Pelo menos que eu me lembro, foi a primeira vez que o governador de Estado e não o presidente do clube anunciou o fechamento de um patrocínio. Não foi a primeira vez, claro, que um governador usou seu poder, mas até agora havia um mínimo de pudor.
No Vasco, não há. Quem manda é Sérgio Cabral. Roberto Dinamite é apenas seu preposto. Por tanto, foi Cabral que anunciou o novo patrocínio do Vasco. É o terceiro clube do Rio que receberá dinheiro de uma estatal. E não será pouco: R$ 14 milhões por ano, sendo R$ 12,5 milhões para o futebol e o restante para outros esportes e uma rubrica enigmática: responsabilidade social.
Para o Vasco, é um grande negócio. Pela primeira vez neste século terá um patrocínio de acordo com seu tamanho e suas despesas. O contrato deverá ter impacto sobre a capacidade de o clube se reforçar.
Mas a cerimônia de apresentação deixou claro que não se trata de um contrato profissional de marketing, conseguido pela competência do marketing do clube e pela expectativa de retorno financeiro da companhia.
A cerimônia foi marcada por declarações capaz de deixar os ouvintes com os braços em carne viva de tantos beliscões que cada um teve de dar para ter certeza que não estava alucinado.
“A Eletrobrás vai ajudar o Vasco a ganhar o título inédito da Série B”.
.
Sérgio Cabral, governador, vendendo a Série B como se fosse mais que a A.
.
“Meus netos são vascaínos e vão ficar felizes”
.
José Antonio Muniz, presidente da Eletrobrás, justificando por que colocou o dinheiro da companhia, que é estatal e não dele próprio, no Vasco.
Tags: Eletrobras, Sérgio Cabral











