A outra semifinal da CLA começa nesta noite, em Buenos Aires.
Interessantíssimo encontro de um time que mostrou um encantador futebol coletivo na última Copa Sul-Americana, com um dos professores da Libertadores.
Eu diria que conheceremos melhor o time chileno (comandado por um treinador que tem convicções ofensivas) após o confronto.
Abaixo, mais uma análise tática de Júnior Marques (siga-o no Twitter, em @afajota), em colaboração com o blog.
Sinto que chegará o momento em que agradecê-lo não será suficiente…
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Boca Juniors – A mística xeneize
O Boca Juniors é o atual campeão do Apertura 2011 na Argentina e briga pelo atual Clausura 2012. Os argentinos são comandados pelo treinador Julio César Falcioni, que costuma organizar sua equipe de maneira cautelosa e “letal” nos contragolpes. O Boca Juniors não é uma equipe que costuma imprimir pressão constante sobre seu adversário, mesmo que jogue em La Bombonera. Uma equipe experiente, com peças funcionais e postura contragolpista.
Diagrama tático: O típico 4-3-1-2 argentino com um camisa 10 e meia armador “cérebro”.
O Boca Juniors contará com o retorno dos então ausentes Somoza e Ledesma, peças-chave no meio campo da equipe argentina. Somoza é o 1º volante, experiente e responsável pelo comando da marcação no meio-campo. O ponto forte da equipe argentina são os avanços dos volantes(Ledesma e Erviti) pelos lados do campo em apoio ao enganche ( meia armador) Juán Román Riquelme. O ataque xeneize é lento, e apesar de “goleador” isso em certos instantes prejudica a postura contragolpista da equipe pela ausência de velocidade.
A bola aérea diante deste Boca Juniors também requer atenção, pela presença de bons cabeceadores, como Schiavi, Insaurralde e Santiago Silva.
La U – Bielsismo diante dos argentinos
La Universidade de Chile talvez seja a equipe mais desconhecida dentre os 4 semifinalistas da Libertadores. Mas curiosamente é a equipe com a proposta mais dinâmica dentre todas.
Diagrama tático: O 3-4-3 dinâmico de La U.
(Ilustrações táticas – Tactical Pad: https://www.tacticalpad.com/tacticalpad/index.php)
Atual campeã chilena e da Copa Sulamericana 2011, a equipe comandada pelo treinador argentino Sampaoli merece atenção. Habitualmente chamado de “Bielsita” ( em alusão ao treinador Marcelo Bielsa), Sampaoli tem inspiração em “Loco” Bielsa em sua proposta de jogo. O 3-4-3, com um losango no meio campo formado por Díaz, Rodríguez, Mena e Aranguiz ganha forma de 3-4-1-2 com o recuo do “falso” 9 Gustavo Lorenzetti.
Flagrante tático: Um exemplo do 3-4-3/3-3-1-3 Bielsista – Mundial 2002, Argentina 1×0 Nigéria (02/06/2002). Os 3 zagueiros Pochettino, Samuel e Placente formavam a linha de 3 defensores, complementada pelo seguinte setor ofensivo:
La U é uma equipe que busca ter posse de bola e explorar o dinamismo dos seus meias e alas ofensivos (o argentino Matías Rodríguez e o chileno Mena). Os 3 defensores são praticamente fixos no campo defensivo, para que a equipe possa fazer fluir os avanços ofensivos com liberdade.
Diante de um Boca Juniors que costuma aguardar as iniciativas adversárias para impor sua maneira de jogar, La U terá que realizar aquilo que melhor faz: ter a bola nos pés e explorar os lados e aproximação de Aranguiz e Lorenzetti ao ataque.















Sempre muito boa essas analises…
Estou encantada com tantos detalhes André, adorei a proposta do texto!
Espero que meu Boquita não sofra gols hoje em La Bombonera, será importante sair “ileso” de Buenos Aires.
LaU com traços de Bielsa ein? Muito legal!!