por Mauro Beting
Desde julho de 2006 o São Paulo não sofria quatro gols num jogo pelo Brasileirão. E, então, era um time com 10 reservas, contra o Santos. Completo, ou quase isso, só o 4 a 2 para o Atlético Paranaense, em agosto de 2005. Não por acaso, desde então, no Brasileirão, só tem dado São Paulo.
E parecia que daria nos primeiros 20 minutos, no Serra Dourada mais tricolor que esmeraldino. Foram três chances tricolores. E o gol bem Washington, bem São Paulo: Hernanes cruzou, Jorge Wagner cabeceou, Harlei espalmou, o artilheiro bateu meio torto, mas a bola entrou, aos 15.
Tudo parecia tricolor até o golaço de VÃtor, pelo ponto mais frágil do sistema defensivo paulista. Às costas de Júnior César, para cima de Rodrigo, no lugar do ausente Miranda. Golaço, aos 21 minutos.
O São Paulo demorou a se reencontrar. E, quando começou a se enervar, levou um golaço do bom volante Rhitelly (pronuncia-se Ritchéli). Novamente em cima do lado esquerdo, aos 37min.
As equipes voltaram mais abertas. O São Paulo começou a perder os tantos gols que achou desde 2006. O Goiás acertou o contragolpe em boa atuação de Leo Lima, excelente saÃda de VÃtor à direita, outra grande partida de Iarley, e o gol de Fernandão, aos 21 minutos. Washington diminuiu num belo gol, aos 25. Será que o São Paulo seria mais uma vez o que tem sido?
Leo Lima acabou com a história no Serra Dourada. Aos 26min, um belo gol de fora da área fechou o placar. E só não cerrou a chance de tÃtulo porque é São Paulo. Merece mais que respeito.
Fosse outro, teria sido ainda menos favorito hoje.
Fosse outro, estaria enterrado quanto ao tÃtulo.
IncompreensÃvel, mesmo, só o Goiás ter deixado de jogar.
E ter mostrado tanto contra Flamengo e São Paulo.
Agora, para o São Paulo, é preciso torcer para o Flamengo empatar com o Grêmio no Maracanã, para o Inter não vencer o Santo André no Sul, e para o Palmeiras não vencer o Botafogo, no Rio – ou, se vencer o clube paulista pela contagem mÃnima no Engenhão, o Tricolor precisaria ganhar por 5 a 0 do Sport, no Morumbi).
Mauro Beting. Neto, filho, sobrinho, primo, irmão e marido de jornalistas, Mauro Beting está na imprensa por esporte desde 1990. Fez curso de arbitragem para aprender a ser xingado, fez curso de treinador para aprender a ser chamado de burro, e tenta não ser clubista, bairrista e achista no meio mais passional, parcial e subjetivo que existe. Comenta futebol na Rádio e TV Bandeirantes, e na TVLANCE! e RádioLance!; apresenta futebol na TV Esporte Interativo e no Bandsports; escreve futebol duas vezes por semana no LANCE! e uma vez por mês no FutLance! Neste blog quer blagues (comentários com humor). Nesta vida quer futebol.
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