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Arquivo de dezembro de 2009

É HORA DE…

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

… agradecer.

A todos que ajudaram a fazer este blog em 2009.

Como já disse muitas vezes, mas nunca será demais, a comunidade (falando sempre em qualidade) que se formou aqui desde 2006 é motivo de orgulho para mim.

São vocês, mais do que eu, os responsáveis pelo sucesso deste espaço.

Fica aqui o meu compromisso para que sejamos ainda melhores no próximo ano, em que teremos tanto para conversar.

Meus votos de um excelente 2010 a todos.

Tenham uma ótima passagem de ano. Que seja uma noite divertida, animada, mas acima de tudo, segura.

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Sabem quem certamente terá um réveillon felicíssimo?

Anderson Varejão.

Na rodada de ontem da NBA, o Cleveland Cavaliers recebeu o Atlanta Hawks e venceu por 106 a 101.

Na noite em que completou 25 anos, LeBron James teve uma atuação comum: 48 pontos, 10 rebotes, 6 assistências, 2 bolas roubadas e 2 tocos.

O melhor presente que ele ganhou foi a bola de 3 pontos que Varejão acertou, a 17,2 segundos do final.

Foi a primeira cesta de 3 de Varejão na NBA.

Vídeo aqui.

TIREI O RELÓGIO

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

É com prazer que anuncio que este blog está oficialmente em férias.

Ou melhor, eu estou em férias, de todos os meus empregos.

Na TV e no jornal, só voltarei na primeira semana de fevereiro.

Na internet, entrarei em modo de “plantão”: uns pulos aqui de quando em quando, de acordo com os acontecimentos, como fiz em minhas últimas férias.

Não ficarei longe do blog por muito tempo, mas não tenho nenhum planejamento.

E certamente passarei por aqui para desejar um ótimo 2010 a todos.

Até.

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Em outras notícias, quero avisar que há um novo blog no ar: o Mais Gelo, também de minha autoria.

Nada de importante, apenas um blog pessoal, projeto que há tempos fazia parte dos meus planos.

Quando não estiver fazendo nada, passe lá.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 27 de dezembro de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

O ROLO DO CHOLO

Deixe-me ver se entendi bem: Guiñazu assinou uma procuração para que um agente trate de sua transferência para o São Paulo. E só para o São Paulo. Mas o São Paulo não lhe fez nenhuma proposta. A procuração vazou (via Benjamin Back, neste Lance!), o Internacional não gostou, e o capitão interrompeu suas férias para comparecer a uma reunião “secreta” no Beira-Rio.

A tal reunião é mais um capítulo (se é que esse filme não é parte de uma série como “Guerra nas Estrelas”, em que os últimos episódios tratam do que aconteceu antes) de uma saga de difícil compreensão. O encontro era para que o vice de futebol do Inter, Fernando Carvalho, conhecesse a proposta que está nas mãos dos agentes de Guiñazu. Pelo que está escrito na procuração, a oferta só pode ser do São Paulo. Mas o Tricolor insiste que não a fez. Carvalho não quis vê-la, e diz nem querer saber de quem é. Na conversa, Guiñazu disse ao dirigente que não quer mais jogar no Inter (informação do jornalista Vitor Birner, da rádio CBN, confirmada por duas pessoas ouvidas pela coluna). Carvalho respondeu que não há chance de o maior ídolo do Beira-Rio deixar o clube.

Bem… acho que é isso. Engraçado como as coisas funcionam no futebol, não? Faz lembrar o susto que um experiente economista, acostumado a lidar com as mais complexas e arriscadas transações do mercado, levou quando se envolveu brevemente com os negócios da bola. Ele já tinha testemunhado acordos “fechados” por apertos de mãos, já tarde da noite, se transformarem em nada na manhã seguinte, na hora de assinar o papel. Mas jamais tinha visto papéis assinados serem rasgados, a qualquer momento, conforme as alterações de humor de uma das partes. Vivendo e aprendendo.

É claro que os movimentos conhecidos desse caso entre Guiñazu, Internacional e São Paulo são um pequeno percentual da verdade. Há mais, muito mais, por trás da possível (provável?) transferência do volante argentino. Quase sempre, tem a ver com dinheiro. Parafraseando (e contrariando, com o devido pedido de perdão) Tolstói, em “Anna Karenina”: relações de trabalho felizes são felizes por motivos diferentes; as infelizes são todas iguais.

Independentemente da leitura que a parcela irracional da torcida colorada faz do impasse, não foi a “imprensa do eixo” que forjou um documento e está tentando sequestrar Cholo Guiñazu. Nada aconteceria sem a vontade, e a assinatura, dele. Inútil chamar o óbvio para a briga.

É a mesma assinatura que está no contrato registrado na CBF, que expira em 22/6/2010, em que o argentino aparece como jogador do Internacional. A existência de outro acordo que estende o vínculo por mais dois anos, por causa do visto de trabalho, aumenta a temperatura da conversa.

E há mais uma obviedade nessa história: Guiñazu altera a balança de forças da Libertadores 2010. Peço desculpas aos que o acham um jogador mediano, elogiado apenas por ser raçudo. É a turma do contra. Guiñazu corre o campo todo, joga o jogo inteiro, e não perde uma dividida.

Posturas à parte, parece que não perderá mais uma.

CAIXA-POSTAL

sábado, 26 de dezembro de 2009

A última do ano, amigos.

Aos assuntos da semana:

André escreve: O feito histórico conseguido pelo Barcelona, ao conquistar todas as taças que disputou na temporada 2009, não é único e nem inédito, estou correto? Acredito que o Santos da década de 60 tenha conseguido algo parecido, mas e hoje em dia, você acredita que algum time brasileiro seria capaz de tamanha façanha? Seria possível levantar na mesma temporada o campeonato estadual, a Libertadores da América, o Brasileiro, o Mundial de Clubes e a Recopa? Eu imagino que essa já deve ter aparecido por aqui, mas existe algum treinador ou jogador que já venceu a Taça Libertadores da América e a Uefa Champions League?

Resposta: Não, o feito do Barcelona não é inédito. Conforme lembrou o blogonauta Alexandre, na semana passada, o Ajax de 1971-72 ganhou Liga, Copa, Liga dos Campeões, Supercopa da Europa e Copa Intercontinental. O Santos dos anos 60 muito provavelmente faria o mesmo, se naquela época o Campeonato Brasileiro existisse. Hoje em dia, é algo muito improvável (o Cruzeiro ganhou estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro em 2003). Sua última pergunta já apareceu por aqui, sim. A resposta é não.

ATUALIZAÇÃO, 27/12, 17h24 – A pergunta que já tinha pintado por aqui era apenas sobre técnicos que conquistaram a Libertadores e a UCL. Não há registros. Como se pode ver nos comentários, Cafu, Tevez e Roque Júnior são exemplos de jogadores que já foram campeões dos dois torneios. Obrigado pela contribuição.
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Henrique escreve: O Coritiba foi punido com 30 jogos de perda de mando e uma multa em torno de R$ 600 mil. Quem recebe o dinheiro dessa multa, a CBF? E o que é feito com esse dinheiro?

Resposta: Diz o artigo 176 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva:

§ 1º O recolhimento das penas pecuniárias deverá ser efetuado à Tesouraria da entidade de administração do desporto que tenha a mesma jurisdição do órgão judicante (STJD ou TJD), devendo a parte comprová-lo nos autos.

Portanto, nesse caso, o dinheiro vai para a CBF. Não sei responder sua última pergunta.
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Renato escreve: Chega agora o final de temporada e a dança de cadeiras – tanto técnicos quanto jogadores – começa. Até que a musica pare, cada dia surgem especulações quanto a transações. Mas uma coisa que não entendo – e acho que muitos também não – é como é esse pagamento de jogadores e técnicos. O cara tem um salário de x mil reais e ainda mais y de luvas. O que seriam as luvas? Porque fazem esse pagamento? Seria para não pagar imposto?

Resposta: As luvas são um adiantamento feito no ato da assinatura do contrato. A prática vem do mercado imobiliário, em que o locador pede um valor “na frente” para concordar em alugar o imóvel ao interessado. No futebol, e em outras áreas, as luvas servem para agradar o profissional que está sendo contratado.
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Lucas escreve: André, dependendo do veículo, estão chamando a Patrícia Amorim de “a presidente do Flamengo”, mas já ouvi também “a presidenta”. Qual é a maneira correta?

Resposta: Boa pergunta. As duas formas estão corretas, segundo os melhores dicionários. Pessoalmente, acho “presidenta” estranho. Mas não está errado.
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Como sempre, obrigado pelas mensagens. A partir deste momento, a CP está em férias.

“Você sabe por que eles o atacaram, não sabe? Eles têm medo de você.”

Thomas Wayne, em “Batman Begins”.

UM FELIZ NATAL

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A todos.

NA PRÓXIMA VEZ…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

… em que você pensar em dizer que algo inesperado “quebrou minhas pernas”, lembre-se que muita gente não achará engraçado.

Como o cara aí embaixo.

Aconteceu ontem à noite, no jogo entre Texas A&M e Washington, no basquete universitário americano.

O armador Derrick Roland tentou uma bandeja e, ao tocar o chão…

Há um vídeo no YT mas, acredite, você prefere não ver. E não ouvir o barulho.

QUE ROLO, CHOLO

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pablo Guiñazu, maior ídolo atual da torcida do Internacional, pegou um vôo no meio da madrugada em Córdoba para voltar a Porto Alegre.

Em algum momento entre hoje e o fim da semana, ele pretende dar uma entrevista coletiva para esclarecer o estranhíssimo imbróglio que ajudou a criar.

Você deve estar acompanhando a história.

No dia 01 de dezembro, Guiñazu assinou uma procuração para o agente de jogadores Fabiano Ventura Sarmento. No papel (que chegou ao diário Lance!, via Blog do Benja) Sarmento tem exclusividade para negociar em nome do argentino com o São Paulo.

Esse tipo de documento, que só serve para tratar com um clube específico, não é incomum no futebol. Funciona, por exemplo, para negociações internacionais. Após uma sondagem, o jogador que quer atuar em outro país autoriza um intermediário a conversar com um determinado clube. Sem o intermediário (que normalmente já tem o negócio apalavrado com o clube), o contato não acontece. A procuração é exclusiva para aquela possível transação.

Guiñazu tem contrato com o Internacional. No registro de atletas da CBF, o acordo vai até 22/06/2010. O Inter afirma que já há um novo compromisso acertado, por mais dois anos.

O simples fato de a procuração existir significa que ele pensa em deixar o Beira-Rio. Por mais que se tente (e se tentou muito nas últimas horas), não há como negar o que é óbvio.

Também é óbvia a resposta para a irresistível pergunta: mas por que a procuração trata de uma possível negociação com o São Paulo?

É difícil crer que o volante argentino teve uma premonição, ou conheceu alguém capaz de prever o futuro, e ficou sabendo que uma proposta são-paulina chegará entre 01 de dezembro de 2009 e 31 de janeiro de 2010.

É mais provável que alguém do clube, ou em nome dele, lhe tenha dito algo.

Ocorre que os representantes de Guiñazu garantem que não há nada. O Internacional também. O que torna tudo mais interessante.

Pela legislação vigente no Brasil, seis meses antes do final de um contrato, um jogador pode assinar um pré-contrato com seu próximo clube.

Veja a data em que, pelo que está no registro da CBF, se encerra o compromisso de Guiñazu com o Internacional.

Se o maior ídolo colorado sair em junho do ano que vem, o Inter não receberá nada. Se sair antes, alguém terá, pelo menos, que conversar sobre a multa rescisória de R$ 30 milhões.

Há uma outra pergunta: se existe um novo contrato, que iria até 2012, por que Guiñazu assinou a procuração?

Tomara que a coletiva dessa semana traga a resposta.

Em tempo: se eu fosse dono de um time de futebol, gostaria muito, mas muito, de ter Guiñazu no meio-de-campo.

M&M (atualizado com votos curiosos)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Primeiro, Marta.

Quatro vezes seguidas, a melhor jogadora de futebol do mundo. Um recorde.

A diferença de Marta para as adversárias é essa mesmo: quatro mundos.

Depois, Messi.

Primeiro argentino a ganhar o prêmio, uma barbada neste ano:

1073 pontos na eleição.

Mais do que os outros quatro concorrentes (na ordem: C. Ronaldo, Xavi, Kaká e A. Iniesta) juntos, que somaram 872 pontos.

Bobagem discutir.

E que ano para o Barcelona. Campeão de tudo o que disputou, o clube ainda viu o menino que começou a formar com 13 anos ser escolhido o melhor jogador de futebol do planeta.

Uma noite feliz em Zurique, também, para Daniel Alves. Ele está no “time do ano”, eleito com os votos dos 50 mil jogadores filiados ao FifPro:

Iker Casillas, Daniel Alves, Nemanja Vidic, John Terry e Patrice Evra; Xavi Hernández, Steven Gerrard, Andres Iniesta e Lionel Messi; Cristiano Ronaldo e Fernando Torres.

O meio-de-campo é fraquinho…

ATUALIZAÇÃO, 21h40 – Abaixo, alguns votos interessantes (lembrando que os capitães não podem votar em compatriotas, e os técnicos não podem votar em jogadores que dirigem):

TÉCNICOS

Dunga (Brasil) – Fernando Torres, Frank Lampard e Didier Drogba

Parreira (África do Sul) – Kaká, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo

Maradona (Argentina) – Didier Drogba, Wayne Rooney, Zlatan Ibrahimovic

Dick Advocaat (Bélgica) – Michael Ballack, Didier Drogba, Lionel Messi

Marco Tardelli (Rep. da Irlanda) – Gianluigi Buffon, Lionel Messi, Wayne Rooney

CAPITÃES

Lucio (Brasil) – Didier Drogba, Samuel Eto’o, Zlatan Ibrahimovic

Javier Mascherano (Argentina) – Michael Essien, Steven Gerrard, Thierry Henry

John Terry (Inglaterra) – Didier Drogba, Michael Ballack, Andres Iniesta

Iker Casillas (Espanha) – Cristiano Ronaldo, Kaká, Lionel Messi

Chiang Ming-Han (China Taipei) – Diego, Frank Lampard, Iker Casillas

COLUNA DOMINICAL

domingo, 20 de dezembro de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

SOBRE VOTOS E GOLS

O envelope estava em cima da mesa, ao lado do teclado do computador, me aguardando. Nessa época do ano, eles chegam todos os dias, em grande número. Os tamanhos são diferentes, mas o objetivo é igual. A etiqueta com meu nome, dessas feitas por computador e com a marca de uma das assessorias que cuidam da imagem de jogadores de futebol, acabou com qualquer dúvida: mais um cartão de Natal.

Hoje esse tipo de mensagem, real ou virtual, é absolutamente pasteurizado. Não digo isso para diminuir o valor ou a simpatia da intenção. Apenas para deixar claro que fui apenas um entre centenas, talvez mais, de jornalistas que receberam exatamente a mesma correspondência. Na parte de cima do cartão, a foto de um jogador comemorando um gol pela Seleção Brasileira. Imagem muito bem captada. Braços, boca e olhos abertos, revelando emoção pura. Ao olhar, a gente quase consegue sentir o que só ele sentiu. Na parte de baixo, a simplicidade das palavras completa a ideia: “Espero que em 2010 momentos como este se repitam. Boas Festas e ótimo ano novo!”. E a assinatura: Luis Fabiano.

Impossível questionar a sinceridade dos votos. Na foto, ele está usando a 9 do Brasil, correndo para receber o abraço dos companheiros logo após o primeiro gol da Seleção contra a Argentina, nos 3 x 1 de Rosário, em Setembro. Repetições desse momento, no ano que vem, são boas para todos nós. Especialmente para ele. Não sei se LF teve participação na produção do cartão, mas, se não teve, quem o fez acertou em cheio. Estivemos juntos recentemente na Espanha, para uma entrevista sobre a próxima Copa do Mundo. É muito difícil encontrar um assunto que o interesse mais.

Sentado no sofá do escritório de sua casa perto de Sevilha, Luis Fabiano não conseguia ficar parado ao falar sobre a África do Sul. Perguntei sobre a empolgação que ele nem tentava disfarçar. “É a coisa mais importante que existe para um jogador, né? E não tem como não ficar assim. Eu estou ansioso, mas não nervoso”, ele respondeu. Pense bem: o cara está numa fase espetacular há dois anos, tem garantido com gols a posição mais vulnerável da Seleção Brasileira. É o artilheiro da “gestão” atual, homem de confiança do técnico desde os dois gols marcados na vitória suada sobre Uruguai, no Morumbi, em novembro de 2007. E se a Copa do Mundo começasse amanhã, sua presença no time titular seria tão certa quanto o nascer do sol.

O problema é que a Copa não começa amanhã. “Se eu for convocado, será o ponto mais alto da minha carreira”, Luis Fabiano disse, duas ou três vezes em meia hora de conversa. Não entendi bem o condicional, a dúvida, a hipótese. Ele explicou, batendo na mesa de madeira ao lado do sofá: “É complicado, a gente (o Sevilla) tem jogos importantes no ano que vem, e ninguém vai tirar o pé, nem eu”. O fantasma de uma lesão (por infeliz coincidência, ele está machucado agora) entra em campo em todos os jogos.

Nada mais pode impedir que a frase do cartão de Natal seja uma premonição.

Toc, toc, toc.

CAIXA-POSTAL

sábado, 19 de dezembro de 2009

No momento em que o Barcelona (2 x 1 no Estudiantes de La Plata: Boselli, Pedro e Messi) conquista o Mundial de Clubes da Fifa, vamos aos temas da semana:

David escreve: Nunca consegui entender as regras que envolvem a responsabilidade dos clubes sobre a segurança nos estádios de futebol em que mandam seus jogos, sendo que os “seguranças” são da PM e os próprios estádios em si muitas vezes nem são de propriedade dos clubes. Como pode um clube garantir que a PM faça bem a sua função? Como pode um clube garantir perfeitas condições de segurança dentro de um estádio público? Se a prefeitura abre um Pacaembu em condições ruins, ela pode ser punida? Se a PM não faz bem o seu trabalho, pode ser punida? Qual a razão de não termos nos estádios seguranças pagos pelos clubes, brutos e de tamanho armário direcionando torcedores aos seus lugares, dando patrulha nas arquibancadas e garantindo que os baderneiros sejam pegos no ato? Não seria essa a forma mais justa de responsabilizar os clubes?

Resposta: As normas fazem parte tanto do Código Brasileiro de Justiça Desportiva quanto do Estatuto do Torcedor, que fala em “responsabilidade solidária de entidades e seus dirigentes (…) independentemente da existência de culpa…”. Vale lembrar que o Estatuto do Torcedor é Lei (10.671, de 15/5/2003). Os clubes que mandam seus jogos em estádios públicos são consideradas as entidades organizadoras desses jogos, e portanto têm as mesmas responsabilidades dos clubes que mandam jogos em estádios particulares. A questão de quem faz a segurança dos estádios de futebol é interessante. Em tese, seria realmente melhor que ficasse totalmente a cargo dos clubes. Mas, além das Tropas de Choque da PM, ninguém tem o necessário know-how. Seria perigosíssimo deixar a tarefa nas mãos de pessoal não treinado.

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Luiz Fernando escreve: Mesmo com esta punição (ao Coritiba) imposta, é ela realmente adequada para o que aconteceu? Pergunto isso porque me parece pouco educativa: não impede que os maus torcedores que participaram daquilo no Couto Pereia continuem acompanhado o time (seja viajando, seja pela tv), se reunindo com outros “torcedores”, tendo o futebol como algo presente em suas vidas e uma “causa” (no caso o time) para criar mais confusão naquele período. Creio que o mais correto seria que o clube fosse suspenso das competições por uma temporada. Sei que é uma suspensão pesada e que pune severamente os bons torcedores, mas me parece a única forma de afastar o futebol do foco da vida daqueles outros, para que fossem dar mais atenção ao seu trabalho, família, etc; e voltassem depois de um ano, quem sabe, mais sensatos e dando o valor real que um esporte competitivo deve ter na vida de um torcedor. Qual a punição que lhe pareceria ideal?

Resposta: Interdição do estádio para todas as competições (não faz sentido que problemas de segurança só impeçam um time que jogar em seu estádio num determinado torneio), até que as falhas sejam corrigidas; prisão dos vândalos e punição esportiva ao clube.

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Carlos Alberto: Você concorda com o técnico do (Cesar) Cielo, que disse que ele é o melhor nadador velocista da História?

Resposta: Essa pergunta apareceu nos comentários do post abaixo. Eu acho que os títulos e os recordes do Cielo são indiscutíveis e representam um claro domínio. É o primeiro nadador a terminar uma temporada como campeão e recordista mundial dos 50 e 100 metros livre. Falar em “melhor da História” é sempre algo polêmico, mas é difícil discordar dos argumentos. Acima de qualquer coisa, Cesar Cielo é um fenômeno.

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Antonio escreve: André, o que acontece se dois times que terminaram a fase de grupos em primeiro lugar se encontrarem nas quartas de final ou nas semifinais da Liga dos Campeões? Qual é o critério para ver quem joga em casa?

Resposta: Essa também pintou nos comentários. A partir das quartas, o sorteio decide a ordem dos jogos. A cada confronto, o time que é sorteado primeiro fica como mandante no jogo de ida.

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Obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Agora você tem de checar todos esses diferentes portais, apenas para ser rejeitada por sete tecnologias. É exaustivo.”

Mary, em “Ele não está tão a fim de você”.