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Arquivo de setembro de 2008

NÃO ESPERE, VÁ

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Estive ontem na inauguração do Museu do Futebol, no Pacaembu. É inútil eu ficar aqui tentando contar o que vi, o que senti, o que achei. Por mais detalhada que seja minha descrição, não chegarei nem perto. O grande mérito do museu é conseguir tratar o futebol como ele merece. O antigo pode ser velho, ou pode ser nobre. E a nobreza é uma das características do lugar. O Museu do Futebol é imponente, inteligente, moderno, belíssimo. Eu estava trabalhando e não pude passar o tempo que queria em algumas salas, tenho certeza de que voltarei várias vezes. Mas já escolhi meu ponto favorito, e acho que não sou o único. Todo o museu foi construído embaixo das arquibancadas do estádio. Mas a “Sala da Exaltação” fica num lugar especial. Se o Pacaembu tivesse catacumbas, seria ali. O visitante chega no escuro e é recebido por projeções com o mais puro barulho de torcida. É de arrepiar. A sala desperta um sentimento primal, como se voltássemos às origens da nossa paixão pelo futebol. É difícil evitar que essa viagem resulte em emoção. Vou tentar ser simples: a “Sala da Exaltação” é um dos lugares mais sensacionais em que já pus os pés. E não acho que corro aqui o risco de criar uma expectativa tão boa, que pode levar a decepções. Estou certo de que qualquer expectativa será superada. O Museu do Futebol estará aberto ao público a partir de outubro. Funcionará de terça a domingo, das 10 às 18h, exceto em dias de jogos no Pacaembu. O ingresso, de R$ 6,00, é praticamente gratuito perto do valor da experiência. Faça um favor a você mesmo e vá.

NOTINHAS PÓS-RODADAS

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dois times com 50 pontos. O Palmeiras é o líder por uma vitória. Três times com 46 pontos, todos com o direito de pensar no título. E quem disse que o Ipatinga já caiu? As notas: * O lateral Júlio César foi o grande nome da quinta vitória seguida (3 x 0 no Vitória: Júlio César-2 e Paulo Baier – 5.703 pagantes no Serra Dourada) do Goiás, com dois gols e passe para o terceiro. * O Goiás passou 11 rodadas no calabouço, mas imprime uma arrancada furiosa. Já está a 4 pontos do G-4. * Se você estava assistindo a Flamengo x Sport, deve ter tido certeza absoluta de que o Maracanã viraria (2 x 1: Juan e Vandinho – 40.812 pagantes) o jogo, quando a tempestade caiu e as arquibancadas elevaram o tom de voz. * Caio Júnior foi chamado de burro quando colocou Vandinho em campo. O atacante passou para um gol e fez o outro. Imagine se Caio fosse esperto… * Quase nada a declarar sobre o 0 x 0 entre Atlético Mineiro e Figueirense (19.239 pagantes no Mineirão), fora o fato de ter sido a sétima rodada sem vitória do time catarinense. * Coritiba e Atlético Paranaense ultrapassaram a marca centenária de empates (1 x 1: Rafael Moura e Ariel – 32.718 pagantes no Couto Pereira) em clássicos. * O Atlético interrompeu a série de 11 derrotas fora de casa. * No bom 0 x 0 entre Náutico e Palmeiras (17.104 pagantes nos Aflitos), Alex Mineiro, pressionado pelo zagueiro e pelo goleiro, conseguiu aproveitar um rebote e rolou para o gol. * Deu a impressão de que a bola tocaria na trave e entraria, mas quem pode afirmar?. O meia Adriano não quis tirar a dúvida, e se jogou num carrinho salvador. * O Ipatinga, que parecia um hóspede eterno do calabouço, está a um ponto de deixar a faixa do desespero. * Na vitória (3 x 1: Rodriguinho, Edmundo, Adeílson e Pablo Escobar – que nome… – público ND no Ipatingão) sobre o Vasco, total superioridade do time de Márcio Bittencourt, que não perdeu os últimos 5 jogos em casa. * No Morumbi, um lampejo do São Paulo de 2007, que não deixou o Cruzeiro jogar e deu o bote (2 x 0: André Dias e Jancarlos – 20.688 pagantes) no final, com gols de bola parada aos 35´ e 47´ do segundo tempo. * Adílson Batista foi (e será) questionado pela substituição de Thiago Ribeiro por Maurinho, e não por outro atacante, pouco antes do Cruzeiro levar o primeiro gol. * Difícil decidir para quem o empate no clássico carioca (Botafogo 1 x 1 Fluminense: Carlos Alberto e Edcarlos – 12.564 torcedores no Engenhão) ficou pior. * O Botafogo perdeu contato com a área-vip, e o Fluminense assumiu a lanterna. * E no ótimo clássico gaúcho – exceção feita à confusão no campo no final do primeiro tempo, e nas arquibancadas – o Internacional (4 x 1 no Grêmio: D´Alessandro, Tcheco, Alex, Índio e Nilmar – 42.590 pagantes no Beira-Rio) derrubou o rival do topo da tabela. * Andrés D´Alessandro acabou com o jogo. * Mais um lance de extrema categoria do artilheiro do campeonato, especialmente no toque de pé esquerdo, no empate do Santos (1 x 1: Kléber Pereira – quem mais? – e Athirson – 7.552 pagantes na Vila Belmiro) com a Portuguesa. * O que o goleiro Douglas estava fazendo fora da área no lance do gol de Athirson? ****** * No sábado, pela Série B, a defesa do Corinthians falhou feio nos dois gols do São Caetano, em bolas altas na área. * O empate (2 x 2: Tuta-2, Dentinho e Herrera – 11.961 pagantes no Brinco de Ouro) foi o décimo-primeiro jogo invicto do Corinthians, recorde do time na temporada.

CAIXA-POSTAL

sábado, 27 de setembro de 2008

Aos temas da semana: Antônio escreve: Sou leitor do teu blog e queria fazer uma sugestão: por que você não diminui o espaçamento entre as linhas do texto? Na minha opinião, está muito grande. Dificulta a leitura, pois temos que baixar a tela toda hora, com o mouse. Resposta: Faz tempo que não recebia esse tipo de mensagem, o que me fez supor que o problema tinha sido resolvido. Só ocorre com quem usa o Firefox. Com outros navegadores, tudo fica normal. Eu separo os parágrafos com apenas um espaço. Não tenho conhecimento para entender (muito menos explicar, e muuuuuuuuuito menos resolver) a questão. Mas obrigado pelo aviso. ****** Paulo escreve: Existe algo no Estatuto do Torcedor que especifica até quantos dias antes de uma partida pode ser alterado o local de um jogo? Resposta: Sim, existe. O prazo mínimo para alteração é de 7 dias úteis. ****** J Neto escreve: A minha duvida refere-se à numeração dos jogadores. Pode um jogador de linha usar o numero “1″? Resposta: Não está escrito em nenhum lugar que não pode, mas não sei se já ocorreu. A numeração de camisas faz parte do regulamento de cada competição. O que diz o Regulamento Geral das Competições da CBF: “Os atletas serão identificados pela numeração de 1 a 18, sendo destinados os números de 1 a 11 para os que iniciarem a partida e os números de 12 a 18 para os substitutos, salvo situações excepcionais aprovadas pela CBF. mediante solicitação do clube interessado.” ****** Marco Aurélio: Cara, depois de 400 jogos pelo Palmeiras, um ano praticamente irretocável e ainda por cima sendo um jogador respeitado por todas as torcidas do país, você não acha que o Marcão deveria voltar à Seleção? Júlio César é excelente, mas pelo seu histórico Marcos não poderia ter espaço ali? Resposta: Acho que sim. O Brasil tem muitos goleiros que podem jogar na Seleção, Marcos é um deles. Nessa posição, a tarefa do técnico é fácil. Mas como goleiro é “cargo de confiança”, cada treinador tem o seu. ****** Obrigado pelas mensagens e até o próximo sábado. (e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página) “Eu não sou seu pai, não sou seu namorado. Então não faça joguinhos comigo. Eu sou seu parceiro.” Eddie Felson, em “A Cor do Dinheiro”.

MINHA RESPOSTA

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Para a pergunta do post abaixo. Pelos comentários, Juan é o outro convocado que seria titular em qualquer outra seleção. O blog está de acordo. Juan é um dos melhores zagueiros do mundo. Aliás, é por isso que a pergunta falava em “…além de Kaká…”. Apesar dos “do contra” serem um grupo resistente em qualquer discussão sobre futebol, parece-me um fato que o meia do Milan é craque. Júlio César, Lúcio, Daniel Alves, Thiago Silva e Robinho também foram citados. Vamos caso a caso. O problema da Seleção Brasileira está muito longe de ser o goleiro. Júlio César certamente pode ser o camisa 1, assim como outros também podem. E ele seria titular em muitas seleções importantes, mas não creio que jogaria na Itália, por exemplo. Acho que Lúcio, extremamente elogiado na Europa, teria mais chances. Mas não dá para cravar, como no caso de Juan. Daniel Alves (para mim, ainda) não é titular do Brasil, por isso é “inelegível” em nossa humilde pesquisa. O mesmo vale para Thiago Silva. Finalmente, Robinho é um caso parecido com o de JC. Joga na nossa seleção, jogaria na maioria das outras. Mas na Argentina? O blog acha que não. Conversa interessante, obrigado pela participação.

A BASE DE DUNGA

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Convocados para o jogo contra a Venezuela (dia 12 /10 em San Cristobal) e Colômbia (dia 15, no Rio de Janeiro), pelas Eliminatórias Sul-Americanas: Júlio César (Internazionale) Doni (Roma) Maicon (Internazionale) Daniel Alves (Barcelona) Lúcio (Bayern de Munique) Thiago Silva (Fluminense) Juan (Roma) Alex Costa (Chelsea) Juan Maldonado (Flamengo) Kléber (Santos) Gilberto Silva (Panathinaikos) Lucas (Liverpool) Josué (Wolfsburg) Anderson (Manchester United) Elano (Manchester City) Kaká (Milan) Júlio Baptista (Roma) Mancini (Internazionale)* Robinho (Manchester City) Alexandre Pato (Milan) Luís Fabiano (Sevilla) Jô (Manchester City) *meia ou atacante? Por isso, numa categoria só dele. Duas coisas. Primeira: não há como, nem por quê, cobrar coerência, razões ou explicações para certas convocações. Se você olha para a lista e se faz perguntas, você não é o único. Mas desista, porque as respostas nunca chegarão. No caso atual, o que há é um técnico que tem um “contrato” com um determinado grupo de jogadores. E por favor, não leia “contrato” com qualquer conotação de desonestidade. Dunga está fechado com este grupo, pois no dia em que o grupo não estiver fechado com ele, não haverá mais nada a fazer. O técnico não pode correr o risco de “perder sua base”. Olhe de novo para a lista acima, com isso em mente, e veja como ficará mais fácil entendê-la. Segunda: a Seleção Brasileira tem muitos bons jogadores, alguns acima deste patamar, mas só um fora-de-série. Exercício proposto: dos jogadores convocados hoje, qual, além de Kaká, seria titular absoluto em qualquer seleção do mundo?

SOBRE ONTEM À NOITE

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

(título mais batido do que os recordes na piscina de Pequim, eu sei.) Quero agradecer a todos que fizeram parte do lançamento de “Aqui Tem! Vitórias e Memórias de Fernando Meligeni”, ontem na Saraiva do Shopping Paulista. E não me refiro apenas a quem esteve lá. Meu obrigado vai também para quem torceu pelo sucesso do lançamento e, por um motivo ou outro, não pôde ir. Ao olhar para o livro, ainda custo a acreditar que ele existe. Imagine minha reação quando vi a fila saindo da loja e ganhando o corredor do Shopping. Indescritível sensação. Vendemos 346 livros em cerca de 3 horas e meia. Êxito absoluto. Muito obrigado.

COM O PULGA NA FRENTE DOS OLHOS

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Você deve ter visto ou ouvido falar da nova revista FUTLANCE!, que acaba de ser, com o perdão da repetição, lançada. O primeiro número está cheio de coisas muito legais, praticamente sob encomenda para quem gosta de futebol internacional. A revista também dá atenção a temas off-futebol, que fazem parte do interesse do chamado “universo masculino”. Tem as colunas do Roberto Assaf, do Mauro Beting, uma entrevista com Vágner Love… enfim, é leitura garantida. Almocei com ela hoje e quase não prestei atenção na comida. Mas mesmo que você não queira saber de nada do que mencionei, compre a FUTLANCE! por causa da matéria de capa. As páginas, escritas por jornalistas de três países, sobre o início da carreira de Lionel Andrés Messi são primorosas. Eu achei que sabia um pouco sobre o Pulga, mas me enganei. Melhores momentos: Os detalhes do primeiro teste no Barcelona, em setembro de 2000 (sob o olhar atento do então assistente-técnico Carlos Rexach, e enfrentando um time de jogadores mais velhos, entre eles Cesc Fàbregas). O que Deco disse a Ronaldinho logo após o primeiro treino de Messi com os titulares do Barcelona, durante a pré-temporada na Ásia, em 2004. O interesse de Fabio Capello (então técnico da Juventus), e porque Messi quis jogar o Troféu Joan Gamper de 2005 com a camisa 30. Vá comprar e leia.

NOTINHAS PÓS-RODADAS

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Caiu para um ponto a vantagem do líder. Há mais alguém na briga? As notas: * Não é só por causa da derrota (3 x 2: Carlinhos Paraíba, Washington-2, Keirrison-2 – 11.512 pagantes no Maracanã) para o Coritiba que o Fluminense está na vice-lanterna. * Mas a assistência de Tartá para Keirrison fazer o gol da vitória é dessas coisas inexplicáveis. * Somando o jogo do primeiro turno com a vitória (4 x 1: Paulo Baier, Anderson Gomes, Iarley, Rafael Marques e Pará – 9.469 pagantes no Serra Dourada) de sábado, o Goiás marcou 8 gols no Santos neste campeonato. * Goiás, no returno: 7J, 5V, 1E, 1D – 76,2% de aproveitamento. * A virada (2 x 1: Ruy, Renan Oliveira e Vinícius – 12.468 pagantes no Mineirão) sobre o Náutico foi a primeira vitória do Atlético Mineiro nas últimas quatro rodadas. * Estava tudo contra: a crise no clube, a situação do time, a atuação do Náutico. Mas o Atlético reagiu. * Também estava tudo contra a Portuguesa, após o gol do Botafogo no Canindé. * Mas, a exemplo do que fez o Atlético, a Lusa reagiu (3 x 1: Wellington Paulista, Fellype Gabriel e Edno-2 – 4.634 pagantes) e deixou a lanterna. * Terceiro jogo seguido sem vitória do Grêmio (0 x 0 com o Atlético Paranaense – 20.052 pagantes na Arena), que ainda manteve a liderança. * Pênalti não marcado de Zé Antonio em Soares, aos 42 minutos do segundo tempo. * No outro 0 x 0 (Sport e São Paulo – 32.627 pagantes na Bombonilha) da rodada, o discurso são-paulino de ousadia fora de casa simplesmente sumiu. * O São Paulo (10) é o time que mais empatou no Campeonato Brasileiro. * Grande vitória (4 x 3 no Figueirense: Guilherme-2, Bruno Santos, Henrique, Ramon, Diogo e Thiago Ribeiro – 7.153 pagantes no Orlando Scarpelli) do Cruzeiro, no melhor jogo do fim-de-semana. * O Figueirense, a dois pontos do calabouço, perdeu seis jogos seguidos. * Um pênalti longe da bola significou a terceira vitória seguida (1 x 0 no Vitória: Alex – 19.493 pagantes no Beira-Rio) do Internacional, que chegou aos 39 pontos e fala em G-4. * Anderson Martins não derrubou Nilmar, mas usou o braço para empurrá-lo quando a bola já era de Viáfara. * Boa jogada de Everton no lance do gol da vitória do Flamengo (1 x 0 no Ipatinga: Marcelinho Paraíba – 27.536 pagantes no Maracanã), que devolveu o time à área-vip. * Ibson perdeu um gol difícil de perder, no início do segundo tempo. * Diego Souza jogou como terceiro atacante, e fez um belo gol na vitória do Palmeiras (2 x 0: ele e Alex Mineiro – 22.944 pagantes no Palestra Itália) sobre o Vasco. * O resultado alterou o campeonato, por causa do confronto direto entre os atuais líder e vice (09/11, em São Paulo). ****** * Pela Série B, no sábado, o Corinthians (com três meias e dois atacantes) fez seu torcedor, de novo, esperar até o final. * Os dois últimos gols da vitória (3 x 0: Chicão, Morais e Douglas – 21.909 pagantes no Pacaembu) sobre a Ponte Preta saíram aos 44 e 46 mintutos do segundo tempo.

CAIXA-POSTAL

sábado, 20 de setembro de 2008

Aos temas da semana: Anna escreve: O que você acha da contratação de Renato Gaúcho pelo Vasco da Gama? Resposta: A melhor, entre as opções que o clube tinha. E um fator que dever ter sido decisivo foi o posicionamento dos jogadores. Imagine que você é o Roberto Dinamite e herdou a presidência de um clube na situação do Vasco. O time está na ZR, o técnico pede demissão, e o elenco diz que prefere o treinador X. Por que você contrataria o Y? Melhor que a opção dos jogadores foi o melhor técnico entre os que estavam disponíveis. Acho que o Vasco, com Renato, não cai. ****** Gregório escreve: Sou botafoguense e esse lance de tirar o mando de campo do Botafogo (do Engenhão, no clássico contra o Flamengo) é, no mínino, injustificável. O que você acha de tirar o mando de campo de um time? Resposta: Acho errado. Minha posição nestes casos é muito simples: qualquer jogo cabe em qualquer estádio, desde que as providências necessárias sejam tomadas para garantir o bom andamento das coisas. Os europeus nos dão aulas frequentes neste tema, e nós não aprendemos. A casa de um time deve ser respeitada, e se ele pode mandar lá contra fulano, também pode mandar contra beltrano. ****** Felipe escreve: Sei que você tem pouco tempo tem para ler e-mails de seus leitores, mais se caso algum dia ler este, por favor, voce poderia me dizer o que voce fez para ser um colunista de sucesso? Resposta: O “de sucesso” fica por sua conta… de qualquer forma, obrigado. Posso te dizer o que fiz para ser colunista do diário Lance!, desde dezembro do ano passado. No fim de 2005, fui convidado para fazer um blog de esportes no portal IG. O blog começou em março do ano seguinte, e durou dois anos. Nele, aos domingos, eu fazia uma coluna que tinha o claro propósito de mostrar que eu queria (e podia) escrever uma coluna num jornal. O Lance! viu, se interessou, e aqui estou. Minha coluna aos sábados é algo que me diverte e me orgulha. ****** Gustavo escreve: Por que as empresas jornalísticas não costumam patrocinar clubes e atletas como as demais corporações? Há algum impedimento ético? Resposta: Na minha opinião, sim. O que você acharia, por exemplo, se a Rede Globo patrocinasse um time de futebol, que disputa o Campeonato Brasileiro? ****** Obrigado pelas mensagens. Continuaremos a conversa no sábado que vem. “Eu faço o que faço melhor. Você faz o que faz melhor, tenta parar caras como eu.” Neil McCauley, em “Fogo Contra Fogo”.

NA PRÓXIMA…

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

… terça-feira, dia 23, o livro “Aqui Tem! Vitórias e Memórias de Fernando Meligeni”, será lançado na Saraiva MegaStore do Shopping Paulista (Rua Treze de Maio, 1947. São Paulo). O livro é o resultado de um almoço, em algum momento do segundo semestre de 2006, entre o ex-tenista e o autor deste blog. Depois que parou de jogar profissionalmente, Fernando passou a escrever sobre sua carreira com uma frequência que o deixou impressionado. Muita coisa era para abastecer sua entrada no ramo das palestras. Mas também havia uma vontade de passar momentos da memória dele para a do computador. Quando Fernando percebeu, o material era extenso. No tal almoço, ele perguntou se eu queria ver e, bem, mais de dois anos depois, aqui estamos. O livro foi feito pela editora Ediouro, que se interessou pelo projeto quando Fernando contou, num programa de rádio, que estava trabalhando em suas histórias. O celular dele tocou naquele dia e nós não conversamos com ninguém mais. Aliás, tínhamos uma brincadeira, enquanto o livro era apenas uma idéia em construção: se ninguém quisesse publicá-lo, mandaríamos fazer algumas encadernações para presentear as pessoas queridas. Isso é o que faremos, mas de um jeito mais legal. “Aqui Tem!” não é uma biografia, nem muito menos algo que esbarre na auto-ajuda. É um livro de histórias vividas por alguém que passou 14 anos nas quadras do mundo. Fernando não faria este livro sozinho, mas não tinha nenhuma obrigação de fazê-lo comigo. Ser parceiro dele neste jogo foi um prazer e uma honra para mim. Agora chegamos à parte mais divertida. Lançar o livro, falar sobre ele, divulgá-lo de todas as formas. Começa na terça-feira, às 19 horas, na Saraiva do Shopping Paulista. Se você estiver por perto, e tiver tempo, passe lá.