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Arquivo de setembro de 2009

OS LINKS DA LIGA (e parou, parou, parou…)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vinte e um gols em oito jogos, na abertura da segunda rodada da UCL.

Grupo E:

Em Florença, a Fiorentina recebeu e venceu o Liverpool: 2 x 0.

O líder Lyon foi ao estádio Ferenc Puskas, em Budapeste, e goleou o Debreceni: 4 x 0.

No grupo F, a Internazionale empatou de novo: 1 x 1 com o Rubin Kazan, na Rússia.

E o Barcelona, em casa, ganhou a primeira: 2 x 0 no Dynamo de Kiev.

Pelo grupo G, na terra do conde Drácula, Unirea Urziceni e Stuttgart ficaram no 1 x 1.

E o líder Sevilla foi a Glasgow e atropelou os Rangers: 4 x 1.

Grupo G:

Em casa, o Arsenal passou pelo Olympiacos: 2 x 0.

E na Holanda, AZ Alkmaar e Standard de Liége empataram em 1 x 1.

Lyon, Sevilla e Arsenal lideram seus grupos com 100% de aproveitamento.

Logo mais, em campo, os times dos grupos A, B, C e D.

Volte para ver os gols.

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Ontem, no Rio de Janeiro, Joseph Blatter deu uma ótima notícia:

A “paradinha” vai acabar.

Uma reunião do International Board marcada para o dia 20, em Zurique, tomará a decisão, que será distribuída para todas as associações nacionais de futebol.

Frase do presidente da Fifa: “É uma infração e o árbitro deve punir com o cartão amarelo. Se o jogador repetir, precisa ser expulso. Não é justo, é uma trapaça e precisa acabar.”

Há dois tipos de “paradinhas”: a que interrompe o movimento em direção à bola, antes do chute, como Pelé fazia.

E a que interrompe o movimento do chute, ou o chamado chute falso.

O segundo tipo é uma covardia (se o goleiro cai, fica proibido de defender o chute), quem vem sendo tolerada nos gramados brasileiros, por problemas de interpretação da regra.

A Fifa quer o fim da interpretação. Enfim.

NOTINHAS PÓS-RODADAS (e cestas inacreditáveis)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O líder vibra com o aumento da vantagem para cinco pontos.

Além do Palmeiras, comemoram Vitória (que ganhou 3 posições) e Goiás (2, vice-líder).

O Avaí (3 para baixo) lamenta.

As notas da vigésima-sexta rodada:

* O Palmeiras (2 x 1 no Atlético Paranaense: Figueroa, Chico e Danilo – 22.395 pagantes no Palestra Itália) pagou R$ 100 mil para que Danilo pudesse jogar contra o Atlético. Dinheiro bem investido.

* 5 pontos + 13 rodadas = se deixar escapar…

* O Cruzeiro (1 x 0 no Grêmio Barueri: Gilberto – 3.365 pagantes na Arena Barueri), que reclamou tanto da derrota para o Palmeiras, ganhou com um gol irregular. A banca paga e recebe.

* Interessante como Gilberto virou artilheiro, não?

* O Coritiba (2 x 0 no Náutico: Rômulo e Marcelinho Paraíba – 12.685 pagantes no Couto Pereira) poderia ter vencido com mais tranquilidade. Perdeu um pênalti e teve um gol legal não validado.

* Mas o que importa é que venceu, e está a cinco pontos do calabouço.

* Nada a dizer sobre o empate entre Internacional e Flamengo (0 x 0 – 12.481presentes no Beira-Rio), jogo que não deveria ter acontecido.

* O Fluminense (3 x 2 no Avaí: William, Alan-2, Muriqui e Fábio Neves – 19.098 pagantes no Maracanã), enfim, deu sinal de vida.

* Eram 8 jogos do BR-09 e 3 da Copa Sul-Americana sem vitória.

* A virada do Goiás (2 x 1 no Grêmio: Souza, Léo Lima e Felipe – 12.644 pagantes no Serra Dourada), em casa, reforça os argumentos de quem acha que o time brigará pelo título.

* No segundo gol, a jogada de Iarley foi tão boa que até a defesa gremista quis participar.

* Os gols do empate entre Corinthians e São Paulo (1 x 1: Ronaldo e Washington – 32.180 pagantes no Morumbi) foram, na verdade, do Palmeiras.

* Atuação ruim do trio comandado pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro: Dentinho entrou em campo durante a jogada do gol do Corinthians; não houve falta de Ronaldo em Renato Silva, no que seria o segundo gol; Washington estava impedido.

* O Sport entrou em campo como lanterna do BR-09. Venceu (2 x 1 no Santo André: Arce, Rodrigo Fabri e Vandinho – 10.513 pagantes na Ilha do Retiro) após duas derrotas seguidas, e ficou a três pontos da saída do calabouço.

* O Santo André mandou uma bola na trave aos 37 minutos do segundo tempo.

* O Atlético Mineiro atropelou (3 x 1: Evandro, Diego Tardelli-2 e Kléber Pereira – 36.294 pagantes no Mineirão) o Santos e só não está na área-vip por causa do número de vitórias.

* Tardelli é um dos 3 artilheiros (Adriano e Jonas) do Camepeonato, com 13 gols.

* Os sonhos de Libertadores do Vitória ficaram mais agradáveis após os 3 x 1 (no Botafogo: Leandro, Leandro Domingues, Gláucio e Laio – 11.852 pagantes no Engenhão) fora de casa.

* O Botafogo empatou com o Fluminense como os times que menos venceram (4) no campeonato.

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* E segue a contagem regressiva para a volta do Vasco (1 x 0 no Duque de Caxias: Carlos Alberto – 25.554 pagantes no Maracanã) à Serie A.

* A diferença para o quinto colocado (Figueirense) já está em 13 pontos, a 13 rodadas do final.

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Independentemente da sua quantidade de tempo ocioso nesta segunda-feira, gaste alguns minutos em visita a este site.

Os caras se transformaram num sucesso da internet por causa dos dois primeiros vídeos (menu do lado direito).

Mas, nos clipes, tem muita coisa inacreditável.

E ao que parece, não tem truque. Só muita paciência e habilidade.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 27 de setembro de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

SUGESTÕES PARA O BRASILEIRO

Tenho uma proposta para meus camaradas editores do Lance! (já encaminhei a mesma aos companheiros de Espn). Em nome da sanidade da cobertura dos jogos do Campeonato Brasileiro, e como estímulo para um comportamento mais generoso dos técnicos e dirigentes dos clubes, podemos estabelecer uma regra para declarações sobre arbitragens. Não é nada muito complicado: até o final do campeonato, nenhuma reclamação será publicada, enquanto não ouvirmos um clube BENEFICIADO criticar a atuação do árbitro.

Tem de ser algo absolutamente claro, tipo essa aqui, do técnico, abrindo sua entrevista coletiva pós-jogo: “hoje tivemos três pênaltis marcados a nosso favor, que não aconteceram. Os dois gols anulados do nosso adversário foram legais, portanto nossa vitória por 3 x 0 foi injusta. Não é agradável vencer dessa forma, por isso nos solidarizamos com o adversário, e pedimos uma atitude da comissão de arbitragem com relação ao árbitro do jogo de hoje. Não é possível continuar assim.” E depois essa, do dirigente, pedindo para participar da entrevista: “Hoje foi a terceira ou quarta vez que esse árbitro nos beneficiou. Já havíamos pedido para que ele não fosse mais escalado em nossas partidas, porque fica parecendo uma coisa orquestrada para nos favorecer. (enervando-se e elevando o tom de voz) O Tabajara não aceitará mais tantos erros, curiosamente do mesmo árbitro, sempre nos ajudando em lances capitais. Faremos um protesto formal na CBF.”

Que tal? Parece loucura, eu sei, mas pelo menos é diferente. E é mais honesto (ainda que honestidade não possa ser fracionada) do que a eterna criminalização das meias pretas. Porque não há mais resultados limpos, não há mais derrotas justas, não há mais relação entre os defeitos de um time e o placar negativo ao final do jogo. A falha do zagueiro mal posicionado é esquecida, em nome do impedimento (de clamorosos 7 centímetros, uma vergonha!!) não marcado. A irresponsabilidade do volante desmiolado, que se lançou num carrinho bélico dentro da área, é ignorada porque ele pegou a bola também. Pênalti inventado…

Os árbitros brasileiros (que não são profissionais, que trabalham sob a supervisão de uma comissão que não é independente, etc, etc e etc…) são como bovinos numa praça de touros. Estão destinados ao sacrifício público. Suas atuações são analisadas sob a ótica covarde dos replays em câmera lenta, recursos unicamente utilizados contra eles, jamais a favor. E aí se vota pelo prazo da suspensão, que é anunciada para aliviar as jugulares dos que se consideram sempre lesados, mas sofrem de amnésia instantânea quando o erro do apito é parceiro.

Evandro Rogério Roman, que não é um bom árbitro e foi mal na quarta-feira no Mineirão, levou 30 dias de “reciclagem”. Nada mais foi explicado e a imaginação do torcedor fica liberada para decidir que houve cinco pênaltis no jogo. Houve um.

Deixamos uma proposta para os ternos que comandam os apitos: instalem uma microcâmera na testa dos árbitros. Pelo menos a análise será feita sob o ponto de vista correto.

Ou coloquem as imagens da TV para ajudar, em vez de atrapalhar.

CAIXA-POSTAL

sábado, 26 de setembro de 2009

Aos assuntos da semana:

Roberto Carlos escreve: Técnicos, jogadores e dirigentes vivem reclamando dos erros das arbitragens, porém a ação deles sempre foi da boca para fora. Poderiam se engajar de uma forma mais eficiente exigindo, por exemplo, a profissionalização dos árbitros e melhores condições de treinamentos, etc. Será que eles não tomam esta atitude por achar ser um mau necessário, se não houver mais esses erros dos árbitros, eles não teriam para quem desviar os motivos das derrotas (o que virou rotineiro), e a pressão da torcida e da imprensa seria somente sobre eles?

Resposta: Não vejo assim. O que é curioso, e escrevi sobre isso no Lance! de hoje, é a memória seletiva da maioria dos treinadores e dirigentes, quando se fala em erro de arbitragem. Nunca vi um time beneficiado criticar a atuação de um juiz. Mas quando o erro é contra, sai de baixo. A arbitragem de futebol, no mundo, é um estranho caso de “rejeição da modernidade”, talvez a única atividade profissional que se recusa a evoluir. A arbitragem de futebol, no Brasil, não é profissional, trabalha sob a supervisão de uma comissão que não é independente, e usa as imagens da TV para punir juízes. Não há solução à vista.

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Leonardo escreve: O que voce achou da decisão de um tribunal (a Corte Arbitral do Esporte) ter dado ao Chelsea o direito de receber 17 milhoes de euros do (Adrian, jogador romeno) Mutu? Voce acha que ele vai ter que pagar mesmo? Voce achou justo?

Resposta: Essa é, talvez, a decisão esportiva mais polêmica de que se tem notícia. O valor da multa é o maior da História. Recuperando: Mutu se transferiu do Parma para o Chelsea, em 2003, por 15 milhões de libras. No ano seguinte, em meio a desentendimentos com o técnico português José Mourinho, o atacante tomou uma suspensão de sete meses por uso de cocaína. Mutu nunca mais jogou pelo Chelsea. Enquanto ainda estava suspenso, assinou contrato com a Juventus, e depois foi para a Fiorentina, clube que defende atualmente. O Chelsea foi à Fifa por quebra de contrato e, em 2008, a entidade decidiu que Mutu deveria pagar 12 milhões de euros ao clube londrino. Após o recurso de Mutu, o caso chegou à CAS, que manteve a multa (agora corrigida para 17 mi de euros). Em tese, Mutu terá de pagar uma soma sobre a qual ele não teve nenhum poder de decisão. Foram os clubes envolvidos que chegaram ao valor da negociação. Se vai pagar? Ele diz que não tem condições, e está tentando negociar. Seu advogado afirma que levará o caso para a Justiça Comum.

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Gustavo: Qual a real importância da Copa Davis no mundo do tênis? Fala-se em primeira divisão, rebaixamento do país, mas os atletas parecem verdadeiramente interessados na carreira e ranking individuais, confere?

Resposta: Depende. Do jogador, do momento, da situação. Os espanhóis, por exemplo, dão muito valor à competição. Os suecos também. Os EUA vivem de fases, com jogadores às vezes desinteressados. A Davis interfere na temporada de um tenista, é uma competição coletiva num esporte essencialmente individual. Mas nenhum torneio de tênis proporciona jogos épicos como as batalhas que vemos na Davis.

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Marcelo escreve: André, um amigo meu italiano me perguntou porque o Diego não joga na Seleção Brasileira. O que eu respondo pra ele?

Resposta: Que a pergunta deve ser feita para o professor Dunga, que já convocou o Diego muitas vezes para a Seleção. Mas você pode adiantar que, se o Diego continuar jogando essa bola na Juventus, ele estará na Copa do Mundo.

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Muito obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Você não é um animal, Logan.”

Kayla, em “X-Men Origens: Wolverine”.

RECADO

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Aos hipertensos que mandaram comentários e/ou e-mails para este blog, exigindo que o(s) pênalti(s) não marcado(s) contra o Palmeiras (no jogo de quarta, no Mineirão) sejam tratados com a mesma “indignação” que usei ao abordar o pênalti marcado a favor do Coritiba (no jogo contra o Palmeiras, em 19/08):

1 – É engraçado como se dá importância ao que se enxerga, equivocadamente, como “indignação”. O pênalti em Curitiba não aconteceu, e foi o que escrevi. Um (1) pênalti indiscutível em Belo Horizonte não foi marcado, e foi o que escrevi.

2 – Também escrevi que árbitros só deveriam marcar pênaltis nos minutos finais de um jogo, que obviamente têm impacto direto no resultado, se os lances forem absolutamente flagrantes.

E antes que os citados hipertensos queiram me lembrar do que eu mesmo escrevi:

3 – Quem não consegue identificar (após intensa reflexão) a diferença entre a) um pênalti mal marcado, aos 46 minutos do segundo tempo, que decidiu um jogo por 1 x 0; e b) um pênalti ignorado, aos 17 minutos do primeiro tempo, de um jogo que estava 1 x 1, deveria parar com tudo e recomeçar a ver futebol.

Ou desistir de ver futebol.

Para finalizar, o blog sugere uma leitura: nos links indicados do lado direito da página, clicar em “IUPST”.

Bom fim de semana.

NOTINHAS PÓS-RODADA

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fechando a alviverde vigésima-quinta rodada:

* Os resultados do fim de semana animaram o Palmeiras, que foi ao Mineirão e abriu (2 x 1 no Cruzeiro: Thiago Ribeiro, Diego Souza e Vágner Love – 26.282 pagantes) três pontos na liderança isolada.

* Fábio não pode levar o gol de falta que levou.

* E agora, senhoras e senhores, o que todo mundo quer comentar. Os pênaltis:

Wendell em Kléber – não foi por isso que Kléber caiu, mas o puxão é visível pela TV. Não dá para dizer se o árbitro viu. Mas puxão é falta, e dentro da área é pênalti.

Jumar em Fabrício – 100% pênalti.

Figueroa em Diego Renan – nada.

Conclusão: não foram 3 pênaltis não marcados. No lance com Kléber, não dá para crucificar o juiz. No lance com Fabrício, Evandro Rogério Roman estragou o jogo.

ES LA VERDAD…

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um jornalista argentino, camarada meu, está seriamente preocupado com sua seleção nacional.

Ele acha que a Argentina, de um jeito ou de outro, acabará se classificando para a Copa do Mundo. O problema é o que acontecerá lá.

Quando Maradona foi levado ao comando do time, a aposta era na relação entre os jogadores e a camisa da seleção.

Mas mesmo saindo da boca de Diego, quanto tempo duraria o discurso, puro e simples, de que é preciso vestir “a camisa”, sentir “a camisa”, dar a vida “pela camisa”?

Hoje se vê que durou pouco. E se nota que é preciso mais.

A Argentina já percebeu que Maradona não é um técnico de futebol. Quando muito, é um motivador de jogadores, cujo prazo de validade está acabando.

Ou já acabou. Fala-se que o presidente da AFA, Julio Grondona, tem mandado recados que dizem que se a Argentina for ao Mundial, Maradona não será o treinador. E os jogadores ficam em óbvia dúvida: se a vaga for conquistada, como será possível tirá-lo?

Ninguém entendeu a decisão de enfrentar o Brasil em Rosário, onde a torcida obviamente empurraria o time para a frente, em vez de jogar em Buenos Aires, onde a Argentina raramente perde. Um ponto contra o Brasil estaria bom.

Fala-se, também, que os jogadores não só perceberam as dificuldades táticas de Maradona, como já trabalham por conta própria. No intervalo do jogo em Rosário, quem orientou os companheiros sobre posicionamento foi Juan Verón.

Meu amigo argentino disse: “imagine como fica a cabeça do Messi, que recebe orientações táticas de Guardiola no Barcelona. Ou de Zanetti, que ouve Mourinho. Aí eles chegam na seleção…”

Foi quando eu comentei: pois é, teoricamente, os mesmos questionamentos poderiam ser feitos com relação aos jogadores brasileiros. Daniel Alves joga no Barcelona, Lucio e Maicon jogam na Inter…

“Mas o Brasil claramente tem um time, e Dunga sabe o que está fazendo”, ele respondeu.

Inegável.

NOTINHAS PÓS-RODADAS

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Para cima ou para baixo, a maior mudança foi de três posições.

Para cima: Avaí e Flamengo.

Para baixo: Corinthians, Barueri e Santos.

Mas quem vibra mesmo é o Goiás, de volta à área-vip.

As notas da vigésima-quinta rodada do BR-09:

* O Atlético Paranaense (1 x 0 no Sport: Marcinho – 15.026 pagantes na Arena) fez um gol no primeiro minuto, e aguentou o Sport nos outros 90+.

* Com 15 derrotas, o Sport é o time que mais perdeu no campeonato.

* Pela segunda rodada seguida, o Vitória bateu (2 x 0 no Internacional: Uelliton e Roger – 19.033 pagantes no Barradão) um candidato ao título.

* Um ponto em Salvador, e o Inter seria líder (pelo menos até o Palmeiras jogar).

* Pouco a dizer sobre o empate entre Náutico e Atlético Mineiro (0 x 0 – 14.355 pagantes nos Aflitos), além de que o Atlético ficou à porta do G-4, e o Náutico, do U-4.

* Aos 22 minutos de jogo no Olímpico, o Grêmio (5 x 1 no Fluminense: Souza-2, Tcheco, Kieza, Cássio-contra e Jonas – 27.285 pagantes) já vencia o Fluminense por 3 x 0.

* O Fluminense é o time que menos venceu (3), e está empatado com Grêmio Barueri e Santos como os que mais empataram (9). CORREÇÃO: quem mais empatou foi o Botadogo, 13 jogos.

* Se o São Paulo não ganhar o título, o empate (1 x 1: Jean e Pablo Escobar – 19.716 pagantes no Estádio Santa Cruz) em Ribeirão Preto será lembrado.

* Ótimo resultado para o Palmeiras, que nem jogou.

* O Avaí, que tinha perdido três jogos seguidos, venceu (4 x 0 no Grêmio Barueri: William, Eltinho, Muriqui e Léo Gago – 9.902 pagantes na Ressacada) um adversário que tem o mesmo objetivo: permanecer na Série A, sem sofrimento.

* Golaço de Léo Gago.

* Pouco a dizer sobre o empate entre Santos e Botafogo (0 x 0 – 6.336 pagantes na Vila Belmiro), ruim para os dois.

* Grande atuação, mais uma, de Iarley, no passeio do Goiás (4 x 1 no Corinthians: Iarley, Fernandão, Dentinho e João Paulo – 35.748 pagantes) sobre o Corinthians, em pleno Pacaembu.

* O Goiás não vencia há quase um mês.

* Lindo gol por cobertura de Adriano, na vitória (3 x 0 no Coritiba: Petkovic, Adriano e Willians – 47.921 pagantes no Maracanã) que recuperou a esperança do Flamengo.

* O Coritiba sente a força do campo magnético do calabouço.

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* Começou a contagem regressiva para a volta do Vasco (1 x 0 no Guarani: Elton – 50.335 pagantes no Maracanã) à Série A.

* Elton (13 gols) é um dos artilheiros do campeonato.

* Sem querer ser chato…

* Sou obrigado a mais uma nota, sobre a Série B: o escandaloso gol de mão que decidiu a vitória do Paraná sobre o Ceará não teria existido, se a tecnologia estivesse a serviço da arbitragem de futebol.

SAUDAÇÕES DO PORTÃO 6 DE CUMBICA

domingo, 20 de setembro de 2009

Embarcando logo mais para os Estados Unidos, para um compromisso da Espn em Miami.

No roteiro, um jogo da NFL para distrair.

Farei o meu melhor para postar as “Notinhas” do BR-09, nesta segunda-feira.

Mas pode demorar um pouco.

Até mais.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 20 de setembro de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

FÁBULA REAL

Não. Luís Fabiano não é o melhor atacante do mundo. Amantes do futebol espalhados pelo planeta provavelmente não o escolheriam para seus times de fantasia. Messi, Ibrahimovic, Ronaldo português e, se bobear, até Eto’o, seriam mais assediados pelos “treinadores de computador”. Francamente, Luís Fabiano é muito melhor do que o Eto’o, mas esse não é o ponto aqui. O ponto é que se eu tivesse sido fisgado por essa mania chamada “fantasy”, LF seria o meu camisa nove. E todos os sinais indicam que seria o de Dunga, também.

Se a Copa do Mundo começasse amanhã, só haveria uma dúvida sobre o time titular: quem seria o lateral esquerdo? As outras questões estariam ligadas à formação do grupo. Divagações como a) quem seria o terceiro goleiro?, b) quem seria o reserva de Kaká?, e c) quem seria o reserva de Luís Fabiano?

Até junho de 2010, mais perguntas poderão surgir. Mas (toc-toc-toc…) algumas respostas deverão permanecer inalteradas. As camisas 1, 3, 9 e 10 da Seleção Brasileira são propriedades particulares, e intransferíveis. Uma campanha publicitária diz que Luís Fabiano tem o emprego mais difícil do mundo. Se o posto de centroavante do país do jogador de futebol fosse uma carreira universitária, a relação candidato/vaga seria coisa para maluco. E uma vez provado o uniforme, é preciso se manter vestido. Só há um jeito.

Luís Fabiano foi o artilheiro da Copa das Confederações, com cinco gols. É o artilheiro das Eliminatórias Sul-americanas, com nove. É o artilheiro da “Era Dunga (na prancheta)”, com dezenove. O Brasil venceu todos os onze jogos nos quais ele marcou. Fez três gols uma vez, dois gols seis vezes. Mas os números, mesmo ótimos, são só metade da equação. Aquele Luís Fabiano da cabeça quente, que entrava em órbita de repente, não existe mais. O atacante do Sevilha serve a Seleção Brasileira com atitude impecável. Joga contra a Estônia num campinho de casa de veraneio, com a mesma intensidade com que enfrenta a Argentina no caldeirão de Rosário. E faz gols importantes desde a época em que as coisas não iam bem, como nos jogos contra o Uruguai (no Morumbi) e Chile (em Santiago).

Quem o acompanha sabe que ele sempre foi um goleador prolífico, por causa das notas altas em todos os critérios de avaliação: chute com os dois pés, cabeceio, posicionamento, velocidade, força. A maturidade, processo que tem impacto em todas as qualidades e defeitos de um jogador, deixou de ser uma preocupação. Hoje, Luís Fabiano só preocupa os adversários.

Não dá para imaginar que a camisa usada por Ronaldo nas últimas três Copas tenha outro dono. Mesmo que o próprio Ronaldo (aprendi a não duvidar dele) se mostre em condições de ir a mais um Mundial. E seja chamado, o que é outra conversa.

Luís Fabiano não é um centroavante de fantasia. Seus gols são absolutamente reais. Seu nome não tem o tamanho ou o glamour das estrelas, mas isso pode ser questão de tempo.

Se você é um técnico virtual, faça como Dunga. Escale Luís Fabiano no seu time.