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Blog dos Colunistas

  1. 02.jul.2009

    Inferno em vermelho e branco

    por Marcelo Damato às 13:46h

    A pressão que o Inter montou para vencer a final da Copa do Brasil deu errado, mas não acabou nem mesmo depois do jogo.

    A convocação da torcida para o clássico já falava em transformar o Beira-Rio num inferno para os corintianos.

    O vice de Futebol Fernando Carvalho mostrou que isso não era figura de linguagem. Primeiro montou o tal DVD com os supostos erros a favor do Corinthians - nada contra fazer isso, desde circulasse apenas nos canais competentes, tê-lo tornado público mostra que o cartola tinha propósitos demagógicos). Depois pegou uma faixa que ele sabia que era de camelô e foi à TV dizer que o Corinthians estava comemorando antecipadamente.

    Nas horas que antecederam a partida, o Beira-Rio virou um circo, com imagens e vozes convocando praticamente a uma guerra.

    Depois do jogo, a farra continuou. O Internacional montou o palanque de entrega do título num local que só tinha torcida do Internacional. Na comemoração, torcedores do Inter jogaram pedras nos corintianos, atingindo pelo menos um jogador.

    Quando os jogadores do Corinthians correram para sua torcida, para mostrar a taça, a diretoria do Inter mandou apagar alguns holefotes, menos de dez minutos depois do fim do jogo.

    Mas, felizmente, sobraram algumas torres e o Corinthians pôde comemorar em campo, por mais cerca de 15 minutos.

    Na saída, torcedores do INter agrediram quem indentificaram como paulistas, fossem torcedores ou jornalistas.

    Agora, resta saber quem pagará por isso. Se é que pagará.

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      Copa do Brasil, Corinthians, Internacional
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    • 02.jul.2009

      De novo, no alto

      por Marcelo Damato às 0:16h

      Foi um título de confirmações.
      Foi uma confirmação para o projeto da atual administração do Corinthians, que tirou o time da Série B em 2008 e neste ano já havia conquistado o Paulista
      Foi uma confirmação para o técnico Mano Menezes, caso raro de treinador com prestígio antes de conseguir um título nacional.
      Foi uma confirmação para vários jogadores, como André Santos, Dentinho, Jorge Henrique, Felipe e outros.
      Foi uma confirmação para Ronaldo, que mesmo não jogando bulhufas na final - exceto por um passe no lance do segundo gol -, que mesmo perdendo um gol que até eu faria e outro que até o Souza faria, foi importante em vários jogos desta caminhada

      Foi uma festa para a torcida, que depois de mais de meia década, volta a estar acima de todos os rivais, e principalmente porque garante a vaga para essa sina que é a Libertadores, no ano do Centenário.

      E uma curiosidade numérica, divertida e sem importância como quase todas, o Corinthians venceu a Copa do Brasil em suas 7ª, 14ª e 21ª edições.

      O Internacional, ao contrário, no ano do seu centenário, teve que conceder a taça ao rival em seu estádio.

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        Copa do Brasil, Corinthians, Internacional
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      • 01.jul.2009

        No Brasil, só com jeitinho

        por Marcelo Damato às 13:19h

        Para evitar um eventual foguetório noturno da torcida do Internacional, o Corinthians hospedou-se ao lado do rival desta noite.

        Foi uma medida esperta, mas que revela uma realidade triste.

        Os times visitantes são costumeiramente maltratados no Brasil. Os times e as torcidas.

        Dizer que é impossível reprimir um foguetório é afirmar que a polícia é formada por quadrúpedes desequipados, o que é uma dupla mentira. Com cérebro ou equipamento, é mais do que fácil bloquear essa ação. O alcance de um rojão é de pouquíssimas quadras. E rojão deixa rastro no céu, sempre visível a um binóculo com infravermelho.

        Mas a polícia não faz nada porque é sempre do time da casa. Não só em Porto Alegre, mas em muitos e muitos locais. Afinal, o forasteiro depois vai embora e quem vai embora não reclama.

        A CBF, que é responsável pelo torneio, como de costume, nada faz para acabar com isso. Houvesse punição e não haveria mais o problema.

        E a punição é muito simples de justificar. Se a polícia não é capaz de dar segurança a um dos times, não pode haver jogo nesse local.

        Mas, repito, não estou falando deste jogo em particular. Estou falando do Brasil todo.

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        • 28.jun.2009

          No, they can’t. Por pouco

          por Marcelo Damato às 17:45h

          Poucos imaginariam que a seleção dos EUA abriria 2 a 0 com 27 minutos. E poucos também imaginariam que o Brasil, jogando diante de um adversário tão estruturado no primeiro tempo, conseguiria virar o jogo no segundo.

          Mas conseguiu.

          No primeiro tempo, tinha-se a sensação de que os EUA tinham 12, até 13 em campo. Numa cobrança de escanteio a seu favor, os americanos avançaram oito jogadores: um na cobrança, quatro na área, três na sobra. O Brasil pegou o rebote e contra-atacou. Quando a bola chegou à intermediária rival, já havia sete americanos esperando a bola ou chegando. Impressionante.

          No segundo, os americanos deram meio metro a Luis Fabiano e seu gol reacendeu o jogo. O Brasil foi apertando e os rivais, encolhendo. Passaram de 13 a 12 a 11 e às vezes pareciam ter apenas 10 jogadores em campo.

          O Brasil poderia ter empatado mais cedo, mas o bandeira não viu o gol de Kaká e o drama continuou. A não marcação do gol foi especialmente cruel para André Santos, que fez sua melhor partida, finalizando, marcando e cruzando mais, errando menos, mas ainda tímido para iniciar suas próprias partidas. Daniel Alves errou mais do que ele, mas teve mais iniciativa e movimentou mais a bola pela esquerda.

          Foi com a entrada dele e especialmente de Elano que o Brasil conseguiu a força extra para a virada.

          E acabou sendo Lúcio, com um drama mantido em segredo - ele foi dispensado pelo Bayern München -, que marcou o gol do título. Lúcio, aliás, foi um show na Copa das Confederações, agindo várias vezes como um atacante surpresa, driblando e chutando várias vezes. Na hora do gol, em vez de correr para as câmeras, correu para Elano.

          Enfim, agora é ver se essa Copa das Confederações vai valer alguma coisa na Copa. Nas últimas, tem valido. Ao contrário.

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            Copa das Confederações
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          • 28.jun.2009

            Conversa para boi dormir

            por Marcelo Damato às 16:33h

            Se o presidente do Barcelona, Juan Laporta, fosse um agente de jogadores seria criticadíssimo pela forma como comentou a oferta do Manchester City pelo seu atacante Eto’o.

            Laporta qualificou a proposta de brutal, estratosférica e até mastodôntica.

            “Ele está começando a se dar conta de que tem uma oferta brutal, que é muito difícil de recusar, pois o transformaria no jogador mais bem pago do mundo”, disse o presidente do Barcelona.

            A última afirmação é falsa. Eto’o ganharia pouco menos de 11 milhões de euros por ano, bem abaixo, por exemplo, dos 13 milhões que serão pagos a Cristiano Ronaldo. E na Espanha os clube pagam o valor líquido, não bruto.

            Talvez por isso, o jogador se mostrou muito menos entusiasmado com a oferta do Manchester City que o cartola catalão. Afirmou textualmente que poderia muito bem ganhar isso no Barcelona.

            Na verdade o que Laporta quer é vender o jogador. O preço não é grande coisa, 30 milhões de euros para o clube catalão - como comparação o clube pagou 32 milhões pelo lateral Daniel Alves. A razão é outra.

            A explicação provável é a situação financeira do Barcelona. Aquela reestruturação que permitiu ao clube reerguer-se acabou. Os gastos subiram nas últimas temporadas. O clube gasta com contratações mais do que sua capacidade de repor o dinheiro. E quer mais. Quer Villa e Ribéry.

            Para cobrir esse buraco, o clube estaria tentando vender uma parte do terreno vizinho ao seu CT. Tenta com isso conseguir 20 milhões de euros.

            Se o fizer, será a segunda vez que o presidente quebra sua promessa de não vender patrimônio do clube para pagar despesas.

            Outro que deve entrar na ciranda financeira de Laporta é Keirrison. Dificilmente ficará no clube. Deve ser moeda de troca no negócio com Villa.

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            • 28.jun.2009

              Os verdadeiros campeões

              por Marcelo Damato às 12:48h

              Na premiação para o Flamengo, campeão do Novo Basquete Brasil, foram o presidente - licenciado - Marcio Braga e a diretora de esportes olímpicos, Patricia Amorim, - e não os jogadores - que receberam o troféu. Ambos - e mais uma terceira pessoa que desconheço - ergueram a taça.

              O capitão Marcelinho ficou atrás e os demais jogadores no pós, bem atrás dele.

              Quando teve a chance, Marcelinho avançou, pôs a mão na taça, arrancou-a sutilmente da mão dos cartolas e avançou em direção à torcida.

              E aí, o público, que assitia em silêncio a mais essa carteirada, enfim vibrou.

              Na comemoração, a medalha de Jefferson quebrou-se - a parte principal descolou-se do clip que a prendia à fita - mas um torcedor devolveu-a ao campeão.

              A final começou muito tensa. Aos dois minutos, a arbitragem desqualificou um jogador de cada lado e a partida ficou parada por 15 minutos. O Brasília virou o primeiro quarto na frente, mas a partir do segundo quarto, o Flamengo abriu uma vantagem que variou entre três e 13 pontos e terminou em oito.

              Sobre o campeão, não há muito o que dizer, além de que, mais uma vez, foi a melhor equipe do começo ao fim do campeonato. Pela diferença que mostrou em relação aos demais, até que foi surpresa a decisão ter chegado ao quinto jogo.

              O NBB é um embrião de organização para o basquete brasileiro. Tomara que dali ressurja o esporte, que já foi o número dois do Brasil.

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              • 27.jun.2009

                Os últimos serão… não tão últimos

                por Marcelo Damato às 18:28h

                Nessa início de rodada, o lanterna venceu e o líder perdeu, ambos Atléticos. Nos três jogos, venceu quem jogou em casa e quem estava atrás na tabela.

                Em Curitiba, o árbitro Cláudio Mercante parecia um rebocador em alto mar. Ia perdido, jogado pelas ondas, pensando apenas em não afundar. Deveria ter expulsado mais que um par de jogadores, errado menos marcações e ao menos tentado convencer jogadores e técnicos de que ele era a autoridade e não um pobre coitado que aturava todo tipo de desaforo. Pior que o árbitro, só o gramado (aliás, os clubes não têm cláusulas de multa para as empresas que cuidam dos gramados?)

                Nesse ambiente, o Atlético dominou o primeiro tempo e fez um gol de falta em que o goleiro armou mal a barreira, mas de qualquer for o chute foi quase impossível de pegar.

                No Morumbi, num gelo de congelar pernambuco, o São Paulo voltou a vencer e mais animador ainda, Hernanes voltou a jogar bem. Não foi uma exibição de gala, mas deu uma assistência e fez seu primeiro gol em três meses e meio. Quem foi vaiado foi Washington, que não cumpriu a promessa de fazer gols caso recebesse bolas. O veterano centroavante está cada vez mais pressionado. Torcida não gosta de quem dá desculpas.

                E o Atlético? Que coisa. Levou quatro do Barueri, que além de um bom ataque tem um dos poucos gramados decentes do Campeonato Brasileiro. E no Barueri, Pedrão, com uma perna fora do clube, teve uma atuação discreta.

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                • 27.jun.2009

                  Os bastidores da saída de Luxemburgo

                  por Marcelo Damato às 15:00h

                  Luiz Gonzaga Belluzzo estava em Campinas, na Facamp, onde exerce cargo administrativo, quando Luxemburgo declarou que Keirrison não mais trabalharia com ele no Palmeiras. Belluzzo estava com o celular desligado e não ficou sabendo. No fim da tarde, quando voltava a São Paulo, tomou conhecimento do fato por jornalistas.

                  Não decidiu nada. Chegou a seu  apartamento informou-se e decidiu que o Palmeiras não poderia continuar com um técnico com esse comportamento.

                  Chamou então o vice Gilberto Cipullo, os diretores Gennaro Marino e Savério Orlandi e o gerente oninho Cecílio. Orlandi alegou motivos pessoais e não compareceu. Num jantar fora, Belluzzo disse aos três colaboradores que Luxemburgo havia passado do limite.

                  Seus interlocutores ponderaram, tentando encontrar uma solução intermediária. Belluzzo não aceitou. Determinou a Cipullo, responsável pelo futebol, e a Toninho a tarefa de comunicar a demissão e voltou para casa. Luxemburgo foi chamado às 23h e, sem Belluzzo por perto, nem teve muito o que argumentar.

                  E assim acabou a passagem de Luxemburgo pelo Palmeiras. Com a sua saída, vários dos seus colaboradores deverão deixar o clube

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                  • 27.jun.2009

                    Tranca no Pinel!

                    por Marcelo Damato às 12:00h

                    “Zico só virou titular no Flamengo, em 1974, aos 23 anos pelas mãos do então técnico Joubert. Ele precisa ter paciência porque pretendemos utilizá-lo no time, até porque disputaremos várias partidas em pouco tempo”

                    Carlos Alberto Parreira, técnico do Fluminense, ao tentar convencer Tartá a ter mais paciência com a reserva, aumentou em três anos a idade do Galinho, . No início de 1974, quando Zico foi promovido a titular ele estava a semanas de completar 21 anos. Tinha 20 portanto. Como um dos técnicos mais renomados do Brasil pode ter um erro tão grosseiro como esse sobre um dos jogadores mais famosos do país e seu contemporâneo é um mistério que ficará para sempre

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                    • 27.jun.2009

                      Caindo das nuvens

                      por Marcelo Damato às 2:40h

                      Vanderlei Luxemburgo praticamente pediu demissão ao dizer que Keirrison não jogaria mais com ele e se a diretoria não gostasse que o mandasse embora.

                      E deu furo em toda a imprensa ao publicar em seu próprio blog que tinha sido demitido por “quebra de hierarquia”. Publicou a notícia aos 44 minutos de sábado.

                      Luxemburgo foi chamado à diretoria do Palmeiras às 23h. Conversou com o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e o vice Gilberto Cipullo. Lá foi cobrado por sua declaração e em seguida demitido.

                      Atualização: a queda de Luxemburgo também teve o dedo de J. Hawilla. O empresário ficou irritado com a declaração do treinado de que ele havia lhe prometido que Keirrison ficaria até o meio do ano que vem.

                      O ânimo já não estava bom antes. A empresa gastou muito com as contratações pedidas pelo treinador e não via perspectiva de recuperar todo o dinheiro sem vender o atacante.

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                      • 26.jun.2009

                        A três minutos do paraíso

                        por Marcelo Damato às 0:06h

                        Joel Santana só faltou entrar em campo e jogar. O homem que revolucionou os limites do idioma inglês, pulou gritou, berrou, delirou, sofreu, pediu, implorou, xingou (e como xingou!) com seus jogadores, iludiu-se e depois frustrou-se a cada chance perdida pelos Bafana, Bafana, que na sua melhor partida na Copa das Confederações, pararam o Brasil por 85 minutos e até poderiam ter vencido.

                        Mas a cobrança de falta de Daniel Alves, o Belzebu verde-amarelo, destruiu o sonho de milhões pelo país adentro, em especial daquele que esteve a poucos minutos da consagração nacional, de ser o artífice de um dia que seguramente se tornaria a segunda data nacional desse país tão singular.

                        Aí a Joel sobrou apenas a oportunidade de desfilar seu inglês da globalização, de quem acredita que vergonha não é fazer feio, vergonha é não tentar. E tanto quanto seu treinador, a África do Sul tentou.

                        No Brasil, o time teve enormes dificuldades, Ramires foi uma sombra do jogo anterior e André Santos mais uma vez mostrou excesso de nervosismo e falta de pernas para acompanhar os sul-africanos.

                        Dunga insistiu com ele o quanto pôde, mas finalmente sacou-o e testou Daniel Alves na esquerda. Deu no que deu.

                        Para a tristeza de Joel.

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                        • 25.jun.2009

                          A bronca

                          por Marcelo Damato às 12:52h

                          “Para mim, isso é frescura. É algo que acontece o tempo todo dentro de campo. É totalmente normal. Não entendo como algo fora do comum. Aconteceu comigo várias vezes. E já fiz também. Eu não denunciaria. Mas o Elicarlos está no direito dele. A denúncia é compreensível, o que não pode é ter uma dimensão exagerada.”

                          Alex, meia do Fenerbahçe (TUR) e ex-jogador do Cruzeiro, que esteve na quarta-feira no Mineirão.

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                          • 25.jun.2009

                            Mais um circo, mas com sensatez

                            por Marcelo Damato às 2:13h

                            Mais um jogo de futebol, mais um jogo com um argentino em campo, mais um jogo com acusação de racismo, mais um jogo com show da polícia, mais…

                            Mas a Polícia mineira, talvez aprendendo com a experiência alheia, não deu o show de truculência, demagogia e xenofobia que a Polícia paulista havia dado no caso Desábato, em 2005.

                            Desta vez, a polícia bloqueou o ônibus, mas queria apenas ouvir o jogador. Máxi López pôde dar sua versão do caso sem estar previamente julgado pelo delegado.

                            Mas é claro também que o Grêmio não era Quilmes. O Grêmio é um clube brasileiro e que sabia como lidar com a polícia. E que a polícia também sabia com quem estava lidando.

                            Todos os jogadores do Grêmio saíram junto com Maxi López para acompanhar o seu depoimento. Ficaram na sala ao lado.

                            O atacante argentino deixou o depoimento e voltou ao ônibus do time e dali para o hotel. Amanhã vai a Porto Alegre. O caso será apurado como qualquer denúncia, sem pré-julgamentos.

                            Enfim, estamos melhorando.

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                            • 24.jun.2009

                              A substituição decisiva

                              por Marcelo Damato às 23:53h

                              Neste jogo do Mineirão, quando alguém perguntar qual foi o momento mais importante da partida, ninguém poderá deixar de responder: foi a contusão do árbitro.

                              Um evento tão raro, anódino, bizarro, seria por si só apenas isso mesmo, uma aberração, mas jamais algo que pudesse influenciar no resultado do jogo.

                              Mas de fato foi. Até aquele momento, o Cruzeiro havia feito uma partida magnifica, envolvendo o Grêmio seguidamente. Fazia 3 a 0 e deixava os tricolores mais que derrotados, desesperançados. No ânimo do jogo, nem mesmo as chances criadas pelos gaúchos serviam de algum consolo.

                              Quando entrou o árbitro reserva, havia outra partida, com o Grêmio senhor. Fez um gol, numa falta duvidosa (no Brasileiro, no mesmo tipo de lance, não se marca nada) e numa cobrança magistral de Souza, uma folha seca, e a partir daí o Grêmio cresceu ainda mais, pressionou, mas não fez mais nenhum.

                              Assim, o que era uma festa de sonhos para a torcida azul, terminou com uma noite de raposas ressabiadas e mosqueteiros mais confiantes.

                              É mais ou menos como aconteceu entre coritianos e pernambucanos no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil de 2008. É claro que o fato de duas histórias começarem da mesma maneira nada indica que elas terminarão assim.

                              De todas as imagens do final da partida, a mais preocupante foi ver Marquinhos Paraná colocando a mão na parte de trás da coxa. Coringa azul, Marquinhos, numa das raras vezes que atuou na esquerda, teve uma atuação memorável, defendendo e atacando com tanta eficiência que às vezes parecia haver dois dele em campo.

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                              • 24.jun.2009

                                Deu no New York Times

                                por Marcelo Damato às 20:02h

                                A vitória dos EUA sobre a Espanha foi considerada pelo maior jornal do mundo não só o maor triunfo de uma seleção masculina de futebol dos EUA de todos os tempos, como o segundo maior feito de uma equipe esportiva americana da história, superado apenas pela vitória do time de hóquei sobre a seleção soviética no Mundial de 1980 - na época os profissionais não podiam jogar e os países comunistas levavam vantagem com seu amadorismo marrom, patrocinado pelo Estado.

                                Aqui no Brasil a polêmica antes da partida era se a Espanha iria ganhar fácil ou difícil.

                                Agora, os norte-americanos estão na final. E a Espanha caiu das nuvens.

                                Será que haverá o mesmo no segundo jogo?

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                                • 24.jun.2009

                                  Turbulência no principado

                                  por Marcelo Damato às 12:47h

                                  No final do ano, o São Paulo sentia-se muito fortalecido. Tinha o estádio da Copa, acabava de se sagrar tricampeão brasileiro, e tinha as finanças estáveis.

                                  O caso Madonna levou os diretores a por em prática o que defendiam havia tempos. Nenhuma tese era absurda, mas o São Paulo resolveu ser “autêntico” e deixar de lado a “política” (ou melhor a diplomacia), para usar palavras em moda no futebol.

                                  Denunciou o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, mudou a divisão de ingressos nos clássicos com o Corinthians - antes do anúncio, Andrés Sanchez chegou a deixar recados no telefone de Juvenal Juvencio tentando convence-lo a não fazer isso - e desdenhou dos protestos do co-irmão-rival.

                                  A maré mudou no segundo trimestre de 2009. O Corinthians revidou, Del Nero voltou e o projeto da Copa foi bombardeado. O ponto mais baixo do refluxo foi a eliminação na Libertadores.

                                  O São Paulo percebeu isso. Convidou os presidentes de clube à visita de Lula no Morumbi. E também o desafeto Del Nero. Mas só foram os “inimigos”, Del Nero e Sánchez. Os “aliados” Marcelo Teixeira e Luiz Belluzzo faltaram.

                                  Maquiavel já dizia que as pessoas esquecem as ajudas muito mais rápido do que esquecem as ofensas.

                                  Pelo jeito, Juvenal Juvêncio não leu Maquiavel.

                                  Mas é claro esta é a situação de hoje. A vida continua. E a política também.

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                                  • 24.jun.2009

                                    A revolução ganhou

                                    por Marcelo Damato às 12:24h

                                    As equipes venceram o presidente da FIA na batalha pelo poder na F-1.
                                    Foi um massacre. Conseguiram até mais do que tinham.

                                    Mantiveram as regras de 2009 - e farão cortes de despesas segundo a sua proposta - em dois anos devem voltar aos custos do início dos anos 90.

                                    E puseram Max Mosley para fora.
                                    Mosley se comprometeu a não se apresentar para as eleições de outubro, deixando o cargo após 16 anos no poder.

                                    As equipes saem assim aparentemente muito fortalecidas - os detalhes da negociação só devem surgir aos poucos. Ficaram dentro da FIA, mas ditam as regras do seu jogo muito mais do que antes

                                    Para os torcedores brasileiros, o mais importante é que haverá GP em 2010.

                                    Aqui e não na Argentina, hehehe.

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                                    • 21.jun.2009

                                      Uma questão de perspectiva

                                      por Marcelo Damato às 9:50h

                                      Foi o primeiro GP do ano em que os três brasileiros chegaram à frente de seus companheiros de equipe. Foi, de fato, a primeira vez que Barrichello e Piquet conseguiram isso, em oito GPs.

                                      Se a corrida fosse uma competição contra seu companheiro, os brasileiros teriam corrido bem. Mas não é e, exceto, por Massa, não correram.

                                      Barrichello tinha mais uma vez uma grande perspectiva de vencer. Largava na primeira fila e estava muito mais leve do que Vettel. Mas só viu o alemão de lado na largada e por trás durante algumas voltas. Depois, tchau. O alemão, mesmo mais pesado, foi abrindo mais de um segundo por volta - lembrou Senna em seus melhores momentos. Barrichello só segurou Webber no primeiro trecho. Depois tchau. Sua corrida passou a ser a manutenção da posição.

                                      E o problema não foi de estratégia. Foi graças a ela que pode ficar muito mais tempo na pista no segundo trecho e isso ajudou a sobreviver aos que vinham de trás.

                                      O resultado mudou um pouco o panorama do campeonato. Vettel e Webber estão encostando em Barrichello. Este se aproximou um pouquinho de Button (precisava tirar dois pontos por prova e tirou três). Pela primeira vez a Brawn não tem mais pontos que a segunda e terceira equipes somadas.

                                      E Massa vem renascendo. Ganhou sete posições na corrida, chegou a encostar em Barrichello, pontuou pela quarta vez seguida, subiu para o sexto lugar e nesse ritmo deve chegar a quinto.

                                      E provavelmente vai parar por aí. Porque Brawn e Red Bull ainda estão acima das outras.

                                      Nesse campeonato de quatro pilotos, Button ainda está disparado, e Barrichello viu sua vantagem para os redbulianos cair dez pontos em duas corridas. Mas, claro, na Alemanha, tudo pode mudar. Afinal, lá já teve muita surpresa, até padre maluco entrando na pista.

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                                      • 20.jun.2009

                                        Um jogo de herói e vilão

                                        por Marcelo Damato às 16:37h

                                        Obina fez dois gols (a arbitragem anulou um) e participou da jogada de um terceiro. Contrariando a expectativa de muita gente, inclusive eu, foi o nome do jogo. Mostrou empenho, visão e alguma qualidade.

                                        A jogada do primeiro gol é daquelas que torcedor adora, que mistura raça, sorte e precisão. É claro que Obina levou sorte, pois a bola bateu no calcanhar do pé que estava atrás e fez a trajetória precisa para sua passada. Mas quem não arrisca não pestica. E o Obina estava precisando mesmo de uns petiscos.

                                        No outro time, o goleiro Vinicius foi o perfeito vilão. No primeiro gol, foi ser preciosista e complicou o simples. Atrapalhou-se, afobou-se e chutou tarde demais. No gol definitivo, ao tentar socar a bola, foi no corpo do próprio companheiro. Não fosse isso e Obina nem teria cabeceado.

                                        E assim o Atlético esteve a segundos de sair da zona do rebaixamento e não conseguiu. Pior, caiu para a lanterna.

                                        Quem mandou dar mole para o Obina?

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                                        • 20.jun.2009

                                          A bronca

                                          por Marcelo Damato às 13:42h

                                          “O cara ligar para o presidente do São Paulo para perguntar se deve sair do Flamengo é demais”

                                          Muricy Ramalho, sobre Cuca, cuja atitude ele qualificou de “completamente sem ética”. O ex-técnico do São Paulo elogiou a torcida negou que houvesse racha no elenco e não polemizou sobre o fato de alguns diretores não gostarem dele.
                                          Muricy também voltou a insistir no marketing do antimarketing ao dizer que é “muito ruim de social”, que não é “simpático”, nem tenta “agradar” nem sai para jantar com dirigentes.

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