O resultado de 2 x 0, em casa, exemplifica quase tudo que o time mandante pode querer no jogo de ida.
Menos do que isso ainda deixa tudo aberto. Mais, é ganância.
O placar que o Palmeiras conseguiu contra o Coritiba é excelente. A atuação, mesmo levando em conta as ausências de Henrique e Barcos, não foi tão boa.
Boa parte do primeiro tempo sugeriu que a ideia de jogar em Barueri, para pressionar o Coritiba, teve o efeito contrário.
O time paranaense era – porque é – mais organizado, mais perigoso.
No finalzinho, o lance que mudou tudo. Jonas e Betinho se agarraram na área, num lance que – diferente do que parece – é fácil para o árbitro.
Ele pode marcar o que quiser. Falta do atacante, pênalti ou nada. Preferiu o pênalti, convertido por Valdivia.
A desvantagem esclareceu as coisas para o Coritiba. Fazer um gol passou a ser ainda mais importante do que não tomar.
Chance, porém, nenhuma.
O castigo veio, como é frequente, dos pés de Marcos Assunção. Com desvio nas costas de Lincoln (difícil compreender porque ele substituiu Everton Ribeiro, jogador crucial para o Coxa), a bola chegou à área para o cabeceio de Thiago Heleno.
O Coritiba ganhou um presente com a expulsão de Valdivia, merecida. Era para cartão vermelho direto, sem passar pelo segundo amarelo.
Teve o restante do jogo para pressionar, com um homem a mais, e encontrar um gol que aumentaria as possibilidades de um final feliz no Couto Pereira.
Mas a exemplo do que se viu no jogo de ida contra o São Paulo, o time de Marcelo Oliveira foi improdutivo em vantagem numérica. Preocupante.
Mesmo assim, o placar poderia ter sido outro, tivesse a arbitragem marcado pênalti claro de Marcio Araújo em Tcheco.
Tem jogo no Couto Pereira, onde a campanha do Coritiba é motivo de esperança. Mas o Palmeiras está jogando a Copa do Brasil como se deve.











