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Arquivo de junho de 2009

PORTO ALEGRE, KAKÁ E O DOSSIÊ

terça-feira, 30 de junho de 2009

Desculpem o sumiço.

Longo dia, que felizmente terminará com um belo jantar aqui em Porto Alegre.

Antes de qualquer outra coisa: não viu a apresentação do Kaká no Santiago Bernabéu?

Então clique aqui, e se impressione com as 40 mil pessoas que foram ao estádio receber o novo meia do Real Madrid.

Sobre a final da Copa do Brasil, o blog recebeu muitos e-mails pedindo minha opinião sobre o dossiê que o Internacional divulgou, com erros de arbitragem a favor do Corinthians.

Aí vai: inoportuno e arriscado.

Inoportuno porque é uma tentativa de condicionar o árbitro da decisão (o jovem – 30 anos – mineiro Ricardo Marques Ribeiro, que pode ser ótimo no que faz, mas não tem currículo para um jogo desse tamanho).

E arriscado, porque praticamente proíbe o apitador de errar a favor do Inter, amanhã. Se isso acontecer, todos dirão que foi por causa do tal dossiê. Tiro que pode sair pela culatra.

A decisão da Copa do Brasil poderia ficar sem essa.

Mas como os dirigentes de futebol no Brasil têm muito mais sorte do que juízo, que pelo menos o aumento da tensão não aumente, também, a ignorância e a violência.

A ESPN Brasil passou o dia, ao vivo, falando do jogo.

A quarta-feira será igual, completando a cobertura com a transmissão de Inter x Corinthians.

Muito trabalho, ainda bem.

Até amanhã.

NOTINHAS PÓS-RODADAS (e a linda virada na África)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sem mudanças nas três primeiras posições, mas líder e vice agora têm a mesma pontuação.

Ótima rodada para o Cruzeiro, que ganhou seis posições.

Péssima para o Grêmio, que perdeu cinco.

As notas:

* Ricardo Gomes estreou com uma vitória típica do São Paulo (2 x 0 no Náutico: Jean Rolt e Hernanes – 7.977 pagantes no Morumbi) dos últimos anos.

* Os dois gols foram produtos de jogadas de bola parada. Deve-se dizer que gols assim não valem menos.

* O Grêmio Barueri (4 x 2 no Atletico Mineiro: Thiago Humberto-2, Fernandinho, Diego Tardelli-2 e Marcos Pimentel – 3.613 pagantes na Arena Barueri) é o exterminador de invencibilidades mineiras.

* Derrubou a do Cruzeiro (em jogos no Mineirão), na rodada passada, com o mesmo placar.

* O Atlético Paranaense (1 x 0 no Corinthians: Paulo Baier – 17.119 pagantes na Arena) deixou a lanterna no sábado, e a ZR no domingo.

* Os reservas do Corinthians não foram mal.

* Mas os reservas do Cruzeiro (1 x 0 no Avaí: Zé Carlos – 3.435 pagantes no Mineirão) foram bem melhor.

* Os mineiros estavam há quatro rodadas sem vencer no BR-09.

* O novo lanterna é o Botafogo, que perdeu (4 x 1 para o Goiás: Felipe Menezes, Victor Simões, Felipe, Rafael Tolói e Iarley – 6.689 pagantes no Engenhão) o segundo jogo seguido.

* O Goiás, que subiu cinco andares, está invicto (2V, 2E) fora de casa.

* O Palmeiras (1 x 1 com o Santos: Obina e Róbson – 8.277 pagantes no Palestra Itália) perdeu seu lugar na área-vip.

* O Santos começou a rodada em décimo lugar, e assim permaneceu.

* O Internacional não completou o mês de junho sem uma vitória (3 x 0 no Coritiba: Bolaños-3 – 9.762 pagantes no Beira-Rio).

* Foi a segunda partida do equatoriano Luis Bolaños pelo Inter, a primeira em casa.

* No Fla-Flu (0 x 0 – 41.038 pagantes no Maracanã) dos atacantes, Adriano e Fred passaram em branco, e o Flamengo foi um pouco mais perigoso.

* Aos 33′ do segundo tempo no Barradão, o Vitória (4 x 1 no Santo André: Elkeson, Roger-2, Uelliton e Morais – 9.741 pagantes) vencia por 1 x 0 e Marcelinho Carioca cobrou um pênalti na trave.

* Os gols do Vitória saíram aos 34′, 38′ e 45′.

* Aos 32′ do segundo tempo na Ilha do Retiro, Sport (3 x 1: Fabiano, Jonas, Elder Granja e Fumagalli – 14.883 pagantes) e Grêmio empatavam em 1 x 1, e Jonas foi expulso.

* Os gols do Sport saíram aos 39′ e 43′.

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* O Vasco (1 x 1 com o Figueirense: Carlos Alberto e Clodoaldo – 7.961 torcedores no Orlando Scarpelli) chegou a cinco rodadas sem vitória na Série B, e perdeu uma posição na tabela (é o sexto).

* Depois da derrota para o Paraná, em 30/05, foram quatro empates seguidos.

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Em Johanesburgo, os Estados Unidos fizeram um primeiro tempo de sonho contra o Brasil.

Sabiam que teriam menos posse de bola, conseguiram um gol cedo (chute errado de Dempsey, aos 10′) e se trancaram atrás, em configuração de contra-ataque.

Só precisaram de uma chance. Davies e Donovan seguiram exatamente o que está escrito no manual, e o jogador do LA Galaxy ampliou.

O Brasil sentiu, mas não entregou os pontos. E Luis Fabiano fez, no primeiro minuto do segundo tempo, o gol que não fez (o cruzamento de Maicon desviou na zaga) no último minuto do primeiro tempo.

Tínhamos um jogo no Ellis Park, um jogo que o Brasil controlava com autoridade e atenção ao contra-ataque gringo.

Kaká fez ótima jogada pela esquerda e, depois que Robinho mandou de canela no travessão, Luis Fabiano (incontestável) mandou de cabeça para o gol: 2 x 2. Ficou claro que o Brasil ganharia.

Perfeito que o gol do título tenha sido de Lúcio, que jogou muito na Copa das Confederações e se dedica à Seleção Brasileira de maneira exemplar.

Vitória de virada, taça merecida, e atuação empolgante do Brasil.

Foi bonito.

COLUNA DOMINICAL

domingo, 28 de junho de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

NÃO SEJAMOS PRIMATAS

Com todo respeito ao atacante gremista Maxi López, é difícil acreditar que ele não conheça a palavra “macaco”. Quem nasceu num país onde é comum se fazer referência a brasileiros como “los macaquitos”, tem perfeito conhecimento do termo.

Mas se você imagina que lerá, aqui, uma condenação sumária ao argentino, interrompa a leitura. O episódio Grafite/Desábato, em 2005, deixou lições. Pelo menos para mim.

Não sabemos se Maxi López chamou o volante cruzeirense Elicarlos de macaco. Mas tudo indica (a reclamação do próprio, e o testemunho do meia Wagner, que diz que ouviu, seriam um complô?) que sim. Ocorre que, se chamou ou não, importa pouco. O que se perdeu no circo armado em torno do bate-boca é, apenas, o mais importante.

Um jogador negro ser chamado de macaco, durante uma partida de futebol, é um absurdo, indecente, enojante. Preconceito do pior tipo, falta de educação inominável. Mas não é crime de racismo.

Deixe-me repetir: Não. É. Crime. De. Racismo.

Na Lei brasileira, em termos gerais, os crimes de racismo estão relacionados ao tratamento diferente que se dá a alguém, em virtude de sua raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, em situações em que todos deveriam receber tratamento igual.

O que Máxi López fez, se fez, é injúria, ofensa à honra. É a mesma coisa que chamar alguém de ladrão, safado, viado, índio, japonês, alemão, filho da…

Veja que interessantes o primeiro e o último exemplo da frase acima. Vivemos num país em que os árbitros de futebol, quando erram, são chamados (em todos os jogos, seja qual for o nível) de “ladrão filho da…”. E isso é legal, é divertido, engraçado, “faz parte”.

Mas quando se mexe com a cor da pele, parece mais grave. E pode até ser, mas não à luz da Lei. Parece ainda mais grave quando o autor da ofensa é um “argentino filho da…”, como Maxi, como Desábato. A sorte do primeiro é que ele não foi em cana.

Leandro Desábato foi parar numa delegacia paulistana, em abril de 2005, porque o então secretário de segurança pública de São Paulo acreditou na leitura labial que a televisão mostrou (e que mais tarde se provou equivocada), e mandou um delegado entrar no Morumbi para lhe dar voz de prisão.

O zagueiro ficou preso por 36 horas e não pôde se comunicar com sua família, num caso que terminou arquivado porque Grafite, sentindo-se abandonado por quem o instigou a prestar queixa, decidiu não ir em frente.

Há sinais de racismo na prisão de Desábato? Se você acha que ele foi tratado como foi porque é estrangeiro, sim. Felizmente, o mesmo não aconteceu com Maxi López.

Que fique claro: Elicarlos tem todo o direito do mundo de levar o processo adiante. Só ele sabe como se sentiu.

Nós, temos o dever de tratar as coisas como elas são, com responsabilidade e correção. E não temos o direito de nos colocar acima do que está escrito na Lei.

Fazer isso, nesse caso, é crime. De racismo.

Quando cometido por intermédio de meios de comunicação, dá reclusão de dois a cinco anos. E multa.

ATUALIZAÇÃO, 13h54 – O blog agradece os e-mails recebidos sobre o tema, e faz uma correção: a injúria qualificada (racial) é mais grave, à luz da Lei, do que a injúria simples.

O objetivo da coluna era esclarecer que não se trata de crime de racismo.

CAIXA-POSTAL (hoje quem pergunta sou eu)

sábado, 27 de junho de 2009

Por causa de um compromisso familiar da maior importância, hoje não haverá CP.

As perguntas, obviamente, continuam valendo.

E em virtude da demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo do Palmeiras, inverterei os papéis e deixarei uma questão para vocês:

Pensando na relação custo-benefício, o contrato que o Palmeiras assinou com Luxemburgo pode ser classificado como o pior da história do futebol brasileiro?

NOTAS DAS COPAS (e adeus a MJ)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Re e das Confederações.

Mas antes, um pouco sobre o “Rei do Pop”:

Nunca fui muito fã de Michael Jackson. O que não me impede de compreender o que ele representou.

Larry King disse ontem, na CNN, uma frase perfeita: “era difícil gostar dele, mas também era difícil não gostar”.

“Thriller”, “Beat It” e “Billie Jean”, só para citar três, são sucessos impressionantes, músicas que não são apenas músicas. Já viraram clássicos.

Um pouco depois, quando os clipes de Michael Jackson eram praticamente filmes, de tão longos, o “Fantástico” os mostrava de forma inédita no Brasil. Eram obrigatórios.

Quem não se lembra de Magic Johnson, no começo do clipe de “Remember the Time”?

Nos últimos (muitos) anos, Jackson deixou de ser uma pessoa. Transformou-se num experimento humano, um ser exótico que, obviamente, não poderia durar muito.

Por isso, sempre preferirei a época em que ele era “apenas” um cantor.

Minha música favorita? “Don’t Stop ’til You Get Enough”.

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Ok, André, fale de futebol…

As notas:

* O Brasil (1 x 0 na África do Sul: Daniel Alves) não jogou tão bem, e fazia tempo que os sulafricanos não jogavam tão bem.

* Maicon foi bem marcado, assim como os meias, e o jogo foi difícil e interessante. Só não acho que, dessa vez, a Seleção mereça críticas por “não saber como jogar contra times mais fracos”.

* Linda cobrança de falta de Daniel Alves, no canto do goleiro. Golaço.

* Pena que o jogo que todo mundo queria ver, Brasil x Espanha, não acontecerá.

* E depois da vitória (talvez a mais importante da história do soccer) dos Estados Unidos, que já tinham chegado às semifinais por milagre, não há um jogador do time americano que ache que é impossível ganhar do Brasil.

* O que há com o Internacional (1 x 0 para a LDU: Bieler – 30.284 pagantes no Beira-Rio)?

* Seis jogos sem vencer (2E, 4D), quatro jogos sem marcar um gol, três derrotas seguidas.

* Os equatorianos nem chegaram perto do sofrimento que imaginaram. O Inter nem chegou perto do time que já foi, e não faz muito tempo.

* A Recopa, obviamente, ficou difícil. Mas antes tem a Copa do Brasil.

A FINAL DA RECOPA (com palpite)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

INTERNACIONAL X LDU

hoje, Beira-Rio

09/07 – Casa Blanca

Palpite: Internacional. Mesmo sem Nilmar, Kléber e Magrão, o Inter tem muito mais time e todas as condições de encaminhar um bom placar para o segundo jogo, que acontece depois da final da Copa do Brasil. A LDU defendeu pessimamente seu título na Libertadores, e quer a Recopa para compensar a eliminação na primeira fase. Precisará sobreviver ao Beira-Rio, o que parece improvável.

NOTINHAS PÓS-LARGADA DO CRUZEIRO

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Belo palpite…

Só duas coisas:

1 – Quando a gente acerta, passa batido, né?

2 – Quem acha que palpite é torcida, está no blog errado. E quem acha que um jornalista paulista tem algum motivo para torcer para um time gaúcho, contra um mineiro, tem sérios problemas a resolver. Sérios.

As notas:

* Com 22 minutos de jogo, o Grêmio já tinha perdido três gols. Dois deles (Alex Mineiro e Máxi Lopez), cara a cara com Fábio.

* Não vou escrever aquela frase que trata da punição a quem perde chances. Mas tenho certeza de que você, assim como eu, pensou nela. E o Grêmio continuará pensando.

* Após a crise inicial, o Cruzeiro (3 x 1: Wellington Paulista, Wagner, Fabinho e Souza – 51.296 pagantes no Mineirão) se impôs, fez valer sua casa, sua força.

* Acabou? Claro que não. Mas a final da Libertadores está muito mais perto do Cruzeiro do que do Grêmio.

* Pena que o jogão que teremos em Porto Alegre corre sério risco de ser muito mais (ou muito menos) do que um jogo de futebol, por causa da confusão entre Máxi Lopez e Elicarlos. E que sobrou para Paulo Autuori.

* Racismo é crime, isso não se discute. Mas (isso não quer dizer que Máxi Lopez não ofendeu) já se fez um escândalo com Leandro Desábato – argentino, também – que deu em nada.

* Voltando ao futebol, Kléber Rooney jogou muito.

A SEMIFINAL BRASILEIRA DA LIBERTADORES (com palpite)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quase que eu perco o prazo de novo…

CRUZEIRO X GRÊMIO

hoje, Mineirão

02/07, Olímpico

Palpite: Grêmio. Os dois times já viveram momentos melhores na temporada. O do Grêmio, a fase de grupos da Libertadores, é o que desequilibra esse confronto. Para o Cruzeiro, “o jogo” é hoje, para fazer um resultado que lhe proporcione algum conforto em Porto Alegre. O blog não acha que conseguirá.

A CRUZ DE SÃO JORGE

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Não é novidade que a terceira camisa do Corinthians, a roxa, voltará em breve.

Também não é novidade que ela não será totalmente roxa, como a primeira. A cor preta, para amansar quem exige a manutenção das tradições visuais do uniforme, está envolvida.

Mas, talvez, a forma como as duas cores serão usadas na camisa (que deve pintar em campo no mês que vem) seja novidade:

Ela será preta, com uma grande cruz roxa no peito.

O modelo foi exibido num evento da Nike na semana passada.

Goste-se ou não, vai dar o que falar.

MERCHAN PARA O VELHO

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quem diria…