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Quando o goleiro decide

por Marcelo Damato em 12.jun.2011 às 21:32h

A terceira vitória do C0rinthians no Brasileiro teve basicamente dois responsáveis: os goleiros Júlio Cesar e Ricardo Berna.

O corintiano pegou muito. E pegou muito porqye teve de jogar bastante.

E estou bem à vontade para eloar Julio Cesar. Na época da saída do Felipe, fui contra sua efetivação. Não por questões técnicas, mas por ser pequeno.

Para um goleiro pequeno, as defesas são sempre mais difíceis.

Mas, se é pequeno no tamanho, tem se mostrado um gigante psicologicamente. Sob pressão, está evoluindo.

Por isso, fui contra, mas não sou mais.

Pior, a campanha que se faz contra ele é injustificável.  Mesmo hoje, depois de uma grande atuação, vários comentaristas pediram sua saída.

Quase tão decisivo quanto Júlio Cesar foi Ricardo Berna. Mas no sentido contrário.

Falhou. Mais uma vez.

Pois, quando a bola esteve fora da área, o Fluminense foi bem melhor.

Mas adianta ser melhor e não vencer?

Visão em branco e preto

por Marcelo Damato em 26.mai.2011 às 20:37h

A decisão do Corinthians de proibir o verde no carro que levaria seu nome na Formula Superlague foi de uma estreiteza inadmissível para uma administração que se pretende moderna.

A atitude mostra uma falta de auto-estima impressionante. O Corinthians não ficará maior nem menor se tiver um carro com qualquer se seja a cor. E cometeu a insanidade de rejeitar as cores da bandeira do Brasil – é isso mesmo, o carro tinha verde, amarelo, azul e branco.

Mas o mais importante é o seguinte ponto: verde não é a cor do Palmeiras. Verde é a cor de um monte de coisas, inclusive do Palmeiras. Verde é a cor das árvores, do mar, de um monte de vegetais importantes à saúde, da bandeira do Brasil, verde é a cor dos olhos de um monte de gente, é a cor da Jaguar. E também do Palmeiras.

Ao rejeitar o verde, o Corinthians está se encolhendo se fazendo menor do que poderia ser. Está entregando um pedaço do mundo ao rival.

Nas palavras de um jornalista palmeirense amigo meu, está dando ao Palmeiras uma importância que o clube talvez nem tenha.

O Corinthians tem que se preocupar consigo, em como vencer mais jogos e mais campeonatos, pois somente assim será mais conhecido e reconhecido. Tem que crescer mais na parte financeira e saber investir melhor o dinheiro para ter equipes sempre fortes, sempre campeãs. O resto tem pouca ou nenhuma importância.

A rivalidade é um ingrediente importante do futebol, porque faz as equipes se dedicarem mais, evoluírem. Mas a rivalidade não é um valor em si, é um meio para alcançar o que importa. E, para ser produtiva, a rivalidade tem que ser saudável e inteligente. Não pode ser confundida com intolerância, com radicalismo estéril. A intolerância é burra, todos sabem.

E nos principais países do mundo da bola, os clubes grandes já entenderam o caminho. O Manchester United jogou dois anos de azul, cor do City. A Inter de Milão já jogou com uma enorme cruz vermelha, cor do Milan, no peito. E entre os times que promovem o maior clássico do mundo, o Barcelona já jogou de branco, cor do Real, apenas com uma faixa azul-grená no peito.

Também é verdade que há mais países em que os clubes não aceitam usar a cor do rival. A Turquia e a Argentina são dois. É uma questão de escolha. Quem queremos ter como espelho? A Inglaterra ou a Argentina? A Espanha ou a Turquia? Queremos ter o futebol dos grandes espetáculos ou o das batalhas sangrentas? Futebol é fator de socialização ou de segregação?

Se o Corinthians quisesse se preocupar com o Palmeiras – o que acho errado,  nenhum clube deve se preocupar com o rival nesse nível – deveria isso sim fazer uma estratégia contrária, como fez o United com o City. Deveria “tomar” o verde do Palmeiras, torná-la uma cor tão neutra que o rival teria de escolher outra. Isso, sim, seria uma demonstração de força.

Mas, como disse, sou contra.

Enfim, o Corinthians perdeu a chance de reafirmar que é moderno.

 

PS: Pode-se discutir um ponto, muito importante: como ter um carro com o nome do Corinthians sem as cores do clube? Mas aí era precisa haver reação contra o azul, amarelo, vermelho, marrom, dourado, prateado, cinza e todas as cores que fogem do alvinegro.

Mas o clube preferiu abriu mão de ter um carro com suas cores para ganhar com a difusão do nome do clube em troca sem ter de gastar nada.

Isso, sim, deve ser questionado. A cor, pouco importa.

Engenhão sem bonde

por Marcelo Damato em 06.mai.2011 às 0:44h

Foi tudo estranho no Engenhão.

Ronaldinho Gaúcho até correu, fora de seu hábito.

Felipe, o goleiro em alta no Rio, falhou.

Fernando Henrique, escorraçado do futebol carioca, foi o presepeiro de sempre, mas defendeu muito bem.

Flamengo se aplicou, mas quem venceu foi o Ceará.

E poderia ter feito 3 a 0, se Geraldo, o matuzalém do futebol, não tivesse perdido um gol que até quem não é jogador faria.

No fim, Vanderlei entrou e diminuiu.

A invencibilidade do Flamengo foi para o espaço.

E a vaga nas semifinais ficou bem ameaçada.

 

Delírio em Curitiba

por Marcelo Damato em 06.mai.2011 às 0:14h

Foi uma das exibições mais incríveis, dessas que farão milhares de meninos e meninas do Paraná abraçarem para sempre as cores do Coritiba.

O Coritiba vinha de 23 vitorias seguidas, mas ainda havia uma ponta de dúvida. Dizia-se que o Palmeiras seria o teste da verdade.

O Palmeiras era o time que, com um jogador a menos, havia sido superior ao Corinthians, foi engolido em Curitiba.

Os últimos dois gols foram meio cômicos. No primeiro Geraldo pegou a bola quas no meio-campo e foi avançando sem combate até a altura da marca do pênalti, quando chutou.

No segundo, o jogador do Coritiba fez a jogada errada, enrolou-se com a bola, caiu e marcou quase deitado.

Foi muito mais fácil para o Coritiba que muito jogo do Estadual contra times menos famosos.

As surpresas continuam

Sempre Flamengo

por Marcelo Damato em 24.abr.2011 às 23:31h

No primeiro ano da era Ronaldinho, o Flamengo chegou à segunda final de turno do Estadual do Rio.

Sem Ronaldinho.

Quem brilhou mesmo foram Thiago Neves com a bola rolando e Felipe, com a bola parada.

Eles ganham bem, mas nada perto dos milhões de Ronaldinho.

Com ou sem o futebol do galáctico, o Flamengo caminha a passos largos para mais um título

O Flu jogou melhor, especialmente no primeiro tempo, mas pecou demais.

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Depois da arbitragem deste domingo, vai ser difícil Péricles Bassols pedir de volta o escudo da Fifa. A falta de Felipe em Rafael Moura foi claro, tanto quando o vermelho que o goleiro deveria levar. O impedimento do atacante do Flu no gol foi um escândalo. O bandeirinha deveria ser banido do futebol. Até um cego veria o impedimento.

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O que Ronaldinho está dando ao Flamengo? Dinheiro não é. Bola tampouco.

Tem gente que já começa a ser perguntar se foi um bom negócio.

É bom ser grande

por Marcelo Damato em 24.abr.2011 às 23:23h

Deu a lógica nas quartas-de-final do Paulista e o campeonato vai enfim começar.

Mas poderia ter sido diferente. Todos os jogos foram mais disputados do que se poderia esperar num confronto entre um grande e um pequeno na casa do primeiro.

Com exceção do jogo do São Paulo, os demais foram definidos pelo placar mínimo.

O Palmeiras só chegou à vitória depois que Xuxa foi injustamente expulso. Outros grandes também fizeram a camisa pesar.

Mas, como o resultado foi o que todos queriam, as quartas-de-final serão enterradas hoje mesmo.

Uma nova questão ética

por Marcelo Damato em 19.abr.2011 às 0:03h

O meia Iniesta corre o risco de pegar uma segunda partida de suspensão na Liga dos Campeões por ter levado o segundo cartão amarelo na partida contra o Shaktar Donetsk, da Ucrânia.

O motivo? fraude.

Iniesta teria forçado o cartão para jogar limpo as semifinais.

Opa! volta o filme!

Forçar cartão agora não pode?

Errado. Nunca pôde.

Mas no Brasil pode. Aqui é esperteza

(Para ser mais preciso, nem mais esperteza é. É quase obrigação. Quem não faz é chamado de burro).

Será que isso pega no Brasil?

Seria bom

Perdoa-me por me deixares

por Marcelo Damato em 14.mar.2011 às 0:58h

Esse negócio de que Muricy Ramalho deixou o Fluminense por falta de estrutura é conversa para boi dormir.

Muricy não é nenhum imbecil e sabe perfeitamente que em dois meses e meio a nova diretoria do Fluminense não iria conseguir fazer o que o clube em mais de cem anos não conseguiu: um lugar adequado para treinar.

Muricy certamente trombou com alguém no clube.

Dizem que ele não aceitou a demissão do vice de Futebol, Alcides Antunes. É engraçado porque até duas semanas atrás, afirmava-se que os dois não se davam, que Antunes queria demitir o técnico.

Acho que para a Libertadores, o Fluminense só tem a ganhar com a saída de Muricy. O forte desse técnico não écompetição mata-mata.

Outro ponto que chamou a atenção foi a postura do presidente do Fluminense, Peter Siemsen. Ele praticamente pediu desculpas a Muricy por esse ter deixado o clube.

Reconhecer erros é importante, mas o presidente de um clube grande deveria ter um pouco mais de postura. Afinal, está falando em nome de milhões de pessoas.

Muricy, por outro lado, deveria ter dado alguma explicação, de preferência sincera.

O técnico e o clube saem arranhados dessa história malcontada.

Será a hora do ouro?

por Marcelo Damato em 14.mar.2011 às 0:50h

A volta de Ganso e o crescimento de Lucas abrem uma perspectiva rara para o Brasil nos próximos Jogos Olímpicos, um trio ofensivo como nunca a seleção sub-23 TV teve.

São três jogadores de tanta qualidade que logo a discussão será se eles terão lugar juntos na seleção principal.

Neymar já uma realidade. Ganso e Lucas previsam ser mais testados na seleção principal.

Mas, na sub-23, o único obstáculo que pode afastá-los de um sucesso na Olimpíada – fora contusões, claro – é uma venda apressada para a Europa – como parece ser o caso de Ganso, sem a devida ressalva no contrato.

Nunca é demais lembrar que nenhum clube é obrigado a liberar jogadores para os Jogos Olímpicos, exceto os de seu próprio país.

Um bom começo

por Marcelo Damato em 27.fev.2011 às 22:30h

O Flamengo foi campeão da Taça Guanabara. Parabéns ao Flamengo, mas nada a comentar. Apenas confirmou seu favoritismo. Quem tem Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Vanderlei Luxemburgo, tem a obrigação de fazer um ótimo papel num Estadual.

Derrotou o Boavista. Mais do que esperado.

Dominou quase o jogo todo. Idem.

Venceu por 1 a 0. Epa! O Flamengo tem vários jogadores que, sozinhos, recebem mais do que a folha inteira do Boavista.

O gol foi de Ronaldinho Gaúcho. E de falta.

Ué?  Nenhum gol de bola rolando?

Nenhum. Luxemburgo, vendo que Ronaldinho não corre nem para o padrão do Estadual do Rio, colocou o craque como centroavante. Assim, não precisa correr quase nada.

Mas, para ser centroavante, é preciso ser rápido e usar o corpo, qualidades que Ronaldinho não tem.

Por isso, o Flamengo só engrenou no segundo tempo, com a entrada de Negueba. O técnico do Boavista, Alfredo Sampaio, também deu uma ajudazinha, desmontando sua eficiente retranca e saindo para jogar de igual para igual contra um adversário muito superior.

E assim o Flamengo ficou mais veloz e conseguiu a falta. Quando não precisa correr, Ronaldinho é insuperável. Bateu a falta com competência e já começou a comemorar antes mesmo de ela entrar.

(um detalhe curioso nesse lance. A falta foi aos 25min. Aos 31min, os jogadores comemoravam o gol. Seis minutos!)

O Flamengo está na final. E tem uma mão no título. Mas o que significa isso para quem tem de pagar mais de R$ 3 milhões por mês só para Ronaldinho, Thiago, Luxemburgo e sua supercomissão técnica?

Significa que é um bom começo.