Blog dos Colunistas
por André Kfouri às 17:36h
No fim de abril, publicamos aqui algumas fotos das réplicas das camisas que a Seleção Brasileira usou nos três primeiros títulos mundiais.
A idéia, de produzir e comercializar os uniformes, é da Associação dos Campeões Mundiais de Futebol do Brasil, comandada por Marcelo Neves.
Por algum motivo que não sei explicar, o blog voltou a receber muitas mensagens perguntando onde seria possível comprá-las.
Acabei de falar com o Marcelo. É o seguinte:
O lançamento - com as devidas informações sobre pontos de venda - está previsto para a segunda quinzena de agosto.
É só aguardar.
por André Kfouri às 3:50h
4 x 2 no placar agregado, resultado que nem os “do contra” profissionais ousarão questionar.
Se bem que esses são capazes de tudo…
As notas da festa alvinegra no “inferno” vermelho:
* O jogo (Corinthians 2 x 2 Internacional: Jorge Henrique, André Santos e Alecsandro-2 - 50.286 presentes no Beira-Rio) acabou, efetivamente, aos 20′ do primeiro tempo, no primeiro gol.
* O segundo comprovou que o que o Beira-Rio estava vendo era o Internacional ser engolido pelo Corinthians, um time eficientíssimo no aproveitamento do espaço que recebe. E recebeu muito.
* O Inter precisava do jogo perfeito para viver uma noite histórica. Ficou bem longe disso.
* O árbitro Ricardo Ribeiro foi mal. Sem controle, sem critério, confuso. Para a sorte dele, seus erros não decidiram o jogo.
* O capitão do Corinthians, William, foi muito bem. Ao tratar o “alguém me segura senão eu bato nele” de D’Alessandro, com a devida ironia.
* Tem cara que, quando vê tudo perdido, joga “para a torcida” desse jeito, porque tem muita gente que acha bonito.
* Obviamente, Guiñazu ficou em campo até o fim, correndo. E depois foi dar entrevista.
* O Corinthians fez gols em todos os seis jogos fora de casa nessa Copa do Brasil. Fez dois gols em cinco desses seis jogos. Fez 11 dos seus 16 gols como visitante.
* Mano Menezes (3 títulos em 7 meses, alguém acha que ele não é top?) já está falando na ”tríplice coroa” - feito do Cruzeiro, em 2003 - como forma de motivar o time, que já garantiu seu principal objetivo da temporada.
por André Kfouri às 17:14h
Falta pouco menos de cinco horas para o jogo começar, e já tem muito torcedor do Internacional em volta do Beira-Rio.
O sol ainda está na área, o que dá uma falsa sensação de que não teremos frio logo mais.
Quem não estiver preparado, terá uma noite inesquecível. O vento que vem do Rio Guaíba (a casa do Inter não tem esse nome por acaso) é coisa para gente grande.
Algumas informações interessantes para quem é viciado em números:
- Juntos, Chicão e William estão invictos há 39 jogos. Última derrota? Final da Copa do Brasil de 2008.
- Juntos, D’Alessandro, Taison e Nilmar só perderam uma vez, em 16 jogos. Os outros quinze? Quatorze vitórias e um empate.
- Placar do último Internacional x Corinthians, aqui em Porto Alegre: 3 x 0 para o Inter, pelo Campeonato Brasileiro de 2007.
- Número de vezes em que o Corinthians de Mano Menezes (111 jogos) perdeu por 3 gols de diferença: ZERO.
Que a decisão seja tão boa quanto pode ser. E que o árbitro Ricardo Marques Ribeiro seja um dos melhores em campo.
As notinhas da final da Copa do Brasil estarão por aqui em algum momento da próxima madrugada.
Bom jogo.
por André Kfouri às 21:01h
Desculpem o sumiço.
Longo dia, que felizmente terminará com um belo jantar aqui em Porto Alegre.
Antes de qualquer outra coisa: não viu a apresentação do Kaká no Santiago Bernabéu?
Então clique aqui, e se impressione com as 40 mil pessoas que foram ao estádio receber o novo meia do Real Madrid.
Sobre a final da Copa do Brasil, o blog recebeu muitos e-mails pedindo minha opinião sobre o dossiê que o Internacional divulgou, com erros de arbitragem a favor do Corinthians.
Aí vai: inoportuno e arriscado.
Inoportuno porque é uma tentativa de condicionar o árbitro da decisão (o jovem - 30 anos - mineiro Ricardo Marques Ribeiro, que pode ser ótimo no que faz, mas não tem currículo para um jogo desse tamanho).
E arriscado, porque praticamente proíbe o apitador de errar a favor do Inter, amanhã. Se isso acontecer, todos dirão que foi por causa do tal dossiê. Tiro que pode sair pela culatra.
A decisão da Copa do Brasil poderia ficar sem essa.
Mas como os dirigentes de futebol no Brasil têm muito mais sorte do que juízo, que pelo menos o aumento da tensão não aumente, também, a ignorância e a violência.
A ESPN Brasil passou o dia, ao vivo, falando do jogo.
A quarta-feira será igual, completando a cobertura com a transmissão de Inter x Corinthians.
Muito trabalho, ainda bem.
Até amanhã.
por André Kfouri às 0:12h
Sem mudanças nas três primeiras posições, mas líder e vice agora têm a mesma pontuação.
Ótima rodada para o Cruzeiro, que ganhou seis posições.
Péssima para o Grêmio, que perdeu cinco.
As notas:
* Ricardo Gomes estreou com uma vitória típica do São Paulo (2 x 0 no Náutico: Jean Rolt e Hernanes - 7.977 pagantes no Morumbi) dos últimos anos.
* Os dois gols foram produtos de jogadas de bola parada. Deve-se dizer que gols assim não valem menos.
* O Grêmio Barueri (4 x 2 no Atletico Mineiro: Thiago Humberto-2, Fernandinho, Diego Tardelli-2 e Marcos Pimentel - 3.613 pagantes na Arena Barueri) é o exterminador de invencibilidades mineiras.
* Derrubou a do Cruzeiro (em jogos no Mineirão), na rodada passada, com o mesmo placar.
* O Atlético Paranaense (1 x 0 no Corinthians: Paulo Baier - 17.119 pagantes na Arena) deixou a lanterna no sábado, e a ZR no domingo.
* Os reservas do Corinthians não foram mal.
* Mas os reservas do Cruzeiro (1 x 0 no Avaí: Zé Carlos - 3.435 pagantes no Mineirão) foram bem melhor.
* Os mineiros estavam há quatro rodadas sem vencer no BR-09.
* O novo lanterna é o Botafogo, que perdeu (4 x 1 para o Goiás: Felipe Menezes, Victor Simões, Felipe, Rafael Tolói e Iarley - 6.689 pagantes no Engenhão) o segundo jogo seguido.
* O Goiás, que subiu cinco andares, está invicto (2V, 2E) fora de casa.
* O Palmeiras (1 x 1 com o Santos: Obina e Róbson - 8.277 pagantes no Palestra Itália) perdeu seu lugar na área-vip.
* O Santos começou a rodada em décimo lugar, e assim permaneceu.
* O Internacional não completou o mês de junho sem uma vitória (3 x 0 no Coritiba: Bolaños-3 - 9.762 pagantes no Beira-Rio).
* Foi a segunda partida do equatoriano Luis Bolaños pelo Inter, a primeira em casa.
* No Fla-Flu (0 x 0 - 41.038 pagantes no Maracanã) dos atacantes, Adriano e Fred passaram em branco, e o Flamengo foi um pouco mais perigoso.
* Aos 33′ do segundo tempo no Barradão, o Vitória (4 x 1 no Santo André: Elkeson, Roger-2, Uelliton e Morais - 9.741 pagantes) vencia por 1 x 0 e Marcelinho Carioca cobrou um pênalti na trave.
* Os gols do Vitória saíram aos 34′, 38′ e 45′.
* Aos 32′ do segundo tempo na Ilha do Retiro, Sport (3 x 1: Fabiano, Jonas, Elder Granja e Fumagalli - 14.883 pagantes) e Grêmio empatavam em 1 x 1, e Jonas foi expulso.
* Os gols do Sport saíram aos 39′ e 43′.
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* O Vasco (1 x 1 com o Figueirense: Carlos Alberto e Clodoaldo - 7.961 torcedores no Orlando Scarpelli) chegou a cinco rodadas sem vitória na Série B, e perdeu uma posição na tabela (é o sexto).
* Depois da derrota para o Paraná, em 30/05, foram quatro empates seguidos.
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Em Johanesburgo, os Estados Unidos fizeram um primeiro tempo de sonho contra o Brasil.
Sabiam que teriam menos posse de bola, conseguiram um gol cedo (chute errado de Dempsey, aos 10′) e se trancaram atrás, em configuração de contra-ataque.
Só precisaram de uma chance. Davies e Donovan seguiram exatamente o que está escrito no manual, e o jogador do LA Galaxy ampliou.
O Brasil sentiu, mas não entregou os pontos. E Luis Fabiano fez, no primeiro minuto do segundo tempo, o gol que não fez (o cruzamento de Maicon desviou na zaga) no último minuto do primeiro tempo.
Tínhamos um jogo no Ellis Park, um jogo que o Brasil controlava com autoridade e atenção ao contra-ataque gringo.
Kaká fez ótima jogada pela esquerda e, depois que Robinho mandou de canela no travessão, Luis Fabiano (incontestável) mandou de cabeça para o gol: 2 x 2. Ficou claro que o Brasil ganharia.
Perfeito que o gol do título tenha sido de Lúcio, que jogou muito na Copa das Confederações e se dedica à Seleção Brasileira de maneira exemplar.
Vitória de virada, taça merecida, e atuação empolgante do Brasil.
Foi bonito.
por André Kfouri às 10:34h
(publicada ontem, no Lance!)
NÃO SEJAMOS PRIMATAS
Com todo respeito ao atacante gremista Maxi López, é difícil acreditar que ele não conheça a palavra “macaco”. Quem nasceu num país onde é comum se fazer referência a brasileiros como “los macaquitos”, tem perfeito conhecimento do termo.
Mas se você imagina que lerá, aqui, uma condenação sumária ao argentino, interrompa a leitura. O episódio Grafite/Desábato, em 2005, deixou lições. Pelo menos para mim.
Não sabemos se Maxi López chamou o volante cruzeirense Elicarlos de macaco. Mas tudo indica (a reclamação do próprio, e o testemunho do meia Wagner, que diz que ouviu, seriam um complô?) que sim. Ocorre que, se chamou ou não, importa pouco. O que se perdeu no circo armado em torno do bate-boca é, apenas, o mais importante.
Um jogador negro ser chamado de macaco, durante uma partida de futebol, é um absurdo, indecente, enojante. Preconceito do pior tipo, falta de educação inominável. Mas não é crime de racismo.
Deixe-me repetir: Não. É. Crime. De. Racismo.
Na Lei brasileira, em termos gerais, os crimes de racismo estão relacionados ao tratamento diferente que se dá a alguém, em virtude de sua raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, em situações em que todos deveriam receber tratamento igual.
O que Máxi López fez, se fez, é injúria, ofensa à honra. É a mesma coisa que chamar alguém de ladrão, safado, viado, índio, japonês, alemão, filho da…
Veja que interessantes o primeiro e o último exemplo da frase acima. Vivemos num país em que os árbitros de futebol, quando erram, são chamados (em todos os jogos, seja qual for o nível) de “ladrão filho da…”. E isso é legal, é divertido, engraçado, “faz parte”.
Mas quando se mexe com a cor da pele, parece mais grave. E pode até ser, mas não à luz da Lei. Parece ainda mais grave quando o autor da ofensa é um “argentino filho da…”, como Maxi, como Desábato. A sorte do primeiro é que ele não foi em cana.
Leandro Desábato foi parar numa delegacia paulistana, em abril de 2005, porque o então secretário de segurança pública de São Paulo acreditou na leitura labial que a televisão mostrou (e que mais tarde se provou equivocada), e mandou um delegado entrar no Morumbi para lhe dar voz de prisão.
O zagueiro ficou preso por 36 horas e não pôde se comunicar com sua família, num caso que terminou arquivado porque Grafite, sentindo-se abandonado por quem o instigou a prestar queixa, decidiu não ir em frente.
Há sinais de racismo na prisão de Desábato? Se você acha que ele foi tratado como foi porque é estrangeiro, sim. Felizmente, o mesmo não aconteceu com Maxi López.
Que fique claro: Elicarlos tem todo o direito do mundo de levar o processo adiante. Só ele sabe como se sentiu.
Nós, temos o dever de tratar as coisas como elas são, com responsabilidade e correção. E não temos o direito de nos colocar acima do que está escrito na Lei.
Fazer isso, nesse caso, é crime. De racismo.
Quando cometido por intermédio de meios de comunicação, dá reclusão de dois a cinco anos. E multa.
ATUALIZAÇÃO, 13h54 - O blog agradece os e-mails recebidos sobre o tema, e faz uma correção: a injúria qualificada (racial) é mais grave, à luz da Lei, do que a injúria simples.
O objetivo da coluna era esclarecer que não se trata de crime de racismo.
por André Kfouri às 12:09h
Por causa de um compromisso familiar da maior importância, hoje não haverá CP.
As perguntas, obviamente, continuam valendo.
E em virtude da demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo do Palmeiras, inverterei os papéis e deixarei uma questão para vocês:
Pensando na relação custo-benefício, o contrato que o Palmeiras assinou com Luxemburgo pode ser classificado como o pior da história do futebol brasileiro?
por André Kfouri às 10:08h
Re e das Confederações.
Mas antes, um pouco sobre o “Rei do Pop”:
Nunca fui muito fã de Michael Jackson. O que não me impede de compreender o que ele representou.
Larry King disse ontem, na CNN, uma frase perfeita: “era difícil gostar dele, mas também era difícil não gostar”.
“Thriller”, “Beat It” e “Billie Jean”, só para citar três, são sucessos impressionantes, músicas que não são apenas músicas. Já viraram clássicos.
Um pouco depois, quando os clipes de Michael Jackson eram praticamente filmes, de tão longos, o “Fantástico” os mostrava de forma inédita no Brasil. Eram obrigatórios.
Quem não se lembra de Magic Johnson, no começo do clipe de “Remember the Time”?
Nos últimos (muitos) anos, Jackson deixou de ser uma pessoa. Transformou-se num experimento humano, um ser exótico que, obviamente, não poderia durar muito.
Por isso, sempre preferirei a época em que ele era “apenas” um cantor.
Minha música favorita? “Don’t Stop ’til You Get Enough”.
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Ok, André, fale de futebol…
As notas:
* O Brasil (1 x 0 na África do Sul: Daniel Alves) não jogou tão bem, e fazia tempo que os sulafricanos não jogavam tão bem.
* Maicon foi bem marcado, assim como os meias, e o jogo foi difícil e interessante. Só não acho que, dessa vez, a Seleção mereça críticas por “não saber como jogar contra times mais fracos”.
* Linda cobrança de falta de Daniel Alves, no canto do goleiro. Golaço.
* Pena que o jogo que todo mundo queria ver, Brasil x Espanha, não acontecerá.
* E depois da vitória (talvez a mais importante da história do soccer) dos Estados Unidos, que já tinham chegado às semifinais por milagre, não há um jogador do time americano que ache que é impossível ganhar do Brasil.
* O que há com o Internacional (1 x 0 para a LDU: Bieler - 30.284 pagantes no Beira-Rio)?
* Seis jogos sem vencer (2E, 4D), quatro jogos sem marcar um gol, três derrotas seguidas.
* Os equatorianos nem chegaram perto do sofrimento que imaginaram. O Inter nem chegou perto do time que já foi, e não faz muito tempo.
* A Recopa, obviamente, ficou difícil. Mas antes tem a Copa do Brasil.
por André Kfouri às 17:20h
INTERNACIONAL X LDU
hoje, Beira-Rio
09/07 - Casa Blanca
Palpite: Internacional. Mesmo sem Nilmar, Kléber e Magrão, o Inter tem muito mais time e todas as condições de encaminhar um bom placar para o segundo jogo, que acontece depois da final da Copa do Brasil. A LDU defendeu pessimamente seu título na Libertadores, e quer a Recopa para compensar a eliminação na primeira fase. Precisará sobreviver ao Beira-Rio, o que parece improvável.
por André Kfouri às 10:25h
Belo palpite…
Só duas coisas:
1 - Quando a gente acerta, passa batido, né?
2 - Quem acha que palpite é torcida, está no blog errado. E quem acha que um jornalista paulista tem algum motivo para torcer para um time gaúcho, contra um mineiro, tem sérios problemas a resolver. Sérios.
As notas:
* Com 22 minutos de jogo, o Grêmio já tinha perdido três gols. Dois deles (Alex Mineiro e Máxi Lopez), cara a cara com Fábio.
* Não vou escrever aquela frase que trata da punição a quem perde chances. Mas tenho certeza de que você, assim como eu, pensou nela. E o Grêmio continuará pensando.
* Após a crise inicial, o Cruzeiro (3 x 1: Wellington Paulista, Wagner, Fabinho e Souza - 51.296 pagantes no Mineirão) se impôs, fez valer sua casa, sua força.
* Acabou? Claro que não. Mas a final da Libertadores está muito mais perto do Cruzeiro do que do Grêmio.
* Pena que o jogão que teremos em Porto Alegre corre sério risco de ser muito mais (ou muito menos) do que um jogo de futebol, por causa da confusão entre Máxi Lopez e Elicarlos. E que sobrou para Paulo Autuori.
* Racismo é crime, isso não se discute. Mas (isso não quer dizer que Máxi Lopez não ofendeu) já se fez um escândalo com Leandro Desábato - argentino, também - que deu em nada.
* Voltando ao futebol, Kléber Rooney jogou muito.
André Kfouri, 35, é jornalista. Começou sua carreira na rádio Jovem Pan, em 1993. Desde 95, é repórter da ESPN Brasil. Nunca pensou em outra profissão, e se considera privilegiado por não conseguir diferenciar trabalho de diversão. E ainda não acredita que é pago para cobrir eventos esportivos.
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