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Arquivo de setembro de 2010

MAIS NOTINHAS PÓS-RODADA

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A folga do líder aumentou.

O Cruzeiro colou.

E olhe onde está o Atlético Paranaense…

Fechando a vigésima-sexta rodada:

* Só 2 times – Corinthians e Fluminense – têm mais vitórias em casa do que o Atlético Paranaense, que ontem (1 x 0 no Vitória: Rhodolfo – 15.791 pagantes) ganhou na Arena pela oitava vez.

* E só para não perder o costume: por que não me surpreendo com um gol de bola alçada na área por Paulo Baier?

* Quinta vitória (3 x 0 no Atlético Goianiense: Caçapa, Montillo e Wallyson – 10.896 pagantes na Arena do Jacaré) do Cruzeiro em 6 rodadas.

* Que fase de Montillo.

* Terceira vitória (2 x 0 no Internacional: Marcos Assunção-2 – 12.264 pagantes na Arena Barueri) seguida do Palmeiras, sequência inédita no campeonato.

* Nos dois gols de falta de Assunção, que é tão bom na matéria quanto é possível ser, houve colaboração de Renan.

* Era mesmo o Grêmio Prudente o time que venceu (4 x 2: William, Wesley-2, Wanderley, Mazola e Reinaldo – 883 pagantes no Prudentão) o Guarani?

* Que transformação, na primeira vitória do lanterna do BR-10 no segundo turno.

* O futebol de Dario Conca é uma das razões da posição do Fluminense (1 x 0 no Avaí: ele – 8.923 pagantes no Raulino de Oliveira) na tabela.

* O argentino, que normalmente bate os escanteios, estava na área para fazer o gol da vitória.

* Uma das melhores campanhas do segundo turno (Grêmio 4 x 2 São Paulo: André Lima-2, Rogério Ceni, Marlos, Jonas e Diego – público ND no Olímpico) fez mais uma vítima.

* Grêmio: 76,2% de aproveitamento. Igual ao do Cruzeiro.

* Pouco a dizer sobre o 0 x 0 (11.398 pagantes no Castelão) entre Ceará e Atlético Mineiro.

* O empate com o Botafogo (1 x 1: Bruno César e Abreu – 24.001 pagantes no Pacaembu) foi o primeiro do Corinthians como mandante. Em 13 jogos.

* O Botafogo teve um gol mal anulado (Herrera não estava impedido) e chances para vencer. A maior delas, Caio desperdiçou no último lance do jogo. E deixou Abreu literalmente louco.

OS OUTROS LINKS DA LIGA

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Para fechar a segunda rodada, mais 21 gols.

Pelo grupo A, em Milão, a Internazionale mandou 4 x 0 no Werder Bremen.

Noite de Samuel Eto’o, que fez 3.

Em Londres, o Tottenham venceu o Twente por 4 x 1.

Os ingleses lideram, junto com os italianos.

Grupo B: o Lyon visitou Tel Aviv e passou pelo Hapoel: 3 x 1.

Michel Bastos fez dois.

Na Alemanha, o Schalke 04 ganhou do Benfica por 2 x 0.

Alemães e portugueses devem brigar pela segunda vaga.

No grupo C, fora de casa, o Manchester United ganhou do Valencia: 1 x 0.

Rafael e Anderson começaram como titulares.

Em Glasgow, o Rangers fez 1 x 0 no Bursaspor.

Bonito gol escocês.

Pelo grupo D, o Copenhague venceu o Panathinaikos em Atenas: 2 x 0.

Ótimo resultado para os dinamarqueses.

E em Kazan, Rubin e Barcelona empataram em 1 x 1.

Messi entrou no jogo no segundo tempo. O Barcelona (que teve apenas 75% de posse de bola) enfrentou o time russo 3 vezes pela UCL, desde o ano passado. Não ganhou nenhuma.

NOTINHAS PÓS-RODADA

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Rodada meio diferente. Dois jogos na terça, oito na quarta.

Abrindo a vigésima-sexta:

* Eram 6 jogos sem vitória do Vasco (3 x 1 no Santos: Fágner, Felipe, Danilo e Éder Luis – 2.819 pagantes em São Januário), e só uma atuação bem acima do que temos visto ultimamente seria capaz de derrotar o “recarregado” Santos.

* Neymar jogou bem de novo. Fernando Prass brilhou quando a vitória estava sob risco.

* Time ameaçado pela tabela, pressionado pela torcida (com autorização da diretoria), visitando um adversário em situação ainda pior. Começo do segundo tempo, gol contra. A terça-feira do Flamengo (1 x 1 com o Goiás: Jean-contra e Deivid – 13.898 pagantes no Serra Dourada) era dramática, até o último minuto.

* Silas: “não faço gol contra” e “fast-food é só no McDonald’s”.

OS LINKS DA LIGA

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Vinte e um gols marcados na abertura da segunda rodada da fase de grupos da UCL.

Pelo grupo E, o Bayern de Munique foi à Suíça e venceu o Basel, de virada, por 2 x 1.

Bastian Schweinsteiger fez os 2 gols alemães.

Em casa, a Roma fez 2 gols em 2 minutos e ganhou do Cluj por 2 x 1.

Adriano entrou no segundo tempo. Belo gol de Borriello.

Grupo F: em Moscou, o Spartak fez 3 x 0 no Zilina.

Só gols brasileiros para os russos: 2 de Ari e 1 de Ibson.

E o Chelsea bateu o Olympique por 2 x 0, em Londres.

No grupo G, o Auxerre recebeu e segurou o Real Madrid até o final, mas perdeu por 1 x 0.

O gol de Ángel Di María saiu aos 36 do segundo tempo.

Em Amsterdã, o Ajax não conseguiu superar o Milan: 1 x 1.

Robinho começou como titular e perdeu um gol sozinho diante do goleiro holandês, no primeiro tempo.

Pelo grupo H, o Arsenal visitou e venceu o Partizan por 3 x 1.

E num jogo recheado de brasileiros, o Shakhtar Donetsk foi à Portugal e goleou o Braga: 3 x 0.

Luiz Adriano (2) e Douglas Costa marcaram para os ucranianos. Felipe falhou no primeiro gol.

Nesta quarta, os jogos dos grupos A, B, C e D.

Volte para ver os gols.

NOTINHAS PÓS-RODADA

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Fluminense recuperou a ponta.

O Flamengo está às portas do calabouço.

As notas da vigésima-quinta rodada:

* Já é possível vislumbrar o Atlético Goianiense (3 x 0 no Grêmio Prudente: Agenor, Thiago Feltri e Marcão – 2.641 no Serra Dourada) fora da ZR.

* Ué, Elias não marcou?

* Neymar jogou muito na vitória do Santos (4 x 1: Marcel, Edu Dracena, Thiago Ribeiro, Alex Sandro e Neymar – 9.542 pagantes na Arena Barueri) que encerrou a invencibilidade do Cruzeiro.

* Alex Sandro fez uma pintura de gol.

* O árbitro Héber Roberto Lopes não marcou um pênalti - que aconteceu –  para o Guarani (1 x 0 no Vasco: Baiano – 5.594 pagantes no Brinco de Ouro),  mas compensou com outro – que não aconteceu.

* E deve achar que, assim, fez uma boa atuação.

* O Palmeiras (3 x 1 no Flamengo: Kléber-2, Petkovic e Lincoln – 9.894 pagantes no Engenhão) tem campanha melhor fora – 19 pontos – do que em casa – 16.

* Foi a primeira derrota do Flamengo no Engenhão. Eram 7V e 2E desde 2007.

* Vale uma terceira nota: eu ouvi bem o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, dizer (em resposta a Felipão) que o Engenhão é o quarto melhor estádio do mundo?

* A derrota para o Goiás (3 x 0: Carlos Alberto e Rafael Moura-2 – 18.528 pagantes), placar do primeiro tempo no Morumbi, foi o ponto mais baixo da temporada do São Paulo.

* O curioso é ver pouca (em alguns casos, nenhuma)  indignação por parte dos jogadores.

* No super-utilizado Engenhão, Botafogo e Atlético Paranaense (1 x 1: Edno e Guerrón – 7.409 pagantes) fizeram um belo segundo tempo.

* Os dois times reclamaram do resultado.

* Dorival Júnior estreou pelo Atlético Mineiro, mas não conseguiu mudar o hábito do time de perder (Grêmio 2 x 1: Jonas, Gabriel e Diego Tardelli – 12.262 pagantes na Arena do Jacaré) em casa – foi a oitava vez.

* Renato Gaúcho: “comigo desde o primeiro turno, o Grêmio brigaria pelo título”.

* A maior goleada da rodada saiu dos pés do preocupado Avaí (5 x 0 no Ceará: Rudnei, Davi-2 e Jéferson-2 – 4.160 pagantes na Ressacada), que não vencia havia 40 dias.

* O Ceará, em décimo-terceiro, só tem 2 pontos a mais do que o Avaí.

* Internacional (3 x2: Tinga, Jorge Henrique, Alecsandro, Bruno César e Andrezinho – 33.787 pagantes no Beira-Rio) e Corinthians fizeram, talvez, o melhor jogo do BR-10. Nenhum resultado seria injusto.

* Se não tivesse escorregado, Paulo André provavelmente não faria a falta que originou o terceiro gol do Inter.

* Com as derrotas de Cruzeiro e Corinthians, a rodada ficou sob medida para o Fluminense (2 x 1 no Vitória: Conca, Henrique e Rodriguinho – 11.187 pagantes no Barradão).

* Grande partida de Conca.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 26 de setembro de 2010

(publicada ontem, no Lance!)

OLHANDO PARA A FRENTE

“Na Inglaterra, a casa de todo homem é seu castelo”.

A frase é de Robin Hood (na pele de Russell Crowe, na última – e melhor – refilmagem do clássico, bom entretenimento) e não tem nada a ver com futebol, mas é uma das verdades da trajetória do Cruzeiro neste BR-10.

O time mais quente do campeonato (invicto há 9 rodadas, com 7 vitórias) viveu como nômade desde o fechamento do Mineirão para as obras da Copa de 2014. Mandou jogos em 3 estádios diferentes, ouviu seus jogadores reclamarem da falta de um campo “para chamar de seu”, até perceber que é necessário se sentir como mandante para verdadeiramente sê-lo. Nas 9 rodadas de invencibilidade, o Cruzeiro enfileirou 5 vitórias como local, jogando no Parque do Sabiá (em Uberlândia) e na Arena do Jacaré (Sete Lagoas). Em Uberlândia cabe mais gente e o time ganhou os 3 jogos que fez. Mas é mais barato jogar em Sete Lagoas e o desempenho de 4 vitórias e 1 empate não sugere problemas de adaptação.

Os mineiros são sócios da remodelada área-vip da tabela do campeonato, agora mais exclusiva, com apenas 3 sofás, graças aos decoradores da Conmebol. Nas próximas 5 rodadas, o Cruzeiro terá 2 jogos fora (Santos e Goiás) e 3 em casa (Atlético-GO, Atlético-PR e Fluminense), para dar sequência a seu ataque ao topo da classificação.

Acima, estão os times que monopolizaram a ponta desde a segunda rodada (o Avaí era o líder na primeira): o Fluminense e o Corinthians. Os cariocas parecem ter atravessado a zona de turbulência que durou 3 jogos, coincidente com a crise entre o departamento médico e Fred. O Fluminense tem zagueiros que marcam gols, criatividade no meio de campo e dois laterais que merecem os elogios recebidos. Fora um técnico que, dos últimos 5 BRs, ganhou 3 e foi vice em 1. Se o Flu tem um problema, é justamente sua casa. Desalojado do Maracanã, tem de jogar num Engenhão que não empolga seu torcedor (6.197 presentes nos 5 x 1 contra o Atlético-MG) e oferece um gramado pior a cada semana. Não foi por falta de aviso. O futuro próximo do tricolor: Vitória, Grêmio Prudente e Cruzeiro, fora; Avaí e Santos, em casa.

O Corinthians, melhor mandante do Brasileirão, largou o péssimo hábito de não vencer como visitante. E o fez com atuações quase impecáveis contra dois adversários bem ranqueados, Fluminense e Santos. O que impressiona no time é a qualidade do meio de campo, que marca e joga com intensidade, a exemplo do que fazia com Mano Menezes em 2009. Além de adiantar Elias, Adílson Batista fez outra transformação: seu Corinthians é mais vulnerável, mas também mais rápido e mais ousado, como se viu quarta-feira na Vila Belmiro. As próximas 5 rodadas: Internacional (F), Botafogo (C), Ceará (C), Atlético-MG (F) e Atlético-GO (C).

Uma análise levando em conta as posições atuais dos adversários indica menor dificuldade para o Corinthians. Serão 2 oponentes do U-4 e nenhum do G-3. O Cruzeiro encontrará 2 times da zona do rebaixamento e 1 da zona da Libertadores. O Fluminense, 1 de cada.

Estamos chegando àquele momento em que é preciso ver vários jogos ao mesmo tempo, e que deixa os críticos dos pontos corridos meio encabulados.

CAIXA-POSTAL

sábado, 25 de setembro de 2010

Aos assuntos da semana:

Nelson (entre muitos) escreve: Li todos seus comentários (também a coluna) sobre o caso Neymar, porém não consegui extrair qual sua opinião sobre a não convocação dele pelo Mano Menezes. Me perdoe se eu não soube ler nas entrelinhas ou se estava claro e não vi, mas gostaria de saber o que você achou da atitude do técnico da seleção.

Resposta: O MM tinha duas opções. Ou convocava o Neymar para ter uma conversa direta com ele, ou não convocava para não premiar a indisciplina. Como escrevi, ele teria bons argumentos para sustentar qualquer opção. Creio que o que pesou foi o fato de o problema todo ter sido com o treinador. Fosse uma confusão com um companheiro, ou algo relacionado à vida pessoal, provavelmente Neymar seria convocado. Quem conhece um pouco a forma como Mano pensa e trabalha não se surpreendeu com a escolha dele. Eu também não convocaria o Neymar agora.

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Roberto Carlos escreve: No gol do Neymar contra o Corinthians esta semana, ouvi comentários de que o goleiro Julio César falhou. O chute forte que originou o rebote partiu de um jogador que estava próximo ao goleiro, ou seja, se não houvesse a defesa parcial e a bola tivesse ido direto para o gol com certeza o goleiro não seria considerado culpado. Não é um contra-senso? Nesses casos então não seria melhor os goleiros “deixarem” a bola entrar do que correr o risco de tentar defender e serem considerados culpados pelo gol tomado?

Resposta: Vou encarar a última pergunta como prova do seu bom humor. Mas vamos lá: gol sofrido em rebote do goleiro é sempre discutível. Dava para segurar? Por que não desviou para a linha de fundo? A defesa falhou ao deixar o atacante livre para pegar o rebote? Todos esses fatores devem ser considerados, além do fato de ser muito mais fácil comentar uma defesa do que fazê-la. Se, como você sugere, o goleiro não fizer a defesa no primeiro lance e a bola entrar, ele obviamente será julgado pelo gol que tomou. O chute era defensável? Ele estava mal posicionado? Sobre o lance em questão, minha opinião: duas falhas – de JC (que depois se redimiu evitando outro gol de Neymar) e de Boquita, que acompanhava Neymar e permitiu a conclusão.

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Silvio (entre muitos) escreve: André, sou são-paulino e não consigo entender a explicação do Juvenal (Juvêncio, presidente do clube) para não contratar o Dorival Júnior. Se é por causa da utilização de jogadores da base, por que ele não contrata o técnico e determina o que ele tem que fazer?

Resposta: Porque não é simples assim. Com o Ricardo Gomes houve essa conversa e o técnico preferiu escalar um time diferente. Dirigente se envolver em escalação é uma questão sensível, que muitos treinadores não aceitam, e com razão. Já com um treinador iniciante, que era da base do clube e conhece os jogadores, é mais fácil.

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Edouard escreve: Você não estranha que o Andrade, atual campeão brasileiro, tenha demorado tanto tempo para voltar a ser empregado? Não se veem muitos técnicos negros nos times de elite, não é? Acha que há alguma relação?

Resposta: Não acho. O que penso que aconteceu em relação ao Andrade é que ele achou que merecia mais crédito pelo título do Flamengo. E eu não tiro a razão de quem acredita que o Andrade ainda não é um treinador estabelecido. Ele, como qualquer outro, terá de mostrar uma sequência de trabalhos. Tomara que consiga a partir de agora, que voltou a trabalhar, no Brasiliense.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens e até o sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Nós vivemos e morremos pelo relógio.”

Chuck Noland, em “Náufrago”.

MAIS NOTINHAS PÓS-RODADA

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A vantagem do líder é de 2 pontos.

A transformação do G-4 em G-3 deixou o Botafogo um pouco afastado da briga.

Palmeiras e Vitória deram os maiores saltos (4 degraus) na rodada.

Fechando a vigésima-quarta:

* Fazia mais de um mês que o Vitória (3 x 0 no Avaí: Júnior, Elkeson e Thiago Humberto – 11.184 pagantes no Barradão) não vencia em casa.

* O Avaí, dez rodadas sem vitória, parece destinado à ZR.

* O Fluminense não só ganhou – após 3 jogos – como chacoalhou (5 x 1: Leandro Euzébio, Daniel Carvalho, Gum, Carlinhos-2 e Marquinhos – 4.260 pagantes no Engenhão) o Atlético Mineiro, derrubando o único técnico da Série A que estava no cargo desde o início do ano.

* O gramado do Engenhão está em condições críticas.

CAMISA 12

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

(publicada ontem, no Lance! – e como você deve saber, Neymar não foi convocado)

EFEITO DOMINÓ

Quando Mano Menezes era técnico do Grêmio, um dirigente o procurou, eufórico, depois de um treino. Tinha acabado de fechar a contratação de um jogador que viria do exterior. A animação do cartola era dupla: pelo acerto e pelo valor do salário que o clube pagaria ao novo contratado. Era muito menor do que o esperado, tendo em vista o nome do jogador e o patamar financeiro em que se encontrava.

Ao receber a notícia, Mano não compartilhou a felicidade do diretor. Ao contrário, vetou a contratação. Seria impossível controlar o contágio da insatisfação de um jogador que ganharia menos do que merecia, e menos do que muitos companheiros de currículo inferior. Os problemas se multiplicariam.

É difícil encontrar um técnico que dá mais importância à administração de personalidades, como forma de conduzir um grupo de pessoas muito diferentes, acima e abaixo dele. É difícil, também, encontrar alguém mais competente do que Mano (quem trabalhou com ele confirma) nessa habilidade obrigatória para comandantes.

“Ele se preocupa com tudo, com a repercussão das coisas e só toma decisões bem informadas”, diz um profissional que acompanhou o trabalho de MM nos últimos anos. “Quantas vezes você o viu expor um jogador publicamente? Ou falar de um problema de um jeito que esse problema aumentasse?”, pergunta outro.

O período de Mano no Corinthians traz mais exemplos. A maneira como gerenciou a chegada e a utilização de Ronaldo é um deles. Outro, sua posição quando André Santos e Cristian receberam as propostas do futebol turco. O Corinthians cogitou aumentar salários para que os dois ficassem, mas o técnico não quis conviver com tamanha disparidade no elenco.

Ao fazer a lista de mais uma convocação da Seleção Brasileira, que será divulgada hoje, MM está às voltas com as escolhas de sempre e um caso à parte: a convocação (ou não) de Neymar e o que ela significa. A camisa, o ambiente e os companheiros são outros, mas Mano também precisa lidar com os problemas de Neymar no Santos.

Não será difícil justificar qualquer decisão – é absolutamente óbvio que a pergunta será uma das primeiras na entrevista coletiva. Se convocar Neymar, Mano poderá dizer que esse era o momento adequado para uma conversa para deixar bem claro o que espera dele.

Se não convocar, a explicação pode tomar o caminho da preservação de um jogador envolvido num episódio lamentável, ou até da relação entre o   que se faz no clube e na Seleção Brasileira.

Como de hábito, Mano se informará para fazer sua opção, pensando nos mais variados aspectos. Ele não pode premiar Neymar pelo indiscutível ato de indisciplina, mas também não pode ser injusto com um jogador que, em tese, faz parte dos planos do presente e do futuro da Seleção.

NOTINHAS PÓS-RODADA (e Neymar não foi)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Corinthians terminará a rodada na ponta, mas a diferença pode voltar aos 2 pontos.

A Conmebol mandou um presentinho, e a área-vip só tem 3 sofás.

As notas da abertura da vigésima-quarta rodada:

* Segunda vitória seguida do Palmeiras (1 x 0 no Grêmio Prudente: Márcio Araújo – público ND no Prudentão) como visitante, situação em que o time não perde há 8 rodadas.

* No Grêmio Prudente, lanterna, situação triste: um time sem identidade com nada, trabalhando sem as mínimas condições. O resultado não poderia ser outro.

* O Atlético Goianiense ganhou (3 x 1 no Goiás: Elias, Amaral, Gilson e Juninho – 11.240 pagantes no Serra Dourada) o clássico municipal.

* Elias fez seu décimo gol no BR-10. O Goiás não perdia há 4 jogos.

* O São Paulo ganhou (2 x 1 no Guarani: Marlos, Baiano e Ricardo Oliveira – 10.264 pagantes no Morumbi) o quinto jogo sob o comando de Sérgio Baresi – Juvenal Juvêncio, em conversa com PVC: “Não vou contratar Dorival Júnior”.

* Miranda, que levou cartão amarelo no lance, disse que até os jogadores do Guarani não entenderam a marcação do pênalti.

* O Cruzeiro só começou a construir a vitória (2 x 0: Montillo e Farías – 16.914 pagantes na Arena do Jacaré) sobre o Ceará aos 38 minutos do segundo tempo.

* O time mineiro está invicto há 9 rodadas, e é o vice-líder pelo menos até hoje à noite.

* Duas novidades no clássico carioca (Vasco 2 x Botafogo: Ramon, Éder Luis, Herrera e Abreu – 14.248 pagantes) no Engenhão: o Botafogo recuperou o quarto lugar e o Vasco é o novo líder…

*… nos empates. São 12 em 23 jogos.

* Já são 7 vitórias do Atlético Paranaense (1 x 0 no Internacional: Paulo Baier – 18.597 pagantes na Arena) em sua casa. De um total de 11.

* Por que não surpreende que Paulo Baier tenha se envolvido (dessa vez, sozinho) no gol?

* O Grêmio (2 x 2 com o Flamengo: Douglas, Kléberson, Jonas e Petkovic -  24.968 pagantes no Olímpico) não pode reclamar das chances que teve para vencer.

* Mas Renato Gaúcho reclamou da linha de impedimento que falhou na jogada do gol de Pet.

* Vale uma terceira nota: aos 21 minutos do segundo tempo, após uma cabeçada de Deivid, Victor fez uma gigantesca defesa.

* O time que não sabia ganhar (Corinthians 3 x 2 Santos: Durval, Iarley, Neymar, Elias e Paulo André – 10.898 pagantes na Vila Belmiro) fora de casa mudou de hábito. A intensidade do meio-de-campo do Corinthians impressiona.

* Danilo estava impedido na jogada do terceiro gol. Lance difícil, em que tanto o árbitro quanto o assistente estavam muito bem colocados.

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Na lista de jogadores convocados hoje por Mano Menezes, há um atacante cujo nome começa com “N” e termina com “mar”.

Mas não é o santista, e sim Nilmar.

MM decidiu deixar Neymar fora dos próximos amistosos, dizendo que “a volta depende dele” e que acontecerá quando ele “voltar a chamar a atenção pelo futebol”.

A convocação, ou não, de Neymar é o assunto da minha coluna de hoje no Lance! (que estará aqui amanhã, mesmo que a pergunta já tenha sido respondida).

Mano não teria dificuldade para justificar sua decisão, fosse qual fosse.

Entre o estímulo que poderia ser confundido com prêmio não merecido, e a preservação que pode ter um pouco de puxão de orelha, escolheu o segundo caminho.

Não surpreende.