Estive ontem na inauguração do Museu do Futebol, no Pacaembu. É inútil eu ficar aqui tentando contar o que vi, o que senti, o que achei. Por mais detalhada que seja minha descrição, não chegarei nem perto. O grande mérito do museu é conseguir tratar o futebol como ele merece. O antigo pode ser velho, ou pode ser nobre. E a nobreza é uma das características do lugar. O Museu do Futebol é imponente, inteligente, moderno, belíssimo. Eu estava trabalhando e não pude passar o tempo que queria em algumas salas, tenho certeza de que voltarei várias vezes. Mas já escolhi meu ponto favorito, e acho que não sou o único. Todo o museu foi construído embaixo das arquibancadas do estádio. Mas a “Sala da Exaltação” fica num lugar especial. Se o Pacaembu tivesse catacumbas, seria ali. O visitante chega no escuro e é recebido por projeções com o mais puro barulho de torcida. É de arrepiar. A sala desperta um sentimento primal, como se voltássemos às origens da nossa paixão pelo futebol. É difícil evitar que essa viagem resulte em emoção. Vou tentar ser simples: a “Sala da Exaltação” é um dos lugares mais sensacionais em que já pus os pés. E não acho que corro aqui o risco de criar uma expectativa tão boa, que pode levar a decepções. Estou certo de que qualquer expectativa será superada. O Museu do Futebol estará aberto ao público a partir de outubro. Funcionará de terça a domingo, das 10 às 18h, exceto em dias de jogos no Pacaembu. O ingresso, de R$ 6,00, é praticamente gratuito perto do valor da experiência. Faça um favor a você mesmo e vá.











