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COLUNA DOMINICAL

por André Kfouri em 30.ago.2009 às 14:45h

(publicada ontem, no Lance!)

EU CONFESSO

Não é na hora de dormir que a consciência enquadra quem tem algo a esconder. Comprimidos e doses variadas resolvem o problema. Para os homens, a hora da verdade chega de manhã, diante do espelho, ao fazer a barba.

Não dá para fugir do momento “olhos nos olhos”. Eles têm de estar bem abertos, para evitar acidentes. É quando começa o acerto de contas.

Eu faço a barba diariamente, e não suporto mais. Minhas mãos tremem, o estômago se revira. Penso em cortar minha própria jugular. Não quero mais viver assim.

Esta coluna é uma confissão. Lamento pelos problemas que causarei, mas nunca é tarde demais para fazer o que é certo.

Sou membro de uma organização secreta. O nome é “Imprensa Unida para Prejudicar o Seu Time”. Auto-explicativo. Nosso único objetivo é criticar, desrespeitar, humilhar e, finalmente, acabar com o seu time de futebol. Não todos, ou a maioria, mas só o seu.

Somos tão antigos quanto o próprio jogo. Temos conexões em todos os países, mas nossa célula mais numerosa é a brasileira. Quase todos os jornalistas que trabalham com futebol no país fazem parte dessa verdadeira seita, uma rede sem fim que domina o conteúdo dos jornais, revistas, TVs, rádios, sites, blogs, twitters…

Chegamos às nossas redações, sete dias por semana, com o solitário propósito de prejudicar o seu time. Não nos afastamos dessa “linha editorial” por nada. E não toleramos a concorrência. Quando surge um jornalistazinho metido a neutro, imparcial, o coitado não dura um mês. Vai procurar outro ramo para exercer sua independência.

Graças à internet, hoje as redações estão interligadas, em constante comunicação. Combinam manchetes, distorcem declarações, ignoram a pluralidade, rasgam os manuais. Tramam, dia e noite, sórdidos esquemas de perseguição ao seu time. Há até um prêmio para o comentarista mais venenoso, o autor do texto mais deletério. O troféu “O Exterminador do Futuro dos Times” é entregue anualmente, na semana da última rodada do Campeonato Brasileiro.

Nosso grupo clandestino é poderoso, ninguém escapa. Se não vamos com a cara de um jogador, ele será sempre criticado (mas só quando jogar no seu time). Se não gostamos de um cartola, ele será implacavelmente perseguido (mas só se for do seu time). E se descobrimos algo errado no seu clube (mas só no seu, nunca nos outros), sai de baixo, é campanha de difamação.

Quando criticamos um time (o seu), é porque queremos aniquilá-lo. Quando elogiamos um time (nunca o seu), é porque queremos destruir os outros. E quando simplesmente não tocamos no nome de um time (às vezes, o seu), é porque queremos castigá-lo com a obscuridade.

Se você acha que seu clube é visado demais, ou sempre esquecido, se não consegue evitar a sensação de que “a imprensa torcedora” tem um plano maquiavélico contra ele, e já está se convencendo de que sofre de complexo de inferioridade, não se flagele. A culpa é nossa.

Nós, da “IUPST”, temos até um cumprimento secreto. Quando você for ao estádio, preste atenção. Após o aperto de mãos, há sempre um sorrisinho sarcástico. Significa “hoje vamos acabar com esse timinho”.

E é sempre o seu.

70 comentários para “COLUNA DOMINICAL”

  1. Diogo, o rebuscado disse:

    Ha ha ha ha..

    Deixa de ser bobo… rebuscada?

    Basta usar o dicionário … ou fazer algumas aulas de interpretação de texto!

    Abraço!

    AK: Vamos combinar o seguinte: se você entender o que eu escrevi, eu tentarei fazer o mesmo com o que você escreveu. Um abraço.

  2. Diogo disse:

    kkkkkkk

    … o que você tem de irônico, você tem de sobrenome …

    Entendeu essa ?!?

    Abraço em dobro!

  3. Vitor disse:

    André, considerando que a criação do texto foi motivada pela manifestação da torcida do Palmeiras e pela generalização do Muricy na coletiva, eu entendo seu ponto de vista.

    Mas, eu, torcedor do Palmeiras, estou cansado de aguentar certos jornalistas e emissoras de tv e rádio. Você, e a grande maioria dos profissionais da ESPN, não entram nessa.

    O Muricy, de forma errada, generalizou. Mas, por favor, não negue que tem muita gente, a maioria, trabalhando com jornalismo esportivo que é horrível.
    Não dá mais pra ver repórter comemorando gol do adversário dentro do Palestra Itália, não dá. Não dá mais pro Belluzzo ter que soltar nota oficial desmentindo o Painel FC toda semana.

    É cansativo.
    A torcida escuta a semana toda a imprensa, desculpe por generalizar, arrebentar com o Palmeiras, contar MENTIRAS. Isso tá errado, e não é possível que você, que é inteligente, não veja isso.

    Depois do jogo contra o Goiás, 18 mil pessoas xingaram a imprensa de forma espontânea. Não teve nenhum movimento antes, ninguém combinou nada.

    Tratar isso com ironia, sem querer lidar com o problema, não tá certo.
    Grande parte das pessoas que estão envolvidas no jornalismo esportivo subiram num salto tão alto que não aceitam críticas. Se alguém diz alguma coisa é porque ‘é fanático’. Tem muito torcedor consciente, que está vendo que as coisas estão erradas.

    Não ignore isso.

    AK: Eu não ignoro. Mas sou responsável, apenas, pelo que escrevo e falo. Como já disse várias vezes, as pessoas têm nome. Dizer “a imprensa…”, “a mídia…”, “a crônica…” é muito vago. Agora, uma curiosidade: de qual texto você está falando? Um abraço.

  4. Fernando disse:

    A generalização sempre acaba atingindo pessoas que não se encaixam no perfil. Isso não somente na imprensa, mas em qualquer profissão ou classe.

    Os Palmeirenses em geral tem de ler e ouvir todo dia a mesma história. Fatos idênticos que acontecem com Palmeiras e São Paulo (por exemplo) são tratados de formas diferentes, de um lado a tragédia e de outro lado uma motivação.

    A generalização foi necessária porque não daria para dar nomes a tantos bois. Mas ninguém da imprensa aceitou a crítica, é mais fácil criticar e tratar as críticas com irônia mesmo.

    Até mesmo Muricy – que no São Paulo não era alvo de críticas, e até seu mau humor era tratado normalmente – já notou que “do lado de cá do muro” a música toca num ritmo diferente. E enquando 90% da imprensa continuar teimando em não ser imparcial, a generalização continuará, pois a porcetagem é muito grande para não ocorrer.

    Abraço.

  5. Vitor disse:

    André, me desculpe, recebi o link do texto ontem, não prestei a devida atenção na data e achei que era mais recente.

    Eu entendo sua posição. Também acho errado generalizar.
    Mas isso também acontece na imprensa (não sei como escrever de outra forma heheh). Quando a torcida reclama de alguma coisa, vários dizem “é, mas a imprensa sempre é culpada…”.

    Não, ninguém acha que a culpa pelo futebol ruim é da imprensa.
    Muitas reclamações acontecem pelo tratamento diferenciado que um clube tem do outro. Por que ninguém cobra de forma mais forte uma punição ao Morumbi pela invasão de campo contra o Inter? Vão esperar terminar o campeonato?

    No jogo contra o Barueri, o Zé Roberto, do Flamengo, deu uma cotovelada já no fim do jogo. Não tem notícia disso.
    Aí o Danilo faz uma falta forte, pra expulsão, e fazem um carnaval em cima.

    Isso vai cansando o torcedor.
    Abraço.

    AK: O curioso é que esse texto foi escrito quase três meses atrás, e não tem nenhuma relação com um episódio específico. De repente, algo aconteceu e, aos olhos de que só lê o que quer ler, as coisas estão ligadas. Não tem jeito. Um abraço.

  6. Sérgio de Mauro disse:

    A verdade é que, como na política, onde se perdeu qualquer escrúpulo e aparência, descambando a pouca-vergonha, no mundo do jornalismo esportivo aconteceu a mesma coisa.
    Não é preciso mais disfarçar suas preferências e de qual time o jornalista não gosta. Isso sempre houve, mas nos últimos anos acentuou-se de tal forma, que passou de qualquer limite.
    O tratamento dispensado ao SPFC e ao SCCP, em São Paulo, e ao Flamengo, no Rio, dói na vista.
    A crítica à imprensa generalizou-se porque hoje é difícil lembrar, de imediato, o nome de algum profissional que passe por isento.
    Os que não se sentem atingidos por essas reclamações, cujo clímax ocorreu no Palestra Itália, na última 5ª feira, deveriam não ficar ofendidinhos, mas sim cobrar de seus colegas a ofensa indevida. Vir a público e, esquecendo o corporativismo, cobrar deles melhor postura no trabalho jornalístico, de modo que a categoria não pague por eles.
    Seria bem melhor do que ironias baratas, que só tentam esconder o problema, transferindo-o para as “mentes com mania de perseguição” dos torcedores, seres incapazes de uma análise realista, pobres mortais tolhidos pela paixão.

    AK: Se você visse as mensagens que chegam, com reclamações parecidas, de torcedores de outros times… De novo, e sempre: cada jornalista tem nome e deve ser responsável pelo que escreve e fala. Um abraço.

  7. Sandro disse:

    Nossa. Fiquei sensibilzado com seu desabafo. Por alguns segundos achei que você não fosse tendencioso como a grande maioria da imprensa esportiva. Mas existe um negócio que chama memoria. (rs)

    O seu caso é bem iluistrativo do porque de nossa imprensa esportiva ser tão ruim.
    Nela critério de seleção e sobrenome e não merecimento. Sempre achei estranho o “paladino do ética” arrumar uma boquinha para o filho. Isto é Brasil. Nepotimo só para os outros.

    AK: Você pode ter memória, mas não tem noção do ridículo. Se quiser ser maldoso na crítica, diga que fui eu quem arrumou uma boquinha para ele. Pelo menos respeitaria a cronologia dos fatos. De qualquer forma, se pensar assim te ajuda a lidar com as próprias frustrações… um abraço.

  8. Vitor disse:

    André, um exemplo, dando nome ao boi.
    Comentário do seu colega de Lance!, Alexandre Lozetti, quando viu que o Belluzzo era o convidado de ontem do Programa do Jô:

    Velha Surda no Programa do Jô.
    about 12 hours ago from web

    Se isso não é um baita de um desrespeito, não sei o que é.
    E esse tipo de coisa acontece todos os dias.

    AK: Como te disse, cada pessoa tem nome e deve ser responsável pelo que escreve e fala. Um abraço.

  9. Sandro disse:

    Sou frustado mesmo. Agora que eu posso ser jornalista também. Você não tem uma boquinha no “LANCHE” para mim. Seguirei a linha editorial. Avisa o patrão que falarei bem do SPFW em todos os momentos.

    AK: Explicado. Um abraço.

  10. luiz disse:

    André, seu texto foi indicado num blog de um grande jornalista palestrino, que acompanho diariamente. Você lá, como cá, foi de fato elogiado.
    E por palmeirenses!
    E vou direto ao ponto: a nação Palmeirense é a que, historicamente, mais se diz (pelo menos por intermédio dos canais públicos de manifestação) atingida pelos membros da ‘IUPST’. E se arvoram, diaria e continuamente por intermédio destes mesmos canais para ou rebater, ou criticar ou mesmo defender tudo o que é dito, escrito e publicado contra a S.E.P.
    Pergunto-lhe: no seu exclusivo ponto de vista, por que isso ocorre? Por que incomoda tanto ao Palmeirense o que é dito na imprensa?
    Pergunto-lhe com a sincera humildade de tentar aprender com uma pessoa que, além de isenta, nasceu dentro do futebol paulista, que deva saber e entender o porquê deste sintoma (que na minha opinião e desprezível e incondizente com a grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras). Aguardo resposta,
    abraços, luiz.

    AK: Não acho que seja exclusividade de uma ou outra torcida. Um abraço.

  11. Tiago disse:

    Hahahahaha!

    Boa AK!

    Eu confesso que, por causa dos torcedores neuróticos com mania de perseguição, deixei de acompanhar alguns blog’s (principalmente ler os comentários). E justo quando estou viajando e busco o blog para me informar, você escreve este texto!

    Acho que vou voltar a acompanhar mais (menos os comentários, claro).

    Abraço!

  12. Pedro Klein disse:

    Você é irônico e metido!
    Se está cansado desses tipos de pessoas entao nao deveria trabalhar com jornalismo esportivo! Isso sempre foi assim e sempre vai ser… vai trabalhar com outra coisa.
    Fica a dica.

    AK: E você tem um sério problema de incompatibilidade com a língua portuguesa. Um abraço.

  13. Pedro Klein disse:

    Se meu problema for SÓ esse então estou lucro!
    Aliás, vc nao é do tipo q fala mal de times. Vc é do tipo que ignora qq time q nao está dentro dos limites do estado de Sao Paulo.
    É um corinthiano chato (tal pai, tal filho).

    AK: Por esse comentário, fica claro que há mais problemas. E mais graves. Procure ajuda. Obrigado pela audiência e um abraço.

  14. Iuri Lapsky disse:

    André, ao ler seu texto cheguei a pensar que nascia um novo Dostoievski, mas que pena, passou bem longe.

    Duas questões para sua reflexão:

    Todo e qualquer aparato midiático e em qualquer lugar do mundo se mantém vendendo espaço comercial, nesse caso, os patrocinadores não percebem esse ‘sórdido movimento’? Percebem, mas, fazem vistas grossas? Ou apoiam incondicionalmente o movimento?

    Outra questão é quanto a seus colegas da ESPN, quando fazem comentários do tipo; “ah, é fácil dar cartão amarelo pra time pequeno, quando a falta é ao contrário não tem nada”. “Se fosse ao contrário, certamente o juíz não daria”. “Só no Brasil é que o jogador de renome pode fazer o que bem entende e a arbitragem não faz nada”. E por aí vai, são eles, o Calçade, o PVC, o Mauro Cesar, o Trajano e mais alguns não lembro o nome.
    Então meu caro, seus colegas não parecem pertencer a esta ‘organização’, muito pelo contrário, parecem sofrer do mal atávico do povo brasileiro da sindrome de ” vira latas”, (Nelson Rodrigues) e neste caso parece que é só para contrariar a grande concorrente!

    Um abraço, você tem futuro, precisa caprichar um pouco mais e lembrar de vez em quando que os telespectadores da ESPN costumam ter “senso crítico”!

    AK: Só o fato de você ter pensado (ainda que por poucos segundos) no autor citado já me envaidece. Aliás, me envaidece mais ainda merecer a leitura de alguém tão erudito. Pena eu não poder te dar mais detalhes sobre a organização secreta. Afinal, ela é secreta. Seu e-mail é a prova do “sucesso” dela.

    Sobre o meu trabalho: na ESPN, aqui no Lancenet! e no Lance!, sou reponsável pelo que falo e escrevo. Um abraço.

  15. Iuri Lapsky disse:

    Caro André, segue um trecho de Memórias do Subsolo, de Fiodor Dostoievski, para sua apreciação.

    “Sou um homem doente… um homem mau. Um homem desagradável.”

    “Sou desconfiado e me ofendo com facilidade.”

    “Mas vejamos agora esse camundongo em ação. Suponhamos, por exemplo, que ele esteja ofendido (quase sempre está) e queira vingar-se. Acumula-se nele, provavelmente, mais rancor que em l´homme de la nature et de la verité, porque l´homme de la nature et de la verité, devido à sua inata estupidez, considera a sua vingança um simples ato de justiça. Já o camundongo, em virtude de sua consciência hipertrofiada, nega haver nisso qualquer justiça. O infeliz camundongo já conseguiu acumular, em torno de si, além da torpeza inicial, uma infinidade de outras torpezas, na forma de interrogações e dúvidas; acrescentou à primeira interrogação tantas outras não resolvidas que, forçosamente, se acumula ao redor dele certo líquido repugnante e fatídico, certa lama fétida, que consiste nas suas dúvidas, inquietações e, finalmente, nos escarros – que caem sobre si em profusão – dos homens de ação agrupados solenemente em torno dele, nas pessoas de juízes e ditadores, e que riem dele a mais não poder, com toda a capacidade de suas goelas sadias. Naturalmene, resta-lhe sacudir a patinha em relação a tudo e, com um sorriso de fictício desprezo, no qual ele mesmo não acredita, esgueirar-se vergonhosamente para a sua fendazinha. Ali, no seu ignóbil e fétido subsolo, o nosso camundongo ofendido, machucado, coberto de zombarias, imerge logo num rancor frígido, envenenado e, sobretudo, sempiterno. Há de lembrar, quarenta anos seguidos, a sua ofensa, até os derradeiros e mais vergonhosos pormenores; e de cada vez acrescentará por sua conta novos pormenores, ainda mais vergonhosos, maldosamente espicaçando-se e zombando de si mesmo com a sua imaginação.”

    Comparando, faltou muito para você chegar perto de Dostoievski, até porque sua ironia tem por objetivo principal confirmar seu ‘bordão’; “olha, você está com sindrome de inferioridade”.

    Então, se o torcedor do Sport reclama do arbitro que num lance inédito prejudica seu time, é simples, ele tem “sindrome de inferioridade”
    se o torcedor da Portuguesa reclama da arbitragem, é simples; ” é simdrome de inferioridade”.
    Se o torcedor do Coritiba, ou do Avaí, ou do Naútico, ou mesmo do Palmeiras, Botafogo, se reclamam, é simples; “é sindrome de inferioridade!

    Então, caro André, será que você não tem sindrome de bordão, a ponto de escrever um artigo tão interesante sobre a sindrome da inferioridade?
    Não estaria você condenando o direito ” juris esperniandi” do torcedor, negando-lhe o sagrado direito de reclamar, espernear, reduzindo tudo a “sindrome da inferioridade”?

    Na boa, você não acha que seria legal dar uma revisada no “subsolo da conciência”?

    Abraço,

    Ps. Caro, o texto acima retirado da obra de Dostoievski, não tem por objetivo colocá-lo como qualquer dos personagens, sim mostrar a grandiosidade do autor que fala da alma humana e neste caso, Memórias do Subsolo, é quase uma confissão, não de sua vida, mas, de suas mais profundas angustias.

    AK: Formidável! Dostoievski num blog de esportes… uns tempos atrás, um leitor nos brindou com uma aula de sociologia por aqui também. Este blog já foi mais longe do que eu jamais sonhei. Bom, deixe-me explicar: eu não condeno o “juris esperniandi” de ninguém. Apenas acho curioso quando, independentemente do time (G, M ou P), o tipo de reclamação é sempre o mesmo. Se você lesse os e-mails que eu recebo de torcedores aqui de SP (corintianos, palmeirenses, são-paulinos e santistas, reclamando do favorecimento “da mídia” aos adversários), você veria que é mesmo uma epidemia. No mais, o subsolo da minha consciência vive de porta aberta. Um abraço.

  16. Iuri Lapsky disse:

    Então fico mais tranquilo caro André Kfouri.

    Mas, deixo mais uma proposição para quem sabe um futuro debate.

    O quanto essa epidemia é alimentada e retro-alimentada, principalmente, pelos toscos narradores e torcedores-comentaristas semi-alfabetizados que poluem os meios de comunicação em especial a tv aberta, mas, não exclusivamente.

    Por óbvio que esta afirmação tem como alvo alguns nomes os quais declino a dizer e que de forma alguma deva ser generalizada.

    Parabéns pelo debate de forma franca e aberta!

    Nós precisamos muito exercitar esta atividade!

    Abraços,

  17. Allejo disse:

    1 ano de IUPST ! Parabéns André ! Há alguma celebração secretamente marcada para a data de hoje ? abraço!

    AK: Citando um técnico famoso: isso nós discutimos internamente. Um abraço.

  18. Ricardo Trevisan disse:

    Li o post na sua publicação há 1 ano atrás. Agora voltei e li os comentários. Fantástico! Me diverti com a imaginação de quem passa por aqui.

  19. Leandro Azevedo disse:

    Os comentarios desse post sao os melhores…

  20. LUIZ CARLOS disse:

    Ótimo texto. Apesar de ser uma ironia com a nossa cara. Aliás, acho que você é totalmente coerente e imparcial, a não ser quando tenta destruir a imagem do meu Botafogo. É claro que quando critica todos os demais está sendo muito justo e tem todo o meu apoio.

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