por Marcelo Damato
Faltavam 12 rodadas para o fim do Brasileiro, e aquele parecia que iria ser um ano trágico para o futebol do Rio. Dois times estavam na zona de rebaixamento e o Flamengo patinava no meio da tabela.
Acabou sendo um ano de glória. Flamengo e Vasco campeões nas Séries A e B e os dois outros conseguindo escapar.
O Rio estava precisando de um ano assim. Tomara que o sucesso estimule os cartolas a planejar melhor da próxima vez. Não podem contar que isso aconteça todo ano.
por Marcelo Damato
O Vasco assegurou neste sábado a volta à Série A. Você pode:
1) Comemorar como fizeram os jogadores, dizendo que foi uma grande conquista, que estão muito felizes e coisa e tal
2) Comemorar como o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, dizendo que não iria festejar nada, pois a volta era uma coisa natural, mas quando ela aconteceu fez ainda mais festa que os atletas, dando a volta olímpica, no melhor estilo Eurico Miranda.
3) Comemorar como eu, ou seja, sem comemoração nenhuma, porque nunca acreditei que voltar à Série A fosse um desafio para o Vasco, porque considero o clube muito grande e o acesso, uma obrigação. E não se comemora o cumprimento de uma obrigação.
QUando você estaciona o carro direito, você não comemora
Quando faz xixi no vaso, não comemora
Quando tira cinco numa prova, não comemora.
Se o Vasco vencer a Série B, cabe uma comemoraçãozinha, pois todo título é título, mas sem nenhum exagero.
Afinal, todos sabiam que o Vasco - como aconteceu com o Corinthians em 2008 - só não seria campeão, se a diretoria errasse muito. O Vasco era melhor que os rivais em tudo: elenco, comissão técnica, força política, orçamento, infra-estrutura, torcida. Uma palavra resume o seu status: “grande”.
Como ocorreu com o Atlético, GRêmio e Corinthians, o grande teste do Vasco será no ano da volta. Aí se saberá se a diretoria está mesmo no caminho certo.
Mas, voltando ao acesso, quem comemora muito é porque acha que poderia não acontecer.
por Marcelo Damato
Faltam quatro pontos para a confirmação. Assim, o Vasco poderá de fato carimbar a volta à Série A a partir da próxima rodada. Mas seus 66 pontos atuais devem ser mais do que suficientes.
Por isso, depois da vitória sobre o Bahia, jogadores e técnico do time carioca só falavam na disputa do título, que também está bem encaminhado. O final do ano deverá ser de alegria para a torcida do time da cruz que não é de malta (quem duvidar, clique aqui).
Mesmo que seja campeão, o Vasco não pode mais superar a campanha do Corinthians, que fez 85 pontos do ano passado. No máximo chegará a 84 - mas deve terminar com uns 80. Isso - e mais a qualidade do futebol apresentado até aqui - significa que o time chegará a 2010 um pouco aquém do que a equipe de Mano Menezes conseguiu. Os elogios ao Vasco-09 está longe de lembrar aqueles ao Corinthians-09.
E, se o título da Série B não é vergonha (vergonha é cair), tampouco é uma grande coisa. Como já tinha dito aqui, 2009 teria que ser o ano da reorganização do Vasco. E isso não parece ter acontecido no nível que deveria.
Com toda a simpatia que o clube ganhou com a saída de Eurico Miranda, os problemas continuam. Os funcionários têm três meses de salários atrasados. Ameçaram entrar em greve e só não o fizeram porque a diretoria ameaçou demitir quem aderisse ao movimento.
O Vasco de 2009 é melhor do que o de 2008. Mas parece aquém de estar à altura do seu tamanho.
por Marcelo Damato
Quando o Vasco perde do Ceará no Maracanã, a notícia não é o Vasco, líder da Série B e com uma mão e meia na vaga para o acesso - embora só um dedinho ainda no título do campeonato.
A notícia é o Ceará, que continua brigando pelo acesso, contra a expecta
E a notícia certamente é a torcida do Vasco. Vinte e cinco mil foram ao Maracanã crentes que viram uma coisa e viram outra.
Mas, como todos já viram desde 2006, Série B para time grande é quase uma longa pré-temporada. Basta ser minimamente organizado para voltar. A folha salarial de vários times não passa do salário de duas estrelas da Série A, se tanto.
O ano que vem é que será a real prova deste novo Vasco. Se não se arrumar já, poderá sofrer depois. E a arrumação tem que ser mais fora do que dentro de campo. Pois se quem faz, perde ou leva gol é jogador, quem ganha ou perde jogo é o time, quem vence ou fracassa no campeonato é o “grupo”, quem faz o clube crescer ou encolher é principalmente a diretoria.
É esse o desafio, não o Ceará
por Marcelo Damato
O Vasco demorou um pouco para engrenar. Não mostrou desde cedo a mesma superioridade que o Corinthians em 2008. Mas terminou o primeiro turno na liderança isolada e já começa a falar a garantir o acesso com antecipação.
Ou seja, está saido o esperado.
O inesperado foi reunir 80 mil pessoas contra o Ipatinga. Mesmo sendo a festa de aniversário do clube, o jogo não prometia muita coisa. A goleada foi a cereja do bolo da festa.
Não me lembro qual foi a última vez que havia 80 mil vascaínos num estádio. No final da era Eurico, chegou a haver público de 2 mil pessoas em São Januário.
Parte da mudança,. é claro, se deve à saída do cartola, que chegou a ser muito popular e depois transformou-se em vilão
A Série B, para os times grandes, é uma cama elástica. A única preocupação é mantê-la bem costurada.
OBS: Falando em outro assunto da Série B, é impressionante a reação do São Caetano. Já são seis vitórias seguidas. Não sei se cheguei a escrever, mas duvidava e muito de que Antonio Carlos teria sucesso. Estou queimando a língua.
por Marcelo Damato
Guarani em primeiro, Ponte Preta em terceiro, Portuguesa em quinto e Vasco em oitavo. Os quatro mais tradicionais times da Série B - tirando o Bahia, que ainda não parece ter forças para disputar uma vaga - estão no bolo, alguns acima do que se esperava e o Vasco certamente abaixo. Oitavo lugar não é posição que tem mais torcida e mais títulos extraestaduais do que os dezenove concorrentes somados.
O Guarani, depois de sete vitórias seguidas - recorde na história da Série B - empatou duas vezes e na próxima rodada terá um confronto crucial. Recebe o vice-líder Brasiliense. Se vencer ficará a pelo menos seis pontos do segundo lugar, o que lhe assegurará a liderança pelo menos até a 12ª rodada, muito perto do primeiro terço do campeonato.
Nesse caso, a vice-lider poderá ser a Ponte Preta, se vencer o Vasco em São Januário.
Se o Vasco perder, certamente entrará em crise e possivelmente o técnico Dorival Júnior cairá. Por isso, o Vasco deve jogar com muito empenho nesse jogo.
E também é preciso ter olho nesse Atlético-GO, que desde o ano passado vem aprontando, primeiro na Copa do Brasil, depois na Série C e neste ano no Estadual e agora na Série B
por Marcelo Damato
A história do choque entre as torcidas na quarta-feira à noite não será esclarecida sem que perguntas sejam respondidas:
Como dois anos depois de ser fundada a facção Rua São Jorge, dissidência da Gaviões formada por torcedores supostamente mais radicais e violentos, continuou a ser ignorada pela PM, a ponto de não ser incluída no planejamento de segurança que é exigência do estatuto do Torcedor?
Por que os policiais do comboio que escoltava os vascaínos não foram avisados por outros policiais que havia um ônibus do Corinthians parado à frente?
Por que a PM não usou balas de borracha e bombas de gás contra os torcedores que estavam brigando?
Como o corpo de um corintiano que brigou na marginal Tietê foi aparecer na praça Campo de Bagatelle, a 500 m do local do confronto?
Por que só foram presos corintianos, se o único assassino era supostamente vascaíno?
Por que a PM e a Polícia Civil, que encontrou o corpo antes de a partida começar, não foi ao Pacaembu, para iniciar ali junto à torcida do Vasco a investigação sobre o assassinato?
Fiz todas essas perguntas para o promotor de Justiça Paulo Castilho, que cuida da segurança do futebol. A todas respondeu com uma ou outra das frases: “Marcelo, você é um sujeito inteligente” e “A PM tem autonomia para decidir o que deve fazer”.
A jornalista Leonor Macedo, que é ligada à Gaviões, afirma que o ônibus dos corintianos estava parado na marginal porque estava sendo revistado pela PM, especificamente pela Rocan (batalhão de motoPMs). Castilho nega e reafirma que houve “emboscada”.
Por fim, Castilho disse que já requisitou à Band imagens de uma reportagem feita com vascaínos no Pacaembu, em que eles mostram pertences do corintiano morto, inclusive casaco, gorro e uma carteira de identificação. Imagens dos objetos foram colocados em site de uma torcida vascaína como troféu de guerra.
por Marcelo Damato
O Vasco foi melhor durante quase todo o jogo, criou mais chances, venceu muito mais divididas, esteve mais organizado, dominou mais a bola. Mas não criou muitas chnces e desperdiçou todas.
O Corinthians jogou com nove jogadores desde o primeiro minuto (ou alguém acha que é exagero dizer que Ronaldo e principalmente Douglas quase só fizeram número em campo?). Ronaldo jogou mal até para o padrão de jogadores limitados, como Souza. Errou passes fáceis em profusão, furou bolas, perdeu o tempo em deslocamentos. Seus erros armaram alguns ataques do Vasco. Até deixou-se ser desarmado por um goleiro que estava deitado no chão. Douglas jogou como de costume. Escondeu-se, insistiu em toques de primeira, que quase sempre saíam tortos, tal como seus chutes. Correu pouco e marcou pouquíssimo.
Mas nem só isso explica a dificuldade que a equipe teve até para passar do meio-campo. A ruindade era tamanha que até a torcida desanimava em certos momentos.
Como os meias e os atacantes não conseguiram segurar a bola, a defesa foi muito exigida. O melhor desse setor foi Alessandro, que não só anulou Ramon (exceto no começo do jogo), como ainda criou uma jogada de desafogo pelo seu lado. Mas o melhor mesmo foi Felipe, que outra vez salvou o Corinthians com defesas impressionantes.
Nos poucos momentos de lucidez, o Corinthians levou vantagem sobre a defesa do Vasco e criou algumas boas chances, mas parou em Fernando Prass - outro destaque. O ponto negativo do Vasco foi Carlos Alberto, não tão ruim quanto Douglas, mas pouco efetivo na distribuição de bola.
Por tudo isso, o clima na arquibancada foi de sofrimento. Nesta noite, o relógio andou muito devagar para os torcedores corintianos.
por Marcelo Damato
Até o técnico Dorival Júnior reconheceu que o Vasco esteve muito perto de perder a partida em Fortaleza. E talvez só não tenha perdido pela diferença de goleiros. Enquanto Fernando Prass fez várias grandes defesas, o goleiro do Ceará, Marcelo Bonan, entregou a rapadura: fez golpe de vista num gol e levou pelo meio das pernas no outro - na verdade, depois de passar, a bola bateu no seu traseiro e sobrou para Léo Lima empurrar.
Mas isso também faz parte do futebol. O Vasco ganhou mais uma - esta fora de casa - e está entre os cinco líderes, que não desperdiçaram pontos até agora.
Quem não larga bem são os times do Nordeste. Em 12 jogos venceram um e perderam dez.
Em contrapartida, os times de Rio e São Paulo venceram dez de 14 jogos e perderam dois.
Mas é só o começo.
por Marcelo Damato
No primeiro jogo da noite, o Vasco ficou muito perto da semifinal. A vantagem de quatro gols é muito difícil de ser derrubada. E os maiores responsáveis pelo resultado foram o técnico e um jogador do… Vitória.
Paulo Cesar Carpegiani mais uma vez não conseguiu segurar seu impulso inventivo e mudou o esquema que vinha dando certo. O resultado foi um time desarrumado e críticas até de seus reservas, sentados atrás dele no banco. A TV captou a cornetagem em pleno jogo.
Mas, se não fosse Luciano Almeida, o mesmo que defendeu o Botafogo, o Vasco teria tido vida muito mais dura. No lance do primeiro gol deu um passe açucarado para Carlos Alberto. No segundo gol, moveu-se na barreira. E no segundo tempo , foi expulso, matando qualquer chance de reação do Vitória.
Os erros do Vitória não tiram, é claro, os méritos do Vasco.
Nos demais jogos da noite, em vez de gols, houve bolas na trave, quatro também. Mas gol mesmo apenas um. E esse gol, de forma sintomática, saiu graças a um cochilo de um jogador do Fluminense, que permitiu que Dentinho entrasse livre
Ronaldo, Fred e Nilmar, as estrelas da noite, jogaram pouco. Ronaldo ainda finalizou bastante. Os demais, nem isso. Para que o quarteto dos centroavantes mais estelares do país ficasse completo, faltou Adriano, que só estreia no fim do mês.
por Marcelo Damato
Vai começar em instantes o primeiro confronto das quartas-de-final da Copa do Brasil.
O pré-jogo tem muitas caracaterísticas interessantes:
Em primeiro lugar é o clássico da Champs, a empresa de material esportivo que deu as caras neste ano. Salvo engano meu, Vasco e Vitória são os dois principais clubes a usar seu material esportivo. E ambos reclamam do atraso nos pagamentos previstos no contrato e do fornecimento. O goleiro do Vitória até teve de jogar com meiões com a sigla, CRVG, do Vasco.
A empresa certamente deu passos maiores que as pernas. Há um rumor no mercado de que a empresa já estava com as contas meio abaladas e que fez esses contratos como chamariz para um comprador - que não veio. E agora… Mas, por ora, é só rumor.
O que é fato é que o Corinthians por pouco não está vivendo o mesmo drama que o Vasco. O clube só não fechou com essa empresa em meados de 2008 porque Luiz Paulo Rosenberg, o então vice de marketing (atual diretor, os nomes dos cargos mudaram), barrou, até pondo seu cargo - e outra “coisa” - na mesa. Um acordo havia sido alinhavado pelo jornalista Oliverio Junior, então assessor do clube, e Rosenberg barrou - e até exigiu sua saída do clube - na base do “ele ou eu”. Entre a amizade de um e a competência de outro, Andrés Sanchez escolheu o economista.
O segundo ponto foi a presença do Vitória aquecendo se tranquilamente no campo de São Januário. Isso já deve ter acontecido várias outras vezes desde a posse de Roberto Dinamite, mas foi a primeira vez que vi e certamente é uma grande diferença da época do Eurico, quando os visitantes ficavam trancados no vestiário até a hora do jogo.
O terceiro foi a lamentávei atitude da CBF - mais uma - de proibir o Vitória de entrara em campo com a camisa comemorativa dos 110 anos. Os jogadores nem iam jogar com ela, apenas entrar em campo,
É impressionante como a CBF é ultra-rigorosa nesse ponto de seu código esportiva e completamente relaxada em outros, como o respeito às janelas de transparência. Como se diz na França, virou “un bordel”.
Por fim, uma dúvida cruel: por que a torcida do Vasco tem uma bandeira com a figura do Stálin? Esse foi o modelo que adotaram para representar um português?
E rolou a bola…
por Marcelo Damato
O Vasco está ventilando a iminência do acordo com o centroavante Aloísio, mas está deixando de lado um aspecto legal fundamental.
A CBF, a mando da Fifa, estabeleceu dois períodos em que jogadores do exterior podem ser registrados, entre 2 de janeiro e 25 de março e entre 3 e 31 de agosto. A exceção é para jogadores que estejam sem contrato desde a última janela
Aloisio tem contrato com sua atual equipe até o final de maio.
Rafael Angioni, procurador do jogador, diz que não haverá problema para registro. Mas seu advogado, Rodrigo Souza, que falou com o blog a pedido de Angioni, disse que tem uma “tese” para tentar convencer a CBF a aceitar o registro, mas que não tem certeza de que dará certo.
O advogado diz que vai defender a tese de que impedir o jogador de atuar em junho e julho, quando estará sem contrato, é uma violação ao seu direito de trabalho.
Se a tese prosperar, vai se abrir uma porta do tamanho do mundo para a volta dos jogadores em fim de contrato que estão no exterior - Europa, inclusive, sem passar pelas janelas de transferência.
Só falta o Vasco contratar Aloísio e pagar mais de dois meses de salário em poder usá-lo.
A conferir.
por Marcelo Damato
O Vasco continua firme na crônica anunciada da volta à Série A
Depois de levar de quatro do Botafogo, o time terá poucos adversários de Série A até o fim do ano.
E contra os demais, vai mostrando sua superioridade.
Passou com tranquilidade pelo Central e agira terá duas semanas até a próxima partida. Nesse período, deve montar a equipe que vai estrear a Série B.
E Rodrigo Pimpão vai mostrando que não é só bom de papo,mas também de gol.
Quem sabe se transformará num novo Túlio Maravilha. Até que tem uma certa semelhança
por Marcelo Damato
Os dois times começaram quase do mesmo ponto: o ponto zero.
Mas um está muito perto do título estadual e o outro deu adeus a esse sonho de forma melancólica.
Depois de vencer o Botafogo por 4 a 1 na fase de classificação da Taça Rio, o Vasco levou de 4 a 0, na pior derrota de 2009. O Botafogo, por outro lado, conseguiu na hora precisa superar a má fase - no meio de semana tinha tropeçado diante do Americano.
Não vi o jogo - assisti ao da Vila - mas pelo que li que dois lances derrubaram o Vasco: o primeiro gol de Maicossuel e a expulsão do zagueiro Leonardo.
Agora, o Vasco terá que se ocupar só com a Copa do Brasil e terá confrontos teoricamente tranquilos na segunda e terceira fase.
O Botafogo, por outro lado, precisa de mais uma vitória para ser campeão direto, o que não acontece desde o título do Vasco em 1998.
por Marcelo Damato
No primeiro turno, uma confusão do Departamento Jurídico do Vasco impediu a realização. Mas na Taça Rio, as semifinais reunirão os únicos times que realmente importam no Rio.
O Botafogo, de quem se dizia que havia perdido o rumo, se aprumou e conseguiu a vaga até de forma tranquila.
As semifinais entre grandes não são raras no Rio como em SP, mas neste ano o equilíbrio dá um sabor especial.
No último decênio, o Flamengo tem se dado melhor na maioria dos mata-mata, a ponto de criar um domínio que inédito na história do Estadual do Rio - seis títulos em dez anos.
Vai ser divertido.
por Marcelo Damato
Em 2008, ele era o bonde dos bondes, o jogador que nem sabia correr. Mas Josiel se encontrou e já fala em ser artilheiro do Estadual.
E com ele, o Flamengo bateu o Madureira com bem mais facilidade do que o elogiado Vasco derrotou o lantern Mesquita.
Dessa vez, se o TJD não atrapalhar, as finais da Taça Rio serão finalmente entre quem tem chance de ganhar.
por Marcelo Damato
O Vasco parece decidido a seguir passo por passo a caminhada do Corinthians para voltar a à Série A.
Primeiro derrubou o presidente que estava afundando o clube
Depois contratou um técnico mais ou menos com o mesmo perfil - temperamento, carreira e idade.
Em seguida, seu marketing aposta nas camisetas para exaltar a torcida - e ainda por cima pretas.
Qual será o craque em recuperação que o Vasco vai contratar em 2010?
por Marcelo Damato
Quando o árbitro é o nome de um clássico, é sinal de que ele trabalhou mal. E Luis Antonio Silva Santos, que jamais foi conhecido por dar muitos cartões, expulsou nada menos do que cinco no clássico do Maracanã, três do Vasco e dois do Flamengo, nenhum deles em situação de violência - sempre em lances menores.
Isso tirou o encanto da vitória do Vasco, que mais uma vez mostrou que está encorpando. São duas vitórias em clássicos somente na Taça Rio e está pintando com candidato sério a beliscar a segunda vaga na final.
Já o Flamengo caiu para o terceiro lugar do seu grupo, atrás do Friburguense. É hoje o time grande de pior desempenho, o que é impressionante para um time que busca o sétimo título em 11 anos.
Mas para ambos os lados as expulsões são uma péssima notícia. O Vasco perdeu de Carlos Alberto, Titi e Ramon; e o Flamengo, Léo Moura e Willians.
Os próximos adversários dos dois times, o Mesquita (lanterna do campeonato) e Madureita, o terceiro no grupo de Vasco e Flu, agradecem.
por Marcelo Damato
Depois de um período de paz, o Vasco volta a viver turbulência nos bastidores.
O Vasco tentou obter o parcelamento da dívida fiscal que permitiria a obtenção da certidão que ainda impede o recebimento do patrocínio da Eletrobras - e os meses que passaram não podem ser recuperados. Na sentença, a juíza negou o pedido, dizendo que o assunto não era da sua alçada, mas fez críticas ao clube.
No Conselho Fiscal, o ex-presidente Eurico Miranda questionou as contas do clube, principalmente os pagamentos feitos a empresas de diretores e até vice-presidentes.
O ex-vide de Marketing, que tinha saído rompido com Roberto Dinamite, voltou a unir-se a este, mas apenas para trocar chumbo com Eurico.
A paz conquistada a duras penas está ameçada.
por Marcelo Damato
O Vasco de Dorival Júnior mostrou nesta noite que está ficando maduro.
O resultado poderia indicar que o Botafogo jogou acomodado pelo título da Taça Guanabara. Não se acomodou. Buscou o gol a partida todo e ainda saiu de campo com uma goleada.
O crescimento do Vasco coincide com uma interrupção da presença de Roberto Dinamite no noticiário. Quando o presidente não é citado é sinal de tranquilidade.
E Dorival Júnior, mesmo com uma equipe formadas basicamente por garotos, jogadores sem expressão e estrelas sem mercado, vai ganhando corpo.
O que mais impressiona é Carlos Alberto. Está ainda melhor do que no Botafogo.
Será que finalmente aquelas sinapses que faltavam se materializaram?
Marcelo Damato é jornalista há 22 anos, a maioria passados na Folha de S.Paulo (Internacional, Ciência e Esporte) e no LANCE! (jornal, A+ , Lancenet). É colunista do LANCE! desde 2002 e colaborador de diversas revistas desde 2006. Acha que seu papel como jornalista é olhar contra a corrente, buscar sempre o que está fora de lugar e provocar os leitores com idéias e fatos interessantes. Espera que os leitores deste blog façam o mesmo com ele.
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