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Arquivo de maio de 2009

COLUNA DOMINICAL

domingo, 31 de maio de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

OBCECADO PELA BOLA

O cartaz exibido por dois torcedores do Barcelona, na entrada do Estádio Olímpico de Roma, era um claro exemplo do que os catalães pensam de seu time: “ELES INVENTARAM O FUTEBOL. NÓS, A ARTE DE JOGAR”.

Desconte o orgulho com o qual o catalão veste a camisa azul-e-grená, e a mistura de origem e história que une o Barcelona a seus seguidores. Não são muitos os outros times de futebol do mundo que, literalmente, representam um povo. Mas perceba que, década após década, o tipo de futebol praticado pelo recém-aclamado campeão europeu é o mesmo. É como um DNA futebolístico.

Sempre que forma bons times, o Barcelona parece o mesmo time. Como se a camisa não tivesse nomes, os jogadores não tivessem rostos. É o mesmo pedigree de futebol coletivo elevado à máxima potência, um controle do jogo baseado na supremacia técnica.

A coluna encontrou o lateral brasileiro Sylvinho na zona mista do Olímpico, uma hora depois que ele saboreou o supremo título do futebol europeu. Sylvinho já tinha parado de chorar, e pôde falar sobre a filosofia de jogo implantada no clube em que atua desde 2004. “Os treinamentos que fazemos em espaço curto, para valorizar a posse da bola, são impressionantes”, contou o ex-corintiano. “Tem dias, cara, que um time fica com a bola e o outro simplesmente não vê”.

A frase ilustra a forma como Andrés Iniesta e Xavi Hernandez, especialmente, jantaram o Manchester United na quarta-feira. E ajuda a explicar como o Barcelona passou por equipes fisicamente muito mais fortes (Bayern de Munique, Chelsea e o próprio Man U.) no caminho para o triunfo em Roma. A troca de passes é tão automática, e precisa, que há lances que parecem arriscados demais. Mas só parecem, porque a aproximação dos adversários simplesmente não os preocupa.

Na véspera do jogo, o técnico Pep Guardiola foi questionado sobre a dificuldade que seu time teria para se defender do jogo aéreo do tricampeão inglês, dada a evidente diferença de tamanho. “Realmente somos um time pequeno”, respondeu Guardiola. “Mas chegamos até aqui valorizando o que fazemos bem”.

O que o Barcelona faz bem é jogar futebol, e isso não tem nada a ver com tamanho. Garotos rejeitados nas categorias de base de outros clubes, porque são baixos, são avaliados no Camp Nou pelo nível de habilidade que mostram. Não foi por outro motivo que o clube decidiu investir, desde os 13 anos, num argentino que hoje mede 1,69m. Porque a bola de Léo Messi sempre foi gigante. “Eles procuram jogadores técnicos, que queiram a bola, que gostem de jogar. Isso é um marco nesse clube.”, diz Sylvinho.

Outro marco é a média de posse de bola do Barcelona na temporada 2008-09, a primeira a produzir uma tríplice coroa na história do futebol espanhol: 63%, em 61 jogos. Isso significa que ganhando, empatando ou perdendo, com jogadores a mais ou a menos, nenhum time conseguiu tomar a bola dos donos da Liga Espanhola, da Copa do Rei e da Liga dos Campeões da Uefa.

O Barcelona, como instituição, é um time obcecado pelo passe.

E sem passe não há futebol.

CAIXA-POSTAL

sábado, 30 de maio de 2009

Problemas técnicos no webmail do Lancenet! me impedem de acessar minha caixa de e-mails.

Consequentemente, não há como fazer a Caixa-Postal.

Avisarei tão logo o problema seja resolvido. Pelo que soube, as mensagens não correm risco de desaparecimento.

Bom fim-de-semana a todos.

IH…

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A melhor foto (Reuters) do jogo.

A expressão no rosto de Edwin Van der Sar diz tudo.

Até amanhã, com a volta da Caixa-Postal.

ADIVINHE QUEM VEIO PARA JANTAR…

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ou seria melhor dizer adivinhe quem veio para ser o jantar?

Porque Xavi, Iniesta e o Barcelona (2 x 0: Eto’o e Messi) literalmente jantaram o Manchester United ontem em Roma.

Fora três chances de Cristiano Ronaldo, nos primeiros minutos, os ingleses não viram a bola.

É impressionante como o Barcelona (quando consegue formar bons times) joga de maneira semelhante há décadas.

Um time obcecado pela posse da bola, e pela qualidade no trato com ela.

Pep Guardiola, primeiro técnico espanhol a ser campeão com o Barcelona em 62 anos, é um representante dessa filosofia. Por isso não é coincidência que seu time seja o primeiro da história do futebol espanhol a conquistar a “tríplice coroa” (Liga, Copa e a Liga dos Campeões) na mesma temporada.

Na zona mista, depois que parou de chorar, o lateral brasileiro Silvinho falou sobre os incessantes treinamentos em espaços curtos, que servem para valorizar o controle da bola. Disse que há dias em que um time simplesmente não deixa o outro tocá-la.

A bola ainda importa. Esse é o recado que o Barcelona passou neste ano.

Samuel Eto’o (gols em Paris 2006 e Roma 2009) está definitivamente na história do clube. Lionel Messi também. E do argentino, pode ter certeza de que vem mais.

Noite linda em Roma. Inesquecível. O futebol ganhou.

O PALPITE DA LIGA

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu não poderia me ausentar justamente na decisão…

Mas devo explicar meu processo de palpite hoje.

Como jornalista, torço por bons jogos, que rendam boas histórias. Jogos sobre os quais as pessoas se interessem e comentem.

Seja qual for o resultado de logo mais, o jogo tem tudo para ser ótimo e gerar grande repercussão. Portanto, o vencedor pouco importa.

Mas palpitar é escolher. Então aí vai:

BARCELONA X MANCHESTER UNITED

Stadio Olimpico, 15h45

Palpite: Barcelona. Cristiano Ronaldo e os Diabos Vermelhos dominam no início e abrem o placar. Mas o Barça vira no segundo tempo. Messi faz um dos gols da vitória por 2 x 1.

UM FASCINANTE ENCONTRO DE ESTILOS

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Além das maneiras distintas de ver, praticar e apreciar o futebol, Manchester United e Barcelona encaram de formas diferentes o jogaço (ESPN, pré-jogo a partir das 14 horas) de logo mais.

Isso ficou claro nas entrevistas coletivas de ontem.

O Man U. é favorito e aceita a vantagem teórica com toda a pressão que ela traz. Tricampeões ingleses, os Diabos Vermelhos tentarão se transformar no primeiro time a conquistar duas Ligas dos Campeões da Uefa seguidas.

“É a nossa oportunidade de ganhar um jogo que nos colocará ao lado dos grandes times da Europa”, disse Sir Alex Ferguson, num inglês (perdoe a repetição do ano passado) que mistura Sean Connery e o Mestre Yoda.

O Barcelona também fez uma temporada de sonho. Ganhou a Liga e a Copa do Rei, e busca em Roma um encerramento cravejado com diamantes.

Mas os desfalques na defesa (três titulares estão machucados, num setor que deve ter improvisações) fizeram com que os catalães chegassem ao principal jogo do ano com uma escalação longe da que gostariam.

Mas Pep Guardiola, que falou espanhol, italiano, catalão e inglês na coletiva, não parece assustado. Ao contrário, disse que “será um prazer enfrentar o melhor time do mundo”.

Por formalidade, o Barcelona será considerado o time “da casa” no Estádio Olímpico, por isso jogará com seu uniforme de local.

Os ingleses jogarão totalmente de branco.

Um jornalista espanhol perguntou a Ferguson se a cor não o preocupava, já que na última vez em que o Barcelona jogou contra um time de branco, massacrou o Real Madrid por 6 x 2.

O técnico sorriu, e acrescentou que “somos melhores do que o Madrid”.

Muitas perguntas sobre Ronaldo x Messi, lógico. O argentino não falou, e o português disse que não se preocupa com isso.

A entrevista terminou com uma pergunta para Guardiola, sobre a “grande possibilidade” de chuva na hora do jogo. Ele respondeu que estava torcendo pela água, porque acredita que o futebol é mais bonito em campos molhados.

Achei estranho, porque os dias estão muito quentes e secos, e não havia nada sobre chuva nas últimas vezes em que olhei a previsão do tempo.

Chequei de novo: 10% de chance de precipitação a partir das 20 horas. Não me pareceu uma “grande possibilidade”.

Mas não é que a quarta-feira amanheceu nublada em Roma?

No ano passado, comparei o Manchester United a um bem sucedido e bem vestido advogado, que dirige um Jaguar caríssimo e tem uma profunda conta bancária. Pois bem. Ele está mais famoso, mais rico, e mais confiante.

E certamente não acha – ainda que não diga em público – que seu adversário tem alguma chance.

Já o Barcelona é como um publicitário brilhante.

Usa sua inesgotável criatividade para surpreender quem se acostumou com o que é comum. Dirige um jipe importado, tem uma relação saudável com o dinheiro, e não parece ligar para o que os outros pensam.

E o tipo de pessoa que acredita que ser feliz não é apenas possível, mas provável.

Vejamos o que acontece. Será divertido.

“O QUE FAZEMOS NA VIDA…

terça-feira, 26 de maio de 2009

… ecoa na eternidade.”

A frase é de Maximus Decimus Meridius, o cara da foto aí em cima.

E serve para todos, cada um a seu modo.

A equipe de comentaristas da ESPN Brasil presente aqui em Roma gravou, ontem, uma participação especialíssima no programa “Futebol no Mundo”, que irá ao ar nesta terça-feira, às 22 horas.

Enquanto Paulo Andrade, PVC, Antero Greco e José Trajano, sentados nas cadeiras do Estádio Olímpico de Roma, conversavam sobre tudo o que cerca a final da UCL, fui para a nossa posição de narração para testar a conexão de internet e adiantar alguma coisa do que eu tinha de escrever.

De lá, acompanhei dois ensaios para a grande noite de amanhã: as cerimônias de abertura e de entrega da taça da Liga dos Campeões.

Não creio que seja uma idéa das mais originais usar a música tema de “Gladiador” na abertura de um jogo decisivo de futebol, em Roma, disputado num estádio que fica a poucos quilômetros do Coliseu. Uma das ruas que levam ao Olímpico até se chama Viale Dei Gladiatori.

Mas me deixe avisar, desde já, que a mixagem feita entre “Now We are Free” e a música oficial da Liga dos Campeões, é algo de arrepiar até quem não tem um cabelo no corpo.

Na quarta-feira, à noite e com o estádio cheio, será uma experiência incrível.

Sobre a entrega da taça, me decepcionei um pouco ao perceber que não haverá a subida dos jogadores até a Tribuna de Honra para receber as medalhas e o troféu. Essa é a forma mais legal (no ano passado, em Moscou, foi espetacular) e emocionante de celebrar um título.

Mas a idéia dos organizadores para este ano não é ruim. Logo depois que o jogo terminar, será montada uma estrutura em forma de “bolo de casamento”, com degraus em volta, para que os jogadores subam e sejam vistos por todos. Não é nada muito alto, mas deve ficar bonito. A taça estará lá, já com a gravação do nome do time campeão, à espera do capitão.

Pelo que vi dos ensaios, está tudo pronto.

Só uma coisa me assustou: os responsáveis pela chuva de papel e fitas coloridas, com show de fogos de artifício, são os mesmos que quase mataram o corintiano William queimado, na decisão do Campeonato Paulista.

Ok, isso foi uma (evidente) brincadeira.

O sol continua castigando a Cidade Eterna, mas hoje parece que não está tão quente. Ou nos acostumamos com o calor. Ou os dois.

No final da tarde, os times treinam e falam no Olímpico.

É nessa hora que a ficha cai. Estamos em Roma, a um dia de um jogo de futebol que não tem preço.

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Só lamento não conseguir acompanhar os playoffs na NBA. Aqui na Europa os jogos acontecem no meio da madrugada.

Mas tenho visto os melhores momentos, no computador.

A bola de 3 pontos de Le Bron James, faltando um segundo, foi insana. Um jogador simplesmente não tem o direito de fazer aquilo… não o chamam de “Rei” por acaso.

E os Nuggets estão fazendo uma boa série com os Lakers.

Será que temos chance de uma final entre brasileiros?

COLISEU MODERNO

domingo, 24 de maio de 2009

Eis o Stadio Olimpico di Roma, que na quarta-feira receberá a final da Liga dos Campeões da Uefa pela quarta vez na história.

A foto é cortesia do meu camarada Marcelo dos Santos, cinegrafista da ESPN.

O Olímpico já está se vestindo para a festa com seu traje mais elegante. Caimento impecável, corte perfeito, como exigem os italianos.

Entramos no estádio hoje à tarde, e só pude pensar numa coisa: como deve ser bom jogar bola num gramado simplesmente perfeito.

As pessoas que trabalham no mercado de campos de futebol conseguiram um feito: a grama natural pode ser tão uniforme, tão parecida com uma mesa de sinuca, que é preciso tocar nela para ter certeza de que não é uma superfície artificial.

Passeando pelo Olímpico, um detalhe (foto abaixo) me chamou a atenção. As poltronas da Tribuna de Honra têm telas atrás do encosto de cabeça, como nos aviões. Dá para ver o gol ao vivo, a olho nu, e no replay da telinha.

Roma segue sendo grelhada por um calor maluco para uma simples primavera. O termômetro encostou nos 36 graus hoje.

Tem gente se jogando nas fontes das piazzas. E fazendo o sacrifício de tomar os melhores sorvetes do mundo.

Os times chegam amanhã.

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Rápida história: ontem fomos ao Coliseu para gravar a taça (dois posts abaixo) da UCL em exposição. Quando atravessávamos a rua, ouvimos alguém falando em português. Até aí, nada demais.

Mas percebemos que eram quatro pessoas vestidas com a roupa dos voluntários que estão trabalhando para a Uefa na organização do jogo.

Fui conversar com eles. Eram os quatro únicos voluntários brasileiros. Tinham preparado as nossas credenciais. Enquanto comentávamos sobre a coincidência, perguntei se eles podiam nos dar uma rápida entrevista. Eles toparam. Primeiro, pedi que dissessem seus nomes, de que cidade brasileira eram, e o que faziam na Itália. Quando uma das meninas começou falando que era de São João da Boa Vista, interior de São Paulo… interrompi na hora.

O cinegrafista Marcelo dos Santos, ao meu lado, começou a rir. Marcelo nasceu e viveu 28 anos em São João. Mesmo morando em São Paulo desde 1998, é como se ele continuasse lá. Conhece todo mundo, e todo mundo o conhece. Dizem que ele se elegeria se fosse candidato a qualquer coisa na cidade.

Os dois começaram a conversar sobre amigos, parentes. Descobriram que são primos.

Qual é a chance de uma equipe de televisão do Brasil, andando em Roma, cruzar com os únicos brasileiros trabalhando no jogo que ela vai cobrir?

E qual é a chance desse encontro envolver duas pessoas que se viram três vezes na vida, e que são da mesma família?

COLUNA DOMINICAL

domingo, 24 de maio de 2009

(publicada ontem, no Lance!)

A COPA É NOSSA

O Club Atlético Boca Juniors era o time brasileiro favorito para ganhar a Copa Libertadores.

Você leu certo. Brasileiro.

Some as torcidas dos rivais de Grêmio, São Paulo, Cruzeiro e Palmeiras, e veja como tinha muita gente depositando enormes doses de esperança no papa-títulos argentino.

Esperança que simplesmente desapareceu na noite de quinta-feira, com a zebraça que foi a vitória do Defensor Sporting na Bombonera. Último jogo das oitavas-de-final, Boca precisando empatar (até 2 x 2) em casa para seguir em frente, diante de um adversário que tinha arrancado a segunda vaga de seu grupo (o mesmo do São Paulo, que venceu no Morumbi e em Montevidéu) com um gol aos 48 minutos do segundo tempo, contra o pujante Independiente de Medellín…

Seja sincero. Você já estava conversando com os amigos sobre o encontro de argentinos entre Boca e Estudiantes de La Plata nas quartas-de-final. O hexacampeão da América eliminado em seu quintal? Por um modestíssimo time uruguaio? Esquece. Esse tipo de coisa não acontece.

Mas aconteceu. É futebol. E o resultado, amigos, é uma nova realidade na tabela da Copa, uma realidade ainda mais verde-e-amarela.

E não por coincidência, o verde vem primeiro. Dê uma olhada na parte de baixo da chave. O vencedor de Defensor Sporting e Estudiantes pegará o vencedor de Nacional e… Palmeiras. Com a Bombonera fora da rota (alguns amigos palmeirenses me disseram que o sonho supremo seria eliminar o Boca. Mas é bem melhor não precisar passar por isso, né?), a final, sem querer colocar o carro na frente dos bois, parece mais próxima.

Final que pode ser nacional, por todos os aspectos. Na parte de cima, a chave mostra Grêmio x Caracas e São Paulo x Cruzeiro. Se os gaúchos passarem, o que seria o normal, uma das semifinais será inteiramente brasileira. E se o Palmeiras chegar pelo outro lado, não haverá cruzamento obrigatório no regulamento que impeça mais uma decisão doméstica na Libertadores.

Ainda estamos longe dela, eu sei. Mas, ao mesmo tempo, já estamos mais perto. Gremistas (Libertadores 2007), cruzeirenses (Libertadores 2008), palmeirenses (Libertadores 2000 e 2001) e são-paulinos (Recopa Sulamericana 2005) experimentaram derrotas para o Boca no passado recente. Portanto, o que o diário esportivo argentino Olé chamou de “o fim de uma história”, é um problema a menos para os quatro brasileiros que pensam, com todo direito do mundo, no título continental.

Pena que a Seleção Brasileira, veja você, tenha prejudicado gaúchos e mineiros ao chamar Victor e Ramires. Os dois merecem a convocação, mas não merecem perder os jogos decisivos de seus times.

O calendário do futebol brasileiro, atrasado e inadequado, produz a inexplicável ausência dos melhores jogadores, nos melhores momentos.

Inexplicável, também, é o silêncio cúmplice dos clubes.

OLHA QUEM CHEGOU

sábado, 23 de maio de 2009

A taça (a foto é cortesia de André Vilani, engenheiro da ESPN).

Está exposta à sombra do Arco de Constantino, e a poucos metros do Coliseu, que se vê ao fundo.

O troféu da Liga dos Campeões da Uefa é a estrela principal do “Festival dos Campeões”, evento que promove o jogo mais importante do futebol de clubes da Europa. Ficará em exposição e disponível para fotos até quarta-feira, quando será levada para o Estádio Olímpico e entregue a um espanhol ou um inglês.

Ver a taça ao lado do Coliseu é curioso. Muitos séculos antes do futebol existir, os romanos já se encontravam num estádio para um tipo de diversão que hoje seria considerado bárbaro.

Naquela época, a mais bem sucedida diversão criada pelo homem talvez fosse considerada sem graça.

Na mesma Roma onde gladiadores lutaram até a morte, hoje se luta por uma jarra de metal.

É a evolução.

Faz um calor espetacular na Cidade Eterna, e continuará assim nos próximos dias.

Barcelona e Manchester United jogam amanhã pelas rodadas de encerramento de seus campeonatos nacionais, e só chegarão na segunda-feira.

Roma espera os conquistadores do continente.