar muito a favor, não viu o tempo passar com a velocidade que gostaria. E o adversário batia à porta, cada vez com mais força.

O gol do Grêmio, no rebote de bola parada, fez com que o jogo finalmente “começasse”, num aspecto.

Como o Palmeiras reagiria? O Grêmio aumentaria a pressão? Qual seria a postura dos técnicos, a partir do instante em que as possibilidades de classificação de cada time sofreram alterações?

Não havia muito tempo disponível e um gol, para qualquer lado, provavelmente seria o último do jogo.

Foi quando Valdivia e Juninho tabelaram. O passe do segundo deixou o primeiro em condições de finalizar: 1 x 1.

Um sopro de organização e inteligência durante um empurra-empurra futebolístico, pesado e tenso como quase sempre são esses jogos.

Valdivia sorrindo, correndo, gritando, é a imagem que importa para o Palmeiras, que retorna a uma decisão depois de longo hiato.

Retorna sabendo ser copeiro, entendendo como são esses embates, em que há mais do que apenas futebol em campo.

Mas é o futebol que decide. Sempre.

______

Como se esperava, o Boca Juniors (0 x 0 com a U. De Chile) será o adversário do Corinthians na final da Copa Libertadores.

Um oponente que, com seus 6 títulos e agora 10 finais, legitima a primeira decisão continental da história corintiana.

E dignifica o resultado, seja qual for.

Para saber como foi o jogo de ontem em Santiago, aqui está a análise de Júnior Marques.

Vale o clique.

AS COPAS

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por um tempo inteiro, e pela segunda vez, o Corinthians (1 x 1 com o Santos: Neymar e Danilo) esqueceu-se de jogar.

De jogar como deve, como sabe, quando está em casa.

Apenas esboçou uma marcação mais agressiva no campo do adversário, nos minutos iniciais. Conformou-se com um posicionamento recuado, pouco característico. Já tinha sido assim no primeiro tempo do jogo contra o Vasco.

Necessário dizer, e isso é importante, que essa postura de espera não era o que estava combinado. Tite pediu várias vezes para que o time se adiantasse no gramado.

O fato de não ter sido atendido tem a ver com a atitude equivocada dos jogadores em campo e, claro, com a qualidade do Santos.

Não era de se esperar que o Corinthians tivesse o controle das ações, ou mais posse do que o Santos. O que se imaginava era que o time repetisse o que fez na primeira etapa do jogo na Vila Belmiro.

Que tivesse personalidade e oferecesse risco.

Mas o que se viu foi  o Santos ocupando o campo de ataque e, ainda que o número de chances não fosse alto, rondando a área de Cássio.

Quando se chama um adversário para o seu campo e se produz pouco em termos de contra-ataque, o risco aumenta muito. Risco de uma jogada bem construída por jogadores do nível de Ganso e Neymar. Risco de um chute que desvia e toma o caminho do gol. Risco de um lance pelo lado do campo se transformar num gol no rebote.

1 x 0, merecido. Para ambos.

Em outras épocas, já vimos momentos parecidos tantas vezes, o gol sofrido seria o início do fim para o Corinthians. Pressão, desequilíbrio, erros, eliminação.

Um segundo gol santista certamente faria o Pacaembu desmoronar.

Mas foi no momento mais perigoso, mais sensível, que o Corinthians se sustentou e começou a mudar os rumos do clássico. Encerrou o primeiro tempo sem sofrer e voltou do intervalo modificado.

Haverá quem diga que a entrada de Liédson (em lugar de William) não surtiu efeito prático. Ou que não teve tempo para tanto, já que o empate saiu aos dois minutos.

Mas foi Liédson quem sofreu a falta que originou o gol de Danilo. Danilo… notável como ele se apavorou no momento de dominar a chutar cruzado, não?

A partir daquele instante, o Corinthians – aí, sim – lembrou-se de como deve jogar.

Vigiou Ganso, apagado como no primeiro jogo. E conteve Neymar, que procurou diferentes áreas do campo, mas não se desvencilhou de Ralf.

A noite de ontem ficará na história do Corinthians e na memória do corintiano como “a primeira”.

A primeira vez em que o nome do time e as palavras “final” e “Libertadores” puderam ser relacionadas diretamente.

Para chegar ao título, será fundamental que o time recupere sua forma de atuar em casa.

______

Só pude acompanhar os melhores momentos de Coritiba (2 x 0: Émerson e Everton Ribeiro) e São Paulo.

O time paranaense, organizado e competente, recuperou em casa a desvantagem que não deveria ter permitido no Morumbi.

A segunda decisão consecutiva de Copa do Brasil mostra que o resultado do que se faz no Coritiba não vem por acaso.

E o São Paulo amarga a quinta eliminação seguida num mata-mata, após vencer o jogo de ida por 1 x 0:

Grêmio, Libertadores 2007 (2 x 0 na volta).

Fluminense, Libertadores 2008 (3 x 1).

Avaí, Copa do Brasil 2011 (3 x 1).

Libertad-PAR, Sul-Americana 2011 (2 x 0).

AS COPAS

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Em termos de planejamento e execução, o primeiro tempo do jogo de ontem (Santos 0 x 1 Corinthians: Emerson) está entre as melhores apresentações do Corinthians de Tite.

Sério, consciente, aplicado. Pela primeira vez em 2012, lembrou o time que foi campeão brasileiro.

A ideia de “roubar e criar” foi posta em prática, via uma atenta vigilância dos movimentos santistas. A impressão era de que o Corinthians sabia exatamente como e quando seria atacado.

A previsibilidade de um time caracterizado justamente por sua capacidade de improvisar e surpreender foi o primeiro sinal negativo para o Santos.

A dinâmica – Santos com a bola – era a esperada. Mas o jogo mostrou um outro sintoma ruim para o Santos: Paulinho e Ralf, com ajuda de Alex, dominaram a faixa central do campo.

Mesmo antes do gol de Emerson (voltaremos ao lance em instantes), era notável a presença corintiana no campo de ataque. Mérito dos dois volantes, que desarmam, sustentam e apoiam.

Para um Corinthians com repertório ofensivo limitado, a chance de marcar um gol residia na eficiência. Os chutes de fora da área mostram a falta que faz um atacante de referência num time que não foi construído para jogar sem um.

Mas coisas interessantes acontecem. No lance do gol, Henrique está enfiado na área, como se a presença de um atacante adversário (o que é normal) justificasse a preocupação.

Talvez o hábito, um condicionamento automático, o tenha traído. E Emerson teve espaço para acertar um lindo chute.

A partir daquele momento, o jogo ficou diferente. O chamado gol qualificado incomoda e evidencia os problemas do time que está em casa. No caso do Santos, a baixa produtividade de seus jogadores mais capazes.

E no segundo tempo, pressa e desorganização ( e Cássio…) encaminharam o resultado.

Emerson mereceu ser expulso. Não importa o cartão anterior. Quem tem um amarelo não pode exagerar como ele fez na falta em Neymar.

Por falar nele, não foi um fator. De novo. Bem marcado, sem dúvida. Mas abaixo do que pode, como todo o time do Santos.

É por isso que o confronto está aberto, ainda.  O Corinthians está mais próximo da final, porque entre todos os cenários possíveis para o jogo de volta, há mais resultados que o interessam.

Mas o Santos ficou aquém do seu normal.

(OBS: Alguém poderia explicar a queda de energia, não?)

______

Só vi os melhores momentos da enorme vitória do Palmeiras (2 x o no Grêmio: Mazinho e Barcos) no estádio Olímpico, pela Copa do Brasil.

Parece que Felipão tirou um coelho da cartola, ao escalar Henrique como volante/zagueiro. O Palmeiras se defendeu com competência e conseguiu um resultado muito melhor do que imaginava.

AS SEMIFINAIS DA COPA DO BRASIL (com palpites)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sim, ainda estamos longe do início dos confrontos. Até lá, alguma coisa sempre pode acontecer e mudar o cenário.

Mas aí vai:

GRÊMIO x PALMEIRAS

13/6 – Olímpico

21/6 – Arena Barueri

Previsão: Grêmio. Em se tratando de um encontro de dois times tradicionais e importantes como esses, é obrigatório prever equilíbrio. Mas o Grêmio me parece mais sólido e mais confiável.

______

CORITIBA x SÃO PAULO

14/6 – Morumbi

20/6 – Couto Pereira

Previsão: Coritiba. 55% a 45% de favoritismo para o time paranaense, que está jogando mais do que o São Paulo neste momento.

______

Os palpites das semifinais da Libertadores estarão aqui, tão logo os locais dos jogos sejam oficializados.

MAIS DAS COPAS

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Tende-se a dizer que quando um jogador é expulso numa partida equilibrada, a diferença numérica produz mais espaço para o adversário.

Nem sempre é verdade.

É mais provável que um time consiga fazer valer a vantagem de um homem a mais quando o oponente continua tentando construir algo.

Quando se trata apenas de proteger um resultado, é comum ver o time inferiorizado se defender com a mesma eficiência.

Foi o que aconteceu ontem, na vitória que classificou o Santos (1 x 0 no Vélez: Kardec, e 4 x 2 nos pênaltis) para as semifinais da Libertadores.

O jogo já estava difícil para o Santos, com 11 contra 11.

O time argentino marcava com notável aplicação e ainda oferecia algum perigo, numa clara proposta de controle do placar.

Quando perdeu seu goleiro, expulso corretamente, o Vélez não afrouxou. Talvez tenha acontecido o contrário.

A noção da inferioridade pode ter reforçado a mentalidade defensiva dos argentinos, àquele momento dispostos a correr ainda mais.

O Vélez perdeu a condição que tinha de contra-atacar, mas não de ocupar os espaços à frente de sua área.

Em situações como essa, como disse Muricy Ramalho, só há duas alternativas:

Girar a bola de um lado para o outro, esperando uma brecha na parede por onde a bola possa entrar.

E chutar de fora da área.

O gol que levou a decisão para os pênaltis saiu num lance em que Ganso (quem mais?) encontrou essa brecha, ao servir Léo, que fez a bola chegar a Alan Kardec.

O passe de Ganso é a aparição do jogador diferente, que enxerga o que a maioria não vê.

Importante a entrada de Léo no segundo tempo, sua participação no gol e nas cobranças decisivas.

Ele pode ser utilizado na solução que Muricy precisa encontrar para a ausência de Ganso.

A propósito: é sempre refrescante quando um jogador descreve, sem pudores ou preocupações, momentos como os que Léo viveu na hora dos pênaltis.

Ele declarou que comentou com alguns companheiros que não fazia ideia de como executaria sua cobrança.

E que não tinha noção de que o dele era o pênalti da classificação.

Léo merece aplausos pela honestidade.

O campeão da América foi testado nesses dois jogos contra o Vélez. Passou com uma dose de dificuldade um pouco maior do que se esperava.

A marcação argentina conteve Neymar, algo que não estamos acostumados a ver por aqui.

______

Na Copa do Brasil, o Grêmio (2 x 0 no Bahia: Miralles e Marcelo Moreno) será o adversário do Palmeiras nas semifinais.

Interessante confronto.

Teremos os palpites em breve.

MAIS DAS RODADAS

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A torcida do Fluminense (Boca Juniors 1 x 0) conheceu ontem o árbitro colombiano José Buitrago.

Se o nome não lhe soa estranho, sim, é o mesmo que dirigiu Emelec x Corinthians.

Buitrago é um apitador especial. Tem pós-doutorado em arbitragem caseira, graduação que exibe orgulhosamente em suas atuações na Libertadores.

É um mestre do duplo critério, com especialização em inversão de faltas.

Isto posto, seu comportamento não deveria ser novidade.

Especialmente numa noite em que a ocorrência que desequilibrou o jogo não teve influência do árbitro.

Carlinhos levou um amarelo merecido por uma falta forte, e depois, em momento de desconcentração, colocou a mão na bola para travar um contra-ataque.

Eram 35 minutos de jogo e o que aconteceu até o intervalo poderia ter deixado o Fluminense em situação irreversível.

Diego Cavalieri não permitiu que a blitz do Boca aparecesse no placar.

O gol de Mouche deu ao Boca a sensação de meio dever cumprido. A outra metade era não sofrer gol em casa.

Por isso, talvez, o time da casa tenha deixado a imagem de que poderia ter feito mais, por causa da vantagem numérica.

Mas o pós-doutorado do Boca é em atuações como visitante, o que faz com que o 1 x 0 seja visto como um objetivo atingido. Um placar que permite aos argentinos planejar o jogo do Engenhão de forma mais controlada.

O Fluminense acertou na decisão de apenas suportar o segundo tempo, minimizando o risco de levar mais um gol.

O pênalti reclamado? Lance de interpretação, complicado. Não há dúvida de que a bola, que ia na direção do gol, bateu no braço de Roncaglia.

Mas o jogador argentino estava de costas.

Marcar um pênalti assim é uma afronta à formação acadêmica de José Buitrago.

Esquece.

______

O primeiro encontro deste Santos (Vélez Sarsfield 1 x 0) com um adversário argentino decepcionou (exceção feita, claro, aos torcedores do Vélez – não creio que tenhamos algum entre os leitores do blog).

O atual campeão da América não mostrou nada do que nos acostumamos a ver, e ainda cometeu falhas pouco características, como erros de passes em números exagerados.

O Vélez marcou, conteve Neymar, correu muito e pressionou até o gol de Obolo.

Depois, assim como o Boca, deu a impressão de estar contente pela contagem mínima.

Do Santos (primeiro jogo sem marcar um gol desde… deixa pra lá), a impressão que ficou foi a de um time abaixo de seu nível físico habitual.

Se foi isso mesmo, nem todo o talento do mundo será suficiente.

Para a volta, na Vila, a primeira providência a tomar é encher o tanque.

______

Só vi os gols de Bahia 1 x 2 Grêmio.

Me parece resolvido, não?