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Arquivo da Categoria ‘caixa-postal’

CAIXA POSTAL

sábado, 26 de maio de 2012

Aos assuntos da semana:

Ricardo escreve: O que achou da convocação para a seleção brasileira de basquete e da renovação do contrato do técnico Ruben Magnano?

Resposta: Ótimas. A renovação do compromisso de Magnano significa a continuidade de sua influência sobre o basquete no Brasil, principalmente no aspecto da formação de uma seleção que se alimente da formação de jogadores no país. O projeto está nas melhores mãos. E a convocação dos melhores jogadores para os Jogos Olímpicos foi a decisão certa. Magnano obviamente sabe 0 que está fazendo.

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Rodrigo escreve: Você não acha um tanto injusta a regra do gol fora de casa valer mais que o “gol caseiro”? Falo isso porque o Fluminense fez um bom jogo na Bombonera, e perdeu por 1×0. No Rio, estava fazendo o mesmo placar, mas ao seu favor, e tomou um empate do Boca aos 45m do segundo tempo. Mesmo se esse gol saísse antes, aos 40, por exemplo, o time teria que fazer dois gols em sete, oito minutos no máximo. Se fizesse apenas um, perderia a vaga do mesmo jeito. Com essa regra, inverte-se a vantagem do time de melhor campanha. Aconteceria o mesmo se o Santos tomasse um gol do Velez no final do jogo, ou se o Corinthians levasse o empate no minuto seguinte ao seu gol, contra o Vasco. Não seria melhor acabar com essa história e definir nos pênaltis? Mesmo porque, no fim das contas, a única vantagem do time de melhor campanha é realmente decidir em casa, e isso acaba virando um ônus enorme se tomar um golzinho que seja em seus domínios. Isso deixa os jogos emocionantes, mas é de uma tremenda injustiça.

Resposta: Não penso assim. Acho que nada pode ser mais injusto do que os pênaltis.

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Vicente escreve: Sempre vejo lances em que a bola bate na mão do jogador de defesa dentro de sua própria grande área. Nestes casos, escuto os comentaristas dizendo várias coisas diferentes. Exemplos: “o braço estava colado ao corpo, portanto não foi pênalti” , ou então, “o braço estava esticado, portanto foi pênalti”. Já ouvi também: “o toque no braço não mudou a trajetória da bola, portanto não foi pênalti” e ” o toque no braço mudou a trajetória da bola, e portanto foi pênalti”. Fora o pra mim absurdo “bola na mão” versus “mão na bola”, diferenciando um do outro pela intenção do jogador. Eu pergunto: algum jogador coloca a mão na bola de propósito? Eu penso que para evitar essas divergências e ficarmos sempre sob a expectativa da interpretação do árbitro, a coisa deveria funcionar da seguinte forma: a bola encostou na mão dentro da grande área = pênalti, indepentende de qualquer outra coisa, e ponto final. Isso padronizaria as condutas e deixaria tudo mais claro. O que pensa disso tudo?

Resposta: Bem, há casos de jogadores que colocaram a mão na bola de propósito, como fez Luis Suárez na Copa do Mundo de 2010. Mas obviamente os lances em que a bola bate no braço do defensor são muito mais frequentes. A regra fala em “tocar deliberadamente com a mão na bola”, o que sugere intenção. É aí que começa a complicação. Exceção feita aos lances evidentes, como o de Suárez, os árbitros se valem de orientações que geram esses comentários sobre “braço colado no corpo”, “braço esticado”, etc, que levam em conta o risco assumido de que a bola toque no braço. É confuso? Muito. Se já é muito difícil avaliar intenção, por que seria mais simples julgar “risco assumido”? Os critérios variam demais. Talvez realmente fosse melhor resolver que qualquer lance de bola na mão dentro da área é pênalti.

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Gustavo escreve: Variações sobre o mesmo tema: Qual o papel da televisão (e exposição visual em geral) no encurtamento dos ciclos de excelência de supertimes ou supercraques? Em que medida a possibilidade de estudo exaustivo das armas dos vencedores facilita a criação dos antídotos? Os antigos tinham a chance de durar mais no auge em razão do fator surpresa?

Resposta: É absolutamente lógico que mais exposição aumenta a possibilidade de estudo e superação de times que vencem muito. A análise de vídeo, seja de jogos transmitidos pela TV ou de filmagens feitas a partir de ângulos específicos para decifrar sistemas e movimentações, é um aspecto crucial do trabalho de comissões técnicas bem sucedidas em todos os lugares do mundo. Não conhecer a fundo um adversário de qualidade só aumenta a diferença entre as equipes.

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Obrigado pelas mensagens. Até a próxima.

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sábado, 12 de maio de 2012

Aos assuntos da semana:

Geraldo escreve: Favor comentar: Na atual situação (na Copa Libertadores), se os times brasileiros ganharem todos seus confrontos, ficarão nas semifinais 3 times nacionais e 1 estrangeiro. Haverá decisão de dois times de mesma nacionalidade?

Resposta: Sim. Dessa forma, não há como evitar uma decisão doméstica se o time que enfrentar o adversário estrangeiro vencer o confronto. Igualmente, se Vélez e Boca passarem pelas quartas, terão de se enfrentar nas semifinais.

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Filipe escreve: Li um dos emails enviados no seu blog que dizia a respeito da superioridade do Real Madrid em relação a outros grandes da Europa (exceção ao Barcelona). Queria discutir mais especificamente a respeito da comparação Bayern e Real. Acredito que na comparação do elenco, titulares e reservas, haja maior qualidade no time espanhol, ou seja, mais opções de banco. Mas na equipe titular, eu realmente não consigo ver superioridade do time espanhol, ou pelo menos, que seja grande o suficiente para apontá-lo como favorito em um confronto. Vamos comparar? Neuer ou Casillas? Eu prefiro o goleiro alemão, mas são dois grandes e equivalentes. Lahm, pra mim, é o melhor lateral do mundo e ninguém me tira essa ideia; Schweinsteiger, em forma, é superior a Khedira e Xabi Alonso como volantes. Ozil é melhor que Kroos, ok? Mas este ultimo, é um belo meia também. Robben e Ribery, que equipe tem um ataque desse nível? Muller, pra mim, é superior a Benzema ou Di Maria. Em resumo: acho o elenco do Real melhor, mas os times titulares bem equivalentes. Só que o ataque do Bayern, pra mim, é mais insinuante. Ronaldo é a exceção, que faz a diferença realmente. Se fosse pra escolher, time por time titular, eu ficaria com o Bayern. Gostaria de saber a sua opinião a respeito do que foi relatado. Obrigado pela atenção.

Resposta: Vamos lá. Comparando os titulares, sempre pensando em quem eu escolheria para o meu time. Casillas e Neuer não são equivalentes, em momento, currículo ou experiência. O futuro pode mudar minha opinião, mas, hoje, Casillas está acima. Lahm é indiscutível, mas as defesas são igualmente problemáticas. De acordo em relação a Schweinsteiger x Alonso, ainda que seus papéis sejam um pouco diferentes. Mas Ozil é muito melhor do que Kroos. A meu ver, a maior diferença está no ataque, setor em que discordamos mais. Digamos que o ataque titular do Madrid é Ronaldo e Benzema. Robben e Ribéry estão bem abaixo. Deixando de lado a comparação jogador por jogador, devo lembrar que dei um favoritismo de 55% a 45% para o time espanhol. Ou seja, era um confronto equilibrado. Nos dois jogos, o Bayern foi mais ambicioso e mereceu a classificação. E se você me perguntar qual time eu prefiro ver jogar, direi que o time alemão me agrada mais, por ser mais amigo da bola.

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Haroldo escreve: Chelsea campeão da FA Cup assegura uma vaga na Liga Europa do ano que vem. O Liverpool, vice, já tinha uma vaga na Liga Europa porque foi campeão da Carling Cup. E se o CHELSEA for campeão EUROPEU e ganhar uma vaga na Liga dos CAMPEÕES 2013? Quem fica com essa vaga da FA CUP na Liga Europa 2013?

Resposta: O quarto colocado do Campeonato Inglês.

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Renato escreve: Você não pretende mais postar um diálogo de algum de filme no final da Caixa Postal? Era muito legal quando você fazia aquilo. Se eu mandar alguma sugestão você postaria?

Resposta: Infelizmente o conteúdo banco de dados esgotou. Talvez um dia recuperemos a tradição. Obrigado.

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Obrigado pelas mensagens. Até a próxima.

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sábado, 28 de abril de 2012

Aos assuntos da semana:

Café escreve: assisti agora aos gols que trouxeram o Southampton de volta à Premier League e não pude deixar de me emocionar com a invasão de campo ao fim do jogo. Eu sei que no futebol atual uma invasão dessa e os problemas de segurança decorrentes dela podem ser uma mistura explosiva, mas será mesmo que não há mais espaço, aqui e no mundo, para vermos novamente verdadeiros torcedores comemorando no campo, por mais que o verdadeiro lugar deles, na maior parte do tempo, seja a arquibancada? Será que as cenas de meus times sendo campeões, da seleção em 70, tudo isso só pode fazer parte de um passado romântico?

Resposta: Creio que sim. As questões relativas à segurança em eventos esportivos são hoje, muito mais sérias do que há algumas décadas. Também achei bonito o que a torcida do Southampton fez hoje, mas confesso que, enquanto via as imagens, pensei na possibilidade de alguma coisa ruim acontecer. Talvez seja a forma como somos condicionados a pensar hoje em dia. Mesmo se for assim, há uma série de razões que justificam esse pensamento.

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Gregório escreve: Falando sério mesmo, muitos amigos meus têm dito que seria uma boa Guardiola na seleção. Sinceramente você acha que ele conseguiria em dois anos pôr em prática seu estilo de jogo, e mais, conseguiria ele enfrentar a nossa imprensa adepta do pachequismo, que treme ao ouvir falar de técnico estrangeiro? Que acha Zagallo melhor que Guardiola?

Resposta: Vejo essa questão de duas formas. É claro que seria interessante ver Guardiola no comando da Seleção Brasileira. Não creio que isso se aplica ao momento que vivemos hoje, mas, em tese, minha opinião é de que seria muito bom. Não acredito, porém, que ele aceitaria pegar a Seleção com tão pouco tempo para trabalhar antes da Copa do Mundo. De fato, Guardiola não me parece um treinador que veja o trabalho em seleções (pela pouco contato com os jogadores, principalmente) como algo atraente. Outros aspectos, como relacionamento com a imprensa, são menos importantes. Mas penso que esse tipo de conversa sempre ficará no plano da suposição, porque não imagino que a CBF faria um convite para um treinador estrangeiro.

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André escreve: Opa André! No final das contas o mundo resolveu dar voltas inesperadas e vou repetir a pergunta do email abaixo que agora ficou bem mais interessante! Agora que o melhor cargo do mundo esta disponível, você contrataria o André Vilas Boas pra substituir o Guardiola no Barça? Ou o Barça precisa de alguém que já venha com o DNA “més que un club” de fábrica?

Resposta: Bem, o substituto de Guardiola já foi escolhido e, obviamente, a solução interna significa a continuidade das ideias e do trabalho dos últimos quatro anos. Mas posso responder sua pergunta em teoria. Se a opção do clube fosse por contratar um técnico de fora, Villas-Boas estaria na lista. Continuo com a mesma opinião sobre ele: fará sucesso e terá carreira longa e produtiva.

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Luciano escreve: Acompanho diariamente seu blog e gostaria de debater uma opinião sua… Concordo plenamente que o Barcelona está uns 2 níveis acima dos demais times do mundo… Porém gostaria de saber no que se baseia a sua opinião de que o Real Madrid é o segundo melhor time… Te questiono porque nas semi finais o Bayern me pareceu mais time nos dois jogos, como também acredito que seriam jogos disputadíssimos se o Real jogasse contra o Milan, Manchester, Juventus, apenas para citar algumas equipes… Não quero dizer que você está errado ou certo em sua opinião, apenas gostaria de compreender no que tu ( uso tu por ser de Caxias do Sul, RS, terra do futuro campeão gaúcho, o Ser Caxias ) se baseia ou no que o Real é melhor do que os demais times da Europa?

Resposta: O Real Madrid é superior aos outros times (Bayern incluído) pela quantidade de jogadores acima da média que tem em seu elenco. Como sabemos, isso não significa que essa superioridade se provará em campo em todos os momentos. Nos dois jogos contra o Bayern, estou de acordo com você, os alemães foram melhores. Classificaram-se com absoluta justiça. Mas, a meu ver, o Madrid pagou pelo conservadorismo de seu técnico, que mandou o time recuar após conseguir o empate em Munique. E depois mandou o time recuar de novo no segundo tempo do jogo de volta.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

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sábado, 21 de abril de 2012

Aos assuntos da semana:

Ricardo escreve: Já foi dito em outra oportunidade que Ronaldinho, o gaúcho, foi convocado para a Seleção a “pedido” de Ricardo Teixeira. Agora, foi noticiado que o presidente da CBF quer ver a lista do Mano 48 horas antes da divulgação. Isto quer dizer alguma coisa? Você tem alguma expectativa com relação ao tema e o que podemos esperar desta vez?

Resposta: O presidente da CBF querer ver a lista de convocados antes de sua divulgação é algo absolutamente normal. Ele dizer isso publicamente, não é. Por questão de hierarquia, não há nada de errado no fato de o técnico ter de submeter a relação ao seu superior. Desde que, é claro, o dirigente não queira interferir no sentido de alterar a convocação. No momento em que José Maria Marin declara em público que quer ver os nomes, e que Mano Menezes “será cobrado”, ele deixa o técnico em situação desconfortável. Essa questão deve ser analisada separadamente do trabalho de Mano até agora. Nada tem a ver com as opiniões sobre o atual momento da Seleção Brasileira. É um aspecto interno, das relações entre a CBF e o técnico, que certamente não é bom para MM.

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Fernando escreve: Foi divulgado que os campeonato brasileiro desse ano terá os dois árbitros atrás do gol. Você acha uma boa ideia?

Resposta: Sim e não. Sim, porque o ângulo diferente, próximo das traves, pode significar a diferença entre uma marcação errada e uma certa em lances de gol que, obviamente, são cruciais. E não, porque a experiência com esses árbitros adicionais, aqui no Brasil e no exterior, não revelou até agora uma vantagem significativa. De fato, não machuca que mais dois árbitros estejam ali. Mas se for apenas uma presença figurativa, como tem sido, não adianta. Se a questão é dirimir dúvidas sobre gols – entrou/não entrou – só há uma medida a tomar: a tecnologia na linha do gol.

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Renato escreve: André, sou leitor antigo do blog e gosto tanto do seu estilo de escrever quanto da maneira como você responde os comentários. Não sei se você pode tocar nesse assunto, mas outros blogs tentam aumentar a audiência através de enquetes e polêmicas artificiais. Não vejo você fazer isso e gostaria de saber o motivo. Entenderei se não puder responder.

Resposta: Claro que posso. Mas só posso falar por mim. Meu contrato com o Lance! contempla as colunas que escrevo e este blog. Devo atualizá-lo e gerenciá-lo, mas não sofro qualquer pressão por audiência e/ou quantidade de comentários. Meu objetivo aqui é produzir conteúdo e gerar debate. Também gosto de responder os comentários, o que tento fazer com a maior frequência possível. Fico satisfeito por termos criado um ambiente em que a grande maioria dos leitores entende isso.

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Caio escreve: Olá André, tudo certo? Escrevo para lhe sugerir uma pequena mudança nos comentários do blog, na verdade perguntar se é possível. Nem é ideia minha, já vi alguns que lhe leem sugerirem que você coloque a ferramenta que permite resposta aos comentários do blog, será que é possível? Em alguns outros blogs do Lance! ela existe. Penso que vá organizar melhor os debates.

Resposta: Concordo e não sei dizer por que não temos essa possibilidade aqui. Falarei com o pessoal técnico do Lancenet!. Obrigado pela sugestão.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. Até a semana que vem.

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sábado, 14 de abril de 2012

Hoje, como se sabe, o Santos completa 100 anos.

Fiz uma pequena homenagem, na última página do Lance!

O texto estará aqui amanhã.

Aos assuntos da semana:

Mário Sérgio escreve: André, você sabe dizer se jornalistas de outros países sofrem ataques virtuais que os fazem desistir das redes sociais? Ex. A saída de Lédio Carmona do twitter. Acredito que a internet gere asnos machões cibernéticos no mundo inteiro, mas será que mais no Brasil?

Resposta: Antes de qualquer coisa, lamento a saída do Lédio do twitter e espero que ele volte logo. Sigo vários jornalistas estrangeiros e percebo que o “fenômeno” é mundial. Claro que o atraso das sociedades agrava o problema. Como diz um amigo meu, o twitter é o que os banheiros de rodoviárias foram um dia. São os efeitos colaterais de algo que é fantástico quando bem utilizado, assim como a própria internet.

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Bernardo escreve: Estou lhe escrevendo por um motivo muito pouco usual. Sou médico, mas minha verdadeira paixão é viajar. Morro de inveja das coberturas esportivas internacionais que você faz (com muita competência, aliás). Pois bem… Há muitos anos sonho em conhecer a Rússia e você aumentou esse meu desejo 4 anos atrás, quando você cobriu a final da Champions 2008. Finalmente vou concretizar esse desejo! Esse ano embarco pra Rússia, e é aí que você entra na história. Naquela ocasião, em uma de suas “entradas” ao vivo por telefone, depois de rasgar elogios ao clima que você encontrou em Moscou saiu com essa: “Acabo de comer o melhor strogonoff da minha, tudo patrocinado pelos canais ESPN…” Cara, tem 4 anos que essa frase está na minha cabeça. Ahaha. Apesar de eu não ter esse patrocínio tão luxuoso, eu PRECISO encontrar esse seu strogonoff. Você é capaz de lembrar e me dizer onde provou essa maravilhosa iguaria?

Resposta: Cafe Pushkin. Eles se dizem os inventores do prato. Não me lembro de ter dito a frase que você mencionou, mas recomendo a visita. Vale o aviso de que o estrogonofe deles é bem diferente do nosso. O molho não é tão encorpado, a ênfase é nos pedaços de carne. Se você conferir, apareça aqui para dizer se gostou. Obrigado pelo elogio.

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Michel escreve: André, em uma livraria, essa semana, vi seu livro com o PVC, “Os 100 Melhores Jogadores Brasileiros de Todos os Tempos”, e me veio uma dúvida: hoje, você tiraria alguém dessa lista para colocar Neymar, PHG, ou os dois? Será que, pelo menos o Neymar, já estaria entre os 100 maiores do Brasil?

Resposta: Bem, o livro foi o resultado de uma eleição feita pela internet. PVC e eu não escolhemos os jogadores, apenas escrevemos sobre eles. Eu acho que o Neymar certamente entraria, e o Ganso teria boas chances. Eu votaria nos dois.

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João Guilherme escreve: Caro André, acabo de ler em um portal de notícias que uma musa do MMA posará nua para a revista da ESPN americana. Não sei se estou desatualizado e ultrapassado, mas você acha que um canal de esportes tão conceitudado precisa disso para aumentar as vendas? Pode acontecer o mesmo na edição brasileira?

Resposta: É uma edição especial, anual, da revista ESPN, que se chama “The Body Issue”. Atletas são fotografados sem roupa, mas não em ensaios sensuais ou eróticos. A revista sai em outubro.

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Desculpe a falha nas duas últimas semanas. E como sempre, obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

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sábado, 17 de março de 2012

Aos assuntos da semana:

Marcos Vinícius escreve: André, nos últimos quatro clubes em que Adriano passou (Internazionale-ITA, Flamengo, Roma e Corinthians) teve problemas. Agora está sendo cogitada sua volta ao Flamengo. Independentemente da qualidade do jogador, comprar Adriano é comprar problema. Você acredita que Adriano ainda possa voltar a ser aquele atacante da Copa das Confederações de 2005? E será que Adriano conseguiria receber o mesmo tratamento que recebem os outros jogadores?

Resposta: Esta não é uma questão de acreditar, ou não, se ele voltará a ser o jogador de outrora. Adriano tem uma doença que só se cura com tratamento e força de vontade. Todos os aspectos da vida dele estão diretamente relacionados a essa necessidade. Minha opinião é que qualquer clube que queira contratá-lo deve pensar, primeiro, em tratá-lo. Mas, claro, ele próprio precisa querer passar pelo tratamento.

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Rogério escreve: Hoje o barcelona é o melhor time do mundo. Após a goleada na Liga dos Campeões (sobre o Bayer Leverkusen, 7 x 1), acredito que o caminho até mais um título da UCL seja questão de tempo, mas você acha que há algum time que possa parar esse timaço?

Resposta: O sorteio das próximas fases da UCL deixou o caminho do Barcelona muito perigoso. O atual campeão europeu terá o Milan nas quartas de final e, possivelmente, o Chelsea nas semifinais e o Real Madrid (ou o Bayern, em casa) na decisão. Minha opinião é que o Real Madrid é o time mais capaz de superar o Barcelona, principalmente num jogo único. O time merengue é que o tem mais qualidade e mais experiência de enfrentamentos para encontrar uma forma de vencê-lo.

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Yuri escreve: André, você mencionou a “evidente crise na fábrica do país do jogador de futebol” e eu gostaria de te perguntar uma coisa. Algum jornalista ou pesquisador já escreveu sobre a correlação crescimento ecomico x reduçao de craques no futebol brasileiro? É sabido que desorganizacao e amadorismo sempre foram marcas registradas do Brasil. Este país nunca priorizou educaçao, saúde, e infraestrutura como pontos fundamentais e condicionais para o crescimento. Mas mesmo assim sempre fomos, reconhecidamente, uma “fábrica” de jogadores brilhantes. Mas as coisas mudaram. É inegável que nos últimos quase 20 anos, com a estabilização econômica trazida pelo Plano Real, as coisas melhoraram. O país evoluiu, cresceu, os campos de várzea desapareceram e as crianças vão mais à escola (sem entrar no mérito da qualidade). Ou seja, o futebol deixou de ser a única forma de ascensão social. Já imaginou quantos Pelés ou Messis que perdemos nos últimos anos para o banco da escola? Se isto é realmente verdade, seria uma notícia péssima para o futebol nacional, mas excelente para o país. Já pensou no assunto?

Resposta: Interessante questão. Ainda não vi um estudo a respeito e, mesmo sem dados concretos, arrisco-me a opinar que o futebol continua a ser um caminho de ascenção social muito procurado no Brasil. Mas se estamos perdendo jogadores para ganhar futuros cidadãos com acesso a educação e formação, concordo plenamente que se trata de ótima notícia para o país. Em tese, uma sociedade mais avançada tem melhores possibilidades de estabelecer políticas esportivas que levem à massificação do esporte como ferramenta de educação. E um dia, será capaz de formar atletas como resultado final dessas políticas.

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Jorge escreve: André, uma curiosidade. Vou entender se você preferir não responder. Você já entrevistou Ricardo Teixeira?

Resposta: Nunca tive o privilégio.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

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sábado, 10 de março de 2012

Aos assuntos da semana:

Luciano escreve: Lendo no seu blog ” Coluna Dominical ” me surgiu a pergunta… A International Board é composta pela Fifa (4 votos ) e mais Inglaterra (1 voto), Irlanda (1 voto ), Escócia (1 voto ) e país de Gales (1 voto )… A pergunta na verdade são duas, são realmente esses países mais a Fifa que votam? E a segunda seria, por que são esses países?

Resposta: http://pt.wikipedia.org/wiki/International_Football_Association_Board

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João Alexandre escreve: Um dia desses ouvi o Antero (Greco, comentarista), se não me engano, falando sobre as novas câmeras do estúdio do SportsCenter e que em breve a ESPN Brasil seria transmitida em HD. Você sabe quando começarão essas transmissões ?

Resposta: Pelo que sei, o marco para a ESPN Brasil transmitir em HD é a Olimpíada de Londres. Mas pode começar antes.

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Edney escreve: Não sei se chegou a ver algo a respeito, mas eu estava no estádio e pude presenciar as cenas esdrúxulas da torcida do Benfica imitando um macaco a cada vez que o Hulk ou algum outro jogador negro pegavam na bola. Cenas lamentáveis. Podemos falar também da questão suscitada pelo Balloteli quando esteve no estádio do Dragão. Imagino que além dos caminhos da UEFA punir etc… só uma atitude aguda de um time, solidário com uma situação como essa, em que ao se constatar isso (e na sexta passada era evidente), o time inteiro sai do campo e deixa os 60,000 malandros chupando o dedo. Que caminhos percorremos hoje em dia!

Resposta: De total acordo. As campanhas contra o racismo no futebol têm pouquíssimo efeito. Árbitros são orientados a parar o jogo se notarem esse tipo de manifestação, mas quantas vezes isso aconteceu? A reação deve vir de dentro do esporte, e com punições pesadas aplicadas pelas associações. A multa que a Lazio recebeu (20 mil euros) pelas ofensas que sua torcida dirigiu ao brasileiro Juan foi uma vergonha. Praticamente uma autorização para que as mesmas pessoas façam de novo.

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Maurício (entre vários) escreve: André, concordo com sua opinião sobre a Copa do Brasil do próximo ano (Camisa 12, post abaixo), já estava na hora de fazer alguma coisa. Mas vc saberia dizer se a Copa Sulamericana será disputada no primeiro semestre, paralelamente com a Libertadores?

Resposta: Não, não será. O Brasil terá 4 representantes na CSA. Segundo a CBF, serão os melhores colocados no BR-12 que forem eliminados da Copa do Brasil de 2013 antes da CSA começar. Complicado? Também acho. Não me culpe.

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sábado, 3 de março de 2012

Aos assuntos da semana:

Ricardo escreve: Scolari assumiu a Seleção 1 ano antes da Copa e foi campeão. Você acha que já estão pensando em repetir esse feito (mesmo que não necessariamente com o próprio Luiz Felipe)? Você tem uma opinião sobre isso?

Resposta: Com tudo o que está acontecendo na CBF, não sei se a Seleção Brasileira tem feito parte da pauta. Mesmo porque, agora, há um diretor de seleções para se ocupar dela. Creio que a Olimpíada de Londres pode ser um momento decisivo para a comissão técnica atual, análise que é feita desde que Mano Menezes assumiu. Claro que o time olímpico é muito diferente do time que se pretende formar para disputar a Copa, mas a avaliação do técnico será feita conforme o resultado em Londres. A experiência com Scolari em 2002 mostra que dá para montar uma equipe vencedora em mais ou menos um ano. Mas é claramente uma solução de emergência.

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Luciano escreve: Li uma informação sobre o possível retorno do Seattle Supersonics à NBA. Existe essa possibilidade ou apenas há rumores em relação a isso?

Resposta: O Seattle Supersonics “original” é o Oklahoma City Thunder, franquia que foi comprada e transferida de cidade. Mas o nome e o logotipo dos Sonics estão disponíveis para ser utilizados caso um novo time queira se estabelecer na cidade. O assunto surgiu porque o comissário da NBA, David Stern, declarou que a Liga aceitaria ter um time na cidade, desde que uma nova arena fosse construída. Já há movimentações em Seattle para erguer um novo ginásio.

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Luiz Fernando escreve: André, onde posso comprar o livro sobre o Barcelona que você indicou na coluna? Obrigado.

Resposta: Amazon. Comprei o meu em edição eletrônica.

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Julio escreve: André, uma questão sobre a ESPN. Quem decide quais jogos são transmitidos em HD? Às vezes eu não entendo algumas escolhas que são feitas.

Resposta: Quem decide? Certamente não sou eu… falando sério: essa é uma questão complicada, que envolve desde compromissos contratuais até estratégias internas, passando pela necessidade de respeitar o espectador em situações que envolvem jogos que acabam durando mais tempo do que se imaginava. Sempre haverá quem fique descontente por não concordar com as opções, mas o fato é que profissionais são pagos para tomar esse tipo de decisão. Um dia, tudo será HD e seremos todos felizes.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

De volta!

Aos assuntos das últimas semanas:

André escreve: No final da maravilhosa temporada do Porto no ano passado, você escreveu um post dedicado ao surgimento do André Villas Boas como um técnico super moderno, uma das grandes promessas de renovação do futebol e sobre a tremenda oportunidade de comprovar tudo isso no Chelsea. Hoje sabemos que o “tudo isso” ainda não está comprovado e que o mais provavel é que sua passagem pelo Chelsea será marcada por fracasso (meio forte a palavra, mas no final das contas é isso mesmo) e demissão. A sua opinião sobre ele mudou depois desses meses de “insucesso” (para usar uma palavra mais tranquila) no Chelsea? Se você fosse o presidente de algum dos super times (Real, Barcelona, ManU, Inter, etc) que podem escolher quase quem eles quiserem para treinador, contrataria o Villas Boas?

Resposta: Não me lembro de ter me referido a Villas-Boas como um técnico “supermoderno”. Escrevi, sim, sobre seus métodos de trabalho, mais relacionados à parte humana do jogo, à motivação dos jogadores. Não há possibilidade de um treinador tão jovem como ele ter conquistado o que conquistou no Porto sem méritos. O que se passa é que, entre os grandes clubes da Europa, talvez o Chelsea seja o time mais difícil de dirigir. A base de jogadores experientes do elenco (Zech, Lampard, Terry e Drogba) é formada por futebolistas que já passaram pelo auge, mas ainda têm nome e status. O que se diz na imprensa inglesa é que AVB luta contra esse “poder” no vestiário, por ter a intenção de renovar o time. Ele cometeu erros, claro. A escalação do time no jogo contra o Napoli foi um deles. Mas não conhecemos a situação interna e os motivos das escolhas que fez. Eu manteria Villas-Boas no comando do Chelsea, e, sim, o contrataria para meu clube. Creio que ele terá uma carreira de sucesso.

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Felipe escreve: Evidentemente que sabemos que o Barcelona atual é merecedor de todos os elogios, todos os adjetivos impressionados e lisonjeantes que recebe e muitos mais (em que pese a campanha abaixo do que pode no Campeonato Espanhol). Mas será que esse time não teve um salto de desempenho após ter vencido a Liga dos Campeões em 2008/09? Porque, antes, mesmo sendo um time bom, estava em pé de igualdade com outros bons times da Europa, como Chelsea, Manchester United, o Milan de então… na final em Roma, então, havia até mais palpites a favor do Manchester United. Só que, ao vencer aquela final, e do jeito que venceu, foi como se aquele time – e, por tabela, Guardiola – dissesse: “Estamos aqui para ser superiores a todo o resto.” Não concorda?

Resposta: Sim. Aquela foi a temporada em que o Barcelona ganhou todas as competições que disputou, na Espanha e na Europa. Sempre haverá debate sobre qual “versão” do Barcelona de Guardiola é a melhor (para mim, é a de 2010/11), mas é certo que, em 2008/09, ficou claro que estávamos vendo algo diferente.

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Mário Sérgio escreve: Presumo que vc assistiu ao documentário “Jordan Rides the Bus”. Comente, por favor.

Resposta: Assisti, sim (trata da decisão de abandonar o basquete e tentar se tornar um jogador de beisebol, em 1993. Faz parte da série “30 for 30″, da ESPN). Achei bom. A impressão que o documentário deu é que Jordan imaginava que deixar a NBA faria com que toda a atenção sobre ele diminuísse. E que sua tentativa de mudar de esporte se daria sem a presença maciça da mídia e o interesse do público. Se ele pensou assim, equivocou-se. Há também uma certa busca pelos motivos que o levaram a tomar tal decisão e o impacto da morte de seu pai, que sempre quis que MJ fosse um jogador de beisebol. O filme não encontra respostas definitivas, mas talvez elas não existam. Achei interessante como fonte de informações sobre a passagem de um superastro do esporte num ambiente sem glamour, como é a rotina de um time de beisebol das ligas menores.

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Sérgio escreve: Olá André. Fui assistir “Moneybal” e fiquei curioso sobre a possibilidade de algo parecido acontecer no futebol, guardadas as diferenças entre os esportes. Você sabe de algo a respeito?

Resposta: Sim. Novas formas de avaliar jogadores já estão em prática na Europa, especialmente na Inglaterra. Clubes como Manchester City, Arsenal e Liverpool têm analistas de números em suas folhas de pagamentos. Um dos executivos do Liverpool (hoje sob o comando dos mesmos donos do Boston Red Sox), Damien Comolli, tem estreitas ligações com Beane. Esse assunto é cercado de muito segredo, pois, obviamente, os clubes estão interessados em vantagens sobre seus concorrentes e o fluxo de informações é restrito. Mas eu diria que o clube de ponta nessa área, hoje, é o Manchester City. Escrevi a respeito numa coluna que publiquei no jornal, aqui.

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Obrigado pelas mensagens. A conversa continua no próximo sábado.

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CAIXA-POSTAL

sábado, 3 de dezembro de 2011

Aos assuntos da semana:

Luiz Eduardo escreve: André, o que achou da punição que o Bolívar recebeu? Eu acho que essa punição cria outro problema: Imagine que o Bolívar machuque o Kleber num Grenal e receba a mesma punição. Logo, só voltaria a jogar quando Kleber se recuperasse. O Kleber tem uma perspectiva de se recuperar em 8 meses e, assim, o Bolívar também. 8 meses depois tem um Grenal decidindo o título brasileiro! Imagine que a volta do Bolivar seria importatíssima para compor o setor defensivo colorado. Porque o Grêmio não estenderia o processo de recuperação do seu atleta, a fim de prejudicar o rival e, nesse caso, até se beneficiar da ausência dele?

Resposta: É uma situação possível em teoria, mas você há de convir comigo que é muita coisa para imaginar. (Relembrando… o Bolívar foi punido com 4 jogos e 180 dias e, na quinta-feira, teve sua pena reduzida, por efeito suspensivo, para 2 jogos e 15 dias. O caso só terminará após o julgamento do Pleno do STJD, provavelmente em janeiro.) O que eu penso sobre essa medida de punir o agressor pelo tempo que o lesionado levar para voltar a jogar é o seguinte: como se pode julgar a intenção? Como se pode conhecer a intenção? Se fosse possível saber se um jogador quis mesmo machucar outro, aí a conversa seria outra. No caso em questão, a entrada horrorosa de Bolívar em Dodô revela, a meu ver, que o jogador do Internacional não teve a mínima preocupação em ser leal, mas não posso afirmar que o objetivo dele era quebrar o Dodô. Ninguém pode. Outro aspecto é o precedente que seria aberto. Já vimos lesões graves resultarem de disputas de bola aparentemente limpas, ou até involuntárias. Num julgamento no STJD, a interpretação da maioria pode ser diferente, e alguém poderá ser suspenso por um longo tempo de forma injusta.

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Rogério (entre muitos) escreve: André, o que achou das mudanças na Copa do Brasil?

Resposta: A invenção da roda. A CB, realizada durante toda a temporada e com a participação dos times que jogam a Libertadores, é o que se pede há milênios. Devolve o protagonismo ao mata-mata e acaba com a punição aos melhores times do Campeonato Brasileiro. O problema é que o novo critério de classificação para a Copa Sul-Americana continuará punindo o mérito, pois dará a quem fizer campanha ruim na CB uma nova oportunidade de chegar à Libertadores (via CSA). Melhor seria continuar com o critério de classificação pelo Campeonato Brasileiro, o que acirraria a disputa.

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Sérgio escreve: Você acredita que, se convidado fosse, Romário aceitaria comandar o COL (da Copa do Mundo de 2014)?

Resposta: Não.

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Roberto Carlos escreve: Em dezembro, o Barcelona enfrenta o Real Madrid pelo Espanhol e provavelmente o Santos pelo Mundial. Se você estivesse em uma situação que  lhe permitisse escolher a assistir somente a um dos jogos, qual você escolheria e por que?

Resposta: Acho que o jogo do Mundial. De fato, estarei no jogo do dia 10, em Madri. Mas creio que uma provável final de Mundial de Clubes entre Barcelona e Santos seria algo único, enquanto o clássico espanhol acontece todos os anos.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens e perdão pela falha na semana passada.

Ocorre que, às vezes, eu realmente preciso de um dia inteiro de folga na semana…

Até o sábado que vem.

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