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  1. 03.set.2009

    O Chelsea e a CBF

    por Marcelo Damato

    A Fifa decidiu que o Chelsea não poderá inscrever nenhum jogador, em transferência nacional ou internacional, nas próximas duas janelas de inscrição, em janeiro e julho-agosto de 2010. Contratação, só em janeiro de 2011. Ainda cabe recurso da decisão, mas é difícil que aconteça.

    O motivo para a punição é que o clube aliciou um jovem jogador a romper seu contrato com o Lens (FRA) para assinar com ele. Não só o clube, mas o jogador também foi punido.

    A notícia é duplamente importante para o Brasil, triplamente até.

    Em primeiro lugar, dá aos clubes maior segurança contra jogadores que forçam suas transferências – e ao mesmo tempo acaba com aquela surrada desculpa de cartola de que “quando o jogador quer ir embora, não há quem segure”, até porque o São Paulo segurou (Miranda), o Barueri segurou Fernandinho e o Atlético segurou Diego Tardelli, sem qualquer reajuste salarial.

    Em segundo lugar, serve de alerta aos clubes brasileiros que fazem o mesmo, especialmente contra clubes pequenos, em casos muito fracamente ou nada noticiados.

    Em terceiro, mostra de forma contundente que a janela é de entrada e não de saída, mais ainda, é de inscrição e não de transferência, o que destrói os pedidos lamuriosos de alguns para que o governo intervenha na questão (como poderia, se a janela a ser combatida está no exterior?). E também mostra que a CBF insiste em fazer vista grossa a uma determinação da Fifa de que as janelas de inscrição devam valer tanto para transferências internacionais como nacionais, para todos os campeonatos.

    Se A CBF respeitasse essa regra da Fifa, o que deveria fazer, as inscrições neste ano teriam terminado no dia 31 e ponto final. E por que existe essa regra? Para impedir que clubes, de última hora, reforcem seus times e mudem o baçanço de forças. Essa prática estimula os outros a fazer o mesmo e tem impacto muito negativo sobre as contas dos clubes.

    A Fifa não se manifesta em caso algum até que alguém conteste. Então basta alguém fazê-lo para que isso aconteça

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    • 01.jul.2009

      No Brasil, só com jeitinho

      por Marcelo Damato

      Para evitar um eventual foguetório noturno da torcida do Internacional, o Corinthians hospedou-se ao lado do rival desta noite.

      Foi uma medida esperta, mas que revela uma realidade triste.

      Os times visitantes são costumeiramente maltratados no Brasil. Os times e as torcidas.

      Dizer que é impossível reprimir um foguetório é afirmar que a polícia é formada por quadrúpedes desequipados, o que é uma dupla mentira. Com cérebro ou equipamento, é mais do que fácil bloquear essa ação. O alcance de um rojão é de pouquíssimas quadras. E rojão deixa rastro no céu, sempre visível a um binóculo com infravermelho.

      Mas a polícia não faz nada porque é sempre do time da casa. Não só em Porto Alegre, mas em muitos e muitos locais. Afinal, o forasteiro depois vai embora e quem vai embora não reclama.

      A CBF, que é responsável pelo torneio, como de costume, nada faz para acabar com isso. Houvesse punição e não haveria mais o problema.

      E a punição é muito simples de justificar. Se a polícia não é capaz de dar segurança a um dos times, não pode haver jogo nesse local.

      Mas, repito, não estou falando deste jogo em particular. Estou falando do Brasil todo.

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        CBF, Copa do Brasil, Corinthians, Internacional, Polícia
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      • 13.mai.2009

        Stálin na Colina

        por Marcelo Damato

        Vai começar em instantes o primeiro confronto das quartas-de-final da Copa do Brasil.

        O pré-jogo tem muitas caracaterísticas interessantes:

        Em primeiro lugar é o clássico da Champs, a empresa de material esportivo que deu as caras neste ano. Salvo engano meu, Vasco e Vitória são os dois principais clubes a usar seu material esportivo. E ambos reclamam do atraso nos pagamentos previstos no contrato e do fornecimento. O goleiro do Vitória até teve de jogar com meiões com a sigla, CRVG, do Vasco.

        A empresa certamente deu passos maiores que as pernas. Há um rumor no mercado de que a empresa já estava com as contas meio abaladas e que fez esses contratos como chamariz para um comprador – que não veio. E agora… Mas, por ora, é só rumor.

        O que é fato é que o Corinthians por pouco não está vivendo o mesmo drama que o Vasco. O clube só não fechou com essa empresa em meados de 2008 porque Luiz Paulo Rosenberg, o então vice de marketing (atual diretor, os nomes dos cargos mudaram), barrou, até pondo seu cargo – e outra “coisa” – na mesa. Um acordo havia sido alinhavado pelo jornalista Oliverio Junior, então assessor do clube, e Rosenberg barrou – e até exigiu sua saída do clube – na base do “ele ou eu”. Entre a amizade de um e a competência de outro, Andrés Sanchez escolheu o economista.

        O segundo ponto foi a presença do Vitória aquecendo se tranquilamente no campo de São Januário. Isso já deve ter acontecido várias outras vezes desde a posse de Roberto Dinamite, mas foi a primeira vez que vi e certamente é uma grande diferença da época do Eurico, quando os visitantes ficavam trancados no vestiário até a hora do jogo.

        O terceiro foi a lamentávei atitude da CBF – mais uma – de proibir o Vitória de entrara em campo com a camisa comemorativa dos 110 anos. Os jogadores nem iam jogar com ela, apenas entrar em campo,

        É impressionante como a CBF é ultra-rigorosa nesse ponto de seu código esportiva e completamente relaxada em outros, como o respeito às janelas de transparência. Como se diz na França, virou “un bordel”.

        Por fim, uma dúvida cruel: por que a torcida do Vasco tem uma bandeira com a figura do Stálin? Esse foi o modelo que adotaram para representar um português?

        E rolou a bola…

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          CBF, Copa do Brasil, Marketing, Vasco, Vitória EC
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        • 22.abr.2009

          Sonho e realidade

          por Marcelo Damato

          O Vasco está ventilando a iminência do acordo com o centroavante Aloísio, mas está deixando de lado um aspecto legal fundamental.

          A CBF, a mando da Fifa, estabeleceu dois períodos em que jogadores do exterior podem ser registrados, entre 2 de janeiro e 25 de março e entre 3 e 31 de agosto. A exceção é para jogadores que estejam sem contrato desde a última janela

          Aloisio tem contrato com sua atual equipe até o final de maio.

          Rafael Angioni, procurador do jogador, diz que não haverá problema para registro. Mas seu advogado, Rodrigo Souza, que falou com o blog a pedido de Angioni, disse que tem uma “tese” para tentar convencer a CBF a aceitar o registro, mas que não tem certeza de que dará certo.

          O advogado diz que vai defender a tese de que impedir o jogador de atuar em junho e julho, quando estará sem contrato, é uma violação ao seu direito de trabalho.

          Se a tese prosperar, vai se abrir uma porta do tamanho do mundo para a volta dos jogadores em fim de contrato que estão no exterior – Europa, inclusive, sem passar pelas janelas de transferência.

          Só falta o Vasco contratar Aloísio e pagar mais de dois meses de salário em poder usá-lo.

          A conferir.

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            CBF, Mercado de jogadores, Vasco
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          • 04.abr.2009

            Olhe para os ibéricos

            por Marcelo Damato

            A Federação Espanhola anunciou que não reconhecerá o Levante como campeão espanhol de 1937. O clube pedido a equiparação da Copa da Espanha Livre à Liga Espanhola. Em 1937, o país estava sob guerra civil, entre o norte, republicano, e o sul, ligado ao general Francisco Franco, com o apoio de Adolf Hitler.

            Franco venceria e governaria o país praticamente até sua morte, em 1975. A Federação Espanhola disse simplesmente que a competição não havia sido organizada por ela e que portanto não a reconheceria. Tomou a mesma decisão em relação ao Barcelona, vencedor da Liga do Mediterrâneo. O Barcelona, entretanto, não havia pedido nada.

            A Federação enfrentou nada menos do que o Parlamento espanhol, que em 2007 aprovara projeto de lei por unanimidade reconhecendo os dois campeões. A Liga invocou sua autonomia nessa questão e rechaçou o pedido.

            A Liga rechaçou também o pedido do Athletic Bilbao, que queria ser campeão da Copa da Espanha de 1902, apesar de ela ter sido criada oficialmente no ano seguinte. A liga disse que se tratava de outra competição, embora semelhante, e que portanto não havia sentido em reconhecer o título.

            É claro que esse caso tem, por paralelismo, bastante a ver com outro que se desenrola no Brasil.

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              CBF, Espanha, História
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            • 09.jan.2009

              Tumulto na arbitragem

              por Marcelo Damato

              A declaração de Jorge Rabello, presidente da comissão de arbitragem da Ferj, de que Sérgio Correa ofereceu dinheiro a árbitros para que abrissem mão do escudo da Fifa pode levar à queda do presidente da comissão de arbitragem da CBF. O nome mais provável para substituí-lo é Antonio Pereira da Silva, ex-árbitro goiano que já foi da Fifa.

              Rabello só fez a denúncia porque sabe que está coberto. Os próximos dias deixarão claro quem são seus protetores.

              A denúncia corrobora rumor que vinha desde setembro. A informação dava conta de que Alício Pena Júnior e Wagner Tardelli haviam concordado em abrir mão do escudo e que Djalma Beltrami não. A “prova” seria o fato de que os dois primeiros continuavam apitando na Série A enquanto Beltrami ficou várias rodadas na Série B ou mesmo fora da escala. É claro que essa “prova” é circunstancial.

              As declarações de Beltrami, de que teve o escudo arrancado “à força”, respaldam a acusação de seu chefe na comissão de arbitragem do RIo.

              Sérgio Correa nega que tenha oferecido dinheiro, mas, por outro lado, faz uma afirmação enigmática “Se não houvesse essa troca, o Brasil poderia ficar com apenas três árbitros em condições de apitar torneios internacionais”. Sabendo que Carlos Eugenio Simon, é um desses três, quais são os quatro dos demais seis árbitros que sobraram a quem Correia qualifica como sem futuro?

              Mas, como em quase toda briga de cartola no futebol, é melhor ficar só nos fatos e não se encantar com o personagem, de um lado ou de outro.

              Essa, como tantas, é uma briga em que é difícil alguém posar de mocinho. Sérgio Correa no início da carreira enfrentou Eduardo josé Farah e dali em diante quase só apitou jogos da Série B. Ainda no fim da gestão de Farah subiu ao poder no sindicato e se reconciliou com a FPF, tendo José de Assis Aragão como padrinho.

              Jorge Rabello, por outro lado, foi o árbitro que não só não ganhou o escudo da Fifa porque descobriram que usava identidade falsa, que reduzia sua idade em três anos. Mas bastou a Rabello corrigir o documento para continuar no quadro da Ferj – da mesma forma que aconteceu com Edilson Carvalho, que usou documento falso do colégio por anos e bastou apresentar outro diploma para ficar tudo ok.

              Um dos fatores que está por trás da briga é a disputa pelo poder na estrutura sindical nacional dos árbitros. Há pouco mais de cinco anos, a Anaf elegeu José de Assis Aragão – foi quando Correa assumiu a presidencia do sindicato. E rapidamente esses grupo conquistou todas as esferas do poder, culminando com a comissão de arbitragem da CBF. O cargo, além de muito bem remunerado – entre R$ 20 mil e R$ 40 mil de salário por mês – concentra imenso poder – que é o das escalas. Observe que eu disse escala e não sorteio.

              Esqueça o sorteio de árbitros. Em todo o país, ele foi transformado quase em mera formalidade. Todo tipo de modelo para assegurar a escala de um determinado árbitro já foi usado. Ex1. Indica-se dois árbitros para sortear dois jogos. Os dois têm escala garantida, um em cada partida. Ex2. Põe-se um árbitro num sorteio. Se ele perde, é colocado no seguinte e no seguinte, até que ele ganhe. Já houve árbitro que entrou em quatro sorteios na mesma rodada. Atualmente, o sorteio é inútil para seus propósitos e serve apenas como bode expiatório para problemas. Deveria ser extinto, para que as desculpas ao menos mudassem.

              Os grupos que brigam pelo poder é o dos paulistas, de um lado, dos cariocas, de outro e de árbitros de Minas e DF de outro. Na última eleição da Anaf, houve três chapas e venceu Jorge Paulo Gomes, do DF, no segundo turno. A chapa paulista paulista ficou em segundo e a carioca em terceiro. Mas a divisão não é 100% estadual. Profissionais do Rio estão com Correa e vários de São Paulo, com Gomes.*

              Até a queda de Armando Marques, o grupo do Rio sempre teve o poder. Em 2005, com o caso Edílson, ele foi substituído por Edson Resende, de Brasília. Este, por motivos nunca explicados, renunciou no meio de 2007 e foi substituído por Correa, que parece ameaçado agora.*

              A posição da CBF é a mesma de todas as federações. Mantém o chefe da arbitragem enquanto dá. Quando ele se queima, a entidade lava as mãos. Descarta o antigo colaborador e coloca outro.

              E isso é apenas um pálido retrato do subterrâneo da arbitragem brasileira. Não tenho dúvida de que aquilo que ignoro é muito mais interessante.

              * texto corrigido

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              • 26.dez.2008

                Do Oiapoque ao Chuí

                por Marcelo Damato

                O jornal O Globo noticia hoje que a CBF convenceu a Fifa a permitir 12 sedes para a Copa de 2014. A Fifa queria apenas dez sedes, como aconteceu com a África do Sul. Teme que o Brasil não dê conta do desafio se ele for grande demais. Até hoje nenhum país usou 12 sedes, tendo de construir a maioria dos estádios.
                França-98 teve dez estádios. Coréia/Japão teve dez em cada país-sede e Alemanha-06 teve 12, mas a maioria sofreu reformas leves apenas.

                Segundo o jornal, cinco cidades estão garantidas: Rio, São Paulo, BH, Porto Alegre e Brasília.
                O Nordeste terá três sedes e Salvador, Fortaleza e Recife levam vantagem contra Natal e Maceió.
                O Norte teria uma, provavelmente Manaus ou Belém.
                As demais três cidades ficariam entre Curitiba (quase confirmada), Florianópolis, Goiânia e a capital de um dos Mato Grosso (Cuiabá ou Campo Grande).

                A simples possibilidade de haver três sedes no Centro-Oeste mostra o que significa ter 12 sedes.
                Ainda que sejam as capitais de PR, SC e GO, haveria ao menos uma capital que não tem time na Série A ou B há anos.

                Duas cidades a mais tornarão a Copa um pouco mais nacional, ao custo de mais dois aeroportos, dois parques hoteleiros e dois estádios. Quem construirá os segundos para uns 20 dias de evento é um mistério. Quem bancará a expansão dos primeiros, que ficarão superdimensionados tão logo acabe a Copa, seremos nós.

                O anúncio oficial das sedes ocorrerá no primeiro trimestre do ano que vem.

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                • 22.dez.2008

                  Luxemburgo, o polvo

                  por Marcelo Damato

                  O site Gazeta Esportiva traz uma reportagem sobre algumas atividades do Instituto Wanderley Luxembugo, na formação de árbitros. Tem um pouco de tudo, nesse instituto em que as aulas são dadas à distância: Aulas-show, professor que faz merchan…

                  O mais estarrecedor é não só o sucesso de um empreendimento assim – já são 35 franquias em 31 cidades, incluindo Miami – mas principalmente que muitas federações assinaram convênios com o IWL e cabe a ele formar árbitros naqueles estados.

                  Quantos estados? Quase todas. Só escapam SP, RJ, RS e MG.

                  Ou seja, federações com muitas décadas de existência delegaram a um organismo privado, com fins lucrativos, o desenvolvimento da arbitragem no estado. E a CBF por enquanto nada faz. Só diz que não gostaria de ver um jogo com o professor Luxemburgo no banco e um ex-aluno no apito

                  Maior confissão de incompetência de uns e de preguiça de outro é difícil imaginar.

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                  • 06.dez.2008

                    O caso Tardelli – 3

                    por Marcelo Damato

                    Membros da Justiça desportiva começam a recolher informações sobre o caso de suposta tentativa de suborno a Wagner Tardelli. E a linha de apuração nada tem a ver com Madonna ou FPF.

                    As informações que chegaram a membros do tribunal sugerem que a trama foi descoberta por acaso pela Polícia em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Quem teria avisado a CBF seria o Ministério Público.

                    Os membros do STJD dizem que não sabem nada além disso.

                    Até segunda-feira, a conspiralândia vai ferver…

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                    • 06.dez.2008

                      O caso Tardelli – 2

                      por Marcelo Damato

                      O caso Wagner Tardelli tem sua primeira versão e comprometeria o São Paulo. Nada disso ainda tem nenhuma confirmação, mas é a única história com começo meio e fim que surgiu até agora.

                      Por essa versão, a diretoria do São Paulo teria mandado ingressos do show da Madonna ao árbitro via Federação Paulista. Há relatos de supostas conversas entre a secretária de Juvenal Juvêncio e a de Marco Polo Del Nero pedindo instruções para o envio. A entidade confiscou o envelope e mandou para a CBF.

                      É muito difícil acreditar que o São Paulo tomaria semelhante atitude e pensando que nada aconteceria. Mas, se fez, não resta outra coisa que aplicar o CBJD.

                      E caberia ao São Paulo tomar a mesma providência com seu presidente, pois o dano à imagem do clube se arrastaria por décadas.

                      Mas, como disse, eu tendo a não acreditar.

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