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Arquivo da Categoria ‘caso do envelope’

MENSAGEM DO PRESIDENTE

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Recebi, na terça-feira, um e-mail do presidente suspenso da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, acerca de minha coluna de sábado passado, no Lance!.

Del Nero não solicitou que sua mensagem fosse publicada. Mas o farei abaixo, em nome dos princípios jornalísticos:

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Ilmo. Senhor André Kfouri

Ao ler sua matéria denominada de “Silêncio no Tribunal” em matéria publicada pelo jornal “Lance”, veiculado na data de 28/03/2009, fiquei perplexo com as informações desencontradas consignadas no texto. Quiçá o texto tenha sido fruto apenas da ausência de informações mais completas – é o que quero presumir.

O texto mencionou que um “respeitado jurista brasileiro”, que “não será identificado por motivos evidentes”, afirmou, insidiosamente, que o presidente da Federação Paulista de Futebol “agiu de forma desonesta”. Antes de outras considerações, digo que DESONESTO é o tal jurista. E explico por quê. E também justifico os motivos pelos quais discordo do adjetivo “respeitado”, atribuído ao jurista.

Contesto a ilação mentirosa de que agi de maneira desonesta. O procedimento disciplinar instaurado em meu desfavor, e que tramitou perante a Colenda 3ª Comissão Disciplinar do STJD, nunca objetivou averiguar qualquer conduta desonesta de minha parte. O aludido feito teve a sua gênese com o intuito de avaliar a suposta subsunção de meus atos à conduta descrita no artigo 221 do CBJD – que prevê sanção disciplinar àquele que oferece queixa com base em “erro grosseiro”. Não é preciso esforço para concluir que isso é muito diferente de julgar se alguém é ou não desonesto.

Um jurista respeitado não faz afirmações precipitadas e nem se esconde falando em “off” com profissionais da imprensa, a menos que tenha compromisso ou interesse direto ou indireto com o deslinde do processo, que, no caso em comento, ainda se encontra em andamento.

O jurista honesto observa as normas atinentes ao exercício da advocacia. Ele respeita o Estatuto da Advocacia e o Código de Ética e Disciplina da OAB, e bem por isso é probo e cônscio para não tecer considerações públicas acerca de um processo em que não atua. O jurista, se advogado, “deve abster-se de insinuar-se para reportagens e declarações públicas” (artigo 34, inciso IV do Código de Ética da OAB), sob pena de ser processado administrativamente no Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados.

Covarde e desprezível – são esses os adjetivos que proclamo contra o suposto jurista. Por favor, diga ao indigitado jurista (seja lá quem for) que o considero uma escória por lhe faltar hombridade para assumir suas declarações, e por ter necessidade de opinar no anonimato, sob o manto da imprensa.

Agora, permita que os fatos sejam explanados nestas linhas sob a perspectiva de quem vivenciou os acontecimentos. Daí a frente, não mais me incomodarei com as suas conclusões, pois tenho franco respeito ao sistema democrático e à livre expressão do pensamento.

No dia 5 de dezembro de 2008 (sexta feira), recebi telefonema da minha secretária Lilian, por volta das 22h. Encontrava-se ela, na ocasião, aflita face às informações que eu, por email, havia encaminhado à CBF. Eis o teor da referida mensagem eletrônica, remetida ao Sr. Sérgio Corrêa, DD. Presidente da Comissão Nacional da Arbitragem da CBF:

“Caro Sérgio
Quero aqui ratificar oficialmente, o que lhe passei via celular ontem à noite, sobre a preocupação que nos atinge em relação ao ato relatado, ontem à noite, por minha secretária de nome Lílian, sobre suposto envelope que deveria chegar às mãos do Vice-Presidente Reinaldo Bastos para ser entregue ao árbitro Wagner Tardelli. Como lhe disse, comuniquei o fato ao Gaeco do Ministério Público de São Paulo na pessoa do Dr. José Reinaldo Carneiro, cujo telefone lhe passei. A sugestão do Ministério Público que também adoto é trocar o árbitro da partida para preservá-lo. É uma questão humanitária pois Wagner Tardelli pode não estar a par do envelope e se ocorresse um erro comum da arbitragem poderia acarretar sérias dúvidas. E a troca do árbitro iria transformar um fato delicado a nada, sem outras conseqüências, pois estaria sanada a nossa preocupação. O campeonato terminaria sem qualquer mácula ou dúvidas. Vou procurar entrar em contato com o Dr. Ricardo Teixeira para transmitir a nossa preocupação. Marco Polo Del Nero.”

O email acima transcrito espelha muito bem a circunstância que acarretou a instauração de procedimento que ora se encontra em trâmite no STJD. Afastar o árbitro Wagner Tardelli da referida partida foi a decisão mais correta, lembrando que tal moção foi idealizada, sabiamente, pela Promotoria de Justiça de São Paulo. Pergunto: deveria eu, a despeito do juízo emitido pelo Ministério Público, permanecer inerte diante de um acontecimento que poderia macular gravemente a imagem de um grande clube paulista e a do Vice-Presidente desta entidade? Obviamente, a resposta é não. Seguramente, se acaso tivesse eu permanecido silente ante todos os acontecimentos narrados, os “arapongas” de plantão que tomassem conhecimento dos diálogos entre Lilian/Marco Polo ou entre a secretária do S.Paulo/Lílian, se apressariam em divulgar o caso. E então, sem dúvida, eu estaria sendo processado por omissão. Estas são as palavras que subscrevo para que os fatos sejam devidamente esclarecidos e colocados na reta perspectiva da verdade.

Cordialmente,

Marco Polo Del Nero

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Quero fazer apenas algumas observações:

Talvez seja necessário algum esforço para concluir que a fonte com quem conversei não afirmou que Del Nero é uma pessoa desonesta, tampouco foi o que escrevi. Tal relação seria o equivalente a entender que quem comete um “erro grosseiro” é uma pessoa grossa.

A Terceira Comissão Disciplinar do STJD condenou Del Nero, por unanimidade, à suspensão que é objeto de seu recurso ao Pleno. Mas estou certo de que os cinco auditores que votaram contra ele, assim como todos que o conhecem, o têm como uma pessoa muito bem educada.

O “off” é uma instituição do jornalismo, por motivos óbvios. O anonimato foi oferecido por mim à fonte, para que pudéssemos ter uma conversa mais objetiva.

E o único interesse dela no processo foi dirimir minhas dúvidas.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 29 de março de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

SILÊNCIO NO TRIBUNAL

O julgamento de Marco Polo Del Nero no STJD não será na próxima quinta-feira. E nem na outra.

O processo ainda está na Procuradoria, não chegou às mãos do presidente do tribunal, Rubens Approbato. Não haverá tempo para que ele o analise e nomeie um relator, por isso o “Caso Tardelli” (ou “Caso Madonna”, se você preferir) não estará na pauta do dia 2 de abril. “Assim que tudo estiver pronto, a data será marcada”, Approbato disse à coluna, por telefone. “Eu gostaria muito de resolver essa questão o quanto antes, mas, como sempre fazemos no tribunal, respeitamos o que está na Constituição do Brasil”, acrescentou. As sessões do Pleno do STJD acontecem às quintas-feiras, o que impossibilita que o julgamento se dê no dia 9, feriado de Páscoa. “Provavelmente será no dia 16”, disse Approbato, com ênfase no advérbio.

A coluna publicada aqui, dois sábados atrás, tinha o propósito de levar ao conhecimento público um tema que não se encontra facilmente no noticiário. Nos bastidores da nossa Justiça Desportiva, o texto chegou a ser confundido como uma tentativa de revelar votos “teleguiados”. Não era bem isso. Quem leu com atenção deve ter percebido que havia apenas uma suposição da tendência dos auditores, com base no histórico de votos de cada um.

É chato, mas importante. Na verdade, é mais do que importante. Um respeitado jurista brasileiro, que aqui não será identificado por motivos evidentes, considera que o presidente (suspenso) da Federação Paulista de Futebol agiu de forma desonesta e merece ser condenado. É a primeira vez que um dirigente dessa estatura se vê a perigo na esfera esportiva, oportunidade para que o tribunal demonstre sua independência.

Vale a lembrança de que a Terceira Comissão Disciplinar do STJD condenou Del Nero por 5 votos a zero, no primeiro julgamento. Na sessão, o advogado de defesa, João Zanforlin, cometeu o exagero de comparar o rigor da Comissão a “uma câmara de gás”, indispondo-se com os auditores.

Segundo nossa fonte, se for mantida a estratégia de investir nos defeitos dos julgadores, e não nas qualidades do julgado, Del Nero não terá chances. E ainda que, nesses casos, os auditores se apresentem para o julgamento com votos encaminhados em suas consciências, o desempenho dos advogados é capaz de virar o jogo. Acontece sempre, para sorte, ou azar, dos réus.

Os interesses envolvidos no “Caso Madonna” (prefiro assim) são óbvios. Trata-se do dirigente da segunda entidade mais importante do futebol brasileiro, que tirou um árbitro da última rodada do BR-08, porque suspeitou de um envelope enviado por um dos maiores clubes do país. As ramificações são epidêmicas.

E não é tarefa muito complicada identificar o encaixe deste caso num tribunal em que há dois auditores indicados pela OAB, dois indicados pela CBF, dois pelos clubes, dois pelos atletas, e um pelos árbitros.

Se o julgamento fosse amanhã, terminaria em 5 a 4, para um lado ou para outro. O pêndulo é um auditor conhecido, nas palavras do jurista ouvido pela coluna, como “voto oportunista”.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 15 de março de 2009

(publicada no Lance! de ontem)

APERTEM OS CINTOS

Há um boeing 777, carregando o que está acontecendo de mais importante nos bastidores do futebol brasileiro, tentando voar abaixo do alcance dos radares. A notícia ruim é que estão tentando desviar a rota do avião. A boa é que nosso radar pegou a aeronave.

Explicando: você deve saber que o presidente da FPF, Marco Pólo Del Nero, está afastado do cargo. Foi suspenso por 90 dias, em votação unânime, pelo STJD. O motivo? O “Caso Tardelli”. O recurso ao Tribunal Pleno deve ser julgado daqui a três quintas-feiras, e é crucial para a sobrevivência esportiva do dirigente. A questão importante aqui não é a suspensão em si, e sim o que pode ser seu sub-produto: um pedido de impeachment feito pelos filiados à FPF. Quem acertar o primeiro clube a entrar na fila, ganha uma barra de cereais de três cores.

Del Nero ficou lívido com o primeiro julgamento. Está se mexendo como pode para evitar a condenação. Sua capacidade de articulação não deve ser subestimada. Ele promete ir à Corte Arbitral dos Esportes, na Suíça. O que pode dar contornos internacionais ao caso, esbarrar na Fifa, e em assuntos como Copa de 2014, estádios em São Paulo… É tudo o que a CBF, apesar da propalada indignação com o rolo armado na véspera da final do BR-08, não deseja. A absolvição de Marco Pólo Del Nero atende os interesses da estrutura de poder do nosso futebol, o que não significa que atende os interesses do nosso futebol.

O Pleno do STJD é composto por nove auditores. Eles estão na cabine do boeing. Abaixo, quem são e o que sabemos sobre eles:

1 – Dr. Rubens Approbato – advogado, ex-presidente do Conselho federal da OAB. Indicado para o tribunal pela OAB Federal.

2 – Dr. Virgílio da Costa Val – procurador de Justiça aposentado. Foi o auditor-processante do “Caso Tardelli”, e pediu o arquivamento do inquérito. Indicado pela CBF.

3 – Dr. José Mauro de Assis – advogado particular do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Indicado pela CBF.
4 – Dr. Francisco Mussnich – advogado, membro do Comitê Organizador da Copa de 2014, cunhado do mega-banqueiro Daniel Dantas. Indicado pelo clube dos 13.

5 – Dr. Caio César Rocha – advogado, filho do presidente do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor Rocha. Membro do Comitê de Arbitragem da Fifa. Indicado pelo Clube dos 13.

6 – Dr. Flávio Zveiter – advogado, filho do Desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e ex-presidente do STJD, Luiz Zveiter. Indicado pelos atletas.

7 – Dr. Alberto dos Santos Barbosa – advogado e professor universitário. Membro da Comissão Jurídica do Ministério do Esporte. Indicado pelos atletas.

8 – Dr. Alexandre Quadros – Advogado. Indicado pela OAB Federal.

9 – Dr. Dário Góes – advogado, delegado da Conmebol. Indicado pelos árbitros.

Analisando votos desses juristas em casos anteriores, pode-se afirmar que os auditores 2, 3, 4 e 5, tendem a absolver Del Nero. O auditor número 8 inclina-se pela condenação. Não é possível fazer um prognóstico sobre os votos dos auditores 1, 6 e 7. O número 9 está em situação interessante: representa os árbitros no tribunal. Como votará em relação ao dirigente que tirou Wagner Tardelli da final do BR-08?

NOTINHAS PÓS-RODADAS (até no STJD)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Copas Libertadores e do Brasil:

* Nas alturas de Sucre, na Bolívia, o Cruzeiro (1 x 0 no Universitário: Thiago Ribeiro) deveria ter resolvido o jogo no primeiro tempo, tantos foram os gols perdidos.

* No segundo, como aconteceu em Quito, o líder do grupo 5 (7 pontos) foi presssionado, e Fábio teve de se virar nos lances de bola alta na área.

* O Cruzeiro não vencia um jogo fora do Brasil – por essa competição – desde (3 x 2 no Cerro Porteño) a Pré-Libertadores de 2008.

* Kléber Rooney quase fez um gol em jogada individual, deixou Ramires na cara do goleiro com um bonito passe, e foi expulso num lance totalmente desnecessário, na defesa. O Cruzeiro diz que ele será multado.

* O campeão da Libertadores entrou para a lista dos times que não resistiram ao poder da Bombonilha.

* O Sport (2 x 0 LDU: Daniel Paulista e Paulo Baier) tomou a ponta isolada do grupo mais difícil da Libertadores, passo importante para a classificação.

* Belo gol de Daniel Paulista, emendando de fora da área uma bola que espirrou.

* O Sport poderá saborear a vitória e a liderança por mais de um mês. A próxima rodada (Palmeiras, na Ilha) será no dia 08 de abril.

* O Internacional segue na Copa do Brasil, após suar mais do que esperava para bater (2 x 0: Índio de Alecsandro) o União-MT.

* Próximo adversário: Guarani, que já tinha eliminado o J. Malucelli no jogo de ida.

* O Corinthians (2 x 0 no Itumbiara: Chicão e André Santos) riscou um jogo do calendário e pegará o Misto (1 x 1 com o Campinense-PB, e 3 x 2 nos pênaltis) na próxima fase.

* Após mais de um ano, Ronaldo entrou em campo (por 27 minutos). Ele se mexeu, se apresentou para o jogo, e até ajudou a defesa. Ficou claro que precisa de ritmo, mas está de volta.

* Com mais facilidade, o Flamengo (5 x 0 no Ivinhema: Léo Moura, Zé Roberto-2, Kléberson e Maxi Biancucchi) também resolveu as coisas em um jogo só. Na verdade, o confronto acabou nos primeiros 45 minutos.

* Próximo: Remo (que venceu por 1 x 0, fora) ou Barras-PI.

* Também se classificaram sem a necessidade do jogo de volta:

Atlético Paranaense (3 x 0 no Tocantins: Marcinho, Rafael Moura e Júlio César)

Goiás (3 x 0 no Atlético-RR: Amaral-2, Ramalho e Robemar)

* Quem também se classificou ontem:

Icasa (1 x 1 com Portuguesa, e 4 x 3 nos pênaltis)

Guaratinguetá (1 x 2 Caxias)

Figueirense (2 x 1 no Sampaio Corrêa)

Coritiba (3 x 0 no Holanda-AM)

Criciúma (3 x 0 no Tupi)

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A Terceira Comissão Disciplinar do STJD decidiu, ontem, suspender por 90 dias o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, por sua conduta no “caso Tardelli”.

Veja aqui a denúncia contra Del Nero.

Os cinco auditores votaram exatamente da mesma forma: suspensão para o dirigente, e multa de R$ 10 mil para a Federação Paulista.

Cabe recurso ao Pleno do tribunal.

O vice Reinaldo Carneiro Bastos assume a presidência da entidade.

Se é verdade que Del Nero fez o que fez para atingir Bastos, com quem não mantém boas relações, deu zebra.

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(Atenção: conteúdo não-esportivo)

Não costumo tratar, aqui, de assuntos ligados a religiões e crenças. A fé de cada um deve ser respeitada, não discutida.

Mas não dá para ignorar o que aconteceu em Recife.

Uma menina de 9 anos é abusada pelo monstro que era seu próprio padrasto, engravida de gêmeos, e precisa fazer um aborto legal, por motivos mais do que evidentes.

No Brasil, o aborto é permitido em caso de estupro e risco de morte.

Eis que o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, vem a público não para confortar quem precisa. E sim para excomungar os médicos que fizeram o procedimento, e os parentes da menina, que o autorizaram.

Simplesmente incompreensível.

LEMBRA DO ENVELOPE?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

(por impossibilidades técnicas, que não tenho pedigree para entender – muito menos explicar – esse post foi publicado com 14 horas de atraso)

O “MadonnaGate” não morreu.

A Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Pólo Del Nero, por sua conduta no episódio da suposta tentativa de suborno ao árbitro Wagner Tardelli, horas antes da última rodada do Campeonato Brasileiro de 2008.

O blog recebeu, na tarde de ontem, uma cópia da denúncia a Del Nero, como pessoa física, e à FPF, como entidade de administração desportiva.

A Procuradoria apontou “FALTA DE CAUTELA DO PRESIDENTE DA FPF, AO ACUSAR A TUDO E A TODOS, ANTES DE UMA MELHOR APURAÇÃO DOS FATOS”.

Concluiu que “NÃO HOUVE, COMO SE SUSPEITARA, TENTATIVA DE SUBORNO OU INFLUÊNCIA SOBRE O ÁRBITRO SORTEADO, SR. WAGNER TARDELLI”, e que “TODO ESTE IMBRÓGLIO ORIGINOU-SE DE INFORMAÇÕES DIFUSAS DA SECRETÁRIA (de Marco Polo), MAL INTERPRETADAS PELO PRESIDENTE DA FPF, QUE DEFLAGROU SUSPEITAS DESMEDIDAS E INFUNDADAS”.

Diz ainda a denúncia da Procuradoria: “A ATITUDE DE MARCO POLO DEL NERO, DE DIVULGAR E ACUSAR SUSPEITA DE TENTATIVA DE SUBORNO OU INFLUÊNCIA DO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE SOBRE O ÁRBITRO É ERRO GROSSEIRO, QUE RESULTOU NA ABERTURA DE INQUÉRITO DESPORTIVO”.

Marco Pólo Del Nero, como pessoa física, e a FPF, como entidade de administração esportiva, foram denunciados no artigo 221 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (Oferecer queixa infundada ou dar causa, por erro grosseiro ou sentimento pessoal, à instauração de inquérito ou processo na Justiça Desportiva).

A pena vai de 90 a 360 dias de suspensão para o dirigente, e multa de 1 mil a 10 mil reais para a Federação.

O STJD deve julgar o caso em, aproximadamente, um mês.

RONALDO, O ENVELOPE, E O BLOG NOVO

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Para a sorte do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, Ronaldo é o assunto do (s próximos) dia(s), e o “caso do envelope” passa a ser conversa velha (mais sobre isso em instantes).

Ronaldo será jogador do Corinthians em breve, numa aposta de alto risco que leva em conta o marketing antes da bola. Mesmo porque ninguém sabe se Ronaldo voltará a jogar futebol competitivamente.

Em 2002, aprendi a não duvidar dele. Em 2008, lembro que ele está seis anos mais velho.

O vice-presidente de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg, crê que se Ronaldo conseguir ser 30% do que foi, será um sucesso. Ele pode ter razão.

Mas o próprio Corinthians quer se proteger para o caso de Ronaldo não chegar a esse percentual, e está contratando um outro centroavante. Eu adoraria saber quem é, mas, agora, não sei.

Importante frisar que quem fez o pacote para tornar Ronaldo uma realidade no orçamento do Corinthians, o próprio Rosenberg, é alguém que sabe do que fala. E pensar que a pessoa que o antecedeu no cargo era um médico que dizia não se importar com a origem do dinheiro da MSI…

Ronaldo voltará a jogar bem?

Se voltar, jogará quantas vezes por mês?

Como se encaixará no grupo de Mano Menezes, e como se dará com seus companheiros?

Perguntas que ninguém tem como responder agora, e que tornarão o 2009 corinthiano interessantíssimo.

As possíveis duplas de ataque já têm nome: “Dentinho e Dentuço”, ou “Gol e Quase-Gol”.

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Sobre o “caso do envelope”: o Ministério Público de São Paulo anunciou que não se pronunciará. Se for um sinal de que não se envolverá, é uma pena.

Só o MP teria condições de identificar de onde partiu o telefonema que a secretária de Marco Polo Del Nero teria recebido.

E sem essa identificação, a pizza já está saindo do forno.

A coisa deveria ser simples: condutas investigadas, história esclarecida, culpados punidos.

Mas essa sequência, no Brasil, só em filme.

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A dormência deste blog nas últimas horas se deu por causa da migração para a nova cara da página.

A reforma no design dos blogs do Lancenet! é apenas uma das melhorias da nova ferramenta.

Espero que você goste.