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Arquivo de agosto de 2009

NOTINHAS PÓS-RODADA

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Só dois times (Inter e Atlético Mineiro) têm um jogo a menos.

A tabela não sofreu grandes mudanças (o Flamengo deu o maior salto, ganhou três posições), mas se achatou logo abaixo da área-vip.

Só dois pontos separam o quinto do décimo colocado.

As notas da vigésima-segunda rodada:

* Acabou a maior invencibilidade (11 jogos) do campeonato brasileiro, com a vitória do Coritiba (2 x 0: Marcelinho Paraíba e Pereira – 16.272 pagantes no Couto Pereira) sobre o Avaí.

* Marcelinho Paraíba tomou de Fernandinho o posto de maior destaque individual do BR-09.

* Gol espetacular de Carlinhos Bala, na goleada do Náutico (3 x 0: outros de Michel e Derley – 14.099 pagantes nos Aflitos) sobre o Atlético Paranaense.

* O Náutico já está com a mão na porta (de saída) do calabouço.

* Com Petkovic ativo, e reforços estreando, o Flamengo (3 x 0: Dênis Marques, Léo Moura e Zé Roberto – 13.531 pagantes no Maracanã) não teve problemas para golear o Santo André.

* O Santo André está fora do calabouço por causa do saldo de gols.

* O clássico sem gols entre São Paulo e Palmeiras (41.083 pagantes no Morumbi) foi mais um jogo que não fez jus ao barulho que o precedeu.

* No placar dos abraços (teriam sido todos sinceros?), Muricy Ramalho ganhou o jogo de goleada.

* A bola parada de George Lucas é um perigo, e o Santos impôs ao Fluminense (2 x 0: André e Paulo Henrique – 9.705 pagantes na Vila Belmiro) sua décima-segunda derrota.

* O Fluminense é o time que menos venceu (3).

* O Atlético Mineiro (1 x 1 com o Sport: Arce e Renan Oliveira – 19.783 pagantes no Mineirão) não vence desde o dia 02 de agosto.

* O Sport é o time que mais perdeu (13).

* No Beira-Rio, Fernandão ganhou o cartão colorado, e o Inter amassou (4 x 0: Marquinhos, Guiñazu, Giuliano e Kléber – 30.198 pagantes ) o Goiás.

* Lindo toque do jovem Marquinhos, no primeiro gol.

* Jogão no Barradão, em que o Cruzeiro (3 x 3 com o Vitória: Gilberto-2, Roger-2, Thiago Ribeiro e Ramón – 7.388 pagantes) achou que os três pontos estavam no bolso, e levou dois gols após os 40 do segundo tempo.

* Roger é um dos três artilheiros do campeonato (11, com Val Baiano e Marcelinho Paraíba).

* O Engenhão também viu 6 gols (Botafogo 3 x 3 Grêmio: Reinaldo, Jonas-2, Victor Simões, Souza e Leandro Guerreiro – 10.031pagantes), num jogo em que a arbitragem não viu a bola sair na jogada do segundo gol do Grêmio, e não deu um pênalti para o Botafogo.

* Jonas fez o gol mais estranho do ano.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 30 de agosto de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

EU CONFESSO

Não é na hora de dormir que a consciência enquadra quem tem algo a esconder. Comprimidos e doses variadas resolvem o problema. Para os homens, a hora da verdade chega de manhã, diante do espelho, ao fazer a barba.

Não dá para fugir do momento “olhos nos olhos”. Eles têm de estar bem abertos, para evitar acidentes. É quando começa o acerto de contas.

Eu faço a barba diariamente, e não suporto mais. Minhas mãos tremem, o estômago se revira. Penso em cortar minha própria jugular. Não quero mais viver assim.

Esta coluna é uma confissão. Lamento pelos problemas que causarei, mas nunca é tarde demais para fazer o que é certo.

Sou membro de uma organização secreta. O nome é “Imprensa Unida para Prejudicar o Seu Time”. Auto-explicativo. Nosso único objetivo é criticar, desrespeitar, humilhar e, finalmente, acabar com o seu time de futebol. Não todos, ou a maioria, mas só o seu.

Somos tão antigos quanto o próprio jogo. Temos conexões em todos os países, mas nossa célula mais numerosa é a brasileira. Quase todos os jornalistas que trabalham com futebol no país fazem parte dessa verdadeira seita, uma rede sem fim que domina o conteúdo dos jornais, revistas, TVs, rádios, sites, blogs, twitters…

Chegamos às nossas redações, sete dias por semana, com o solitário propósito de prejudicar o seu time. Não nos afastamos dessa “linha editorial” por nada. E não toleramos a concorrência. Quando surge um jornalistazinho metido a neutro, imparcial, o coitado não dura um mês. Vai procurar outro ramo para exercer sua independência.

Graças à internet, hoje as redações estão interligadas, em constante comunicação. Combinam manchetes, distorcem declarações, ignoram a pluralidade, rasgam os manuais. Tramam, dia e noite, sórdidos esquemas de perseguição ao seu time. Há até um prêmio para o comentarista mais venenoso, o autor do texto mais deletério. O troféu “O Exterminador do Futuro dos Times” é entregue anualmente, na semana da última rodada do Campeonato Brasileiro.

Nosso grupo clandestino é poderoso, ninguém escapa. Se não vamos com a cara de um jogador, ele será sempre criticado (mas só quando jogar no seu time). Se não gostamos de um cartola, ele será implacavelmente perseguido (mas só se for do seu time). E se descobrimos algo errado no seu clube (mas só no seu, nunca nos outros), sai de baixo, é campanha de difamação.

Quando criticamos um time (o seu), é porque queremos aniquilá-lo. Quando elogiamos um time (nunca o seu), é porque queremos destruir os outros. E quando simplesmente não tocamos no nome de um time (às vezes, o seu), é porque queremos castigá-lo com a obscuridade.

Se você acha que seu clube é visado demais, ou sempre esquecido, se não consegue evitar a sensação de que “a imprensa torcedora” tem um plano maquiavélico contra ele, e já está se convencendo de que sofre de complexo de inferioridade, não se flagele. A culpa é nossa.

Nós, da “IUPST”, temos até um cumprimento secreto. Quando você for ao estádio, preste atenção. Após o aperto de mãos, há sempre um sorrisinho sarcástico. Significa “hoje vamos acabar com esse timinho”.

E é sempre o seu.

CAIXA-POSTAL

sábado, 29 de agosto de 2009

No momento em que escrevo, o clássico milanês está 3 x 0 para a Inter, no intervalo. O primeiro e o segundo gols foram brasileiros (Thiago Motta e Maicon), produtos de belas jogadas.

O Milan tem um jogador a menos, e corre sério risco de um sacode histórico. Leonardo em apuros.

Aos assuntos da semana:

Roberto escreve: Lembra de uma história antiga de que o intervalo mínimo entre duas partidas, por alguma determinação legal, é de 66 horas? E que, vira e mexe, é relembrada por alguns clubes para adiar jogos e/ou tumultuar campeonatos? Pois não é que o Heber R. Lopes apitou (muito mal, por sinal) Brasiliense X Vasco na terça feira e Botafogo X Cruzeiro na quinta (além disso, é razoável supor que ele tenha apitado alguma coisa no domingo…)? Se convencionou-se dizer que um atleta profissional não tem preparo e/ou condições e/ou resistência para jogar esses jogos, o que dizer dos bancários, mecânicos, contadores, advogados e quetais, geralmente mais velhos, travestidos como apitadores? Pode isso?

Resposta: Se pode ou não pode, falta-me conhecimento técnico para responder. Mas, definitivamente, está acontecendo. Héber Roberto Lopes (que, no domingo passado, apitou Goiás x Santos) é a “bola da vez” do apito brasileiro. Antes, era o Simon, que apitava quase todo dia. O arbitragem brasileira está passando por um momento dramático. Não temos um grande árbitro, e os que estão aparecendo, em jogos da Série A, claramente não tem nível para o atuar no nosso campeonato mais importante. O resultado é que um cara como o Héber, que pelo menos é experiente, é escalado como se fosse o único juiz disponível. Agora, sobre o preparo físico, não esqueça que há um teste pelo qual os árbitros devem passar. Ana Paula, a juiza-top model, não consegue fazer metade. Quem está apitando deve, em tese, ter provado que tem condições.

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Marcelo escreve: Sem entrar no mérito se a camisa do Corinthians (com tantos patrocinadores) ficou bonita ou feia, e sem entrar no mérito das necessidades financeiras e de marketing, a visibilidade que o clube prometeu aos seus patrocinadores não contraria norma da FIFA que determina que os atletas coloquem as camisas para dentro do calção? Aliás, existe referida regra?

Resposta: Não, nunca existiu. Essa determinação não está no texto da regra, ou nas orientações que os árbiros recebem da Fifa. Alguns, por iniciativa própria, costumam pedir aos jogadores que iniciem as partidas com a camisa para dentro do calção. Seria uma vergonha se um clube vendesse espaço em seu uniforme, de forma a contrariar a regra. E, francamente, árbitros que se preocupam com esse tipo de coisa não estão fazendo seu trabalho direito.

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Marcelo escreve: André, pergunta difícil. Agora com o sorteio da UCL a gente fica aguçado, então muito curioso eu pergunto: se um torcedor (bem rico, imagino) deseje assistir a final da Champions, onde, por quanto e com qual antecedência ele pode comprar o ingresso de maneira oficial (sites de leilão nao contam)? Imagino que embora o preço deva ser salgado nao haja tanta oferta, pois a procura é grande. Creio ainda que vendas são realizadas antes mesmo de conhecermos os finalistas, embora tenha escutado que uma parte é reservada aos fiéis torcedores. Você pode contribuir com essas curiosas informaçoes?

Resposta: Sim, posso repassar as informações oficiais. Ingressos para jogos da UCL são vendidos pelos clubes, mandantes e visitantes, envolvidos. Ingressos para a final da UCL são vendidos pela Uefa, três meses antes do jogo. Os ingressos para a última decisão, em Roma, começaram a ser disponibilizados em fevereiro.

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Marco Aurélio escreve: Convocar Sandro (volante do Internacional), que está sendo pretendido pelo Tottenham, não foi um ato arriscado? Dá pra notar neste caso, e em muitos outros assim que já ocorreram, que a Seleção Brasileira é realmente um grande balcão de negócios.

Resposta: Não dá para afirmar isso, porque seria colocar em dúvida a honestidade de pessoas que, até hoje, não nos deram motivo para tanto. Acho até que outros casos, de jogadores sobre os quais não havia notícia de interesse estrangeiro, que foram convocados e imediatamente negociados, são mais curiosos. Sandro é tratado pelo Inter como uma jóia, e, pelo que ouvi, não é só o Tottenham que já cresceu o olho. Aliás, a demora para convocá-lo faz supor que a CBF tentou liberar algum “estrangeiro” para o lugar de Josué, e não teve sucesso.

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Muito obrigado pelas mensagens, e até a semana que vem.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Me chame de idiota mais uma vez.”

John Hancock, em “Hancock”.

VERDÃO DOIS MIL E LOVE

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

“Quero ser campeão brasileiro, e estou falando muito sério”.

Essa é a declaração do Palmeiras, ao trazer Vágner Love da Rússia.

Numa realidade em que não perder peças importantes já seria motivo de comemoração, um reforço como o artilheiro das trancinhas é um golpe na concorrência.

Love não é, necessariamente, a diferença entre ganhar ou não ganhar o título.

Mas faz o Palmeiras falar mais alto.

MAIS NOTINHAS PÓS-RODADA (e as cestas em San Juan)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Bem, não foi uma rodada.

Um mês e meio depois, um jogo avulso da décima-primeira rodada.

As notas:

* Que passe de Michael para Lucio Flavio, no gol que fez o torcedor do Botafogo (1 x 1 com o Cruzeiro: Thiago Ribeiro empatou – 6.472 pagantes no Engenhão) acreditar que a noite de ontem era a despedida do U-4.

* Não dá para reclamar da expulsão de Fahel (segundo amarelo, em falta dura). A maneira como os companheiros olharam para ele disse tudo.

* O Cruzeiro (seria o último a entrar na Copa Sul-Americana, hoje) vinha de duas vitórias seguidas. está há cinco rodadas invicto.

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A segunda vitória da seleção brasileira masculina de basquete (87-67 na Venezuela), na Copa América de Porto Rico, levou o Brasil à liderança de seu grupo.

Logo mais (14h30) tem jogo contra a Argentina.

Vencer os venezuelanos era esperado, e não foi difícil. Mas aí está mais um sinal de que esta versão da seleção brasileira pode ser diferente das últimas.

Há muito tempo que o Brasil construiu uma tradição de imprevisibilidade nessas competições internacionais. Já perdemos a conta de quantas vezes o time ganhou de quem não esperávamos que ganhasse, e perdeu de quem tinha a obrigação de vencer.

A vitória na estreia contra a República Dominicana, em si, não foi assim tão surpreendente. Adversário perigoso, mas desfalcado.

O que surpreendeu foi a atuação da defesa, especialmente no momento decisivo, no último quarto.

Ao bater a Venezuela, o Brasil transpira (e inspira) confiança. Torçamos para que siga assim.

O SORTEIO DA LIGA

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Em Mônaco, as bolinhas selaram o reencontro dos recém-divorciados Milan e Kaká, e Internazionale e Ibrahimovic.

Ótimo para aumentar o barulho em torno de dois grandes confrontos, que acontecerão logo de cara (podendo, é claro, se repetir mais para a frente) na próxima Liga dos Campeões da Uefa.

Levando em conta a história da competição, não há jogo maior do que Milan x Real Madrid. São os dois clubes mais vencedores, que merecem fazer o que o vice-presidente do time italiano, Adriano Galliani, chamou de “clássico europeu”.

Mas Barcelona x Inter de Milão é um confronto igualmente obrigatório.

Como ficaram os grupos:

A: Bayern, Juventus, Bordeaux, Maccabi Haifa

B: Manchester United, CSKA, Besiktas, Wolfsburg

C: MIlan, Real Madrid, Olympique, Zurique

D: Chelsea, Porto, Atlético de Madrid, APOEL

E: Liverpool, Lyon, Fiorentina, Debreceni

F: Barcelona, Internazionale, Dínamo de Kiev, Rubin Kazan

G: Sevilha, Glasgow Rangers, Stuttgart, Unirea Urziceni

H: Arsenal, Alkmaar, Olympiacos, Standard de Liège

Sem chegar ao rótulo de “da morte”, o grupo C foi considerado o mais forte.

Mas sou forçado a discordar. Acho que os dois gigantes são claramente os favoritos.

Já no grupo D, só os cipriotas parecem fora da briga.

A fase de grupos começa nos dias 15 e 16/setembro, e vai até 8 e 9/dezembro. Os dois primeiros seguem em frente, e os terceiros entram na chave de 32 times da Europa League.

A final está marcada para o dia 22 de maio de 2010 (diferentemente dos últimos anos, um sábado), no Santiago Bernabéu.

Os espetaculares “palpites da liga” estarão aqui na semana dos primeiros jogos.

ATUALIZAÇÃO, sexta-feira 28/08, 9h58 – E-mails chegando com perguntas sobre a possibilidade do Real Madrid ganhar a Liga em casa. Já aconteceu antes? Na UCL, nunca. Na Copa dos Campeões, três vezes:

1957 – Santiago Bernabéu – Real Madrid 2 x 0 Fiorentina

1965 – San Siro – Internazionale 1 x 0 Benfica

1984 – Olímpico – Roma 1 x 1 Liverpool (Liverpool ganhou nos pênaltis)

NOTINHAS PÓS-RODADA

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Jogos avulsos do BR-09:

* Flavinho fez um gol-relâmpago (20s), Elias fez um golaço, e Barueri e Corinthians ficaram num empate (2 x 2: além deles, Marcinho e Val Baiano – 9.665 pagantes na Arena Barueri) ruim para ambos.

* O Corinthians sente (muita) falta de seus zagueiros titulares, e segue sofrendo pelo alto quando William não está em campo.

* Na noite de Alecsandro na Vila, ninguém pode reclamar de um jogo (3 x 3: Mádson, Kléber Pereira-2 e Alecsandro-3: 7.876 pagantes) monótono entre Santos e Internacional.

* O jogo valeu pela décima-sexta rodada. Com um ponto no primeiro jogo (falta mais um) atrasado, o Inter voltou ao G-4.

PERGUNTE AOS CARTOLAS

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quando o assunto é invasão de vestiários, CT’s ou coisa que o valha, está para surgir o clube brasileiro que seja exceção.

Com maior ou menor nível de violência, maior ou menor nível de responsabilidade, todos têm suas histórias.

Já tive o “privilégio” de acompanhar algumas, de perto.

Eu estava no Parque São Jorge, em 2000, quando “torcedores” organizados entraram no departamento de futebol para cobrar os “culpados” pela eliminação na Copa Libertadores.

No estacionamento dos jogadores, diante de várias patrulhas da Polícia Militar, Edílson caminhava para seu carro quando levou um tapa na cabeça. Foi embora de vez.

Eu também estava na Academia de Futebol do Palmeiras, em 2002, quando um dirigente encomendou, aos vândalos profissionais, uma “pressãozinha na imprensa”.

Pedras foram atiradas nos carros de jornais, rádios e TVs. A polícia foi chamada, e chegou com doze viaturas. Mas foi impedida de entrar.

E eu também estava no CT do São Paulo, em 2003, quando desocupados jogaram sacos de pipoca nos jogadores que chegavam para treinar.

Em outros lugares, cenas idênticas, ou parecidas.

A gravidade das agressões varia, mas todas têm uma coisa em comum: a cumplicidade dos dirigentes.

Se os clubes não quiserem, invasões de qualquer tipo não acontecem. É simples assim. Portanto, além de apurar as ocorrências, é preciso também apurar as responsabilidades.

A barbaridade de ontem à noite no Canindé foi o caso mais acintoso, mais escancarado, da longa história de “pressões” que jogadores e comissões técnicas da Portuguesa já sofreram.

São tantos episódios, que acabaram fazendo parte da vida do time de futebol do clube.

Onde vamos parar? Fácil responder: onde os dirigentes quiserem.

São eles que se relacionam, promiscuamente, com esses caras.

ATUALIZAÇÃO, 19h54 – O presidente da Portuguesa, Manuel Da Lupa, já começou a correr da responsabilidade que tem como mandatário do clube.

Hoje à tarde, Da Lupa teve a “coragem” de dizer o seguinte:

“Esse negócio de arma o pessoal colocou mais para fazer um folclore. Ninguém viu arma. A gente deduz que os seguranças estavam armados porque são militares, mas ver, ninguém viu”.

Hmmmmm… estranho.

Abaixo, a declaração de René Simões:

“Nunca vi em nenhum lugar do mundo o que aconteceu dentro daquele vestiário. Nem em jogos de gueto aconteceu algo desta proporção. Entrar gente armada no vestiário, isso é gravíssimo! Que mundo é esse?”

E a do atacante Edno:

“Assim que acabou o jogo, fizemos nossa oração já no vestiário. Claro que estava todo mundo chateado e de cabeça quente pela derrota, ainda mais em casa. Acho que cinco ou seis homens invadiram o vestiário e mostraram as armas na cintura. O pessoal ficou apavorado. Meu irmão estava lá e entrou na frente de um deles para impedir qualquer reação. O Cristian também tentou acalmá-los, mas não adiantou. Não sei como eles conseguiram entrar. Um deles eu reconheci, mas nunca tinha visto o restante. Não sei se eram torcedores, se eram do clube. Só sei que estavam ali dentro e nos ameaçando. Depois, os seguranças foram chamados e todo mundo foi colocado para fora.”

Parece claro que alguém está mentindo.

Quem será?

O MAIS CARO PONTO CEGO DA HISTÓRIA

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Se você se interessa por futebol americano, provavelmente já ouviu falar do novo estádio do Dallas Cowboys.

Custou US$ 1,2 bilhão, para ser o que há de mais moderno, mais luxuoso, mais extravagante.

Além dos jogos da NFL, receberá todo tipo de evento (esportivo ou não) imaginável, incluindo o All-Star Game da NBA no ano que vem.

Se nada disso é novidade para você, imagino que a polêmica em torno do espetacular telão HD (foto 3 da galeria linkada acima) pendurado no teto do estádio, também não seja.

Mas não custa tocar no assunto: com 22 metros de altura e 50 de largura (sim, o negócio é uma televisão de 50 metros), é o maior telão já construído, ao custo de US$ 40 milhões. E com 30 milhões de pixels, tem o objetivo de deixar 100 mil pessoas – capacidade máxima da arena – com raiva das TVs de LCD que elas possam ter em casa. Por maiores e melhores que sejam.

Aqui, um vídeo (em inglês) mostrando o equipamento em ação.

Só há um probleminha: o monstro está 30 metros acima do campo, de grama artificial.

Um jogo de pré-temporada da NFL, na semana passada, provou que foi um erro de cálculo. Um punt (aos não versados na bola oval: é o chute com o qual um time devolve a bola ao adversário, e se reposiciona em campo. Quanto mais alto, e mais profundo, melhor) acertou o brinquedo, provocando uma situação evidentemente constrangedora para o dono da casa.

A NFL está monitorando o caso e, talvez, determine reformas no estádio.

Mas esse não é o único inconveniente descoberto no novo palácio dos Cowboys.

Neste outro vídeo (também em inglês, mas o que interessa mesmo são as imagens), a prova de uma sacanagem maldade com os fãs.

Assentos que não deveriam existir. Mas que não só existem, como custam US$ 75.

Alguém precisa chamar os inspetores da Fifa para uma vistoria…

PIZZA FRIA

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Da série “Por que estamos tão atrasados?”.

Só para espezinhar:

O ex-árbitro da NBA Tim Donaghy foi preso ontem em Tampa, na Flórida, por violação de sua liberdade condicional.

Ele não apareceu para trabalhar no horário em que deveria.

No ano passado, Donaghy recebeu uma sentença de 15 meses de cadeia, por causa de seu envolvimento com uma rede de apostas em jogos da NBA.

Ele confessou ter recebido dinheiro de um apostador profissional, para fornecer informações sobre jogos, incluindo aqueles em que ele mesmo trabalhou.

Até o último fim de semana, Donaghy estava em prisão domiciliar. Ele deveria ser solto em outubro, mas sua detenção deve complicar o processo.