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Arquivo de janeiro de 2010

OS PROVÁVEIS DESTINOS DE HERNANES

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

(ainda em férias, mas certas mensagens não podem ser ignoradas…)

São 3 as propostas europeias por Hernanes.

Podendo chegar a 4 se a nota publicada hoje pelo jornal italiano Corriere Dello Sport, sobre o interesse de Milan e Inter pelo são-paulino, for precisa.

Pelo menos uma oferta da Itália existe. Há também uma da Espanha e uma da Rússia. Todas com números considerados “atraentes”, de acordo com uma pessoa envolvida nas conversas.

O que parece é que, desta vez, se Hernanes ficar, não será porque o São Paulo queria mais dinheiro.

AS OPÇÕES DE ROBINHO

sábado, 23 de janeiro de 2010

(o blog segue em férias, em modo de plantão)

Robinho disse à Rádio Bandeirantes que o jogo de hoje contra o Scunthorpe United deve ser o último dele pelo Manchester City.

E que apesar de um suposto interesse do Barcelona (e um telefonema de Diego para que ele vá jogar na Juventus), quer voltar para o Brasil.

Leia-se: Santos.

Não é difícil entender o raciocínio de Robinho. Na mesma entrevista, ele declarou (e eu ainda não o tinha lido ou ouvido dizer isso) que passa por um “mau momento”, e que o técnico Roberto Mancini avisou que o usaria esporadicamente. Robinho respondeu que essa situação não lhe interessava, o que levou à decisão dos dirigentes do clube inglês de emprestá-lo.

Aparentemente, as opções são duas:

1) Manter o salário estratosférico em outro clube europeu, onde ele não sabe se recuperará seu futebol.

2) Voltar ao clube onde nasceu, onde ganhará muito menos (ainda assim, muito dinheiro), mas poderá encontrar o ambiente para jogar bola como antes.

Obviamente, como estamos a poucos meses da Copa do Mundo, a opção 2 parece melhor. E o Santos já está fazendo sua parte para Robinho voltar.

Desde agosto de 2005, quando chegou ao Real Madrid com perspectivas muito promissoras, a carreira de Robinho não correu (futebolisticamente falando) como ele gostaria. Em setembro de 2008, chateado pela possibilidade de ser incluído na negociação com o Manchester United por Cristiano Ronaldo, ele deixou a Espanha para jogar no outro time de Manchester (aqui, o que escrevi à época).

Agora, por semelhantes questões técnicas, seu caminho na Inglaterra está próximo do final.

No futebol brasileiro, mesmo em má fase, Robinho teria impacto imediato.

Se o Santos conseguir buscar no mercado o dinheiro necessário para trazê-lo, mesmo que seja por um período curto, não deverá se arrepender.

ATUALIZAÇÃO, quarta-feira 27/01, 18h20 – Obviamente, com o São Paulo na parada, Robinho tem uma terceira opção. De longe, acho difícil que ele retorne ao Brasil para jogar num time que não seja o Santos. Mas já vimos coisas mais surpreendentes. O fim dessa história não demorará.

DÚVIDA CRUEL

sábado, 16 de janeiro de 2010

(reforço o lembrete de que este blog está operando em modo de plantão)

De longe, muito longe, leio que o Ministério Público de São Paulo vetou 9 estádios para os jogos de estreia do Campeonato Paulista (aquele que, um dia, foi chamado de “Paulistão”).

Se não for apenas mais uma simulação de eficiência (é preciso manter a desconfiança…), palmas.

O aspecto mais atrasado do futebol brasileiro são os estádios. Não é necessário entrar em detalhes.

A Copa do Mundo de 2014 promete tratar dessa questão, entregando ao país 12 arenas “de primeiro mundo”. Sem elas, modernas, bonitas e de acordo com o livrinho da Fifa, não há Mundial.

Pois bem. Há uma questão mais interessante nessa conversa. Na manhã da segunda-feira seguinte à final da Copa, herdaremos (em tese) alguns dos melhores estádios do mundo. E o que faremos com eles (obviamente a pergunta só vale para as sedes onde existe futebol profissional)?

Duas opções:

1. Adaptaremos “nossa maneira de frequentar e cuidar de estádios” a uma realidade nova, de arenas confortáveis, funcionais, etc.

2. Adaptaremos essas arenas confortáveis, funcionais, etc. à “nossa maneira de frequentar e cuidar de estádios”.

A opção 1 é evolução. A opção 2, deixo para você definir.

Temos pouco mais de 4 anos para resolver o que vamos fazer.

OBRIGADO PELO E-MAIL…

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tom Hicks Jr., filho de Tom Hicks (o “H” do fundo HMTF, que administrou o departamento de futebol do Corinthians no início da década), é vice-presidente do Hicks Sports Group, empresa que é dona do Texas Rangers (MLB), Dallas Stars (NHL) e de 50% do Liverpool FC.

Hicks Jr. também era diretor do conselho de administração do clube inglês até perder a esportiva ao responder e-mails de um torcedor.

Como se sabe, o Liverpool não vem fazendo a temporada dos sonhos, o que torna a dívida de cerca de US$ 400 milhões ainda mais preocupante.

Os sites de torcedores dos Reds estão fervendo com os sinais de que o futuro próximo será marcado pela contenção de gastos em detrimento da busca por títulos.

Um fã entrou em contato com os executivos do clube, via e-mail.

As repostas de Tom Jr (clique para aumentar):

As mensagens foram trocadas no último sábado. Obviamente, não demoraram a circular nos mesmos sites.

Hicks Jr. pediu desculpas pelo descontrole e grosseria, mas não conseguiu evitar o estrago.

Pressionado pelo conselho do Liverpool, deixou sua posição ontem.

SANTOS PROIBIDOS NO SANTOS?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Num contato esporádico com o “mundo real”, durante as férias (que, felizmente, ainda estão no começo), leio que a nova diretoria do Santos prepara um manual de conduta para seus jogadores.

Uma das normas tem a ver com religião.

Terreno perigoso, foi a primeira impressão.

Certeza de polêmica e incompreensão, foi a segunda.

Mas que ninguém acuse a iniciativa de autoritarismo ou perseguição, porque será uma injustiça.

O Santos pretende padronizar o comportamento de seus atletas (se você torce o nariz para “comportamentos padronizados”, somos dois. Mas infelizmente esse é um caminho sem volta), quando eles estiverem em público representando o clube.

Isso significa que não será mais permitido fazer “pregações durante entrevistas coletivas”, por mais estranho que algo assim possa parecer.

Um clube está mais do que certo ao se preocupar com o uso de sua marca em situações que não sejam, necessariamente, do seu interesse. Um jogador com o uniforme do Santos, na sala de imprensa do Santos, à frente de um painel com as marcas dos patrocinadores do Santos, é o Santos.

Ele pode falar o que pensa a respeito de determinados assuntos, desde que o clube não julgue que a sinceridade dele atrapalha. Essa é a noção que está por trás de todas as entrevistas em que um jogador/técnico/dirigente avisa que “vim aqui para falar só sobre futebol”. Antes de chegar, ele foi devidamente “brifado”.

No que diz respeito a manifestações religiosas, o manual do Santos serve para que os jogadores se considerem “brifados”.

Mas na prática, não será fácil. Excluindo-se a hipótese um tanto quanto excêntrica das “pregações durante entrevistas coletivas” (imagine um jogador, voltando de lesão, respondendo assim uma pergunta sobre os dias em que ficou parado: eu gostaria de pedir a todos que se ajoelhassem e se unissem a mim num agradecimento coletivo, pela graça da minha cura, em nome de…), como proibir alguém de fazer uma citação qualquer, seja qual for o assunto da conversa?

Times de futebol, e de outros esportes também, congregam os mais variados tipos de personalidades, histórias de vida, visões de mundo. A religião é dos poucos aspectos que unem pessoas tão diferentes. E os clubes brasileiros sempre incentivaram o lado espiritual dessa convivência.

Você conhece algum em que não se reza o Pai Nosso, a plenos pulmões e com “entonação militar”, antes de um jogo? Já entrou em algum vestiário em que não havia imagens de santos protetores?

Eu não.

A questão está longe de ser simples. Expandindo (bem) o quadro, ela está na raiz de problemas muito mais graves do que o comportamento de jogadores de futebol.

Não que o Santos esteja errado, entretanto.

Em nome da melhor compreensão possível: não sou religioso, mas tenho minhas crenças e não me meto nos princípios de ninguém. Essa é uma parte da vida em que não há certo e errado.

Mas é evidente, em alguns casos, que não basta ter fé. É preciso falar dela.

E aí começamos a nos desentender.