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Arquivo de agosto de 2010

QUASE DEU

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A derrota do Brasil para os Estados Unidos (70 a 68), ontem no Mundial de Basquete da Turquia, é desses jogos que significam bem mais do que o resultado.

Se os americanos, que levaram seu time B a Istambul, saíram da quadra dizendo que “é na adversidade que se conhece um grupo”, os brasileiros podem afirmar que tiveram uma atuação reveladora.

Mais do que perder de pouco, o Brasil poderia ter vencido, o Brasil quase venceu. E não porque o adversário não encarou o jogo com a devida seriedade, ou teve um desempenho ridículo.

Esse time americano, que tem todas as condições de ser campeão mundial, tem mostrado uma força defensiva que o assistente técnico Jim Boeheim classifica como “comparável ao time (que venceu a Olimpíada) de Pequim”.

O Brasil mostrou um plano tático muito bem armado pelo excelente técnico que tem, e bem executado pelos jogadores. Não vimos o desespero diante de uma defesa forte, os chutes apressados. Vimos um time que cadenciou o ritmo do jogo com inteligência.

No final, não deu. Paciência. O Mundial segue.

Os próximos jogos mostrarão se o “espírito de franco-atirador” desempenhou um papel importante no aspecto psicológico da seleção brasileira.

Tomara que não. E que esse time que temos hoje possa encarar qualquer adversário.

NOTINHAS PÓS-RODADA (e 2 perguntas)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A vantagem do líder caiu para 3 pontos.

Santos e Inter (e ambos têm um jogo a menos) na área-vip transformam o G-4 em G-6.

As notas da décima-sétima rodada do BR-10:

* A vitória do Internacional (1 x 0 no Botafogo: Leandro Damião – 16.580 presentes no Beira-Rio) mostrou a força do elenco do clube gaúcho. Derley e Leandro Damião, que não são titulares, foram bem.

* O Botafogo teve interrompida sua sequência de 5 vitórias.

* Golaço de Zé Roberto no empate (1 x 1: ele e Fernando-contra – 13.691 pagantes em São Januário) entre Vasco e Cruzeiro.

* O Cruzeiro não perde para o Vasco há 4 anos.

* Golaço de Zé Eduardo, na vitória do Santos (2 x 0: ele e Alan Patrick – 17.968 pagantes no Pacaembu) sobre o Goiás.

* Boa sorte para Jorginho, auxiliar de Dunga na Seleção Brasileira e novo técnico do Goiás. Ele vai precisar.

* O Ceará (2 x 2 com o Grêmio Prudente: Washington, Wesley-2 e Careca – 11.687 pagantes no Castelão), que ficou tanto tempo no G-4, caiu para o sétimo lugar.

* O Grêmio Prudente tem o mesmo número de pontos (16) que o Grêmio, o primeiro time a aparecer no U-4.

* Dois gols nos acréscimos (46 e 48 minutos) construíram a incrível virada do Guarani (2 x 1: Jean, Ailson e Reinaldo – 10.317 pagantes no Brinco de Ouro) sobre o Flamengo.

* Val Baiano perdeu dois gols claros.

* A virada do Palmeiras (2 x 1 no Atlético Mineiro: Neto Berola, Marcos Assunção e Kléber – 11.120 pagantes no Ipatingão) valeu 4 posições na tabela. Foi o time que mais subiu na rodada.

* O Atlético é o time com mais derrotas (11) no campeonato.

* No último jogo com 99 anos, o Corinthians venceu (2 x 1 no Vitória: Iarley, Paulinho e Kléber Pereira – 32.819 pagantes no Pacaembu) pela nona vez como mandante.

* A presença de Ronaldo em campo foi uma das razões (a principal, creio) do público total de mais de 36 mil pessoas.

* O Atlético Paranaense (1 x 1 com o Grêmio: Maikon Leite e Vilson – 20.009 presentes na Arena) vai fugindo do perigo. Livrou 5 pontos do calabouço.

* No dia 13 de setembro, a última vitória do Grêmio fora de casa (no Campeonato Brasileiro) completará 1 ano.

* Elias, o meia do Atlético Goianiense (2 x 2 com o Avaí: Elias-2 e Vandinho-2 – 3.211 pagantes no Serra Dourada) que estragou a noite de aniversário do Palmeiras, marcou mais dois gols.

* Ele é o vice-artilheiro do BR-10, com 7.

* Rogério Ceni teve mais uma jornada de herói, sem dúvida. Mas os feitos do goleiro evidenciam como o São Paulo (2 x 2 com o Fluminense: Deco, Rogério Ceni, Fernandão e Leandro Euzébio – 25.518 pagantes no Maracanã) está abaixo do que deveria.

* Noite infeliz de FH, goleiro do líder do campeonato. Barreira mal armada no primeiro gol, saída errada no segundo.

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Quem são os jornalistas que viajam com despesas pagas pela CBF?

Qual é a postura desses jornalistas em relação à entidade?

COLUNA DOMINICAL

domingo, 29 de agosto de 2010

(publicada ontem, no Lance!)

LIGAÇÃO EM ESPERA

Muricy Ramalho, simples e sincero, é o autor de uma frase exata: “Ronaldo é um jogador de todos nós”, disse o então técnico do São Paulo, sobre a estranha sensação de ter o Fenômeno como adversário, nas semifinais do Campeonato Paulista de 2009.

Tenho a mesma sensação em relação a Paulo Henrique Ganso. Não pelo que já fez, claro. Mas pelo que fará. Se Muricy disse o que disse sobre Ronaldo porque nos acostumamos a vê-lo jogando pelo “nosso time”, ou com camisas de clubes que não nos provocavam nenhum tipo de rivalidade, vejo PHG na mesma situação, apesar de ele praticamente ter jogado apenas pelo Santos.

A questão não é o escudo que Ganso defende, mas o que ele representa. Se a Seleção Brasileira pretende mesmo exibir uma nova forma de jogar nos próximos anos (Mano Menezes garante que pretende, e explica por que, no “Bola da Vez” que vai ao ar logo mais, às 21h30, na ESPN Brasil), PHG é o jogador central, crucial, nesse sistema. Um sistema que gosta mais da bola, que planeja derrotar os adversários pela supremacia técnica. O meia é o cérebro e o pé esquerdo que farão o time funcionar.

O futuro de Ganso é como seu futebol: previsivelmente brilhante. Por isso o passo mal dado na grande área do estádio Olímpico gelou a espinha de quem via Grêmio x Santos, na quarta-feira. Por isso Neymar quase não comemorou seu gol de pênalti, e correu para checar o amigo atendido fora do campo. Por isso a expressão corporal de Paulo Henrique no banco de reservas era um péssimo sinal. O medo de que a carreira dele entrasse em modo de espera por meses se confirmou no dia seguinte.

Evidente que o Santos perde muito. Só o Santos (e os santistas) sabe o que é ter um jogador como Ganso às quartas e domingos, e, de repente, não tê-lo mais. Objetivamente falando, menos mal que a temporada do clube já pode receber o carimbo do sucesso, já garantiu dois troféus e viagens pelo continente em 2011.

Mas a Seleção Brasileira também teve seu ligamento cruzado anterior rompido, com lesão do menisco lateral. A recuperação demorará seis meses. Mano Menezes não terá o principal nome, o símbolo do novo time, muito provavelmente o camisa 10 da Seleção na Copa de 2014, em 3 jogos. A “boa” notícia é que PHG não perderá nenhuma competição.

Ele sabe como será sua rotina nos próximos 180 dias. Fez a mesma cirurgia, no outro joelho, quando tinha 17 anos e muito mais dúvidas sobre o futuro do que tem agora. A medicina lhe garante a reconstrução do ligamento, a fisioterapia lhe proporciona uma melhora mais rápida, a preparação física lhe devolverá ao gramado em condições ideais. E o principal: seu talento continuará intacto. Não há nenhum motivo para não apostar que Ganso será, em fevereiro de 2011, exatamente o mesmo jogador genial que vimos até a última quarta-feira.

Mas para quem gosta de futebol jogado com nobreza, o hiato é como o adiamento do Natal. Como um ótimo filme, desses que nos prendem na poltrona, interrompido por queda de energia.

CAIXA-POSTAL

sábado, 28 de agosto de 2010

Aos assuntos da semana:

Marcelo escreve: Parabéns pelo seu blog, do qual sou um leitor assíduo. Pois bem, tenho uma dúvida/comentário e gostaria de saber sua opinião. No jogo entre Santos e Atlético MG, no último domingo, o árbitro marcou pênalti para o Santos após a bola bater na mão do zagueiro atleticano. Quase todos, jornalistas e amigos, disseram que não houve a infração, pois o zagueiro não teve a intenção de bater a mão na bola. Aí, em Cruzeiro e Corinthians, eis que em outro lance na área, o árbitro marcou pênalti em mais uma bola que foi de encontro à mão do zagueiro. E todos se prontificaram a dizer que dessa vez sim, o árbitro acertou e foi pênalti. Em minha opinião, os dois lances foram praticamente iguais. O adversário cruza a bola, o zagueiro na marcação tenta cortar e a bola toca em sua mão. E, para mim, também marcaria o pênalti nas duas. E logo mais explico o motivo. Mas o que me deixa em dúvida é o seguinte: a regra fala em intenção. Posso estar enganado, mas acho que na história do futebol, jogadas em que quiseram realmente meter a mão para cortar um lance devem corresponder a uns 5%. Para mim, intenção é como o Luizito Suarez fez na Copa do Mundo, em Uruguai e Gana. Aí ele tem que ser expulso. Ou tomar amarelo, se não for perigo iminente de gol. Pois então, se o árbitro marcou pênalti nesses lances no Brasileiro, não deveria também ter mostrado amarelo, pelo menos? Porque se ele marcou o pênalti, assumiu que o infrator teve a intenção. Nesses dois lances, para mim não houve intenção nenhuma. O que você pensa desses lances? Outra coisa: você não acha que essa regra deveria mudar e não ter mais margem para interpretação? Por exemplo, bateu na mão e ela não está grudada ao corpo, é falta. Não importa a intenção. Bateu, desviou a trajetória da bola, apita falta. Novamente reitero que acredito que poucos têm realmente a intenção de bater a mão. Eu acho que isso facilitaria muito as coisas nesse tipo de lance. E também acho mais justo. Desviou a bola, é falta. O que você pensa sobre isso?

Resposta: Começando pelo final: sim, eu acho que a regra deveria mudar e punir todo toque de mão, a não ser que o braço esteja colado ao corpo. Mas o que os árbitros observam (ou tentam observar) nesse tipo de lance é se o jogador se preocupou em evitar que a bola batesse em seu braço. O cara que se joga na frente do adversário, com os braços abertos, teoricamente não está fazendo nada para evitar o toque. Ao contrário, está fazendo de tudo para desviar a bola e se beneficiar do “toque involuntário”. Nessa ótica, eu não marcaria pênalti contra o Atlético Mineiro, e marcaria contra o Cruzeiro. A meu ver não são lances iguais. O jogador do Cruzeiro está com o braço esticado.

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Paulo escreve: Gostaria de compartilhar essa pérola elaborada em nossa Câmara dos  Deputados (o Projeto de Lei 7637/10 estabelece que 90% dos jogadores da seleção  brasileira, de qualquer modalidade desportiva, devem ser escolhidos  entre os que estejam atuando no país por pelo menos seis meses antes da  convocação) . Até acredito que o autor da proposta tenha boas intenções  (espero, pelo menos), mas será que não temos nada mais importante para  nos preocupar?

Resposta: Bizarro. Nossa preocupação deveria ser criar condições para que nossos melhores atletas, de qualquer modalidade, não precisem deixar o Brasil. Dessa maneira, o “objetivo final” desse projeto de lei seria atingido. E obviamente, ele não seria necessário. Perda de tempo.

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Carlinhos escreve: André, já pensou se o jogador do Santos que rompeu os ligamentos do joelho fosse o Neymar, uma semana depois de recusar a proposta do Chelsea?

Resposta: Já. Mas não concordo que esse seja um argumento a favor da transferência. Compreendo que o risco de uma lesão grave faça parte do raciocínio de aceitar ou não uma proposta como a que Neymar recebeu. Mas o que aconteceu com Ganso pode acontecer com qualquer jogador, em qualquer lugar, em qualquer época. Outra coisa: se Neymar tivesse ficado no Santos apenas “por amor”, para ganhar menos do que ele merece, poderia realmente se arrepender (se sofresse uma lesão, toc-toc-toc) de não ter ido embora e recheado a conta bancária. Mas sabemos que não é o caso. Assim como não é o do PHG.

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Silvio escreve: O que achou do sorteio dos grupos da Liga dos Campeões? Você vai dar seus palpites, como no ano passado?

Resposta: Sim. Estamos preparando um post sobre as chaves, com os devidos palpites dos classificados. Será publicado na próxima semana.

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Como de costume, muito obrigado pelas mensagens. Até a semana que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Meu trabalho requer uma certa… flexibilidade moral.”

Nick Naylor em “Obrigado por Fumar”.

(sugestão do blogonauta Christian Suelzle. Obrigado!)

CAMISA 12

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

(publicada ontem, no Lance!)

A FOGUEIRA DO MORUMBI

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou, ontem, que foram detectados quase 21 mil focos de incêndio no Brasil, nos primeiros 24 dias de agosto. Não é necessário examinar as imagens de satélite para descobrir que um deles está em São Paulo. No São Paulo. Apesar da fase de negação da diretoria, último erro de uma sequência alarmante.

A melhor frase sobre o momento são-paulino foi escrita na segunda-feira passada, neste Lance!, pelo repórter Gabriel Saraceni: “No Tricolor, todos parecem interinos”. Bingo. A frase resumiu perfeitamente o comportamento do time, que mostrou níveis de incômodo e preocupação semelhantes aos de um paciente em coma, ao ser triturado pelo Corinthians no Pacaembu. Ok, podem não ser todos, generalizar é sempre ruim. Mas os que se importam parecem impotentes.

E o que fez a moderna diretoria do clube? Patrocinou uma prensa pública de “torcedores” organizados, dentro do Centro de Treinamento, para cobrar os jogadores. Genial. Só falta dizer que “este tipo de ação motivacional faz parte do nosso planejamento macro”. Conveniência e covardia, tentativa de camuflar as falhas de quem é responsável pela crise.

Não se engane ao pensar que os “conselheiros das arquibancadas” também foram recebidos pelos cartolas do São Paulo. O encontro com a cúpula foi privado, e, como tal, pode ser qualificado de “saudável” mesmo que não tenha sido. Quem viu os dedos em riste e ouviu as ofensas, diante de câmeras e microfones, foram alguns jogadores. Para que acordassem. Que bonito.

Veja, se a diretoria do clube identificou atletas que acham que CT é sigla para “carteado e travessuras”, que os enquadre, coloque no freezer ou lhes mostre a porta. Esse é o papel de quem comanda. E se não há autoridade suficiente para fazer um grupo experiente aceitar o comando de um treinador jovem e desconhecido (era muito difícil antecipar os problemas?), que chame os líderes do vestiário e pergunte como eles querem trabalhar. Sim, é transferência de responsabilidade, mas ao menos é interna.

Pela terceira vez na História, o Morumbi parece ser a razão de uma época difícil. Erguê-lo produziu um jejum de títulos que durou 13 anos entre as décadas de 50 e 60. A “era dos amortecedores” interrompeu investimentos no futebol entre 95 e 2002. Agora, reformar o estádio para a Copa de 2014 roubou o oxigênio da tomada de decisões sobre o time. E 2010 pode terminar mal, especialmente se a contratação do próximo técnico for mais um erro.

Há 20 dias, quando Ricardo Gomes foi demitido, não havia nomes interessantes disponíveis. A oferta não mudou. A inabilidade para dar suporte ao treinador interino levou à obrigação de trazer um técnico que não será o ideal para o futuro. Mas o futuro será moldado nos próximos 3 meses.

É a diretoria quem tem de apagar o incêndio.

MAIS NOTINHAS PÓS-RODADA (e PHG de molho)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fechando a décima-sexta:

* O Palmeiras não deveria ter convidado Elias para a festa dos seus 96 anos. O meia do Atlético Goianiense (3 x 0: os 3 dele – 13.522 pagantes no Pacaembu) foi a principal estrela da noite.

* Felipão: “Levamos um banho de bola”.

* No Maracanã quase fechado, Flamengo e Atlético Mineiro nem abriram o placar (9.566 pagantes). Na chance mais clara, Fábio Costa evitou um gol quase feito de Leandro Amaral.

* Foi apenas o segundo empate dos mineiros no BR-10.

* O Vitória (1 x 1 com o Guarani: Júnior e Rômulo – 6.338 pagantes no Barradão) ficaria em distância de ataque ao G-4, se tivesse vencido em casa.

* Um sapo passeou pelo gramado, durante o primeiro tempo. É sério.

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Desgraçadamente triste a lesão no joelho esquerdo de PHG.

Lógico que não existe “hora boa” para algo assim, mas o momento nos leva a lamentar ainda mais.

Ganso é o jogador fundamental do sistema que a Seleção Brasileira pretende utilizar nos próximos anos, um estilo de mais apreço pela bola.

Com a carreira em espera por 6 meses, a nova Seleção terá de andar sem ele. Menos mal que serão apenas 3 jogos, sem nenhuma competição no caminho.

Para o Santos, claro, o baque é muito pior.

Lembro de uma frase de Muricy Ramalho sobre Ronaldo, quando Corinthians e São Paulo se enfrentaram nas semifinais do Campeonato Paulista do ano passado. MR falava sobre a sensação estranha de ter Ronaldo como adversário. “Ronaldo é um jogador de todos nós”, disse.

Tenho essa sensação em relação a PHG. Acho que não estou sozinho.

Como escrevi na atualização das Notinhas de ontem, que ele volte bem.

E igual.

NOTINHAS PÓS-RODADA

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Abrindo a décima-sexta:

* Com um gol de Índio, o zagueiro mais artilheiro da História colorada (27), o Internacional (1 x 0 no Avaí – 10.501 pagantes na Ressacada) voltou .

* Se tratar o BR-10 com a seriedade de um candidato ao título, o Inter pode ter uma temporada única. Time, não falta.

* Lembra de quando o Botafogo (1 x 0 no Ceará: Jobson – 16.460 pagantes no Engenhão) não conseguia vencer um jogo? Já são 5 vitórias seguidas, e o segundo lugar na tabela está perto.

* No lance do gol, pareceu que Jobson adiantou demais a bola no penúltimo toque. Mas ele chegou muito bem para tirar do goleiro.

* O Fluminense (3 x 0 no Goiás: Washington, Emerson e Marquinho – 10.147 pagantes no Serra Dourada) está impossível.

* E para deixar a concorrência ainda mais preocupada, Deco jogou bem.

* O Atlético Paranaense, que até outro dia fazia companhia aos xarás no calabouço, ganhou (1 x 0 no Grêmio Prudente: Branquinho – 2.419 pagantes no Prudentão) a segunda seguida.

* E como acontece com quem faz isso, subiu 4 posições (pode ser ultrapassado por Palmeiras, Flamengo, Vitória ou Guarani, que jogam logo mais).

* Sabe quem chegou à área-vip? O Santos (2 x 1 no Grêmio: Borges, Neymar e Rodriguinho – 13.801 pagantes no Olímpico).

* PHG deixou o campo com dores no joelho esquerdo. Não é o mesmo que ele operou em junho. Que não seja nada sério.

ATUALIZAÇÃO, 20h11 - É sério. Ganso rompeu os ligamentos cruzados do joelho esquerdo. Seis meses parado. Terrível para ele, para o Santos, para a Seleção, para todo mundo que gosta de futebol. Que volte bem.

* O Vasco (0 x 0 – 10.802 pagantes no Morumbi) perdeu uma chance de vencer o São Paulo no Morumbi. Não porque criou e perdeu gols, mas porque simplesmente se defendeu.

* O São Paulo não ganhou, mas não jogou mal. Especialmente em comparação com a última rodada.

* O Cruzeiro (1 x o no Corinthians: Montillo – público ND no Parque do Sabiá) fez um gol cedo e se pôs a marcar. Deu certo.

* No primeiro tempo, o Corinthians chegou a ter 80% de posse de bola (terminou o jogo com 57,3%), mas não foi o time criativo que bateu o São Paulo.

TIME GRANDE NÃO CAI?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Você acha que um time que tem Rogério Ceni, Alex Silva, Rodrigo Souto, Fernandão e Ricardo Oliveira pode cair?

Times grandes que acabam na Série B são, quase sempre, times desprovidos de jogadores talentosos, vitimados por decisões erradas em sequência.

Obviamente, quem toma as decisões está acima dos jogadores.

É a diretoria do São Paulo quem deve responder pela atual situação do time. Mesmo que considere que há problemas relacionados ao comportamento dos jogadores, é ela quem tem de resolvê-los.

Essa é a função dos dirigentes.

Expôr os jogadores publicamente às ofensas de torcedores organizados, em pleno local de trabalho, é uma atitude conveniente e covarde.

E não serve o argumento de que tais torcedores também “conversaram” com diretores, porque  o contato com os cartolas foi privado.

Os dedos em riste e os palavrões endereçados aos jogadores foram autorizados, e divulgados, por quem tem a obrigação de conduzir o clube.

Uma prensa pública, produzida pela diretoria que gosta de ser chamada de “moderna”. A mesma diretoria que deveria identificar, cobrar, e, se for necessário, afastar os jogadores que “precisam acordar”.

A mesma diretoria que errou seguidamente nos últimos meses.

Os times grandes que caem são aqueles times que demoram a reconhecer o perigo. Que insistem em negar a gravidade do momento. Que só se mexem para evitar o pior quando o risco é alto.

O risco, por enquanto, não é alto.

Será se, por exemplo, a escolha do próximo técnico for tão ruim quanto a do último. É muito difícil descobrir se o casamento entre um time experiente e um jovem treinador desconhecido dará certo?

Ou se, num outro exemplo, se fizer uma limpeza no elenco, trocando vários dos atuais titulares por “jovens da base, que pelo menos correm e se importam”.

Correm e se importam, mas não aguentam o tranco. Como Lulinha e Dentinho não aguentaram quando foram “promovidos” a tirar o Corinthians da rota do rebaixamento, em 2007.

Sim, o São Paulo terá de contratar um técnico que não é o ideal para começar a próxima temporada. Não havia nomes interessantes há 20 dias, quando Ricardo Gomes foi demitido. Não há agora.

Mas antes é preciso terminar 2010.

SÓ LEMBRANDO QUE…

terça-feira, 24 de agosto de 2010

… estaremos lá, PVC e eu, a partir das 7 da noite.

Como diz um amigo meu: se você não estiver fazendo nada…

NOTINHAS PÓS-RODADA

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A décima-quinta já está nos livros:

* O Grêmio Prudente venceu (2 x 1 no Goiás: Wanderley, Everton Santos e Anderson Luis – 1.493 pagantes no Serra Dourada) após 5 rodadas, e saiu do calabouço do tabela.

* No final do jogo, o goleiro Giovanni não apenas pegou o pênalti (mal) cobrado por Romerito, como também evitou o gol no rebote à queima roupa.

* Mais de 2 meses depois, o Ceará ganhou (2 x 1 no Grêmio: William Magrão-contra, Anderson-contra e Geraldo) com um gol que levou Geraldo às lágrimas no Castelão.

* Que fase do Grêmio. Gol-contra antes do primeiro minuto de jogo.

*  As “estreias” das estátuas de Nilton Santos e Garrincha foram carimbadas por derrotas do Botafogo. Mas a estátua de Jairzinho viu o time vencer (1 x 0: Fábio Ferreira – 30.664 pagantes Engenhão) o Avaí e pular para o terceiro lugar.

* O público do Engenhão é ótimo sinal para as pretensões do Botafogo no campeonato.

* O chileno Valdivia reestreou pelo Palmeiras, no segundo tempo do jogo (0 x 0 – 19.809 pagantes no Brinco de Ouro) contra o Guarani.

* Foi o único jogo sem gols da rodada.

* No dia da “volta do que não foi”, o Santos venceu (2 x 0 no Atlético Mineiro: Neymar e Danilo – 10.220 pagantes na Vila Belmiro) com um gol e uma assistência do garoto de 45 milhões de euros.

* O árbitro Héber Roberto Lopes não deveria ter marcado o pênalti que originou o primeiro gol.

* Já são 36 anos de invencibilidade do Atlético Paranaense (1 x 0: Manoel – 21.734 pagantes na Arena) diante do Flamengo, em jogos em Curitiba.

* A jogada do gol (escanteio cobrado por Paulo Baier, desvio na primeira trave) é aquela que todo mundo sabe que vai acontecer, mas ninguém consegue evitar.

* Leandro Damião, que marcou na final da Copa Libertadores, salvou o Internacional (1 x 1 com o Atlético Goianiense: Victor Ferraz fez o gol goiano – 15.571 pagantes no Beira-Rio) da derrota no primeiro jogo pós-conquista da América.

* O Inter foi genérico: dos titulares, só Renan.

* O Vitória cicatrizou a eliminação da Copa Sul-Americana com 3 pontos (1 x 0 no Cruzeiro: Júnior – 10.195 pagantes no Ipatingão) fora de casa.

* O Cruzeiro é um time sem casa.

* Chegou a dez jogos a invencibilidade do Corinthians (3 x 0: Elias-2 e Jucilei – 28.159 pagantes no Pacaembu) contra o rival. Nenhum deles foi tão unidimensional quanto o de ontem.

* Elias é um meia que foi bem como volante, porque Mano Menezes gosta de usar jogadores bons no passe numa função prioritariamente defensiva. Com liberdade, é um jogador perigoso.

* Ainda estamos em agosto, mas o recorde de público do BR-10 já foi estabelecido. Nenhum estádio tem capacidade para superar o que Vasco e Fluminense (2 x 2: Gum, Éder Luis, Fágner e Julio César – 66.757 pagantes) fizeram no Maracanã.

* Público à altura do jogão. E pelos gols que quase aconteceram (Deco e Carlos Alberto) no final, qualquer um poderia ter vencido.

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“Ver a Espanha jogar, o jeito que eles passam a bola, é ver um jogo bonito”.

Mike Krzyzewski (pronuncia-se “shashewski”), técnico dos Estados Unidos, falando sobre a seleção espanhola de basquete.

Os dois times se enfrentaram ontem, na Caja Mágica de Madri, em preparação para o Campeonato Mundial da Turquia, que começa no próximo sábado.

Os americanos venceram por 86 a 85.